SlideShare uma empresa Scribd logo
Viabilidade econômica de programas de
combate a moscas-das-frutas no mundo
Sílvia Helena G. de Miranda
Profa. Associada ESALQ-USP
Vice- coordenadora CEPEA
Junho/201409/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Workshop Nacional sobre Moscas de Frutas
Embrapa Cenargem – Brasília/DF
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Roteiro
1 - Introdução – a análise de impacto
econômico no contexto da RIA (AIR)
2 – Programas selecionados
3 – Definição de cenários e metas
4 – Métodos: a ênfase na ABC e o desafio
do levantamento de dados
5 – Ilustração
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Por quê discutir aspectos
econômicos?
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
I – Introdução: Defesa agropecuária e questões
econômicas
1 – Subsidiar decisões de intervenção dos governos, comunicação –
transparência, definição de medidas compensatórias
– Restrição orçamentária: A quantificação de impactos ajuda a amparar as escolhas em
termos de alocação de recursos
– Ações preventivas x ações curativas
2- Análise prévia de potenciais impactos econômicos, sociais e ambientais;
planejamento para atenuar impactos na infra-estrutura e no ambiente
institucional
3 – Interface com o âmbito regulatório internacional
– Potencial impacto sobre comércio internacional
– Análise de Risco de Praga: associar uma análise de impactos potenciais econômicos e
socio-ambientais (ISPM n. 11 – IPPC) – importação de materiais vegetais
– Notificações de políticas e regulamentos fitossanitários e sanitários informadas à OMC
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Exemplos de avaliações em outros países e no
Brasil
• Vo e Miller (1997) – B. carambolae – estudo para EUA, Caribe e
América do Sul
• Larcher-Carvalho e Mumford (2002) – ABC da supressão da mosca
do Mediterrâneo em Algarve usando TIE 0 uso de modelo
probabilístico
• Miranda et al (2010) – RIT-DA – B. carambolae
– ABC, análise determinística: 10 anos de horizonte temporal, sendo ano
inicial, para manga, laranja e goiaba => R$ 29,4 milhões – alocação do
MAPA para o programa da mosca-da-carambola e benefícios (diretos e
indiretos) de R$774,7 a R$1,05 bilhão
• Salcedo-Baca et al (2010) – Análise Costo-Beneficio del Programa
Moscamed:
– 1978 a 2008 – Programa Regional Moscamed no México e Guatemala
os investimentos e custos operacionais foram de US$ 884 milhões,
enquanto os benefícios diretos foram de US$ 40,56 bilhões e os
indiretos US$ 25,87 bilhões
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Análise de Impacto Regulatório –
AIR (ou RIA): o componente da
avaliação econômica
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Análise de Impacto Regulatório
(AIR ou RIA)
• É um instrumento da Qualidade Regulatória
• Qualidade Regulatória está inserida no que se denomina Governança
Regulatória:
• Pode ser ex-ante ou ex-post
Fonte: SEAE, 2007. Seminário Internacional Avaliação do Impacto Regulatório
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
8
Checklist de Referência (Fonte: Adaptado de OCDE)
1) O projeto, programa, plano – qual o problema ao qual se destina? Está bem delimitado?
2) Qual o segmento/órgão/agente demandante do regulamento ou projeto/programa?
3) Quais são os agentes (públicos e privados) direta ou indiretamente afetados pelo regulamento?
4) A regulamentação/projeto/programa é mandatório ou voluntário?
5) Há alternativas à regulamentação/projeto/programa? (Cenários) Ou seja, há mecanismos alternativos
para resolver o problema?
6) Há uma base legal para a regulação?
7) Qual é o nível ou níveis apropriados de governo nesta ação? (Deve haver envolvimento dos estados,
municípios, setor privado?)
8) Quais os impactos e os setores afetados pela ausência ou pela presença da
regulamentação/programa/projeto ?
9) Quais os custos adicionais relacionados à regulamentação/projeto/programa? Como se distribuem?
10) Quais os benefícios esperados dessa atividade de regulação? Como se distribuem?
11) Quais as bases de informações existentes para dar suporte à quantificação e qualificação dos
impactos do regulamento? (Fontes de dados)
12) Os benefícios da regulação justificam os seus custos em cada cenário analisado?
13) A regulação é clara, consistente, compreensiva e acessível para os usuários?
14) Todas as partes interessadas tiveram oportunidade de apresentar sua opinião?
15) Como o seu cumprimento será atingido? Há condições de pessoal, infra-estrutura para implantação?
16) Há formas de envolvimento do setor privado para ajudar na sua implementação?
17) Há instrumentos para monitoramento após a implementação da regulamentação/projeto?
Passos da AIR com sustentabilidade
Análisede
Relevância
Análise
deImpactoDecisãoDelineamento
Passo 1 – Triagem das propostas*
Passo 2 – Delimitando a avaliação
Passo 3 - Selecionando ferramentas
e Analisando impactos
Passo 4 – Identificando sinergias
e conflitos
ParticipaçãodosStakeholders
FONTE: OECD, s/d
Identificação dos stakeholders
(agricultura / processo industrial)
(embalagens, equipamentos produtivos)
INSUMOS DIRETOS / INDIRETOS
PRODUÇÃO / FABRICAÇÃO
DISTRIBUIÇÃO ATACADO
DISTRIBUIÇÃO VAREJO
CONSUMIDOR FINAL
MERCADOINTERNACIONAL
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
2 – Componentes do PNMF
– Componente 1 – Fortalecimento institucional
– Componente 2 – Prevenção (Desafio da triagem) – evidente
interface com Programa de Fronteira e Vigiagro também incluídos no
PDA
– Componente 3 – Combate (Definição de cenários
relevantes)
• Projeto 1 – Erradicação da B. carambolae
• Projeto 2 – Manutenção e Ampliação de ALP para A. grandis
• Projeto 3 – Operacionalização de APF/VSF
• Projeto 4 – Implantação de APF para papaya
• Projeto 5 – Controle de A. fraterculus em Área Ampla
– Componente 4 – Informação e Inteligência (coordenação e
interação entre agências estaduais e serviço federal)
3 – Definição de cenários e metas – PNMF
(Exemplos)
Componentes Cenários Metas
Prevenção Cenário I – manter o status atual (4 novas pragas/ano)
Cenário II – Fortalecer o sistema de prevenção de entrada de pragas
(quarentenárias)
Cenário III – Fortalecer o sistema de prevenção de entrada para pragas
quarentenárias e para as pragas ausentes não regulamentadas
1 nova mosca-
de-frutas/5
anos
Componente 3
Projeto 1 –
Erradicação B.
carambolae
Cenário 1 – Manter o status atual
Cenário 2 – Erradicar a mosca do PA e mantê-la restrita no AP e RR
Cenário 3 – Erradicar a mosca-da-carambola do Brasil
Cenario 4 – Erradicar a mosca-da-carambola do PA e reduzir MAD no AP
e RR
Em 5 anos,
erradicar PA
Erradicação no
Brasil: em 5 ou
em 10 anos
Qual MAD?
Projeto 2 –
Manutenção e
ampliação de ALP
para A. grandis
Cenário 1 – Manter a ALP nos municípios do CE e RN
Cenário 2 – Acabar com a ALP no CE e RN
Cenário 3 – Ampliar a ALP no CE e RN
Cenário 4 – Ampliar a ALP para o restante do NE
Estabelecer
cronograma e
área de
abrangência
(municípios)
....
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
IMPACTOS - Custos, benefícios
– Para cara cenário, há um conjunto de variáveis e
agentes que serão afetados pelo programa e pelas
ações adotadas
• Custos privados e custos das agências de defesa
(federal e estaduais) envolvidas
– Para cada cenário, deve haver uma previsão de
custos de sua implantação e dos benefícios
esperados com a ação (ou das perdas que se
pretende evitar) = > benefícios muitas vezes são
estimados por perdas evitadas
Fonte: Souza e
Miranda (2015)
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
4 - Métodos: a ênfase na ABC
e o desafio do levantamento de
dados
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Métodos de quantificação econômica de
impactos
• Estimativas com base em perdas de produtividade (e produção):
Bento (2000), Oliveira et al (2012)
• Análise Custo-Efetividade: usada quando não se tem dados para
monetizar os benefícios
• Análise Benefício-Custo:
– Possibilidade de sofisticação utilizando elasticidades e flexibilidades
para estudar os efeitos das crises sanitárias sobre preços
– Simulações de Monte-Carlo para construir intervalos de confiança para
os resultados
• Utilização de instrumentos de análise econômica mais sofisticados
que dependem de dados dos impactos:
– Análise de Insumo-Produto (Costa e Guilhoto, 2012)
– Modelos de Equilíbrio Parcial e de Equilíbrio Geral (trabalhos
internacionais e sobre Gripe Aviária - Fachinello, 2008)
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Análise Benefício-Custo (ABC)
• Análise ex-ante ou ex-post
– Consiste no levantamento dos benefícios e custos (tangíveis e
intangíveis) relacionados à atividade ou projeto ou ação analisada.
• Definir os cenários que serão comparados (modelo epidemiológico e
impactos/segmentos a serem analisados)*
• Identificar os benefícios das ações em cada cenário (“perdas evitadas”)
• Identificar os custos para cada cenário
• Valorar/Monetizar os benefícios e custos
• Projetar esses valores para um horizonte temporal relevante (definir uma taxa de
desconto relevante)
• Comparar o Valor presente líquido (VPL) de cada cenário
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
5 – Ilustração: Caso da A. grandis
na ALP do Nordeste
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Componente 3 – Combate – Projeto 2 – Manutenção e
Ampliação de ALP para Anastrepha grandis
• Cenários básicos analisados no programa de pós-doutoramento da Profa
Eliane Pinheiro de Sousa – URCA na ESALQ/USP
• Levantamento de campo realizado no Ceará e no Rio Grande do Norte em
fevereiro –março de 2015
• Consulta às agências estaduais de defesa, Ematerce, Embrapa, Sindicatos
de produtores, Univale,
• Estudo realizado em etapas:
– “Eficiência na produção de melão na Área Livre de Anastrepha grandis no Nordeste
brasileiro” (Pinheiro e Souza, 2015 – apresentado no Congresso da SOBER, 2015)
– “Análise do impacto econômico e social da área livre de mosca das frutas no estado do
Ceará “ (Sousa e Miranda, 2015 – Encontro de Economia do Ceará, 2015)
– “Avaliação econômica e social da manutenção e expansão da Área Livre de Anastrepha
grandis no Nordeste brasileiro” – Sousa e Miranda (no prelo)
– No âmbito do projeto IICA –MAPA: cenário de ampliação da ALP para BA e PE
– Atualmente: Levantamento de dados adicionais junto aos estados e MAPA para análise
de novos cenários no âmbito do PDA - PNMF
Localização da Área Livre de Anastrepha grandis nos
estados do Ceará e do Rio Grande do Norte. Fonte: MAPA
(2013)
DESAFIO – COMPREENDER BEM AS VANTAGENS E OS
CUSTOS QUE O SETOR PRIVADO TÊM COM AS AÇÕES EM
PROL DE UM MELHOR STATUS FITOSSANITÁRIO
Estatísticas descritivas das variáveis referentes às propriedades de
melão na Área Livre de Pragas (ALP) da Anastrepha grandis no
Nordeste brasileiro, 2014
Fonte: Sousa e Miranda (2015).
DESAFIO – COMPREENDER BEM AS VANTAGENS E OS
CUSTOS QUE O SETOR PRIVADO TÊM COM AS AÇÕES EM
PROL DE UM MELHOR STATUS FITOSSANITÁRIO
Estatísticas descritivas das variáveis consideradas na mensuração dos escores
de eficiência técnica dos produtores de melão na Área Livre de Pragas (ALP) da
Anastrepha grandis no Nordeste brasileiro, referentes a 2014, em Reais
Fonte: Sousa e Miranda (2015).
Nota: * Representam custos anuais com combustíveis, manutenção de máquinas e
equipamentos, energia elétrica e certificações, em reais.
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Da aplicação do Modelo DEA
• BUSCANDO ANALISAR SE HÁ DIFERENÇAS EM EFICIÊNCIA ENTRE OS PRODUTORES
QUE ADEREM E OS QUE NÃO ADEREM À ALP
• “Em termos médios, nota-se que os produtores de melão que somente certificam,
mas não monitoram, ou seja, os que não aderem à ALP, apresentam menores
níveis de eficiência e maiores dispersões quando se compara com aqueles que
certificam e monitoram suas fazendas (integram a ALP). Os dados apresentados na
Tabela 3 revelam que, no modelo CRS, sob orientação insumo, tais produtores que
aderem ao sistema de ALP podem reduzir, em média, 14% do uso de seus insumos
sem modificar a produção de melão, enquanto os que não aderem a esse sistema
precisam reduzir a adoção dos insumos, em média, em 18% para não
comprometer a produção dessa fruta. Esse resultado aponta que os fatores de
produção estão sendo alocados de forma mais eficiente pelos produtores que
aderiram à ALP. Isso não pode ser atribuído exclusivamente à prática do
monitoramento, mas todos os seus efeitos multiplicadores e as ações conjuntas
realizadas, buscando conquistar o mercado americano.” (Souza e Miranda, 2015)
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Análise de impactos socio-econômicos
da ALP - Estimativa de perdas evitadas
Número de vínculos totais na categoria “Cultivo de outros produtos de lavoura
temporária” nos municípios cearenses que fazem parte da ALP-MF, 1999-2014.
Fonte: Elaborado pelas autoras com base nos dados da RAIS do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE, 2015).
Nota: * Não foram incluídos os anos de 2002, 2003 e 2004 devido à indisponibilidade de dados desagregados por
municípios.
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Valor total exportado de melão pelo Ceará (a) e valor
exportado de melão pelo Ceará aos países quarentenários (b),
expressos em dólar, 1999-2014.
Fonte: Elaborado por Sousa e Miranda (2015), com base nos dados pesquisados no MDIC (2015).
ATENTAR QUE: as exportações para os países quarentenários para A. grandis ainda são bem
inferiores ao total do Estado, mas houve uma reação à ALP
Expectativa dos produtores entrevistados: Exportar para o Japão e para os EUA ( Estes
absorvem, respectivamente, 1,83% e 16,10% do total de melão importado mundialmente)
CUSTOS DA ALP
• Gastos com os Postos de Vigilância Zoofitossanitária, com o monitoramento e com a
capacitação de técnicos e confecção de material educativo sobre a ALP-MF.
• Para a Defesa Estadual no Ceará - 5 Postos de Vigilância Zoofitossanitária no Ceará,
localizados nos municípios de Chorozinho, Limoeiro do Norte, São João do Jaguaribe, Fortim
e Aracati e => recursos para sua manutenção ( salários dos funcionários, as diárias para
servidores realizarem atividades de Defesa Agropecuária , despesas mensais com a
infraestrutura, como telefone, internet, energia elétrica e água.)
• Ainda não foram levadas em consideração as despesas com a depreciação das instalações.
• Monitoramento da praga - semanalmente em locais de risco, como pontos de fronteira,
rodoviárias, centrais de recebimento e distribuição de frutas e hortaliças, mercados, entre
outros => despesasa com armadilhas, atrativos, diárias dos fiscais estaduais e agentes
estaduais agropecuários e combustíveis (também não se incluiu o custo de depreciação dos
veículos)
• Produtores = os agricultores são responsáveis pelo monitoramento em suas propriedades de
melão e melancia., pagando uma taxa por hectare monitorado à União do Agronegócio do
Vale do Jaguaribe (UNIVALE); custo com realocação de pessoal para cuidar da documentação
do monitoramento (como em todo processo de certificação, um dos componentes mais
importantes é o registro de documentação que permite a rastreabilidade dos processos),
assim como a limpeza das armadilhas e a coleta do material contido em cada armadilha.
• A UNIVALE apanha o material coletado nas armadilhas e leva para análise laboratorial
Simulações - cenários
Brasil – 4º maior exportador mundial de melão com 11% do valor. Este
percentual foi aplicado como meta das exportações para os EUA e Japão no
cenário 2B
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Exportações de melão e melancia no Ceará por país de destino
e perdas evitadas devido à Área Livre de Mosca das Frutas
no estado do Ceará
Fonte: Sousa e Miranda (2015).
Nota: Os valores foram convertidos utilizando a taxa de câmbio de compra, média
para o triênio 2012 a 2014.
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
SIMULAÇÃO 1 - Valores presentes totais dos benefícios (perdas evitadas) e dos
custos da Área Livre de Mosca das Frutas no Ceará, para o melão e a melancia.
Horizonte de simulação de quatro anos. Período base 2014. Cenário A e 1B
Fonte: Sousa e Miranda (2015).
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
SIMULAÇÃO 2 - Valores presentes totais dos benefícios (perdas evitadas) e
dos custos da Área Livre de Mosca das Frutas no Ceará, para o melão e a
melancia. Horizonte de simulação de quatro anos. Período base 2014. Cenário
A e 2B
Fonte: Sousa e Miranda (2015).
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Síntese dos cenários e subcenários simulados – para
manutenção da ALP e ampliação de exportações
(Sousa e Miranda, no prelo)
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Especificação de dados e suas fontes
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Análise benefício-custo da manutenção da Área Livre de
Anastrepha grandis no Nordeste brasileiro, considerando o
período de projeção de 4 anos (Sousa e Miranda, no prelo)
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br
Muitos desafios para melhorar a modelagem e
resultados mais abrangentes
• Detalhamento dos dados das agências de defesa
• Dados sobre os prejuízos causados pelas moscas-
de-frutas
• Identificação dos custos privados com
detalhamento para os diversos cenários
• Cenários factíveis para setor privado e governo
• Incorporação de análises probabilísticas,
Avaliação de risco e modelos Monte Carlo
Equipe de pesquisa em Defesa Agropecuária
Prof. Dra. Sílvia Miranda (Coord.)
Profa. Eliane Pinheiro de Sousa (URCA)
Dra. Andréia C. de Oliveira Adami (CEPEA)
Economista Graziela Nunes Correr
Acadêmico Rodrigo Damasceno (Economia -ESALQ-USP)
Contato: shgdmira@usp.br
+55 19 3429 8806/8802
www.cepea.esalq.usp.br
14/12/2015
Universidade de São Paulo - Brasil
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Luta contra os Gafanhotos na Guiné-Bissau
Luta contra os Gafanhotos na Guiné-Bissau Luta contra os Gafanhotos na Guiné-Bissau
Luta contra os Gafanhotos na Guiné-Bissau
Ana Larcher
 
vigilancia sanitaria animal
vigilancia sanitaria animalvigilancia sanitaria animal
vigilancia sanitaria animal
Clécio Limeira
 
Vigilância Sanitária Animal em Fronteiras
Vigilância Sanitária Animal em FronteirasVigilância Sanitária Animal em Fronteiras
Vigilância Sanitária Animal em Fronteiras
Cristiane Assis
 
Impactos econômicos da entrada de novas pragas - Sílvia Miranda
Impactos econômicos da entrada de novas pragas - Sílvia MirandaImpactos econômicos da entrada de novas pragas - Sílvia Miranda
Impactos econômicos da entrada de novas pragas - Sílvia Miranda
Oxya Agro e Biociências
 
Tatiane nascimento
Tatiane nascimentoTatiane nascimento
Tatiane nascimento
Boas Práticas Agrícolas
 
II WSF, São Paulo - Sílvia Helena G. de Miranda - Mosca-da-carambola e Greeni...
II WSF, São Paulo - Sílvia Helena G. de Miranda - Mosca-da-carambola e Greeni...II WSF, São Paulo - Sílvia Helena G. de Miranda - Mosca-da-carambola e Greeni...
II WSF, São Paulo - Sílvia Helena G. de Miranda - Mosca-da-carambola e Greeni...
Oxya Agro e Biociências
 

Mais procurados (6)

Luta contra os Gafanhotos na Guiné-Bissau
Luta contra os Gafanhotos na Guiné-Bissau Luta contra os Gafanhotos na Guiné-Bissau
Luta contra os Gafanhotos na Guiné-Bissau
 
vigilancia sanitaria animal
vigilancia sanitaria animalvigilancia sanitaria animal
vigilancia sanitaria animal
 
Vigilância Sanitária Animal em Fronteiras
Vigilância Sanitária Animal em FronteirasVigilância Sanitária Animal em Fronteiras
Vigilância Sanitária Animal em Fronteiras
 
Impactos econômicos da entrada de novas pragas - Sílvia Miranda
Impactos econômicos da entrada de novas pragas - Sílvia MirandaImpactos econômicos da entrada de novas pragas - Sílvia Miranda
Impactos econômicos da entrada de novas pragas - Sílvia Miranda
 
Tatiane nascimento
Tatiane nascimentoTatiane nascimento
Tatiane nascimento
 
II WSF, São Paulo - Sílvia Helena G. de Miranda - Mosca-da-carambola e Greeni...
II WSF, São Paulo - Sílvia Helena G. de Miranda - Mosca-da-carambola e Greeni...II WSF, São Paulo - Sílvia Helena G. de Miranda - Mosca-da-carambola e Greeni...
II WSF, São Paulo - Sílvia Helena G. de Miranda - Mosca-da-carambola e Greeni...
 

Destaque

Copyright Personal Use Paper and Annotated Bibliography
Copyright Personal Use Paper and Annotated BibliographyCopyright Personal Use Paper and Annotated Bibliography
Copyright Personal Use Paper and Annotated Bibliography
Rose Epp
 
Valor residual af
Valor residual afValor residual af
Valor residual af
Christian Quimí Borbor
 
Problemas de ecuaciones
Problemas de ecuacionesProblemas de ecuaciones
Problemas de ecuaciones
Cecilia Laura Mamani
 
Succession Planning
Succession PlanningSuccession Planning
Succession Planning
gregoryfoss133
 
Participação na administração pública
Participação na administração públicaParticipação na administração pública
Participação na administração pública
Guy Valerio Barros dos Santos
 
Pasos para insertar codigos embed bam
Pasos para insertar codigos  embed   bamPasos para insertar codigos  embed   bam
Pasos para insertar codigos embed bam
bertha ayala
 
Retencion en la fuente
Retencion en la fuenteRetencion en la fuente
Retencion en la fuente
Santiago Berrio
 
Inovações tecnológicas para o manejo sustentável das moscas-das-frutas (INCT ...
Inovações tecnológicas para o manejo sustentável das moscas-das-frutas (INCT ...Inovações tecnológicas para o manejo sustentável das moscas-das-frutas (INCT ...
Inovações tecnológicas para o manejo sustentável das moscas-das-frutas (INCT ...
PNMF
 
Ferramentas para Modelagem da Distribuição de Espécies (MDE)
Ferramentas para Modelagem da Distribuição de Espécies (MDE)Ferramentas para Modelagem da Distribuição de Espécies (MDE)
Ferramentas para Modelagem da Distribuição de Espécies (MDE)
PNMF
 
Prevenção da entrada e manejo de pragas quarentenárias: Proposição de arranjo...
Prevenção da entrada e manejo de pragas quarentenárias: Proposição de arranjo...Prevenção da entrada e manejo de pragas quarentenárias: Proposição de arranjo...
Prevenção da entrada e manejo de pragas quarentenárias: Proposição de arranjo...
PNMF
 
Mechanical properties of friction stir processed aa5754 sheet metal at differ...
Mechanical properties of friction stir processed aa5754 sheet metal at differ...Mechanical properties of friction stir processed aa5754 sheet metal at differ...
Mechanical properties of friction stir processed aa5754 sheet metal at differ...
Saurabh Suman
 
Guia de inscripcion jden 2016
Guia de inscripcion jden 2016Guia de inscripcion jden 2016
Guia de inscripcion jden 2016
ELVIN VEGA ESPINOZA
 
Imagen Profesional
Imagen ProfesionalImagen Profesional
Imagen Profesional
Marisol Martinez-Vega
 
Cas n° 011 2016-ugel 01 ep
Cas n° 011 2016-ugel 01 epCas n° 011 2016-ugel 01 ep
Cas n° 011 2016-ugel 01 ep
ELVIN VEGA ESPINOZA
 
Escaneo desfile
Escaneo desfileEscaneo desfile
Escaneo desfile
ELVIN VEGA ESPINOZA
 
Practicum 2 Lesson Plan on Digestive System
Practicum 2 Lesson Plan on Digestive SystemPracticum 2 Lesson Plan on Digestive System
Practicum 2 Lesson Plan on Digestive System
Miss Cheska
 
Apr 2016
Apr 2016Apr 2016
Apr 2016
Fendy Fahrizal
 

Destaque (18)

Copyright Personal Use Paper and Annotated Bibliography
Copyright Personal Use Paper and Annotated BibliographyCopyright Personal Use Paper and Annotated Bibliography
Copyright Personal Use Paper and Annotated Bibliography
 
Valor residual af
Valor residual afValor residual af
Valor residual af
 
Problemas de ecuaciones
Problemas de ecuacionesProblemas de ecuaciones
Problemas de ecuaciones
 
Succession Planning
Succession PlanningSuccession Planning
Succession Planning
 
Melgar
MelgarMelgar
Melgar
 
Participação na administração pública
Participação na administração públicaParticipação na administração pública
Participação na administração pública
 
Pasos para insertar codigos embed bam
Pasos para insertar codigos  embed   bamPasos para insertar codigos  embed   bam
Pasos para insertar codigos embed bam
 
Retencion en la fuente
Retencion en la fuenteRetencion en la fuente
Retencion en la fuente
 
Inovações tecnológicas para o manejo sustentável das moscas-das-frutas (INCT ...
Inovações tecnológicas para o manejo sustentável das moscas-das-frutas (INCT ...Inovações tecnológicas para o manejo sustentável das moscas-das-frutas (INCT ...
Inovações tecnológicas para o manejo sustentável das moscas-das-frutas (INCT ...
 
Ferramentas para Modelagem da Distribuição de Espécies (MDE)
Ferramentas para Modelagem da Distribuição de Espécies (MDE)Ferramentas para Modelagem da Distribuição de Espécies (MDE)
Ferramentas para Modelagem da Distribuição de Espécies (MDE)
 
Prevenção da entrada e manejo de pragas quarentenárias: Proposição de arranjo...
Prevenção da entrada e manejo de pragas quarentenárias: Proposição de arranjo...Prevenção da entrada e manejo de pragas quarentenárias: Proposição de arranjo...
Prevenção da entrada e manejo de pragas quarentenárias: Proposição de arranjo...
 
Mechanical properties of friction stir processed aa5754 sheet metal at differ...
Mechanical properties of friction stir processed aa5754 sheet metal at differ...Mechanical properties of friction stir processed aa5754 sheet metal at differ...
Mechanical properties of friction stir processed aa5754 sheet metal at differ...
 
Guia de inscripcion jden 2016
Guia de inscripcion jden 2016Guia de inscripcion jden 2016
Guia de inscripcion jden 2016
 
Imagen Profesional
Imagen ProfesionalImagen Profesional
Imagen Profesional
 
Cas n° 011 2016-ugel 01 ep
Cas n° 011 2016-ugel 01 epCas n° 011 2016-ugel 01 ep
Cas n° 011 2016-ugel 01 ep
 
Escaneo desfile
Escaneo desfileEscaneo desfile
Escaneo desfile
 
Practicum 2 Lesson Plan on Digestive System
Practicum 2 Lesson Plan on Digestive SystemPracticum 2 Lesson Plan on Digestive System
Practicum 2 Lesson Plan on Digestive System
 
Apr 2016
Apr 2016Apr 2016
Apr 2016
 

Semelhante a Viabilidade econômica de programas de combate a moscas-das-frutas no mundo

Programa de analise_de_perigos_e_pontos_criticos_de_controle
Programa de analise_de_perigos_e_pontos_criticos_de_controlePrograma de analise_de_perigos_e_pontos_criticos_de_controle
Programa de analise_de_perigos_e_pontos_criticos_de_controle
Tâmara Porfíro
 
Arpa Estrategia de Conservacao Ago 2006
Arpa Estrategia de Conservacao Ago 2006Arpa Estrategia de Conservacao Ago 2006
Arpa Estrategia de Conservacao Ago 2006
Ronaldo Weigand Jr
 
I WSF, Brasília - Sílvia Helena aG. de Miranda - Análise Benefício-Custo par...
I WSF,  Brasília - Sílvia Helena aG. de Miranda - Análise Benefício-Custo par...I WSF,  Brasília - Sílvia Helena aG. de Miranda - Análise Benefício-Custo par...
I WSF, Brasília - Sílvia Helena aG. de Miranda - Análise Benefício-Custo par...
Oxya Agro e Biociências
 
Fórum Nacional Consecti/Confap Manaus 12/12/2011
Fórum Nacional Consecti/Confap Manaus 12/12/2011Fórum Nacional Consecti/Confap Manaus 12/12/2011
Fórum Nacional Consecti/Confap Manaus 12/12/2011
Confap
 
Oficina unicef 2014 - bsb - versão pública
Oficina unicef   2014 - bsb - versão públicaOficina unicef   2014 - bsb - versão pública
Oficina unicef 2014 - bsb - versão pública
Luiz Fernando Arantes Paulo
 
DENGUE_ZERO
DENGUE_ZERODENGUE_ZERO
DENGUE_ZERO
Marco Coghi
 
Gerência de Projeto - Projeto Final sobre Melhoria da Confecção e Gerenciamen...
Gerência de Projeto - Projeto Final sobre Melhoria da Confecção e Gerenciamen...Gerência de Projeto - Projeto Final sobre Melhoria da Confecção e Gerenciamen...
Gerência de Projeto - Projeto Final sobre Melhoria da Confecção e Gerenciamen...
Juliano Padilha
 
Programa Academia da Saúde - Informações Básicas
Programa Academia da Saúde - Informações BásicasPrograma Academia da Saúde - Informações Básicas
Programa Academia da Saúde - Informações Básicas
comunidadedepraticas
 
CV_Ronny Potolski Maio2015
CV_Ronny Potolski Maio2015CV_Ronny Potolski Maio2015
CV_Ronny Potolski Maio2015
Ronny Potolski
 
Pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a ag...
Pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a ag...Pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a ag...
Pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a ag...
Cristiane Assis
 
O efeito da soja nos ecossistemas e o papel do ZEE – Paulino Medina Jr.
O efeito da soja nos ecossistemas e o papel do ZEE – Paulino Medina Jr.O efeito da soja nos ecossistemas e o papel do ZEE – Paulino Medina Jr.
O efeito da soja nos ecossistemas e o papel do ZEE – Paulino Medina Jr.
Fundação Neotrópica do Brasil
 
LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS E NECESSIDADE DA CIPATR E SESTR NUMA FAZEN...
LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS E NECESSIDADE DA CIPATR E SESTR NUMA FAZEN...LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS E NECESSIDADE DA CIPATR E SESTR NUMA FAZEN...
LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS E NECESSIDADE DA CIPATR E SESTR NUMA FAZEN...
Simone Aparecida de Oliveira
 
Edital 093 2014
Edital 093 2014 Edital 093 2014
CT Conjunta - 22.03.16 - Projeto de Fortalecimento da Vigilância em Saúde - PFVS
CT Conjunta - 22.03.16 - Projeto de Fortalecimento da Vigilância em Saúde - PFVSCT Conjunta - 22.03.16 - Projeto de Fortalecimento da Vigilância em Saúde - PFVS
CT Conjunta - 22.03.16 - Projeto de Fortalecimento da Vigilância em Saúde - PFVS
Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS
 
WebGoat Project
WebGoat ProjectWebGoat Project
WebGoat Project
Décio Castaldi, MBA/FIAP
 
4452
44524452
Plano de-negocio
Plano de-negocioPlano de-negocio
Plano de-negocio
Erick Alves
 
Avaliação e Qualificação do Sistema Único de Saúde do Brasil – 1ª.Versão do D...
Avaliação e Qualificação do Sistema Único de Saúde do Brasil – 1ª.Versão do D...Avaliação e Qualificação do Sistema Único de Saúde do Brasil – 1ª.Versão do D...
Avaliação e Qualificação do Sistema Único de Saúde do Brasil – 1ª.Versão do D...
Orlando C Passos
 
Slides bf3 link6
Slides bf3 link6Slides bf3 link6
Ladislau Martin
Ladislau MartinLadislau Martin

Semelhante a Viabilidade econômica de programas de combate a moscas-das-frutas no mundo (20)

Programa de analise_de_perigos_e_pontos_criticos_de_controle
Programa de analise_de_perigos_e_pontos_criticos_de_controlePrograma de analise_de_perigos_e_pontos_criticos_de_controle
Programa de analise_de_perigos_e_pontos_criticos_de_controle
 
Arpa Estrategia de Conservacao Ago 2006
Arpa Estrategia de Conservacao Ago 2006Arpa Estrategia de Conservacao Ago 2006
Arpa Estrategia de Conservacao Ago 2006
 
I WSF, Brasília - Sílvia Helena aG. de Miranda - Análise Benefício-Custo par...
I WSF,  Brasília - Sílvia Helena aG. de Miranda - Análise Benefício-Custo par...I WSF,  Brasília - Sílvia Helena aG. de Miranda - Análise Benefício-Custo par...
I WSF, Brasília - Sílvia Helena aG. de Miranda - Análise Benefício-Custo par...
 
Fórum Nacional Consecti/Confap Manaus 12/12/2011
Fórum Nacional Consecti/Confap Manaus 12/12/2011Fórum Nacional Consecti/Confap Manaus 12/12/2011
Fórum Nacional Consecti/Confap Manaus 12/12/2011
 
Oficina unicef 2014 - bsb - versão pública
Oficina unicef   2014 - bsb - versão públicaOficina unicef   2014 - bsb - versão pública
Oficina unicef 2014 - bsb - versão pública
 
DENGUE_ZERO
DENGUE_ZERODENGUE_ZERO
DENGUE_ZERO
 
Gerência de Projeto - Projeto Final sobre Melhoria da Confecção e Gerenciamen...
Gerência de Projeto - Projeto Final sobre Melhoria da Confecção e Gerenciamen...Gerência de Projeto - Projeto Final sobre Melhoria da Confecção e Gerenciamen...
Gerência de Projeto - Projeto Final sobre Melhoria da Confecção e Gerenciamen...
 
Programa Academia da Saúde - Informações Básicas
Programa Academia da Saúde - Informações BásicasPrograma Academia da Saúde - Informações Básicas
Programa Academia da Saúde - Informações Básicas
 
CV_Ronny Potolski Maio2015
CV_Ronny Potolski Maio2015CV_Ronny Potolski Maio2015
CV_Ronny Potolski Maio2015
 
Pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a ag...
Pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a ag...Pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a ag...
Pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a ag...
 
O efeito da soja nos ecossistemas e o papel do ZEE – Paulino Medina Jr.
O efeito da soja nos ecossistemas e o papel do ZEE – Paulino Medina Jr.O efeito da soja nos ecossistemas e o papel do ZEE – Paulino Medina Jr.
O efeito da soja nos ecossistemas e o papel do ZEE – Paulino Medina Jr.
 
LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS E NECESSIDADE DA CIPATR E SESTR NUMA FAZEN...
LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS E NECESSIDADE DA CIPATR E SESTR NUMA FAZEN...LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS E NECESSIDADE DA CIPATR E SESTR NUMA FAZEN...
LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS E NECESSIDADE DA CIPATR E SESTR NUMA FAZEN...
 
Edital 093 2014
Edital 093 2014 Edital 093 2014
Edital 093 2014
 
CT Conjunta - 22.03.16 - Projeto de Fortalecimento da Vigilância em Saúde - PFVS
CT Conjunta - 22.03.16 - Projeto de Fortalecimento da Vigilância em Saúde - PFVSCT Conjunta - 22.03.16 - Projeto de Fortalecimento da Vigilância em Saúde - PFVS
CT Conjunta - 22.03.16 - Projeto de Fortalecimento da Vigilância em Saúde - PFVS
 
WebGoat Project
WebGoat ProjectWebGoat Project
WebGoat Project
 
4452
44524452
4452
 
Plano de-negocio
Plano de-negocioPlano de-negocio
Plano de-negocio
 
Avaliação e Qualificação do Sistema Único de Saúde do Brasil – 1ª.Versão do D...
Avaliação e Qualificação do Sistema Único de Saúde do Brasil – 1ª.Versão do D...Avaliação e Qualificação do Sistema Único de Saúde do Brasil – 1ª.Versão do D...
Avaliação e Qualificação do Sistema Único de Saúde do Brasil – 1ª.Versão do D...
 
Slides bf3 link6
Slides bf3 link6Slides bf3 link6
Slides bf3 link6
 
Ladislau Martin
Ladislau MartinLadislau Martin
Ladislau Martin
 

Viabilidade econômica de programas de combate a moscas-das-frutas no mundo

  • 1. Viabilidade econômica de programas de combate a moscas-das-frutas no mundo Sílvia Helena G. de Miranda Profa. Associada ESALQ-USP Vice- coordenadora CEPEA Junho/201409/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Workshop Nacional sobre Moscas de Frutas Embrapa Cenargem – Brasília/DF
  • 2. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Roteiro 1 - Introdução – a análise de impacto econômico no contexto da RIA (AIR) 2 – Programas selecionados 3 – Definição de cenários e metas 4 – Métodos: a ênfase na ABC e o desafio do levantamento de dados 5 – Ilustração
  • 3. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Por quê discutir aspectos econômicos?
  • 4. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br I – Introdução: Defesa agropecuária e questões econômicas 1 – Subsidiar decisões de intervenção dos governos, comunicação – transparência, definição de medidas compensatórias – Restrição orçamentária: A quantificação de impactos ajuda a amparar as escolhas em termos de alocação de recursos – Ações preventivas x ações curativas 2- Análise prévia de potenciais impactos econômicos, sociais e ambientais; planejamento para atenuar impactos na infra-estrutura e no ambiente institucional 3 – Interface com o âmbito regulatório internacional – Potencial impacto sobre comércio internacional – Análise de Risco de Praga: associar uma análise de impactos potenciais econômicos e socio-ambientais (ISPM n. 11 – IPPC) – importação de materiais vegetais – Notificações de políticas e regulamentos fitossanitários e sanitários informadas à OMC
  • 5. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Exemplos de avaliações em outros países e no Brasil • Vo e Miller (1997) – B. carambolae – estudo para EUA, Caribe e América do Sul • Larcher-Carvalho e Mumford (2002) – ABC da supressão da mosca do Mediterrâneo em Algarve usando TIE 0 uso de modelo probabilístico • Miranda et al (2010) – RIT-DA – B. carambolae – ABC, análise determinística: 10 anos de horizonte temporal, sendo ano inicial, para manga, laranja e goiaba => R$ 29,4 milhões – alocação do MAPA para o programa da mosca-da-carambola e benefícios (diretos e indiretos) de R$774,7 a R$1,05 bilhão • Salcedo-Baca et al (2010) – Análise Costo-Beneficio del Programa Moscamed: – 1978 a 2008 – Programa Regional Moscamed no México e Guatemala os investimentos e custos operacionais foram de US$ 884 milhões, enquanto os benefícios diretos foram de US$ 40,56 bilhões e os indiretos US$ 25,87 bilhões
  • 6. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Análise de Impacto Regulatório – AIR (ou RIA): o componente da avaliação econômica
  • 7. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Análise de Impacto Regulatório (AIR ou RIA) • É um instrumento da Qualidade Regulatória • Qualidade Regulatória está inserida no que se denomina Governança Regulatória: • Pode ser ex-ante ou ex-post Fonte: SEAE, 2007. Seminário Internacional Avaliação do Impacto Regulatório
  • 8. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br 8 Checklist de Referência (Fonte: Adaptado de OCDE) 1) O projeto, programa, plano – qual o problema ao qual se destina? Está bem delimitado? 2) Qual o segmento/órgão/agente demandante do regulamento ou projeto/programa? 3) Quais são os agentes (públicos e privados) direta ou indiretamente afetados pelo regulamento? 4) A regulamentação/projeto/programa é mandatório ou voluntário? 5) Há alternativas à regulamentação/projeto/programa? (Cenários) Ou seja, há mecanismos alternativos para resolver o problema? 6) Há uma base legal para a regulação? 7) Qual é o nível ou níveis apropriados de governo nesta ação? (Deve haver envolvimento dos estados, municípios, setor privado?) 8) Quais os impactos e os setores afetados pela ausência ou pela presença da regulamentação/programa/projeto ? 9) Quais os custos adicionais relacionados à regulamentação/projeto/programa? Como se distribuem? 10) Quais os benefícios esperados dessa atividade de regulação? Como se distribuem? 11) Quais as bases de informações existentes para dar suporte à quantificação e qualificação dos impactos do regulamento? (Fontes de dados) 12) Os benefícios da regulação justificam os seus custos em cada cenário analisado? 13) A regulação é clara, consistente, compreensiva e acessível para os usuários? 14) Todas as partes interessadas tiveram oportunidade de apresentar sua opinião? 15) Como o seu cumprimento será atingido? Há condições de pessoal, infra-estrutura para implantação? 16) Há formas de envolvimento do setor privado para ajudar na sua implementação? 17) Há instrumentos para monitoramento após a implementação da regulamentação/projeto?
  • 9. Passos da AIR com sustentabilidade Análisede Relevância Análise deImpactoDecisãoDelineamento Passo 1 – Triagem das propostas* Passo 2 – Delimitando a avaliação Passo 3 - Selecionando ferramentas e Analisando impactos Passo 4 – Identificando sinergias e conflitos ParticipaçãodosStakeholders FONTE: OECD, s/d
  • 10. Identificação dos stakeholders (agricultura / processo industrial) (embalagens, equipamentos produtivos) INSUMOS DIRETOS / INDIRETOS PRODUÇÃO / FABRICAÇÃO DISTRIBUIÇÃO ATACADO DISTRIBUIÇÃO VAREJO CONSUMIDOR FINAL MERCADOINTERNACIONAL
  • 11. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br 2 – Componentes do PNMF – Componente 1 – Fortalecimento institucional – Componente 2 – Prevenção (Desafio da triagem) – evidente interface com Programa de Fronteira e Vigiagro também incluídos no PDA – Componente 3 – Combate (Definição de cenários relevantes) • Projeto 1 – Erradicação da B. carambolae • Projeto 2 – Manutenção e Ampliação de ALP para A. grandis • Projeto 3 – Operacionalização de APF/VSF • Projeto 4 – Implantação de APF para papaya • Projeto 5 – Controle de A. fraterculus em Área Ampla – Componente 4 – Informação e Inteligência (coordenação e interação entre agências estaduais e serviço federal)
  • 12. 3 – Definição de cenários e metas – PNMF (Exemplos) Componentes Cenários Metas Prevenção Cenário I – manter o status atual (4 novas pragas/ano) Cenário II – Fortalecer o sistema de prevenção de entrada de pragas (quarentenárias) Cenário III – Fortalecer o sistema de prevenção de entrada para pragas quarentenárias e para as pragas ausentes não regulamentadas 1 nova mosca- de-frutas/5 anos Componente 3 Projeto 1 – Erradicação B. carambolae Cenário 1 – Manter o status atual Cenário 2 – Erradicar a mosca do PA e mantê-la restrita no AP e RR Cenário 3 – Erradicar a mosca-da-carambola do Brasil Cenario 4 – Erradicar a mosca-da-carambola do PA e reduzir MAD no AP e RR Em 5 anos, erradicar PA Erradicação no Brasil: em 5 ou em 10 anos Qual MAD? Projeto 2 – Manutenção e ampliação de ALP para A. grandis Cenário 1 – Manter a ALP nos municípios do CE e RN Cenário 2 – Acabar com a ALP no CE e RN Cenário 3 – Ampliar a ALP no CE e RN Cenário 4 – Ampliar a ALP para o restante do NE Estabelecer cronograma e área de abrangência (municípios) ....
  • 13. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br IMPACTOS - Custos, benefícios – Para cara cenário, há um conjunto de variáveis e agentes que serão afetados pelo programa e pelas ações adotadas • Custos privados e custos das agências de defesa (federal e estaduais) envolvidas – Para cada cenário, deve haver uma previsão de custos de sua implantação e dos benefícios esperados com a ação (ou das perdas que se pretende evitar) = > benefícios muitas vezes são estimados por perdas evitadas
  • 15. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br 4 - Métodos: a ênfase na ABC e o desafio do levantamento de dados
  • 16. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Métodos de quantificação econômica de impactos • Estimativas com base em perdas de produtividade (e produção): Bento (2000), Oliveira et al (2012) • Análise Custo-Efetividade: usada quando não se tem dados para monetizar os benefícios • Análise Benefício-Custo: – Possibilidade de sofisticação utilizando elasticidades e flexibilidades para estudar os efeitos das crises sanitárias sobre preços – Simulações de Monte-Carlo para construir intervalos de confiança para os resultados • Utilização de instrumentos de análise econômica mais sofisticados que dependem de dados dos impactos: – Análise de Insumo-Produto (Costa e Guilhoto, 2012) – Modelos de Equilíbrio Parcial e de Equilíbrio Geral (trabalhos internacionais e sobre Gripe Aviária - Fachinello, 2008)
  • 17. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Análise Benefício-Custo (ABC) • Análise ex-ante ou ex-post – Consiste no levantamento dos benefícios e custos (tangíveis e intangíveis) relacionados à atividade ou projeto ou ação analisada. • Definir os cenários que serão comparados (modelo epidemiológico e impactos/segmentos a serem analisados)* • Identificar os benefícios das ações em cada cenário (“perdas evitadas”) • Identificar os custos para cada cenário • Valorar/Monetizar os benefícios e custos • Projetar esses valores para um horizonte temporal relevante (definir uma taxa de desconto relevante) • Comparar o Valor presente líquido (VPL) de cada cenário
  • 18. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br 5 – Ilustração: Caso da A. grandis na ALP do Nordeste
  • 19. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Componente 3 – Combate – Projeto 2 – Manutenção e Ampliação de ALP para Anastrepha grandis • Cenários básicos analisados no programa de pós-doutoramento da Profa Eliane Pinheiro de Sousa – URCA na ESALQ/USP • Levantamento de campo realizado no Ceará e no Rio Grande do Norte em fevereiro –março de 2015 • Consulta às agências estaduais de defesa, Ematerce, Embrapa, Sindicatos de produtores, Univale, • Estudo realizado em etapas: – “Eficiência na produção de melão na Área Livre de Anastrepha grandis no Nordeste brasileiro” (Pinheiro e Souza, 2015 – apresentado no Congresso da SOBER, 2015) – “Análise do impacto econômico e social da área livre de mosca das frutas no estado do Ceará “ (Sousa e Miranda, 2015 – Encontro de Economia do Ceará, 2015) – “Avaliação econômica e social da manutenção e expansão da Área Livre de Anastrepha grandis no Nordeste brasileiro” – Sousa e Miranda (no prelo) – No âmbito do projeto IICA –MAPA: cenário de ampliação da ALP para BA e PE – Atualmente: Levantamento de dados adicionais junto aos estados e MAPA para análise de novos cenários no âmbito do PDA - PNMF
  • 20. Localização da Área Livre de Anastrepha grandis nos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte. Fonte: MAPA (2013)
  • 21. DESAFIO – COMPREENDER BEM AS VANTAGENS E OS CUSTOS QUE O SETOR PRIVADO TÊM COM AS AÇÕES EM PROL DE UM MELHOR STATUS FITOSSANITÁRIO Estatísticas descritivas das variáveis referentes às propriedades de melão na Área Livre de Pragas (ALP) da Anastrepha grandis no Nordeste brasileiro, 2014 Fonte: Sousa e Miranda (2015).
  • 22. DESAFIO – COMPREENDER BEM AS VANTAGENS E OS CUSTOS QUE O SETOR PRIVADO TÊM COM AS AÇÕES EM PROL DE UM MELHOR STATUS FITOSSANITÁRIO Estatísticas descritivas das variáveis consideradas na mensuração dos escores de eficiência técnica dos produtores de melão na Área Livre de Pragas (ALP) da Anastrepha grandis no Nordeste brasileiro, referentes a 2014, em Reais Fonte: Sousa e Miranda (2015). Nota: * Representam custos anuais com combustíveis, manutenção de máquinas e equipamentos, energia elétrica e certificações, em reais.
  • 23. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Da aplicação do Modelo DEA • BUSCANDO ANALISAR SE HÁ DIFERENÇAS EM EFICIÊNCIA ENTRE OS PRODUTORES QUE ADEREM E OS QUE NÃO ADEREM À ALP • “Em termos médios, nota-se que os produtores de melão que somente certificam, mas não monitoram, ou seja, os que não aderem à ALP, apresentam menores níveis de eficiência e maiores dispersões quando se compara com aqueles que certificam e monitoram suas fazendas (integram a ALP). Os dados apresentados na Tabela 3 revelam que, no modelo CRS, sob orientação insumo, tais produtores que aderem ao sistema de ALP podem reduzir, em média, 14% do uso de seus insumos sem modificar a produção de melão, enquanto os que não aderem a esse sistema precisam reduzir a adoção dos insumos, em média, em 18% para não comprometer a produção dessa fruta. Esse resultado aponta que os fatores de produção estão sendo alocados de forma mais eficiente pelos produtores que aderiram à ALP. Isso não pode ser atribuído exclusivamente à prática do monitoramento, mas todos os seus efeitos multiplicadores e as ações conjuntas realizadas, buscando conquistar o mercado americano.” (Souza e Miranda, 2015)
  • 24. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Análise de impactos socio-econômicos da ALP - Estimativa de perdas evitadas Número de vínculos totais na categoria “Cultivo de outros produtos de lavoura temporária” nos municípios cearenses que fazem parte da ALP-MF, 1999-2014. Fonte: Elaborado pelas autoras com base nos dados da RAIS do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE, 2015). Nota: * Não foram incluídos os anos de 2002, 2003 e 2004 devido à indisponibilidade de dados desagregados por municípios.
  • 25. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Valor total exportado de melão pelo Ceará (a) e valor exportado de melão pelo Ceará aos países quarentenários (b), expressos em dólar, 1999-2014. Fonte: Elaborado por Sousa e Miranda (2015), com base nos dados pesquisados no MDIC (2015). ATENTAR QUE: as exportações para os países quarentenários para A. grandis ainda são bem inferiores ao total do Estado, mas houve uma reação à ALP Expectativa dos produtores entrevistados: Exportar para o Japão e para os EUA ( Estes absorvem, respectivamente, 1,83% e 16,10% do total de melão importado mundialmente)
  • 26. CUSTOS DA ALP • Gastos com os Postos de Vigilância Zoofitossanitária, com o monitoramento e com a capacitação de técnicos e confecção de material educativo sobre a ALP-MF. • Para a Defesa Estadual no Ceará - 5 Postos de Vigilância Zoofitossanitária no Ceará, localizados nos municípios de Chorozinho, Limoeiro do Norte, São João do Jaguaribe, Fortim e Aracati e => recursos para sua manutenção ( salários dos funcionários, as diárias para servidores realizarem atividades de Defesa Agropecuária , despesas mensais com a infraestrutura, como telefone, internet, energia elétrica e água.) • Ainda não foram levadas em consideração as despesas com a depreciação das instalações. • Monitoramento da praga - semanalmente em locais de risco, como pontos de fronteira, rodoviárias, centrais de recebimento e distribuição de frutas e hortaliças, mercados, entre outros => despesasa com armadilhas, atrativos, diárias dos fiscais estaduais e agentes estaduais agropecuários e combustíveis (também não se incluiu o custo de depreciação dos veículos) • Produtores = os agricultores são responsáveis pelo monitoramento em suas propriedades de melão e melancia., pagando uma taxa por hectare monitorado à União do Agronegócio do Vale do Jaguaribe (UNIVALE); custo com realocação de pessoal para cuidar da documentação do monitoramento (como em todo processo de certificação, um dos componentes mais importantes é o registro de documentação que permite a rastreabilidade dos processos), assim como a limpeza das armadilhas e a coleta do material contido em cada armadilha. • A UNIVALE apanha o material coletado nas armadilhas e leva para análise laboratorial
  • 27. Simulações - cenários Brasil – 4º maior exportador mundial de melão com 11% do valor. Este percentual foi aplicado como meta das exportações para os EUA e Japão no cenário 2B
  • 28. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Exportações de melão e melancia no Ceará por país de destino e perdas evitadas devido à Área Livre de Mosca das Frutas no estado do Ceará Fonte: Sousa e Miranda (2015). Nota: Os valores foram convertidos utilizando a taxa de câmbio de compra, média para o triênio 2012 a 2014.
  • 29. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br SIMULAÇÃO 1 - Valores presentes totais dos benefícios (perdas evitadas) e dos custos da Área Livre de Mosca das Frutas no Ceará, para o melão e a melancia. Horizonte de simulação de quatro anos. Período base 2014. Cenário A e 1B Fonte: Sousa e Miranda (2015).
  • 30. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br SIMULAÇÃO 2 - Valores presentes totais dos benefícios (perdas evitadas) e dos custos da Área Livre de Mosca das Frutas no Ceará, para o melão e a melancia. Horizonte de simulação de quatro anos. Período base 2014. Cenário A e 2B Fonte: Sousa e Miranda (2015).
  • 31. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Síntese dos cenários e subcenários simulados – para manutenção da ALP e ampliação de exportações (Sousa e Miranda, no prelo)
  • 32. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Especificação de dados e suas fontes
  • 33. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Análise benefício-custo da manutenção da Área Livre de Anastrepha grandis no Nordeste brasileiro, considerando o período de projeção de 4 anos (Sousa e Miranda, no prelo)
  • 34. 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br Muitos desafios para melhorar a modelagem e resultados mais abrangentes • Detalhamento dos dados das agências de defesa • Dados sobre os prejuízos causados pelas moscas- de-frutas • Identificação dos custos privados com detalhamento para os diversos cenários • Cenários factíveis para setor privado e governo • Incorporação de análises probabilísticas, Avaliação de risco e modelos Monte Carlo
  • 35. Equipe de pesquisa em Defesa Agropecuária Prof. Dra. Sílvia Miranda (Coord.) Profa. Eliane Pinheiro de Sousa (URCA) Dra. Andréia C. de Oliveira Adami (CEPEA) Economista Graziela Nunes Correr Acadêmico Rodrigo Damasceno (Economia -ESALQ-USP) Contato: shgdmira@usp.br +55 19 3429 8806/8802 www.cepea.esalq.usp.br 14/12/2015 Universidade de São Paulo - Brasil Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – www.cepea.esalq.usp.br