NO VALE VERDE... 1951
No   vale verde, entre rios, te lapidaram, cidade: de tuas águas, a fonte   dessa imensa saudade. Foi pelas tuas ruas   no...
Ali, tantas descobertas, surpresas em cada canto:   era a vida se mostrando   ao nosso olhar de espanto. Pasmados das vari...
E pelas mesmas ruas   e pelas mesmas esquinas explodiam como flores   os peitinhos das meninas. Era o amor que aflorava  e...
Pintinhas que não deixaram nem sinais, nem cicatrizes; apenas “terríveis dramas” em tempos muito felizes.  Os amores, no e...
No velho “questionário”, álbum de recordação, numa foto amarelada, numa antiga canção. E o amor, com o tempo,    se torna ...
Sem as ganas da paixão, se permite emparedado;   ou já feliz por ter sido,   se autoriza delatado: num sorriso embevecido,...
Numa risada sonante, num abraço demorado, num 'ciau' de promessa   do afeto reencontrado.   Digo amor, digo amizade,   mai...
Assim sopramos de novo, em flashes de emoção,   o amor e a amizade   nas brasas do coração.  Longe do que nos foste  –  pe...
Tuas escolas, teus mestres nos ensinaram carinho:   um jeito de amar pra sempre o que se viu no caminho.   Pelos teus club...
São de seda esses laços entre nós e contigo, mas laços que não desatam:   –  abraço de velho amigo.   E como amigos são fe...
São cantigas de encontro, são canções de lealdade embaladas na harmonia   do vale da mocidade.   E não sabes da alegria de...
Nem da troca de notícias de quem ficou na “terrinha”,   de quem mudou de país, de quem não se avizinha,   de um outro filh...
– “ 'Cê lembra daquele cara?” – “ E daquela menina?” – “ Casou de novo?!” – “Ficou rico?!” – “ Dá aulas na Medicina?!” – “...
Ah, cidade, se soubesses quanto guardamos de ti, saberias que te amamos como os teus filhos daí. Em meados dos sessenta do...
E essa turma dos sessenta,   que próprios sessenta alcança, ainda adolesce na alma: –  nossa alma de criança.   E ora ente...
Brindamos tua existência:   jamais serás esquecida;   porquanto sempre estiveste indelével em nossa vida.  No vale verde, ...
Créditos <ul><li>Poesia: </li></ul><ul><ul><ul><li>O Vale Verde  </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Justiniano Antão ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

No Vale Verde...

1.262 visualizações

Publicada em

No Vale Verde
POESIA: O Vale Verde ( Paranavaí )
Justiniano Antão do Nascimento
FOTOS:
Arquivo pessoal de: Frei Wilmar Santin, Eliomar Fiorenza, Juraci Arantes, Rogério Vianna e Antonio Campos.
MÚSICAS: Greenfields, Viagem, My Way
Produção: Antonio Campos Silva Jr

Publicada em: Turismo, Tecnologia
2 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.262
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
11
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
5
Comentários
2
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

No Vale Verde...

  1. 1. NO VALE VERDE... 1951
  2. 2. No vale verde, entre rios, te lapidaram, cidade: de tuas águas, a fonte dessa imensa saudade. Foi pelas tuas ruas nosso tempo de menino; ali se entrelaçaram nosso futuro e destino . 1956
  3. 3. Ali, tantas descobertas, surpresas em cada canto: era a vida se mostrando ao nosso olhar de espanto. Pasmados das variâncias: mundo novo e complexo; novo até o próprio corpo: vagas ardências do sexo . 1964
  4. 4. E pelas mesmas ruas e pelas mesmas esquinas explodiam como flores os peitinhos das meninas. Era o amor que aflorava em flertes e risadinhas; inescondível do mundo: revelado... nas espinhas . 1964
  5. 5. Pintinhas que não deixaram nem sinais, nem cicatrizes; apenas “terríveis dramas” em tempos muito felizes. Os amores, no entanto, marcaram pra sempre, eternos, deles ‘inda encontramos vestígios pelos cadernos.
  6. 6. No velho “questionário”, álbum de recordação, numa foto amarelada, numa antiga canção. E o amor, com o tempo, se torna apaziguado: é a permissão do segredo ou licença em ser revelado . Huberto Meurer e Maria Lehmkuhl 1º Casamento registrado no livro paroquial 1952
  7. 7. Sem as ganas da paixão, se permite emparedado; ou já feliz por ter sido, se autoriza delatado: num sorriso embevecido, num jeito mais brincalhão, em olhar inesquecível, em tímido aperto de mão ,
  8. 8. Numa risada sonante, num abraço demorado, num 'ciau' de promessa do afeto reencontrado. Digo amor, digo amizade, mais feliz em seus ofícios: seus caminhos se bifurcam, mas não cobram sacrifícios .
  9. 9. Assim sopramos de novo, em flashes de emoção, o amor e a amizade nas brasas do coração. Longe do que nos foste – pela distância e idade – permaneces nos amores que celebramos, cidade.
  10. 10. Tuas escolas, teus mestres nos ensinaram carinho: um jeito de amar pra sempre o que se viu no caminho. Pelos teus clubes e bares descobrimos que viver pode ser uma aventura, pode ser puro prazer. 1954 1ª professora Maria de Lourdes Patriota
  11. 11. São de seda esses laços entre nós e contigo, mas laços que não desatam: – abraço de velho amigo. E como amigos são feitos só no tempo passarinho, passamos o tempo hoje cantando o velho ninho.
  12. 12. São cantigas de encontro, são canções de lealdade embaladas na harmonia do vale da mocidade. E não sabes da alegria de encontrar um paisano; de saber o que se passa na vida do velho mano.
  13. 13. Nem da troca de notícias de quem ficou na “terrinha”, de quem mudou de país, de quem não se avizinha, de um outro filho teu, de uma outra tua filha, de alguém que já morreu, de algo que ainda brilha.
  14. 14. – “ 'Cê lembra daquele cara?” – “ E daquela menina?” – “ Casou de novo?!” – “Ficou rico?!” – “ Dá aulas na Medicina?!” – “ Montou um restaurante...” – “ Sei que fez Engenharia...” – “ Se formou junto comigo...”. – “ Hoje dá consultoria...”
  15. 15. Ah, cidade, se soubesses quanto guardamos de ti, saberias que te amamos como os teus filhos daí. Em meados dos sessenta do século que já passou nossa alma adolescente pelo teu vale vagou.
  16. 16. E essa turma dos sessenta, que próprios sessenta alcança, ainda adolesce na alma: – nossa alma de criança. E ora entendo: na visita que – já adulto – te fiz me brotou grande espinha bem na ponta do nariz .
  17. 17. Brindamos tua existência: jamais serás esquecida; porquanto sempre estiveste indelével em nossa vida. No vale verde, entre rios, te incrustaram ali. No vale verde, a saudade: – nossa Paranavaí.
  18. 18. Créditos <ul><li>Poesia: </li></ul><ul><ul><ul><li>O Vale Verde </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Justiniano Antão do Nascimento – abril de 2008 </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>Fotos: </li></ul><ul><ul><ul><li>Arquivo pessoal de: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Frei Wilmar Santin – Eliomar Fiorenza – Juraci Arantes - Rogério Vianna e Antonio Campos. </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>Músicas: </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>Greenfields – Viagem – My Way </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>Produção e Formatação: </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>Antonio Campos Silva Junior – Curitiba, julho de 2008 </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>Permitida a divulgação para uso doméstico, desde que não se altere a forma e o conteúdo, sendo obrigatória a citação dos créditos. </li></ul>

×