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Uma História TROQUE TRABALHO POR SAÚDE 
Ela fala da vida de uma colega de escola, nos idos de 1940 esta moça era muito rica e 
quando fez 18 anos ganhou um carro, e era a única mulher a ter carro na época pois 
era artigo de luxo. Mas a garota de nossa estória ganhou o carro mas quando tinha uns 
22 ou 23 anos começou a se apresentar uma doença irreversível, e que todos os 
médicos das principais capitais não sabiam mais o que fazer. Então ela procurou uma 
orientação espiritual e lá lhe disseram: 
"FILHA VOCÊ DEVERÁ SUBIR O MORRO SE QUER ALIVIAR SEU 
SOFRIMENTO, E SÓ SERÁ POSSIVEL, ALIVIANDO O SOFRIMEN TO DOS SEUS 
IRMÃOS. 
". 
E a moça obedeceu, e a pouco tempo atrás minha mãe teve noticias dela, ela continua 
subindo o morro, fazendo roupinhas para as crianças carentes e alimentando os
famintos em troca de sua saúde. O problema dela deu uma melhorada e estagnou, ou 
seja uma pessoa que tinha pouco tempo de vida ha no mínimo 50 anos atrás, continua 
trabalhando. 
Minha sugestão é trabalhe pelos teus necessitados mais próximos, se não tem dinheiro, 
dê seu tempo, empreste seu ouvido, vá contar estórias para as criancinhas nos 
hospitais. Não sei qual seu quadro, mas faça o que tiver ao seu alcance. 
TROQUE TRABALHO POR SAÚDE 
(História recebida de nossa amiga Alba Thereza) 
Em casa 
Ninguém foge à lei da reencarnação. 
Ontem, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada 
moral. 
Hoje, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício 
incessante.
Ontem, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na 
lagoa do vício. 
Hoje, temo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada de nosso amor. 
Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os 
exemplos menos felizes. 
Hoje, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho problema, o 
cálice amargo da redenção. 
Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio. 
Hoje, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de 
moléstia irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste. 
Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, 
situando-a nas garras da delinqüência. 
Hoje, achamo-la ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a 
exigir-nos a permanência no curso infatigável da tolerância. 
Ontem, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhe 
o espírito, a punhaladas de ingratidão. 
Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a 
fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.
À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faz o melhor que 
possas. 
Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para 
os que te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam... 
A humildade é chave de nossa libertação. 
E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda 
construção moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces 
invisíveis da luta em casa. 
Emmanuel 
Médium: Francisco Cândido Xavier 
Almas Problema 
A pessoa-problema que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é 
desconhecida... 
O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado 
pela primeira vez. 
O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, 
não é encontro fortuito na tua marcha...
O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do 
acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa. 
Todos eles provêm do teu passado espiritual. 
Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, 
a resgatar injunção penosa. 
Mas tu também. 
Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes e outros predisponentes, 
que induzem e levam ao abismo. 
Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do 
mundo. 
Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis. 
Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, 
seja na consanguinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, 
na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações 
indispensáveis. 
Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente. 
Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho 
rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado 
pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e
que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos 
múltiplos. 
Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que 
repouses... 
Horas soam em que um sentimentos de surda animosidade contra eles 
te cicia o anelo de ver-te libertado... 
Ledo engano! 
Só há liberdade real, quando se resgata o débito. 
Distância física não constitui impedimento psíquico. 
Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio. 
O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas 
das dificuldades, o problema prossegue inalterado. 
Arrima-te ao amor e sofre com paciência. 
Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de 
amparar e prosseguir. 
Ama, socorrendo. 
Dia nascerá, luminoso, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão 
da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a 
todos.
O problema toma a dimensão que lhe proporcionas. 
Mas o amor, que “cobre a multidão dos pecados” voltado para o bem, resolve 
todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que 
te afadigas. 
(Joanna de Angelis / Divaldo Franco) 
O PÃO DE CRISTO ajude ajudar 
LEIA EM SILÊNCIO E MEDITE. É MUITO CURTO E VERDADEIRO. 
O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Vitor. 
Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se obrigado a recorrer à 
mendicância para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava 
muito. 
Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um clube 
social, quando viu chegar um casal. 
VITOR lhe pediu algumas moedas para poder comprar algo para comer. 
- Sinto muito, amigo, mas não tenho trocado - disse ele. 
Sua esposa, ouvindo a conversa perguntou:
- Que queria o pobre homem? 
- Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido, 
- Lorenzo, não podemos entrar e comer uma comida farta que não 
necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora! 
- Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que quer dinheiro 
para beber! 
- Tenho uns trocados comigo. Vou dar-lhe alguma coisa! 
Mesmo de costas para eles, Vitor ouviu tudo que disseram. 
Envergonhado, queria afastar-se correndo dali, mas neste momento ouviu a 
amável voz da mulher que dizia: 
- Aqui tens algumas moedas. Consiga algo de comer, ainda que a situação 
esteja difícil, não perca a esperança. Em algum lugar existe um trabalho 
para você. Espero que encontre. 
- Obrigado, senhora. Acabo de sentir-me melhor e capaz de começar de 
novo. A senhora me ajudou a recobrar o ânimo! Jamais esquecerei sua 
gentileza.
- Você estará comendo o Pão de Cristo! Partilhe-o - disse ela com um 
largo sorriso dirigido mais a um homem que a um mendigo. 
Vítor sentiu como se uma descarga elétrica lhe percorresse o corpo. 
Encontrou um lugar barato para se alimentar um pouco. Gastou a metade do 
que havia ganho e resolveu guardar o que sobrara para o outro dia, 
comeria 'O Pão de Cristo' dois dias. 
Uma vez mais aquela descarga elétrica corria por seu interior. O PÃO DE 
CRISTO! 
- Um momento!, - pensou, não posso guardar o Pão de Cristo somente para 
mim. Parecia-lhe escutar o eco de um velho hino que tinha aprendido na 
escola dominical. Neste momento, passou a seu lado um velhinho. 
- Quem sabe, este pobre homem tenha fome - pensou - tenho que partilhar 
o Pão de Cristo. 
- Ouça - exclamou Vítor- gostaria de entrar e comer uma boa comida? 
O velho se voltou e encarou-o sem acreditar.
- Você fala serio, amigo? O homem não acreditava em tamanha sorte, até 
que estivesse sentado em uma mesa coberta, com uma toalha e com um belo 
prato de comida quente na frente. 
Durante a ceia, Víctor notou que o homem envolvia um pedaço de pão em 
sua sacola de papel. 
- Está guardando um pouco para amanhã? Perguntou. 
- Não, não. É que tem um menininho que conheço onde costumo frequentar 
que tem passado mal ultimamente e estava chorando quando o deixei. 
Tinha muita fome. Vou levar-lhe este pão. 
- O Pão de Cristo! Recordou novamente as palavras da mulher e teve a 
estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela 
mesa. Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que havia 
soado antes em sua cabeça. 
Os dois homens levaram o pão ao menino faminto que começou a engoli-lo 
com alegria. 
De repente, se deteve e chamou um cachorrinho. Um cachorrinho pequeno e 
assustado.
- Tome cachorrinho. Te dou a metade - disse o menino. O Pão de Cristo 
alcançará também você. 
O pequeno tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a vender o 
jornal com alegria. 
- Até logo!, disse Vitor ao velho. Em algum lugar haverá um emprego. 
Não desespere! 
- Sabe? - sua voz se tornou em um sussurro - Isto que comemos é o Pão de 
Cristo. Uma senhora me disse quando me deu aquelas moedas para 
comprá-lo. O futuro nos presenteará com algo muito bom! 
Ao se afastar, Vitor reparou o cachorrinho que lhe farejava a perna. 
Se agachou para acariciá-lo e descobriu que tinha uma coleira onde 
estava gravado o nome e endereço de seu dono. 
Vítor caminhou um bom pedaço até a casa do dono do cachorro e bateu na 
porta. 
Ao sair e ver que havia sido encontrado seu cachorro, o homem ficou 
contentíssimo, e logo sua expressão se tornou séria. Estava por 
repreender Vitor, que certamente lhe havia roubado o cachorro, mas não o 
fez pois Victor mostrava no rosto um ar e dignidade que o deteve.
Disse então: 
- No jornal de ontem, ofereci uma recompensa pelo resgate. Tome!! 
Victor olhou o dinheiro meio espantado e disse: 
- Não posso aceitar. Somente queria fazer um bem ao cachorrinho. 
- Pegue-o! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto! Você 
precisa de um emprego? Venha ao meu escritório amanhã. Faz-me muita 
falta uma pessoa íntegra como você. 
Ao voltar pela avenida aquele velho hino que recordava sua infância, 
voltou a soar em sua alma. Chamava-se 
'PARTE O PÃO DA VIDA', 
'NÃO O CANSEIS DE DAR, MAS NÃO DÊS AS SOBRAS, 
DAI COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA'. 
QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA DE TOMAR NOSSA CRUZ E SEGUÍ-LO, MESMO 
QUE DOA! 
Bem, agora se desejares, reparta com os amigos. 
Ajuda-os a repartir e refletir. Eu já o fiz.
ESPERO QUE SIRVA para sua VIDA... 
QUE DEUS OS BENDIGA SEMPRE...!!! 
Senhor Jesus:'Te amo muito, te necessito para sempre, estás no mais 
profundo de meu coração, bendize com teu carinho, a minha família, minha 
casa, meu emprego, minhas finanças, meus sonhos, meus projetos e meus 
amigos'. 
Passa esta oração a várias pessoas, exceto a mim. Receberás milagres 
amanhã e sempre. Não o ignores.. Afinal, por que não mandar uma prece 
ao Senhor? 
Carta de um Morto 
Livro: Cartas e Crônicas 
Irmão X & Francisco Cândido Xavier 
Pede-me você notícias do cemitério nas comemorações de Finados. E como tenho em mãos a 
carta de um amigo, hoje na Espiritualidade, endereçada a outro amigo que ainda se encontra 
na Terra, acerca do assunto, dou-lhe a conhecer, com permissão dele, a missiva que
transcrevo, sem qualquer referência a nomes, para deixar-lhe a beleza livre das notas pessoais. 
Eis o texto em sua feição pura e simples : 
Meu caro, você não pode imaginar o que seja entregar à terra a carcaça hirta. no dia dois de 
Novembro. 
Verdadeira tragédia para o morto inexperiente. 
Lembrar-se-á você de que o enterro de meu velho corpo, corroído pela doença, realizou-se ao 
crepúsculo, quando a necrópole enfeitada parecia uma casa em festa. 
Achava-me tristemente instalado no coche fúnebre, montando guarda aos meus restos, refletindo na 
miserabilidade da vida humana... 
Contemplando de longe minha mulher e meus filhos, que choravam discretamente num largo 
automóvel de aluguei, meditava naquele antigo aponta-mento de Salomão – «vaidade das vaidades, 
tudo é vaidade» –, quando, à entrada do cemitério, fui desalojado de improviso. 
Na multidão irrequieta dos vivos na carne, vinha a massa enorme dos vivos de outra natureza. Eram 
desencarnados às centenas, que me apalpavam curiosos, entre o sarcasmo e a comiseração. 
Alguns me dirigiam indagações indiscretas, enquanto outros me deploravam a sorte. 
Com muita dificuldade, segui o ataúde que me transportava o esqueleto imóvel e, em vão, tentei
conchegar-me à esposa em lágrimas. 
Mal pude ouvir a prece que alguns amigos me consagravam, porque, de repente, a onda tumultuária 
me arrebatou ao circulo mais íntimo. 
Debalde procurei regressar à quadra humilde em que me situaram a sombra do que eu fora no 
mundo... Os visitantes terrestres daquela mansão, pertencente aos supostos finados, traziam consigo 
imensa turba de almas sofredoras e revoltadas, perfeitamente jungidas a eles mesmos. 
Muitos desses Espíritos, agrilhoados aos nossos companheiros humanos, gritavam ao pé das tumbas, 
contando os crimes ocultos que os haviam arremessado à vala escura da morte, outros traziam nas 
mãos documentos acusadores, clamando contra a insânia de parentes ou contra a venalidade de 
tribunais que lhes haviam alterado as disposições e desejos. 
Pais bradavam contra os filhos. Filhos protestavam contra os pais. 
Muitas almas, principalmente aquelas cujos despojos se localizam nos túmulos de alto preço, 
penetravam a intimidade do sepulcro e, de lá, desferiam gemidos e soluços aterradores, buscando 
inutilmente levantar os próprios ossos, no intuito de proclama aos entes queridos verdades que o 
tímpano humano detesta ouvir". 
Muita gente desencarnada falava acerca de títulos e depósitos financeiros perdidos nos 
bancos, de terras desaproveitadas, de casas esquecidas, de objetos de valor e obras de arte 
que lhes haviam escapado às mãos, agora vazias e sequiosas de posse material. 
Mulheres desgrenhadas clamavam vingança contra homens cruéis, e homens carrancudos e inquietos
vociferavam contra mulheres insensatas e delinqüentes. 
Talvez porque ainda trouxesse comigo o cheiro do corpo físico, muitos me tinham por vivo ainda na 
Terra, capaz de auxiliá-los na solução dos problemas que lhes escaldavam a mente, e despejavam 
sobre mim alegações e queixas, libelos e testemunhos. 
Observei que os médicos, os padres e os juízes são as pessoas mais discutidas e criticadas aqui, em 
razão dos votos e promessas, socorros e testamentos, nos quais nem sempre corresponderam à 
expectativa dos trespassados. 
Em muitas ocasiões, ouvi de amigos espíritas a afirmação de que há sempre muitos mortos 
obsidiando os vivos, mas, registrando biografias e narrações, escutando choro e praga, tanto quanto 
vendo o retrato real de muitos, creio hoje que há mais vivos flagelando os mortos, algemando-os aos 
desvarios e paixões da carne, pelo menosprezo com que lhes tratam a memória e pela hipocrisia com 
que lhes visitam as sepulturas. 
Tamanhos foram meus obstáculos, que não mais consegui rever os familiares naquelas horas solenes 
para a minha incerteza de recém-vindo, e, sòmente quando os homens e as mulheres, quase todos 
protocolares e indiferentes, se retiraram, é que as almas terrivelmente atormentadas e infelizes 
esvaziaram o recinto, deixando na retaguarda tão sòmente nós outros, os libertos em dificuldade 
pacífica, e fazendo-me perceber que o tumulto no lar dos mortos era uma simples conseqüência da 
perturbação reinante no lar dos vivos. 
Apaziguado o ambiente, o cemitério pareceu-me um ninho claro e acolhedor, em que me não faltaram 
braços amigos, respondendo-me às súplicas, e a cidade, em torno, figurou-se-me, então, vasta
necrópole, povoada de mausoléus e de cruzes, nos quais os espíritos encarnados e desencarnados 
vivem o angustioso drama da morte moral, em pavorosos compromissos da sombra. 
Como vê, enquanto a Humanidade não se habilitar para o respeito à vida eterna, é muito 
desagradável embarcar da Terra para o Além, no dia dedicado por ela ao culto dos mortos que lhe 
são simpáticos e antipáticos. 
Peça a Jesus, desse modo, para que você não venha para cá, num dia dois de Novembro. Qualquer 
outra data pode ser útil e valiosa, desde que se desagarre daí, naturalmente, sem qualquer insulto à 
Lei. Rogue também ao Senhor que, se possível, possa você viajar ao nosso encontro, num dia 
nublado e chuvoso, porque, em se tratando de sua paz, quanto mais reduzido o séqüito no enterro 
será melhor. 
E porque o documento não relaciona outros informes, por minha vez termino também aqui, sem 
qualquer comentário.
"Se muitas civilizações já desapareceram, a nossa também corre o risco de desaparecer... 
Nunca a vida na Terre esteve tão ameaçada. JESUS veio, há dois mil anos, prevenir-nos 
quanto aos avanços da inteligência; ELE nos deu a base, o alicerse... Sem AMOR, não 
saberemos o que fazer com tanta conquista. É o evangelho que, até agora, tem segurado a 
civilização, não permitindo que o homem destrua o planeta... Mas não podemos nos 
esquecer de que temos o livre arbítrio. Se a nossa civilização desaparecer, surgirão outras, 
e nós iremos para onde DEUS nos destinar..." 
(Obra: O Evangelho de Chico Xavier - Carlos A. Baccelli) 
NÃO TEMA 
"Não tema, creia somente" - diz o Senhor. 
Creia na harmonia, na justiça, na verdade, no bem... Somos livres, sob a proteção 
de leis vigilantes. 
Deus não se ausenta. 
Por isso, quanto nos aconteça é sempre o melhor do que nos mostremos capazes 
de receber.
Em muitas ocasiões a enfermidade inesperada no corpo é apoio antecipado às 
necessidade da alma; a afeição que nos deixa é amputação no mundo afetivo 
para que possamos sobreviver naquilo que estejamos fazendo de mais útil; o 
desejo contrariado é providência contra perigo invisível; a inibição orgânica é 
recurso para a condensação de nossas energias em auxílio à realização de tarefa 
determinada; o prejuízo é comunicado prévio para que não se caia em débitos 
insolvíveis; a penúria material é desafio a que nos levantemos para o trabalho. 
Não desfaleça na prova que a vida lhe trouxe. 
A Terra é um educandário em cujas lições somos todos alunos e examinadores 
uns dos outros. 
Hoje é possível esteja sofrendo o cerco de numerosos problemas, entretanto, se 
você atende às instruções do amor, que nos traçam caminho certo entre as 
margens da humildade e do serviço, encontrará você o rumo exato de todas as 
soluções. 
Para isso, porém, é necessário que você não permaneça no canto da inércia, 
colecionando pedras e espinhos que lhe pesem no coração ou lhe firam a alma. 
Esqueça tudo o que foi tristeza ou desequilíbrio e entre no sistema de ação 
edificante que nos reforma o destino.
Todos os que lutaram e venceram, todos os que tombaram na sombra e se 
reergueram para a luz, sofrendo, lutando, construindo e renovando, nunca 
deixaram de trabalhar. 
Nota: Os itens mencionados de O Evangelho Segundo o Espiritismo ensinam que 
o trabalho é uma exigência natural da evolução do homem e que os espíritos não 
vêm libertar-nos do esforço próprio na solução dos nossos problemas, mas 
apenas mostra-nos “o alvo que devemos atingir e a rota a que ele nos conduz”. 
pelo Espírito André Luiz - Do livro: Astronautas do Além, Médium: Francisco 
Cândido Xavier e J.Herculano Pires - Espíritos diversos. 
DIVÓRCIO 
Pergunta - Sobre o divórcio, Chico, você é pessoalmente contra ou a favor? E o que dizem 
os amigos do Alto? É razoável uma consulta popular no Brasil a respeito? 
Chico Xavier - Cabe-nos declarar a nossa imensa veneração pelo casamento, pela 
organização da família, pelo caráter sagrado do lar e pela responsabilidade nos 
compromissos assumidos, no campo das relações sexuais, mas somos a favor do divórcio, 
pormenorizadamente estudado em lei para a consideração dos diversos casos em si. Isso
porque, sempre que a união de dois seres possa envenenar-se a ponto de se 
comprometerem ambos com ameaças de suicídio ou homicídio, a separação é 
aconselhável. Não conseguimos admitir que Deus haja estabelecido o direito de alguém 
torturar legalmente outro alguém. 
Livro: A Terra e o Semeador 
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, 
organizado por Salvador Gentile e Hércio Marcos Cintra Arantes 
IDE – Instituto de Difusão Espírita 
A Moléstia Salvadora 
Livro: Reportagens de Além Túmulo - 21 
Humberto de Campos & Francisco Cândido Xavier 
Voltara Antonino Tinoco da reunião habitual; entretanto, a palavra amorosa e sábia dos amigos espirituais não 
lhe aliviara o coração atormentado, como sucedia de outras vezes. Generosas entidades lhe falaram ao íntimo, 
da beleza da consciência pura, exalçando a felicidade no dever cumprido, e, contudo, parecia agora inabilitado à 
compreensão. 
Aquele vulto de mulher ocupava-lhe a mente, como se fosse uma obcecação doentia. Não lhe dera Deus o lar 
honesto, o afeto caricioso da companheira e dos filhinhos? Que lhe faltava ao coração? Agora, sentia-se quase 
sem forças. 
Conhecera-a numa festa elegante, íntima. Recordava nitidamente o instante em que se cumprimentaram pela
primeira vez. Não tencionava dançar, mas alguém insistira, apresentando-lhe Gildete. Entendeu-lhe de pronto o 
temperamento original. Conversaram envolvidos em simpatia franca, embalados em sons musicais, dentro da 
noite linda, sob árvores tranquilas e balouçadas de vento descuidoso. 
A história de Gildete comovera-o e os dias enlaçaram ambos cada vez mais, em repetidos encontros. 
Não valeram explicações, advertências e conselhos de sua parte. Abandonara-se-lhe a jovem teimosamente, 
enredando-o em maravilhosa teia de seduções. 
Contara-lhe complicado romance de sua vida, que Antonino aceitou com a boa-fé que lhe caracterizava o espírito 
fraternal. Gildete, no entanto, vinha de mais longe. 
Espírito envenenado de aventuras inconfessáveis, presumia em Tinoco outra presa fácil. 
A princípio, encontravam-se duas vezes por semana, como bons amigos plenamente identificados entre si; mas 
a gentileza excessiva embebedara-o, devagarinho, e não se sentiu surpreendido quando entraram a falar de 
atração, desejos, amor. A partir dessa noite, tornara-se mais assíduo e interessado. 
De quando em quando, advertia-o a consciência nos recessos do ser. Seria crível que, integrado no 
conhecimento de sublimes revelações espirituais, se entregasse inerme a condenáveis aventuras, quando 
assumira sagrados compromissos de família? 
Por vezes, acentuava-se-lhe o impulso de resistência, beijava ardentemente os filhinhos, alegrava a esposa, 
renovando delicadezas cariciosas; subitamente, porém, lembrava a outra e, qual animalzinho magnetizado, 
inventava pretextos para ausentar-se. 
Gildete obcecara-o. Cada noite, lia-lhe novas páginas de ternura, que afirmava escritas somente para ele, na 
soledade do coração. Dirigia-lhe olhares súplices, lacrimosos, tímidos, de criança ingênua, e que Tinoco
interpretava como carícias de primeiro e único amor. 
Em vão tentava referir-se à dedicação platônica que lhe competia, aos sagrados compromissos que o prendiam. 
A sereia destacava sempre novas possibilidades e descobria diferentes caminhos para satisfação dos 
criminosos desejos. 
Antonino escutava-lhe os apelos, sob emoções fortes, devorando cigarros avidamente. Em determinadas 
ocasiões, cedera quase. Mas no instante preciso, quando a perigosa criatura se julgava triunfante na batalha 
oculta, algo lhe ocorria ao espírito bem-intencionado, impedindo a total rendição. 
Eram lembranças vagas dos filhos queridos, recordações de gestos amorosos da companheira; outras vezes, 
parecia-lhe escutar de novo as preleções evangélicas das reuniões espiritistas que costumava frequentar 
periodicamente. Gildete exasperava-se, sentindo-se espicaçada pela vaidade ferida. 
Mais de um ano decorrera, no qual Antonino perdera energias e tranqüilidade. 
Emagrecera. Nunca mais se lhe observara o olhar sereno de outros tempos. Ele próprio não sabia explicar a 
causa de sua resistência moral, ante a situação complicada e indefinida. 
* * * 
É que o abnegado Ornar, velho companheiro de existências transcorridas, seguia-o espiritualmente de há muitos 
séculos e permanecia vigilante. À tirania da mulher inconsciente sobrepunha-se uma influência superior. Se 
Gildete emitia conceitos tendentes a desintegrar o caráter de Antonino, oferecia-lhe Ornar pensamentos nobres. 
A imaginação do rapaz convertera-se em campo raso de luta. 
Naquela noite, todavia, Tinoco revelava-se mais fraco. Era-lhe quase impossível resistir por mais tempo. 
Debalde aproximou-se o benfeitor trazendo-lhe socorro. Cérebro escaldando, Antonino refletia: não via tantos
amigos, aparentemente respeitáveis, sustentando episódios afetivos longe do lar? Possuindo recursos 
financeiros para atender às suas obrigações, como deixar Gildete em abandono? Afinal, não seria generosidade 
amparar uma criatura sem arrimo e sem família? O nosso Antonino aproximava-se da capitulação integral. 
Preocupado, nervoso, esperou o dia imediato e, à noite, procurou ansiosamente a perigosa diva. 
Depois de trivialidades usuais, penetraram o terreno das considerações afetivas. Gildete parecia-lhe mais 
sedutora que nunca. 
- O dever é cruz bem pesada - suspirou ele com amargura. 
- Mas não se trata de fugir ao dever - tentou ela esclarecer sutilmente -, longe de mim a idéia de comprometer teu 
nome, arruinar tua paz doméstica. Não achas, porém, que também eu tenho direito à vida? Sou o faminto 
atormentado, junto ao celeiro rico de afetos. Teus escrúpulos são naturais e respeitáveis e sou a primeira a 
louvar a nobreza do teu proceder; entretanto, não podes desconhecer minha condição de mendigo batendo-te à 
porta. Há quanto tempo suplico migalhas de amor que te sobram no lar? Encontrando-te, supus-me 
acompanharam a vida e os pensamentos. Nossa primeira noite de baile pareceu-me a entrada em paraísos 
maravilhosos. Guardei a impressão de que tua voz chegava de longe, do pais delicioso do sonho... Depois, 
Antonino, informei-me da tua vida. Estavas preso a outra, eras pai de filhinhos que não são meus. A realidade 
encheu-me de sombras e, não obstante a sorte adversa, nunca desanimei. Amo-te com ardor sempre novo, 
esperando-te ansiosa. 
E porque o rapaz lhe guardava as mãos entre as dele, a revelar carinho, Gildete tinha os olhos úmidos, brilhando 
à luz cariciosa e discreta, e continuava: 
- Não exijo que sacrifiques teus deveres, não desejo te transformes em marido execrado, mas suplico a migalha 
de afeto, algo que alivie os pesares imensos desta minha solidão angustiosa... 
A essa altura, desfez-se em pranto convulsivo, que Tinoco procurava estancar carinhosamente. Abraçando-a,
comovido, renovou protestos amorosos e tudo prometeu, decidido a todas as conseqüências : 
- Não chores assim; deves saber que vives comigo em toda a parte, no coração e no pensamento. Ouve, Gildete! 
Iremos amanhã para Petrópolis, organizaremos nossa vida. Não posso desprezar a família, mas passarei a 
manter o lar e o ninho, a mãe de meus filhos e a companheira ideal. 
A pérfida criatura exibia gestos de felicidade imensa. 
Depois de venturosos votos muitas vezes renovados, separaram-se com a promessa de união definitiva, para o 
dia seguinte. 
Nessa noite, todavia, enquanto Tinoco tentava a custo conciliar o sono, absorvido em projetos de voluptuosa 
exaltação, Omar, aflito, trazia um nobre amigo da Espiritualidade, mais experiente que ele próprio, a fim de 
opinar na difícil conjuntura. 
Anacleto, o venerando guia, examinou Antonino atentamente meneou a cabeça e esclareceu: 
- Toda a zona mental está invadida de larvas venenosas. As zonas de receptividade permanecem fechadas à 
influenciação superior. Teu protegido está absolutamente hipnotizado pela mulher que lhe armou o laço de mel. 
Abismando-se Ornar em amargurosa tristeza, Anacleto explicou : 
- Só há um meio de salvá-lo. 
- Qual? - perguntou o generoso amigo. 
- A enfermidade grave e longa, algo que, abalando-o nos recessos da personalidade, lhe esgote o terrível 
conteúdo psíquico. 
Trocaram idéias durante alguns minutos e, voltando Anacleto à esfera superior, podia-se ver Omar em agitação
intensa. 
Alta madrugada, Tinoco despertou de breve sono, experimentando dores agudas. Levantou se, mas as cólicas e 
vômitos incoercíveis obrigaram-no a deitar-se novamente. 
A esposa abnegada, depois de mobilizar os recursos possíveis, telefonou inquieta ao médico da casa. O 
facultativo atendeu prontamente. Após minucioso exame, prescreveu banhos quentes e injeções intravenosas 
de água salgada. Ao despedir-se, falou à Sr Tinoco em caráter confidencial: 
- O caso é muito grave. Tenho a perfeita impressão da cólera morbus. A fraqueza, a algidez, os vômitos e 
contrações, são sintomáticos. Voltarei mais tarde para colher elementos necessários ao exame bacteriológico. 
Mal clareava o dia e Antonino já apresentava lividez cadavérica. 
O dia correu entre inquietudes angustiosas. À noite apareceu Gildete, acompanhada de amigos, para visita 
aparentemente sem significação. Acercando-se do leito, não dissimulou a surpresa profunda ao ver Antonino 
palidíssimo, ofegante, aguilhoado de cólicas dolorosas. 
Não obstante as pesquisas de laboratório e renovação de tratamento, Tinoco piorava dia a dia. 
Acabrunhado e lacrimoso, na fase culminante do sofrimento, suplicou a presença da mãezinha querida, que 
desencarnara dois anos antes. Evocado com veemência, o Espírito materno não se fez demorado. 
Reconhecendo-lhe os padecimentos rudes, a velhinha venerável abraçava-o, rezando. Nesse instante, 
aproximou-se Omar e lhe falou entre enérgico e compassivo : 
- Minha irmã, não implore a Deus providências favoráveis à saúde de seu filho. 
- Oh! generoso amigo - objetou emocionada -, acaso não sou mãe afetuosa? Como poderia ver meu filho
atormentado, sem rogar a Deus lhe devolva o equilíbrio indispensável à vida? 
- Sim, você foi mãe dele por trinta e cinco anos, mas eu estou em serviço ativo pela saúde espiritual de Antonino 
há mais de quinze séculos. A moléstia não o abandonará, até que se anulem os perigos. Enquanto há 
condensação de vapores, a nuvem não desaparece do céu. 
De fato, somente depois de onze meses voltava Tinoco do consultório, fisionomia radiante, ao lado da esposa 
carinhosa. O médico afirmara, abraçando-o: 
- Você deve orgulhar-se do organismo que possui. 
A princípio, alarmei-me com os sintomas da cólera; todavia, embora lhe descobrisse a forma benigna, eram 
tantas as complicações que cheguei a duvidar da sua resistência. Na verdade, a Natureza o dotou de reservas 
vigorosas. 
Tinoco, restabelecido, não sabia como agradecer a Deus a bênção da harmonia orgânica, e quando, mais tarde, 
perguntou por Gildete, soube que a perigosa mulher residia em Madureira, ligada a outro homem. Só então 
compreendeu que, se o amor é capaz de todos os sacrifícios, o desejo costuma extinguir-se ao primeiro sinal de 
falência orgânica, ou de mocidade evanescente. 
Treino para a Morte 
Livro: Cartas e Crônicas - 1 
Irmão X & Francisco Cândido Xavier 
Preocupado com a sobrevivência além do túmulo, você pergunta, espantado, como deveria ser levado a efeito o
treinamento de um homem para as surpresas da morte. 
A indagação é curiosa e realmente dá que pensar. 
Creia, contudo, que, por enquanto, não é muito fácil preparar tècnicamente um companheiro à frente da peregrinação 
infalível. 
Os turistas que procedem da Ásia ou da Europa habilitam futuros viajantes com eficiência, por lhes não faltarem os 
termos analógicos necessários. Mas nós, os desencarnados, esbarramos com obstáculos quase intransponíveis. 
A rigor, a Religião deve orientar as realizações do espírito, assim como a Ciência dirige todos os assuntos pertinentes à 
vida material. Entretanto, a Religião, até certo ponto, permanece jungida ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a 
profundez da alma. 
Importa considerar também que a sua consulta, ao invés de ser encaminhada a grandes teólogos da Terra, hoje 
domiciliados na Espiritualidade, foi endereçada justamente a mim, pobre noticiarista sem méritos para tratar de 
semelhante inquirição. 
Pode acreditar que não obstante achar-me aqui de novo, há quase vinte anos de contado, sinto-me ainda no assombro 
de um xavante, repentinamente trazido da selva matogrossense para alguma de nossa Universidades, com a obrigação 
de filiar-se, de inopino, aos mais elevados estudos e às mais complicadas disciplinas. 
Em razão disso, não posso reportar-me senão ao meu próprio ponto de vista, com as deficiências do selvagem 
surpreendido junto à coroa de Civilização. 
Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos antigos maus hábitos. A cristalização deles, aqui, é uma praga 
tiranizante. 
Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a
carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o 
bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamóios 
e os ciapós, que se devoravam uns aos outros. 
Os excitantes largamente ingeridos constituem outra perigosa obsessão. Tenho visto muitas almas de origem 
aparentemente primorosa, dispostas a trocar o próprio Céu pelo uísque aristocrático ou pela nossa cachaça 
brasileira. 
Tanto quanto lhe seja possível, evite os abusos do fumo. Infunde pena a angústia dos desencarnados amantes 
da nicotina. 
Não se renda à tentação dos narcóticos. Por mais aflitivas lhe pareçam as crises do estágio no corpo, aguente 
firme os golpes da luta. As vítimas da cocaína, da morfina e dos barbitúricos demoram-se largo tempo na cela 
escura da sede e da inércia. 
E o sexo? Guarde muito cuidado na preservação do seu equilíbrio emotivo. Temos aqui muita gente boa 
carregando consigo o inferno rotulado de "amor". 
Se você possui algum dinheiro ou detêm alguma posse terrestre, não adia doações, caso esteja realmente 
inclinado a fazê-las. Grandes homens, que admirávamos no mundo pela habilidade e poder com que 
concretizavam importantes negócios, aparecem, junto de nós, em muitas ocasiões, à maneira de crianças 
desesperadas por não mais conseguirem manobrar os talões de cheque. 
Em família, observe cautela com testamentos. As doenças fulminatórias chegam de assalto, e, se a sua papelada 
não estiver em ordem, você padecerá muitas humilhações, através de tribunais e cartórios. 
Sobretudo, não se apegue demasiado aos laços consanguíneos. Ame sua esposa, seus filhos e seus parentes com 
moderação, na certeza de que, um dia, você estará ausente deles e de que, por isso mesmo, agirão quase sempre em 
desacordo com a sua vontade, embora lhe respeitem a memória. Não se esqueça de que, no estado presente da
educação terrestre, se alguns afeiçoados lhe registrarem a presença extraterrena, depois dos funerais, na certa intimá-lo-ão 
a descer aos infernos, receando-lhe a volta inoportuna. 
Se você já possui o tesouro de uma fé religiosa, viva de acordo com os preceitos que abraça. É horrível a 
responsabilidade moral de quem já conhece o caminho, sem equilibrar-se dentro dele. 
Faça o bem que puder, sem a preocupação de satisfazer a todos. Convença-se de que se você não experimenta 
simpatia por determinadas criaturas, há muita gente que suporta você com muito esforço. 
Por essa razão, em qualquer circunstância, conserve o seu nobre sorriso. 
Trabalhe sempre, trabalhe sem cessar. 
O serviço é o melhor dissolvente de nossas mágoas. 
Ajude-se, através do leal cumprimento de seus deveres. 
Quanto ao mais, não se canse nem indague em excesso, porque, com mais tempo ou menos tempo, a morte lhe 
oferecerá o seu cartão de visita, impondo-lhe ao conhecimento tudo aquilo que, por agora, não lhe posso dizer. 
NO SOLO DA VIDA 
A alma humana é como determinado trato de terra à espera do cultivo adequado. 
Para muitos, esse será o momento de remover pedras e calhaus, no abençoado trabalho de 
purificação, traduzidos nas provas dolorosas e expiações redentoras.
Outros, começam a abrir os sulcos renovadores, a fim de recolher as sementes do Bem. 
Não faltam, ainda, aqueles que, após longos períodos de renúncia e dedicação, em que 
muitas vezes regaram com suor e lágrima a lavoura das virtudes, oferecem, agora, os frutos 
da própria alma. 
Mas, também, há quem ainda se encontre inerte perante a própria consciência, entregando-se 
à praga do egoísmo e à erva daninha das viciações. 
Se desejas paz por dentro, faze uma pausa na caminhada e examina como tens cultivado a 
tua alma. 
Recorda que, a qualquer momento, podes usar o arado da vontade, a fim de melhorar o teu 
solo espiritual, alcançando, depois, a colheita justa do teu esforço no Bem. 
SCHEILLA 
Médium: Clayton B. Levy, 
Do livro “NOVAS MENSAGENS DE SCHEILLA PARA VOCÊ”, 
Edição CEAK 
RESPOSTA EM JESUS 
Recorda que todos os desafios do mal devem encontrar no campo de nossas almas a 
resposta em Jesus.
Para o sarcasmo a resposta é caridade em forma de silêncio. 
Para a calúnia a resposta é caridade em forma de perdão. 
Para o egoísmo a resposta é caridade em forma de renúncia. 
Para o fanatismo a resposta é caridade em forma de tolerância. 
Para a ingratidão e resposta é caridade em forma de esquecimento. 
Para a preguiça a resposta é caridade em forma de trabalho. 
Para a tentação a resposta é caridade em forma de resistência. 
Para a ignorância a resposta é caridade em forma de educação. 
Para a violência a resposta é caridade em forma de brandura. 
Para o crime a resposta é caridade em forma de socorro às vítimas de delinqüência. 
Para as trevas a resposta é caridade em forma de luz.. 
Para todos os processos de atividade inferior a resposta é caridade em forma de auxílio à 
criação do melhor. 
Em qualquer problema no caminho da vida, a resposta cristã será sempre desfazer a força
do mal pela força do Bem. 
Psicografado por Francisco Cândido Xavier pelo Espírito de EMMANUEL 
Mensagem extraída do livro "PERANTE JESUS" - Editora Ideal 
Amar a sí mesmo 
Livro: Vida Feliz 
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco 
Ama-te mais. 
Certamente, não nos referimos ao 
sentimento egoísta, ambicioso, 
envenenador. 
Amar-se, é respeitar-se, proporcionando-se 
as conquistas superiores da vida, os anseios 
elevados do coração. 
Intenta estabelecer um pequeno programa
de amor para ti e executa-o. 
Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas 
realizações e sabendo-te fadado à Grande 
Luz, deixa que brilhem as tuas aspirações 
nobres. 
Escolhe "a melhor parte" em tudo e supera 
aquelas nefastas, que prejudicam e 
envilecem. 
Muita Paz 
As drogas em nossa vida 
Drogas são substâncias entorpecentes, excitantes, 
alucinógenas utilizadas com a finalidade de, primariamente e 
em caráter provisório, propiciar ao usuário um pretenso 
estado psíquico que lhe pareça agradável.
Também são chamadas de drogas substâncias farmacêuticas, 
cujo fim é o amenizar de dores, a cura de enfermidades, o bem 
estar do convalescente. 
No dia-a-dia, quando algo vai mal, uma das palavras mais 
utilizadas, possivelmente, seja: Droga! Que droga! 
A ênfase que se dá na pronúncia, tanto ou mais caracteriza o 
quanto aquilo é ruim. 
As drogas, farmacêuticas ou não, utilizadas de forma leviana, 
induzem a estados de alteração da consciência. Usuários as 
denominam viagens. 
Viagens que deixam, de retorno, seqüelas graves de ordem 
física e psíquica. 
Infelizmente, é bastante expressivo o número de pessoas que 
as consomem. 
As instituições médicas, religiosas, governamentais têm se 
preocupado com essas estatísticas que demonstram o 
desprezo à vida, a desvalorização de si mesmo. 
O que será do nosso amanhã, quando a juventude se entrega 
ao vício, esquecendo valores de intelectualidade, conquistas 
pessoais, enriquecimento do espírito? 
O que será do nosso amanhã, quando crianças, que deveriam 
estar chutando bola, ralando joelho em quedas de bicicleta,
corridas, preferem se drogar, para sentir o prazer que essas 
atividades lhes propiciariam, sem contra-indicações? 
O que será do nosso amanhã, quando adultos se entregam a 
tal vício, esquecendo da nobreza das lutas para atingir o que 
sonham? 
O que será, enfim, do nosso amanhã, quando idosos, que 
deveriam estar nos repassando a riqueza das suas 
experiências, resolvem abraçar as drogas, esquecendo 
valores e afetos? 
O que será...? 
* * * 
Enquanto a preocupação cresce nesse sentido, não menos 
preocupante é o panorama de outras drogas que vêm 
destruindo amizades, instituições, lares. 
Falamos da raiva que vitaliza vinganças mesquinhas, 
assestando suas lanças contra pessoas que nada mais fazem 
do que pensar no bem do próximo. 
Recordamos da inveja que destrói programas de excelente 
qualidade, cujo único objetivo é consolar corações, asserenar 
ânimos, concitar ao otimismo. 
Tudo porque o invejoso decide que é mais fácil destruir, do 
que se esforçar para alcançar o patamar do outro, e ombrear
com ele, nas mesmas e dignas lutas pelo semelhante. 
Lembramos da maldade que estabelece intrigas, espalha a 
cizânia da mentira, destruindo a honra de pessoas nobres e 
coloca suspeitas em tarefas de total renúncia. 
Essa forma de agir, na surdina, na calada da noite, lançando 
petardos aqui e ali, de forma sutil, é droga que igualmente 
produz muitos malefícios. 
Por tudo isso, se você não se deseja contaminar, nem servir 
ao mal, pense um pouco. 
Se as informações lhe chegam, destilando veneno, sobre 
pessoas e instituições, use seu bom senso. 
Analise o que fazem os que estão sendo acusados, suas 
obras, seus feitos. 
Coloque na balança da ponderação o que ouve do acusador, 
seus atos, suas atitudes. 
Pense que, enquanto o outro está agindo no bem, este está 
semeando a intriga, o mal. 
E então, com lucidez, não se permita inocular pela droga da 
raiva, da inveja, da maldade. 
Vacine-se com a vigilância e a oração, conforme a orientação 
de nosso Mestre Jesus.
Não faça viagens pelo país das sombras. Não se deixe enredar 
pelo mal. 
Sirva sempre ao bem. Vibre no bem. Espalhe o bem e contagie 
a muitos, com a sua disposição de acertar, de ser melhor, em 
plena consciência de seus pensamentos e atos. 
A missão de cada um 
Invadiu-me certa vez uma inexorável perplexidade acerca do sentido da 
vida. 
Decidi, então, peregrinar por este mundo em fora, para decifrar tão 
profundo enigma. 
A todos os seres que encontrava propunha a questão. 
À frondosa árvore, enraizada no centro de grande praça, supliquei que 
me revelasse sua verdadeira missão. 
Explanou-me ela: 
“Em primeiro lugar, devo manter-me viva, forte, saudável, para melhor 
poder cumprir meu papel. 
Em segundo, descobrir exatamente qual seja este papel. 
E, por fim, desempenhá-lo diligentemente. 
A mim cabe proteger os peregrinos que por aqui passam, nos tórridos 
dias de verão, ofertando-lhes minha generosa sombra.”
Segui adiante e deparei-me com um belo gato siamês. 
Segredou-me ele que sua missão consistia em fazer companhia a uma 
velha senhora, ofertando a ela todo seu encanto e ternura. 
Por muitos e muitos dias, por escabrosas veredas, feri meus pés à procura 
de respostas à pungente dúvida. 
O esforço foi sobejamente recompensado. Mas eu sentia que era preciso 
ainda ouvir uma sábia opinião de um representante do gênero humano. 
Finalmente, após fatigante busca, no alto de um outeiro, encontrei um 
sábio anacoreta, longas barbas brancas, olhar perdido no horizonte, a 
meditar... 
Acolheu-me amavelmente. Após ouvir, todo paciência e atenção, meu 
relato e minhas súplicas, sentenciou gravemente: 
“Meu prezado buscador. Os sábios seres da natureza propiciaram a ti as 
respostas. 
Já és possuidor do inefável segredo. Não obstante, mais posso aduzir: 
Caso descobrires que és uma árvore, sejas realmente uma árvore; se fores 
um gatinho, não te constranjas em ofertar toda tua meiguice; e se um 
leão, coloca sempre toda tua energia em tudo que fizeres. 
Enfim, é preciso descobrir teus verdadeiros talentos, aprimorá-los, 
produzir os melhores frutos, e então, ofertá-los generosamente.” 
* * * 
Ninguém habita este planeta sem objetivo, sem finalidade maior. 
Aquele que cultiva a terra realiza uma missão. Como aquele que 
governa ou que instrui. 
tudo se encadeia na natureza. Ao mesmo tempo que o Espírito se 
depura pela encarnação, concorre, dessa forma, para a realização dos
desígnios da Providência. 
Cada um tem sua missão na Terra. Cada um pode ser útil para 
alguma coisa. 
Desta forma, buscadores que somos, o que devemos encontrar é a nós 
mesmos, descobrindo depois no que podemos ser úteis. 
Que habilidade temos? Quais são nossos talentos? O que podemos 
fazer pela comunidade ao nosso redor? 
É tempo de descoberta e de ação. Cada dia na Terra é oportunidade 
única que não pode mais ser desperdiçada com as distrações e ilusões 
que criamos ao longo das eras. 
REVISTA ESPIRITA 
JORNAL 
DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS 
PUBLICADA SOB A DIREÇÃO
DE 
ALLAN KARDEC 
Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente 
tem uma causa inteligente. O poder a causa inteligente 
d está na razão da grandeza do efeito. 
TERCEIRO ANO.-1860 
DITADOS ESPONTÂNEOS. 
Filosofia. 
(Sociedade, 3 de fevereiro de 1860. Méd Sr. Colin ) 
Escrevei estas coisas: O homem! Que é ele! De onde 
sai! para onde vai! - Deus! A Natureza! A criação! O 
mundo! Sua eternidade no passado, no futuro! Limite da 
Natureza, relações do ser infinito com o ser particular? 
Passagem do infinito ao finito? - Perguntas que deve ter 
feito o homem, criança ainda, quando viu pela primeira vez 
com sua razão, acima de sua cabeça, a marcha misteriosa 
dos astros; sob seus pés a Terra, alternativamente revestida 
com roupa de festa sob o lépido hálito da primavera, ou 
coberta com um manto de tristeza sob o sopro gelado do
inverno; quando se viu ele mesmo, pensando, sentindo, por 
um instante, lançado, nesse imenso turbilhão vital, entre 
ontem, dia de seu nascimento, e amanhã, dia de sua morte. 
Perguntas que se colocaram todos os povos, em todas as 
idades e em todas as suas escolas, e que, entretanto, não 
permaneceram menos enigmas para as gerações seguintes; 
perguntas bem dignas, contudo, para cativar o espírito 
investigador de vosso século e o gênio de vosso país. - Se, 
pois, houver entre vós um homem, dez homens, tendo 
consciência da alta gravidade de uma missão apostólica, e 
vontade de deixarem um sinal de sua passagem aqui para 
servir de ponto de referência à posteridade, eu lhes direi: 
por muito tempo transigistes com os erros e os preconceitos 
de vosso tempo; para vós, a época das manifestações 
materiais e físicas passou; o que chamais evocações 
experimentais não pode mais vos ensinar grande coisa, 
porque, ornais freqüentemente, só a curiosidade está em 
jogo; mas a era filosófica da doutrina se aproxima. Não 
fiqueis, pois, por mais tempo agarrados à madeira logo 
carcomida do pórtico, e penetrai audaciosamente no 
santuário celeste, tendo orgulhosamente à mão a bandeira 
da filosofia moderna, sobre a qual escrevereis sem medo: 
misticismo, racionalismo. Fazei ecletismo no ecletismo 
moderno; fazei-o como os Antigos, apoiando-vos sobre a 
tradição histórica, mística e legendária, mas tendo cuidado
sempre em não sair da revelação, luz que nos faltou a todos 
em recorrendo às luzes dos Espíritos superiores votados 
missionariamente à marcha do espírito humano. Esses 
Espíritos, por elevados que sejam, não sabem todas as 
coisas: só Deus as conhece; além disso, de tudo que sabem, 
não podem tudo revelar. Onde estaria, em que se tornaria, 
com efeito, o livre arbítrio do homem, sua responsabilidade, 
o mérito e o demérito; e, como sanção, o castigo, a 
recompensa? 
Entretanto, posso alinhar o caminho que vos mostro, 
com alguns princípios fundamentais; escutai, pois, estas 
coisas: 
1- A alma tem o poder de se esquivar à matéria; 
2- De se elevar bem acima da inteligência; 
3- Esse estado é superior à razão; 
4- Ele pode colocar o homem em relação com o que 
escapa às suas faculdades; 
5- O homem pode provocá-lo pela prece a Deus, por 
um esforço constante da vontade, reduzindo, por assim 
dizer, a alma ao estado de pura essência, privada de
atividade sensível e exterior; pela abstração, em uma 
palavra, de tudo o que há de diverso, de múltiplo, de 
indeciso, de turbilhonante, de exterioridade na alma; 
6- Existe no eu concreto e complexo do homem uma 
força completamente ignorada até aqui: procurai-a, pois. 
MOISÉS, PLATÃO, DEPOIS JULIANO. 
A Inteligência Suprema 
Algumas mentes arrojadas da física quântica chegam a afirmar que o universo é autoconsciente. 
Afirmam que mesmo o mundo material é criado por nós momento a momento. 
E o universo inteiro é criado para que a consciência possa se ver na criação. 
Ressaltam a importância da criatividade e do amor como forças unificadoras que nos levam de volta à 
unidade, uma vez que ora nos encontramos desunificados da realidade maior, fundamental e transcendente em 
função de nossos condicionamentos.
É o jeito que os cientistas estão achando para expressar e, sem querer, confirmar aquela excepcional 
definição dada pelos espíritos, a respeito do Criador, contida na primeira questão de O Livro dos Espíritos, 
quando estes proclamaram a Allan Kardec: 
"Deus é a Inteligência Suprema do Universo", a fonte geradora de todas as coisas. 
"O universo é um todo de energias dinâmicas expressando o pensamento do Criador". 
Os espíritos têm afirmado que o meio sutil em que o universo se equilibra é algo que pode ser descrito como 
fluido ou energia cósmica, uma espécie de "hálito divino", uma força inabordável que sustenta e estrutura 
toda a criação. 
Dizem que esse fluido elementar seria a "base mantenedora de todas as associações da forma nos domínios 
inumeráveis do Cosmo, do qual conhecemos o elétron como sendo um dos corpúsculos-base, nas organizações e 
oscilações da matéria", o que nos leva a idear o universo como um "todo de forças dinâmicas, expressando o 
pensamento do Criador". 
"Isso que chamais molécula está longe da molécula elementar", diziam os espíritos a Allan Kardec, em 1857. 
O pensamento imensurável do Criador sustenta e potencializa o pensamento mensurável da criatura Assim, a 
física quântica, ao teorizar que o universo é autoconsciente, tenta focar nossa embotada atenção para o 
entendimento de que, nos fundamentos da criação vibra o pensamento imensurável da Unidade Primordial ou, 
como dizem os espíritos, da Inteligência Suprema. 
É sobre esse plasma divino proveniente da Inteligência Suprema, segundo os espíritos, que o pensamento 
mensurável da criatura vibra, a constituir-se e afirmar-se no vasto oceano de força mental em que as
potencialidades do espírito se manifestam. Diante disso, nossos estreitos conceitos de "fora" e "dentro", de 
"maior" e "menor", "tangível" e "intangível", "micro" e "macro", "puro" e "impuro", "inferior" e "superior", 
"verdadeiro" e "falso" sobram-nos esparsos e ineficientes, apenas como meras metáforas para nossa vã 
tentativa de apreender a vastidão do poema cósmico, magistral e inspiradamente concebido pelo incomparável 
Poeta Celestial! 
Autor: Cândido Rangel Fernandes 
PRECE DA GRATIDÃO E DA CONFIANÇA 
O homem despertou sentindo inefável comunhão com Deus. E começou a meditar... "Venho dos milênios de 
milênios - tempo que os parâmetros cronológicos convencionais não podem definir. A manhã vai longe, a 
ventania apagou, na areia, as marcas dos meus pés. O Sol brilha, o crepúsculo derramará, no entardecer, 
nuances esmaecidas sobre a Terra, prenunciando a noite. Amanhã, depois e depois virão novos 
amanheceres, novos poentes, outras noites cintilantes de estrelas ou clarificadas de luares". O homem 
volta-se, em pensamento e coração, para seu universo interior, ausculta a própria alma, sente um desejo 
profundo, diferente, de orar. E começa a conversar com Deus no silêncio do seu quarto... 
* * 
Senhor, tudo devo agradecer-Te: o corpo físico, que me deste para que pudesse freqüentar a Escola da Vida; 
pais generosos que me abençoaram as alegrias da infância, as fantasias da adolescência, as esperanças da
juventude, dando-me, todavia, a educação e o conhecimento para o trabalho digno na madureza e a reflexão 
na velhice. Senhor, agradeço-Te a família que a Tua Bondade me permitiu constituir, e que tudo me tem 
dado: amor, carinho, dedicação. Agradeço-Te os amigos do coração, que me plenificaram a vida, 
enriquecendo-a de amor e solidariedade, de apoio e confiança. Agradeço-Te, igualmente, Senhor, os amigos 
menos afetivos, que me ensinaram a lição do entendimento e da tolerância, resguardando-me o coração 
contra o domínio do personalismo e o veneno da exigência. Louvo-Te, Senhor, o Nome Augusto, pelos 
companheiros de jornada que se me fizeram agressivos, ou inamistosos; eles me inclinaram à vigilância, 
aproximando-me do Evangelho de Teu Filho Dileto, o Bem aventurado Aflito da Crucificação. Senhor, 
agradeço-Te o teto o alimento, o vestuário, o remédio na hora da enfermidade. Agradeço-Te: o trabalho no-bilitante, 
que sedimentou em meu espírito o dever e a responsabilidade; a saúde, que me habilitou para as  
obrigações inerentes à vida contingente; a enfermidade difícil, ou irreversível, que me beneficiou a alma J 
eterna, reajustando-a face às Tuas Leis Sábias e benevolentes. Agradeço-Te, Pai, pelos que me foram 
superiores ou subalternos nas hierarquias terrestres, nas alternâncias da vida; eles induziram-me ao 
aprendizado da disciplina, que educa, e da humildade, que ilumina. Agradeço-Te, Deus de Amor e Sabedoria: 
pela visão dos oceanos profundos, que Te glorificam o Poder e Te exaltam a Grandeza Ilimitada: pelos 
continentes que se alongam, imensos, sustentando glebas que acolhem bilhões de almas em evolução; 
pelas mais rudimentares e microscópicas expressões de lida, que nascem, crescem e se alimentam em Tua 
Bondade; pelos campos e florestas; pelos animais e pelas aves; pelos rios e lagos que adornam a Natureza - 
Tua Divina Criação; pelo Universo, Santuário do Teu Amor e Templo de Tua Sabedoria; e por tudo de belo, 
grandioso e indescritível que há nos mundos que o constituem. Agradeço-Te, Senhor Deus: pelos sóis, 
pelas estrelas, pela claridade lunar, que escrevem, em Teu Nome, a epopéia da beleza, a apoteose da glória; 
pelo frio e pelo calor, pela chuva e pela estiagem que se alternam, nas estações, mantendo o equilíbrio cós 
mico, segundo as Tuas Leis, que ainda não posso entender; pelo céu, "decorado de azul", que me acena " 
de longe, na infinitude das distâncias, falando, em silêncio, a linguagem da esperança, o cântico da paz,o 
poema do amor. Senhor, ouve, ainda, um pouco, eu Te peço, a prece de gratidão e confiança deste Teu filho, 
cuja alma, neste momento, inunda-se de esperança, revigora-se na fé em Ti, Excelso Pai: perdoa-me as 
imperfeições milenárias, que procuro eliminar no glorioso e intransferível combate das existências;
fortalece-me, Senhor, para as novas caminhadas, porque, bem o sei, infinitas são as trilhas da evolução; 
ajuda-me a conhecer novos alvoreceres, a aquecer-me na suave luminosidade de outros revérberos crepus-culares. 
Abençoa me, Pai, agora e sempre". 
* 
O homem ergueu-se, resoluto, reconhecido e confiante. Trabalhou com afinco, adormeceu em paz, 
despertou na manhã seguinte e prosseguiu, feliz, a caminhada, conscientizado de que a vida é luta e a luta 
foi feita para o homem. 
J. Martins PERALVA 
Fonte: Carlos Eduardo Cennerelli

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Troque o Trabalho por Saúde: Suba o Morro

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  • 9. Uma História TROQUE TRABALHO POR SAÚDE Ela fala da vida de uma colega de escola, nos idos de 1940 esta moça era muito rica e quando fez 18 anos ganhou um carro, e era a única mulher a ter carro na época pois era artigo de luxo. Mas a garota de nossa estória ganhou o carro mas quando tinha uns 22 ou 23 anos começou a se apresentar uma doença irreversível, e que todos os médicos das principais capitais não sabiam mais o que fazer. Então ela procurou uma orientação espiritual e lá lhe disseram: "FILHA VOCÊ DEVERÁ SUBIR O MORRO SE QUER ALIVIAR SEU SOFRIMENTO, E SÓ SERÁ POSSIVEL, ALIVIANDO O SOFRIMEN TO DOS SEUS IRMÃOS. ". E a moça obedeceu, e a pouco tempo atrás minha mãe teve noticias dela, ela continua subindo o morro, fazendo roupinhas para as crianças carentes e alimentando os
  • 10. famintos em troca de sua saúde. O problema dela deu uma melhorada e estagnou, ou seja uma pessoa que tinha pouco tempo de vida ha no mínimo 50 anos atrás, continua trabalhando. Minha sugestão é trabalhe pelos teus necessitados mais próximos, se não tem dinheiro, dê seu tempo, empreste seu ouvido, vá contar estórias para as criancinhas nos hospitais. Não sei qual seu quadro, mas faça o que tiver ao seu alcance. TROQUE TRABALHO POR SAÚDE (História recebida de nossa amiga Alba Thereza) Em casa Ninguém foge à lei da reencarnação. Ontem, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral. Hoje, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.
  • 11. Ontem, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício. Hoje, temo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada de nosso amor. Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes. Hoje, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho problema, o cálice amargo da redenção. Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio. Hoje, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste. Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência. Hoje, achamo-la ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a exigir-nos a permanência no curso infatigável da tolerância. Ontem, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhe o espírito, a punhaladas de ingratidão. Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.
  • 12. À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faz o melhor que possas. Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para os que te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam... A humildade é chave de nossa libertação. E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces invisíveis da luta em casa. Emmanuel Médium: Francisco Cândido Xavier Almas Problema A pessoa-problema que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida... O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado pela primeira vez. O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha...
  • 13. O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa. Todos eles provêm do teu passado espiritual. Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa. Mas tu também. Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes e outros predisponentes, que induzem e levam ao abismo. Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo. Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis. Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consanguinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis. Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente. Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e
  • 14. que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos múltiplos. Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses... Horas soam em que um sentimentos de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado... Ledo engano! Só há liberdade real, quando se resgata o débito. Distância física não constitui impedimento psíquico. Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio. O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado. Arrima-te ao amor e sofre com paciência. Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de amparar e prosseguir. Ama, socorrendo. Dia nascerá, luminoso, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.
  • 15. O problema toma a dimensão que lhe proporcionas. Mas o amor, que “cobre a multidão dos pecados” voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas. (Joanna de Angelis / Divaldo Franco) O PÃO DE CRISTO ajude ajudar LEIA EM SILÊNCIO E MEDITE. É MUITO CURTO E VERDADEIRO. O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Vitor. Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se obrigado a recorrer à mendicância para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava muito. Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um clube social, quando viu chegar um casal. VITOR lhe pediu algumas moedas para poder comprar algo para comer. - Sinto muito, amigo, mas não tenho trocado - disse ele. Sua esposa, ouvindo a conversa perguntou:
  • 16. - Que queria o pobre homem? - Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido, - Lorenzo, não podemos entrar e comer uma comida farta que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora! - Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que quer dinheiro para beber! - Tenho uns trocados comigo. Vou dar-lhe alguma coisa! Mesmo de costas para eles, Vitor ouviu tudo que disseram. Envergonhado, queria afastar-se correndo dali, mas neste momento ouviu a amável voz da mulher que dizia: - Aqui tens algumas moedas. Consiga algo de comer, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança. Em algum lugar existe um trabalho para você. Espero que encontre. - Obrigado, senhora. Acabo de sentir-me melhor e capaz de começar de novo. A senhora me ajudou a recobrar o ânimo! Jamais esquecerei sua gentileza.
  • 17. - Você estará comendo o Pão de Cristo! Partilhe-o - disse ela com um largo sorriso dirigido mais a um homem que a um mendigo. Vítor sentiu como se uma descarga elétrica lhe percorresse o corpo. Encontrou um lugar barato para se alimentar um pouco. Gastou a metade do que havia ganho e resolveu guardar o que sobrara para o outro dia, comeria 'O Pão de Cristo' dois dias. Uma vez mais aquela descarga elétrica corria por seu interior. O PÃO DE CRISTO! - Um momento!, - pensou, não posso guardar o Pão de Cristo somente para mim. Parecia-lhe escutar o eco de um velho hino que tinha aprendido na escola dominical. Neste momento, passou a seu lado um velhinho. - Quem sabe, este pobre homem tenha fome - pensou - tenho que partilhar o Pão de Cristo. - Ouça - exclamou Vítor- gostaria de entrar e comer uma boa comida? O velho se voltou e encarou-o sem acreditar.
  • 18. - Você fala serio, amigo? O homem não acreditava em tamanha sorte, até que estivesse sentado em uma mesa coberta, com uma toalha e com um belo prato de comida quente na frente. Durante a ceia, Víctor notou que o homem envolvia um pedaço de pão em sua sacola de papel. - Está guardando um pouco para amanhã? Perguntou. - Não, não. É que tem um menininho que conheço onde costumo frequentar que tem passado mal ultimamente e estava chorando quando o deixei. Tinha muita fome. Vou levar-lhe este pão. - O Pão de Cristo! Recordou novamente as palavras da mulher e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa. Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que havia soado antes em sua cabeça. Os dois homens levaram o pão ao menino faminto que começou a engoli-lo com alegria. De repente, se deteve e chamou um cachorrinho. Um cachorrinho pequeno e assustado.
  • 19. - Tome cachorrinho. Te dou a metade - disse o menino. O Pão de Cristo alcançará também você. O pequeno tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a vender o jornal com alegria. - Até logo!, disse Vitor ao velho. Em algum lugar haverá um emprego. Não desespere! - Sabe? - sua voz se tornou em um sussurro - Isto que comemos é o Pão de Cristo. Uma senhora me disse quando me deu aquelas moedas para comprá-lo. O futuro nos presenteará com algo muito bom! Ao se afastar, Vitor reparou o cachorrinho que lhe farejava a perna. Se agachou para acariciá-lo e descobriu que tinha uma coleira onde estava gravado o nome e endereço de seu dono. Vítor caminhou um bom pedaço até a casa do dono do cachorro e bateu na porta. Ao sair e ver que havia sido encontrado seu cachorro, o homem ficou contentíssimo, e logo sua expressão se tornou séria. Estava por repreender Vitor, que certamente lhe havia roubado o cachorro, mas não o fez pois Victor mostrava no rosto um ar e dignidade que o deteve.
  • 20. Disse então: - No jornal de ontem, ofereci uma recompensa pelo resgate. Tome!! Victor olhou o dinheiro meio espantado e disse: - Não posso aceitar. Somente queria fazer um bem ao cachorrinho. - Pegue-o! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto! Você precisa de um emprego? Venha ao meu escritório amanhã. Faz-me muita falta uma pessoa íntegra como você. Ao voltar pela avenida aquele velho hino que recordava sua infância, voltou a soar em sua alma. Chamava-se 'PARTE O PÃO DA VIDA', 'NÃO O CANSEIS DE DAR, MAS NÃO DÊS AS SOBRAS, DAI COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA'. QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA DE TOMAR NOSSA CRUZ E SEGUÍ-LO, MESMO QUE DOA! Bem, agora se desejares, reparta com os amigos. Ajuda-os a repartir e refletir. Eu já o fiz.
  • 21. ESPERO QUE SIRVA para sua VIDA... QUE DEUS OS BENDIGA SEMPRE...!!! Senhor Jesus:'Te amo muito, te necessito para sempre, estás no mais profundo de meu coração, bendize com teu carinho, a minha família, minha casa, meu emprego, minhas finanças, meus sonhos, meus projetos e meus amigos'. Passa esta oração a várias pessoas, exceto a mim. Receberás milagres amanhã e sempre. Não o ignores.. Afinal, por que não mandar uma prece ao Senhor? Carta de um Morto Livro: Cartas e Crônicas Irmão X & Francisco Cândido Xavier Pede-me você notícias do cemitério nas comemorações de Finados. E como tenho em mãos a carta de um amigo, hoje na Espiritualidade, endereçada a outro amigo que ainda se encontra na Terra, acerca do assunto, dou-lhe a conhecer, com permissão dele, a missiva que
  • 22. transcrevo, sem qualquer referência a nomes, para deixar-lhe a beleza livre das notas pessoais. Eis o texto em sua feição pura e simples : Meu caro, você não pode imaginar o que seja entregar à terra a carcaça hirta. no dia dois de Novembro. Verdadeira tragédia para o morto inexperiente. Lembrar-se-á você de que o enterro de meu velho corpo, corroído pela doença, realizou-se ao crepúsculo, quando a necrópole enfeitada parecia uma casa em festa. Achava-me tristemente instalado no coche fúnebre, montando guarda aos meus restos, refletindo na miserabilidade da vida humana... Contemplando de longe minha mulher e meus filhos, que choravam discretamente num largo automóvel de aluguei, meditava naquele antigo aponta-mento de Salomão – «vaidade das vaidades, tudo é vaidade» –, quando, à entrada do cemitério, fui desalojado de improviso. Na multidão irrequieta dos vivos na carne, vinha a massa enorme dos vivos de outra natureza. Eram desencarnados às centenas, que me apalpavam curiosos, entre o sarcasmo e a comiseração. Alguns me dirigiam indagações indiscretas, enquanto outros me deploravam a sorte. Com muita dificuldade, segui o ataúde que me transportava o esqueleto imóvel e, em vão, tentei
  • 23. conchegar-me à esposa em lágrimas. Mal pude ouvir a prece que alguns amigos me consagravam, porque, de repente, a onda tumultuária me arrebatou ao circulo mais íntimo. Debalde procurei regressar à quadra humilde em que me situaram a sombra do que eu fora no mundo... Os visitantes terrestres daquela mansão, pertencente aos supostos finados, traziam consigo imensa turba de almas sofredoras e revoltadas, perfeitamente jungidas a eles mesmos. Muitos desses Espíritos, agrilhoados aos nossos companheiros humanos, gritavam ao pé das tumbas, contando os crimes ocultos que os haviam arremessado à vala escura da morte, outros traziam nas mãos documentos acusadores, clamando contra a insânia de parentes ou contra a venalidade de tribunais que lhes haviam alterado as disposições e desejos. Pais bradavam contra os filhos. Filhos protestavam contra os pais. Muitas almas, principalmente aquelas cujos despojos se localizam nos túmulos de alto preço, penetravam a intimidade do sepulcro e, de lá, desferiam gemidos e soluços aterradores, buscando inutilmente levantar os próprios ossos, no intuito de proclama aos entes queridos verdades que o tímpano humano detesta ouvir". Muita gente desencarnada falava acerca de títulos e depósitos financeiros perdidos nos bancos, de terras desaproveitadas, de casas esquecidas, de objetos de valor e obras de arte que lhes haviam escapado às mãos, agora vazias e sequiosas de posse material. Mulheres desgrenhadas clamavam vingança contra homens cruéis, e homens carrancudos e inquietos
  • 24. vociferavam contra mulheres insensatas e delinqüentes. Talvez porque ainda trouxesse comigo o cheiro do corpo físico, muitos me tinham por vivo ainda na Terra, capaz de auxiliá-los na solução dos problemas que lhes escaldavam a mente, e despejavam sobre mim alegações e queixas, libelos e testemunhos. Observei que os médicos, os padres e os juízes são as pessoas mais discutidas e criticadas aqui, em razão dos votos e promessas, socorros e testamentos, nos quais nem sempre corresponderam à expectativa dos trespassados. Em muitas ocasiões, ouvi de amigos espíritas a afirmação de que há sempre muitos mortos obsidiando os vivos, mas, registrando biografias e narrações, escutando choro e praga, tanto quanto vendo o retrato real de muitos, creio hoje que há mais vivos flagelando os mortos, algemando-os aos desvarios e paixões da carne, pelo menosprezo com que lhes tratam a memória e pela hipocrisia com que lhes visitam as sepulturas. Tamanhos foram meus obstáculos, que não mais consegui rever os familiares naquelas horas solenes para a minha incerteza de recém-vindo, e, sòmente quando os homens e as mulheres, quase todos protocolares e indiferentes, se retiraram, é que as almas terrivelmente atormentadas e infelizes esvaziaram o recinto, deixando na retaguarda tão sòmente nós outros, os libertos em dificuldade pacífica, e fazendo-me perceber que o tumulto no lar dos mortos era uma simples conseqüência da perturbação reinante no lar dos vivos. Apaziguado o ambiente, o cemitério pareceu-me um ninho claro e acolhedor, em que me não faltaram braços amigos, respondendo-me às súplicas, e a cidade, em torno, figurou-se-me, então, vasta
  • 25. necrópole, povoada de mausoléus e de cruzes, nos quais os espíritos encarnados e desencarnados vivem o angustioso drama da morte moral, em pavorosos compromissos da sombra. Como vê, enquanto a Humanidade não se habilitar para o respeito à vida eterna, é muito desagradável embarcar da Terra para o Além, no dia dedicado por ela ao culto dos mortos que lhe são simpáticos e antipáticos. Peça a Jesus, desse modo, para que você não venha para cá, num dia dois de Novembro. Qualquer outra data pode ser útil e valiosa, desde que se desagarre daí, naturalmente, sem qualquer insulto à Lei. Rogue também ao Senhor que, se possível, possa você viajar ao nosso encontro, num dia nublado e chuvoso, porque, em se tratando de sua paz, quanto mais reduzido o séqüito no enterro será melhor. E porque o documento não relaciona outros informes, por minha vez termino também aqui, sem qualquer comentário.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29. "Se muitas civilizações já desapareceram, a nossa também corre o risco de desaparecer... Nunca a vida na Terre esteve tão ameaçada. JESUS veio, há dois mil anos, prevenir-nos quanto aos avanços da inteligência; ELE nos deu a base, o alicerse... Sem AMOR, não saberemos o que fazer com tanta conquista. É o evangelho que, até agora, tem segurado a civilização, não permitindo que o homem destrua o planeta... Mas não podemos nos esquecer de que temos o livre arbítrio. Se a nossa civilização desaparecer, surgirão outras, e nós iremos para onde DEUS nos destinar..." (Obra: O Evangelho de Chico Xavier - Carlos A. Baccelli) NÃO TEMA "Não tema, creia somente" - diz o Senhor. Creia na harmonia, na justiça, na verdade, no bem... Somos livres, sob a proteção de leis vigilantes. Deus não se ausenta. Por isso, quanto nos aconteça é sempre o melhor do que nos mostremos capazes de receber.
  • 30. Em muitas ocasiões a enfermidade inesperada no corpo é apoio antecipado às necessidade da alma; a afeição que nos deixa é amputação no mundo afetivo para que possamos sobreviver naquilo que estejamos fazendo de mais útil; o desejo contrariado é providência contra perigo invisível; a inibição orgânica é recurso para a condensação de nossas energias em auxílio à realização de tarefa determinada; o prejuízo é comunicado prévio para que não se caia em débitos insolvíveis; a penúria material é desafio a que nos levantemos para o trabalho. Não desfaleça na prova que a vida lhe trouxe. A Terra é um educandário em cujas lições somos todos alunos e examinadores uns dos outros. Hoje é possível esteja sofrendo o cerco de numerosos problemas, entretanto, se você atende às instruções do amor, que nos traçam caminho certo entre as margens da humildade e do serviço, encontrará você o rumo exato de todas as soluções. Para isso, porém, é necessário que você não permaneça no canto da inércia, colecionando pedras e espinhos que lhe pesem no coração ou lhe firam a alma. Esqueça tudo o que foi tristeza ou desequilíbrio e entre no sistema de ação edificante que nos reforma o destino.
  • 31. Todos os que lutaram e venceram, todos os que tombaram na sombra e se reergueram para a luz, sofrendo, lutando, construindo e renovando, nunca deixaram de trabalhar. Nota: Os itens mencionados de O Evangelho Segundo o Espiritismo ensinam que o trabalho é uma exigência natural da evolução do homem e que os espíritos não vêm libertar-nos do esforço próprio na solução dos nossos problemas, mas apenas mostra-nos “o alvo que devemos atingir e a rota a que ele nos conduz”. pelo Espírito André Luiz - Do livro: Astronautas do Além, Médium: Francisco Cândido Xavier e J.Herculano Pires - Espíritos diversos. DIVÓRCIO Pergunta - Sobre o divórcio, Chico, você é pessoalmente contra ou a favor? E o que dizem os amigos do Alto? É razoável uma consulta popular no Brasil a respeito? Chico Xavier - Cabe-nos declarar a nossa imensa veneração pelo casamento, pela organização da família, pelo caráter sagrado do lar e pela responsabilidade nos compromissos assumidos, no campo das relações sexuais, mas somos a favor do divórcio, pormenorizadamente estudado em lei para a consideração dos diversos casos em si. Isso
  • 32. porque, sempre que a união de dois seres possa envenenar-se a ponto de se comprometerem ambos com ameaças de suicídio ou homicídio, a separação é aconselhável. Não conseguimos admitir que Deus haja estabelecido o direito de alguém torturar legalmente outro alguém. Livro: A Terra e o Semeador Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, organizado por Salvador Gentile e Hércio Marcos Cintra Arantes IDE – Instituto de Difusão Espírita A Moléstia Salvadora Livro: Reportagens de Além Túmulo - 21 Humberto de Campos & Francisco Cândido Xavier Voltara Antonino Tinoco da reunião habitual; entretanto, a palavra amorosa e sábia dos amigos espirituais não lhe aliviara o coração atormentado, como sucedia de outras vezes. Generosas entidades lhe falaram ao íntimo, da beleza da consciência pura, exalçando a felicidade no dever cumprido, e, contudo, parecia agora inabilitado à compreensão. Aquele vulto de mulher ocupava-lhe a mente, como se fosse uma obcecação doentia. Não lhe dera Deus o lar honesto, o afeto caricioso da companheira e dos filhinhos? Que lhe faltava ao coração? Agora, sentia-se quase sem forças. Conhecera-a numa festa elegante, íntima. Recordava nitidamente o instante em que se cumprimentaram pela
  • 33. primeira vez. Não tencionava dançar, mas alguém insistira, apresentando-lhe Gildete. Entendeu-lhe de pronto o temperamento original. Conversaram envolvidos em simpatia franca, embalados em sons musicais, dentro da noite linda, sob árvores tranquilas e balouçadas de vento descuidoso. A história de Gildete comovera-o e os dias enlaçaram ambos cada vez mais, em repetidos encontros. Não valeram explicações, advertências e conselhos de sua parte. Abandonara-se-lhe a jovem teimosamente, enredando-o em maravilhosa teia de seduções. Contara-lhe complicado romance de sua vida, que Antonino aceitou com a boa-fé que lhe caracterizava o espírito fraternal. Gildete, no entanto, vinha de mais longe. Espírito envenenado de aventuras inconfessáveis, presumia em Tinoco outra presa fácil. A princípio, encontravam-se duas vezes por semana, como bons amigos plenamente identificados entre si; mas a gentileza excessiva embebedara-o, devagarinho, e não se sentiu surpreendido quando entraram a falar de atração, desejos, amor. A partir dessa noite, tornara-se mais assíduo e interessado. De quando em quando, advertia-o a consciência nos recessos do ser. Seria crível que, integrado no conhecimento de sublimes revelações espirituais, se entregasse inerme a condenáveis aventuras, quando assumira sagrados compromissos de família? Por vezes, acentuava-se-lhe o impulso de resistência, beijava ardentemente os filhinhos, alegrava a esposa, renovando delicadezas cariciosas; subitamente, porém, lembrava a outra e, qual animalzinho magnetizado, inventava pretextos para ausentar-se. Gildete obcecara-o. Cada noite, lia-lhe novas páginas de ternura, que afirmava escritas somente para ele, na soledade do coração. Dirigia-lhe olhares súplices, lacrimosos, tímidos, de criança ingênua, e que Tinoco
  • 34. interpretava como carícias de primeiro e único amor. Em vão tentava referir-se à dedicação platônica que lhe competia, aos sagrados compromissos que o prendiam. A sereia destacava sempre novas possibilidades e descobria diferentes caminhos para satisfação dos criminosos desejos. Antonino escutava-lhe os apelos, sob emoções fortes, devorando cigarros avidamente. Em determinadas ocasiões, cedera quase. Mas no instante preciso, quando a perigosa criatura se julgava triunfante na batalha oculta, algo lhe ocorria ao espírito bem-intencionado, impedindo a total rendição. Eram lembranças vagas dos filhos queridos, recordações de gestos amorosos da companheira; outras vezes, parecia-lhe escutar de novo as preleções evangélicas das reuniões espiritistas que costumava frequentar periodicamente. Gildete exasperava-se, sentindo-se espicaçada pela vaidade ferida. Mais de um ano decorrera, no qual Antonino perdera energias e tranqüilidade. Emagrecera. Nunca mais se lhe observara o olhar sereno de outros tempos. Ele próprio não sabia explicar a causa de sua resistência moral, ante a situação complicada e indefinida. * * * É que o abnegado Ornar, velho companheiro de existências transcorridas, seguia-o espiritualmente de há muitos séculos e permanecia vigilante. À tirania da mulher inconsciente sobrepunha-se uma influência superior. Se Gildete emitia conceitos tendentes a desintegrar o caráter de Antonino, oferecia-lhe Ornar pensamentos nobres. A imaginação do rapaz convertera-se em campo raso de luta. Naquela noite, todavia, Tinoco revelava-se mais fraco. Era-lhe quase impossível resistir por mais tempo. Debalde aproximou-se o benfeitor trazendo-lhe socorro. Cérebro escaldando, Antonino refletia: não via tantos
  • 35. amigos, aparentemente respeitáveis, sustentando episódios afetivos longe do lar? Possuindo recursos financeiros para atender às suas obrigações, como deixar Gildete em abandono? Afinal, não seria generosidade amparar uma criatura sem arrimo e sem família? O nosso Antonino aproximava-se da capitulação integral. Preocupado, nervoso, esperou o dia imediato e, à noite, procurou ansiosamente a perigosa diva. Depois de trivialidades usuais, penetraram o terreno das considerações afetivas. Gildete parecia-lhe mais sedutora que nunca. - O dever é cruz bem pesada - suspirou ele com amargura. - Mas não se trata de fugir ao dever - tentou ela esclarecer sutilmente -, longe de mim a idéia de comprometer teu nome, arruinar tua paz doméstica. Não achas, porém, que também eu tenho direito à vida? Sou o faminto atormentado, junto ao celeiro rico de afetos. Teus escrúpulos são naturais e respeitáveis e sou a primeira a louvar a nobreza do teu proceder; entretanto, não podes desconhecer minha condição de mendigo batendo-te à porta. Há quanto tempo suplico migalhas de amor que te sobram no lar? Encontrando-te, supus-me acompanharam a vida e os pensamentos. Nossa primeira noite de baile pareceu-me a entrada em paraísos maravilhosos. Guardei a impressão de que tua voz chegava de longe, do pais delicioso do sonho... Depois, Antonino, informei-me da tua vida. Estavas preso a outra, eras pai de filhinhos que não são meus. A realidade encheu-me de sombras e, não obstante a sorte adversa, nunca desanimei. Amo-te com ardor sempre novo, esperando-te ansiosa. E porque o rapaz lhe guardava as mãos entre as dele, a revelar carinho, Gildete tinha os olhos úmidos, brilhando à luz cariciosa e discreta, e continuava: - Não exijo que sacrifiques teus deveres, não desejo te transformes em marido execrado, mas suplico a migalha de afeto, algo que alivie os pesares imensos desta minha solidão angustiosa... A essa altura, desfez-se em pranto convulsivo, que Tinoco procurava estancar carinhosamente. Abraçando-a,
  • 36. comovido, renovou protestos amorosos e tudo prometeu, decidido a todas as conseqüências : - Não chores assim; deves saber que vives comigo em toda a parte, no coração e no pensamento. Ouve, Gildete! Iremos amanhã para Petrópolis, organizaremos nossa vida. Não posso desprezar a família, mas passarei a manter o lar e o ninho, a mãe de meus filhos e a companheira ideal. A pérfida criatura exibia gestos de felicidade imensa. Depois de venturosos votos muitas vezes renovados, separaram-se com a promessa de união definitiva, para o dia seguinte. Nessa noite, todavia, enquanto Tinoco tentava a custo conciliar o sono, absorvido em projetos de voluptuosa exaltação, Omar, aflito, trazia um nobre amigo da Espiritualidade, mais experiente que ele próprio, a fim de opinar na difícil conjuntura. Anacleto, o venerando guia, examinou Antonino atentamente meneou a cabeça e esclareceu: - Toda a zona mental está invadida de larvas venenosas. As zonas de receptividade permanecem fechadas à influenciação superior. Teu protegido está absolutamente hipnotizado pela mulher que lhe armou o laço de mel. Abismando-se Ornar em amargurosa tristeza, Anacleto explicou : - Só há um meio de salvá-lo. - Qual? - perguntou o generoso amigo. - A enfermidade grave e longa, algo que, abalando-o nos recessos da personalidade, lhe esgote o terrível conteúdo psíquico. Trocaram idéias durante alguns minutos e, voltando Anacleto à esfera superior, podia-se ver Omar em agitação
  • 37. intensa. Alta madrugada, Tinoco despertou de breve sono, experimentando dores agudas. Levantou se, mas as cólicas e vômitos incoercíveis obrigaram-no a deitar-se novamente. A esposa abnegada, depois de mobilizar os recursos possíveis, telefonou inquieta ao médico da casa. O facultativo atendeu prontamente. Após minucioso exame, prescreveu banhos quentes e injeções intravenosas de água salgada. Ao despedir-se, falou à Sr Tinoco em caráter confidencial: - O caso é muito grave. Tenho a perfeita impressão da cólera morbus. A fraqueza, a algidez, os vômitos e contrações, são sintomáticos. Voltarei mais tarde para colher elementos necessários ao exame bacteriológico. Mal clareava o dia e Antonino já apresentava lividez cadavérica. O dia correu entre inquietudes angustiosas. À noite apareceu Gildete, acompanhada de amigos, para visita aparentemente sem significação. Acercando-se do leito, não dissimulou a surpresa profunda ao ver Antonino palidíssimo, ofegante, aguilhoado de cólicas dolorosas. Não obstante as pesquisas de laboratório e renovação de tratamento, Tinoco piorava dia a dia. Acabrunhado e lacrimoso, na fase culminante do sofrimento, suplicou a presença da mãezinha querida, que desencarnara dois anos antes. Evocado com veemência, o Espírito materno não se fez demorado. Reconhecendo-lhe os padecimentos rudes, a velhinha venerável abraçava-o, rezando. Nesse instante, aproximou-se Omar e lhe falou entre enérgico e compassivo : - Minha irmã, não implore a Deus providências favoráveis à saúde de seu filho. - Oh! generoso amigo - objetou emocionada -, acaso não sou mãe afetuosa? Como poderia ver meu filho
  • 38. atormentado, sem rogar a Deus lhe devolva o equilíbrio indispensável à vida? - Sim, você foi mãe dele por trinta e cinco anos, mas eu estou em serviço ativo pela saúde espiritual de Antonino há mais de quinze séculos. A moléstia não o abandonará, até que se anulem os perigos. Enquanto há condensação de vapores, a nuvem não desaparece do céu. De fato, somente depois de onze meses voltava Tinoco do consultório, fisionomia radiante, ao lado da esposa carinhosa. O médico afirmara, abraçando-o: - Você deve orgulhar-se do organismo que possui. A princípio, alarmei-me com os sintomas da cólera; todavia, embora lhe descobrisse a forma benigna, eram tantas as complicações que cheguei a duvidar da sua resistência. Na verdade, a Natureza o dotou de reservas vigorosas. Tinoco, restabelecido, não sabia como agradecer a Deus a bênção da harmonia orgânica, e quando, mais tarde, perguntou por Gildete, soube que a perigosa mulher residia em Madureira, ligada a outro homem. Só então compreendeu que, se o amor é capaz de todos os sacrifícios, o desejo costuma extinguir-se ao primeiro sinal de falência orgânica, ou de mocidade evanescente. Treino para a Morte Livro: Cartas e Crônicas - 1 Irmão X & Francisco Cândido Xavier Preocupado com a sobrevivência além do túmulo, você pergunta, espantado, como deveria ser levado a efeito o
  • 39. treinamento de um homem para as surpresas da morte. A indagação é curiosa e realmente dá que pensar. Creia, contudo, que, por enquanto, não é muito fácil preparar tècnicamente um companheiro à frente da peregrinação infalível. Os turistas que procedem da Ásia ou da Europa habilitam futuros viajantes com eficiência, por lhes não faltarem os termos analógicos necessários. Mas nós, os desencarnados, esbarramos com obstáculos quase intransponíveis. A rigor, a Religião deve orientar as realizações do espírito, assim como a Ciência dirige todos os assuntos pertinentes à vida material. Entretanto, a Religião, até certo ponto, permanece jungida ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundez da alma. Importa considerar também que a sua consulta, ao invés de ser encaminhada a grandes teólogos da Terra, hoje domiciliados na Espiritualidade, foi endereçada justamente a mim, pobre noticiarista sem méritos para tratar de semelhante inquirição. Pode acreditar que não obstante achar-me aqui de novo, há quase vinte anos de contado, sinto-me ainda no assombro de um xavante, repentinamente trazido da selva matogrossense para alguma de nossa Universidades, com a obrigação de filiar-se, de inopino, aos mais elevados estudos e às mais complicadas disciplinas. Em razão disso, não posso reportar-me senão ao meu próprio ponto de vista, com as deficiências do selvagem surpreendido junto à coroa de Civilização. Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos antigos maus hábitos. A cristalização deles, aqui, é uma praga tiranizante. Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a
  • 40. carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamóios e os ciapós, que se devoravam uns aos outros. Os excitantes largamente ingeridos constituem outra perigosa obsessão. Tenho visto muitas almas de origem aparentemente primorosa, dispostas a trocar o próprio Céu pelo uísque aristocrático ou pela nossa cachaça brasileira. Tanto quanto lhe seja possível, evite os abusos do fumo. Infunde pena a angústia dos desencarnados amantes da nicotina. Não se renda à tentação dos narcóticos. Por mais aflitivas lhe pareçam as crises do estágio no corpo, aguente firme os golpes da luta. As vítimas da cocaína, da morfina e dos barbitúricos demoram-se largo tempo na cela escura da sede e da inércia. E o sexo? Guarde muito cuidado na preservação do seu equilíbrio emotivo. Temos aqui muita gente boa carregando consigo o inferno rotulado de "amor". Se você possui algum dinheiro ou detêm alguma posse terrestre, não adia doações, caso esteja realmente inclinado a fazê-las. Grandes homens, que admirávamos no mundo pela habilidade e poder com que concretizavam importantes negócios, aparecem, junto de nós, em muitas ocasiões, à maneira de crianças desesperadas por não mais conseguirem manobrar os talões de cheque. Em família, observe cautela com testamentos. As doenças fulminatórias chegam de assalto, e, se a sua papelada não estiver em ordem, você padecerá muitas humilhações, através de tribunais e cartórios. Sobretudo, não se apegue demasiado aos laços consanguíneos. Ame sua esposa, seus filhos e seus parentes com moderação, na certeza de que, um dia, você estará ausente deles e de que, por isso mesmo, agirão quase sempre em desacordo com a sua vontade, embora lhe respeitem a memória. Não se esqueça de que, no estado presente da
  • 41. educação terrestre, se alguns afeiçoados lhe registrarem a presença extraterrena, depois dos funerais, na certa intimá-lo-ão a descer aos infernos, receando-lhe a volta inoportuna. Se você já possui o tesouro de uma fé religiosa, viva de acordo com os preceitos que abraça. É horrível a responsabilidade moral de quem já conhece o caminho, sem equilibrar-se dentro dele. Faça o bem que puder, sem a preocupação de satisfazer a todos. Convença-se de que se você não experimenta simpatia por determinadas criaturas, há muita gente que suporta você com muito esforço. Por essa razão, em qualquer circunstância, conserve o seu nobre sorriso. Trabalhe sempre, trabalhe sem cessar. O serviço é o melhor dissolvente de nossas mágoas. Ajude-se, através do leal cumprimento de seus deveres. Quanto ao mais, não se canse nem indague em excesso, porque, com mais tempo ou menos tempo, a morte lhe oferecerá o seu cartão de visita, impondo-lhe ao conhecimento tudo aquilo que, por agora, não lhe posso dizer. NO SOLO DA VIDA A alma humana é como determinado trato de terra à espera do cultivo adequado. Para muitos, esse será o momento de remover pedras e calhaus, no abençoado trabalho de purificação, traduzidos nas provas dolorosas e expiações redentoras.
  • 42. Outros, começam a abrir os sulcos renovadores, a fim de recolher as sementes do Bem. Não faltam, ainda, aqueles que, após longos períodos de renúncia e dedicação, em que muitas vezes regaram com suor e lágrima a lavoura das virtudes, oferecem, agora, os frutos da própria alma. Mas, também, há quem ainda se encontre inerte perante a própria consciência, entregando-se à praga do egoísmo e à erva daninha das viciações. Se desejas paz por dentro, faze uma pausa na caminhada e examina como tens cultivado a tua alma. Recorda que, a qualquer momento, podes usar o arado da vontade, a fim de melhorar o teu solo espiritual, alcançando, depois, a colheita justa do teu esforço no Bem. SCHEILLA Médium: Clayton B. Levy, Do livro “NOVAS MENSAGENS DE SCHEILLA PARA VOCÊ”, Edição CEAK RESPOSTA EM JESUS Recorda que todos os desafios do mal devem encontrar no campo de nossas almas a resposta em Jesus.
  • 43. Para o sarcasmo a resposta é caridade em forma de silêncio. Para a calúnia a resposta é caridade em forma de perdão. Para o egoísmo a resposta é caridade em forma de renúncia. Para o fanatismo a resposta é caridade em forma de tolerância. Para a ingratidão e resposta é caridade em forma de esquecimento. Para a preguiça a resposta é caridade em forma de trabalho. Para a tentação a resposta é caridade em forma de resistência. Para a ignorância a resposta é caridade em forma de educação. Para a violência a resposta é caridade em forma de brandura. Para o crime a resposta é caridade em forma de socorro às vítimas de delinqüência. Para as trevas a resposta é caridade em forma de luz.. Para todos os processos de atividade inferior a resposta é caridade em forma de auxílio à criação do melhor. Em qualquer problema no caminho da vida, a resposta cristã será sempre desfazer a força
  • 44. do mal pela força do Bem. Psicografado por Francisco Cândido Xavier pelo Espírito de EMMANUEL Mensagem extraída do livro "PERANTE JESUS" - Editora Ideal Amar a sí mesmo Livro: Vida Feliz Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco Ama-te mais. Certamente, não nos referimos ao sentimento egoísta, ambicioso, envenenador. Amar-se, é respeitar-se, proporcionando-se as conquistas superiores da vida, os anseios elevados do coração. Intenta estabelecer um pequeno programa
  • 45. de amor para ti e executa-o. Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas realizações e sabendo-te fadado à Grande Luz, deixa que brilhem as tuas aspirações nobres. Escolhe "a melhor parte" em tudo e supera aquelas nefastas, que prejudicam e envilecem. Muita Paz As drogas em nossa vida Drogas são substâncias entorpecentes, excitantes, alucinógenas utilizadas com a finalidade de, primariamente e em caráter provisório, propiciar ao usuário um pretenso estado psíquico que lhe pareça agradável.
  • 46. Também são chamadas de drogas substâncias farmacêuticas, cujo fim é o amenizar de dores, a cura de enfermidades, o bem estar do convalescente. No dia-a-dia, quando algo vai mal, uma das palavras mais utilizadas, possivelmente, seja: Droga! Que droga! A ênfase que se dá na pronúncia, tanto ou mais caracteriza o quanto aquilo é ruim. As drogas, farmacêuticas ou não, utilizadas de forma leviana, induzem a estados de alteração da consciência. Usuários as denominam viagens. Viagens que deixam, de retorno, seqüelas graves de ordem física e psíquica. Infelizmente, é bastante expressivo o número de pessoas que as consomem. As instituições médicas, religiosas, governamentais têm se preocupado com essas estatísticas que demonstram o desprezo à vida, a desvalorização de si mesmo. O que será do nosso amanhã, quando a juventude se entrega ao vício, esquecendo valores de intelectualidade, conquistas pessoais, enriquecimento do espírito? O que será do nosso amanhã, quando crianças, que deveriam estar chutando bola, ralando joelho em quedas de bicicleta,
  • 47. corridas, preferem se drogar, para sentir o prazer que essas atividades lhes propiciariam, sem contra-indicações? O que será do nosso amanhã, quando adultos se entregam a tal vício, esquecendo da nobreza das lutas para atingir o que sonham? O que será, enfim, do nosso amanhã, quando idosos, que deveriam estar nos repassando a riqueza das suas experiências, resolvem abraçar as drogas, esquecendo valores e afetos? O que será...? * * * Enquanto a preocupação cresce nesse sentido, não menos preocupante é o panorama de outras drogas que vêm destruindo amizades, instituições, lares. Falamos da raiva que vitaliza vinganças mesquinhas, assestando suas lanças contra pessoas que nada mais fazem do que pensar no bem do próximo. Recordamos da inveja que destrói programas de excelente qualidade, cujo único objetivo é consolar corações, asserenar ânimos, concitar ao otimismo. Tudo porque o invejoso decide que é mais fácil destruir, do que se esforçar para alcançar o patamar do outro, e ombrear
  • 48. com ele, nas mesmas e dignas lutas pelo semelhante. Lembramos da maldade que estabelece intrigas, espalha a cizânia da mentira, destruindo a honra de pessoas nobres e coloca suspeitas em tarefas de total renúncia. Essa forma de agir, na surdina, na calada da noite, lançando petardos aqui e ali, de forma sutil, é droga que igualmente produz muitos malefícios. Por tudo isso, se você não se deseja contaminar, nem servir ao mal, pense um pouco. Se as informações lhe chegam, destilando veneno, sobre pessoas e instituições, use seu bom senso. Analise o que fazem os que estão sendo acusados, suas obras, seus feitos. Coloque na balança da ponderação o que ouve do acusador, seus atos, suas atitudes. Pense que, enquanto o outro está agindo no bem, este está semeando a intriga, o mal. E então, com lucidez, não se permita inocular pela droga da raiva, da inveja, da maldade. Vacine-se com a vigilância e a oração, conforme a orientação de nosso Mestre Jesus.
  • 49. Não faça viagens pelo país das sombras. Não se deixe enredar pelo mal. Sirva sempre ao bem. Vibre no bem. Espalhe o bem e contagie a muitos, com a sua disposição de acertar, de ser melhor, em plena consciência de seus pensamentos e atos. A missão de cada um Invadiu-me certa vez uma inexorável perplexidade acerca do sentido da vida. Decidi, então, peregrinar por este mundo em fora, para decifrar tão profundo enigma. A todos os seres que encontrava propunha a questão. À frondosa árvore, enraizada no centro de grande praça, supliquei que me revelasse sua verdadeira missão. Explanou-me ela: “Em primeiro lugar, devo manter-me viva, forte, saudável, para melhor poder cumprir meu papel. Em segundo, descobrir exatamente qual seja este papel. E, por fim, desempenhá-lo diligentemente. A mim cabe proteger os peregrinos que por aqui passam, nos tórridos dias de verão, ofertando-lhes minha generosa sombra.”
  • 50. Segui adiante e deparei-me com um belo gato siamês. Segredou-me ele que sua missão consistia em fazer companhia a uma velha senhora, ofertando a ela todo seu encanto e ternura. Por muitos e muitos dias, por escabrosas veredas, feri meus pés à procura de respostas à pungente dúvida. O esforço foi sobejamente recompensado. Mas eu sentia que era preciso ainda ouvir uma sábia opinião de um representante do gênero humano. Finalmente, após fatigante busca, no alto de um outeiro, encontrei um sábio anacoreta, longas barbas brancas, olhar perdido no horizonte, a meditar... Acolheu-me amavelmente. Após ouvir, todo paciência e atenção, meu relato e minhas súplicas, sentenciou gravemente: “Meu prezado buscador. Os sábios seres da natureza propiciaram a ti as respostas. Já és possuidor do inefável segredo. Não obstante, mais posso aduzir: Caso descobrires que és uma árvore, sejas realmente uma árvore; se fores um gatinho, não te constranjas em ofertar toda tua meiguice; e se um leão, coloca sempre toda tua energia em tudo que fizeres. Enfim, é preciso descobrir teus verdadeiros talentos, aprimorá-los, produzir os melhores frutos, e então, ofertá-los generosamente.” * * * Ninguém habita este planeta sem objetivo, sem finalidade maior. Aquele que cultiva a terra realiza uma missão. Como aquele que governa ou que instrui. tudo se encadeia na natureza. Ao mesmo tempo que o Espírito se depura pela encarnação, concorre, dessa forma, para a realização dos
  • 51. desígnios da Providência. Cada um tem sua missão na Terra. Cada um pode ser útil para alguma coisa. Desta forma, buscadores que somos, o que devemos encontrar é a nós mesmos, descobrindo depois no que podemos ser úteis. Que habilidade temos? Quais são nossos talentos? O que podemos fazer pela comunidade ao nosso redor? É tempo de descoberta e de ação. Cada dia na Terra é oportunidade única que não pode mais ser desperdiçada com as distrações e ilusões que criamos ao longo das eras. REVISTA ESPIRITA JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS PUBLICADA SOB A DIREÇÃO
  • 52. DE ALLAN KARDEC Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder a causa inteligente d está na razão da grandeza do efeito. TERCEIRO ANO.-1860 DITADOS ESPONTÂNEOS. Filosofia. (Sociedade, 3 de fevereiro de 1860. Méd Sr. Colin ) Escrevei estas coisas: O homem! Que é ele! De onde sai! para onde vai! - Deus! A Natureza! A criação! O mundo! Sua eternidade no passado, no futuro! Limite da Natureza, relações do ser infinito com o ser particular? Passagem do infinito ao finito? - Perguntas que deve ter feito o homem, criança ainda, quando viu pela primeira vez com sua razão, acima de sua cabeça, a marcha misteriosa dos astros; sob seus pés a Terra, alternativamente revestida com roupa de festa sob o lépido hálito da primavera, ou coberta com um manto de tristeza sob o sopro gelado do
  • 53. inverno; quando se viu ele mesmo, pensando, sentindo, por um instante, lançado, nesse imenso turbilhão vital, entre ontem, dia de seu nascimento, e amanhã, dia de sua morte. Perguntas que se colocaram todos os povos, em todas as idades e em todas as suas escolas, e que, entretanto, não permaneceram menos enigmas para as gerações seguintes; perguntas bem dignas, contudo, para cativar o espírito investigador de vosso século e o gênio de vosso país. - Se, pois, houver entre vós um homem, dez homens, tendo consciência da alta gravidade de uma missão apostólica, e vontade de deixarem um sinal de sua passagem aqui para servir de ponto de referência à posteridade, eu lhes direi: por muito tempo transigistes com os erros e os preconceitos de vosso tempo; para vós, a época das manifestações materiais e físicas passou; o que chamais evocações experimentais não pode mais vos ensinar grande coisa, porque, ornais freqüentemente, só a curiosidade está em jogo; mas a era filosófica da doutrina se aproxima. Não fiqueis, pois, por mais tempo agarrados à madeira logo carcomida do pórtico, e penetrai audaciosamente no santuário celeste, tendo orgulhosamente à mão a bandeira da filosofia moderna, sobre a qual escrevereis sem medo: misticismo, racionalismo. Fazei ecletismo no ecletismo moderno; fazei-o como os Antigos, apoiando-vos sobre a tradição histórica, mística e legendária, mas tendo cuidado
  • 54. sempre em não sair da revelação, luz que nos faltou a todos em recorrendo às luzes dos Espíritos superiores votados missionariamente à marcha do espírito humano. Esses Espíritos, por elevados que sejam, não sabem todas as coisas: só Deus as conhece; além disso, de tudo que sabem, não podem tudo revelar. Onde estaria, em que se tornaria, com efeito, o livre arbítrio do homem, sua responsabilidade, o mérito e o demérito; e, como sanção, o castigo, a recompensa? Entretanto, posso alinhar o caminho que vos mostro, com alguns princípios fundamentais; escutai, pois, estas coisas: 1- A alma tem o poder de se esquivar à matéria; 2- De se elevar bem acima da inteligência; 3- Esse estado é superior à razão; 4- Ele pode colocar o homem em relação com o que escapa às suas faculdades; 5- O homem pode provocá-lo pela prece a Deus, por um esforço constante da vontade, reduzindo, por assim dizer, a alma ao estado de pura essência, privada de
  • 55. atividade sensível e exterior; pela abstração, em uma palavra, de tudo o que há de diverso, de múltiplo, de indeciso, de turbilhonante, de exterioridade na alma; 6- Existe no eu concreto e complexo do homem uma força completamente ignorada até aqui: procurai-a, pois. MOISÉS, PLATÃO, DEPOIS JULIANO. A Inteligência Suprema Algumas mentes arrojadas da física quântica chegam a afirmar que o universo é autoconsciente. Afirmam que mesmo o mundo material é criado por nós momento a momento. E o universo inteiro é criado para que a consciência possa se ver na criação. Ressaltam a importância da criatividade e do amor como forças unificadoras que nos levam de volta à unidade, uma vez que ora nos encontramos desunificados da realidade maior, fundamental e transcendente em função de nossos condicionamentos.
  • 56. É o jeito que os cientistas estão achando para expressar e, sem querer, confirmar aquela excepcional definição dada pelos espíritos, a respeito do Criador, contida na primeira questão de O Livro dos Espíritos, quando estes proclamaram a Allan Kardec: "Deus é a Inteligência Suprema do Universo", a fonte geradora de todas as coisas. "O universo é um todo de energias dinâmicas expressando o pensamento do Criador". Os espíritos têm afirmado que o meio sutil em que o universo se equilibra é algo que pode ser descrito como fluido ou energia cósmica, uma espécie de "hálito divino", uma força inabordável que sustenta e estrutura toda a criação. Dizem que esse fluido elementar seria a "base mantenedora de todas as associações da forma nos domínios inumeráveis do Cosmo, do qual conhecemos o elétron como sendo um dos corpúsculos-base, nas organizações e oscilações da matéria", o que nos leva a idear o universo como um "todo de forças dinâmicas, expressando o pensamento do Criador". "Isso que chamais molécula está longe da molécula elementar", diziam os espíritos a Allan Kardec, em 1857. O pensamento imensurável do Criador sustenta e potencializa o pensamento mensurável da criatura Assim, a física quântica, ao teorizar que o universo é autoconsciente, tenta focar nossa embotada atenção para o entendimento de que, nos fundamentos da criação vibra o pensamento imensurável da Unidade Primordial ou, como dizem os espíritos, da Inteligência Suprema. É sobre esse plasma divino proveniente da Inteligência Suprema, segundo os espíritos, que o pensamento mensurável da criatura vibra, a constituir-se e afirmar-se no vasto oceano de força mental em que as
  • 57. potencialidades do espírito se manifestam. Diante disso, nossos estreitos conceitos de "fora" e "dentro", de "maior" e "menor", "tangível" e "intangível", "micro" e "macro", "puro" e "impuro", "inferior" e "superior", "verdadeiro" e "falso" sobram-nos esparsos e ineficientes, apenas como meras metáforas para nossa vã tentativa de apreender a vastidão do poema cósmico, magistral e inspiradamente concebido pelo incomparável Poeta Celestial! Autor: Cândido Rangel Fernandes PRECE DA GRATIDÃO E DA CONFIANÇA O homem despertou sentindo inefável comunhão com Deus. E começou a meditar... "Venho dos milênios de milênios - tempo que os parâmetros cronológicos convencionais não podem definir. A manhã vai longe, a ventania apagou, na areia, as marcas dos meus pés. O Sol brilha, o crepúsculo derramará, no entardecer, nuances esmaecidas sobre a Terra, prenunciando a noite. Amanhã, depois e depois virão novos amanheceres, novos poentes, outras noites cintilantes de estrelas ou clarificadas de luares". O homem volta-se, em pensamento e coração, para seu universo interior, ausculta a própria alma, sente um desejo profundo, diferente, de orar. E começa a conversar com Deus no silêncio do seu quarto... * * Senhor, tudo devo agradecer-Te: o corpo físico, que me deste para que pudesse freqüentar a Escola da Vida; pais generosos que me abençoaram as alegrias da infância, as fantasias da adolescência, as esperanças da
  • 58. juventude, dando-me, todavia, a educação e o conhecimento para o trabalho digno na madureza e a reflexão na velhice. Senhor, agradeço-Te a família que a Tua Bondade me permitiu constituir, e que tudo me tem dado: amor, carinho, dedicação. Agradeço-Te os amigos do coração, que me plenificaram a vida, enriquecendo-a de amor e solidariedade, de apoio e confiança. Agradeço-Te, igualmente, Senhor, os amigos menos afetivos, que me ensinaram a lição do entendimento e da tolerância, resguardando-me o coração contra o domínio do personalismo e o veneno da exigência. Louvo-Te, Senhor, o Nome Augusto, pelos companheiros de jornada que se me fizeram agressivos, ou inamistosos; eles me inclinaram à vigilância, aproximando-me do Evangelho de Teu Filho Dileto, o Bem aventurado Aflito da Crucificação. Senhor, agradeço-Te o teto o alimento, o vestuário, o remédio na hora da enfermidade. Agradeço-Te: o trabalho no-bilitante, que sedimentou em meu espírito o dever e a responsabilidade; a saúde, que me habilitou para as obrigações inerentes à vida contingente; a enfermidade difícil, ou irreversível, que me beneficiou a alma J eterna, reajustando-a face às Tuas Leis Sábias e benevolentes. Agradeço-Te, Pai, pelos que me foram superiores ou subalternos nas hierarquias terrestres, nas alternâncias da vida; eles induziram-me ao aprendizado da disciplina, que educa, e da humildade, que ilumina. Agradeço-Te, Deus de Amor e Sabedoria: pela visão dos oceanos profundos, que Te glorificam o Poder e Te exaltam a Grandeza Ilimitada: pelos continentes que se alongam, imensos, sustentando glebas que acolhem bilhões de almas em evolução; pelas mais rudimentares e microscópicas expressões de lida, que nascem, crescem e se alimentam em Tua Bondade; pelos campos e florestas; pelos animais e pelas aves; pelos rios e lagos que adornam a Natureza - Tua Divina Criação; pelo Universo, Santuário do Teu Amor e Templo de Tua Sabedoria; e por tudo de belo, grandioso e indescritível que há nos mundos que o constituem. Agradeço-Te, Senhor Deus: pelos sóis, pelas estrelas, pela claridade lunar, que escrevem, em Teu Nome, a epopéia da beleza, a apoteose da glória; pelo frio e pelo calor, pela chuva e pela estiagem que se alternam, nas estações, mantendo o equilíbrio cós mico, segundo as Tuas Leis, que ainda não posso entender; pelo céu, "decorado de azul", que me acena " de longe, na infinitude das distâncias, falando, em silêncio, a linguagem da esperança, o cântico da paz,o poema do amor. Senhor, ouve, ainda, um pouco, eu Te peço, a prece de gratidão e confiança deste Teu filho, cuja alma, neste momento, inunda-se de esperança, revigora-se na fé em Ti, Excelso Pai: perdoa-me as imperfeições milenárias, que procuro eliminar no glorioso e intransferível combate das existências;
  • 59. fortalece-me, Senhor, para as novas caminhadas, porque, bem o sei, infinitas são as trilhas da evolução; ajuda-me a conhecer novos alvoreceres, a aquecer-me na suave luminosidade de outros revérberos crepus-culares. Abençoa me, Pai, agora e sempre". * O homem ergueu-se, resoluto, reconhecido e confiante. Trabalhou com afinco, adormeceu em paz, despertou na manhã seguinte e prosseguiu, feliz, a caminhada, conscientizado de que a vida é luta e a luta foi feita para o homem. J. Martins PERALVA Fonte: Carlos Eduardo Cennerelli