TUTORA: ISLANA PEREIRA
O Serviço Social no
Capitalismo
QUESTÕES REFERENTES À UNIDADE 1
Comente sobre a atuação do
Serviço Social no Brasil, diante da
crise do capitalismo contemporâneo.
RESOLUÇÃO:
O exercício profissional dos assistentes sociais está sendo
diretamente atingido pela precarização das condições e
relações de trabalho. Os assistentes sociais estão exercendo
suas atribuições e competências profissionais submetidos a
contratos temporários, terceirizados, subcontratados, de modo
que sua autonomia e estratégias profissionais têm sido
comprometidas pelas condições de sua inserção no mercado
de trabalho. Trata-se da materialidade das atuais condições
históricas de inserção dos assistentes sociais na condição de
trabalhador assalariado, bem como dessa determinação
histórica na compreensão das expressões da questão social.
As demandas apresentadas ao Serviço Social, são
manifestações das contradições e antagonismos da sociedade
burguesa. As novas expressões da questão social interferem
não só na condição de trabalhador do assistente social, como
redesenha seu próprio objeto de intervenção profissional.
Trata-se de um contexto de regressão de direitos e de
desmonte do sistema público de proteção social, desafiando
os assistentes sociais em seus princípios e diretrizes
construídos na dinâmica da trajetória de ruptura com o
conservadorismo na profissão, bem como de consolidação de
um projeto ético-político profissional comprometido com a
universalidade de direitos e com a emancipação do sujeito
social.
QUESTÕES REFERENTES À UNIDADE 1
Como deve ser a intervenção do Serviço
Social nas políticas públicas, perante as
dimensões: econômica, social, cultural e
política na atual conjuntura?
RESOLUÇÃO:
A intervenção para o Serviço Social na atual
conjuntura é um desafio, porque essa realidade atual
traz como consequência a precarização do mundo do
trabalho, flexibilidade, terceirização, subemprego,
entre outros fatores que atingem diretamente a classe
trabalhadora, afetando também as esferas estatais.
Então o Serviço Social deve estar pronto para assumir
os desafios, ampliando a compreensão das mudanças
que vem ocorrendo no mundo.
Quais as influências do neoliberalismo no
projeto ético-político da profissão de Serviço
Social?
QUESTÕES REFERENTES À
UNIDADE 1
OBS: Os neoliberais, de uma forma geral, pregam que
para uma sociedade ter progresso econômico, é preciso
que o Estado não interfira na economia, o chamado
“Estado Mínimo”. Eles defendem a privatização das
empresas estatais, o fim das políticas sociais, o incentivo
à competitividade internacional, entre outras coisas.
As ações teóricas, metodológicas, organizativas e práticas da profissão
de Serviço Social foram diretamente afetadas pelas transformações
sociais e econômicas no período pós-modernidade.
Para lembrar das consequências da pós-modernidade para o Serviço
Social, é importante citar que um dos primeiros elementos que esteve
presente na profissão foi o conservadorismo, que estava eminente em
um modelo de razão restauradora, que surge na Europa, com ideias
totalmente contrárias as manifestações de caráter revolucionário.
O neoliberalismo é expressão da reestruturação política e ideológica
conservadora do capital em resposta à perda da rentabilidade e da
governabilidade.
O projeto neoliberal se expressa na naturalização do ordenamento
capitalista e das desigualdades sociais, bem como no desmonte das
conquistas sociais da classe trabalhadora, consubstanciados nos
direitos sociais, que têm no Estado uma mediação fundamental. As
conquistas sociais são transformadas em impeditivos para o
desenvolvimento e a liquidez financeira do Estado, sendo apontadas
como a principal causa de sua crise fiscal.
Fonte: https://goo.gl/m2eQpK. Acesso: 17/04/2018.
UNIDADE 2
Principais assuntos trabalhados:
Nessa unidade, tópico 1, veremos os Desafios do projeto ético-político do
Serviço Social frente ao projeto da modernidade, da crise do sistema capitalista e da
ideologia pós-modernismo, o pensamento moderno teve seu início através do
desenvolvimento das ciências, no século XVI, mas seu auge foi no século XVIII. A
razão dialética dispara o surgimento da modernidade seguindo um caminho para a
razão instrumental.
A atuação do profissional de Serviço Social está inteiramente ligada aos limites
do sistema capitalista e sua expansão, sendo sua intervenção profissional, entre as
décadas de 70 e 80, fortemente repensada, através do então chamado Movimento
de Reconceituação.
Principais assuntos trabalhados:
No século XX, houve uma significativa apropriação desses novos referenciais
da profissão, através de novos conhecimentos e novas teorias, através do
desenvolvimento das ciências sociais e humanas, já que o Serviço Social não pode
atuar isolado para combater os interesses do capital, precisando de uma articulação
com as demais áreas das ciências humanas. Ainda que a profissão tenha sofrido
influências com a mudança da ordem societária, do espaço/território e da
objetivação das questões sociais, sendo voltada sua prática ao processo de
concepção de uma consciência fundamentada na emancipação da classe
trabalhadora. A teoria social de Marx oferece subsídios para uma emancipação do
ser humano, teoria essa que aproxima o Serviço Social na prática, reforçando o
compromisso e o comprometimento com a transformação da ordem mundial,
através do então chamado Movimento de Reconceituação.
O SERVIÇO SOCIAL E AS TRANSFORMAÇÕES
SOCIETÁRIAS NO CAPITALISMO
CONTEMPORÂNEO
Nesta unidade o aluno conhecerá e compreenderá os aspectos da divisão
sociotécnica da profissão de Serviço Social no sistema capitalista; entendendo
o Serviço Social como trabalho assalariado; podendo analisar a trajetória do
Serviço Social nos espaços de atuação nas esferas públicas; identificando as
áreas de intervenção, atribuições da profissão nas empresas privadas e
particulares; por fim, podendo compreender o projeto éticopolítico profissional.
No tópico 1 veremos a divisão sociotécnica da profissão de serviço social
na sociedade capitalista conhecerá melhor a trajetória do fazer profissional do
assistente social. Além de como o sistema capitalista influenciou o surgimento
do Serviço Social, e como determina a divisão social e técnica da profissão
nos seus instrumentos de trabalho, enfatizando a forma de intervir no seu
fazer e agir profissional contemporâneo.
O Serviço Social foi regulamentado
como profissão
Pela Lei nº 8.662, de 7 de junho de 1993, na divisão sociotécnica do trabalho,
originando como profissão histórica, e a sua introdução na divisão sociotécnica do
trabalho está interligada e articulada com as configurações assumidas pelas lutas das
classes sociais subalternas, assumindo assim uma parte das tarefas que objetivam a
reforma social, ou seja, concretizar atuações no campo psicossocial.
A LOAS, sendo aprovada em 1993, foi resultado de um processo de muita luta da
categoria profissional, como também a sua implementação no ano de 1995. Partindo
dessa conquista diante da importância do direito à Cidadania, o Estado foi obrigado a
constituir uma política de assistência social. A partir da LOAS, surgiu a necessidade
de ampliar a contratação de assistentes sociais, para atuarem nas esferas municipais
da Política de Assistência Social.
A Política de Assistência Social a partir do ano de 2000, através das alterações
nas dimensões e configurações técnico-políticas, pode se expandir mais através de
seu objetivo. Com a implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o
Serviço Social foi inserido no contexto societário, tendo uma posição privilegiada na
Política de Assistência Social com a centralidade no amparo e proteção social,
focando na intervenção técnica na pobreza absoluta.
Principais assuntos trabalhados:
No Tópico 2 podemos estudar os espaços sócio-ocupacionais de intervenção
profissional do serviço social na esfera estatal e instâncias públicas de controle
democrático, também diferenciar e conhecer os espaços de intervenção, onde esse
acontece pela necessidade de distinguir o profissional de Serviço Social como sendo
um trabalhador assalariado, mas que possui todo um processo de transformação
social. Esses espaços ocupacionais do profissional de Serviço Social necessitam de
uma análise no seu processo de transformação histórica, para compreender o seu
desenvolvimento a partir do crescimento da sociedade capitalista.
O Serviço Social como trabalho assalariado e a sua trajetória em espaços
de atuação nas esferas públicas, diante da superioridade da economia financeira
na incansável busca de aumento dos lucros, através dos modelos de produção, que
incidem diretamente no mundo do trabalho e nos direitos adquiridos pelos
trabalhadores.
Maior empregador dos assistentes sociais é o vínculo empregatício, com o setor
público. Esse profissional por sua vez vem atuando na divisão sociotécnica do
trabalho, em esfera pública, está inserido dentro de uma instituição. Instituições essas
que se configuram como sendo espaços de luta e de poder. E esse poder institucional
está focado sobre uma visão de luta das classes organizadas e articuladas às
relações de poder, de hegemonia e contra-hegemonia de uma instituição.
A intervenção profissional de um assistente social e as demandas que definem
essa atuação, como encaminhamentos, informações, solicitação de recursos,
capacitação, elaboração e execução de projetos, são determinadas pela instituição
em que está atuando.
Serviço
Social

Unidade 2 - 04-04-2023.ppt

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    TUTORA: ISLANA PEREIRA OServiço Social no Capitalismo
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    QUESTÕES REFERENTES ÀUNIDADE 1 Comente sobre a atuação do Serviço Social no Brasil, diante da crise do capitalismo contemporâneo.
  • 3.
    RESOLUÇÃO: O exercício profissionaldos assistentes sociais está sendo diretamente atingido pela precarização das condições e relações de trabalho. Os assistentes sociais estão exercendo suas atribuições e competências profissionais submetidos a contratos temporários, terceirizados, subcontratados, de modo que sua autonomia e estratégias profissionais têm sido comprometidas pelas condições de sua inserção no mercado de trabalho. Trata-se da materialidade das atuais condições históricas de inserção dos assistentes sociais na condição de trabalhador assalariado, bem como dessa determinação histórica na compreensão das expressões da questão social.
  • 4.
    As demandas apresentadasao Serviço Social, são manifestações das contradições e antagonismos da sociedade burguesa. As novas expressões da questão social interferem não só na condição de trabalhador do assistente social, como redesenha seu próprio objeto de intervenção profissional. Trata-se de um contexto de regressão de direitos e de desmonte do sistema público de proteção social, desafiando os assistentes sociais em seus princípios e diretrizes construídos na dinâmica da trajetória de ruptura com o conservadorismo na profissão, bem como de consolidação de um projeto ético-político profissional comprometido com a universalidade de direitos e com a emancipação do sujeito social.
  • 5.
    QUESTÕES REFERENTES ÀUNIDADE 1 Como deve ser a intervenção do Serviço Social nas políticas públicas, perante as dimensões: econômica, social, cultural e política na atual conjuntura?
  • 6.
    RESOLUÇÃO: A intervenção parao Serviço Social na atual conjuntura é um desafio, porque essa realidade atual traz como consequência a precarização do mundo do trabalho, flexibilidade, terceirização, subemprego, entre outros fatores que atingem diretamente a classe trabalhadora, afetando também as esferas estatais. Então o Serviço Social deve estar pronto para assumir os desafios, ampliando a compreensão das mudanças que vem ocorrendo no mundo.
  • 7.
    Quais as influênciasdo neoliberalismo no projeto ético-político da profissão de Serviço Social? QUESTÕES REFERENTES À UNIDADE 1 OBS: Os neoliberais, de uma forma geral, pregam que para uma sociedade ter progresso econômico, é preciso que o Estado não interfira na economia, o chamado “Estado Mínimo”. Eles defendem a privatização das empresas estatais, o fim das políticas sociais, o incentivo à competitividade internacional, entre outras coisas.
  • 8.
    As ações teóricas,metodológicas, organizativas e práticas da profissão de Serviço Social foram diretamente afetadas pelas transformações sociais e econômicas no período pós-modernidade. Para lembrar das consequências da pós-modernidade para o Serviço Social, é importante citar que um dos primeiros elementos que esteve presente na profissão foi o conservadorismo, que estava eminente em um modelo de razão restauradora, que surge na Europa, com ideias totalmente contrárias as manifestações de caráter revolucionário. O neoliberalismo é expressão da reestruturação política e ideológica conservadora do capital em resposta à perda da rentabilidade e da governabilidade. O projeto neoliberal se expressa na naturalização do ordenamento capitalista e das desigualdades sociais, bem como no desmonte das conquistas sociais da classe trabalhadora, consubstanciados nos direitos sociais, que têm no Estado uma mediação fundamental. As conquistas sociais são transformadas em impeditivos para o desenvolvimento e a liquidez financeira do Estado, sendo apontadas como a principal causa de sua crise fiscal.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
    Principais assuntos trabalhados: Nessaunidade, tópico 1, veremos os Desafios do projeto ético-político do Serviço Social frente ao projeto da modernidade, da crise do sistema capitalista e da ideologia pós-modernismo, o pensamento moderno teve seu início através do desenvolvimento das ciências, no século XVI, mas seu auge foi no século XVIII. A razão dialética dispara o surgimento da modernidade seguindo um caminho para a razão instrumental. A atuação do profissional de Serviço Social está inteiramente ligada aos limites do sistema capitalista e sua expansão, sendo sua intervenção profissional, entre as décadas de 70 e 80, fortemente repensada, através do então chamado Movimento de Reconceituação.
  • 12.
    Principais assuntos trabalhados: Noséculo XX, houve uma significativa apropriação desses novos referenciais da profissão, através de novos conhecimentos e novas teorias, através do desenvolvimento das ciências sociais e humanas, já que o Serviço Social não pode atuar isolado para combater os interesses do capital, precisando de uma articulação com as demais áreas das ciências humanas. Ainda que a profissão tenha sofrido influências com a mudança da ordem societária, do espaço/território e da objetivação das questões sociais, sendo voltada sua prática ao processo de concepção de uma consciência fundamentada na emancipação da classe trabalhadora. A teoria social de Marx oferece subsídios para uma emancipação do ser humano, teoria essa que aproxima o Serviço Social na prática, reforçando o compromisso e o comprometimento com a transformação da ordem mundial, através do então chamado Movimento de Reconceituação.
  • 13.
    O SERVIÇO SOCIALE AS TRANSFORMAÇÕES SOCIETÁRIAS NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO Nesta unidade o aluno conhecerá e compreenderá os aspectos da divisão sociotécnica da profissão de Serviço Social no sistema capitalista; entendendo o Serviço Social como trabalho assalariado; podendo analisar a trajetória do Serviço Social nos espaços de atuação nas esferas públicas; identificando as áreas de intervenção, atribuições da profissão nas empresas privadas e particulares; por fim, podendo compreender o projeto éticopolítico profissional. No tópico 1 veremos a divisão sociotécnica da profissão de serviço social na sociedade capitalista conhecerá melhor a trajetória do fazer profissional do assistente social. Além de como o sistema capitalista influenciou o surgimento do Serviço Social, e como determina a divisão social e técnica da profissão nos seus instrumentos de trabalho, enfatizando a forma de intervir no seu fazer e agir profissional contemporâneo.
  • 14.
    O Serviço Socialfoi regulamentado como profissão Pela Lei nº 8.662, de 7 de junho de 1993, na divisão sociotécnica do trabalho, originando como profissão histórica, e a sua introdução na divisão sociotécnica do trabalho está interligada e articulada com as configurações assumidas pelas lutas das classes sociais subalternas, assumindo assim uma parte das tarefas que objetivam a reforma social, ou seja, concretizar atuações no campo psicossocial. A LOAS, sendo aprovada em 1993, foi resultado de um processo de muita luta da categoria profissional, como também a sua implementação no ano de 1995. Partindo dessa conquista diante da importância do direito à Cidadania, o Estado foi obrigado a constituir uma política de assistência social. A partir da LOAS, surgiu a necessidade de ampliar a contratação de assistentes sociais, para atuarem nas esferas municipais da Política de Assistência Social. A Política de Assistência Social a partir do ano de 2000, através das alterações nas dimensões e configurações técnico-políticas, pode se expandir mais através de seu objetivo. Com a implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o Serviço Social foi inserido no contexto societário, tendo uma posição privilegiada na Política de Assistência Social com a centralidade no amparo e proteção social, focando na intervenção técnica na pobreza absoluta.
  • 15.
    Principais assuntos trabalhados: NoTópico 2 podemos estudar os espaços sócio-ocupacionais de intervenção profissional do serviço social na esfera estatal e instâncias públicas de controle democrático, também diferenciar e conhecer os espaços de intervenção, onde esse acontece pela necessidade de distinguir o profissional de Serviço Social como sendo um trabalhador assalariado, mas que possui todo um processo de transformação social. Esses espaços ocupacionais do profissional de Serviço Social necessitam de uma análise no seu processo de transformação histórica, para compreender o seu desenvolvimento a partir do crescimento da sociedade capitalista. O Serviço Social como trabalho assalariado e a sua trajetória em espaços de atuação nas esferas públicas, diante da superioridade da economia financeira na incansável busca de aumento dos lucros, através dos modelos de produção, que incidem diretamente no mundo do trabalho e nos direitos adquiridos pelos trabalhadores.
  • 16.
    Maior empregador dosassistentes sociais é o vínculo empregatício, com o setor público. Esse profissional por sua vez vem atuando na divisão sociotécnica do trabalho, em esfera pública, está inserido dentro de uma instituição. Instituições essas que se configuram como sendo espaços de luta e de poder. E esse poder institucional está focado sobre uma visão de luta das classes organizadas e articuladas às relações de poder, de hegemonia e contra-hegemonia de uma instituição. A intervenção profissional de um assistente social e as demandas que definem essa atuação, como encaminhamentos, informações, solicitação de recursos, capacitação, elaboração e execução de projetos, são determinadas pela instituição em que está atuando. Serviço Social