“ NADA HÁ OCULTO QUE NÃO VENHA A
SER REVELADO”.
Mc 4:22
“ ELE REVELA O PROFUNDO E O
ESCONDIDO”
Dn 2:22
“EM VÃO TEM
TRABALHADO A FALSA
PENA DOS ESCRIBAS”
Jr 8:8
E-mail: fm02635@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/fabyanobereano
Whatsap: (83) 9.8872-6147
You Tube ( nome do canal ): Fabyano Bereano – Pesquisador Bíblico
Instagram: fabyanobereano
Pesquisador Bíblico
- 1 -
No Texto Massorético da Bíblia Hebraica o tetragrama ‫יהוה‬ ( YHWH ) apa-
rece vocalizado de 4 maneiras diferentes:
“[...] os massoretas , ao escreverem as vogais na Torah , usavam as vogais
de outra palavra para a pronúncia do tetragrama. [...] os massoretas colocaram
as vogais de Adonai sob as consoantes Yud-Heh-Vav-Heh. [...] Em português , o
nome ‘Jeová’ é a representação das consoantes ( Y-H-V-H ) acrescidas das vogais
de ‘Adonai’ — uma forma híbrida sem base histórica” ( Bíblia Judaica Completa
, traduzida por David H. Stern , pgs.43-44; Editora Vida , 2010 ).
No gráfico a seguir você poderá perceber claramente como os massoretas fi-
zeram este enxerto no tetragrama ‫יהוה‬ ( YHWH ):
“Quando , porém , foram acrescentadas às consoantes hebraicas ( no oitavo
e nono século d.C. ) as letras vogais , as de Adonai foram dadas a Yhwh em
vez das suas próprias. Por esta razão, se o primeiro ‘a’ fosse levemente disfar-
- 2 -
çado seria possível ler-se Yehowah; e foi isto o que realmente aconteceu” ( Dicioná-
rio Bíblico Universal - 3ª Edição - por Rev. Arcediago A. R. Buckland , pgs 210-211;
Editora Vida ). Vide gráfico:
Como se vê , o próprio Texto Massorético da Bíblia Hebraica comprova as
adulterações dos escribas , os quais puseram vocalizações tendenciosas para ocul-
tar a real pronúncia do nome do Criador. Lembrem-se: Os sinais massoréticos
simplesmente não existiam quando os originais foram escritos; e aqui nós vimos cla-
ramente como estes sinais foram colocados ao bel prazer do copista.
Considere o que disse o teólogo judeu nazareno Tsadok Ben Derech:
“Ao se criar o falso vocábulo YEHOVÁ, que consta até hoje dos textos em he-
braico vocalizados , os massoretas conseguiram ludibriar as pessoas , ocultando o
verdadeiro nome , em razão do falso mito de que o nome de YHWH não pode
ser falado. Esta é a razão pela qual o nome de ‘Josué’ está grafado errone-
amente como YEHOSHUA , já que o YE de YEHOSHUA provém do YE de
YEHOVÁ. Em verdade , o nome de Josué é YAHUSHUA” ( Judaísmo Nazare-
no: A Religião de Yeshua e de seus Talmidim , pg. 391, por Tsadok Ben Derech ).
No caso da vocalização YeHoWiH ( ‫ִה‬‫ו‬ֹ ‫ְה‬‫י‬ ) , o tetragrama ‫יהוה‬ ( YHWH ) re-
cebeu os sinais massoréticos da palavra “ELOHIM” , acompanhe como se deu esse
enxerto:
Quanto as outras duas vocalizações ( “YEHWAH” e “YEHWIH” ) não ca-
rece explicarmos aqui , pois , “YEHWAH” nada mais é do que apenas uma for-
ma contraída da corruptela “YEHOWAH” e “YEHWIH” , de semelhante modo , é
apenas uma forma contraída da corruptela “YEHOWIH”. Portanto , dispensa aqui
maiores detalhes.
- 3 -
H W H Y
Yud ( ‫י‬ = Y ) , Heh ( ‫ה‬ = H ) , Vav ( ‫ו‬ = W ) , Heh ( ‫ה‬ = H ) — Estas são as 4
consoantes que formam o nome do Eterno por completo. 3 destas 4 letras aparecem
tanto no início quanto no final de cerca de 79 nomes de personagens bíblicos. Ao anali-
sarmos o Texto Massorético da Bíblia Hebraica constatamos o seguinte:
1) Quando o trigrama ‫יהו‬ ( YHW ) é usado no final de 60 nomes de persona-
gens bíblicos , o mesmo aparece vocalizado como “YAHU” ( ‫ָהּו‬‫י‬ ):
EXEMPLO:
2) Porém , quando o trigrama ‫יהו‬ ( YHW ) é usado no início de 19 nomes de per-
sonagens bíblicos, o mesmo aparece vocalizado como “YEHO” ( ‫ְהֹו‬‫י‬ ):
EXEMPLO: ַ‫ע‬ֻׁ‫ְהֹוש‬‫י‬
YEHOSHUA
LÊ-SE DA DIREITA PARA A ESQUERDA:
‫ָהּו‬‫י‬ְ‫ע‬‫ְש‬‫י‬
YESHAYAHU
- 4 -
YAHU X YEHO
Diante dessas duas vocalizações no Texto Massorético, muitos estudiosos tem
ficado indecisos e confusos quanto a real pronúncia do Tetragrama YHWH. Ora , todos
nós sabemos que o Eterno não é de confusão ( 1Co 14:33 ), portanto , se está havendo
alguma confusão em relação ao seu nome, com certeza deve haver a mão do homem por
trás de tudo isso; e é o que nós vamos investigar.
De acordo com as Sagradas Escrituras: “um será o seu nome” ( Zc 14:9 )! Sen-
do assim, alguma coisa deve estar errada com o Texto Massorético , não acham?
No livro do profeta Yirmeyahu ( vulgo Jeremias ), capítulo 6 , versículo 16 , en-
contramos a seguinte orientação:
“Assim diz YHWH: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas vere-
das antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vos-
sas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele”.
No texto em que acabamos de ler ( Jr 6:16 ) , somos orientados a pergun-
tar-mos “pelas veredas antigas” , acerca de “qual é o bom caminho” , a fim de
que andemos por ele. Quando este que vos fala tomou a decisão de consultar a forma
arcaica ( antiga ) dos nomes dos personagens bíblicos , deparei-me diante de algo muito
revelador , que veio a esclarecer esta questão acerca do “YAHU” ou “YEHO”? Acom-
panhe:
“[...] descobertas arqueológicas localizaram em Nippur antigos textos de
Murashu , escritos em aramaico cuneiforme , datados de 464 a 404 A.C. Em tais
manuscritos as palavras estão vocalizadas, e há inúmeros nomes teofóricos redi-
gidos como YAHU , e em nenhum caso se encontra o nome YEHO ( Patterns
in Jewish Personal Names in the Babylonian Diasporia, M.D. Coogan; Journal for the
Study of Judaism, Vol. IV, No. 2, p. 183f ) – Informação extraída do livro Judaísmo
Nazareno: A Religião de Yeshua e de seus Talmidim , pg. 391 , por Tsadok Ben Derech.
“[...] os textos Murashu são muito mais antigos do que o texto massoréti-
co ( o Texto Massorético foi escrito por volta do 7º século EC, de modo que os
textos Murashu são mais de 1.200 anos mais antigos ) e , portanto , mais válidos ,
tanto histórica como linguisticamente” ( http://horamesianicacr.blogspot.com/2013/09
/revelando-la-mala- excusa-del-nombre_3538.html ).
Considere o que disse o rabino James Scott Trimm a respeito destes documen-
tos:
“Os textos de Murashu são textos aramaicos escritos em escrita cuneifor-
me em tabuletas de argila encontradas em Nippur. Estes textos datam de 464 a 404 aC. e
contêm muitos nomes judeus transcritos em cuneiforme com as vogais. Muitos desses
nomes contêm parte do nome divino no nome. Em todos esses nomes, a primeira par-
te do nome aparece como YAHU e nunca como YEHO. ( Padrões em Nomes Pesso-
ais Judaicos na Diáspora Babilônica , de MD Coogan , Jornal para o Estudo do Juda-
ísmo, Vol. IV, No. 2, p. 183f )” – Fonte: Nazarenos e o Nome de YHWH - Por James
Scott Trimm. Acesse: nazarenejudaism.com/? page_id=381.
- 5 -
“Os Textos Murashu apresentam todos os nomes começados por ‫יהו‬ como
YAHU e nunca YEHO. Mesmo os nomes começados por YO , como Yosef ( José
) ou Yoel ( Joel ) iniciam-se por YAHU — Yahusef e Yahuel” ( Fonte: [PDF]o no-
Me Santo Do toDo ¡oDeRoSo - kol shofar ).
Este é o livro The “Higher Criticism” de autoria do grande arqueólogo A. H.
Sayce:
Na página 87 deste livro consta a seguinte informação: “Nos textos cuneiformes
, Yeho , Yô , e Yah são escritos Yahu , como por exemplo nos nomes de Jehu (
Yahu-a ), Jehoahaz ( Yahu-khazi ) e Hezekiah ( Khazaqiyahu )”. Vide texto original:
- 6 -
( Página 87 em inglês do livro The “Higher Criticism” de A. H. Sayce )
- 7 -
Este é o Dicionário Arcaico: Biográfico, Histórico E Mitológico: dos Monumen-
tos E Papiros Egípcios, Assírios e Etruscos, em inglês:
Na página 621 desta obra consta a informação de que os nomes arcaicos de
“Jeu” e “Jeoacaz” nunca foram “YEHU” e “YEHOAHAZ” ( como sugere o ten-
dencioso Texto Massorético ) , mas sim “YAHU-A” e “YAHU-HAZI”. Veja a seguir ,
- 8 -
na íntegra , uma imagem escaneada da página 621 desta obra , onde consta esta impor-
tante informação, confira:
- 9 -
VEJA TAMBÉM A PÁGINA 261:
- 10 -
Este é o “Dicionário Assírio: Destinado a Promover o Estudo das Inscrições
Cuneiformes da Assíria e Babilônia” , parte II , em inglês:
Nas páginas 431 e 476 desta obra, constam também a informação de que o nome
arcaico de “JEÚ” não é “Yehu” ( como sugere o tendencioso Texto Massorético ) , mas
, “Yahua”. Confira a seguir:
- 11 -
- 12 -
Insira o
texto aqui
- 13 -
O Dicionário Assírio confirma a informação repassada pelo Dicionário Arcaico ,
ou seja , de que o nome arcaico do personagem bíblico “Jeoacaz” nunca foi “YEHO-
AHAZ” ( como sugere o tendencioso Texto Massorético ) , mas , sim “YAHUHAZI” (
ver página 477 a seguir ). Veja também que o termo arcaico para a expressão “judeu”
não é “YEHUDY” ( como sugere o tendencioso Texto Massorético ) , mas , sim
“YAHUDAI” ; confira:
- 14 -
Segundo informações da Concordância Strong ( 03051; 03052 ), a raiz primi-
tiva da forma aramaica moderna “Y^
ehab” é “Yahab” , vejam:
- 15 -
O TESTEMUNHO DA
ARQUEOLOGIA
Durante as escavações de Babilônia entre 1899-1917 , Robert Koldewey des-
cobriu o arquivo real do rei Nabucodonozor próximo ao portal da deusa Ishtar. Lá
estavam tabletes cuneiformes datados dos anos 595-570 aC. Eles foram traduzidos na
década de 1930 pelo assiriólogo alemão Ernst Weidner.
Estas Tabuletas encontradas perto do portão de Ishtar , na Babilônia , escritas em
escrita cuneiforme , confirmam o relato de 2Reis 25:27-29 , segundo o qual o rei “Joa-
quim”* aprisionado em Babilônia , comeu à mesa de Nabucodonozor.
OBSERVAÇÃO: Estes tabletes babilônicos referem-se a “Joaquim” como “YAUKIN”
e não “YEHOYACHIN” , como sugere o tendencioso Texto Massorético.
Foto usada com permissão: © Associates for Biblical Research
A foto desse post é de um desses ta-
bletes que hoje estão em exposição no
Museu do Antigo Oriente Próximo , ins-
talado na ala sul do Museu de Pérgamo,
em Berlim , na Alemanha.
- 16 -
Explicação Sobre as Variantes: “Yahu” e “Yau”
Em razão da diversidade de sotaques existentes entre os antigos hebreus , as
vezes o nome “Yahu” aparece também grafado sob a forma arcaica “Yau”. Isso é
possível porque a letra Heh ( ‫ה‬ = H ) pode não ser pronunciada , tal como ocorre nos
dias atuais , em que muitos judeus não emitem seu som , assim , temos as duas variantes
de pronúncia: “Iarru” ( Yahu ) ou “Iau” ( Yau ).
A seguir , eis uma explicação dada pelo teólogo judeu nazareno Tzadok Ben
Derech:
1) YA – produz o seguinte som em língua portuguesa: IÁ;
2) HW – o hê ( H ) possui o som de R , enquanto o waw ( W ), no radical paleo-
hebraico da palavra, dá o som de U. Assim, temos o som de HU, que no português é RU
( tal como o “ru” da palavra “rua” ou “ruivo” );
[...] Existe outra pronúncia possível em razão da diversidade de sotaques e-
xistentes entre os antigos hebreus. [...] Não obstante , a letra hê ( H ) pode não ser
pronunciada , tal como ocorre nos dias atuais , em que muitos judeus não emitem seu
som. Então , o RU se transforma em U. Daí , a fonética ficaria assim: IÁ-U...
Alguém pode ficar surpreso com a diversidade de sons , porém , isto é muito
comum. Pense que muitas palavras do inglês britânico recebem pronúncia diferente no
inglês norte-americano. No Brasil, o sotaque do nordestino é diferente do paulista , e
este , por sua vez, é diferente do sotaque carioca. Ou seja , a diversidade fonética é um
fenômeno comum das línguas.
Fonte: Judaísmo Nazareno: A Religião de Yeshua e de seus Talmidim , pgs. 387-388
“Existem algumas pessoas que dizem que não se deve adaptar o nome [...] para
outras línguas. No entanto, esta adaptação é necessária , pois cada língua tem o seu
sistema fonético, e existem alguns fonemas ( sons ) que existem em uma língua , mas
não existem em outra língua. [...] Como Deus é o Criador de todas as nações, e todas as
nações devem adorá-lo, então o seu nome deve ser adaptado para todas as línguas. Foi o
próprio Deus quem fez a confusão das línguas, como vemos em Gênesis 11:1-9, de
modo que Ele sabe perfeitamente que cada povo tem a sua língua e o seu sistema
fonético diferentes dos de outros povos, o que torna necessário adaptar os nomes
próprios de uma língua para outra , para que as pessoas possam pronunciá-los” (
http://www.caraita.teo.br/qual_o_nome_de_deus.htm; colchete nosso ).
“Assim como hoje pronunciamos o nome ‘Antonio’ de diferentes maneiras em
diferentes países, por exemplo, ‘Antony’ nos Estados Unidos , o mesmo ocorreu com o
Nome de Deus. Dependendo do local geográfico, este era pronunciado de modo di-
ferente. Por exemplo, os judeus que falavam grego pronunciavam IAO, outros no
passado o pronunciavam de acordo com a facilidade fonética pertinente a seu próprio
idioma” ( O Nome de Deus ‘Jeová’ em textos gregos e semíticos primitivos ).
- 17 -
Y Α H U H
Ι Α
O NOME DO ETERNO TRANSLITERADO
DO ALFABETO HEBRAICO PARA O ALFABETO
OCIDENTAL:
O NOME DO ETERNO TRANSLITERADO
DO ALFABETO OCIDENTAL PARA O GREGO:
- 18 -
A forma hebraica ‫ָהּוה‬‫י‬ ( YAHUH ) ou ‫ָהּו‬‫י‬ ( YAHU ), ao serem fiel-
mente transliteradas para o alfabeto grego tomam a forma ΙΑω ( Iau / Iao ):
Fragmento datado do 1º Século a.C.;
encontrado nas cavernas de Qumran ,
às margens do Mar Morto. Classificado
sob o nome 4QpapLXXLevb
.
Este papiro de 2 mil anos contém uma
tradução para o grego de uma parte do
livro de Levítico. Nele aparece uma for-
ma do nome de YAHUH com as letras
gregas ΙΑω ( Iau / Iao ).
- 19 -
É bastante intrigante ver uma tentativa de usar manuscritos tardios , como
o Códice de Leningrado e o Codex de Aleppo ( ambos MSS do século 10 d.C. ) como
prova para “YeHoVaH” , sendo que entre os manuscritos do Mar Morto existe um
antigo texto grego da Septuaginta , datado do primeiro século antes de Cristo ( isso é
mais de 900 anos antes de os códices de Leningrado e Alepo serem escritos ) , o
qual contém o nome do Eterno ( YAHUH ) em sua forma grega
“A partir das cavernas de Qumran nós temos agora pelo menos cinco fra-
gmentos da Bíblia Grega. Em 1957 , P. W. Skehan discutiu e publicou parcial-
mente três fragmentos gregos da caverna 4: (1) 4QLXXNum (= Num 3:30-4:14 ); (2)
4QLXXLev
a
(=Lev 26:2-16); e (3) 4QLXXLev
b
( = fragments of chaps. 2-5 ). Skehan
data 4QLXXNum e 4QLXXLev
b
para o primeiro século a.C. e 4QLXXLev
a
para o
primeiro século d.C. Somente em 4QLXXLev
b
o nome divino aparece , e isto duas
vezes na forma de , não [ = kyrios ou Senhor ]. Skehan
diz que ‘esta nova evidência sugere fortemente que o uso em questão remonta
alguns livros , pelo menos para o início da versão da Septuaginta , e antecede a
tais dispositivos como o papiro Fuad ou os escritos especiais nos manuscritos
hebraicos mais recentes de Qumran e em testemunhas gregas posteriores’ ” ( The
Tetragram and the New Testament , por George Howard – artigo postado no
Journal of Biblical Literature, Vol. 96, No. 1 ( Mar., 1977 ), pp. 63-83; publicado por
The Society of Biblical Literature. Colchete nosso ).
Diversas obras de referência fazem menção deste importante achado ar-
queológico, confira:
.
FONTE: The Oxford Encyclopedia of the Books of the Bible , pg. 308 , Volume 1 ,
editado por Michael D. Coogan; Oxford University Press.
ΙΑω ( Iau / Iao ):
ΙΑω [ = ΙΑΩ ] κύριος
No
4
QpapLXXLev
b
Lev 3:12 , 4:27 , IAW
provavelmente reflete a versão original , pré-
cristã , do Tetragrama que precede Kyrios da
LXX.
pg. 308:
- 20 -
Assim , existem alguns testemunhos que sugerem uma pronúncia do tetra-
grama como “Yahweh”, mas a maioria das fontes fala bastante a favor de uma for-
ma como “Yahû” ou “Yahô”. Os Israelitas e Judeus que haviam sido estabeleci-
dos desde o final do século sétimo ou início do século sexto na ilha de Elefantina
, no Alto Egito , chamavam seu deus YHW, vocalizado em nomes próprios co-
mo “Yahô”. Um texto descoberto em Qumrân ( 4QpapLXXLevb
) que contém um
fragmento do livro de Levítico em Grego ( 4: 26-28 ) traduz o tetragrama como Iao:
“Se alguém transgride até mesmo um dos mandamentos de Iao e não o segue . . .
”( 4:27 ). Em Grego , Iao contém duas sílabas e é pronunciado ia-o , que cor-
responderia ao Hebraico ou Aramaico Ya-hô.
Isso mostra que no momento em que a tradução do Pentateuco para o
grego foi realizada , essa pronúncia era atual e bem conhecida. Pode-se igual-
mente citar Diodoro da Sicília ( primeiro século ) , que em sua Bibliotheke (
I.94.2 ) escreve: “Eles dizem que . . . entre os judeus , Moisés disse que recebeu
as leis do deus chamado Iao”. Da mesma maneira , a pronúncia Yao é freqüente-
mente encontrada em papiros mágicos , documentos que refletem um sincretismo
entre as religiões grega , egípcia e judaica , e igualmente nos textos de formulários
gnósticos da cristandade.
Esta investigação leva à conclusão de que a antiga pronúncia do nome
do deus de Israel era “Yahô”, o que equivale a dizer que o tetragrama era original-
mente um trigrama. O w em “Yhwh” não era uma consoante , mas uma ma-
ter lectionis indicando o som de “o”. A letra h no final do tetragrama Yhwh
deve ser entendida como indicando um alongamento do o precedente.
Thomas Römer
Professor de Antigo Testamento do Collège
de France ( Paris ) e da Universidade de Lausanne.
Thomas Römer é um dos grandes estudiosos da
Bíblia do princípio século XXI. Ele é autor do livro
“The Invention of God”, o qual tráz a seguinte infor-
mação acerca do fragmento grego 4QpapLXXLevb:
FONTE: The Invention of God , pgs. 30-31 , por Thomas Römer; HARVARD UNIVERSITY PRESS. CAMBRIDGE ,
MASSACHUSETTS. LONDON , ENGLAND. 2015.
- 21 -
“Descobertas textuais recentes lançam dúvida sobre a idéia de os
compiladores da LXX terem traduzido o tetragrama YHWH por ky-
rios. Os MSS mais antigos da LXX ( fragmentos ) que agora temos dis-
poníveis têm o tetragrama escrito em caracteres heb. No texto gr. Al-
guns tradutores judaicos do AT , nos primeiros séculos d.C., mantive-
ram este costume. Um MS da LXX de Cunrã , até representa o tetra-
grama por ΙΑŌ. Estas ocorrências deram apoio à teoria que o emprego glo-
bal de kyrios para o tetragramon na LXX era primariamente a obra
dos escribas cristãos ( P. E. Kahle , The Cairo Geniza , 1959
2
, 222; cf. S.
Jellicoe , The Septuagint and Modern Study , 1968 , 185-6 , 271-8 ). Do
outro lado , os judeus já teriam substituído o tetragrama por kyrios na
tradição oral do texto do AT gr.”
FONTE: Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento , Vol. 2 , pg. 2318 de Lothar Coe-
nen & Colin Brown; Editora Vida Nova.
- 22 -
FONTE: Dicionário Enciclopédico da Bíblia , pg. 755; Editora Vozes / coedição: Edições Loyola, Paulinas,
Paulus, Academia Cristã.
pg. 755:
- 23 -
Este é o Jornal da Sociedade Europeia de Mulheres na Pesquisa Teológica (
14/2006 ), em inglês.
Nas páginas 61 e 62 deste jornal consta a seguinte informação acerca do nome
de Ιαω ( Iau / Iao ):
6. As exceções entre os Manuscritos do Mar Morto mostram que o sis-
tema de mostrar reverência ao Nome de Deus estava apenas em seus
primórdios.
No 4QpapLXXLev
b
, o texto Grego Antigo do Livro de Levítico , o nome de Deus é
escrito ΙΑΩ. Skehan , o editor do texto , sugere que a leitura IAW é mais original do que Kurios:
“Esta nova evidência sugere fortemente que o uso em questão remonta alguns livros , pelo menos
até o início da versão da Septuaginta”. Que o nome de Deus fosse simplesmente escrito IAO no
pergaminho de Levítico é muito revelador , pois é precisamente o pergaminho grego de Levítico ,
no qual se lê sobre a proibição de nomear o nome de Deus! IAO pode ser visto como uma
transliteração de YAHU , a forma de três letras do Nome de Deus. Esta tradição parece ter sido
conhecida por Diodorus Siculus ( I a.C. ), que afirma que os judeus pronunciaram o nome de Deus
como IAW. O aparecimento de IAO no pergaminho de Levítico deixou muitos estudiosos
perplexos. É esta a prova de que o Tetragrama ainda era pronunciado no primeiro século
a.C.?
FONTE: Journal of the European Society of Women in Theological Research ( ESWTR ), 14/2006;
pgs 61 , 62. Editors: Sabine Bieberstein , Kornélia Buday , Ursula Rapp. ©2006, Peeters Publishers ,
Leuven / Belgium.
- 24 -
RECAPITULANDO:
“Joaquim” , conhecido no texto massorético como “Yehoyakim” , é chamado
de “Yaukin” nos tabletes babilônicos datados de entre 595 e 570 a.C. ( E.F. Weidner ,
Mélanges Syriens oferts à M.René Dussaud , II , 1939, págs. 923 e segs.; DOTT , págs.
84-86 ). Eis aí mais uma prova inconteste de que a 1ª sílaba do nome do Eterno começa
com “Ya” e não “Ye”.
O nome de “YAUKIN” é atestado em diversas obras de referência , tais co-
mo:
“O segundo registro vem dos arquivos desenterrados pelo escavador alemão Koldewey, na
Babilônia. Neles, havia centenas de recibos de óleo entregues a vários cativos da cidade. O nome
Yaukin ( Jeoaquim ), rei de Judá , aparece em três deles. Um desses recibos se refere também aos
seus cinco filhos:
1-1/2 sila ( óleo ) para 3 carpinteiros de Arvade, 1/2 sila cada; 1-1/2 sila para oito carpinteiros de
Biblos, 1 sila cada... 3-1/2 sila para 7 carpinteiros , gregos , 1/2 sila cada; 1/2 sila para Nabu-etir o
carpinteiro; 10 ( sila ) para Ia-ku-u-ki-nu ( Iaukin ) filho do rei de Ia-ku-du ( Judá ), 2-1/2 sila para
os 5 filhos do rei de Ia-ku-du ( Judá ).
Esses recibos datam de cerca 592 a.C. e atestam a presença de Jeoaquim e sua família na
Babilônia alguns anos depois do seu Cativeiro”.
FONTE: A Bíblia e a Arqueologia - Quando a Ciência Descobre a Fé , pg. 178 , por Dr. John A. Thompson;
Editora Vida Cristã.
pg. 178:
- 25 -
“Um selo na alça de um
jarro contém a inscrição , ‘per-
tence a Eliaquim, mordomo de
Yaukin’ ( isto é , Joaquim , rei de
Judá , 597 a.C. )”.
FONTE: Dicionário Bíblico Wicliffe , 2ª Edição 2007, pg. 292; CPAD.
pg. 292:
“ELIAQUIM Esse nome aparece
em três selos do século VI a.C. na
forma de um escaravelho como
‘per-tencentes a Eliaquim ,
assistente de Yaukin’ ”.
pg. 628:
“Alças de jarros descobertas em Tel
Beit Mirsim e em Bete-Semes em 1928-
1930, ostentam as palavras ‘Eliaquim ,
mordomo de Yaukim ’, apresentam-se como
uma evidência clara de que esse Eliaquim
era o mordomo da propriedade da coroa
pertencente a Joaquim, e que o rei exilado
era ainda reconhecido como soberano de
direito, pelo povo de Judá”.
FONTE: Arqueologia do Velho Testamento , por MERRIL F. UNGER, ThD., PhD., Professor de Velho Testamento
no Seminário Teológico de Dallas ; 1ª Edição - 1980 - pg. 149. Publicado pela Imprensa Batista Regular.
pg. 149
- 26 -
“Tábuas escavadas de um edifício abobadado perto da Porta
de Istar , da antiga Babilônia , fornecem uma confirmação inde-
pendente deste ‘primeiro cativeiro’ de Judá. Os textos , que são
datados entre 595 e 570 a.C., foram escritos em cuneiforme , e
continham avisos de remessa de suprimento de cevada e óleo
emitidos para os príncipes e artesãos cativos , incluindo ‘Yaukin ,
rei da terra de Yahud ’. Esta é uma referência direta a Joaquim , e
algumas das tábuas também se referem aos seus cinco filhos
que o acompanharam até a Babilônia”.
FONTE: Tempos do Antigo Testamento – Um Contexto Social , Político e Cultural – por R. K. Harrison ,
pg. 257 , 1ªEdição 2010 ; CPAD.
pg. 257:
- 27 -
Perceba que de acordo com os achados arqueológicos , o nome arcaico de “JU-
DÁ” não é “YEHUDAH” , como sugere o tendencioso Texto Massorético , mas ,
“YAHUD” , “IAUDI” ou “Yauda”:
Tiglate-Pileser III ( aprox. 745-727 a.C. ) foi o
verdadeiro fundador do Império Assírio que a-
nexou como províncias os territórios conquis-
tados. A partir de 743 , ele realizou uma série de
campanhas na Síria , sendo que no início precisou
enfrentar uma coalizão liderada por um homem
chamado Azriau de Yauda ( ANET, pp. 282ss. ).
Essa é uma referência quase certa a Azarias (
Uzias ) de Judá .
FONTE: Dicionário Bíblico Wycliffe , 2ª Edição 2007, pg. 1983; Casa Publi-
cadora das Assembleias de Deus _
CPAD.
pg. 1983:
28 Os demais acontecimentos do
reinado de Jeroboão, os seus atos e
as suas realizações militares, inclu-
sive a maneira pela qual recuperou
para Israel Damasco e Hamate, que
haviam pertencido a Iaudi , estão
escritos nos registros históricos dos
reis de Israel.
2Reis 14:28:
FONTE: Bíblia de Estudo Arqueológica NVI , pg. 551; Editora Vida. Vide 2ª Reis 14:28.
- 28 -
Numa nota ao pé da página , referente a 2ª Reis 15: 6 , a Bíblia de Estudo
Arqueológica NVI apresenta o nome de “Judá” sob a forma arcaica “Ya-u-da”:
- 29 -
- 30 -
27. Nos tempos do Antigo Testamento , o alfabeto
hebraico continha 22 consoantes e nenhuma vogal.
Por isso , o texto original continha YHWH , que
era provavelmente pronunciado “Yahweh” ( a-
portuguesado “Javé” ) , embora os judeus poste-
riores do Egito o tenham pronunciado Yahu.
FONTE: TEOLOGIA SISTEMÁTICA – Uma Perspectiva Pentecostal – Editado por Stanley M. Horton; Casa
Publicadora das Assembleias de Deus ( CPAD ). Vide nota de nº 27 do capítulo 4.
Um dos documentos é a cópia de uma carta escrita em
407 a.C. ao governador persa de Judá ( ANET , p. 492 ).
Os sacerdotes judeus queixavam-se de que os sa-
cerdotes do deus grego Khnum haviam destruído o
Templo judeu em Elefantina , dedicado a Yahu ( isto é ,
Yahweh ). Essa carta traz o nome de homens da
Palestina que também são mencionados no livro de
Neemias , Sambalate , o governador de Samaria ( Ne
4.1 etc. ) e Joanã , o sumo sacerdote Ne 12.22,23 ).
FONTE: Dicionário Bíblico Wycliffe , pg. 1456; Casa Publicadora das Assembleias de Deus ( CPAD ).
- 31 -
Devemos notar também que no templo de Yahu (
Iavé ) eram oferecidos sacrifícios. Referência será
feita abaixo à carta dirigida ao governador de Judá ,
em que é comentado que , ao ser destruído este
templo em Yeb , não foi mais possível fazer ofertas
de manjares , incenso , ou ofertas queimadas. Dois
sacerdotes são mencionados, assim como um servo
de Yahu , indicando que havia evidentemente um
ritual bem organizado no templo de Elefantina.
FONTE: A Bíblia e a Arqueologia – Quando a Ciência descobre a Fé , por Dr. John A. Thompson , pg. 280 ;
Editora Vida Cristã.
Os papiros de Elefantina no Egito
(c. 400 a.C.) apresentam em aramaico
YHW, que segundo estudiosos , teria a
provável vocalização de yahu ( FREED-
MAN , 1986 ).
FONTE: Kerygma – Revista Científica de Teologia , pg. 73, Volume 7, Número 2, 2º Semestre de 2011;
elaborada pela Faculdade Adventista de Teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo ( Unasp ) e
publicado pela Unaspress.
- 32 -
Todavia , os judeus do sul não definharam nu-ma
terra condenada a quarenta anos de desolação; ao
contrário, prosperaram. Assim , na época da
conquista persa em 515 a.C., comandada por
Cambises, filho de Ciro, os militares judeus em
Elefantina estavam em condições de fazer algo
notável: construíram um templo , uma Casa de
YHWH, ou, em aramaico, Yahu, a divindade que
chamavam de Deus do Céu. Fizeram-no apesar da
proibição, explícita e rigorosa ( registrada em Reis e
em Crônicas, e afirmada não uma , mas duas vezes ,
primeiro no reinado de Ezequias e, depois , de novo
, no reinado reformista de Josias, no fim do século
VII a.C. ) de que houvesse templos fora de
Jerusalém.
FONTE: A História dos Judeus – À Procura das Palavras de 1000 a.C. a 1492 ( 1ª Edição ), por Simom
Schama ; Editora Companhia das Letras.
FONTE: Bíblia Tradução Ecumênica – TEB – 2ª Edição de 2015 , pg. 109; Edições Loyola.
Já antes da era cristã , o judaísmo pau-
latinamente adotou o costume de não pronunciar mais o
nome de YHWH, de modo que para nós é difícil saber
com exatidão sua pronúncia primitiva ( Iahvé ou Iahô ).
Em seu lugar, dizia-se Adonai ( o Senhor ), o que levou
a versão grega a utilizar Kyrios ( o Senhor ), termo
retomado pelo NT (cf. At 2,36; Fl 2:11 ). As formas
abreviadas Yah , Yahu , já bem antigas, são utilizadas
no grito de louvor hallu-yah ( Louvai o Senhor ) e na
formação de muitos nomes próprios: Eliyáhu ( = Elias,
“meu Deus , é o Senhor” ).
- 33 -
No ano de 2001 a Edições Loyola lançou o livro "Deus Onde Estás? - A busca
de Deus numa sociedade fragmentada". As reflexões teológicas apresentadas nesta
obra são fruto do ICongresso de Teologia realizado entre 22 e 24 de dezembro de 1999
no Centro Universitário São Camilo ( São Paulo Capital ). Vide foto:
Antônio S. Bogaz e Márcio A. Couto foram os organizadores deste congresso,
cujo objetivo principal foi reunir os institutos teológicos, teólogos de credos diferentes e
os demais setores da sociedade interessados nesta reflexão. A seguir, eis uma foto da
página 26 deste livro ( perceba o nome “Yahu” ):
- 34 -
- 35 -
Todas as tentativas arqueológicas de buscar as
origens da fé em Javé fora de israel não levaram a
resultados conclusivos. Nos últimos tempos , con-
siderou-se a possibilidade de o nome Yahu encon-
trar-se em textos eblaítas; antes disso , já se con-
jeturara o mesmo com textos babilônicos. Também
textos egípcios falam de uma tribo ou povo dos
“shasu de Yahu” ( Yahu seria , então , a princípio ,
um termo geográfico ); em textos nabateus também
se encontraria um nome de pessoa formado com o
verbo “ser”. De modo geral , conclui-se das alusões
nos textos hebraicos que o culto a Javé tenha tido sua
origem em povos ao sul da Palestina , da região do
Sinai , a saber: midianitas ou quenitas.
FONTE: TEOLOGIAS NO ANTIGO TESTAMENTO – Pluralidade e sincretismo da fé em Deus no Antigo
Testamento, pgs. 170-171 , por Erhard Gerstenberger; Editora Sinodal / Co-edição: Centro de Estudos Bíblicos
_ CEBI. Publicado sob a coordenação do Fundo de Publicações Teológicas / Instituto Ecumênico de Pós-
Graduação em Teologia ( IEPG ) da Escola Superior de Teologia ( EST ) da Igreja Evangélica de Cofissão
Luterana no Brasil ( IECLB ) ).
Na travessia do deserto do Sinai , Deus
se revelou a eles como seu novo Soberano,
oferecendo-lhes uma Aliança e dando-lhes
uma Lei. Eram agora o “povo peculiar” do
Deus Único , cujo nome era representado
por quatro letras hebraicas , YHWH , o
“tetragrama sagrado”. A pronúncia deve ter
soado Iahu , ou Iahwê ( em hebraico , w = u
), mas eles não pronunciavam o nome de
Deus como faziam os outros povos , que
queriam manipular Deus por seu nome. Eles
o chamavam de Adonai , “o SENHOR”.
FONTE: A Palavra se Fez Livro por Johan Konings, pg. 22 , 2ªEdição atualizada; Edições Loyola. Padre Johan
Konings , SJ ( nascido em 1941 , na Bélgica ) , é professor de exegése bíblica no Centro de Estudos Superiores (
CES ) da Companhia de Jesus , em Belo Horizonte. Entre suas atividades destaca-se a coordenação da Bíblia –
Tradução Ecumênica ( TEB , Ed. Loyola ) e da Bíblia Sagrada – Tradução da CNBB ( várias editoras ).
- 36 -
CONCLUSÃO:
“Destarte , à luz das Escrituras , percebe-se que o trigrama é pronunciado como
YAHU ( Iáru* , em português ). Não obstante , para ocultar o nome do ETERNO ,
consoante os motivos já expostos , os massoretas passaram a transcrever as
Escrituras hebraicas mediante o seguinte critério:
a) em toda a palavra iniciada pelo trigrama , foi substituído o nome
correto YAHU pelo falso nome YEHO. Daí , o nome de Yahushua ( ‘Josué’ ) foi
transformado em Yehoshua;
b) quando o trigrama aparecia no final da palavra , foi mantida a forma
correta ( YAHU ), tal como em Yeshayahu ( Isaías ), Yirmeyahu ( Jeremias ) etc.
Em síntese , os massoretas preservaram a correta pronúncia do nome YAHU
quando este servia de sufixo , porém , quando tal nome vinha como prefixo , YAHU
foi adulterado e substituído por YEHO. E por que esta alteração?
Porque os massoretas queriam manter o nome do ETERNO impronunciável, e o
prefixo do trigrama, se recebesse os sinais vocálicos corretos , revelaria o correto
modo de dizer. Para atingir tal escopo , criaram um nome falso com o intuito de
tornar secreto o nome verdadeiro” ( cf. Judaísmo Nazareno: A Religião de Yeshua e
de seus Talmidim , pg. 390, por Tsadok Ben Derech ).
- 37 -
Para fecharmos nosso estudo com chave de ouro , gostaríamos de levar ao seu
conhecimento o que disse o rabino James Scott Trimm na página xxxvii de sua The
Hebraic-Roots Version Scriptures , em inglês:
LEIA A SEGUIR A TRADUÇÃO DA PARTE
SUBLINHADA DESTE TEXTO:
- 38 -
- 39 -
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desde séculos atrás , até os dias de hoje , há grandes debates quanto
a pronúncia do tetragrama ‫יהוה‬ ( YHWH ). O objetivo deste estudo ( cuja
metodologia usada é a pesquisa arqueológica e bibliográfica , utilizan-
do-se da Bíblia traduzida dos textos nas línguas originais e de autores
judeus e cristãos ) é apresentar “pesquisas recentes que revolucionaram
este assunto , fatos novos que lançaram luz sobre o fundamento
antigo que já se tinha. Foi desta forma que a pronúncia YAHUH , ‫יהוה‬
prevaleceu sobre qualquer estudo apresentado até agora , pois seus
fundamentos nas Escrituras foram confirmados por achados arqueoló-
gicos” ( Caraítas – Judaísmo Bíblico Fundamentado, em O NOME DO CRIADOR
‫יהוה‬ ).
Estas coisas estão escritas aqui não para que você simplesmente
aceite-as , mas , principalmente para despertar em você , leitor , um forte
interesse em buscar a verdade , e não se permitir ser enganado por
quem quer que seja.
“Faça a pesquisa para saber a pronúncia correta por sua própria
conta ( como o judaísmo caraíta orienta , que não devemos seguir um en-
sinador cegamente , mas devemos fazer pesquisas próprias , fundamen-
tadas na verdade bem provada no que está escrito nos antigos profe-
tas ) , tendo-se base em fundamentos bíblicos e arqueológicos que for-
mam a verdade irrefutável e aceitável” ( Caraítas – Judaísmo Bíblico
Fundamentado, em O NOME DO CRIADOR ‫יהוה‬ ).
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Que possa ficar claro para o leitor, que quando
usamos citações de textos de outras obras, não
estamos concordando em seu todo com as afir-
mações ali contidas, mas apenas usando como
material de apoio ao assunto em questão.

Yahu x Yeho

  • 1.
    “ NADA HÁOCULTO QUE NÃO VENHA A SER REVELADO”. Mc 4:22 “ ELE REVELA O PROFUNDO E O ESCONDIDO” Dn 2:22 “EM VÃO TEM TRABALHADO A FALSA PENA DOS ESCRIBAS” Jr 8:8
  • 2.
    E-mail: fm02635@gmail.com Facebook: https://www.facebook.com/fabyanobereano Whatsap:(83) 9.8872-6147 You Tube ( nome do canal ): Fabyano Bereano – Pesquisador Bíblico Instagram: fabyanobereano Pesquisador Bíblico
  • 3.
    - 1 - NoTexto Massorético da Bíblia Hebraica o tetragrama ‫יהוה‬ ( YHWH ) apa- rece vocalizado de 4 maneiras diferentes: “[...] os massoretas , ao escreverem as vogais na Torah , usavam as vogais de outra palavra para a pronúncia do tetragrama. [...] os massoretas colocaram as vogais de Adonai sob as consoantes Yud-Heh-Vav-Heh. [...] Em português , o nome ‘Jeová’ é a representação das consoantes ( Y-H-V-H ) acrescidas das vogais de ‘Adonai’ — uma forma híbrida sem base histórica” ( Bíblia Judaica Completa , traduzida por David H. Stern , pgs.43-44; Editora Vida , 2010 ). No gráfico a seguir você poderá perceber claramente como os massoretas fi- zeram este enxerto no tetragrama ‫יהוה‬ ( YHWH ): “Quando , porém , foram acrescentadas às consoantes hebraicas ( no oitavo e nono século d.C. ) as letras vogais , as de Adonai foram dadas a Yhwh em vez das suas próprias. Por esta razão, se o primeiro ‘a’ fosse levemente disfar-
  • 4.
    - 2 - çadoseria possível ler-se Yehowah; e foi isto o que realmente aconteceu” ( Dicioná- rio Bíblico Universal - 3ª Edição - por Rev. Arcediago A. R. Buckland , pgs 210-211; Editora Vida ). Vide gráfico: Como se vê , o próprio Texto Massorético da Bíblia Hebraica comprova as adulterações dos escribas , os quais puseram vocalizações tendenciosas para ocul- tar a real pronúncia do nome do Criador. Lembrem-se: Os sinais massoréticos simplesmente não existiam quando os originais foram escritos; e aqui nós vimos cla- ramente como estes sinais foram colocados ao bel prazer do copista. Considere o que disse o teólogo judeu nazareno Tsadok Ben Derech: “Ao se criar o falso vocábulo YEHOVÁ, que consta até hoje dos textos em he- braico vocalizados , os massoretas conseguiram ludibriar as pessoas , ocultando o verdadeiro nome , em razão do falso mito de que o nome de YHWH não pode ser falado. Esta é a razão pela qual o nome de ‘Josué’ está grafado errone- amente como YEHOSHUA , já que o YE de YEHOSHUA provém do YE de YEHOVÁ. Em verdade , o nome de Josué é YAHUSHUA” ( Judaísmo Nazare- no: A Religião de Yeshua e de seus Talmidim , pg. 391, por Tsadok Ben Derech ). No caso da vocalização YeHoWiH ( ‫ִה‬‫ו‬ֹ ‫ְה‬‫י‬ ) , o tetragrama ‫יהוה‬ ( YHWH ) re- cebeu os sinais massoréticos da palavra “ELOHIM” , acompanhe como se deu esse enxerto: Quanto as outras duas vocalizações ( “YEHWAH” e “YEHWIH” ) não ca- rece explicarmos aqui , pois , “YEHWAH” nada mais é do que apenas uma for- ma contraída da corruptela “YEHOWAH” e “YEHWIH” , de semelhante modo , é apenas uma forma contraída da corruptela “YEHOWIH”. Portanto , dispensa aqui maiores detalhes.
  • 5.
    - 3 - HW H Y Yud ( ‫י‬ = Y ) , Heh ( ‫ה‬ = H ) , Vav ( ‫ו‬ = W ) , Heh ( ‫ה‬ = H ) — Estas são as 4 consoantes que formam o nome do Eterno por completo. 3 destas 4 letras aparecem tanto no início quanto no final de cerca de 79 nomes de personagens bíblicos. Ao anali- sarmos o Texto Massorético da Bíblia Hebraica constatamos o seguinte: 1) Quando o trigrama ‫יהו‬ ( YHW ) é usado no final de 60 nomes de persona- gens bíblicos , o mesmo aparece vocalizado como “YAHU” ( ‫ָהּו‬‫י‬ ): EXEMPLO: 2) Porém , quando o trigrama ‫יהו‬ ( YHW ) é usado no início de 19 nomes de per- sonagens bíblicos, o mesmo aparece vocalizado como “YEHO” ( ‫ְהֹו‬‫י‬ ): EXEMPLO: ַ‫ע‬ֻׁ‫ְהֹוש‬‫י‬ YEHOSHUA LÊ-SE DA DIREITA PARA A ESQUERDA: ‫ָהּו‬‫י‬ְ‫ע‬‫ְש‬‫י‬ YESHAYAHU
  • 6.
    - 4 - YAHUX YEHO Diante dessas duas vocalizações no Texto Massorético, muitos estudiosos tem ficado indecisos e confusos quanto a real pronúncia do Tetragrama YHWH. Ora , todos nós sabemos que o Eterno não é de confusão ( 1Co 14:33 ), portanto , se está havendo alguma confusão em relação ao seu nome, com certeza deve haver a mão do homem por trás de tudo isso; e é o que nós vamos investigar. De acordo com as Sagradas Escrituras: “um será o seu nome” ( Zc 14:9 )! Sen- do assim, alguma coisa deve estar errada com o Texto Massorético , não acham? No livro do profeta Yirmeyahu ( vulgo Jeremias ), capítulo 6 , versículo 16 , en- contramos a seguinte orientação: “Assim diz YHWH: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas vere- das antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vos- sas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele”. No texto em que acabamos de ler ( Jr 6:16 ) , somos orientados a pergun- tar-mos “pelas veredas antigas” , acerca de “qual é o bom caminho” , a fim de que andemos por ele. Quando este que vos fala tomou a decisão de consultar a forma arcaica ( antiga ) dos nomes dos personagens bíblicos , deparei-me diante de algo muito revelador , que veio a esclarecer esta questão acerca do “YAHU” ou “YEHO”? Acom- panhe: “[...] descobertas arqueológicas localizaram em Nippur antigos textos de Murashu , escritos em aramaico cuneiforme , datados de 464 a 404 A.C. Em tais manuscritos as palavras estão vocalizadas, e há inúmeros nomes teofóricos redi- gidos como YAHU , e em nenhum caso se encontra o nome YEHO ( Patterns in Jewish Personal Names in the Babylonian Diasporia, M.D. Coogan; Journal for the Study of Judaism, Vol. IV, No. 2, p. 183f ) – Informação extraída do livro Judaísmo Nazareno: A Religião de Yeshua e de seus Talmidim , pg. 391 , por Tsadok Ben Derech. “[...] os textos Murashu são muito mais antigos do que o texto massoréti- co ( o Texto Massorético foi escrito por volta do 7º século EC, de modo que os textos Murashu são mais de 1.200 anos mais antigos ) e , portanto , mais válidos , tanto histórica como linguisticamente” ( http://horamesianicacr.blogspot.com/2013/09 /revelando-la-mala- excusa-del-nombre_3538.html ). Considere o que disse o rabino James Scott Trimm a respeito destes documen- tos: “Os textos de Murashu são textos aramaicos escritos em escrita cuneifor- me em tabuletas de argila encontradas em Nippur. Estes textos datam de 464 a 404 aC. e contêm muitos nomes judeus transcritos em cuneiforme com as vogais. Muitos desses nomes contêm parte do nome divino no nome. Em todos esses nomes, a primeira par- te do nome aparece como YAHU e nunca como YEHO. ( Padrões em Nomes Pesso- ais Judaicos na Diáspora Babilônica , de MD Coogan , Jornal para o Estudo do Juda- ísmo, Vol. IV, No. 2, p. 183f )” – Fonte: Nazarenos e o Nome de YHWH - Por James Scott Trimm. Acesse: nazarenejudaism.com/? page_id=381.
  • 7.
    - 5 - “OsTextos Murashu apresentam todos os nomes começados por ‫יהו‬ como YAHU e nunca YEHO. Mesmo os nomes começados por YO , como Yosef ( José ) ou Yoel ( Joel ) iniciam-se por YAHU — Yahusef e Yahuel” ( Fonte: [PDF]o no- Me Santo Do toDo ¡oDeRoSo - kol shofar ). Este é o livro The “Higher Criticism” de autoria do grande arqueólogo A. H. Sayce: Na página 87 deste livro consta a seguinte informação: “Nos textos cuneiformes , Yeho , Yô , e Yah são escritos Yahu , como por exemplo nos nomes de Jehu ( Yahu-a ), Jehoahaz ( Yahu-khazi ) e Hezekiah ( Khazaqiyahu )”. Vide texto original:
  • 8.
    - 6 - (Página 87 em inglês do livro The “Higher Criticism” de A. H. Sayce )
  • 9.
    - 7 - Esteé o Dicionário Arcaico: Biográfico, Histórico E Mitológico: dos Monumen- tos E Papiros Egípcios, Assírios e Etruscos, em inglês: Na página 621 desta obra consta a informação de que os nomes arcaicos de “Jeu” e “Jeoacaz” nunca foram “YEHU” e “YEHOAHAZ” ( como sugere o ten- dencioso Texto Massorético ) , mas sim “YAHU-A” e “YAHU-HAZI”. Veja a seguir ,
  • 10.
    - 8 - naíntegra , uma imagem escaneada da página 621 desta obra , onde consta esta impor- tante informação, confira:
  • 11.
    - 9 - VEJATAMBÉM A PÁGINA 261:
  • 12.
    - 10 - Esteé o “Dicionário Assírio: Destinado a Promover o Estudo das Inscrições Cuneiformes da Assíria e Babilônia” , parte II , em inglês: Nas páginas 431 e 476 desta obra, constam também a informação de que o nome arcaico de “JEÚ” não é “Yehu” ( como sugere o tendencioso Texto Massorético ) , mas , “Yahua”. Confira a seguir:
  • 13.
  • 14.
    - 12 - Insirao texto aqui
  • 15.
    - 13 - ODicionário Assírio confirma a informação repassada pelo Dicionário Arcaico , ou seja , de que o nome arcaico do personagem bíblico “Jeoacaz” nunca foi “YEHO- AHAZ” ( como sugere o tendencioso Texto Massorético ) , mas , sim “YAHUHAZI” ( ver página 477 a seguir ). Veja também que o termo arcaico para a expressão “judeu” não é “YEHUDY” ( como sugere o tendencioso Texto Massorético ) , mas , sim “YAHUDAI” ; confira:
  • 16.
    - 14 - Segundoinformações da Concordância Strong ( 03051; 03052 ), a raiz primi- tiva da forma aramaica moderna “Y^ ehab” é “Yahab” , vejam:
  • 17.
    - 15 - OTESTEMUNHO DA ARQUEOLOGIA Durante as escavações de Babilônia entre 1899-1917 , Robert Koldewey des- cobriu o arquivo real do rei Nabucodonozor próximo ao portal da deusa Ishtar. Lá estavam tabletes cuneiformes datados dos anos 595-570 aC. Eles foram traduzidos na década de 1930 pelo assiriólogo alemão Ernst Weidner. Estas Tabuletas encontradas perto do portão de Ishtar , na Babilônia , escritas em escrita cuneiforme , confirmam o relato de 2Reis 25:27-29 , segundo o qual o rei “Joa- quim”* aprisionado em Babilônia , comeu à mesa de Nabucodonozor. OBSERVAÇÃO: Estes tabletes babilônicos referem-se a “Joaquim” como “YAUKIN” e não “YEHOYACHIN” , como sugere o tendencioso Texto Massorético. Foto usada com permissão: © Associates for Biblical Research A foto desse post é de um desses ta- bletes que hoje estão em exposição no Museu do Antigo Oriente Próximo , ins- talado na ala sul do Museu de Pérgamo, em Berlim , na Alemanha.
  • 18.
    - 16 - ExplicaçãoSobre as Variantes: “Yahu” e “Yau” Em razão da diversidade de sotaques existentes entre os antigos hebreus , as vezes o nome “Yahu” aparece também grafado sob a forma arcaica “Yau”. Isso é possível porque a letra Heh ( ‫ה‬ = H ) pode não ser pronunciada , tal como ocorre nos dias atuais , em que muitos judeus não emitem seu som , assim , temos as duas variantes de pronúncia: “Iarru” ( Yahu ) ou “Iau” ( Yau ). A seguir , eis uma explicação dada pelo teólogo judeu nazareno Tzadok Ben Derech: 1) YA – produz o seguinte som em língua portuguesa: IÁ; 2) HW – o hê ( H ) possui o som de R , enquanto o waw ( W ), no radical paleo- hebraico da palavra, dá o som de U. Assim, temos o som de HU, que no português é RU ( tal como o “ru” da palavra “rua” ou “ruivo” ); [...] Existe outra pronúncia possível em razão da diversidade de sotaques e- xistentes entre os antigos hebreus. [...] Não obstante , a letra hê ( H ) pode não ser pronunciada , tal como ocorre nos dias atuais , em que muitos judeus não emitem seu som. Então , o RU se transforma em U. Daí , a fonética ficaria assim: IÁ-U... Alguém pode ficar surpreso com a diversidade de sons , porém , isto é muito comum. Pense que muitas palavras do inglês britânico recebem pronúncia diferente no inglês norte-americano. No Brasil, o sotaque do nordestino é diferente do paulista , e este , por sua vez, é diferente do sotaque carioca. Ou seja , a diversidade fonética é um fenômeno comum das línguas. Fonte: Judaísmo Nazareno: A Religião de Yeshua e de seus Talmidim , pgs. 387-388 “Existem algumas pessoas que dizem que não se deve adaptar o nome [...] para outras línguas. No entanto, esta adaptação é necessária , pois cada língua tem o seu sistema fonético, e existem alguns fonemas ( sons ) que existem em uma língua , mas não existem em outra língua. [...] Como Deus é o Criador de todas as nações, e todas as nações devem adorá-lo, então o seu nome deve ser adaptado para todas as línguas. Foi o próprio Deus quem fez a confusão das línguas, como vemos em Gênesis 11:1-9, de modo que Ele sabe perfeitamente que cada povo tem a sua língua e o seu sistema fonético diferentes dos de outros povos, o que torna necessário adaptar os nomes próprios de uma língua para outra , para que as pessoas possam pronunciá-los” ( http://www.caraita.teo.br/qual_o_nome_de_deus.htm; colchete nosso ). “Assim como hoje pronunciamos o nome ‘Antonio’ de diferentes maneiras em diferentes países, por exemplo, ‘Antony’ nos Estados Unidos , o mesmo ocorreu com o Nome de Deus. Dependendo do local geográfico, este era pronunciado de modo di- ferente. Por exemplo, os judeus que falavam grego pronunciavam IAO, outros no passado o pronunciavam de acordo com a facilidade fonética pertinente a seu próprio idioma” ( O Nome de Deus ‘Jeová’ em textos gregos e semíticos primitivos ).
  • 19.
    - 17 - YΑ H U H Ι Α O NOME DO ETERNO TRANSLITERADO DO ALFABETO HEBRAICO PARA O ALFABETO OCIDENTAL: O NOME DO ETERNO TRANSLITERADO DO ALFABETO OCIDENTAL PARA O GREGO:
  • 20.
    - 18 - Aforma hebraica ‫ָהּוה‬‫י‬ ( YAHUH ) ou ‫ָהּו‬‫י‬ ( YAHU ), ao serem fiel- mente transliteradas para o alfabeto grego tomam a forma ΙΑω ( Iau / Iao ): Fragmento datado do 1º Século a.C.; encontrado nas cavernas de Qumran , às margens do Mar Morto. Classificado sob o nome 4QpapLXXLevb . Este papiro de 2 mil anos contém uma tradução para o grego de uma parte do livro de Levítico. Nele aparece uma for- ma do nome de YAHUH com as letras gregas ΙΑω ( Iau / Iao ).
  • 21.
    - 19 - Ébastante intrigante ver uma tentativa de usar manuscritos tardios , como o Códice de Leningrado e o Codex de Aleppo ( ambos MSS do século 10 d.C. ) como prova para “YeHoVaH” , sendo que entre os manuscritos do Mar Morto existe um antigo texto grego da Septuaginta , datado do primeiro século antes de Cristo ( isso é mais de 900 anos antes de os códices de Leningrado e Alepo serem escritos ) , o qual contém o nome do Eterno ( YAHUH ) em sua forma grega “A partir das cavernas de Qumran nós temos agora pelo menos cinco fra- gmentos da Bíblia Grega. Em 1957 , P. W. Skehan discutiu e publicou parcial- mente três fragmentos gregos da caverna 4: (1) 4QLXXNum (= Num 3:30-4:14 ); (2) 4QLXXLev a (=Lev 26:2-16); e (3) 4QLXXLev b ( = fragments of chaps. 2-5 ). Skehan data 4QLXXNum e 4QLXXLev b para o primeiro século a.C. e 4QLXXLev a para o primeiro século d.C. Somente em 4QLXXLev b o nome divino aparece , e isto duas vezes na forma de , não [ = kyrios ou Senhor ]. Skehan diz que ‘esta nova evidência sugere fortemente que o uso em questão remonta alguns livros , pelo menos para o início da versão da Septuaginta , e antecede a tais dispositivos como o papiro Fuad ou os escritos especiais nos manuscritos hebraicos mais recentes de Qumran e em testemunhas gregas posteriores’ ” ( The Tetragram and the New Testament , por George Howard – artigo postado no Journal of Biblical Literature, Vol. 96, No. 1 ( Mar., 1977 ), pp. 63-83; publicado por The Society of Biblical Literature. Colchete nosso ). Diversas obras de referência fazem menção deste importante achado ar- queológico, confira: . FONTE: The Oxford Encyclopedia of the Books of the Bible , pg. 308 , Volume 1 , editado por Michael D. Coogan; Oxford University Press. ΙΑω ( Iau / Iao ): ΙΑω [ = ΙΑΩ ] κύριος No 4 QpapLXXLev b Lev 3:12 , 4:27 , IAW provavelmente reflete a versão original , pré- cristã , do Tetragrama que precede Kyrios da LXX. pg. 308:
  • 22.
    - 20 - Assim, existem alguns testemunhos que sugerem uma pronúncia do tetra- grama como “Yahweh”, mas a maioria das fontes fala bastante a favor de uma for- ma como “Yahû” ou “Yahô”. Os Israelitas e Judeus que haviam sido estabeleci- dos desde o final do século sétimo ou início do século sexto na ilha de Elefantina , no Alto Egito , chamavam seu deus YHW, vocalizado em nomes próprios co- mo “Yahô”. Um texto descoberto em Qumrân ( 4QpapLXXLevb ) que contém um fragmento do livro de Levítico em Grego ( 4: 26-28 ) traduz o tetragrama como Iao: “Se alguém transgride até mesmo um dos mandamentos de Iao e não o segue . . . ”( 4:27 ). Em Grego , Iao contém duas sílabas e é pronunciado ia-o , que cor- responderia ao Hebraico ou Aramaico Ya-hô. Isso mostra que no momento em que a tradução do Pentateuco para o grego foi realizada , essa pronúncia era atual e bem conhecida. Pode-se igual- mente citar Diodoro da Sicília ( primeiro século ) , que em sua Bibliotheke ( I.94.2 ) escreve: “Eles dizem que . . . entre os judeus , Moisés disse que recebeu as leis do deus chamado Iao”. Da mesma maneira , a pronúncia Yao é freqüente- mente encontrada em papiros mágicos , documentos que refletem um sincretismo entre as religiões grega , egípcia e judaica , e igualmente nos textos de formulários gnósticos da cristandade. Esta investigação leva à conclusão de que a antiga pronúncia do nome do deus de Israel era “Yahô”, o que equivale a dizer que o tetragrama era original- mente um trigrama. O w em “Yhwh” não era uma consoante , mas uma ma- ter lectionis indicando o som de “o”. A letra h no final do tetragrama Yhwh deve ser entendida como indicando um alongamento do o precedente. Thomas Römer Professor de Antigo Testamento do Collège de France ( Paris ) e da Universidade de Lausanne. Thomas Römer é um dos grandes estudiosos da Bíblia do princípio século XXI. Ele é autor do livro “The Invention of God”, o qual tráz a seguinte infor- mação acerca do fragmento grego 4QpapLXXLevb: FONTE: The Invention of God , pgs. 30-31 , por Thomas Römer; HARVARD UNIVERSITY PRESS. CAMBRIDGE , MASSACHUSETTS. LONDON , ENGLAND. 2015.
  • 23.
    - 21 - “Descobertastextuais recentes lançam dúvida sobre a idéia de os compiladores da LXX terem traduzido o tetragrama YHWH por ky- rios. Os MSS mais antigos da LXX ( fragmentos ) que agora temos dis- poníveis têm o tetragrama escrito em caracteres heb. No texto gr. Al- guns tradutores judaicos do AT , nos primeiros séculos d.C., mantive- ram este costume. Um MS da LXX de Cunrã , até representa o tetra- grama por ΙΑŌ. Estas ocorrências deram apoio à teoria que o emprego glo- bal de kyrios para o tetragramon na LXX era primariamente a obra dos escribas cristãos ( P. E. Kahle , The Cairo Geniza , 1959 2 , 222; cf. S. Jellicoe , The Septuagint and Modern Study , 1968 , 185-6 , 271-8 ). Do outro lado , os judeus já teriam substituído o tetragrama por kyrios na tradição oral do texto do AT gr.” FONTE: Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento , Vol. 2 , pg. 2318 de Lothar Coe- nen & Colin Brown; Editora Vida Nova.
  • 24.
    - 22 - FONTE:Dicionário Enciclopédico da Bíblia , pg. 755; Editora Vozes / coedição: Edições Loyola, Paulinas, Paulus, Academia Cristã. pg. 755:
  • 25.
    - 23 - Esteé o Jornal da Sociedade Europeia de Mulheres na Pesquisa Teológica ( 14/2006 ), em inglês. Nas páginas 61 e 62 deste jornal consta a seguinte informação acerca do nome de Ιαω ( Iau / Iao ): 6. As exceções entre os Manuscritos do Mar Morto mostram que o sis- tema de mostrar reverência ao Nome de Deus estava apenas em seus primórdios. No 4QpapLXXLev b , o texto Grego Antigo do Livro de Levítico , o nome de Deus é escrito ΙΑΩ. Skehan , o editor do texto , sugere que a leitura IAW é mais original do que Kurios: “Esta nova evidência sugere fortemente que o uso em questão remonta alguns livros , pelo menos até o início da versão da Septuaginta”. Que o nome de Deus fosse simplesmente escrito IAO no pergaminho de Levítico é muito revelador , pois é precisamente o pergaminho grego de Levítico , no qual se lê sobre a proibição de nomear o nome de Deus! IAO pode ser visto como uma transliteração de YAHU , a forma de três letras do Nome de Deus. Esta tradição parece ter sido conhecida por Diodorus Siculus ( I a.C. ), que afirma que os judeus pronunciaram o nome de Deus como IAW. O aparecimento de IAO no pergaminho de Levítico deixou muitos estudiosos perplexos. É esta a prova de que o Tetragrama ainda era pronunciado no primeiro século a.C.? FONTE: Journal of the European Society of Women in Theological Research ( ESWTR ), 14/2006; pgs 61 , 62. Editors: Sabine Bieberstein , Kornélia Buday , Ursula Rapp. ©2006, Peeters Publishers , Leuven / Belgium.
  • 26.
    - 24 - RECAPITULANDO: “Joaquim”, conhecido no texto massorético como “Yehoyakim” , é chamado de “Yaukin” nos tabletes babilônicos datados de entre 595 e 570 a.C. ( E.F. Weidner , Mélanges Syriens oferts à M.René Dussaud , II , 1939, págs. 923 e segs.; DOTT , págs. 84-86 ). Eis aí mais uma prova inconteste de que a 1ª sílaba do nome do Eterno começa com “Ya” e não “Ye”. O nome de “YAUKIN” é atestado em diversas obras de referência , tais co- mo: “O segundo registro vem dos arquivos desenterrados pelo escavador alemão Koldewey, na Babilônia. Neles, havia centenas de recibos de óleo entregues a vários cativos da cidade. O nome Yaukin ( Jeoaquim ), rei de Judá , aparece em três deles. Um desses recibos se refere também aos seus cinco filhos: 1-1/2 sila ( óleo ) para 3 carpinteiros de Arvade, 1/2 sila cada; 1-1/2 sila para oito carpinteiros de Biblos, 1 sila cada... 3-1/2 sila para 7 carpinteiros , gregos , 1/2 sila cada; 1/2 sila para Nabu-etir o carpinteiro; 10 ( sila ) para Ia-ku-u-ki-nu ( Iaukin ) filho do rei de Ia-ku-du ( Judá ), 2-1/2 sila para os 5 filhos do rei de Ia-ku-du ( Judá ). Esses recibos datam de cerca 592 a.C. e atestam a presença de Jeoaquim e sua família na Babilônia alguns anos depois do seu Cativeiro”. FONTE: A Bíblia e a Arqueologia - Quando a Ciência Descobre a Fé , pg. 178 , por Dr. John A. Thompson; Editora Vida Cristã. pg. 178:
  • 27.
    - 25 - “Umselo na alça de um jarro contém a inscrição , ‘per- tence a Eliaquim, mordomo de Yaukin’ ( isto é , Joaquim , rei de Judá , 597 a.C. )”. FONTE: Dicionário Bíblico Wicliffe , 2ª Edição 2007, pg. 292; CPAD. pg. 292: “ELIAQUIM Esse nome aparece em três selos do século VI a.C. na forma de um escaravelho como ‘per-tencentes a Eliaquim , assistente de Yaukin’ ”. pg. 628: “Alças de jarros descobertas em Tel Beit Mirsim e em Bete-Semes em 1928- 1930, ostentam as palavras ‘Eliaquim , mordomo de Yaukim ’, apresentam-se como uma evidência clara de que esse Eliaquim era o mordomo da propriedade da coroa pertencente a Joaquim, e que o rei exilado era ainda reconhecido como soberano de direito, pelo povo de Judá”. FONTE: Arqueologia do Velho Testamento , por MERRIL F. UNGER, ThD., PhD., Professor de Velho Testamento no Seminário Teológico de Dallas ; 1ª Edição - 1980 - pg. 149. Publicado pela Imprensa Batista Regular. pg. 149
  • 28.
    - 26 - “Tábuasescavadas de um edifício abobadado perto da Porta de Istar , da antiga Babilônia , fornecem uma confirmação inde- pendente deste ‘primeiro cativeiro’ de Judá. Os textos , que são datados entre 595 e 570 a.C., foram escritos em cuneiforme , e continham avisos de remessa de suprimento de cevada e óleo emitidos para os príncipes e artesãos cativos , incluindo ‘Yaukin , rei da terra de Yahud ’. Esta é uma referência direta a Joaquim , e algumas das tábuas também se referem aos seus cinco filhos que o acompanharam até a Babilônia”. FONTE: Tempos do Antigo Testamento – Um Contexto Social , Político e Cultural – por R. K. Harrison , pg. 257 , 1ªEdição 2010 ; CPAD. pg. 257:
  • 29.
    - 27 - Percebaque de acordo com os achados arqueológicos , o nome arcaico de “JU- DÁ” não é “YEHUDAH” , como sugere o tendencioso Texto Massorético , mas , “YAHUD” , “IAUDI” ou “Yauda”: Tiglate-Pileser III ( aprox. 745-727 a.C. ) foi o verdadeiro fundador do Império Assírio que a- nexou como províncias os territórios conquis- tados. A partir de 743 , ele realizou uma série de campanhas na Síria , sendo que no início precisou enfrentar uma coalizão liderada por um homem chamado Azriau de Yauda ( ANET, pp. 282ss. ). Essa é uma referência quase certa a Azarias ( Uzias ) de Judá . FONTE: Dicionário Bíblico Wycliffe , 2ª Edição 2007, pg. 1983; Casa Publi- cadora das Assembleias de Deus _ CPAD. pg. 1983: 28 Os demais acontecimentos do reinado de Jeroboão, os seus atos e as suas realizações militares, inclu- sive a maneira pela qual recuperou para Israel Damasco e Hamate, que haviam pertencido a Iaudi , estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel. 2Reis 14:28: FONTE: Bíblia de Estudo Arqueológica NVI , pg. 551; Editora Vida. Vide 2ª Reis 14:28.
  • 30.
    - 28 - Numanota ao pé da página , referente a 2ª Reis 15: 6 , a Bíblia de Estudo Arqueológica NVI apresenta o nome de “Judá” sob a forma arcaica “Ya-u-da”:
  • 31.
  • 32.
    - 30 - 27.Nos tempos do Antigo Testamento , o alfabeto hebraico continha 22 consoantes e nenhuma vogal. Por isso , o texto original continha YHWH , que era provavelmente pronunciado “Yahweh” ( a- portuguesado “Javé” ) , embora os judeus poste- riores do Egito o tenham pronunciado Yahu. FONTE: TEOLOGIA SISTEMÁTICA – Uma Perspectiva Pentecostal – Editado por Stanley M. Horton; Casa Publicadora das Assembleias de Deus ( CPAD ). Vide nota de nº 27 do capítulo 4. Um dos documentos é a cópia de uma carta escrita em 407 a.C. ao governador persa de Judá ( ANET , p. 492 ). Os sacerdotes judeus queixavam-se de que os sa- cerdotes do deus grego Khnum haviam destruído o Templo judeu em Elefantina , dedicado a Yahu ( isto é , Yahweh ). Essa carta traz o nome de homens da Palestina que também são mencionados no livro de Neemias , Sambalate , o governador de Samaria ( Ne 4.1 etc. ) e Joanã , o sumo sacerdote Ne 12.22,23 ). FONTE: Dicionário Bíblico Wycliffe , pg. 1456; Casa Publicadora das Assembleias de Deus ( CPAD ).
  • 33.
    - 31 - Devemosnotar também que no templo de Yahu ( Iavé ) eram oferecidos sacrifícios. Referência será feita abaixo à carta dirigida ao governador de Judá , em que é comentado que , ao ser destruído este templo em Yeb , não foi mais possível fazer ofertas de manjares , incenso , ou ofertas queimadas. Dois sacerdotes são mencionados, assim como um servo de Yahu , indicando que havia evidentemente um ritual bem organizado no templo de Elefantina. FONTE: A Bíblia e a Arqueologia – Quando a Ciência descobre a Fé , por Dr. John A. Thompson , pg. 280 ; Editora Vida Cristã. Os papiros de Elefantina no Egito (c. 400 a.C.) apresentam em aramaico YHW, que segundo estudiosos , teria a provável vocalização de yahu ( FREED- MAN , 1986 ). FONTE: Kerygma – Revista Científica de Teologia , pg. 73, Volume 7, Número 2, 2º Semestre de 2011; elaborada pela Faculdade Adventista de Teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo ( Unasp ) e publicado pela Unaspress.
  • 34.
    - 32 - Todavia, os judeus do sul não definharam nu-ma terra condenada a quarenta anos de desolação; ao contrário, prosperaram. Assim , na época da conquista persa em 515 a.C., comandada por Cambises, filho de Ciro, os militares judeus em Elefantina estavam em condições de fazer algo notável: construíram um templo , uma Casa de YHWH, ou, em aramaico, Yahu, a divindade que chamavam de Deus do Céu. Fizeram-no apesar da proibição, explícita e rigorosa ( registrada em Reis e em Crônicas, e afirmada não uma , mas duas vezes , primeiro no reinado de Ezequias e, depois , de novo , no reinado reformista de Josias, no fim do século VII a.C. ) de que houvesse templos fora de Jerusalém. FONTE: A História dos Judeus – À Procura das Palavras de 1000 a.C. a 1492 ( 1ª Edição ), por Simom Schama ; Editora Companhia das Letras. FONTE: Bíblia Tradução Ecumênica – TEB – 2ª Edição de 2015 , pg. 109; Edições Loyola. Já antes da era cristã , o judaísmo pau- latinamente adotou o costume de não pronunciar mais o nome de YHWH, de modo que para nós é difícil saber com exatidão sua pronúncia primitiva ( Iahvé ou Iahô ). Em seu lugar, dizia-se Adonai ( o Senhor ), o que levou a versão grega a utilizar Kyrios ( o Senhor ), termo retomado pelo NT (cf. At 2,36; Fl 2:11 ). As formas abreviadas Yah , Yahu , já bem antigas, são utilizadas no grito de louvor hallu-yah ( Louvai o Senhor ) e na formação de muitos nomes próprios: Eliyáhu ( = Elias, “meu Deus , é o Senhor” ).
  • 35.
    - 33 - Noano de 2001 a Edições Loyola lançou o livro "Deus Onde Estás? - A busca de Deus numa sociedade fragmentada". As reflexões teológicas apresentadas nesta obra são fruto do ICongresso de Teologia realizado entre 22 e 24 de dezembro de 1999 no Centro Universitário São Camilo ( São Paulo Capital ). Vide foto: Antônio S. Bogaz e Márcio A. Couto foram os organizadores deste congresso, cujo objetivo principal foi reunir os institutos teológicos, teólogos de credos diferentes e os demais setores da sociedade interessados nesta reflexão. A seguir, eis uma foto da página 26 deste livro ( perceba o nome “Yahu” ):
  • 36.
  • 37.
    - 35 - Todasas tentativas arqueológicas de buscar as origens da fé em Javé fora de israel não levaram a resultados conclusivos. Nos últimos tempos , con- siderou-se a possibilidade de o nome Yahu encon- trar-se em textos eblaítas; antes disso , já se con- jeturara o mesmo com textos babilônicos. Também textos egípcios falam de uma tribo ou povo dos “shasu de Yahu” ( Yahu seria , então , a princípio , um termo geográfico ); em textos nabateus também se encontraria um nome de pessoa formado com o verbo “ser”. De modo geral , conclui-se das alusões nos textos hebraicos que o culto a Javé tenha tido sua origem em povos ao sul da Palestina , da região do Sinai , a saber: midianitas ou quenitas. FONTE: TEOLOGIAS NO ANTIGO TESTAMENTO – Pluralidade e sincretismo da fé em Deus no Antigo Testamento, pgs. 170-171 , por Erhard Gerstenberger; Editora Sinodal / Co-edição: Centro de Estudos Bíblicos _ CEBI. Publicado sob a coordenação do Fundo de Publicações Teológicas / Instituto Ecumênico de Pós- Graduação em Teologia ( IEPG ) da Escola Superior de Teologia ( EST ) da Igreja Evangélica de Cofissão Luterana no Brasil ( IECLB ) ). Na travessia do deserto do Sinai , Deus se revelou a eles como seu novo Soberano, oferecendo-lhes uma Aliança e dando-lhes uma Lei. Eram agora o “povo peculiar” do Deus Único , cujo nome era representado por quatro letras hebraicas , YHWH , o “tetragrama sagrado”. A pronúncia deve ter soado Iahu , ou Iahwê ( em hebraico , w = u ), mas eles não pronunciavam o nome de Deus como faziam os outros povos , que queriam manipular Deus por seu nome. Eles o chamavam de Adonai , “o SENHOR”. FONTE: A Palavra se Fez Livro por Johan Konings, pg. 22 , 2ªEdição atualizada; Edições Loyola. Padre Johan Konings , SJ ( nascido em 1941 , na Bélgica ) , é professor de exegése bíblica no Centro de Estudos Superiores ( CES ) da Companhia de Jesus , em Belo Horizonte. Entre suas atividades destaca-se a coordenação da Bíblia – Tradução Ecumênica ( TEB , Ed. Loyola ) e da Bíblia Sagrada – Tradução da CNBB ( várias editoras ).
  • 38.
    - 36 - CONCLUSÃO: “Destarte, à luz das Escrituras , percebe-se que o trigrama é pronunciado como YAHU ( Iáru* , em português ). Não obstante , para ocultar o nome do ETERNO , consoante os motivos já expostos , os massoretas passaram a transcrever as Escrituras hebraicas mediante o seguinte critério: a) em toda a palavra iniciada pelo trigrama , foi substituído o nome correto YAHU pelo falso nome YEHO. Daí , o nome de Yahushua ( ‘Josué’ ) foi transformado em Yehoshua; b) quando o trigrama aparecia no final da palavra , foi mantida a forma correta ( YAHU ), tal como em Yeshayahu ( Isaías ), Yirmeyahu ( Jeremias ) etc. Em síntese , os massoretas preservaram a correta pronúncia do nome YAHU quando este servia de sufixo , porém , quando tal nome vinha como prefixo , YAHU foi adulterado e substituído por YEHO. E por que esta alteração? Porque os massoretas queriam manter o nome do ETERNO impronunciável, e o prefixo do trigrama, se recebesse os sinais vocálicos corretos , revelaria o correto modo de dizer. Para atingir tal escopo , criaram um nome falso com o intuito de tornar secreto o nome verdadeiro” ( cf. Judaísmo Nazareno: A Religião de Yeshua e de seus Talmidim , pg. 390, por Tsadok Ben Derech ).
  • 39.
    - 37 - Parafecharmos nosso estudo com chave de ouro , gostaríamos de levar ao seu conhecimento o que disse o rabino James Scott Trimm na página xxxvii de sua The Hebraic-Roots Version Scriptures , em inglês: LEIA A SEGUIR A TRADUÇÃO DA PARTE SUBLINHADA DESTE TEXTO:
  • 40.
  • 41.
    - 39 - CONSIDERAÇÕESFINAIS Desde séculos atrás , até os dias de hoje , há grandes debates quanto a pronúncia do tetragrama ‫יהוה‬ ( YHWH ). O objetivo deste estudo ( cuja metodologia usada é a pesquisa arqueológica e bibliográfica , utilizan- do-se da Bíblia traduzida dos textos nas línguas originais e de autores judeus e cristãos ) é apresentar “pesquisas recentes que revolucionaram este assunto , fatos novos que lançaram luz sobre o fundamento antigo que já se tinha. Foi desta forma que a pronúncia YAHUH , ‫יהוה‬ prevaleceu sobre qualquer estudo apresentado até agora , pois seus fundamentos nas Escrituras foram confirmados por achados arqueoló- gicos” ( Caraítas – Judaísmo Bíblico Fundamentado, em O NOME DO CRIADOR ‫יהוה‬ ). Estas coisas estão escritas aqui não para que você simplesmente aceite-as , mas , principalmente para despertar em você , leitor , um forte interesse em buscar a verdade , e não se permitir ser enganado por quem quer que seja. “Faça a pesquisa para saber a pronúncia correta por sua própria conta ( como o judaísmo caraíta orienta , que não devemos seguir um en- sinador cegamente , mas devemos fazer pesquisas próprias , fundamen- tadas na verdade bem provada no que está escrito nos antigos profe- tas ) , tendo-se base em fundamentos bíblicos e arqueológicos que for- mam a verdade irrefutável e aceitável” ( Caraítas – Judaísmo Bíblico Fundamentado, em O NOME DO CRIADOR ‫יהוה‬ ). NOTA DE ESCLARECIMENTO Que possa ficar claro para o leitor, que quando usamos citações de textos de outras obras, não estamos concordando em seu todo com as afir- mações ali contidas, mas apenas usando como material de apoio ao assunto em questão.