PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES
DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA, NA FAIXA DE
18 A 24 ANOS.
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• Automedicação:
 O uso de medicamentos sem prévia indicação médica
 Autoridade na decisão de tomar medicamentos
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Criação do Sistema Único de Saúde
Aumento do contato da população com a profissão
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Familiarização com os fármacos
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• Formalmente, a profissão médica rejeita qualquer
forma de automedicação, partindo do princípio
que qualquer solução tera...
• Problemas:
▫ Setor farmacêutico: Grande flexibilidade com relação à
automedicação:
 Vantagens para os sintomas “menores...
• Problemas:
 Paracetamol  gravíssimas lesões hepáticas
 Mascara doenças graves
 Atraso no diagnóstico
 Prejuízo no s...
• Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA):
 Ilegal a venda de medicamentos em estabelecimentos
que não sejam de...
• No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira
das Indústrias Farmacêuticas (ABIFARMA), cerca
de 80 milhões de pessoas...
INTRODUÇÃO
• Faixa Etária do Presente Estudo:
▫ Adoção de Novas Práticas Comportamentais
▫ Exposição a Diversas Situações
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• No Âmbito da Política Nacional de Saúde:
 Não há Centros de Referência Específicos para a Atenção
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OBJETIVO GERAL
Determinar a prevalência de automedicação entre
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OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Buscou-se:
▫ Traçar um paralelo entre o acesso aos serviços de saúde e a
automedicação;
▫ Determin...
METODOLOGIA
• Estudo Transversal
• Questionário fechado com perguntas gerais e
específicas:
 Idade, sexo, área do curso
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METODOLOGIA
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Variável Significado Valor utilizado
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METODOLOGIA
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▫ Foram eliminados os questionários respondidos de forma
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RESULTADOS E DICUSSÃO
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RESULTADOS E DISCUSSÃO
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RESULTADOS E DISCUSSÃO
• 70,91% o fizeram aconselhamento com terceiros
• A automedicação está ligada a indicações por part...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• O estudo apresentado corrobora a idéia da
automedicação como prática comum e freqüente entre
os est...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. LEI Nº 5.991, DE 17 DE DEZEMBRO
DE 1973 (Publicado no...
KOVACS, F; BRITO M. Percepção da doença e automedicação em pacientes com
escabiose. An Bras Dermatol., Rio de Janeiro, n.8...
SERVIDONI, A. B. Et al. Perfil da automedicação em pacientes otorrinolaringológicos.
Rev Bras Otorrinolaringol, n. 72, v. ...
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PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA, NA FAIXA DE 18 A 24 ANOS

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Seminário de Incidência de Automedicação entre estudantes da Universidade Católica de Brasília, na faixa de 18 a 24 anos, apresentado ao Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília como requisito parcial para aprovação na disciplina de Vigilância em Saúde.
Professor: Marcos Grams

Publicada em: Saúde e medicina
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PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA, NA FAIXA DE 18 A 24 ANOS

  1. 1. PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA, NA FAIXA DE 18 A 24 ANOS. INÊS PEREIRA DOS SANTOS JULIANA COSTA GOMES MARINA SOUSA DA SILVA RAQUEL NASCIMENTO MATIAS REBECA ALEVATO DONADON PROFESSOR: MARCOS GRAMS UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA PRÓ REITORIA DE GRADUAÇÃO CURSO DE MEDICINA DISCIPLINA: VIGILÂNCIA EM SAÚDE
  2. 2. • Automedicação:  O uso de medicamentos sem prévia indicação médica  Autoridade na decisão de tomar medicamentos circunscrita à profissão médica.  Excluída qualquer legitimidade profissional exterior à medicina  Abrange diversas formas pelas quais o indivíduo ou responsáveis decidem, sem avaliação médica, o medicamento e como poderá utilizá-lo para alívio sintomático. ▫ Compartilhamento de medicamentos  Exercício ilegal da medicina. INTRODUÇÃO
  3. 3. Criação do Sistema Único de Saúde Aumento do contato da população com a profissão médica Familiarização com os fármacos Apropriação leiga dos critérios de decisão médica INTRODUÇÃO
  4. 4. • Formalmente, a profissão médica rejeita qualquer forma de automedicação, partindo do princípio que qualquer solução terapêutica pressupõe sempre um diagnóstico e que estes são exclusivos da competência médica, cuja usurpação pode colocar em risco a saúde dos indivíduos. INTRODUÇÃO
  5. 5. • Problemas: ▫ Setor farmacêutico: Grande flexibilidade com relação à automedicação:  Vantagens para os sintomas “menores”  Aconselhamento instantâneo e gratuito ao paciente  Economia de tempo, de custos  Mais rápida recuperação do bem-estar ▫ Medicamentos de venda livre, cuja aquisição não está sujeita à prescrição médica e seu alto risco para saúde, se não usados corretamente. ▫ Salicilatos  potencialização do risco de hemorragias gastrintestinais. INTRODUÇÃO
  6. 6. • Problemas:  Paracetamol  gravíssimas lesões hepáticas  Mascara doenças graves  Atraso no diagnóstico  Prejuízo no seguimento médico de situações potencialmente graves  Interação entre medicamentos prescritos e não prescritos INTRODUÇÃO Assim, a venda de medicamentos sem prescrição médica pode engrossar as estatísticas de incidência de intoxicações medicamentosas.
  7. 7. • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA):  Ilegal a venda de medicamentos em estabelecimentos que não sejam de saúde e que não possuam um farmacêutico  Lei 5.991/73 define esse comércio como clandestino • Medicamentos que precisam de receituário médico para serem comercializados  a pessoa poderá responder por tráfico de entorpecentes. • Medicamentos falsificados  a venda do produto será considerada crime hediondo. INTRODUÇÃO
  8. 8. • No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (ABIFARMA), cerca de 80 milhões de pessoas são adeptas da automedicação, devido à má qualidade da oferta de medicamentos nos postos de saúde, o não- cumprimento da obrigatoriedade da apresentação do receituário médico e a carência de informação e instrução da população em geral. INTRODUÇÃO
  9. 9. INTRODUÇÃO • Faixa Etária do Presente Estudo: ▫ Adoção de Novas Práticas Comportamentais ▫ Exposição a Diversas Situações ▫ Riscos Presentes e Futuros Para a Saúde
  10. 10. • No Âmbito da Política Nacional de Saúde:  Não há Centros de Referência Específicos para a Atenção à Saúde de Adolescentes e de Jovens. • Iniciativas Direcionadas à Promoção da Saúde dos Adolescentes e dos Jovens:  Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE)  Direito Sexual e Reprodutivo e Prevenção ao Uso de Drogas. • Necessária Também a Educação do Jovem no que Tange a Automedicação. INTRODUÇÃO
  11. 11. OBJETIVO GERAL Determinar a prevalência de automedicação entre estudantes da Universidade Católica de Brasília, na faixa dos 18 aos 24 anos de idade.
  12. 12. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Buscou-se: ▫ Traçar um paralelo entre o acesso aos serviços de saúde e a automedicação; ▫ Determinar dentre as áreas dos cursos aquela com maior prevalência de automedicação; ▫ Verificar os medicamentos de uso mais freqüente; ▫ Demonstrar em qual sexo a automedicação está mais evidente, e ▫ Relacionar a prática com a relação social na qual está inserido o estudante.
  13. 13. METODOLOGIA • Estudo Transversal • Questionário fechado com perguntas gerais e específicas:  Idade, sexo, área do curso  Acesso à plano de saúde  Prática da automedicação • Classe do medicamento • Relação do hábito com indicações de familiares ou pessoas próximas • Motivos e Resultados • Perfil da Automedicação em Pacientes Otorrinolaringológicos  Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, n. 72, v. 1, p. 83-88, 2006.
  14. 14. METODOLOGIA *2 desvios padrão = 95,5% nível de confiança Variável Significado Valor utilizado n Tamanho da amostra 165 σ Nível de confiança escolhido, expresso em números de desvio padrão 2 p Percentagem com a qual o fenômeno se verifica 90 q Percentagem complementar (100- p) 10 e Estimativa de erro máximo permitido 4,6% n Tamanho da população 15000 n= σ² . p . q . N e² (N-1) + σ² . p . q n = 164,67
  15. 15. METODOLOGIA • 209 questionários, sendo 165 viáveis ▫ Foram eliminados os questionários respondidos de forma incompleta e os participantes fora da faixa etária pré- estabelecida (18-24 anos). • Questionário individual e anônimo dentro das dependências da universidade entre os dias 6 e 10 de maio de 2010.
  16. 16. RESULTADOS E DICUSSÃO 0,36. 0,04. Incidência da automedicação para não usuários de planos de saúde Já fez uso de medicação sem prescrição médica Nunca fez uso de medicação sem prescrição médica 0,53. 0,07. Incidência da automedicação para usuários de planos de saúde Já fez uso de medicação sem prescrição médica Nunca fez uso de medicação sem prescrição médica
  17. 17. RESULTADOS E DISCUSSÃO • 60% dos entrevistados possuem plano de saúde ▫ A maior incidência está no grupo dos que possuem plano de saúde ▫ Não ter plano de saúde não implica em praticar automedicação
  18. 18. RESULTADOS E DISCUSSÃO 0,79. 0,10. 0,11. Incidência da automedicação por área do curso universitário Saúde Exatas Humanidades • Área da saúde apresentou maior prevalência • Início precoce da prática ▫ Público alvo entre 18 e 24 anos e cursando os primeiros semestres de graduação
  19. 19. RESULTADOS E DISCUSSÃO 0,00. 0,10. 0,20. 0,30. 0,40. 0,50. 0,60. 0,13. 0,50. 0,26. 0,34. 0,22. 0,10. 0,10. 0,17. Incidência da automedicação por classe de medicamentos
  20. 20. RESULTADOS E DISCUSSÃO • Analgésicos e antitérmicos são as classes mais utilizadas seguidos dos Antiinflamatórios, Antialérgicos e Antibióticos • O maior índice está associado à medicamentos de venda livre, sem necessidade de receituário
  21. 21. RESULTADOS E DISCUSSÃO • Maior procura pelos serviços de saúde por parte das mulheres ▫ Aumento da prática leiga de diagnóstico e tratamento 0,58. 0,31. Distribuição por sexo da incidência da automedicação Feminino Maculino
  22. 22. RESULTADOS E DISCUSSÃO 0,00. 0,10. 0,20. 0,30. 0,40. 0,50. 0,60. Já aconselhou-se com parente acerca de automedicação Recomendaria medicamentos a familiares e amigos Não recomendaria medicamentos à familiares e amigos Já aconselhou-se com amigos acerca de automedicação 0,38. 0,21. 0,35. 0,55. Relação entre a ocorrência da automedicação com a relação social dos praticantes Já fez uso de medicação sem prescrição médica
  23. 23. RESULTADOS E DISCUSSÃO • 70,91% o fizeram aconselhamento com terceiros • A automedicação está ligada a indicações por parte de parentes e terceiros, em sua maioria. • É recorrente o hábito de adaptar tratamentos adotados por terceiros, para si, independentemente de levar em consideração diferenças de idade, sexo, diagnóstico e resultados de exames laboratoriais.
  24. 24. CONSIDERAÇÕES FINAIS • O estudo apresentado corrobora a idéia da automedicação como prática comum e freqüente entre os estudantes dos mais diversos cursos da Universidade Católica de Brasília. • Há necessidade de se investir em políticas públicas específicas para a atenção ao jovem, sendo que estas devem atendê-lo de maneira não somente curativa, mas, também preventiva, incluindo assim uma abordagem acerca dos riscos advindos com o uso de drogas e de medicamentos sem prescrição médica.
  25. 25. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Agência Nacional de Vigilância Sanitária. LEI Nº 5.991, DE 17 DE DEZEMBRO DE 1973 (Publicado no D.O.U. de 19.12.1973, p. 13049-Retificação no D.O.U. de 21.12.1973, p. 13182). Disponível em: <http://e- legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct.php?id=16614>. Acesso em 20 Mar.2010. ARRAIS et al. Perfil da automedicação no Brasil. Revista de Saúde Pública, São Paulo, n.1, v.31, p. 71-77, 1997. DAELE, M; GEET, C; WOUTERS, C. Reye syndrome revisited: a descriptive term covering a group of heterogeneous disorders. Eur. J. Pediatr. n.159, v.9, p.641-648, 2000. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Texto para discussão n.1335. Disponível em: < http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/publicacoes/tds/td_1335.pdf>. Acesso em 06 Abr.2010.
  26. 26. KOVACS, F; BRITO M. Percepção da doença e automedicação em pacientes com escabiose. An Bras Dermatol., Rio de Janeiro, n.81, v.4, p.335-340, Jul./Ago, 2006. LOPES, N. Automedicação: algumas reflexões sociológicas. Sociologia, Problemas e práticas, Portugal, n. 37, p. 141-165, 2001. MARIA, V. Automedicação, Custos e Saúde. Rev. Port. Clin. Geral, Portugal, n.16, p.11-14, 2000. MARQUES, F; COBRADO, N; CARAMONA, M. Caracterização da natureza e dos custos financeiros directos da automedicação. Rev. Port. Clin. Geral, Portugal, n.16, p.23-34, 2000. MELO, E; TEIXEIRA, J; MÂNICA, G. Histórico das tentativas de liberação da venda de medicamentos em estabelecimentos leigos no Brasil a partir da implantação do Plano Real. Ciência & Saúde Coletiva, Cascavel, n.12, v.5, p. 1333-1340, 2007. PEREIRA, F; BUCARETCHI, F; STEPHAN, C; CORDEIRO, R. Automedicação em crianças e adolescentes. Jornal de Pediatria, Campinas, n.5, v.83, p.453-458, 2007. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  27. 27. SERVIDONI, A. B. Et al. Perfil da automedicação em pacientes otorrinolaringológicos. Rev Bras Otorrinolaringol, n. 72, v. 1, p. 83-88, 2006. SILVA, M. et al. Consumos de medicamentos por estudantes adolescentes de Escola de Ensino Fundamental do município de Vitória. Rev. Ciên. Farm. Básica Apl., Vitória, n.30, v.1, p.84-89, 2009. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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