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ANÁLISE DE PROGRAMAS DE TV PARA CRIANÇAS – SÍNTESE DAS RELAÇÕES COM A ESCRITA

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ANÁLISE DE PROGRAMAS DE TV PARA CRIANÇAS – SÍNTESE DAS RELAÇÕES COM A ESCRITA

  1. 1. Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Educação LÍNGUA PORTUGUESA E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO Docentes: Helena Camacho e Rosário Rodrigues Ano lectivo de 2009 - 2010 ANÁLISE DE PROGRAMAS DE TV PARA CRIANÇAS – SÍNTESE DAS RELAÇÕES COM A ESCRITA CAMACHO, Helena e BOTELHO, Fernanda (2009) – A relação televisão e escrita – Que percursos de aprendizagem? – Língua Portuguesa e TIC, LEB 3º ano. Disponível em PowerPoint. Disney (1989) – “A Pequena Sereia” http://www.youtube.com/watch?v=zI2WQndpK3k Documentário da BBC Vida Selvagem – “O Mundo Natural – Criaturas do Sobral” http://www.youtube.com/watch?v=asVcm7cTEYg IDENTIFICAÇÃO DOS DISCENTES Nome das Discentes Ana de Carvalho nº 070142056 Lídia da Ribeira nº070142038 Licenciatura Educação Básica
  2. 2. Análise dos programas de TV para crianças Tal como menciona o documento titulado A relação televisão e escrita – Que percursos de aprendizagem, apresentado em aula pela docente Helena Camacho, a televisão e a escrita relacionam-se de seis formas diferentes: 1. A televisão provoca a escrita; 2. A televisão propõe a entrada na escrita; 3. A televisão parte da escrita; 4. A televisão apresenta narrativas muito semelhantes às narrativas escritas; 5. A televisão inclui vários escritos; 6. A televisão veicula uma língua próxima da escrita. Para a realização deste trabalho o grupo optou por analisar a última relação apresentada: A televisão veicula uma língua próxima da escrita. Para tal analisámos dois programas televisivos: - Excerto do filme de animação da Disney intitulado “A Pequena Sereia”, lançado em 1989; - Documentário da BBC Vida Selvagem denominado “O Mundo Natural – Criaturas do Sobral”. Considerámos pertinente analisar um excerto do filme da “Pequena Sereia” neste trabalho, uma vez que pensamos que este se revela como um bom exemplo do contacto com outras variantes linguísticas que a TV proporciona às crianças, neste caso específico, com a variante brasileira da Língua Portuguesa. Não nos podemos esquecer que existem muitas crianças que ainda visionam os filmes na versão de Português do Brasil, não só por já terem em casa os filmes nesta versão, mas também por os visionarem na televisão, em especial no canal Disney, disponível nos serviços televisivos por cabo. Foi a partir destas versões dos filmes da Disney que tivemos o nosso primeiro contacto com a variante do Português do Brasil, como tal encaramos a televisão como um meio que nos permite ter acesso a informação que de outro modo seria impossível, por exemplo a existência de variantes da Língua Portuguesa. Página | 2
  3. 3. Outro aspecto que salientamos no excerto observado, pretende-se com o facto de os filmes de animação possuírem uma narrativa que lhes é própria, ou seja, a narrativa presente neste programa é totalmente distinta de outros programas televisivos, tais como o telejornal. Assim, através da observação do excerto do filme da “Pequena Sereia”, conseguimos reconhecer um dos pontos presentes no documento A relação televisão e escrita – Que percursos de aprendizagem, que demonstra que a televisão permite aos jovens e às crianças confrontarem-se com múltiplas e variadas narrativas, tais como as narrativas de ficção e as narrativas que simulam o real. Deste modo, a televisão apresenta todos os géneros narrativos. No que respeita ao documentário intitulado “O Mundo Natural – Criaturas do Sobral”, encaramo-lo como um programa televisivo de carácter extremamente educativo que possibilita a aquisição de conhecimentos no âmbito da Ciências Naturais, nomeadamente, no que diz respeito à biodiversidade no montado alentejano, o que por sua vez possibilita às crianças de outras zonas geográficas conhecerem aquela região. Tanto no documentário denominado “O Mundo Natural – Criaturas do Sobral” como no excerto do filme de animação da Disney intitulado “A Pequena Sereia” destacamos o facto de a narrativa oral presente não ser espontânea, ou seja, os diálogos entre as personagens do excerto do filme da Disney e a voz-off1 utilizada no documentário não são de carácter espontâneo. Deste modo, ambos os casos são sustentados por um texto narrativo escrito de grande qualidade a nível linguístico. No que concerne ao campo da aprendizagem da Língua Portuguesa, particularmente, à sua vertente escrita, os programas apresentados supõem um texto escrito que suporta a oralidade neles presente, texto esse que não é explicitamente fornecido às crianças, mas ao qual estas têm acesso precisamente através do que é relatado nos programas. Este texto implícito pode, e deve, ser objecto de estudo em sala de aula de modo a fomentar hábitos de escrita saudáveis. Um ponto positivo que gostaríamos de realçar acerca do documentário televisivo BBC Vida Selvagem, prende-se com o facto de este apresentar legendagem, o que torna ainda mais evidente a relação que decidimos estudar – A Televisão veicula uma 1 Voz exterior à cena, que tem como função comentar os acontecimentos, estando, assim, o locutor fora do campo visual do telespectador. Página | 3
  4. 4. língua próxima da escrita –, na qual se supõem a existência de um texto escrito que suporta a oralidade. Para além disso, a existência de legendagem e de texto oral torna o documentário um programa adequado e estimulante para a infância, na medida em que não se apresenta como um programa demasiado exaustivo, dado que não obriga a criança a uma leitura constante de legendas. Neste sentido, consideramos importante o facto de apelar à concentração e retenção por via da audição. Consideramos ainda pertinente referirmo-nos à narrativa que suporta este programa televisivo, pois no nosso entender este tipo de programas, embora se destinem a um público mais adulto, são um excelente estímulo para a aquisição de novos vocábulos, devido à linguagem elaborada a que recorrem. Os programas apresentados ajudam as crianças a adquirem determinadas competências e aprendizagens de um modo divertido, juntando, assim, o lúdico ao educativo. Apesar de termos escolhido apenas estes programas, salientamos o facto de existirem muitos mais programas educativos para as crianças, que permitem desenvolver nas crianças competências linguísticas, nomeadamente, a da escrita que é acreditamos ser fundamental para o desenvolvimento de competências comunicativas. Concluímos que temos que educar as crianças para a televisão, pois se as proibirmos de terem acesso a este meio de comunicação estamos a fazer com que elas não tenham acesso a muitas aprendizagens que só a partir deste meio poderiam ter, ou, por outro lado, podemos estar a permitir que as crianças não tenham acesso a um meio de difusão que proporciona aprendizagens de um modo mais divertido e interessante para as mesmas. Página | 4

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