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Lição 8                                                                                                        18 a 25 de agosto

                                                Os mortos em Cristo (1Ts 4:13-18)




Sábado à tarde                                                      Ano Bíblico: Jr 27–29

VERSO PARA MEMORIZAR: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e
ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4:16).

Leituras da semana: 1Ts 4:13-18; At 17:3; 1Co 15:20-23, 51-58; Jo 5:28, 29; Ap 20:4-6

Pensamento-chave: Paulo apresentou aos tessalonicenses (e a nós) uma poderosa esperança para o futuro, a promessa
da segunda vinda de Cristo.

No texto para esta semana (1Ts 4:13-18), Paulo estava reagindo a uma incompreensão teológica entre os tessalonicenses.
Embora não estejamos inteiramente certos sobre qual tenha sido o erro, alguns membros estavam definitivamente
angustiados a respeito do destino dos crentes que morreram antes da volta de Jesus. A questão parece ter sido sobre a
diferença entre os que morressem antes desse evento e os que estivessem vivos quando ele acontecesse.

Nesta semana, examinaremos o que sabemos sobre a situação que levou Paulo a escrever 1 Tessalonicenses 4:13-18. Nessa
passagem, ele não apenas corrigiu os equívocos do primeiro século, mas estabeleceu um fundamento seguro para os
cristãos do século 21. “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus
servos, os profetas” (Am 3:7). E por meio do ministério profético do apóstolo Paulo, o Senhor nos revelou verdades
maravilhosas sobre a natureza da segunda vinda de Jesus. Ao estudar esses versos, com atitude de oração, reflitamos
sobre a esperança incrível que neles encontramos.

Domingo                                                             Ano Bíblico: Jr 30–32

A situação em Tessalônica

   1. Leia 1 Tessalonicenses 4:13-18. Com base nos indícios dessa passagem, que falsas crenças na igreja de Tessalônica
trouxeram sofrimento desnecessário àqueles que as sustentavam?

I Tess. 4:13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos
entristeçais como os outros que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também
aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra
do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. 16
Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que
morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com
eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai-
vos uns aos outros com estas palavras.

Dentro do judaísmo dos dias de Paulo, prevalecia uma variedade de pontos de vista em relação ao tempo do fim. Um
desses pontos de vista foi, de alguma forma, introduzido na igreja de Tessalônica. Apesar de não termos certeza de qual
tenha sido exatamente esse ponto de vista, parece ter sido a ideia de que todos os fiéis de Deus teriam participação no
“mundo por vir”, mas somente os que estivessem vivos no fim seriam levados para o Céu. Os que morreram antes do fim
seriam ressuscitados e permaneceriam na Terra.

Em tal sistema de crenças, morrer antes do fim seria uma séria desvantagem. Mas isso também significaria uma
separação entre os que fossem levados para o Céu e os que fossem deixados na Terra. Se os tessalonicenses a quem
Paulo escreveu vivessem até o fim, eles realmente subiriam ao Céu na segunda vinda de Jesus, mas teriam que deixar
seus entes queridos falecidos na Terra (1Ts 4:13, 14).

Não é de admirar, portanto, que Paulo tenha começado 1 Tessalonicenses 4:13-18 com um comentário sobre a ignorância da
igreja, e não com a expressão “vós mesmos sabeis muito bem”, que aparece em outros lugares ( 1Ts 5:2; 4:2). Em relação à


                             Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
profecia sobre a segunda vinda de Cristo, havia coisas importantes que a igreja não sabia e outras que ela precisaria
desaprender.

pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. (1 Ts 5:2)

porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus. (1 Ts 4:2)

Ao pensarmos na profecia, devemos lembrar que ela não é dada para satisfazer nossa curiosidade sobre o tempo dos
acontecimentos e sobre detalhes dos eventos do tempo do fim. A profecia tem um propósito ético e moral. Deus a
designou para nos ensinar a viver. Ela foi planejada para nos dar incentivo e propósito, especialmente em meio ao
sofrimento e perda. Corretamente compreendidas, as profecias da Bíblia têm o poder de mudar a vida. Em outras
palavras, embora seja importante crer como adventistas (o que significa crer na profecia bíblica), é ainda mais
importante viver como adventistas.

O que significa “viver como um adventista?” Comente sua resposta com a classe.

Segunda                                                          Ano Bíblico: Jr 33–35

Tristeza e falta de esperança (1Ts 4:13)

   2. De acordo com 1 Tessalonicenses 4:13, qual foi o propósito de Paulo ao escrever os versos 13-18? Por que esse texto deve
significar tanto para nós?

I Tess. 4:13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos
entristeçais como os outros que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também
aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra
do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. 16
Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que
morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com
eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai-
vos uns aos outros com estas palavras.

Por que os cristãos tessalonicenses estavam tristes, como se não tivessem esperança? Um fator importante foi,
provavelmente, o curto período em que Paulo esteve com eles. Sabemos que Paulo falou sobre a morte e ressurreição de
Jesus (At 17:3). Há também evidência de que ele falou sobre os eventos finais, ainda que sua instrução tenha sido mal
compreendida. Mas ele pode não ter tido tempo para esclarecer questões relacionadas com a ressurreição dos crentes.

expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o
Cristo, Jesus, que eu vos anuncio. (Atos 17:3)

Outro elemento era a origem pagã da maioria dos cristãos a quem Paulo escreveu (1Ts 1:9). Embora as religiões
misteriosas da época mostrassem uma imagem da vida após a morte, a maioria dos pagãos não tinha esperança quanto
a isso. Um exemplo disso é encontrado em uma carta do segundo século: “Irene para Taonnophris e Philo: bom ânimo.
Estou tão triste e angustiada por causa dos que morreram quanto chorei por Didymas. E todas as coisas, tudo que fosse
apropriado, eu tenho feito, e todos os meus, Epafrodito, Thermuthion, Philion, Apolônio e Plantas. No entanto, contra tais
coisas não se pode fazer nada. Portanto, consolem uns aos outros. Passem bem” (Citado em Adolf Deissmann, Light From
the Ancient East [Luz do Antigo Oriente]; New York: George H. Doran Company, 1927, p. 176).

pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando
os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro (1 Ts 1:9)

É irônico que essa carta a uma mãe que perdera seu filho termine com as mesmas palavras de 1 Tessalonicenses 4:18, ainda
que tenham um toque radicalmente diferente. Confortar uns aos outros, mesmo que não haja esperança? Era isso que
ela estava dizendo. Que contraste com o que Paulo expressou aos tessalonicenses!

O propósito de Paulo para a passagem é descrito nas frases contrastantes no início e no fim. Paulo escreveu para que
eles não se entristecessem como os que não têm esperança (1Ts 4:13). E ele pretendia que a verdade sobre a natureza da
segunda vinda de Jesus desse a eles razões gloriosas para confortar uns aos outros em tempos de perda (1Ts 4:18).

Alguém uma vez disse: “Com o passar do tempo, estaremos todos mortos.” Da perspectiva totalmente humana, isso está
correto. Da perspectiva bíblica, no entanto, essa visão é muito estreita. Que grande esperança temos em Jesus e como
podemos aprender a ter conforto nessa esperança agora?

Terça                                                            Ano Bíblico: Jr 36–38

Morte e ressurreição (1Ts 4:14)

 3. Que esperança Paulo oferece em relação aos que já morreram? 1Ts 4:14

Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que
dormem. (1 Ts 4:14)

No verso 14, Paulo oferece a solução para o problema da tristeza desesperada. Na língua original, ele descreveu os crentes
que morreram como tendo dormido em Jesus. Embora, nos tempos do Novo Testamento, dormir tenha sido uma metáfora


                          Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
comum para a morte, a expressão normal para a morte de um crente é “dormir em Jesus” ou “em Cristo”. Um bom
exemplo disso é a expressão “os mortos em Cristo”, do verso 16.

Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus,
descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; (1 Ts 4:16)

Uma segunda questão com o texto é a ideia de que Deus “trará, em Sua companhia, os que dormem.” Alguns leem essa
frase como significando que os que morreram em Cristo (e se presume que foram para o Céu no momento da morte)
retornarão com Jesus quando Ele vier. Mas essa interpretação contradiz o próprio ensino de Paulo no verso 16, de que a
ressurreição dos cristãos mortos ocorrerá na segunda vinda e não antes.

   4. Como 1 Coríntios 15:20-23, 51-58 nos ajuda a entender a ideia de 1 Tessalonicenses 4:14?

Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um
homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim
também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que
são de Cristo, na sua vinda. (1 Cor. 15:20-23)

Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e
fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos
transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se
revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de
imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua
vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus,
que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes,
inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão. (1 Cor. 15:51-
58)

Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que
dormem. (1 Ts 4:14)

Podemos entender o que ele estava dizendo se prestarmos muita atenção ao ponto principal que Paulo estava
apresentando. Ele estava traçando um paralelo entre a morte e a ressurreição de Jesus e a morte e ressurreição do
crente. Para Paulo, a ressurreição de Jesus, ainda recente em seus dias, era a garantia de que todos os crentes também
seriam ressuscitados na segunda vinda de Cristo (1Co 15:20-23). A teologia de Paulo é consistente. “Se cremos” (1Ts 4:14)
na morte e ressurreição de Jesus, devemos também acreditar na ressurreição dos que morreram como verdadeiros
seguidores de Jesus.

Assim, ele usou a expressão “mediante Jesus” da mesma forma que utilizou as palavras “em Cristo” no verso 16. Com isso,
estava dizendo aos tessalonicenses que seus irmãos e irmãs mortos não permaneceriam na Terra quando os crentes
vivos subissem ao Céu. Todos subirão juntos (Jo 14:1-3). Deus não “trará” os cristãos ressuscitados para a Terra quando
Jesus voltar; em vez disso (como Ele fez com Jesus), o Senhor os “tirará” do sepulcro e, juntamente com os vivos, os
levará para o Céu. Assim como a ressurreição de Jesus precedeu Sua ascensão ao Céu, igualmente ocorrerá com os Seus
seguidores fiéis.

Quarta                                                            Ano Bíblico: Jr 39–41

Ressuscitar em Cristo (1Ts 4:15, 16)

Em 1 Tessalonicenses 4:13–5:11, Paulo se fundamentou nos ensinamentos de Jesus. Há mais de uma dúzia de paralelos entre
essa passagem acerca do tempo do fim e as declarações de Jesus registradas em Mateus, Marcos e Lucas. Mas quando
Paulo falou sobre a “palavra do Senhor”, em 1 Tessalonicenses 4:15, estava se referindo a uma declaração de Jesus que não
foi incluída nos quatro evangelhos, mas que o apóstolo preservou para nós (outro exemplo claro desse procedimento é
visto em Atos 20:35).

I Tess. 4:13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos
entristeçais como os outros que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também
aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra
do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. 16
Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que
morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com
eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai-
vos uns aos outros com estas palavras.

I Tess. 5:1 Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais de que se vos escreva: 2 porque vós mesmos
sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; 3 pois quando estiverem dizendo: Paz e
segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo
nenhum escaparão. 4 Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia, como ladrão, vos surpreenda; 5 porque
todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas; 6 não durmamos, pois, como os
demais, antes vigiemos e sejamos sóbrios. 7 Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam,
embriagam-se de noite; 8 mas nós, porque somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e
tendo por capacete a esperança da salvação; 9 porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a
salvação por nosso Senhor Jesus Cristo, 10 que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos
juntamente com ele. 11 Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como na verdade o estais
fazendo.
                           Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio
Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber. (Atos 20:35)

   5. De acordo com Paulo, o que acontecerá quando Cristo voltar? 1Ts 4:15, 16; Ap 1:7; Mt 24:31; Jo 5:28, 29; At 1:9-11

Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo
algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do
arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; (1 Ts 4:15-16)

Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão
sobre ele. Certamente. Amém! (Apoc. 1:7)

E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de
uma a outra extremidade dos céus. (Mat. 24:31)

Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os
que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo. (João
5:28-29)

Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles
com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes
disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do
modo como o vistes subir. (Atos 1:9-11)

A segunda vinda de Jesus será um evento estrondoso, acompanhada pelo brado de comando de um arcanjo e pela
trombeta de Deus. Todos a ouvirão e verão (Ap 1:7; Mt 24:31; Jo 5:28, 29; At 1:9-11).

Mas o ponto-chave para Paulo era a ordem dos eventos quando Jesus vier. Os tessalonicenses haviam chegado a
acreditar que morrer antes da volta de Jesus implicaria em algum tipo de desvantagem na eternidade, provavelmente
eterna separação física dos que vivessem até a segunda vinda de Cristo.

Nesse texto, Paulo assegurou aos tessalonicenses que os crentes vivos não precederão nem terão vantagem sobre os
mortos. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (Ap 20:4-6). Isso acontecerá antes que os vivos subam ao encontro de
Jesus nos ares (1Ts 4:17). Os justos mortos serão ressuscitados e receberão a imortalidade com os que estiverem vivos
quando Ele voltar.

Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos
decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram
a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo
durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira
ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte
não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos. (Apoc. 20:4-6)

depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do
Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. (1 Ts 4:17)

Essa passagem não ensina que os crentes vão para o Céu quando morrem. Se Paulo tivesse ensinado aos crentes de
Tessalônica que seus entes queridos falecidos estavam no Céu, por que eles estariam tristes? Ele se havia esquecido de
lhes dar essa esperança? Em vez disso, o conforto que Paulo ofereceu foi o conhecimento de que a ressurreição iria reuni-
los com seus amados.

Pense em tudo o que acontecerá na segunda vinda de Cristo: Jesus virá no céu, todos O verão, os mortos serão trazidos à
vida, os justos vivos receberão a imortalidade e todos serão levados juntos para o Céu. Em certo sentido, isso é muito
irracional e totalmente contra o que o senso comum, a experiência e até mesmo a ciência nos ensinam. No entanto, é
nisso que devemos acreditar; caso contrário, não temos esperança. Se você pode confiar no Senhor em uma coisa assim,
como pode não confiar nEle nas as coisas “menores” com as quais está lutando?

Quinta                                                            Ano Bíblico: Jr 42–44

Consolem uns aos outros (1Ts 4:13, 17, 18)

  6. Leia 1 Tessalonicenses 4:13, 17, 18. Qual é o objetivo final dessa passagem sobre a segunda vinda de Jesus?

I Tess. 4:13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos
entristeçais como os outros que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também
aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra
do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. 16
Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que
morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com
eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai-
vos uns aos outros com estas palavras.

Como dissemos anteriormente, o propósito da profecia não é satisfazer nossa curiosidade sobre o futuro, mas nos ensinar
a viver hoje. Para Paulo, a ordem dos eventos finais tinha implicações práticas para a vida cristã cotidiana. A profecia é

                           Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
valiosa na medida em que influencia nosso relacionamento com Deus e com os outros. Nesse caso, Paulo quis usar os
eventos dos últimos dias para trazer conforto àqueles que perderam entes queridos.

   7. Que aspectos importantes da segunda vinda de Jesus não são abrangidos em 1 Tessalonicenses 4:16, 17? Jo 14:1-3; Mt
24:31; At 1:9-11

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se
assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos
receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também. (João 14:1-3)

E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de
uma a outra extremidade dos céus. (Mat. 24:31)

Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles
com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes
disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do
modo como o vistes subir. (Atos 1:9-11)

Esse texto diz que os crentes se unirão a Jesus nos ares para estar com Ele para sempre. O tema principal é o ato de se
reunir uns com os outros e estar com Jesus. O texto não explica para onde eles irão após o encontro inicial nos ares,
embora Paulo não tenha dito claramente que, na segunda vinda, Jesus e os crentes descerão do Céu para a Terra e
reinarão ali. Na verdade, dentro da própria passagem, o movimento dos santos é apenas para cima. Os crentes mortos
primeiro se erguem de seus túmulos. Em seguida, eles e os crentes vivos sobem juntos para encontrar seu Senhor nos
ares.

Paulo provê informações adicionais em 1 Coríntios 15:23, 24. Ali, ele traça um forte paralelo entre a experiência de Jesus e
dos que estão “em Cristo.” Jesus ressuscitou e subiu ao Céu como as “primícias”, o que implica que os que estão nEle
terão uma experiência similar.

Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. E, então, virá o
fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e
poder. (1 Cor. 15:23-24)

O destino imediato dos santos é esclarecido fora dos escritos de Paulo, em João 14:1-3. Quando Jesus vier, levará Seus
discípulos para estar onde Ele está (Céu). Ele não virá para Se unir a eles onde eles estão (na Terra). Por isso, os
adventistas creem que, durante os mil anos após a volta de Jesus (Ap 20:4-6), os justos estarão com Ele no Céu, os maus
estarão mortos e Satanás estará confinado à Terra, sem ninguém para tentar nem aborrecer. Somente após todos os
eventos associados com o milênio, os fiéis voltarão a habitar na Terra (2Pe 3:13; Ap 3:12).

Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. (2 Ped. 3:13)

Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu
Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo
nome. (Apoc. 3:12)

Considere como a nossa grande esperança é uma coisa do “outro mundo”. Entretanto, como poderia ser diferente? Afinal,
que esperança real este mundo nos oferece em longo prazo? Como podemos aprender a não ficar tão envolvidos naquilo
que não nos traz nenhuma esperança?

Sexta                                                            Ano Bíblico: Jr 45–48

Estudo adicional

“Muitos dão a esta passagem [1Ts 4:14] a interpretação de que os que dormem serão trazidos com Cristo do Céu; mas
Paulo quis dizer que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, também Deus chamará de suas sepulturas os santos que
dormem e os levará consigo para o Céu” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 259).

“Os tessalonicenses tinham se apegado com avidez à ideia de que Cristo havia de vir para transformar os fiéis que
estivessem vivos, levando-os com Ele. Haviam cuidadosamente guardado a vida de seus amigos, para que não
morressem e perdessem assim a bênção que eles aguardavam receber na vinda de seu Senhor. Porém, um após outro,
seus amados foram separados deles. Com angústia, os tessalonicenses tinham contemplado pela última vez o rosto de
seus mortos, quase não ousando esperar encontrá-los na vida futura.

“Ao ser a epístola de Paulo aberta e lida, grande alegria e consolação foi levada à igreja pelas palavras que revelavam o
verdadeiro estado dos mortos. Paulo mostrou que os que estivessem vivos quando Cristo voltasse não iriam ao encontro
do seu Senhor precedendo os que tinham dormido em Jesus” (Ibid., p. 258).

Perguntas para reflexão
1. Comente o significado de “viver como adventista”. Que aspectos de nossas crenças devem ser refletidos em um estilo
de vida distintivo?
2. Pense na queda da humanidade, no plano da salvação, e na promessa da vida eterna. O que Jesus fez que nos dá a
esperança de que a morte não será para sempre? Como a ressurreição de Jesus nos oferece esperança de que nós
seremos ressuscitados? Como podemos obter conforto no plano da salvação, especialmente quando a morte parece tão
definitiva, tão completa e tão implacável?
3. Peça que a classe leia 1 Tessalonicenses 4:13-18. Que esperança encontramos no texto?
                          Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
Resumo: Paulo corrigiu uma série de equívocos sobre o estado dos mortos e os acontecimentos em torno da volta de
Jesus. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e todos os crentes subirão ao encontro dEle. Os fiéis podem obter
grande conforto em saber que a separação dos entes queridos cristãos é apenas temporária.

Respostas sugestivas: 1: Pensavam que os que morriam antes da vinda de Jesus, teriam alguma desvantagem na vinda
de Jesus ou não ressuscitariam. 2: Explicar a verdade a respeito dos que dormem; colocar no coração dos cristãos a
esperança em lugar da tristeza. 3: Se Jesus ressuscitou, Deus trará os que dormem na companhia de Jesus. 4: Jesus foi as
primícias da ressurreição; na Sua volta, o restante dos mortos ressurgirão; a ressurreição de Cristo abriu o caminho da
vitória sobre a morte; quando a trombeta soar, os mortos ressuscitarão incorruptíveis. 5: Os mortos em Cristo
ressuscitarão; Seu povo será reunido; todo olho O verá; Ele voltará de modo literal e corporal; todas as tribos se
lamentarão. 6: Instruir, alegrar e trazer esperança de vida eterna e consolo. 7: Na segunda vinda, Jesus não ficará na
Terra, mas levará Seu povo para a casa do Pai; os anjos serão enviados a todos os lugares da Terra para reunir os salvos;
Jesus voltará assim como foi visto subir.


                                  Resumo da Lição 8 – Os mortos em Cristo (1Ts 4:13-18)


Texto-chave: 1 Tessalonicenses 4:13-18

O aluno deverá...
Saber: Que, por causa da ressurreição de Jesus, a morte é somente uma separação temporária dos amados cristãos.
Sentir: Encorajamento pelo fato de que Jesus providenciou a solução para o problema da morte.
Fazer: Oferecer esperança e ânimo os que estão sofrendo a perda de um ente querido.

Esboço
I. Conhecer: A morte não é o fim
A. Paulo lembrou os tessalonicenses de que eles não precisavam se entristecer e perder a esperança por causa dos entes
queridos que haviam morrido, porque eles ressuscitariam quando Jesus voltasse. Por que a morte e a ressurreição de
Jesus é a base da esperança cristã?
B. As Escrituras ensinam que quando uma pessoa morre, ela “dorme” até a volta de Jesus à Terra. Que encorajamento
você encontra nessa metáfora ou comparação em relação à morte?
C. Faça uma lista da ordem dos eventos acontecerão na volta de Jesus. Que aspecto desse dia você espera com mais
interesse?

II. Sentir: Almejando a ressurreição
A. Muitos cristãos acreditam que os seres humanos nascem com uma alma imortal que vai imediatamente para o Céu ou
para o inferno após a morte. Essa visão oferece “mais” esperança do que o ensinamento bíblico de que os mortos não
são imortais e que simplesmente dormem em suas sepulturas até a ressurreição? Explique.
B. Você já experimentou o conforto do texto de 1 Tessalonicenses 4:13-18?

III. Fazer: Encorajar uns aos outros
O que você pode fazer para encorajar alguém que perdeu um ente querido recentemente?

Resumo: A morte não é o capítulo final na vida de um seguidor de Deus, mas somente uma separação temporária que
dará lugar a um reencontro glorioso na manhã da ressurreição.

Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Os cristãos devem encorajar uns aos outros com a esperança de que a
volta de Jesus trará um fim à separação causada pela morte e marcará o começo de um reencontro glorioso de todos os
seguidores de Cristo na manhã da ressurreição.

Embora o espectro da morte continue, o exercício e uma vida saudável têm feito os 50 anos de ontem os 40 de hoje.
Procedimentos médicos permitem que as pessoas adiem a morte por mais alguns anos. Medicamentos prescritos podem
mascarar os sintomas da velhice, e cirurgia plástica pode até nos fazer parecer mais novos. Com todos esses avanços, a
morte no fim de uma longa vida muitas vezes parece mais um alívio do que uma tragédia. Ao mesmo tempo, qualquer
um que tenha perdido um filho ou que tenha sofrido a morte repentina e precoce de um ente querido sabe que a morte
ainda é tão trágica como sempre foi. Mesmo com todos os avanços modernos, a morte ainda continua viva e ativa.
Embora a morte pareça um alívio depois de uma vida longa e boa, certamente é uma tragédia em comparação com a
vida eterna em um mundo livre de pecado e morte!

Se quisermos entender plenamente a gloriosa esperança que a volta de Jesus oferece, precisamos enxergar a morte
como ela realmente é. As pessoas vivendo em Tessalônica nos dias de Paulo certamente enxergavam assim. Ainda que
muitas pessoas vivessem até uma idade avançada, isso não ocorria com a maioria das pessoas. As taxas de mortalidade
de bebês e crianças eram extremamente altas, e muitas pessoas que sobreviviam à infância morriam entre os vinte e
quarenta anos. Coisas facilmente superadas hoje (como má nutrição, condições sanitárias precárias, ferimentos e certas
doenças) eram algumas das principais causas de morte naquele tempo. A vida era difícil, e a morte poderia acontecer a
qualquer momento, deixando em seu rastro consequências trágicas e corações quebrantados.

Atividade de abertura: A frequência e a natureza inesperada da morte no tempo de Paulo tornavam a volta de Cristo e a
ressurreição eventos ansiosamente esperados. O que podemos fazer, hoje, para que as pessoas saibam que a morte não
tem a vitória final?

                            Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
Compreensão

Comentário Bíblico

I. A dificuldade da angustia e seu lugar (Recapitule com a classe 1Ts 4:13, 18.)

Como crianças que ficam tão ansiosas para abrir um presente que dificilmente olham para o cartão que o acompanha,
frequentemente apenas olhamos rapidamente os comentários de Paulo sobre a tristeza, no verso 13, e avançamos logo
para a volta de Jesus nos versos 14-17. Embora a segunda vinda de Jesus seja uma boa notícia, limitamos a esperança que
ela nos oferece se falhamos em gastar tempo considerando o problema da tristeza no verso 13.

A tristeza diante da perda de um ente querido é uma experiência difícil de enfrentar, especialmente se essa perda
envolve nossos filhos. Sendo uma pessoa crente com uma firme fé em Deus ou um incrédulo, a morte deixa a todos em
profundo choque emocional, imaginando como podemos seguir em frente quando a nossa vida parece estar se
despedaçando ao nosso redor.

Essa dificuldade em lidar com nossas emoções durante uma perda pode ser vista na experiência de Marco Túlio Cícero,
um famoso filósofo e estadista romano que viveu por volta de 100 anos antes de Paulo. Mais ou menos um mês após a
morte de sua filha Túlia, de 30 anos, Cícero escreveu o seguinte para um amigo: “Eu me isolei, nesta região solitária, de
toda conversação humana. De manhã me escondo na densa, impenetrável floresta e não apareço até anoitecer. Depois
de você, a solidão é minha melhor amiga. Minha única forma de comunicação agora é por meio de livros, mas mesmo
minha leitura tem sido interrompida por acessos de choro. Eu tento resistir o máximo possível esses impulsos para
chorar, mas ainda não sou forte o suficiente” (Cícero, Cartas para Ático 12.15 conforme citadas em Jo-Ann Shelton, As the
Romans Did [Como os Romanos Faziam], 2ª edição; Nova Iorque; Oxford University Press, 1998, p. 92).

É importante notar que Paulo não minimiza a realidade da tristeza. Embora a volta de Jesus ofereça aos crentes a
esperança que os incrédulos rejeitaram ou não conheceram, isso não elimina o desafio que os crentes enfrentam quando
lutam para conciliar a fé com suas emoções. Em momentos assim, respostas prontas não ajudam (veja a carta de
condolências que Cícero recebeu de um amigo no fim dos comentários desta semana). A única coisa que pode ser feita é
ouvir de modo compreensivo e oferecer palavras de ânimo, que focalizem a promessa de que Jesus em breve fará novas
todas as coisas.

Pense nisto: Que encorajamento e esperança os seguintes textos bíblicos oferecem aos seguidores de Deus? Hb 4:15, 16;Is
53:3-6; 49:13; Mt 5:4; 2Co 1:3, 4; Sl 119:50.

II. O dia da vinda de Jesus (Recapitule com a classe 1Ts 4:14-17.)

Assim como Jesus incluía eventos familiares nas histórias que Ele contava, para que as pessoas conservassem na mente
uma imagem vívida dessas histórias, Paulo fez o mesmo a respeito da volta de Jesus. Uma das palavras-chaves usadas
por ele em grego é parousia (1Ts 2:19; 3:13; 4:15; 5:23). Essa palavra significa literalmente a “vinda”. Embora possa não
parecer significativa para nós, os tessalonicenses a reconheciam como o termo usado para uma visita oficial de um
dignitário real ou mesmo do imperador romano. Visitas como essas não eram comuns, mas quando aconteciam eram
acompanhadas por todo tipo de esplendor, formalidades e sempre resultavam em dádivas e privilégios financeiras
concedidos à cidade e seus habitantes. Paulo usou essa imagem para apresentar aos tessalonicenses um quadro da
majestade da volta de Jesus. A descrição de Paulo da parousia de Cristo em 1 Tessalonicenses 4: 4-17 é a mais completa
descrição dela no Novo Testamento. Certamente, nada será secreto em relação a esse evento. Será visível (Mt 24:27, 30,
31; At 1:11; Ap 1:7), e será audível – tão ruidosa, de fato, que acordará os mortos! É lógico que não será o barulho que
realmente acordará os mortos. Será ordem divina de Jesus que chamará os mortos à vida.

Paulo também assegura aos tessalonicenses que os mortos em Jesus não ficarão de fora na parousia. Os mortos serão
ressuscitados e os vivos serão “arrebatados” juntos da Terra para encontrar Jesus nos ares. A palavra arrebatados (em
grego harpazō) significa “apanhar ou pegar de repente, agarrar ou levar”. Isso indica que a parousia será repentina e
terá uma força irresistível. A palavra moderna arrebatamento procede da tradução latina de harpazō nesse verso. Mas é
importante notar que não haverá nada de secreto nesse “arrebatamento”.

Pense nisto: O que podemos fazer para encorajar os outros com a boa notícia da volta de Jesus?

Aplicação

Perguntas para reflexão
1. De acordo com 1 Tessalonicenses 4:14-17, quais serão os três sons que marcarão a volta de Cristo e a reunião de Seus
seguidores? O que esses sons significam?
2. Que outros detalhes podemos aprender sobre a ressurreição nos comentários de Paulo em 1 Coríntios 15:35-55?

Perguntas de aplicação
1. Com quem você deseja se reencontrar na manhã da ressurreição? Qual será a primeira coisa que você fará ou falará
quando esse reencontro ocorrer?
2. Como os incrédulos tentam lidar com a própria mortalidade? Que sintomas da sociedade indicam a falta de esperança
que muitos têm sobre a morte?

Criatividade




                           Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
Atividade: A seguir apresentamos parte de uma carta enviada para Cícero, de um colega, depois da morte da filha de
Cícero (veja o Passo 2, acima). Preocupado com o tamanho da tristeza de Cícero, a carta foi uma tentativa de motivar
Cícero a seguir em frente com sua vida.

Após compartilhar a carta com a classe, permita que os alunos reescrevam a carta a partir da perspectiva de um crente.
O que seria diferente?

“Mesmo que ela não tivesse morrido nesse momento, todavia, ela deveria morrer em alguns anos, porque ela nasceu
mortal. Tire sua mente e seus pensamentos dessas coisas e, em vez disso, reflita nas coisas que são dignas da pessoa
que você é. Considere, por exemplo, que ela viveu quanto foi necessário, ou seja, ela viveu enquanto a república viveu.
Ela viu você, o pai dela, pretor, depois cônsul e áugure (sacerdote que adivinhava o futuro). Casou-se com homens de
famílias nobres e desfrutou de quase todas as bênçãos da vida. Ela partiu quando a república morreu. Como, então, você
ou ela podem reclamar sobre o destino por esse motivo?

“Não há aflição que o tempo não diminua ou amenize, mas é indigno de você esperar o tempo passar, em vez de
antecipar esse resultado com seu bom senso” (Cícero, Correspondência com Amigos 4.5.1, 4-6, conforme citado em Jo-
Ann Shelton,As the Romans Did [Como os Romanos Faziam], 2ª edição; Nova Iorque; Oxford University Press, p. 93).




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Os mortos em Cristo (1Ts 4:13-18)_Lição da escola sabatina_original_com_textos

  • 1. Lição 8 18 a 25 de agosto Os mortos em Cristo (1Ts 4:13-18) Sábado à tarde Ano Bíblico: Jr 27–29 VERSO PARA MEMORIZAR: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4:16). Leituras da semana: 1Ts 4:13-18; At 17:3; 1Co 15:20-23, 51-58; Jo 5:28, 29; Ap 20:4-6 Pensamento-chave: Paulo apresentou aos tessalonicenses (e a nós) uma poderosa esperança para o futuro, a promessa da segunda vinda de Cristo. No texto para esta semana (1Ts 4:13-18), Paulo estava reagindo a uma incompreensão teológica entre os tessalonicenses. Embora não estejamos inteiramente certos sobre qual tenha sido o erro, alguns membros estavam definitivamente angustiados a respeito do destino dos crentes que morreram antes da volta de Jesus. A questão parece ter sido sobre a diferença entre os que morressem antes desse evento e os que estivessem vivos quando ele acontecesse. Nesta semana, examinaremos o que sabemos sobre a situação que levou Paulo a escrever 1 Tessalonicenses 4:13-18. Nessa passagem, ele não apenas corrigiu os equívocos do primeiro século, mas estabeleceu um fundamento seguro para os cristãos do século 21. “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am 3:7). E por meio do ministério profético do apóstolo Paulo, o Senhor nos revelou verdades maravilhosas sobre a natureza da segunda vinda de Jesus. Ao estudar esses versos, com atitude de oração, reflitamos sobre a esperança incrível que neles encontramos. Domingo Ano Bíblico: Jr 30–32 A situação em Tessalônica 1. Leia 1 Tessalonicenses 4:13-18. Com base nos indícios dessa passagem, que falsas crenças na igreja de Tessalônica trouxeram sofrimento desnecessário àqueles que as sustentavam? I Tess. 4:13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. 16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai- vos uns aos outros com estas palavras. Dentro do judaísmo dos dias de Paulo, prevalecia uma variedade de pontos de vista em relação ao tempo do fim. Um desses pontos de vista foi, de alguma forma, introduzido na igreja de Tessalônica. Apesar de não termos certeza de qual tenha sido exatamente esse ponto de vista, parece ter sido a ideia de que todos os fiéis de Deus teriam participação no “mundo por vir”, mas somente os que estivessem vivos no fim seriam levados para o Céu. Os que morreram antes do fim seriam ressuscitados e permaneceriam na Terra. Em tal sistema de crenças, morrer antes do fim seria uma séria desvantagem. Mas isso também significaria uma separação entre os que fossem levados para o Céu e os que fossem deixados na Terra. Se os tessalonicenses a quem Paulo escreveu vivessem até o fim, eles realmente subiriam ao Céu na segunda vinda de Jesus, mas teriam que deixar seus entes queridos falecidos na Terra (1Ts 4:13, 14). Não é de admirar, portanto, que Paulo tenha começado 1 Tessalonicenses 4:13-18 com um comentário sobre a ignorância da igreja, e não com a expressão “vós mesmos sabeis muito bem”, que aparece em outros lugares ( 1Ts 5:2; 4:2). Em relação à Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  • 2. profecia sobre a segunda vinda de Cristo, havia coisas importantes que a igreja não sabia e outras que ela precisaria desaprender. pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. (1 Ts 5:2) porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus. (1 Ts 4:2) Ao pensarmos na profecia, devemos lembrar que ela não é dada para satisfazer nossa curiosidade sobre o tempo dos acontecimentos e sobre detalhes dos eventos do tempo do fim. A profecia tem um propósito ético e moral. Deus a designou para nos ensinar a viver. Ela foi planejada para nos dar incentivo e propósito, especialmente em meio ao sofrimento e perda. Corretamente compreendidas, as profecias da Bíblia têm o poder de mudar a vida. Em outras palavras, embora seja importante crer como adventistas (o que significa crer na profecia bíblica), é ainda mais importante viver como adventistas. O que significa “viver como um adventista?” Comente sua resposta com a classe. Segunda Ano Bíblico: Jr 33–35 Tristeza e falta de esperança (1Ts 4:13) 2. De acordo com 1 Tessalonicenses 4:13, qual foi o propósito de Paulo ao escrever os versos 13-18? Por que esse texto deve significar tanto para nós? I Tess. 4:13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. 16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai- vos uns aos outros com estas palavras. Por que os cristãos tessalonicenses estavam tristes, como se não tivessem esperança? Um fator importante foi, provavelmente, o curto período em que Paulo esteve com eles. Sabemos que Paulo falou sobre a morte e ressurreição de Jesus (At 17:3). Há também evidência de que ele falou sobre os eventos finais, ainda que sua instrução tenha sido mal compreendida. Mas ele pode não ter tido tempo para esclarecer questões relacionadas com a ressurreição dos crentes. expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio. (Atos 17:3) Outro elemento era a origem pagã da maioria dos cristãos a quem Paulo escreveu (1Ts 1:9). Embora as religiões misteriosas da época mostrassem uma imagem da vida após a morte, a maioria dos pagãos não tinha esperança quanto a isso. Um exemplo disso é encontrado em uma carta do segundo século: “Irene para Taonnophris e Philo: bom ânimo. Estou tão triste e angustiada por causa dos que morreram quanto chorei por Didymas. E todas as coisas, tudo que fosse apropriado, eu tenho feito, e todos os meus, Epafrodito, Thermuthion, Philion, Apolônio e Plantas. No entanto, contra tais coisas não se pode fazer nada. Portanto, consolem uns aos outros. Passem bem” (Citado em Adolf Deissmann, Light From the Ancient East [Luz do Antigo Oriente]; New York: George H. Doran Company, 1927, p. 176). pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro (1 Ts 1:9) É irônico que essa carta a uma mãe que perdera seu filho termine com as mesmas palavras de 1 Tessalonicenses 4:18, ainda que tenham um toque radicalmente diferente. Confortar uns aos outros, mesmo que não haja esperança? Era isso que ela estava dizendo. Que contraste com o que Paulo expressou aos tessalonicenses! O propósito de Paulo para a passagem é descrito nas frases contrastantes no início e no fim. Paulo escreveu para que eles não se entristecessem como os que não têm esperança (1Ts 4:13). E ele pretendia que a verdade sobre a natureza da segunda vinda de Jesus desse a eles razões gloriosas para confortar uns aos outros em tempos de perda (1Ts 4:18). Alguém uma vez disse: “Com o passar do tempo, estaremos todos mortos.” Da perspectiva totalmente humana, isso está correto. Da perspectiva bíblica, no entanto, essa visão é muito estreita. Que grande esperança temos em Jesus e como podemos aprender a ter conforto nessa esperança agora? Terça Ano Bíblico: Jr 36–38 Morte e ressurreição (1Ts 4:14) 3. Que esperança Paulo oferece em relação aos que já morreram? 1Ts 4:14 Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. (1 Ts 4:14) No verso 14, Paulo oferece a solução para o problema da tristeza desesperada. Na língua original, ele descreveu os crentes que morreram como tendo dormido em Jesus. Embora, nos tempos do Novo Testamento, dormir tenha sido uma metáfora Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  • 3. comum para a morte, a expressão normal para a morte de um crente é “dormir em Jesus” ou “em Cristo”. Um bom exemplo disso é a expressão “os mortos em Cristo”, do verso 16. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; (1 Ts 4:16) Uma segunda questão com o texto é a ideia de que Deus “trará, em Sua companhia, os que dormem.” Alguns leem essa frase como significando que os que morreram em Cristo (e se presume que foram para o Céu no momento da morte) retornarão com Jesus quando Ele vier. Mas essa interpretação contradiz o próprio ensino de Paulo no verso 16, de que a ressurreição dos cristãos mortos ocorrerá na segunda vinda e não antes. 4. Como 1 Coríntios 15:20-23, 51-58 nos ajuda a entender a ideia de 1 Tessalonicenses 4:14? Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. (1 Cor. 15:20-23) Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão. (1 Cor. 15:51- 58) Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. (1 Ts 4:14) Podemos entender o que ele estava dizendo se prestarmos muita atenção ao ponto principal que Paulo estava apresentando. Ele estava traçando um paralelo entre a morte e a ressurreição de Jesus e a morte e ressurreição do crente. Para Paulo, a ressurreição de Jesus, ainda recente em seus dias, era a garantia de que todos os crentes também seriam ressuscitados na segunda vinda de Cristo (1Co 15:20-23). A teologia de Paulo é consistente. “Se cremos” (1Ts 4:14) na morte e ressurreição de Jesus, devemos também acreditar na ressurreição dos que morreram como verdadeiros seguidores de Jesus. Assim, ele usou a expressão “mediante Jesus” da mesma forma que utilizou as palavras “em Cristo” no verso 16. Com isso, estava dizendo aos tessalonicenses que seus irmãos e irmãs mortos não permaneceriam na Terra quando os crentes vivos subissem ao Céu. Todos subirão juntos (Jo 14:1-3). Deus não “trará” os cristãos ressuscitados para a Terra quando Jesus voltar; em vez disso (como Ele fez com Jesus), o Senhor os “tirará” do sepulcro e, juntamente com os vivos, os levará para o Céu. Assim como a ressurreição de Jesus precedeu Sua ascensão ao Céu, igualmente ocorrerá com os Seus seguidores fiéis. Quarta Ano Bíblico: Jr 39–41 Ressuscitar em Cristo (1Ts 4:15, 16) Em 1 Tessalonicenses 4:13–5:11, Paulo se fundamentou nos ensinamentos de Jesus. Há mais de uma dúzia de paralelos entre essa passagem acerca do tempo do fim e as declarações de Jesus registradas em Mateus, Marcos e Lucas. Mas quando Paulo falou sobre a “palavra do Senhor”, em 1 Tessalonicenses 4:15, estava se referindo a uma declaração de Jesus que não foi incluída nos quatro evangelhos, mas que o apóstolo preservou para nós (outro exemplo claro desse procedimento é visto em Atos 20:35). I Tess. 4:13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. 16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai- vos uns aos outros com estas palavras. I Tess. 5:1 Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais de que se vos escreva: 2 porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; 3 pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. 4 Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia, como ladrão, vos surpreenda; 5 porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas; 6 não durmamos, pois, como os demais, antes vigiemos e sejamos sóbrios. 7 Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite; 8 mas nós, porque somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; 9 porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo, 10 que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele. 11 Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como na verdade o estais fazendo. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  • 4. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber. (Atos 20:35) 5. De acordo com Paulo, o que acontecerá quando Cristo voltar? 1Ts 4:15, 16; Ap 1:7; Mt 24:31; Jo 5:28, 29; At 1:9-11 Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; (1 Ts 4:15-16) Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém! (Apoc. 1:7) E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus. (Mat. 24:31) Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo. (João 5:28-29) Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir. (Atos 1:9-11) A segunda vinda de Jesus será um evento estrondoso, acompanhada pelo brado de comando de um arcanjo e pela trombeta de Deus. Todos a ouvirão e verão (Ap 1:7; Mt 24:31; Jo 5:28, 29; At 1:9-11). Mas o ponto-chave para Paulo era a ordem dos eventos quando Jesus vier. Os tessalonicenses haviam chegado a acreditar que morrer antes da volta de Jesus implicaria em algum tipo de desvantagem na eternidade, provavelmente eterna separação física dos que vivessem até a segunda vinda de Cristo. Nesse texto, Paulo assegurou aos tessalonicenses que os crentes vivos não precederão nem terão vantagem sobre os mortos. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (Ap 20:4-6). Isso acontecerá antes que os vivos subam ao encontro de Jesus nos ares (1Ts 4:17). Os justos mortos serão ressuscitados e receberão a imortalidade com os que estiverem vivos quando Ele voltar. Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos. (Apoc. 20:4-6) depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. (1 Ts 4:17) Essa passagem não ensina que os crentes vão para o Céu quando morrem. Se Paulo tivesse ensinado aos crentes de Tessalônica que seus entes queridos falecidos estavam no Céu, por que eles estariam tristes? Ele se havia esquecido de lhes dar essa esperança? Em vez disso, o conforto que Paulo ofereceu foi o conhecimento de que a ressurreição iria reuni- los com seus amados. Pense em tudo o que acontecerá na segunda vinda de Cristo: Jesus virá no céu, todos O verão, os mortos serão trazidos à vida, os justos vivos receberão a imortalidade e todos serão levados juntos para o Céu. Em certo sentido, isso é muito irracional e totalmente contra o que o senso comum, a experiência e até mesmo a ciência nos ensinam. No entanto, é nisso que devemos acreditar; caso contrário, não temos esperança. Se você pode confiar no Senhor em uma coisa assim, como pode não confiar nEle nas as coisas “menores” com as quais está lutando? Quinta Ano Bíblico: Jr 42–44 Consolem uns aos outros (1Ts 4:13, 17, 18) 6. Leia 1 Tessalonicenses 4:13, 17, 18. Qual é o objetivo final dessa passagem sobre a segunda vinda de Jesus? I Tess. 4:13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. 16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai- vos uns aos outros com estas palavras. Como dissemos anteriormente, o propósito da profecia não é satisfazer nossa curiosidade sobre o futuro, mas nos ensinar a viver hoje. Para Paulo, a ordem dos eventos finais tinha implicações práticas para a vida cristã cotidiana. A profecia é Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  • 5. valiosa na medida em que influencia nosso relacionamento com Deus e com os outros. Nesse caso, Paulo quis usar os eventos dos últimos dias para trazer conforto àqueles que perderam entes queridos. 7. Que aspectos importantes da segunda vinda de Jesus não são abrangidos em 1 Tessalonicenses 4:16, 17? Jo 14:1-3; Mt 24:31; At 1:9-11 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também. (João 14:1-3) E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus. (Mat. 24:31) Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir. (Atos 1:9-11) Esse texto diz que os crentes se unirão a Jesus nos ares para estar com Ele para sempre. O tema principal é o ato de se reunir uns com os outros e estar com Jesus. O texto não explica para onde eles irão após o encontro inicial nos ares, embora Paulo não tenha dito claramente que, na segunda vinda, Jesus e os crentes descerão do Céu para a Terra e reinarão ali. Na verdade, dentro da própria passagem, o movimento dos santos é apenas para cima. Os crentes mortos primeiro se erguem de seus túmulos. Em seguida, eles e os crentes vivos sobem juntos para encontrar seu Senhor nos ares. Paulo provê informações adicionais em 1 Coríntios 15:23, 24. Ali, ele traça um forte paralelo entre a experiência de Jesus e dos que estão “em Cristo.” Jesus ressuscitou e subiu ao Céu como as “primícias”, o que implica que os que estão nEle terão uma experiência similar. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. (1 Cor. 15:23-24) O destino imediato dos santos é esclarecido fora dos escritos de Paulo, em João 14:1-3. Quando Jesus vier, levará Seus discípulos para estar onde Ele está (Céu). Ele não virá para Se unir a eles onde eles estão (na Terra). Por isso, os adventistas creem que, durante os mil anos após a volta de Jesus (Ap 20:4-6), os justos estarão com Ele no Céu, os maus estarão mortos e Satanás estará confinado à Terra, sem ninguém para tentar nem aborrecer. Somente após todos os eventos associados com o milênio, os fiéis voltarão a habitar na Terra (2Pe 3:13; Ap 3:12). Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. (2 Ped. 3:13) Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome. (Apoc. 3:12) Considere como a nossa grande esperança é uma coisa do “outro mundo”. Entretanto, como poderia ser diferente? Afinal, que esperança real este mundo nos oferece em longo prazo? Como podemos aprender a não ficar tão envolvidos naquilo que não nos traz nenhuma esperança? Sexta Ano Bíblico: Jr 45–48 Estudo adicional “Muitos dão a esta passagem [1Ts 4:14] a interpretação de que os que dormem serão trazidos com Cristo do Céu; mas Paulo quis dizer que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, também Deus chamará de suas sepulturas os santos que dormem e os levará consigo para o Céu” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 259). “Os tessalonicenses tinham se apegado com avidez à ideia de que Cristo havia de vir para transformar os fiéis que estivessem vivos, levando-os com Ele. Haviam cuidadosamente guardado a vida de seus amigos, para que não morressem e perdessem assim a bênção que eles aguardavam receber na vinda de seu Senhor. Porém, um após outro, seus amados foram separados deles. Com angústia, os tessalonicenses tinham contemplado pela última vez o rosto de seus mortos, quase não ousando esperar encontrá-los na vida futura. “Ao ser a epístola de Paulo aberta e lida, grande alegria e consolação foi levada à igreja pelas palavras que revelavam o verdadeiro estado dos mortos. Paulo mostrou que os que estivessem vivos quando Cristo voltasse não iriam ao encontro do seu Senhor precedendo os que tinham dormido em Jesus” (Ibid., p. 258). Perguntas para reflexão 1. Comente o significado de “viver como adventista”. Que aspectos de nossas crenças devem ser refletidos em um estilo de vida distintivo? 2. Pense na queda da humanidade, no plano da salvação, e na promessa da vida eterna. O que Jesus fez que nos dá a esperança de que a morte não será para sempre? Como a ressurreição de Jesus nos oferece esperança de que nós seremos ressuscitados? Como podemos obter conforto no plano da salvação, especialmente quando a morte parece tão definitiva, tão completa e tão implacável? 3. Peça que a classe leia 1 Tessalonicenses 4:13-18. Que esperança encontramos no texto? Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  • 6. Resumo: Paulo corrigiu uma série de equívocos sobre o estado dos mortos e os acontecimentos em torno da volta de Jesus. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e todos os crentes subirão ao encontro dEle. Os fiéis podem obter grande conforto em saber que a separação dos entes queridos cristãos é apenas temporária. Respostas sugestivas: 1: Pensavam que os que morriam antes da vinda de Jesus, teriam alguma desvantagem na vinda de Jesus ou não ressuscitariam. 2: Explicar a verdade a respeito dos que dormem; colocar no coração dos cristãos a esperança em lugar da tristeza. 3: Se Jesus ressuscitou, Deus trará os que dormem na companhia de Jesus. 4: Jesus foi as primícias da ressurreição; na Sua volta, o restante dos mortos ressurgirão; a ressurreição de Cristo abriu o caminho da vitória sobre a morte; quando a trombeta soar, os mortos ressuscitarão incorruptíveis. 5: Os mortos em Cristo ressuscitarão; Seu povo será reunido; todo olho O verá; Ele voltará de modo literal e corporal; todas as tribos se lamentarão. 6: Instruir, alegrar e trazer esperança de vida eterna e consolo. 7: Na segunda vinda, Jesus não ficará na Terra, mas levará Seu povo para a casa do Pai; os anjos serão enviados a todos os lugares da Terra para reunir os salvos; Jesus voltará assim como foi visto subir. Resumo da Lição 8 – Os mortos em Cristo (1Ts 4:13-18) Texto-chave: 1 Tessalonicenses 4:13-18 O aluno deverá... Saber: Que, por causa da ressurreição de Jesus, a morte é somente uma separação temporária dos amados cristãos. Sentir: Encorajamento pelo fato de que Jesus providenciou a solução para o problema da morte. Fazer: Oferecer esperança e ânimo os que estão sofrendo a perda de um ente querido. Esboço I. Conhecer: A morte não é o fim A. Paulo lembrou os tessalonicenses de que eles não precisavam se entristecer e perder a esperança por causa dos entes queridos que haviam morrido, porque eles ressuscitariam quando Jesus voltasse. Por que a morte e a ressurreição de Jesus é a base da esperança cristã? B. As Escrituras ensinam que quando uma pessoa morre, ela “dorme” até a volta de Jesus à Terra. Que encorajamento você encontra nessa metáfora ou comparação em relação à morte? C. Faça uma lista da ordem dos eventos acontecerão na volta de Jesus. Que aspecto desse dia você espera com mais interesse? II. Sentir: Almejando a ressurreição A. Muitos cristãos acreditam que os seres humanos nascem com uma alma imortal que vai imediatamente para o Céu ou para o inferno após a morte. Essa visão oferece “mais” esperança do que o ensinamento bíblico de que os mortos não são imortais e que simplesmente dormem em suas sepulturas até a ressurreição? Explique. B. Você já experimentou o conforto do texto de 1 Tessalonicenses 4:13-18? III. Fazer: Encorajar uns aos outros O que você pode fazer para encorajar alguém que perdeu um ente querido recentemente? Resumo: A morte não é o capítulo final na vida de um seguidor de Deus, mas somente uma separação temporária que dará lugar a um reencontro glorioso na manhã da ressurreição. Ciclo do aprendizado Motivação Conceito-chave para o crescimento espiritual: Os cristãos devem encorajar uns aos outros com a esperança de que a volta de Jesus trará um fim à separação causada pela morte e marcará o começo de um reencontro glorioso de todos os seguidores de Cristo na manhã da ressurreição. Embora o espectro da morte continue, o exercício e uma vida saudável têm feito os 50 anos de ontem os 40 de hoje. Procedimentos médicos permitem que as pessoas adiem a morte por mais alguns anos. Medicamentos prescritos podem mascarar os sintomas da velhice, e cirurgia plástica pode até nos fazer parecer mais novos. Com todos esses avanços, a morte no fim de uma longa vida muitas vezes parece mais um alívio do que uma tragédia. Ao mesmo tempo, qualquer um que tenha perdido um filho ou que tenha sofrido a morte repentina e precoce de um ente querido sabe que a morte ainda é tão trágica como sempre foi. Mesmo com todos os avanços modernos, a morte ainda continua viva e ativa. Embora a morte pareça um alívio depois de uma vida longa e boa, certamente é uma tragédia em comparação com a vida eterna em um mundo livre de pecado e morte! Se quisermos entender plenamente a gloriosa esperança que a volta de Jesus oferece, precisamos enxergar a morte como ela realmente é. As pessoas vivendo em Tessalônica nos dias de Paulo certamente enxergavam assim. Ainda que muitas pessoas vivessem até uma idade avançada, isso não ocorria com a maioria das pessoas. As taxas de mortalidade de bebês e crianças eram extremamente altas, e muitas pessoas que sobreviviam à infância morriam entre os vinte e quarenta anos. Coisas facilmente superadas hoje (como má nutrição, condições sanitárias precárias, ferimentos e certas doenças) eram algumas das principais causas de morte naquele tempo. A vida era difícil, e a morte poderia acontecer a qualquer momento, deixando em seu rastro consequências trágicas e corações quebrantados. Atividade de abertura: A frequência e a natureza inesperada da morte no tempo de Paulo tornavam a volta de Cristo e a ressurreição eventos ansiosamente esperados. O que podemos fazer, hoje, para que as pessoas saibam que a morte não tem a vitória final? Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  • 7. Compreensão Comentário Bíblico I. A dificuldade da angustia e seu lugar (Recapitule com a classe 1Ts 4:13, 18.) Como crianças que ficam tão ansiosas para abrir um presente que dificilmente olham para o cartão que o acompanha, frequentemente apenas olhamos rapidamente os comentários de Paulo sobre a tristeza, no verso 13, e avançamos logo para a volta de Jesus nos versos 14-17. Embora a segunda vinda de Jesus seja uma boa notícia, limitamos a esperança que ela nos oferece se falhamos em gastar tempo considerando o problema da tristeza no verso 13. A tristeza diante da perda de um ente querido é uma experiência difícil de enfrentar, especialmente se essa perda envolve nossos filhos. Sendo uma pessoa crente com uma firme fé em Deus ou um incrédulo, a morte deixa a todos em profundo choque emocional, imaginando como podemos seguir em frente quando a nossa vida parece estar se despedaçando ao nosso redor. Essa dificuldade em lidar com nossas emoções durante uma perda pode ser vista na experiência de Marco Túlio Cícero, um famoso filósofo e estadista romano que viveu por volta de 100 anos antes de Paulo. Mais ou menos um mês após a morte de sua filha Túlia, de 30 anos, Cícero escreveu o seguinte para um amigo: “Eu me isolei, nesta região solitária, de toda conversação humana. De manhã me escondo na densa, impenetrável floresta e não apareço até anoitecer. Depois de você, a solidão é minha melhor amiga. Minha única forma de comunicação agora é por meio de livros, mas mesmo minha leitura tem sido interrompida por acessos de choro. Eu tento resistir o máximo possível esses impulsos para chorar, mas ainda não sou forte o suficiente” (Cícero, Cartas para Ático 12.15 conforme citadas em Jo-Ann Shelton, As the Romans Did [Como os Romanos Faziam], 2ª edição; Nova Iorque; Oxford University Press, 1998, p. 92). É importante notar que Paulo não minimiza a realidade da tristeza. Embora a volta de Jesus ofereça aos crentes a esperança que os incrédulos rejeitaram ou não conheceram, isso não elimina o desafio que os crentes enfrentam quando lutam para conciliar a fé com suas emoções. Em momentos assim, respostas prontas não ajudam (veja a carta de condolências que Cícero recebeu de um amigo no fim dos comentários desta semana). A única coisa que pode ser feita é ouvir de modo compreensivo e oferecer palavras de ânimo, que focalizem a promessa de que Jesus em breve fará novas todas as coisas. Pense nisto: Que encorajamento e esperança os seguintes textos bíblicos oferecem aos seguidores de Deus? Hb 4:15, 16;Is 53:3-6; 49:13; Mt 5:4; 2Co 1:3, 4; Sl 119:50. II. O dia da vinda de Jesus (Recapitule com a classe 1Ts 4:14-17.) Assim como Jesus incluía eventos familiares nas histórias que Ele contava, para que as pessoas conservassem na mente uma imagem vívida dessas histórias, Paulo fez o mesmo a respeito da volta de Jesus. Uma das palavras-chaves usadas por ele em grego é parousia (1Ts 2:19; 3:13; 4:15; 5:23). Essa palavra significa literalmente a “vinda”. Embora possa não parecer significativa para nós, os tessalonicenses a reconheciam como o termo usado para uma visita oficial de um dignitário real ou mesmo do imperador romano. Visitas como essas não eram comuns, mas quando aconteciam eram acompanhadas por todo tipo de esplendor, formalidades e sempre resultavam em dádivas e privilégios financeiras concedidos à cidade e seus habitantes. Paulo usou essa imagem para apresentar aos tessalonicenses um quadro da majestade da volta de Jesus. A descrição de Paulo da parousia de Cristo em 1 Tessalonicenses 4: 4-17 é a mais completa descrição dela no Novo Testamento. Certamente, nada será secreto em relação a esse evento. Será visível (Mt 24:27, 30, 31; At 1:11; Ap 1:7), e será audível – tão ruidosa, de fato, que acordará os mortos! É lógico que não será o barulho que realmente acordará os mortos. Será ordem divina de Jesus que chamará os mortos à vida. Paulo também assegura aos tessalonicenses que os mortos em Jesus não ficarão de fora na parousia. Os mortos serão ressuscitados e os vivos serão “arrebatados” juntos da Terra para encontrar Jesus nos ares. A palavra arrebatados (em grego harpazō) significa “apanhar ou pegar de repente, agarrar ou levar”. Isso indica que a parousia será repentina e terá uma força irresistível. A palavra moderna arrebatamento procede da tradução latina de harpazō nesse verso. Mas é importante notar que não haverá nada de secreto nesse “arrebatamento”. Pense nisto: O que podemos fazer para encorajar os outros com a boa notícia da volta de Jesus? Aplicação Perguntas para reflexão 1. De acordo com 1 Tessalonicenses 4:14-17, quais serão os três sons que marcarão a volta de Cristo e a reunião de Seus seguidores? O que esses sons significam? 2. Que outros detalhes podemos aprender sobre a ressurreição nos comentários de Paulo em 1 Coríntios 15:35-55? Perguntas de aplicação 1. Com quem você deseja se reencontrar na manhã da ressurreição? Qual será a primeira coisa que você fará ou falará quando esse reencontro ocorrer? 2. Como os incrédulos tentam lidar com a própria mortalidade? Que sintomas da sociedade indicam a falta de esperança que muitos têm sobre a morte? Criatividade Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  • 8. Atividade: A seguir apresentamos parte de uma carta enviada para Cícero, de um colega, depois da morte da filha de Cícero (veja o Passo 2, acima). Preocupado com o tamanho da tristeza de Cícero, a carta foi uma tentativa de motivar Cícero a seguir em frente com sua vida. Após compartilhar a carta com a classe, permita que os alunos reescrevam a carta a partir da perspectiva de um crente. O que seria diferente? “Mesmo que ela não tivesse morrido nesse momento, todavia, ela deveria morrer em alguns anos, porque ela nasceu mortal. Tire sua mente e seus pensamentos dessas coisas e, em vez disso, reflita nas coisas que são dignas da pessoa que você é. Considere, por exemplo, que ela viveu quanto foi necessário, ou seja, ela viveu enquanto a república viveu. Ela viu você, o pai dela, pretor, depois cônsul e áugure (sacerdote que adivinhava o futuro). Casou-se com homens de famílias nobres e desfrutou de quase todas as bênçãos da vida. Ela partiu quando a república morreu. Como, então, você ou ela podem reclamar sobre o destino por esse motivo? “Não há aflição que o tempo não diminua ou amenize, mas é indigno de você esperar o tempo passar, em vez de antecipar esse resultado com seu bom senso” (Cícero, Correspondência com Amigos 4.5.1, 4-6, conforme citado em Jo- Ann Shelton,As the Romans Did [Como os Romanos Faziam], 2ª edição; Nova Iorque; Oxford University Press, p. 93). Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com