Entrevista O professor refém de Tânia Zagury

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Entrevista O professor refém de Tânia Zagury

  1. 1. :: AprendaKi.com :: Quarta, 25 de Julho de 2007 Login Senha Cadastre-se Kipress - Notícias Papo na Educação Fórum Entrevista Artigos Chat Shopping Sala de Imprensa Congressos Palestrantes Multimídia Biografias Contos e Poesias Cultura e Lazer E-Livros Resumos Conteúdo Especial Como fazer O Professor Refém - porque fracassa o ensino Tânia Zagury - 12/9/2006 Tânia Zagury é mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Filósofa, graduada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Professora Adjunta da UFRJ, Pesquisadora em Educação e escritora com 13 livros publicados. O último livro lançado recentemente se encontra entre os mais vendidos do mercado, um feito para um livro da ‘educação’. Nesta entrevista, Tânia fala do seu livro “O Professor Refém” lançado recentemente, no qual aponta dados concretos da realidade educacional no país, obtida através de entrevista científica com 1127 educadores do Esnino Básico de todo o país. Para ela o professor é refém por vários fatores. Um deles é o fato de quem está nas instancias hierárquicas superiores e, por vezes distantes da realidade da sala de aula, não ouvirem os docentes, antes da implantação de mudanças educacionais, que requereriam para ter sucesso treinamento dos professores e/ou mudanças na infra-estrutura das escolas. Assim a educação no Brasil não está realizando nem o “feijão com arroz” necessário a uma educação de qualidade. Aprendaki – Como pesquisadora e educadora experiente, você diz que “estamos a léguas de distância do caviar (a escola idealizada, que encanta): precisamos urgentemente de feijão com arroz (a escola que ensina bem)”. Por que o ‘arroz e feijão’ deixou o cardápio diário da educação? Tânia Zagury – Primeiro, porque o que venho sentindo após 36 anos de trabalho no ensino público, é que me parece não haver real vontade política de que as medidas sejam para melhorar de fato a qualidade. Mesmo as pessoas bem intencionadas, muitas vezes, não ouvem quem está na sala de aula – os professores que ocupam a “frente de batalha”. E este talvez seja um dos motivos que me levaram a fazer esse livro. Acho que o professor é muito pouco ouvido. É como se nós estivéssemos hoje fazendo uma dicotomia entre os que pensam e os que fazem educação, o que, a meu ver, precisa acabar. O objetivo do meu livro foi exatamente dar voz ao professor que atua em sala de aula porque quando se implanta uma metodologia nova ou se muda a estrutura de ensino e não se ouve o professor, muitas vezes se desconhece o que vai ser necessário em nível de infra-estrutura ou de treinamento docente. » Ebooks Leia e faça download » Vestibular cursos, carreiras, dicas, faculdades » Chat Bate aquele Papo com especialistas » Pesquisa Escolar Aqui você encontra aquela disciplina » PARCEIROS Inclusão Digital é nosso lema! » Parceiro Seja parceiro de conteúdo do Portal! http://www.aprendaki.com.br/entrevista_ver.asp?id=13 (1 of 4) [25/7/2007 12:10:35]
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O que quero mostrar e o estudo deixa claro é que uma proposta que fracassa se tivesse se ouvido o professor antes da implantação, poderia ter sido sucesso, porque ele teria dito algo como: “olha isso é ótimo, mas antes a gente precisa disso, disso e disso...” É justamente a isso que chamo de “feijão com arroz”. As pessoas de maneira geral pensam que educação no Brasil é o que acontece em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, locais reconhecidamente mais desenvolvidos em termos educacionais (que ainda assim têm decaído em termos de qualidade). Mas a realidade Brasil é bem mais que esses grandes centros; é só sairmos das grandes cidades para a periferia e verificar como as dificuldades físicas e operacionais aumentam - assim como a qualidade decai. Estudos nacionais e internacionais estão provando isso, inclusive os do MEC-INEP. Há uma derrocada da qualidade. Muitas vezes são executadas medidas caríssimas (que chamo de “caviar”) e não se faz o “feijão com arroz”; por exemplo, dotar todas as escolas públicas brasileiras de quadro- negro, giz, bebedouro e até de cadernos e livros para os alunos. Pode parecer estranho, mas são muitos os que não têm nem isso. Então antes de pensar em dotar toda a rede de computadores é preciso verificar se todos os alunos têm uma biblioteca mínima nas escolas. é mais barato e todos os docentes sabem utilizar... Aprendaki – Certamente seu livro foi causa de debate, concordâncias e discordâncias. Certamente os educadores viram o “O Professor Refém” como seu grito que estava ensurdecido pelas exigências contínuas... Como é que você vê isso? Tânia – Na verdade, eu sou uma pessoa que vivo e luto pela democracia e liberdade de expressão e acredito que as pessoas têm o direito de se expressar – e portanto de concordar ou discordar, mas faço uma ressalva: Tanto para concordar quanto para discordar é preciso que a pessoa tenha lido o livro integralmente e que apresente argumentos concretos sobre o porquê da discordância. Esse estudo é fruto de uma pesquisa em nível nacional, estatisticamente significativa, representativa do universo dos professores que trabalham no ensino básico brasileiro, portanto tem um cunho científico que não pode ser ignorado. Faço a ressalva porque já li uma crítica de pessoa que até respeito, mas que não podia de forma alguma ter lido o livro, porque saiu numa matéria publicada antes de o livro estar disponível nas livrarias. É preciso que os educadores, todos nós, não emitamos opiniões apenas baseados em entrevistas, que muitas vezes, todos sabemos, sofrem cortes perversos que alteram totalmente o conteúdo do que foi dito. Especialmente nós, educadores, que temos que formar leitores críticos e dar o exemplo... Aprendaki – O que é preciso acontecer na educação para que se recupere o tempo perdido nos últimos 30 anos? Tânia – Vontade política real; união de todos os gestores de forma não partidária - só para começar. Ouvir os docentes antes de implantar novas medidas também seria uma boa estratégia. Aprendaki – Você diz em seu livro que o professor não é ouvido. O que deveria acontecer tanto nas instâncias superiores como na escola para que isso aconteça? Tânia – Não é uma proposta de inversão de hierarquias, ou seja, o Ministro ou Secretário de Educação não iriam “pedir licença” ao professor para tomar uma determinada medida, mas sim “ouvir o professor”. Muitas vezes as pessoas que estão afastadas da sala de aula, até por estarem num cargo de direção, estão distanciadas da realidade. Isso faz com que elas, ainda que com ótimas intenções, não saibam que estão adotando uma medida que para dar certo, precisaria ao mesmo tempo de outras, como o sistema de ciclos que está sendo um fracasso total. Se os professores tivessem sido ouvidos primeiro, saberiam que eles não eram favoráveis (66% disseram que aprovariam o sistema seria uma medida boa se lhes tivessem dado condições de propiciar qualidade). » Paraná Conheça as belas deste povo. Depoimentos O que você acha do Aprendaki? Artigos Comente assuntos que lhe agradem... Papo na Educação Especialistas tem horário marcado... Notícias Leia as notícias que lhe interessa. Pesquisa Escolar Todas as áreas do conhecimento. Fontes Encontre especialistas no Aprendaki. Eventos Coloque seus eventos no Aprendaki Publicidade Anuncie no Aprendaki. É fácil! PARCEIROS Junte-se a nós na Inclusão Digital! 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  3. 3. :: AprendaKi.com :: Descadastrar News anteriores Ajuda Kipress Tuor Aprendaki Parceiros Aprendaki – No livro é dito que seria preciso projetos pilotos antes de se implantar uma medida em nível nacional... Como é isso? Tânia – Acho que essa é uma das propostas importantes do livro: “Vamos fazer da educação uma ciência”, e não mais, campo de experiências, e muito menos um local onde as pessoas colocam os seus interesses pessoais acima dos interesses do Brasil democrático e alfabetizado. É preciso separar a educação da política partidária; não é proposta de uma educação apolítica, que isso não existe, mas supra-partidária, ou seja, quando se iniciasse nova gestão, não se poderia mudar o processo educacional em curso, a não ser que ele estivesse dando errado – e avaliando-se de forma científica. Os últimos três ENEMs, por exemplo, mostraram decréscimos de alunos com conceito “A” e aumento de alunos com conceito “E”. Só isso já deveria ser um grito de alerta, para se discutir, especialistas e regentes de turmas, o que fazer. Aprendaki – E o que fazer para desvencilhar a educação da política partidária? Tânia – Ministro de Educação, Secretário de Educação, diretor de escola não deveriam ser cargos políticos. Em alguns locais, o diretor já é eleito, mas muitos ainda são nomeados. Então, quando acaba uma gestão, ele tem de sair e às vezes, está fazendo um trabalho maravilhoso. No Brasil já temos leis excelentes; que se cumpram as leis em todas as instâncias da sociedade. Por exemplo, se a LDB atual (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) que está quase fazendo dez anos e cujos objetivos mais importantes não foram até hoje “nem de longe” cumpridos, for colocada em prática já estaria bom demais. Todos os alunos em tempo integral na escola, o professor com carreira dignificada e com nível superior (mas não em qualquer curso, só para ter diploma de nível superior), aumento significativo do salário para que ele tenha estímulo e não precise trabalhar 40 horas semanais. Hoje temos colegas com 800 alunos. Quando não mais... Como é que ele pode fazer um ensino de qualidade, principalmente se levarmos em conta que as modernas metodologias e a avaliação qualitativa preconizam um trabalho quase individualizado do professor em relação ao aluno. Muitos docentes hoje, não sabem nem o nome de todos os seus alunos, como é que poderão saber se aquele aluno específico cresceu ou não intelectualmente, socialmente, em que área do conhecimento, em que nível de competência etc.? Aprendaki – Como melhorar a educação e a formação do professor? Tânia – Primeiro é preciso dar condições mínimas ao professor, porque ganhando R$ 400,00 como ocorre ainda em vários municípios, ele não tem dinheiro nem para a passagem no final do mês. Quanto mais para gastar em cursos de aperfeiçoamento ou mesmo em assinatura de jornais e revistas... Nesse momento pré-eleições, quase todos os candidatos que se propõem a cargos eletivos estão falando em educação como prioridade, dignificação da carreira docente etc. Cabe a nós, vendo o histórico de quem já trabalhou pela educação, fazer a escolha correta. Por Aprendaki.com.br Comentários Nome: SHEILA PLATTEK Vc. já tinha visto este site do Aprendaki? Sheila Nome: ADRIANA MELO VIANA MUITO BOA A ENTREVISTA. SERIA INTERESSANTE QUE TODOS TIVESSEM INTERESSE DE LER, INCLUSIVE OS POLÍTICOS. COMO FAÇO PARA ADQUIRIR O LIVRO? Nome: claudia http://www.aprendaki.com.br/entrevista_ver.asp?id=13 (3 of 4) [25/7/2007 12:10:35]
  4. 4. :: AprendaKi.com :: Gostei muito da entrevista e da ousadia de Tania. Já admirava o trabalho dela e agora tenho certeza que não me enganei. Todo trabalho para ser bem desenvolvido tem que ser compartilhado com seus funcionários. Em muitas escolas particulares isso acontece e em uma pequena parcela acredito eu que na rede pública isso aconteça. Quando políticos, diretores e demais órgãos competentes começarem a respeitar a opinião e o diálogo de seus funcionários e professores, a educação pode começar a comer o seu tão amado "caviar". Salas com mais de 25 alunos e não acredito que dê um resultado bom , quanto a que tem no máximo 20 alunos, acredito que o diferencial da escola pública da escola particular começa por aí. Por mais que o professor faça malabarismo seu trabalho não rende como gostaria. Quando todos envolvidos com a educação serem ouvidos, o ensino começará a dar resultado. Parabéns Tania. Nome: marina mendonça guimarães Sou cega e faço pedagogia na Unincor de Pará de MInas-Minas gerais.Estou precisando de ler esse livro e gostaria de saber como consegui-lo em Braille ou falado.Ficaria muito agradecida se pudessem me informar.Desde já agradeço na certeza de ser atendida.Meu endereço eletronico segue juntamente com meu tel:031 88117204 Insira Comentários Nome: Email: Comentários: Restam 900 Entrevistas anteriores Indique para um amigo Papo na Educação Fórum http://www.aprendaki.com.br/entrevista_ver.asp?id=13 (4 of 4) [25/7/2007 12:10:35] Enviar

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