UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEBDEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS – DCHT          CAMPUS XX – BRUMADO H...
   EDILENE PEREIRA DA SILVA   MARIA DE LOURDES SILVA   MARIA JOSÉ AMORIM   MANOEL REIS DOS SANTOS   MILENA PINHEIRO C...
O FIM DA HISTÓRIA – GILBERTO GILNão creio que o tempo                             E assim por dianteVenha comprovar       ...
"A canção foi composta para responder à colocação do scholarnipo-americano Francis Fukuyama, que num artigo publicado umpo...
É uma teoria iniciada no século XIX por Georg Wilhelm FriedrichHegel e posteriormente retomada, no último quarto do século...
A idéia ressurgiu em um artigo, publicado emfins de 1989 com o título de "O fim dahistória"[1] e, posteriormente, em 1992,...
Fukuyama desenvolveu uma linha de abordagem da História,desde Platão até Nietzsche, passando por Kant e pelo próprioHegel,...
Há enormes críticas sobre a parcialidade doautor que tende a ver a história de váriasespacialidades divergentes como um to...
Fukuyama não contrapõe a chamadademocracia liberal somente ao socialismo,mas também a uma miríade de regimesautoritários d...
Em suma, ao longo do século a democracialiberal teria superado os "totalitarismos" dedireita e esquerda, e também quaisque...
Passando por cima da realidade históricamais banal, Fukuyamama desconsidera ofato evidente de que o fascismo somentese exp...
No complexo processo de desenvolvimentocapitalista, a concorrência se transforma noseu contrário, o monopólio, da mesma fo...
No fundo, o que Fukuyama quer nosimpingir é a idéia de que a humanidade jáestaria livre de fenômenos como o nazi-fascismo,...
Fukuyama foi buscar em Hegel osfundamentos para sua teoria do "fim dahistória".    Hegel      acreditava     numdirecionam...
Com isso, segundo Fukuyama, "Hegelestava dizendo que os princípios deliberdade e igualdade, bases do Estadoliberal moderno...
Pode-se até compreender, do ponto devista histórico e dentro da tradição dosgrandes sistemas da filosofia clássicaalemã, a...
Já dissemos que Fukuyama, manipulandoidéias sobretudo de Platão, Hegel eNietzsche, procura elaborar uma basefilosófica par...
Segundo sua teoria, hoje o mundo estádividido entre os países capitalistasavançados, que representariam o "Estadouniversal...
A conclusão de Fukuyama é a de que a"força" continuará a ser a razão final nasrelações entre esses dois mundos, ou, paraus...
Por tudo isso, segundo ele, na nova ordeminternacional criada após o fim da guerrafria, uma liga das nações "teria que sep...
Eis a receita final descarada desse novodoutrinador da ideologia imperialista: queruma "nova ordem mundial" inteiramenteco...
Dessa forma, os países que representam eencarnam o "fim da história", os "paísesdemocráticos" da "pós-história" - naverdad...
A evolução da humanidade em direção ao reino daliberdade não se interrompeu neste final de século,marcado por tantos acont...
ReferênciasFUKU mundorama.net/.../o-fim-da-historia-de-fukuyama-vinte-anos-depois YAMA, F. O fim da Históriae o último hom...
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O Fim da História

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEBDEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS – DCHT CAMPUS XX – BRUMADO HISTÓRIA – UAB COMPONENTE CURRICULAR: Teoria da História II SEMINÁRIO SOBRE: O Fim da História DOCENTE: Laís Viena de Souza TD: ANDERSON LUIS SANTOS SILVA TP: SIMONE Z. DA COSTA SILVA
  2. 2.  EDILENE PEREIRA DA SILVA MARIA DE LOURDES SILVA MARIA JOSÉ AMORIM MANOEL REIS DOS SANTOS MILENA PINHEIRO CORREIA MARINALVA N. VSCONCELOS
  3. 3. O FIM DA HISTÓRIA – GILBERTO GILNão creio que o tempo E assim por dianteVenha comprovar Nunca vai pararNem negar que a História Seja neste mundoPossa se acabar Ou em qualquer lugarBasta ver que um povo Por isso é que um cangaceiroDerruba um czar Será sempre anjo e capeta, bandido e heróiDerruba de novo Deu-se notícia do fim do cangaçoQuem pôs no lugar E a notícia foi o estardalhaço que foi Passaram-se os anos, eis que um plebiscitoÉ como se o livro dos tempos pudesse Ressuscita o mito que não se destróiSer lido trás pra frente, frente pra trás Oi, Lampião sim, Lampião não, Lampião talvezVem a História, escreve um capítulo Lampião faz bem, Lampião dóiCujo título pode ser "Nunca Mais" Sempre o pirão de farinha da HistóriaVem o tempo e elege outra história, que escreve E a farinha e o moinho do tempo que móiOutra parte, que se chama "Nunca É Demais""Nunca Mais", "Nunca É Demais", "Nunca Mais" Tantos cangaceiros"Nunca É Demais", e assim por diante, tanto faz Como LampiãoIndiferente se o livro é lido Por mais que se matemDe trás pra frente ou lido de frente pra trás Sempre voltarãoQuantos muros ergam E assim por dianteComo o de Berlim Nunca vai pararPor mais que perdurem Inferno de DanteSempre terão fim Céu de Jeová
  4. 4. "A canção foi composta para responder à colocação do scholarnipo-americano Francis Fukuyama, que num artigo publicado umpouco antes defendeu a tese neo-liberalista de que, com o final docomunismo - que, segundo ele, teria desaparecido -, a históriateria também acabado. O artigo se chamou justamente O fim daHistória, e foi escrito para provar o término da marcha dasutopias. Para lançar minha contestação frontal a isso, eu fiz aadvocacia do eterno retorno, tratando exatamente da questão deque tratava Fukuyama (a derrocada do socialismo enquantoconfiguração dos conjuntos nacionais do leste europeu), etrazendo à discussão o mito de Lampião (havia então a notícia deque, numa cidadezinha do Nordeste, tinham tentado tirar a suaestátua, o que gerou polêmica, sugerindo-se um plebiscito em queo povo acabou preferindo mantê-la)." Gilberto Gil
  5. 5. É uma teoria iniciada no século XIX por Georg Wilhelm FriedrichHegel e posteriormente retomada, no último quarto do séculoXX, no contexto da crise da historiografia e das CiênciasSociais no geral.Para Hegel isso iria acontecer no momento em quea humanidade atingisse o equilíbrio, representado, de acordocom ele, pela ascensão do liberalismo e da igualdade jurídica,mas com prazo indeterminado para ocorrer.Retomada ao final do século XX, essa teoria já adquire caráterde situação ocorrida pois, de acordo com os seus pensadores, aHistória terminou no episódio da Queda do Muro de Berlim.Naquele momento, os antagonismos teriam terminado pelo fatode, a partir de então, haver apenas uma única potência -os Estados Unidos da América - e, consequentemente, uma totalestabilidade.
  6. 6. A idéia ressurgiu em um artigo, publicado emfins de 1989 com o título de "O fim dahistória"[1] e, posteriormente, em 1992, coma obra "O fim da história e o último homem",ambos do estado-unidense FrancisFukuyama.
  7. 7. Fukuyama desenvolveu uma linha de abordagem da História,desde Platão até Nietzsche, passando por Kant e pelo próprioHegel, a fim de revigorar a teoria de que o capitalismo e ademocracia burguesa constituem o coroamento da história dahumanidade. Na sua ótica, após a "destruição" do fascismo e dosocialismo, a humanidade, à época, teria atingido o ponto"culminante" de sua "evolução" com o triunfo da "democracia" (nãoconfundir com a democracia original da Hélade, que nada tinha aver com a actual) liberal "ocidental" sobre todos os demaissistemas e ideologias concorrentes.
  8. 8. Há enormes críticas sobre a parcialidade doautor que tende a ver a história de váriasespacialidades divergentes como um todoapenas sobre a óptica da sua própriaideologia (neoliberalismo), o que tirariamuito da criteriosidade em sua supostaanálise.
  9. 9. Fukuyama não contrapõe a chamadademocracia liberal somente ao socialismo,mas também a uma miríade de regimesautoritários de direita que entraram emcolapso e que, de acordo com ele, acabaramadotando, em maior ou menor grau, omodelo da democracia liberal. Na AméricaLatina, aponta o caso das ditaduras naArgentina, no Brasil e no Chile.
  10. 10. Em suma, ao longo do século a democracialiberal teria superado os "totalitarismos" dedireita e esquerda, e também quaisqueroutras variantes autoritárias, e triunfadocomo o regime mais adequado aoprogresso e à liberdade humana.
  11. 11. Passando por cima da realidade históricamais banal, Fukuyamama desconsidera ofato evidente de que o fascismo somentese explica se ligado intimamente aocapitalismo monopolista e às suas crises,da mesma maneira que o surgimento deum conjunto de regimes ditatoriais efascistas na América Latina, no decorrerdos anos 70, foi a expressão política daforma de desenvolvimento capitalistaocorrida nesses países.
  12. 12. No complexo processo de desenvolvimentocapitalista, a concorrência se transforma noseu contrário, o monopólio, da mesma formaque a democracia burguesa se transformana ditadura fascista, num regime policial deterror, onde o capital monopolista finalmenteconsegue implementar as mudanças a ferroe a fogo para romper a crise e reiniciar umoutro ciclo de expansão.
  13. 13. No fundo, o que Fukuyama quer nosimpingir é a idéia de que a humanidade jáestaria livre de fenômenos como o nazi-fascismo, uma vez que esse tipo debarbárie não mais seria condizente com oestágio atingido pela humanidade na pós-história.
  14. 14. Fukuyama foi buscar em Hegel osfundamentos para sua teoria do "fim dahistória". Hegel acreditava numdirecionamento da história da humanidadeno sentido da evolução e do progresso.Para ele, a história humana era a realizaçãoprogressiva da sua "idéia absoluta".
  15. 15. Com isso, segundo Fukuyama, "Hegelestava dizendo que os princípios deliberdade e igualdade, bases do Estadoliberal moderno, haviam sido descobertose postos em prática na maioria dos paísesadiantados, e que não havia princípios ouformas de organização social e políticaalternativas superiores ao liberalismo".
  16. 16. Pode-se até compreender, do ponto devista histórico e dentro da tradição dosgrandes sistemas da filosofia clássicaalemã, a perspectiva de Hegel, queconduziu a filosofia idealista a um de seusápices. Hegel, como todos os filósofos deseu tempo, recebeu os poderosos influxosda Revolução Francesa de 1789, queefetivamente descortinou novoshorizontes para a humanidade, aoderrubar a monarquia e o feudalismo.
  17. 17. Já dissemos que Fukuyama, manipulandoidéias sobretudo de Platão, Hegel eNietzsche, procura elaborar uma basefilosófica para a sua tese de que ademocracia liberal é o coroamento dahistória da humanidade.
  18. 18. Segundo sua teoria, hoje o mundo estádividido entre os países capitalistasavançados, que representariam o "Estadouniversal homogêneo", e os demais paísesque ainda não atingiram esse estágio eque, na verdade, seriam os representantesda barbárie, significando uma ameaçapara os primeiros.
  19. 19. A conclusão de Fukuyama é a de que a"força" continuará a ser a razão final nasrelações entre esses dois mundos, ou, parausar uma de suas expressões, entre"democracias e não-democracias".
  20. 20. Por tudo isso, segundo ele, na nova ordeminternacional criada após o fim da guerrafria, uma liga das nações "teria que separecer mais com a OTAN do que com aONU (Nações Unidas) - isto é, ser umaliga de Estados realmente livres, unidospelo compromisso comum com osprincípios liberais".
  21. 21. Eis a receita final descarada desse novodoutrinador da ideologia imperialista: queruma "nova ordem mundial" inteiramentecontrolada por entidades como a OTAN,organização nascida do agressivo pactomilitar firmado pelos países capitalistasavançados após a 2a Guerra Mundial paraconter o avanço do socialismo.
  22. 22. Dessa forma, os países que representam eencarnam o "fim da história", os "paísesdemocráticos" da "pós-história" - naverdade, as atuais potências imperialistas,com os Estados Unidos à frente - ficariamde mãos livres para agir em defesa de seusinteresses e perpetrar barbaridades, tudoem nome da "humanidade" e da"civilização".
  23. 23. A evolução da humanidade em direção ao reino daliberdade não se interrompeu neste final de século,marcado por tantos acontecimentos trágicos e porum aparente triunfo final do capitalismo. Ohistoriador E. H. Carr faz uma reflexão no sentidode que a história vem sempre avançando, mas o!Prova que ninguém jamais acreditou num tipo deprogresso que avançasse numa linha retacontínua, sem reveses ou desvios.
  24. 24. ReferênciasFUKU mundorama.net/.../o-fim-da-historia-de-fukuyama-vinte-anos-depois YAMA, F. O fim da Históriae o último homem. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.pt.wikipedia.org/wiki/Fim_da_históriamundorama.net/.../o-fim-da-historia-de-fukuyama-vinte-anos-depoiswww.culturabrasil.pro.br/fukuyama.htmletras.mus.br › MPB › Gilberto Gilwww1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u29838.shtmlwww.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro.asp?Livro_ID=85-325...

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