Automedicação    Uso frequente de medicamentos por profissionais de enfermagem em hospitais públicos                      ...
dois hospitais do Rio de Janeiro que têm como objetivo a investigação sobre o uso demedicamentos por enfermeiros em hospit...
Profissionais muito comprometidos com o trabalho, que não conseguem desligar-se dastarefas por pelo menos alguns minutos, ...
COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR EM RELAÇÃO ÀS COMPRAS ON-LINE:                     POR QUE ELA AINDA SOFRE RESISTÊNCIA?       ...
toda divulgação a favor desta modalidade de aquisição é que, muitos indivíduos ainda sentemcerta desconfiança em relação à...
Em contrapartida, nem tudo está relacionado à segurança, outro ponto contra que já foi citadofoi o caso da “impessoalidade...
ENERGIAS RENOVÁVEIS E A SUSTENTABILIDADE DO PLANETA27                   Tema amplamente discutido, mas pouco colocado em p...
manter a posição de imperialismo sobre as terras no qual vive, porém ao descuidar-se e utilizarindevidamente os recursos, ...
elaborado pelos pesquisadores Mark Z. Jacobson e Mark A. Delucchi,30 da Universidade daCalifórnia, em Davis, publicado na ...
MENEGUELLO, Luiz Augusto; CASTRO, Marcus Cesar Avezum Alves de. O Protocolo de Kyoto ea geração de energia elétrica pela b...
Fontes de Energia                                            Malefícios e Soluções                                        ...
necessidade energética brasileira, argumentando que essa fonte de energia renovável é poucopoluente, auxilia na conversão ...
Por que as mulheres agredidas ainda têm tanto medo de denunciar?     Pesquisas comprovam que mulheres vítimas de agressão ...
O consumo abusivo de álcool pelo agressor tem se tornado um agravante para a prática daviolência. Valendo-se da embriaguez...
O vento como fonte de energia inesgotável                                         Potencial eólico do Brasil              ...
Outra forma de energia que o País ainda é extremamente dependente é o petróleo e o gásnatural proveniente da extração do p...
Adaptação gradativa de fontes renováveis    Como uma implantação planejada e homeopática pode incentivar o uso de energias...
renovável apresenta em sua arquitetura e disposição geográfica, ou seja, áreas destinadaspara usinas de determinada energi...
Aplicações para o óleo vegetal e gordura animal               Óleos vegetais e gordura animal como fonte de energia para m...
As propriedades térmicas, físico-químicas e elétricas diferem entre os óleos minerais evegetais, mas isso não se torna um ...
O óleo vegetal e a utilização de gordura animal para produção de biodiesel são opçõesracionais para substituir os óleos mi...
LESÃO POR ESFORÇO REPETITIVO45     Definição e método de prevenção para portadores de Lesão por Esforço Repetitivo (LER)  ...
A amostra compreendeu as publicações de artigos indexados em periódicos, selecionados apartir de uma leitura prévia dos re...
Segundo Caetano, Cruz e Leite54 (2010) em um estudo feito com oitenta trabalhadoresusuários do Sistema Único de Saúde (SUS...
Violência contra a mulher                                            Desigualdades de gênero                              ...
desse problema que, devido ao desconhecimento social, geralmente não recebe a atençãonecessária.Tal falta de ação diante d...
Como é assunto que abrange muitas definições, o conceito desse ato covarde é muito amplo.Segundo a Política Nacional de En...
Com a criação da Lei Maria da Penha e do Ligue 180, elas ganharam um importante auxíliopara procurar ajuda nos momentos cr...
<http://www.sepm.gov.br/noticias/documentos-1/relatorio-trimestral-ligue-180-2012>Acesso em 28 de junho de 2012.REPÚBLICA,...
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A partir do ano de 1910, com a emancipação de Caxias do Sul, abertura de estradas emelhorias nos sistemas de água gerou-se...
Caxias do Sul, em 1975, já apresentava um parque industrial definido, onde predominavamindústrias metal mecânicas, com a f...
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  1. 1. Automedicação Uso frequente de medicamentos por profissionais de enfermagem em hospitais públicos Bárbara Fernanda Schafer1O estudo investigou a prevalência de automedicação entre 1509 trabalhadores de enfermagem de hospitais públicos. O trabalho foi realizado em um hospital do Rio de Janeiro, Brasil. O usode medicamentos relacionados ao sistema nervoso central foi o de maior índice de uso assíduo pelos enfermeiros. A automedicação se tornou mais evidente em grupos de pessoas mais jovens e que passavam muito tempo trabalhando com pouco tempo para intervalos. As pessoas que se automedicavam geralmente com analgésicos não eram hipertensos, mas com distúrbios psíquicos menores e, na maioria das vezes, não praticavam exercícios físicos. A automedicação é frequente entre enfermeiros e deve-se fazer uma busca para a melhora e conscientização deles e da população em geral (BARROS, GRIEP, ROTENBERG2, 2009, em “Automedicação entre trabalhadores de enfermagem em hospitais públicos’’).A automedicação é uma forma comum de autocuidado entre a população e enfermeiros. Ofato se relaciona ao pouco tempo que as pessoas têm para si mesmas. Outros aspectos como amodernidade e a facilidade, e também as condições do ambiente de trabalho, aumentam oconsumo de medicamentos gradativamente (BARROS, GRIEP, ROTENBERG3, 2009).O uso de medicamentos sem prescrição pode trazer e geralmente é a causa de váriosproblemas colaterais, como doenças evolutivas. Logo, medicamentos administrados a longoprazo podem causar doenças e complicações que são fatais ao organismo (BARROS, GRIEP,ROTENBERG4, 2009).O artigo buscou analisar o uso frequente de medicamentos com base em alguns objetivos:identificar os medicamentos mais consumidos, investigar as características socioeconômicas,verificar a prevalência de automedicação na enfermagem, e os padrões de saúde dos mesmos.Acredita-se que a pesquisa possa subsidiar projetos que façam intervenção e que melhorem ascondições de trabalho e de saúde, buscando, assim, não só a conscientização dos enfermeiros,e sim da população, melhorando a qualidade de vida (BARROS, GRIEP, ROTENBERG5, 2009).O uso de medicamentos sem prescrição médica cresce exacerbadamente entre profissionaisda área da saúde, mas tem como foco principal enfermeiros e a equipe de enfermagem emhospitais públicos (BARROS, GRIEP, ROTENBERG6, 2009). O crescimento está diretamenterelacionado a jovens, mulheres, ao acesso facilitado, falta de informação sobre os efeitoscolaterais, e serviço de saúde precário e também ao baixo nível de informação. E na populaçãoum fator agravante é o alto índice de efeitos que os medicamentos administrados semprescrição causam se usados em longo prazo (BARROS, GRIEP, ROTENBERG7, 2009). A práticaé favorecida a cada dia, pois o acesso a fármacos é cada vez mais evidente. Outro fator que éevidenciado é a falta de tempo que as pessoas têm para cuidar de si de uma forma correta, enão se automedicando (BARROS, GRIEP, ROTENBERG8, 2009). Foram realizados pesquisas em1 Acadêmica do curso de Enfermagem, 1º semestre, na Universidade de Caxias do Sul.2 Barros, Griep, Rotemberg (2009) Idem.3 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.4 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.5 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.6 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.7 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.8 Barros, Griep, Rotemberg,(2009) Id.
  2. 2. dois hospitais do Rio de Janeiro que têm como objetivo a investigação sobre o uso demedicamentos por enfermeiros em hospitais públicos. Um dos hospitais é de grande porte e aoutra pesquisa foi realizada em um centro de saúde materno-infantil. Participaram do estudo1509 funcionários de enfermagem (BARROS, GRIEP, ROTENBERG9, 2009).A pesquisa teve como base um questionário que visava conhecer dados dos participantes. Asinformações sobre o uso de medicamentos teve como principal pergunta o uso demedicamentos nos últimos sete dias, quais foram e por que foram administrados. A pesquisafoi embasada com uma lista de 14 medicamentos sendo classificados por uma letra,considerando o órgão ou sistema que o fármaco atua. O projeto de pesquisa foi entãoaprovado pelo Comitê de Ética e pela CONEP em Brasília (BARROS, GRIEP, ROTENBERG10,2009).Entre os trabalhadores de enfermagem o percentual de uso de medicamentos(automedicação) foi de 24,2% que foi menor no que a de enfermeiros da rede básica 32,4%, ejá no Rio Grande do Sul o percentual foi de 53,3%. Em idosos o índice é assustador, de 77%. Ogrupo de medicamentos que se destacou pelo uso exacerbado foi o dos analgésicos, que sãoos que atuam diretamente no sistema nervoso, 43,4% (BARROS, GRIEP, ROTENBERG11, 2009).A ciente pesquisa teve como principal estudo o uso de medicamentos de profissionais daenfermagem na rede pública de saúde. O fato agravante está relacionado às poucas condiçõesde trabalho, com pouco descanso, levando à fadiga e ao uso de medicamentos diariamente,com o intuito de aliviar principalmente, dores musculares, e também dores de cabeça(BARROS, GRIEP, ROTENBERG12, 2009).O uso de automedicação também está relacionado, e com a pesquisa se tornou evidente, ouso de medicamentos por mulheres. O fato corrobora que as mulheres buscam mais o serviçode saúde, cuidando mais de si mesmas. A automedicação está diretamente relacionada à faixaetária mais jovem (BARROS, GRIEP, ROTENBERG13, 2009).Outro aspecto concluído é que o uso de fármaco sem prescrição médica foi maior em pessoascom altos níveis de escolaridade, mostrando que ele não se relaciona só com pessoas combaixo índice de escolaridade, e sim, também com pessoas que mesmo sabendo os efeitosusam e abusam de medicamentos (BARROS, GRIEP, ROTENBERG14, 2009).Isto se relaciona ao conhecimento e ao maior poder aquisitivo, e também a fatores como anão confiança em médicos e a maior autonomia perante a sua própria saúde (BARROS, GRIEP,ROTENBERG15, 2009).O uso de medicamentos está diretamente relacionado a sintomas não de doenças crônicas esim das chamadas ‘’comuns’’ e, portanto, frequentes na sociedade. Outro aspecto importanteé que os altos índices de automedicação estão ligados ao fato de que as pessoas praticam cadavez menos exercícios físicos, o que está anexo aos melhores índices de saúde (BARROS, GRIEP,ROTENBERG16, 2009).9 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.10 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.11 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.12 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.13 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.14 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.15 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.16 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.
  3. 3. Profissionais muito comprometidos com o trabalho, que não conseguem desligar-se dastarefas por pelo menos alguns minutos, também são um dos principais agravantes dos altosnúmeros de automedicação (BARROS, GRIEP, ROTENBERG17, 2009).Outro problema é a falta de identificação de substâncias nos fármacos, podendo levar aoesquecimento da composição do medicamento, não sabendo os efeitos colaterais que nofuturo poderão ocorrer (BARROS, GRIEP, ROTENBERG18, 2009).O tema automedicação acaba não deixando claro os benefícios e os malefícios à saúde dosenfermeiros. Prática que se relaciona a vários fatores tais como: a falta de tempo,conhecimento e dinheiro para planos de saúde (BARROS, GRIEP, ROTENBERG19, 2009).A automedicação é um assunto antigo na sociedade e que se agrava a cada dia. A prática estácada vez mais assídua pelas pessoas, não só enfermeiros, mas sim pela população mundial emgeral. O estímulo que os fármacos dão, dando promessas rápidas de alívio só aumenta aautomedicação desenfreada (BARROS, GRIEP, ROTENBERG20, 2009).Assim, o tema automedicação deve ser maior abordado ainda na graduação desses futurosenfermeiros, para que se possa diminuir o perigo e os efeitos que eles causam à saúde. Deve-se tentar melhorar os problemas ‘’comuns’’ com soluções menos prejudiciais ao futuro, comoexercícios físicos, uma das formas de controlar o estresse dos trabalhadores (BARROS, GRIEP,ROTENBERG21, 2009).ReferênciasBARROS, Aline Reis Rocha; GRIEP, Rosane Harter e ROTENBERG, Lúcia. Self-medication amongnursing workers from public hospitals. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2009, vol.17, n.6,pp. 1015-1022. ISSN 0104-1169. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692009000600014.Acesso em: 20 jun. 12.17 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.18 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.19 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.20 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.21 Barros, Griep, Rotemberg, (2009) Id.
  4. 4. COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR EM RELAÇÃO ÀS COMPRAS ON-LINE: POR QUE ELA AINDA SOFRE RESISTÊNCIA? Cristofer Gomes da Rocha22 O artigo aqui escrito tem como interesse elucidar, exemplificar e entender o motivo pelo qual os cidadãos brasileiros ainda possuem certa resistência quando o assunto é a obtenção de algum produto ou serviço de forma eletrônica e via internet. Muitos países já estão utilizando esta modalidade de compra com uma adesão bastantegrande por parte da população, como exemplo pode ser citado o país da Coreia do Sul, no qual a internet está fortemente integrada no quotidiano das pessoas, sendo possível inclusive acompra de produtos vindos de supermercados que anunciam os produtos em pequenas placas eletrônicas expostas nas estações de metrô do país.Qualquer pessoa que tenha vivido na década de 70 e viu a criação da primeira rede decomputadores que se conectavam entre pontos distintos de um país, na qual era utilizada parafins militares no período da Guerra Fria, não teria ideia de quão necessário este recurso, quehoje é utilizado em escala mundial, se tornou para toda a humanidade.Também é possível dizer que, quando a primeira montadora de carros em série, que foi criadapor Henry Ford e ofertava somente o mesmo modelo de carro para toda a população dosEstados Unidos da América, ninguém se atreveria a dizer que outra empresa desenvolveriauma estratégia para conquistar as vendas que Ford possuía na época, somente dando a opçãode cores variadas. Este é um exemplo clássico de Marketing e de como uma ideiaaparentemente simples pode render bons frutos ao seu idealizador.Mas qual seria a relação entre estes conceitos? Na época que a internet surgiu, ou que HenryFord viveu, fica claro que estes dois conceitos não se relacionam de forma alguma, masatualmente eles estão muito ligados. A modalidade de compra e venda por intermédio da redemundial de computadores é, hoje, uma das formas mais cômodas de obter produtos ouserviços para o consumidor final, que não precisa mais sair de casa para adquirir tudo, ouquase tudo, que ele necessita para sua vida, ou para satisfazer seus desejos mais imediatos.Algo que parece bastante comum para a população brasileira que tem acesso a computadorese internet é o ato de realizar/obter produtos na comodidade de sua casa, mas nem todos têmconfiança nesta modalidade de aquisição, que vem conquistando cada vez mais, clientes portodo Brasil. Dados de 2010 mostram que empresas varejistas on-line obtiveram umfaturamento de R$ 14,8 bilhões, sendo esses dados referentes somente ao Brasil e superioresaos dados de 2009 em 40%.Os números referentes à quantidade de consumidores que realizaram alguma forma decompra via internet (conhecido como e-commerce23) estão em alta, sendo que à primeira vista,parece muito promissora para qualquer organização que pretende investir nesta categoria deaquisição de bens ou serviços. A quantidade de clientes que obtiveram produtos porintermédio de páginas da internet em 2010 chegou ao valor de 23 milhões, sendo que dessetotal, 5,4 milhões efetuaram sua primeira compra neste ano e estima-se que, este valorconsiga atingir 27 milhões de consumidores em 2011. Porém, o que ainda ocorre, mesmo com22 Acadêmico do curso de Marketing, 2° Semestre, na Universidade de Caxias do Sul.23 The buying and selling of goods and services over the internet. Disponívelem:<http://dictionary.cambridge.org/dictionary/business-english/e-commerce?q=e-commerce>. Acesso em: 25jun. 2012
  5. 5. toda divulgação a favor desta modalidade de aquisição é que, muitos indivíduos ainda sentemcerta desconfiança em relação à obtenção de produtos e serviços de maneira digital.Vários fatores podem influenciar nessa falta de confiança dos clientes em relação ao e-commerce. Um deles ainda predominante e bastante citado por quem alega não gostar derealizar compras via internet, é a falta de segurança que os sites da internet oferecem. Roubode senhas, dados bancários, informações pessoais e sigilosas são sempre motivo parapreocupação entre pessoas que utilizam um computador pessoal, o que leva muitos a pensarque seus dados poderão ser comprometidos quando se realiza a obtenção de algum produtoou serviço de forma on-line. Quando surgiram os primeiros sites voltados ao comércio on-line,era comum a falta de preocupação com segurança na internet, isso de modo geral e algo queainda ocorre nos dias de hoje, fazendo com que muitas pessoas tivessem seus dados roubadospor hackers24. Atualmente, isso ainda ocorre, até com mais frequência, devido ao aumento deusuários de computador ao redor do mundo, mas acontece, muitas vezes, por erro do própriocliente/usuário que não tem uma preocupação imediata com seus dados, mas passa a terquando sente que eles foram interceptados. Claro que não é uma falha somente do usuário,mas ele tem uma grande parcela de culpa no caso de algo dessa natureza ocorrer, já que aquantidade divulgada de vezes que algum site classificado como “grande” sofreu ataquesmaliciosos, é demasiadamente pequena.Por outro lado, é também comum escutar consumidores mencionando a “impessoalidade” queocorre durante uma compra por e-commerce. O cliente não vê o seu objeto de desejopessoalmente, não consegue avaliar e tocar a sua futura compra, não tem o acompanhamentode um profissional de vendas para assessorá-lo na escolha de um bom produto, informando-lhe os benefícios e deméritos que o produto pode oferecer.A preocupação com a segurança de dados pessoais atualmente, é algo que povoa a mente dequalquer pessoa que utiliza um computador e ainda é causa dor de cabeça para muitos. Ossites que efetuam vendas pela internet, em sua grande maioria, já possui um sistema desegurança que ajuda e muito no combate aos ataques de hackers em seus bancos de dados.Mas por que isso ainda ocorre? A resposta para isso é mais simples do que muitos imaginam; opróprio usuário, na grande maioria dos casos, é quem está com o computador pessoalinfectado por algum programa malicioso, fazendo com que seus dados sejamroubados/interceptados no momento que ele acessa qualquer endereço eletrônico e realiza adigitação dos mesmos. O que pode ser sugerido nesse caso, é que o usuário/futuro compradorfaça checagens de rotina em seu PC, de modo que ele tenha certeza que ele está trabalhandoem um ambiente seguro.Contudo, não se pode colocar toda a culpa da falta de segurança apenas no usuário. É sabidoque várias empresas, inclusive empresas de âmbito mundial, sofreram ataques de hackers queobtiveram sucesso na apropriação de senhas de seus usuários/clientes. Nestes casos énecessário que a própria empresa revise suas rotinas de segurança, utilizando um processoconhecido como “criptografia25” que tem o objetivo de proteger os dados dos clientes criandocódigos que são codificados para dificultar ou anular o acesso de alguma pessoa que não tenhao conhecimento de como decodificar este tipo de informação.24 A person who is skilled in the use of computer systems, often one who illegally obtains access to privatecomputer systems. Disponível em:<http://dictionary.cambridge.org/dictionary/american-english/hacker?q=hacker>. Acesso em: 25 jun. 2012.25 The art of writing or solving codes. Disponívelem:<http://oxforddictionaries.com/definition/cryptography?region=us&q=cryptography>. Acesso em: 25 jun. 2012.
  6. 6. Em contrapartida, nem tudo está relacionado à segurança, outro ponto contra que já foi citadofoi o caso da “impessoalidade” nesta modalidade de compra. Este é um problema que nãopossui uma solução realmente satisfatória, mas as empresas que trabalham com vendas on-line e também a lei, já criou uma alternativa para tentar contornar este problema.Muitas páginas que trabalham com e-commerce possuem atendentes que ficam 24 horas pordia ao dispor do cliente, para sanar dúvidas, dar opiniões aos consumidores e com isso, retirarum pouco daquela falta de contato humano na hora da aquisição do produto. Já no que dizrespeito à falta de contato físico do comprador com o produto, algo que a lei assegura e que écumprido pelas empresas, remete ao direito que o cliente tem de fazer a devolução doproduto em até três dias após a entrega, com direito a reembolso da quantia. Isto independede qualquer razão, inclusive sob a alegação de que o produto não o agradou em suatotalidade.É possível ser constatado que grande parte da desconfiança gerada por esta modalidade decompra, é proveniente da falta de informação por parte da população em geral, mas tambémtêm a sua parcela de culpa, as próprias organizações varejistas on-line, que não põem emprática uma campanha de divulgação de sua marca e serviços baseados na internet, para queassim ocorra um entendimento e uma identificação dos consumidores para com o seu serviço.O que algumas empresas hoje estão fazendo, citando como exemplo, o Pag-Seguro26, que hojefaz divulgação também nos canais de TV aberta, sobre a facilidade que ele proporciona a quemdeseja efetuar a obtenção de algum produto por intermédio de algum serviço de e-commerce.Este é um passo inicial, que muitas empresas devem tomar como tendência e fazendo-o, oconsumidor/potencial consumidor brasileiro começará a ter mais confiança e tomará gostopor este formato de compras, que possivelmente se tornará padrão em um curto espaço detempo.ReferênciasGARCIA, Gabriel Marin; SANTOS, Cristiane Pizzuti dos. O impacto das características pessoaisna intenção de compra pela internet e o papel da mediação da familiaridade e da atitudeante a compra pela internet. São Paulo: RAM Revista de Administração Mackenzie, 2011.JOIA, Luiz Antonio; OLIVEIRA, Luiz Cláudio Barbosa de. Criação e teste de um modelo paraavaliação de websites de comércio eletrônico. São Paulo: RAM Revista de AdministraçãoMackenzie, 2008.SAMARA, Beatriz Santos; MORSCH, Marco Aurélio. Comportamento do consumidor: conceitose casos. São Paulo: Pearson, 2005.TURBAN, Efraim; KING, David. Comércio eletrônico: estratégia e gestão. São Paulo: PearsonPrentice Hall, 2004.26 Em janeiro de 2007 o UOL adquiriu a BRpay, uma empresa de pagamentos on-line que ganhava destaque no e-commerce brasileiro. Em abril de 2007 a BRpay foi escolhida pela InfoExame como a melhor solução parapagamentos on-line e em julho de 2007, o UOL lançou o PagSeguro. Disponível em:<http://blogpagseguro.com.br/about-2/>. Acesso em: 2 jul. 2012.
  7. 7. ENERGIAS RENOVÁVEIS E A SUSTENTABILIDADE DO PLANETA27 Tema amplamente discutido, mas pouco colocado em prática Jader dos Reis Nichele28Este artigo sustenta a ideia de que o planeta deve tomar decisões importantes relacionadas ao meio ambiente, visto que está em uma fase determinante a ponto de definir o futuro das próximas gerações, através de ações para diminuir os danos causados no passado, além de prevenir futuros problemas que irão surgir. A utilização de energias renováveis serve como base para análise de possíveis soluções dos problemas atuais enfrentados no Planeta.PALAVRAS-CHAVE: Sustentabilidade. Ambiental. Preservação.A população do planeta aumenta a cada dia e o desenvolvimento econômico cresce em igualou até maior proporção dependendo de cada região. Porém, esse crescimento não temresponsabilidade social com o meio ambiente, ou seja, lucro acima de qualquer custo,ocasionando o consumo desenfreado de recursos não renováveis (petróleo, carvão e gásnatural) e aumentando o aquecimento global, visto que não são feitas as análises de riscosambientais apropriadas.A energia eólica, solar, biomassa e outras, pertencem ao grupo de energias renováveis, surgemcomo fontes auxiliares e fundamentais para atingir níveis de sustentabilidade ideais, pois elaspossuem uma gama de recursos inesgotáveis e suas consequências não são tão graves como,por exemplo, a queima de combustíveis fósseis, que atualmente suprem aproximadamente80% das necessidades mundiais de energia primária (SCHENBERG apud ENERGY, 2010, p.7).No contexto atual existe uma imensa falta de informações sobre o uso consciente de energiassustentáveis, que se podem atribuir às poucas informações que chegam até a sociedade, cujopapel é fundamental para alavancar a ideia de sustentabilidade. Se as governanças atuais nãomovimentam recursos e informações para melhoria desse campo, empresas privadas devemservir de exemplo e investir em pesquisas e infraestrutura, para até mesmo usar seu poder depersuasão e levar até aos lares da sociedade as práticas sustentáveis.CONTEXTUALIZANDO O INÍCIO DA AGRESSÃO AO ECOSSISTEMAA história do ecossistema do Planeta ajuda a fundamentar o quanto é importante apreservação dos recursos disponíveis pela natureza. Pode-se começar no povo sumério há3000 a.C (antiga Suméria e atual Curdistão), cujo desenvolvimento baseou-se na agriculturairrigada entre os rios Tigres e Eufrates, porém o descuido levou à salinização do solo, e aprodução diminui e, consequentemente, a Suméria desapareceu. Outro exemplo importantede civilizações extintas é referente aos famosos Maias há 900 a.C (México), que construírampirâmides e observatórios astronômicos, além de corrigir o solo para plantar milho, só que,para isso, desmataram muito e a chuva diminuiu tanto que o povo ficou com fome e acabou seextinguindo aos poucos até a chegada dos espanhóis. Casos mais recentes, como a explosãoem Chernobyl (1986) e o vazamento de gás de uma fábrica de pesticidas em Bhopal, na Índia(1984), demonstram o quanto a população está vulnerável a desastres causados pelo própriohomem.Os exemplos mencionados são apenas uma amostra do quanto as civilizações já agrediram anatureza e quais as consequências dessas ações contra ela. Isso é prova de que o homem pode27 Artigo científico para a disciplina de Leitura e Escrita na Formação Universitária.28 Acadêmico do curso de Tecnologias Digitais, 7º semestre, na Universidade de Caxias do Sul. Endereço Eletrônico:jader.nichele@gmail.com
  8. 8. manter a posição de imperialismo sobre as terras no qual vive, porém ao descuidar-se e utilizarindevidamente os recursos, acaba se tornando escravo de seus atos e pode provocar atémesmo a extinção de civilizações.UTILIZAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS PARA DESENVOLVIMENTO MUNDIALO século passado ficou marcado pelo uso incessante de matérias-primas como: carvão epetróleo, pois eram de fácil obtenção e tinham alto poder de queima. Após a RevoluçãoIndustrial a queima de combustíveis fósseis intensificou e depois da década de 70, atingiuíndices maiores ainda, fazendo com que a concentração de dióxido de carbono na atmosferapassasse de 270ppm (partes por milhão), na época anterior à Revolução Industrial, para379ppm nos dias atuais (MENEGUELO, CASTRO apud PEARCE, 2007). Segundo Silva (2009,p.155), “O crescimento industrial, sobretudo após a II Guerra Mundial, trouxe consigoelementos indesejáveis que resultaram em poluição atmosférica e degradação ambiental,provocadas pelo uso de combustíveis fósseis e seus subprodutos gasosos”, esses fatoresdeterminam que o desenvolvimento econômico do planeta ocorresse de modo nãosustentável.Atualmente, no século XXI, através de estudos, as empresas e a sociedade têm noção doquanto as gerações anteriores devastaram o Planeta e o que isso representa para o futuro dasnações. Sendo assim, a nova geração que nasce recebe o passivo de problemas deixado pelasgerações anteriores e, obrigatoriamente, assume o papel de zelar pelo ecossistema atual.A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, realizada no períodode 13 a 22 de junho no Brasil, denominada como Rio +20, teve como objetivo, conforme siteda ONU29, assegurar um comprometimento político renovado para o desenvolvimentosustentável, avaliar o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem naimplementação dos resultados dos principais encontros sobre desenvolvimento sustentável,além de abordar os novos desafios emergentes.O momento é oportuno para o Planeta, visto que ainda existem formas de contornar osproblemas, antes do esgotamento total dos recursos, porém há diversos motivos quetornaram ineficaz este encontro, como: crise financeira em diversos países, nãocomparecimento de importantes líderes mundiais, entre eles Barack Obama (Presidente dosEstados Unidos) e David Cameron (1º Ministro do Reino Unido). O documento de 49 páginas,resultado deste encontro, foi intitulado de “O Futuro que Queremos”, que segundo MarceloFurtado, Diretor-executivo do Greenpeace Brasil, em entrevista ao portal Terra, manifestou,assim, seu ponto de vista: “Tudo o que defendíamos sobre metas, números e compromissosdesapareceram. A única coisa que temos hoje é uma promessa de um processo, que poderáser desenvolvido até 2015”.Esta e outras opiniões sobre o Rio+20 se reúnem para concluir que a Conferência não obteveos resultados esperados pela população, nada diferente do que em outros encontros delíderes mundiais, que acabam convergindo as opiniões, visto que colocam a economiafinanceira na frente de qualquer objetivo considerado por eles menor.Se a iniciativa pública não toma as providências necessárias para fazer o Planeta tornar-seambientalmente sustentável, as empresas privadas devem iniciar as pesquisas e/ou uso deenergias limpas, com o intuito de assumir este papel, pois em futuro próximo já estarãoadaptadas às formas de trabalho eficazes e corretas. Para isso, podem se basear no estudo29 Site oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), <http://www.onu.org.br/rio20/sobre/>. Acesso em: 30 jun.12.
  9. 9. elaborado pelos pesquisadores Mark Z. Jacobson e Mark A. Delucchi,30 da Universidade daCalifórnia, em Davis, publicado na revista “Energy Policy”, que asseguram que 100% dasenergias consumidas no Planeta poderiam ser obtidas de fontes completamente limpas erenováveis em um prazo de três ou quatro décadas, além de que seriam economicamenteiguais às energias renováveis utilizadas atualmente.Outro fator chave para a preservação mundial é a educação ambiental para as crianças, poiselas farão parte da população que irá cultivar a ideia sustentável ou causar danos ao meioambiente, este futuro dependerá do contexto onde vivem e estudam. Conforme pesquisa docanal de televisão Nickelodeon31, com 16 mil crianças entre 6 e 11 anos de sete países latino-americanos, os brasileiros são os menos preocupados com o meio ambiente; já no México,84% dos entrevistados se dizem sensíveis à causa. A pesquisa emerge a falta de incentivo àcultura e à educação sobre o tema meio ambiente, principalmente no Brasil, fazendo com queo ele seja cada vez mais esquecido e retirado do cotidiano de muitas crianças.DISCUSSÃO DE RESULTADOSBaseado em artigos de desenvolvimento econômico sustentável e políticas ambientais, nota-seque a grande maioria dos países desenvolvidos e consequentemente os que mais poluem,enfim, entraram em um denominador comum, ou seja, conscientização sobre os perigos que oPlaneta está sofrendo ambientalmente e a decisão de tomar medidas drásticas para evitar adestruição do que restou do ecossistema. Apesar de tardia, esta decisão não se pode deixar decomemorar esta ação, visto que poderia ocorrer em um ponto no qual não existisse mais comocontornar os problemas.A sustentabilidade inicia dentro da casa de cada habitante do Planeta, pois conforme Rees ementrevista para a Revista Época (Ed. 735 – Junho 2012), “Sustentabilidade é um problemacoletivo e precisa ser resolvido de forma coletiva”. A população necessita fazer sua parte e seunir com a finalidade de salvar os recursos naturais e não só aguardar soluções oriundas dosgovernos, pois dessa forma estará provando que não é omissa aos problemas do Planeta.Um fator importante a destacar é que a sustentabilidade não está em foco apenas no quanto éimportante para a preservação do Planeta, mas também porque é uma boa fonte deenriquecimento das empresas de diversos ramos. Essa disputa pelo mercado no ramoambiental ampliou fortemente a criação de novas tecnologias para uso de energias renováveis,porém possuem valores altos e que normalmente assustam a todos.A questão é quem e como devem ser pagos os investimentos para que as altas tecnologiasligadas ao meio ambiente saiam do “papel” e tornem-se realidade ainda não está claro paratodos, e se o padrão de arquivamento de projetos for mantido, em um futuro bem próximonão existirá tecnologia suficiente para salvar o Planeta. Portanto, há a necessidade deconverter todas as discussões em ações concretas, além de rever as políticas socioambientaisdo Planeta, para que ocorra o desenvolvimento econômico sustentável e mantenha-se oconvívio harmonioso entre o homem e a natureza.ReferênciasLUCON, Oswaldo; GOLDEMBERG, José. Crise financeira, energia e sustentabilidade no Brasil.Estud. av., São Paulo, v. 23, n. 65, 2009 . Disponível em<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142009000100009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 25 jun. 12.30 Pesquisa divulgada na Revista Online GloboRural. Disponível em <http://migre.me/9JH8w>. Acesso em: 2 jul. 12.31 Pesquisa divulgada na Revista Época, Edição 735, 2012.
  10. 10. MENEGUELLO, Luiz Augusto; CASTRO, Marcus Cesar Avezum Alves de. O Protocolo de Kyoto ea geração de energia elétrica pela biomassa da cana-de-açúcar como mecanismo dedesenvolvimento limpo. Interações (Campo Grande), Campo Grande, v. 8, n. 1, mar. 2007 .Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-70122007000100004&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 29 jun. 12.REVISTA ÉPOCA. Brasil: Editora Globo, 2012, Edição Nº 735, Semanal.SCHENBERG, Ana Clara Guerrini. Biotecnologia e desenvolvimento sustentável. Estud. av., SãoPaulo, v. 24, n. 70, 2010 . Disponível em<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142010000300002&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 25 jun. 12.SILVA, Darly Henriques da. Protocolos de Montreal e Kyoto: pontos em comum e diferençasfundamentais. Rev. bras. polít. int., Brasília, v. 52, n. 2, dez. 2009 . Disponível em<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292009000200009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 30 jun. 12.
  11. 11. Fontes de Energia Malefícios e Soluções Priscila Cardozo da Silva32 O artigo a seguir trata de novas fontes de energia e da forma com que são empregadas as fontes atuais, visando aumento na economia energética e diminuição da poluição do meio ambienteO ser humano vive em busca de alternativas energéticas para suprir suas necessidades, umavez que suas fontes de energia estão esgotando. As principais formas de obtenção de energiapoluem o Planeta, prejudicando o meio ambiente o que vem acarretando como consequênciadesabamentos, extinção de algumas variedades da fauna e da flora, aquecimento global, entreoutros problemas. O que resta momentaneamente é a busca por fontes alternativas deenergia que causem um impacto menor ao Planeta.O artigo “Pesquisa e desenvolvimento na área de energia” de Goldemberg 33 (2000) apresentaos principais pontos onde a energia é mal empregada, e as possíveis resoluções para osproblemas. Para a indústria, Goldemberg34 apresenta algumas tecnologias horizontais deconservação de energia, entre as quais se destacam: caldeiras para a produção de vapor ouágua quente (usando queimadores de pequena emissão); sistemas de manejo energético paraprocessos industriais e construção; controle de processos (novos sensores, microeletrônica);aquecimento infravermelho (secagem); aquecimento solar para indústrias, principalmente emclimas mais quentes.Já para o setor residencial, Goldemberg35 explica que os problemas ligados ao consumoexagerado de energia variam conforme o desenvolvimento do país. Em países desenvolvidos,onde as moradias são bem estruturadas, são necessárias adaptações às novas formas dearrecadação de energia que diminuam a utilização das fontes convencionais gerandoeconomia. Já os países subdesenvolvidos, que não possuem prédios e casas bem estruturadas,a opção apresentada é o investimento em estruturas já adaptadas a essas formas, que,embora tenham um custo um pouco mais alto que estruturas convencionais, não superam asoma do custo estrutural e das adaptações necessárias nas estruturas padrão.Quanto aos meios de transporte, ele afirma que os transportes rodoviários têm diminuído ademanda por energia desde a década de 60, o que convencionalmente deveria contribuir coma diminuição do número de automóveis por moradia, entretanto o número de moradias comdois ou mais automóveis cresceu sistematicamente nas últimas décadas. Entre as alternativasapresentadas por Goldemberg36 para a diminuição da energia utilizada e da poluição liberadanos automóveis ele cita a melhoria na eficiência do motor, o uso de combustíveis alternativosà gasolina e ao óleo diesel, o aproveitamento da energia do gás de escape, entre outros.Sob outro ponto de vista, o artigo “Energia Nuclear Socialmente Aceitável como SoluçãoPossível para Demanda Energética Brasileira”, elaborado pelos acadêmicos da Faculdade deEnergia Elétrica e Computação/UNICAMP (MILANEZ, ALMEIDA e CARMO, 2006, apud CLERY,2005, Science, Washington, EUA, v. 309, p. 1172-1175; HIRSCH, 2005, Nuclear Reactor Hazards:Ongoing Dangers of Operating Nuclear Technology in the 21st Century. GreenpeaceInternational), apresenta a energia nuclear como uma alternativa para suprir a grande32 Acadêmica do curso de Engenharia Civil, 1º semestre, na Universidade de Caxias do Sul.33 Goldemberg (2000), Idem.34 Goldemberg (2000), Id.35 Goldemberg (2000), Id.36 Goldemberg (2000), Id.
  12. 12. necessidade energética brasileira, argumentando que essa fonte de energia renovável é poucopoluente, auxilia na conversão de resíduos perigosos para outros de menor duração, entreoutros fatores. Os autores do artigo concluem que além de ser a fonte alternativa mais viávelem termos econômicos, possuem um enorme potencial de geração de energia.Embora existam várias fontes alternativas de energia, fatores limitantes como o difícil acesso,devido aos altos custos, da maior parte da sociedade não permitem que essas fontesrenováveis sejam colocadas em prática.Além de captações de raios solares, da energia eólica e da energia hidráulica, também existemas usinas nucleares com grande potencial em produção de energia e baixo nível de poluição doPlaneta. Embora muito criticada devido a acidentes anteriores, na Ucrânia (Chernobyl-1986) eno Japão (Fukushima Daiichi-2011), essa fonte de energia não é descartável, podendo seradotada para o fornecimento de energia nas próximas gerações.No decorrer do desenvolvimento desse artigo, foi possível perceber que é indispensável aexpansão das pesquisas sobre novas alternativas energéticas menos poluentes e mais eficazes,uma vez que os meios utilizados, além de estarem esgotando, estão destruindo o ambientehabitado pelo homem. Portanto, além da diminuição do custo de algumas fontes de obtensãode energia já citadas, um estudo determinado a aprimorar a segurança das usinas nuclearesseria de grande utilidade perante os benefícios que elas poderiam trazer se empregadas deforma correta.ReferênciasGOLDEMBERG, JOSÉ. Pesquisa e desenvolvimento na área de energia. São PauloPerspec.[online]. 2000, vol.14, n.3, pp. 91-97. ISSN 0102-8839.<http://dx.doi.org/10.1590/S0102-88392000000300014>Acesso em: 19 jun. 12.MILANEZ, JIMES; ALMEIDA, RICARDO; CARMO, FAUSTO. Energia Nuclear SocialmenteAceitável como Solução Possível para a Demanda Energética Brasileira. Revista Ciências doAmbiente Online. 2006. Vol.2, no1. ISSN 2179-9962.<http://sistemas.ib.unicamp.br/be310/index.php/be310/article/viewFile/41/27>Acesso em:26 jun.12.
  13. 13. Por que as mulheres agredidas ainda têm tanto medo de denunciar? Pesquisas comprovam que mulheres vítimas de agressão ainda têm medo de denunciar os agressores e em sua grande maioria não procuram as Delegacias de Proteção à Mulher Vanessa Pereira dos Santos37 Mulheres com baixo grau de instrução têm mais medo de denunciar a agressão do que as que têm mais acesso às fontes de informação. Elas se sentem desamparadas e pouco acolhidas pelas políticas de defesa à mulher, excluindo-se das estatísticas.Hoje, ainda muitas mulheres pensam que não podem denunciar seus maridos/companheirospor agressão, sentem-se de certa forma dependentes deles e não têm um apoio social epsicológico para, de fato, denunciarem. Mulheres entre 30 e 40 anos, de classe média baixa,com grau baixo de instrução e donas de casa são características gerais do levantamento feitopor duas estudantes (SANTOS & MORÉ, 2011, “Repercussão da violência na mulher e suasformas de enfrentamento”) da Universidade Federal de Santa Catarina onde se constatou queesses fatores são relevantes para que elas sofram agressão e não procurem ajuda nasDelegacias Especializadas.Segundo Gadoni-Costa, Zucatti & Dell’Aglio38 (2011) “Violência contra a mulher: levantamentodos casos atendidos no setor de psicologia de uma delegacia para a mulher” as mulheresagredidas não procuram auxílio nas delegacias por medo do agressor. Na mentalidade dasvítimas elas não têm condições de seguirem as vidas sozinhas, sem a companhia de umhomem, são dependentes financeira e afetivamente deles, deixando seus filhos sem um pai esem alguém para conduzir o caminho de suas vidas.A pesquisa de Gadoni-Costa, Zucatti & Dell’Aglio39 (2011) releva os dados observados no setorde Psicologia da Delegacia para a Mulher da região metropolitana de Porto Alegre/RS, ondeconstam os seguintes dados: idade da vítima, agressor (pai, marido, companheiro, parente,vizinho, conhecido, desconhecido), situação conjugal, estado civil, emprego, profissão,escolaridade, número de filhos, ocorrência de violência na família do agressor, uso deálcool/drogas pelo agressor e uso de medicamentos psiquiátricos pela vítima.Ambas as pesquisas revelaram que as mulheres agredidas têm baixo grau de escolaridade,favorecendo a não denúncia do fato ocorrido. Muitas delas são trabalhadoras do comércio, oque evidencia baixos salários e, consequentemente, baixa autoestima, pelo fato dedependerem do marido/companheiro. Já as mulheres que recebem uma melhor remuneraçãoprocuram por métodos de enfrentamento mais eficazes, não significando isso que mulheres declasse média alta não sofram violência, pois devido à sua posição social e financeira, procuramauxílio em consultórios particulares, fazendo com essa parcela de agredidas fique de certaforma, escondida.As mulheres que já têm um histórico de violência são mais favoráveis à agressão pelo fato decompactuarem com o acontecido em outras épocas de sua vida, por isso elas se sentemdesprotegidas e desamparadas pela família, tornando a violência um fato comum na vidaconjugal.37 Acadêmica do curso de Engenharia Civil, 3º semestre, na Universidade de Caxias do Sul.38 Gadoni-Costa, Zucatti & Dell’Aglio (2011), Idem.39 Gadoni-Costa, Zucatti & Dell’Aglio, Id.
  14. 14. O consumo abusivo de álcool pelo agressor tem se tornado um agravante para a prática daviolência. Valendo-se da embriaguez que a bebida causa, o agressor afirma, quandodenunciado, que foi somente naquele momento que consumou o fato por ter ingerido álcool.Chega-se à conclusão de que o grau de escolaridade e a ocorrência de agressão anteriormentesão os maiores agravantes da violência contra a mulher. O mais assustador é que as mulherescom maior grau de instrução também não têm coragem de denunciar os seus agressores,somente procuram auxílio em clínicas particulares, isso faz com que não participem dasestatísticas levantadas.Governantes, dirigentes e demais autoridades e saída é educar. Mulheres educadas e beminformadas de seus direitos a proteções terão, sim, coragem de denunciar esses homens queestão por aí batendo sem nenhum medo e sem nenhuma punição, é de governantes assim quea sociedade precisa, que deem ao povo segurança. Às leitoras, mulheres, não deixem dedenunciar casos de violência ou se você souber de algum caso. Não fique calada, DENUNCIE.ReferênciasGADONI-COSTA, Lila Maria, ZUCATTI, Ana Paula Noronha, DELLAGLIO, Débora Dalbosco.Violência contra a mulher: levantamento dos casos atendidos no setor de psicologia de umadelegacia para a mulher. Estud. psicol. (Campinas), Jun 2011, vol.28, no. 2, p.219-227.Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/paideia/v21n49/10.pdf>. Acesso em: 19 jun. 2012.SANTOS, Ana Cláudia Went dos, MORÉ, Carmem Leontina Ojeda Ocampo. Repercussão daviolência na mulher e suas formas de enfrentamento. Estud. psicol. (Florianópolis), Mai 2011,no. 49, p. 227-235.Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v28n2/09.pdf>. Acesso em: 18 jun. 2012.
  15. 15. O vento como fonte de energia inesgotável Potencial eólico do Brasil Davi Anderson de Farias40 O potencial que o Brasil dispõe para a captação de energia eólica, tendo em vista nosso vasto litoral, as variadas serras e sertões, que são fontes inesgotáveis desse recurso imensurável, infinito e gratuito como fonte de energia e que por diferentes motivos não são efetivamente utilizados para a geração de energia renovável.O alto custo e desprendimento técnico para a construção dos complexos e estruturas,vinculado ao sistema de captação e produção de energia eólica, pode ser um empecilho paraque este seja economicamente viável e eficaz quanto à sua produção de energia inviabilizandoo investimento maciço do orçamento brasileiro nesta área. No entanto, segundo Soccol et al(2009) no texto “Tecnologia, Engenharia e Técnicas”, a energia eólica pode ser utilizada dediversas formas como fonte de energia renovável já que pode ser encontrada em qualquerlugar. Pode ser utilizada na forma de eletricidade, em turbinas eólicas, ou na agricultura, emmoinhos de ventos para bombeamento de água ou moagem de grãos. A energia cinética étransformada em energia mecânica utilizando um rotor aerodinâmico onde a energiamecânica pode ser transformada em energia elétrica através de um gerador elétrico(MATTUELA, 2005 apud SOCCOL, 2009). Em várias áreas do Brasil, encontram-se característicasque favorecem o uso desse tipo de energia, mas elas não são aproveitadas uma vez quepoderiam suprir todas as necessidades energéticas de uma fazenda, por exemplo.A utilização da costa litorânea que o Brasil possui e que é extremamente favorável para acaptação dos ventos e utilização na produção de energia eólica deveria ser imediatamentepriorizada, já que de acordo com o texto “Crise Internacional I” de Lucon, Goldemberg (2009),a produção de energia eólica produz cem vezes mais empregos do que na produção de energianuclear, para uma mesma quantidade de eletricidade gerada. Em todo o mundo existe umacapacidade de 120 GW em turbinas eólicas que produzem 260 TWh de eletricidade queeconomiza a emissão de 158 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera por ano, caso aenergia não fosse produzida a partir de fontes renováveis e sim fósseis.Esse mercado fatura anualmente US$ 48 bilhões e gera mais 400 mil empregos. O EUA é omaior em capacidade e 48% de suas inovações em energia de fontes renováveis são a partir dovento, apud (GWEC, 2009). O governo brasileiro tem investido gradativamente em fontes deenergias renováveis, mas ainda é uma quantia irrisória se comparada ao percentual de energia(nesse caso a eletricidade), que o Brasil consome e produz, já que estas vêm de fontes nãorenováveis. Entre as outras tecnologias geradoras de eletricidade utilizadas no país estão a termonuclear, as termelétricas a gás natural e a óleo diesel, mas nenhuma delas contribui com uma porcentagem maior do que 7% do total. A introdução da biomassa, energia nuclear e gás natural reduziu a porcentagem da hidroeletricidade de 92% em 1995 para 83% em 2002. A geração de eletricidade com biomassa (resíduos vegetais e bagaço de cana) em 2002 provinha de 159 usinas, com uma capacidade instalada de 992 MW, ou 8% da energia elétrica de origem térmica do país. A grande maioria dessas usinas (com cerca de 952 MW) está localizada no Estado de São Paulo e usa bagaço de cana, um subproduto da produção de açúcar e álcool (GOLDEMBERG, 2007, DOSSIÊ ENERGIA).40 Acadêmico do curso de Engenharia Civil, 6º semestre, na Universidade de Caxias do Sul.
  16. 16. Outra forma de energia que o País ainda é extremamente dependente é o petróleo e o gásnatural proveniente da extração do petróleo, o que é ainda mais intrigante, pois o país possui amaior companhia nacional produtora de petróleo do mundo, a Petrobras, que por acaso éestatal. No mundo há mais de 20 anos já existem protótipos de carros movidos à energiaelétrica, hidrogênio e até mesmo água, mas incrivelmente no Brasil ainda tem a maioriaesmagadora dos veículos automotores movidos a gasolina, que não por acaso é derivada dopetróleo.A falta de investimento em energia eólica só pode ser justificada pela ignorância dos governospassados e o descaso do atual. Ainda há esperanças, pois alguns estados da federação e atépróximos da nossa região, como é o caso de Lages-SC ou de Osório-RS, já contemplamcomplexos para captação da energia dos ventos, que geram energia limpa, inesgotável esegura. O que leva à reflexão: por que ainda, nos dias de hoje, o Brasil ainda produz,predominantemente, energia através de hidrelétricas e fabrica carros que consomemcombustíveis fósseis, limitados, caros e não renováveis? Há outras formas e fontes de energiasrenováveis que podem ser aplicadas no território, como usinas térmicas de biomassa, masexistem outras formas de energia não renováveis como energia atômica, gás natural, usinasmovidas a carvão ou usinas movidas a diesel; cabe a cada governo investir no que traráresultados e melhorias ao meio ambiente. As opções existem! Já o governo querer utilizá-lasde maneira inteligente, usufruindo da geografia e gozando dos resultados positivos ao meioambiente, é preciso esperar sentados.ReferênciasLUCON, Oswaldo and GOLDEMBERG, José. Crise financeira, energia e sustentabilidade noBrasil. Estud. av. [online]. 2009, vol.23, n.65, pp. 121-130. ISSN 0103-4014.http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40142009000100009. Acesso em: 13 jun. 12.SOCCOL, Olívio José; ZITTERELL, Danieli Bariviera; ULLMANN, Mario Nestor and MIQUELLUTI,David José. Wind power characterization in the Lages city - SC, Brazil. Braz. arch. biol. technol.[online]. 2010, vol.53, n.5, pp. 1155-1160. ISSN 1516-8913. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-89132010000500020. Acesso em: 13 jun. 12.- 12 GOLDEMBERG, José and LUCON, Oswaldo. Energia e meio ambiente no Brasil. Estud. av.[online]. 2007, vol.21, n.59 [cited 2012-07-04], pp. 7-20 . ISSN 0103-4014.http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40142007000100003. Acesso em: 13 jun. 12.
  17. 17. Adaptação gradativa de fontes renováveis Como uma implantação planejada e homeopática pode incentivar o uso de energias renováveis e minimizar os altos investimentos iniciais substituindo fontes não ecológicas gradativamente Yuri Pedroni Prado41 A energia elétrica que hoje move o mundo é em sua maior parte provida por combustíveis fósseis e fontes não renováveis ultrapassadas e ineficientes. Nos últimos anos viu-se aimportância de substituir essas fontes atuais por tecnologias sustentáveis antes que o Planeta fique definitivamente marcado pela extração não controlada. Porém, uma transição bem- sucedida não ocorre de forma instantânea e requer um planejamento visionário e gradativo para minimizar os sintomas de uma mudança de tal magnitude.Nos dias de hoje, há um crescente interesse em tornar tudo o mais ecologicamente corretopossível. As atenções estão voltadas para as empresas verdes e adequações do gêneromostram uma grande valorização social e política, pois as fontes usufruídas possuem umlimite, e com o tempo a natureza deixará de fornecer.A enorme economia mundial produtiva exige um consumo colossal de energia. Tanto aindústria quanto a população consomem cada vez mais energia elétrica, e segundo Kothari,Tyagi e Pathak (2010) em seu artigo “Waste-to-energy: A way from renewable energy sourcesto sustainable development” estima-se que no ano de 2100 o mundo irá consumir seis vezesmais energia que nos dias atuais. Para países populosos e desenvolvidos, a razão de energiaconsumida por energia produzida será descomunal, enquanto para países menores estarelação será mais equilibrada.Perante essa grande dependência de energia é impraticável uma migração instantânea defontes providas de combustíveis fósseis para fontes renováveis e ecológicas, pois asadaptações necessárias são numerosas, e o investimento inicial colossal.Uma alternativa a essa adaptação forçada é um desenvolvimento gradual e planejado para astecnologias renováveis, ou seja, ao invés de uma simples substituição de fontes de energia éfeita uma implantação de fonte renovável paralelamente à fonte principal, e a troca acontecegradativamente conforme for surgindo mais necessidade de energia, até queautomaticamente as fontes renováveis irão substituir outros combustíveis não ecológicos deforma que se tornem a principal fonte de energia, e futuramente a única. Essa iniciativa éaplicável para iniciativa privada da indústria ou até mesmo para cidades.Esse desenvolvimento planejado supera muitos obstáculos que são impostos para umaadaptação rápida, pois o investimento inicial é reduzido e parcelado conforme é implantado osistema, e o bom planejamento pode ser desenvolvido com o passar da adaptação. De acordocom Negro, Alkemade e Hekkert citado no artigo “Why does renewable energy diffuse soslowly? A review of innovation system problems” um quesito de grande importância que ajudaa garantir uma implantação bem-sucedida para uma fonte renovável é a infraestrutura do localonde o captador de energia se encontra. Tendo em mente que cada fonte possui seu própriomeio natural – cada fonte renovável necessita de fatores diferentes para uma boaprodutividade, como fortes ventos para energia eólica ou ondas para energia marítima – ficaevidente que investimentos do gênero são obrigatoriamente de longo prazo, pois umareadaptação de infraestrutura é impraticável devida às singularidades que cada fonte41 Acadêmico do curso de Engenharia de Controle e Automação, 7º semestre, na Universidade de Caxias do Sul.
  18. 18. renovável apresenta em sua arquitetura e disposição geográfica, ou seja, áreas destinadaspara usinas de determinada energia renovável não podem ser facilmente remodeladas paracaptação de outras energias ou as usinas deslocadas geograficamente sem que haja umcomprometimento crítico no beneficio do investimento. Isso justifica a importância doplanejamento.Um empreendimento do gênero certamente é muito atraente teoricamente e muito bem vistosocialmente. O fato de uma indústria ou um complexo habitacional se tornar autossuficienteenergicamente é uma revolução tecnológica e ecológica que o mundo será obrigado a tornarcomo uma diretriz. Porém, o impacto inicial de adaptação, a mobilização da iniciativa e o nãohumilde investimento impõe uma grande barreira para esta transformação que só serápraticada pelos mais visionários investidores ou por uma massiva reforma social e política noglobo.Não é descartada a chance de um aceleramento no processo visando uma rápida implantação,mas é indispensável um controle total sobre o sistema, pois sempre que se tem uma açãoforçada há uma grande chance de rejeição.ReferênciasRicha Kothari, V.V. Tyagi, Ashish Pathak. Waste-to-energy: A way from renewable energysources to sustainable development, Renewable and Sustainable Energy Reviews, Volume14, Issue 9, December 2010, Pages 3164-3170, ISSN 1364-0321, 10.1016/j.rser.2010.05.005.(http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1364032110001437. Acesso em: 15 jun.12).Simona O. Negro, Floortje Alkemade, Marko P. Hekkert. Why does renewable energy diffuseso slowly? A review of innovation system problems, Renewable and Sustainable EnergyReviews, Volume 16, Issue 6, August 2012, Pages 3836-3846, ISSN 1364-0321,10.1016/j.rser.2012.03.043.(http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1364032112002262. Acesso em: 13 jun.12).
  19. 19. Aplicações para o óleo vegetal e gordura animal Óleos vegetais e gordura animal como fonte de energia para motor gerador ciclo diesel e transformadores elétricos Filipe Meneghetti42 Tendo em vista a preocupação com o futuro do Planeta, alternativas menos danosas ao meio ambiente e que não sejam oriundas do petróleo começaram a surgir. Entre elas, o biodiesel, produzido a partir de gordura animal, pode substituir o uso do óleo diesel em motores geradores ciclo diesel, e o óleo vegetal, produzido a partir de algodão, babaçu, girassol, milho ou soja, pode substituir o óleo de origem mineral utilizado em transformadores. Aliados da preservação ambiental, essas opções renováveis também podem ser vantajosas no âmbito econômico, gerando inúmeros empregos em países como o Brasil.A partir do século 20, preocupações com a escassez do petróleo e com a segurança ambientalinstigaram cientistas na busca por energias renováveis. Apesar de geralmente oferecerem boaeficiência e baixo custo, companhias de energia elétrica e empresas preocupadas com o meioambiente investem em estudos de energias alternativas aos combustíveis fósseis. Nessaesfera, o óleo mineral, oriundo do “ouro negro” e componente básico de transformadores emotores geradores ciclo diesel, pode ter como alternativa para estas aplicações,respectivamente, o óleo vegetal e a gordura de frango.Transformadores são equipamentos indispensáveis nos sistemas de conversão e distribuiçãode energia, seja ela renovável ou não. Segundo Silva et al (2011), em “Caracterização físico-química e dielétrica de óleos biodegradáveis para transformadores elétricos”, ostransformadores são os equipamentos mais importantes do sistema elétrico de potência. Umdos componentes essenciais para o funcionamento do transformador é o óleo, geralmente deorigem mineral. Este elemento é responsável pela refrigeração e isolamento dos circuitoselétricos e magnéticos deste equipamento.A sua importância na produção energética se contrapõe aos malefícios ao meio ambiente e àescassez de sua matéria-prima. Desta forma, o óleo vegetal se torna uma opção racional aoproblema. De acordo com Silva et al43 (2011),o óleo de origem vegetal só emite dióxido decarbono e água durante a sua combustão e é 97% biodegradável em 21 dias, contra 25,2% nomesmo intervalo de tempo para o óleo mineral, o qual além de levar 15 anos para sertotalmente degradado, é tóxico, oferece maiores riscos de acidente, tem pior tolerância àumidade e oferece menor vida útil ao equipamento. A grande desvantagem desse óleobiodegradável é a menor estabilidade à oxidação.42 Acadêmico do curso de Engenharia Civil, na Universidade de Caxias do Sul.43 Silva et al (2011), Idem.
  20. 20. As propriedades térmicas, físico-químicas e elétricas diferem entre os óleos minerais evegetais, mas isso não se torna um grande problema, podendo ser facilmente corrigidomediante a adição de fluidos adequados. A qualidade de novos óleos isolantes ou em serviço énormalizada pela NBR 15422 da BBNT (2006c). Para o Brasil, a produção de óleo vegetal podeser originada do algodão, babaçu, girassol, milho e soja.No caso de motores geradores ciclo diesel, geralmente movidos a óleo diesel, uma alternativarenovável é o biodiesel. Esse combustível pode ser originado da gordura animal, o que oconcede alta disponibilidade e baixo custo. O biodiesel é constituído por carbono neutro,assim sua obtenção e queima não contribuem para o aumento das emissões de CO2 naatmosfera. Além disso, conforme Da Silva et al (2011), em “Motor gerador ciclo diesel sobcinco proporções de biodiesel com óleo diesel”, a produção de biodiesel de gordura animalpode ser uma opção muito atrativa economicamente para regiões brasileiras como o Oeste doParaná e o Oeste de Santa Catarina, onde as cooperativas agroindustriais contribuem paramanter o Brasil na posição de 3º maior produtor de aves de corte do mundo (IBGE, 2010). Aprodução de biodiesel à base de gordura residual de processamento de aves pode ser ofertadaa um custo menor que a produção do mesmo combustível através de outras fontes, e gerar umgrande número de empregos.Segundo Da Silva et al44 (2011), apud Gomes et al (2008), analisando cinco cooperativasagroindustriais do Oeste do Paraná, verificou-se que são abatidas 300.960.000 aves por ano.Considerando-se a conversão de 95% de gordura de frango em biodiesel, o potencial anual deprodução de biodiesel é de 19.525.209kg. Porém, existem algumas desvantagens na utilizaçãodo biodiesel em substituição ao óleo diesel, como a presença de contaminantes, como água esílica, que alteram as características do óleo lubrificante. Também são maiores os desgastespela abrasão, danos no motor e a deterioração precoce.O biodiesel, produzido a partir da gordura de frango, é uma alternativa renovável ao óleodiesel em motores geradores ciclo diesel. Dentre suas vantagens está o baixo custo deprodução e obtenção, a ampla disponibilidade de matéria-prima no Brasil, e o aumento deemprego com o surgimento das refinarias para transformação em biodiesel e arrecadação dagordura nas cooperativas e, principalmente, a sua obtenção e queima não contribuírem para oaumento das emissões de CO2 na atmosfera.Da mesma forma, a utilização do óleo vegetal como substituição ao óleo mineral para uso emtransformadores é uma opção vantajosa em relação à preservação ambiental, uma vez que sóemite dióxido de carbono e água durante a sua combustão, não é tóxico, oferece menoresriscos de acidente e maior vida útil ao equipamento onde será utilizado.2 Da Silva et al (2011), Id.
  21. 21. O óleo vegetal e a utilização de gordura animal para produção de biodiesel são opçõesracionais para substituir os óleos minerais, uma vez que, apesar de uma menor eficiência,reduziriam os malefícios ao meio ambiente e evitariam e escassez do petróleo.ReferênciasDA SILVA, Marcelo J. et al. Motor gerador ciclo diesel sob cinco proporções de biodiesel comóleo diesel. Rev. bras. eng. agric. ambient. [online]. 2012, v.16, n.3, p.320–326. Acesso em: 21jun. 12.SILVA, Claudia R et al. Caracterização físico-química e dielétrica de óleos biodegradáveis paratransformadores elétricos. Rev. bras. eng. agric. ambient. [online]. 2012, vol.16, n.2, pp. 229-234. ISSN 1807-1929. Acesso em: 21 jun. 12.
  22. 22. LESÃO POR ESFORÇO REPETITIVO45 Definição e método de prevenção para portadores de Lesão por Esforço Repetitivo (LER) Gláucia Zuleide Stumm46 As lesões por esforço repetitivo consistem em um síndrome do sistema músculo esquelético caracterizada por dor crônica. Em um estudo feito com trabalhadores usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) verificou-se que no perfil dos pacientes há um predomínio de Lesão por Esforço Repetitivo (LER) no sexo feminino. O objetivo deste trabalho e descrever os sintomas característicos de LER, bem como as características dos pacientes com esta lesão para uma maior efetividade no tratamento fisioterapêutico. Método: Trata-se de um estudo de divulgação científica. A pesquisa foi operacionalizada mediante a busca eletrônica de artigos indexados na base de dados Sceintific Eletronic Library Oline (Scielo), a partir das seguintes palavras chave: LER, fisioterapia, saúde do trabalhador. Discussão dos resultados: Verificou-se que o perfil dos pacientes é predominantemente de mulheres, que a renda pessoal é baixa, e que o trabalho é braçal ou de tarefas padronizadas e jornadas de trabalho ininterruptas. Conclusão: A sociedade faz com que as mulheres ultrapassem o limite do seu corpo e por isso elas são a maioria dos pacientes com LER. A evolução também influenciou no aumento dos casos de LER.De acordo com Garbin, Neves e Batista47 (1998), em “Etiologia do senso comum: as Lesões porEsforço Repetitivo na visão dos portadores” as lesões por esforço repetitivo consistem em umasíndrome do sistema músculo esquelético caracterizada por dor crônica, acompanhada ou nãopor alterações observáveis, e se manifesta principalmente nos membros superiores emdecorrência da sua maior utilização no trabalho fabril.Segundo Caetano, Cruz e Leite48 (2010) no texto “Perfil dos pacientes e características dotratamento fisioterapêutico aplicado aos trabalhadores com LER/DORT”, em um estudo feitocom trabalhadores usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), verificou-se que no perfil dospacientes há um predomínio de Lesão por Esforço Repetitivo (LER) no sexo feminino, e que arenda pessoal não passa de um salário mínimo. Das ocupações encontradas, a maioria estavarelacionada com o trabalho braçal, e quanto ao tempo de trabalho em uma mesma função, amédia foi de dezesseis anos; os trabalhadores afirmaram impossibilidades na realização dasatividades da vida diária.Conforme Augusto et al (2008), em “Perfil dos pacientes e características do tratamentofisioterapêutico aplicado aos trabalhadores com LER/DORT”, o fisioterapeuta, ao atender opaciente com LER, deve considerar que as representações a respeito da doença e do doentepodem influenciar nas formas de encaminhar a assistência fisioterapêutica. Este artigo tem porobjetivo descrever os sintomas característicos de LER, bem como as características dospacientes com está lesão para uma maior efetividade no tratamento fisioterapêutico.Trata-se de um estudo de divulgação científica. A pesquisa foi operacionalizada mediante abusca eletrônica de artigos indexados na base de dados Sceintific Eletronic Library Oline(Scielo), a partir das seguintes palavras-chave: LER, fisioterapia, saúde do trabalhador. Asconsultas incluíram somente periódicos dos anos de 1998, 2008 e 2010.45 Trabalho realizado na disciplina de Leitura e Escrita na Formação Universitária, no período de junho a julho de2012, com orientação da professora Valneide Luciane Azpiroz.46 Acadêmica do curso de Fisioterapia da Universidade de Caxias do Sul.47 Garbin, Neves, Batista (1998), Idem.48 Caetano, Cruz e Leite (2010), Idem.
  23. 23. A amostra compreendeu as publicações de artigos indexados em periódicos, selecionados apartir de uma leitura prévia dos resumos anexados, que seguiram os seguintes critérios deinclusão: I) veículo de publicação: optou-se por artigos indexados, uma vez que são órgãos demaior divulgação, de fácil acesso e passam por critérios rigorosos dos revisores antes da suapublicação; II) idioma de publicação: artigos na íntegra em Língua Portuguesa; III) ano depublicação: foram selecionados artigos publicados nos anos de 1998, 2008 e 2010; portanto,trata-se de uma amostra intencional. De posse dos artigos, foi feita uma leitura analítica eintegral de cada estudo, procurando a identificação das principais ideias-chave, ahierarquização dos principais achados e a síntese dos resultados.Para melhor organização e compreensão, foi feito um tabelamento do material em que foramescolhidos quatro dimensões de análises, a saber: Perfil dos pacientes; características dasprofissões; sintomas da doença; e referências. Com isso, foi possível uma análise dosresultados selecionados, a fim de se obter um panorama detalhado da produção científica nosanos referidos sobre o tema.Conforme Caetano, Cruz e Leite 49 (2010), as Ler representam o principal grupo de agravos àsaúde entre as doenças ocupacionais do País, elas podem ser definidas como manifestações ousíndromes patológicas que se instalam insidiosamente em determinados segmentos do corpoem consequência do trabalho realizado de forma inadequada.Já para Caetano, Cruz e Leite 50 (2010) a adoção de novas tecnologias e métodos gerenciais,verificada nas últimas décadas, facilitou a intensificação de trabalho que, aliada à instabilidadeno emprego, modificou o perfil de adoecimento e sofrimento dos trabalhadores.A instrução normativa do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) apud Caetano, Cruz eLeite51 (2010) declara que ela não se origina exclusivamente de movimentos repetitivos,podendo ocorrer pela permanência prolongada dos segmentos corporais em determinadasposições, assim como a necessidade de concentração e atenção do trabalhador para realizaçãodas atividades laborais e a pressão imposta pela organização do trabalho.De acordo com a Norma Técnica do INSS, apud Garbin, Neves e Batista52 (1998), as LER sãodefinidas como: Afecções que podem acometer tendões, sinóvias, músculos, nervos, fáscias, ligamentos, isolada ou associadamente, com ou sem degeneração de tecidos, atingindo principalmente, porém não somente, os membros superiores, região escapular e pescoço, de origem ocupacional, decorrente ou não, de: a) uso repetido de grupos musculares; b) uso forçado de grupos musculares e c) manutenção de postura inadequada.Segundo Garbin, Neves e Batista53 (1998), as LER provocam diversas incapacidades, entre elas:a diminuição da agilidade dos dedos, dificuldades para pegar, segurar e manusear pequenosobjetos e dificuldade de manter os membros superiores elevados.49 Caetano, Cruz e Leite (2010), Id.50 Caetano, Cruz e Leite (2010), Id.51 Caetano, Cruz e Leite (2010), Id.52 Garbin, Neves, Batista (1998), Id.53 Garbin, Neves, Batista (1998), Id.
  24. 24. Segundo Caetano, Cruz e Leite54 (2010) em um estudo feito com oitenta trabalhadoresusuários do Sistema Único de Saúde (SUS) verificou-se que no perfil dos pacientes há umpredomínio de LER no sexo feminino, e em 84% dos casos a renda pessoal não passa de umsalário mínimo. De acordo com Caetano, Cruz e Leite55 (2010) das ocupações encontradas em76 indivíduos entrevistados 95% estavam relacionados com o trabalho braçal e quanto aotempo de trabalho em uma mesma função a média foi de dezesseis anos, 78(97,5%) dostrabalhares afirmaram impossibilidades na realização das atividades da vida diária.De acordo com Garbin, Neves e Batista56 (1998), as LER denunciam um contexto de tarefaspadronizadas, movimentos pré-fixados, horas-extras excessivas, jornadas de trabalhoininterruptas, pressão por produção, risco iminente de demissão.Devido ao fato de a sociedade ser machista, isto é, de as ideias dos homens sempreprevalecerem sobre as das mulheres faz com que, a todo o momento, elas necessitemcomprovar a eficácia do seu trabalho, e isso as leva a ultrapassar o limite do seu corpo e, porisso, elas são a maioria dos pacientes com LER. Além disso, o fato de ter uma renda baixaacaba impondo que se comportem como a sociedade exige para poder gerar o sustento dosseus filhos que na maioria das vezes não tem a presença do pai.A evolução também impôs a utilização de equipamentos que exigem muitas horas de trabalhorepetitivo o que aumenta ainda mais a incidência das LER, e nas localidades menosprivilegiadas onde ainda a evolução não se manifestou é o trabalho braçal e mal remuneradoque predomina aumentando ainda mais o número de pessoas expostas a sofrer com as LER.ReferênciasAUGUSTO, V. G .et al. Um olhar sobre as LER/DORT no contexto clínico do fisioterapeuta.Rev. bras. fisioter., Fev 2008, vol.12, no.1, p.49-56. ISSN 1413-3555. Acesso em: 3 jun. 12CAETANO, V. C, CRUZ, D. T. LEITE, I. C.G. Perfil dos pacientes e características do tratamentofisioterapêutico aplicado aos trabalhadores com LER/DORT em Juiz de Fora, MG. Fisioter.mov. (Impr.), Set 2010, vol.23, no.3, p.451-460. ISSN 0103-5150. Acesso em: 3 jun . 12GARBIN A. C, NEVES I. R, BATISTA R. M. Etiologia do senso comum: as Lesões por EsforçoRepetitivo na visão dos portadores. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho. 1998; 1 (1): 43-55. Acesso em: 3 jun. 12.54 Caetano, Cruz e Leite (2010), Id.55 Caetano, Cruz e Leite (2010), Id.56 Garbin, Neves, Batista (1998), Id.
  25. 25. Violência contra a mulher Desigualdades de gênero Eduardo Borile Junior57 Este trabalho tem por finalidade elucidar sobre o tema violência contra a mulher no Brasil. Baseado no contexto histórico de que o homem é superior à mulher, ele apresenta qual foi a primeira manifestação deste pensamento machista e preconceituoso tão presente nasociedade atual. Os dados e elementos apresentados foram extraídos de um órgão de pesquisa reconhecido, o IBGE. Depois disso, é exposta a definição de violência, adota pela Política Nacional. Em seguida, há a menção da Lei Maria da Penha, o que é e por que recebeu este nome, além do Ligue 180, uma importante ferramenta para auxiliar que tais brutalidades não sejam mais cometidas.O papel social da mulher, historicamente, tem se mostrado inferior em relação ao do homem.O primeiro relato da construção de um conceito ideológico de superioridade masculina temseu primeiro alicerce estabelecido por volta de 2.500 anos atrás. No século I, em uma dasmaiores metrópoles do mundo grego, a Alexandria (principal cidade portuária da Antiguidade)já estava explícita a desigualdade de valor, entre homens e mulheres, o que comprova queeste não é um assunto fomentado somente na atualidade. A subordinação diante do homem,desde a Grécia clássica, era vista como exemplo da superioridade masculina. Segundo Wilshire,(apud RECHTMAN e PHEBO, 2001) Aristóteles escreveu que o conhecimento racional era amais alta conquista humana e, assim, os homens eram considerados superiores e mais divinosque as mulheres, descritas como monstros desviados, pois eram emocionais e subjetivas,enfim, uma espécie inferior.Nesse contexto, o mundo estava cercado de dualismos hierárquicos, com dominação explícitade um lado sobre o outro. Considerava-se que a alma tinha domínio sobre o corpo, que a razãosobrepunha a emoção e que o masculino era superior ao feminino (RECHTMAN e PHEBO,2001, p. 1).Deve-se considerar, também que, muitas das antigas sociedades eram regidas por escriturastidas como sagradas de acordo com a religião, tais como a Bíblia, por exemplo. O VelhoTestamento deixa claro que as mulheres deveriam ser funcionárias de seus maridos. Umtrecho do livro de Colossenses (3,18) exemplifica como era tratada a relação marido x esposa:“As mulheres, sejam submissas a seus maridos” (REVISTA SUPERINTERESSANTE – Edição 305,junho de 2012, “A Bíblia como você nunca leu”, p .46).Frequentemente, nota-se a presença de casos de esfera nacional e mundial, onde mulheressão agredidas de forma brutal. Como esta violência pode ser praticada de diversas formas,dificilmente são identificados tais atos (vale ressaltar que a agressão física, o maior nível deviolência, é considerada crime no Brasil). Desse modo, ao analisar detalhadamente esseproblema, torna-se mais fácil trabalhar-se em campanhas embasadas nas possíveis causasdesses crimes para traçar o perfil dos agressores, a fim de coibir e prevenir atos violentos que,em muitos casos, são praticados pelo próprio companheiro da vítima. Apesar de ser umfenômeno que ocorre em grande escala na população feminina, independentemente de cor,idade, grau de escolaridade, religião, etc. pouco se sabe para estudar e avaliar a dimensão57 Acadêmico do curso de Comunicação Social – Jornalismo, 3°semestre, na Universidade de Caxias do Sul. E-mail:eduardo.borilejr@gmail.com.
  26. 26. desse problema que, devido ao desconhecimento social, geralmente não recebe a atençãonecessária.Tal falta de ação diante do assunto fortalece o modelo social vigente, onde atos violentosdiariamente vivenciados em âmbito social estão presentes nas distintas classes financeiras.Como as atitudes agressivas (evidenciadas pela presença da instabilidade emocional) estãopresentes desde o início do processo civilizatório humano (disputas por alimentos, guerras,movimentos sociais, etc.) elas manifestam-se de diversas formas. A análise da violência contraas mulheres não foge à regra, visto que muitas vezes ela é simbólica, assim dificilmenteidentificada (XIMENES, 1999, e MENEGHEL et al, 2003 apud GOMES et al, 2007,“Compreendendo a violência doméstica a partir das categorias gênero e geração”).O conceito familiar destaca-se por apresentar uma série de reproduções de desigualdades degênero. Ao considerar o homem como o chefe da casa, responsável pela manutençãofinanceira da estrutura familiar, e a mulher como a provedora das tarefas matrimoniais(serviço doméstico, cuidado dos filhos e, afins) devido a sua condição biológica de engravidar eamamentar torna-se explícita as desigualdades das expectativas geradas em torno docomportamento se homens e mulheres (GOMES et al, 2007, “Compreendendo a violênciadoméstica a partir das categorias gênero e geração”). Nesse sentido amplo elencam-se possíveis causas para a disseminação dos preconceitosestabelecidos pela sociedade assim como as violências sofridas pelas vítimas. A reproduçãonatural dos atos violentos, presenciados na infância, podem servir de base para açõesagressivas futuras por parte do agressor. O contexto social contribui para a perpetuação dosconceitos machistas presentes na sociedade moderna. Ao atribuir papéis de gênero (masculinoe feminino) evidencia-se a distinção entre supremacia e inferioridade. Outra possível causapara o aumento dos índices de violência perante as mulheres pode estar relacionada a umciúme exagerado no relacionamento. No entrelace do tema à gestação, uma gravidezindesejada enaltece o estado de espírito conturbado do agressor, favorecendo a prática daviolência doméstica. Assim como a falta de relações íntimas, durante o processo de gestação ea falta de auxílio da família diante da vítima para tomar uma atitude perante o agressor.Com a contínua inserção das mulheres, numa sociedade preconceituosa e machista, a visão dohomem (seja nas relações profissionais ou pessoais) tem se mostrado distorcida em relação àsrecentes conquistas do sexo feminino. Segundo Alves (2012) “[...] ao contrário da mulher, apercepção do homem, nas últimas décadas é de perda de poder e prestígio social. [...] A perdade status é sentida [...] e, [...] ainda fere profundamente o orgulho de muitos deles”.O aumento da competitividade profissional mostra-se cada vez mais presente, entre sexosdistintos. Dessa forma, muitos homens, ao verem-se desfavorecidos profissionalmente, diantede uma mulher, utilizam seu relacionamento afetivo como uma válvula de escape paracompensar esta perda de poder. Assim, ele enxerga no convívio amoroso a possibilidade desentir-se novamente superior, importante e forte. Alves evidencia esta condição como a idealpara o crescente aumento do índice de violência praticada contra mulheres: [...] vivenciar o poder é prazeroso. Neste processo, ele não costuma ter consciência dos seus motivos reais, assim como a mulher não se dá conta do quanto contribui com a sua passividade, mas o fato é que estas condições se tornam absolutamente favoráveis ao crescimento da violência contra a mulher.
  27. 27. Como é assunto que abrange muitas definições, o conceito desse ato covarde é muito amplo.Segundo a Política Nacional de Enfrentamento, Violência contra as Mulheres compreendediversos tipos de violência: a violência doméstica (que pode ser psicológica, sexual, física,moral e patrimonial), a violência sexual, o abuso e a exploração sexual, o assédio sexual notrabalho, o assédio moral, o tráfico de mulheres e a violência institucional. Diante dessaimparcialidade conceitual, para a Política Nacional, violência contra a mulher é “qualquer açãoou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual oupsicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado” (Art. 1°).No ano de 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou em seuanuário, informações impactantes acerca do tema. Segundo ele, naquele ano, mais de ummilhão de mulheres foram vítimas de violência doméstica. A cada 15 segundos uma mulher éagredida no Brasil. Para um terço das vítimas, as agressões começaram por volta dos 19 anos.A violência doméstica é a maior causa de morte e invalidez de mulheres na faixa dos 16 aos 44anos. No norte do País, 20% da população feminina afirmou já ter sofrido violência física. Dezmulheres morrem a cada dia, em razão da violência no Brasil. De 100 brasileiras, pelo menos25 foram vítimas de violência doméstica; 70% dos agressores são seus maridos, companheirosou ex-companheiros. De janeiro a outubro de 2010, 615 mil mulheres procuraram ajudaatravés do ligue 180 (serviço gratuito e confidencial do Governo Federal).Diante desses dados, a Lei Nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Lei Maria daPenha cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.Ela ganhou esse nome em homenagem à biofarmacêutica, Maria da Penha Maia Fernandes,que por vinte anos lutou para ver seu agressor, Marco Antônio Herredia Viveros, preso.Após ser sancionada, pelo então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ele entrouem vigor em setembro do mesmo ano. Tal lei fez com que a violência contra a mulher deixassede ser tratada como um crime de menor potencial ofensivo. Além de dar mais visibilidade paraàs atitudes masculinas de cunho agressivo, esta lei também acaba com as penas pagas emcestas básicas ou multas. Além disso, ela prevê que, caso [...] a lesão for praticada contraascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenhaconvivido [...] a pena pode variar de três (03) meses a três (03) anos (Art. 129 do Decreto-Leinº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – parágrafo 9).No ano de 2005, a Secretaria Brasileira de Políticas para as Mulheres (SPM) criou a Central deAtendimento à Mulher. Desde a criação da Central, já foram realizados mais de dois (2)milhões de atendimentos de casos relacionados à violência. Ao entrar em contato, as mulheresrecebem informações sobre o que devem fazer caso tenham sido vítimas de qualquer tipo deviolência. O Ligue 180 atende 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive feriados.Segundo o relatório da SPM, apresentado em 27 de abril de 2012, a Central Ligue 180 registroude janeiro até março do mesmo ano, 201.569 atendimentos. Desse total, 24.755 foramdenúncias de violência, sendo que 58% foram reclamações de violência física.Diante das informações implícitas nesse trabalho, percebe-se que o preconceito de que ohomem é um ser superior se comparado com a mulher, sempre foi descrito em diversassociedades. O tema violência contra a mulher, apesar de estar em voga, surgiu há mais de doismilênios.No Brasil, as pesquisas demonstram que tais atos covardes, ainda estão sendo praticados emgrande escala, mas que também estão sendo identificados mais cedo, por parte da mulher.
  28. 28. Com a criação da Lei Maria da Penha e do Ligue 180, elas ganharam um importante auxíliopara procurar ajuda nos momentos críticos, quando não sabem a quem recorrer.É importante frisar que já fora dado um grande passo para coibir, prevenir e erradicar aviolência praticada contra as mulheres, mas que ainda há um grande e tortuoso caminho apercorrer. As políticas públicas começam a valorizar as questões acerca deste tema, contudocabe à sociedade dar um basta nessas questões. Somente desse modo, cada um fazendo suaparte é que tais leis, de fato, entram em vigor.Assim, a busca pelo equilíbrio entre direitos e ações masculinas e femininas parece ser umameta digna de se considerar uma das chaves para a obtenção da igualdade de gênero. Adesconstrução de preconceitos e a reconstrução dos papéis de gênero é um objetivo a seralcançado.REFERÊNCIASALVES, Maristela Pacheco. Violência contra a Mulher, quem é o verdadeiro inimigo. In:Coordenadoria Estadual da Mulher de Santa Catarina. Disponível em:<http://www.cem.sc.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=55&Itemid=53&lang=> Acesso em 27 de junho de 2012.AZEVEDO, Solange. A Maria da Penha me transformou num monstro. Natal. 2011 – Revista Istoé 21.Jan.2011 - 21:00 | Atualizado em 17.Jun.12 – 13:15. Disponível em:<http://www.istoe.com.br/reportagens/121068_A+MARIA+DA+PENHA+ME+TRANSFORMOU+NUM+MONSTRO+> Acesso em 27 de junho de 2012.BONFIM, Elisiane Gomes. LOPES, Marta Julia Marques. PERETTO, Marcele. 2010. Porto Alegre.Os registros profissionais do atendimento pré-natal e a (in)visibilidade da violência domésticacontra a mulher. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ean/v14n1/v14n1a15.pdf>.Acesso em 21 de junho de 2012.GOMES, Nardilene Pereira. DINIZ, Normélia Maria Freire. ARAÚJO, Anne Jacob de Souza,COELHO, Tâmara Maria de Freitas. 2007. Salvador. Compreendendo a violência doméstica apartir das categorias gênero e geração. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ape/v20n4/19.pdf> Acesso em 20 de junho de 2012.R7, Portal. In: Blog História do Mundo. Alexandria. Disponível em:<http://www.historiadomundo.com.br/idade-antiga/alexandria.htm> Acesso em 27 de junhode 2012.RECHTMAN, M. e PHEBO, L. Pequena história da subordinação da mulher: As raízes daviolência de gênero. Rio de Janeiro. 2001. Disponível em:http://bscw.rediris.es/pub/bscw.cgi/d425602/Viol%C3%AAncia%20contra%20a%20Mulher%20(Brasil).pdf). Acesso em 26 de junho de 2012.REPÚBLICA, Presidência Da. Secretaria de Políticas para as mulheres – Política Nacional deEnfrentamento à Violência contra as Mulheres. Disponível em:<http://www.campanhapontofinal.com.br/download/informativo_03.pdf> Acesso em 28 dejunho de 2012.REPÚBLICA, Presidência Da. Secretaria de Políticas para as mulheres. Secretaria Nacional deEnfrentamento à Violência contra as mulheres. Relatório Trimestral – 2012. Disponível em:
  29. 29. <http://www.sepm.gov.br/noticias/documentos-1/relatorio-trimestral-ligue-180-2012>Acesso em 28 de junho de 2012.REPÚBLICA, Presidência Da. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. LEI Nº 11.340, DE 7DE AGOSTO DE 2006. Disponível na Internet: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm>Acesso em 28 de junho de 2012.SUPERINTERESSANTE, Revista – Edição 305, junho de 2012. “A Bíblia como você nunca leu”.Editora Abril.
  30. 30. Planejamento Urbano e Habitação de Interesse Social Industrialização e Sub-Habitação em Caxias do Sul Gabrielle Oss Correa58Esta pesquisa busca possíveis relações entre a localização das indústrias e o surgimento dosnúcleos de sub-habitação em Caxias do Sul a partir da década de 30 até os dias atuais. Partiu-se da análise do contexto geral da cidade por períodos (1932, 1955, 1973, 1984 e 2010). Foiconstatado que a indústria é um atrativo de mão de obra, porém a localização das ocupaçõesirregulares não está ligada somente a ela, mas também pela busca de uma área de fácil acessoaos serviços, geralmente ao longo de rodovias, áreas verdes/ institucionais de loteamentospúblicos ou de desinteresse público/ particular.Este artigo tem como problema de pesquisa buscar possíveis relações sobre a influência dasatividades industriais no surgimento e crescimento de áreas de ocupação irregular na cidadede Caxias do Sul. O processo de industrialização acarreta um aumento na demanda dainfraestrutura urbana, a qual não resolvida ocasiona o surgimento dos núcleos de sub-habitação.Segundo Benévoloi (1999), a relação entre expansão urbana e industrialização é um fenômenomundial, acarretando uma série de modificações na estrutura política, socioeconômica eurbana de uma cidade. A indústria torna-se um atrativo para pessoas que buscam melhorescondições de vida, no entanto, a maior parte dessas pessoas que migra para a cidade não temcondições econômicas para comprarem um pedaço de terra ou morarem em um localapropriado para moradia. Com isso, passam a ocupar a periferia das cidades em áreasimpróprias como, por exemplo, encostas com grandes declividades, sem qualquerinfraestrutura. O poder público, através de programas habitacionais, não consegueacompanhar a demanda exigida pela grande quantidade de pessoas que migram em busca detrabalho, ocasionando assim a ocupação e o surgimento de núcleos de sub-habitação em áreasde ocupação irregular (BENÉVOLOii, 1999).Caxias do Sul, desde o inicio de sua colonização, apresenta características migratóriasmarcantes e um crescimento acelerado a partir do início do século XIX com foco na atividadeindustrial. A morfologia urbana da cidade modela-se a partir da criação de importantes vias detráfego ao longo de sua história, gerando aglomerações industriais e o surgimento de bairros,loteamentos populares e consequentemente, núcleos de sub-habitação (HERÉDIAiii, 1997).O presente trabalho tem como objeto de estudo a localização da indústria e o surgimento ecrescimento dos núcleos de habitação subnormal em Caxias do Sul, no âmbito de pesquisadocumental. A análise utilizou a identificação gráfica, em mapas, das maiores indústrias e asprincipais aglomerações de habitação subnormal a partir da década de 30, época de registrodo primeiro núcleo de sub-habitação e devido ao levantamento realizado pela IntendênciaMunicipal sobre o capital das indústrias em Caxias do Sul.58 GABRIELLE OSS CORREA, acadêmica do curso de Arquitetura e Urbanismo no 10º semestre.
  31. 31. A partir do ano de 1910, com a emancipação de Caxias do Sul, abertura de estradas emelhorias nos sistemas de água gerou-se um grande desenvolvimento no setor industrial,atraindo assim migrantes de outras áreas do Rio Grande do Sul, principalmente dos Campos deCima da Serra. Estes migrantes, não possuindo condições para pagar um aluguel ou adquirirum terreno, foram se instalando nas áreas não urbanizadas na periferia da cidade, em áreas derisco, próximo às estradas, surgindo assim os primeiros núcleos de sub-habitação de Caxias doSul (HERÉDIAiv, 1997).Segundo análise realizada através de mapa locando as principais indústrias e núcleos de sub-habitação nos anos de 1932, o setor industrial está, em grande parte, situado dentro doperímetro urbano, onde as oficinas metalúrgicas e mecânicas estão próximo à Praça DanteAlighieri, local do fluxo do comércio na época. Outras indústrias como os moinhos, serrarias,ferrarias e vinícolas estão próximos da zona rural, pois necessitavam da queda dos rios paragerar força motriz e também facilitando na obtenção da matéria-prima.Durante a Era Vargas (1930 a 1945) muitas indústrias haviam sido declaradas de interessemilitar, o que levou um ritmo acelerado de produção, registrando um crescimento industrial eempresarial significativo. O centro da cidade passou por transformações e houve anecessidade de ampliação do perímetro urbano.Neste momento, a estrada de ferro já não atendia mais a demanda de cargas e passageiros ehavia a necessidade de ligar o município ao restante do país. Em novembro de 1941, foientregue ao município a Estrada Federal (BR116), mudando o eixo de interesses da cidade quesempre girou em torno da face oeste, onde se encontravam as duas vias de comunicação maisimportantes: a estrada Rio Branco e a estrada de ferro (MACHADO v, 2001).Através de mapa com a localização das indústrias e núcleos de sub-habitação no ano de 1955,é possível perceber uma descentralização das indústrias dentro do perímetro urbano da cidadedevido ao crescimento delas e ao alto preço da terra. Com a implantação da BR 116, diversasindústrias passaram a se instalaram no lado leste da cidade no entorno da estrada federal.Segundo Herédiavi (1997), a década de 60 teve grande dinâmica econômica e social, comoconsequência da criação da Petrobrás e o chamado “milagre econômico brasileiro”, quando ogoverno injetou grande capital nas indústrias, expandindo-as e modernizando. Em Caxias doSul, as indústrias receberam este auxílio e continuaram se deslocando para junto das estradasacompanhadas do parcelamento do solo residencial como foi possível observar no mapagerado a partir das indústrias e núcleos de sub-habitação no ano de 1973.O distanciamento do núcleo urbanizado ocorre por diferentes motivações, onde a indústriabusca acessibilidade e espaço para ampliar as instalações. Instalando-se ao longo das rodovias,primeiramente ao longo da BR-116 (sentido Oeste e Sul) e posteriormente no sentido leste, aolongo da RST-453. É possível relacionar a localização dos núcleos de habitação subnormal comas aglomerações industriais neste período. Geralmente estes núcleos localizavam-seadjacentes ou fora do perímetro urbano ou próximos à grande estradas.
  32. 32. Caxias do Sul, em 1975, já apresentava um parque industrial definido, onde predominavamindústrias metal mecânicas, com a fabricação especialmente de transportes, motores,implementos agrícolas e autopeças (GIRON e NASCIMENTOvii, 2010).Segundo Herédiaviii (1997) e Machadoix ( 2001) a partir da década de 80, observa-se umaalteração no sentido de crescimento urbano, mudando do sentido leste (BR116) para o ladooeste, ao longo da RST 453. Na década de 90 com a expansão urbana e o crescimentoindustrial, Caxias do Sul necessitava de infraestrutura para atender às grandes indústrias queestavam sendo implantadas na cidade, com o risco de perdê-las para cidades como SãoLeopoldo pela falta de energia elétrica em abundância. O impasse foi resolvido ligando aosistema Scharlau via Farroupilha, assim duplicando a RST 453 no sentido oeste.Neste período começam as primeiras ocupações industriais ao longo da rodovia recémduplicada em direção a Porto Alegre. Devido ao alto preço de terra e a falta de espaço nocentro urbano, as indústrias procuram localizar-se em novas áreas, inicialmente desabitadas,próximo à rodovias para instalaram seus pavilhões. Com isso, há o início da urbanização noentorno destas novas vias e o abandono do centro urbano para este tipo de atividade. Em1990, o setor metal-mecânico já estava consolidado e Caxias do Sul já participava ativamenteda economia nacional através de grandes exportações principalmente de peças para meios detransportes.Através do mapa da situação local do município, observa-se que as aglomerações ao longo dasrodovias é uma característica marcante no processo de ocupação industrial de Caxias do Sul.Com a construção das perimetrais Norte e Sul no início dos anos 2000, diversos pavilhõesindustriais tornaram-se característicos ao longo deste novo eixo viário criado, ligando-sediretamente à BR 116 e a RST 453.Na porção noroeste da cidade há maior número de núcleos de sub-habitação devido ao baixopreço da terra nestas áreas para a implantação de loteamentos populares, surgindo assimassentamentos subnormais. O crescimento populacional nesta região propiciou o surgimentode pequenas indústrias principalmente do setor metalmecânico e no entorno da RS 122, assimsendo a implantação da indústria posterior à ocupação irregular (Machado x, 2001).Logo, a grande demanda de mão de obra exigida pela indústria se torna um atrativo parapessoas de baixa renda que buscam melhores condições de vida. O forte caráter industrial dacidade ocasionou o fluxo contínuo de migrantes em Caxias do Sul desde o início de suaocupação. Foi possível observar através de pesquisa documental, o acelerado crescimentopopulacional ao longo dos anos. Esse fluxo intensificou-se depois da Segunda Guerra Mundial,quando algumas cidades que possuíam sua economia baseada na agricultura sofreram certa“falência”. Através de pesquisa bibliográfica sobre a evolução da cidade, da análise de mapas em cincoperíodos de grande relevância, e da realização de entrevistas ao longo da pesquisa foi possívelobservar algumas relações entre o crescimento da indústria e o surgimento de núcleos de sub-habitação Também foi possível perceber como a localização dos aglomerados industriais éinfluenciada diretamente pelas vias de acesso e escoamento de produção em cada períodoanalisado.

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