Com base no conto “O Guia”, do livro Estante da Vida, pelo Espírito
Irmão X (Momentos de Paz Maria da Luz).
Conta-nos assi...
Cheguei cedo à residência, cujo pequeno jardim a primavera aformoseava.
Quatro horas da manhã, justamente quando Aurelino ...
- Um dia tranquilo no corpo físico é uma bênção que devemos enriquecer
de harmonia e esperança. Depois de complicada opera...
Dona Sinésia ouvia em pensamento e, qual se dialogasse consigo mesma,
recusava a mensagem de otimismo e respondeu às benéf...
De volta ao interior doméstico, chegou a vez de se amparar o esposo de
Dona Sinésia, que deixara o quarto sob grande acess...
A dama escutou o convite suplicante, através da intuição, mas ficou
absolutamente parada sob os lençóis, e, ouvindo o espo...
Regressamos a casa. Dona Sinésia em descanso. Oito horas, quando se
levantou. Aurelino sugeriu-lhe o desejo de tomar água ...
Cooperação indireta para que Dona Sinésia escolhesse os pratos capazes
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Bastou isso e a senhora desmandou-se aos gritos: - Oh! Meu Deus!
Ninguém me ajuda! Vivo sozinha, desamparada! Não há mulhe...
Sabemos que a evolução espiritual se dá através da reencarnação
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Isto significa que o tempo urge, e que deveríamos, por conseguinte,
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Esses guias atuam como mestres, como orientadores, como portadores e
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Velam por nós quando estamos dormindo, quando estamos acordados, para
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Assim, que possamos diariamente, conversar mentalmente com nosso
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  1. 1. Com base no conto “O Guia”, do livro Estante da Vida, pelo Espírito Irmão X (Momentos de Paz Maria da Luz). Conta-nos assim o autor: Necessitando melhorar conhecimentos de orientação, acompanhei um dia de serviço do guardião Aurelino Piva, Espírito amigo que desempenha a função de guia comum da senhora Sinésia Camerino, dama culta e distinta, domiciliada em elegante setor do mundo paulista. Cabia-me aprender como ajudar alguém, individualmente, na posição de desencarnado. Auxiliar em esforço anônimo, exercer o amor silencioso e desconhecido.
  2. 2. Cheguei cedo à residência, cujo pequeno jardim a primavera aformoseava. Quatro horas da manhã, justamente quando Aurelino preparava as forças de sua protegida para o dia nascente. Trabalho de humildade e devotamento. Na véspera, Dona Sinésia não estivera tão sóbria ao jantar. Excedera-se em quitutes e licores, mas o amigo espiritual erguia-se em piedosa sentinela e, antes que a senhora reabrisse os olhos no corpo, aplicava-lhe passes de reajuste. - É preciso que nossa irmã desperte tão hígida quanto possível, explicou- me. E sorrindo:
  3. 3. - Um dia tranquilo no corpo físico é uma bênção que devemos enriquecer de harmonia e esperança. Depois de complicada operação magnética, observei que a tutelada se dispunha a movimentar-se, e esperei. Seis horas da manhã. Aurelino formulou uma prece, rogando ao Senhor lhe abençoasse a nova oportunidade de trabalho e tive a ideia de tornar a escutar-lhe as palavras confortadores: um dia tranquilo no corpo físico é uma bênção. A senhora acordou e o benfeitor espiritual postou-se ao lado dela, à feição de pai amoroso, falando-lhe dos recursos imensos da vida que estuava lá fora, como a buscar-lhe o coração para o serviço com alegria.
  4. 4. Dona Sinésia ouvia em pensamento e, qual se dialogasse consigo mesma, recusava a mensagem de otimismo e respondeu às benéficas sugestões, resmungando: dia aborrecido, tempo sem graça. Nisso, dois meninos altercaram, lá dentro, com a empregada. Bate-boca em família. Dona Sinésia não se mexeu. Sabia que os dois filhos manhosos nada queriam com estudo, sem suportavam qualquer disciplina, mas não deu bola. Aurelino, porém, correu à copa e eu o acompanhei. O amigo desencarnado apaziguou as crianças e acalmou a servidora da casa, à custa de apelos edificantes. Ajudou os pequenos a encontrarem os cadernos de exercícios escolares que haviam perdido e acompanhou-os até o ônibus.
  5. 5. De volta ao interior doméstico, chegou a vez de se amparar o esposo de Dona Sinésia, que deixara o quarto sob grande acesso de tosse. Bronquite. Um guardião espiritual, ligado a ele, auxiliava-o, presto; no entanto, Aurelino pensou na tranquilidade de sua protegida e entregou-se à tarefa de colaboração socorrista. Passes, insuflações. O chefe da família estava nervoso, abatido. Aurelino não repousou enquanto não lhe viu o espírito asserenado, diante da empregada, a quem auxiliou de novo, a fim de que o café com leite fosse servido com carinho e limpeza. Logo após, demandou o grande aposento, em que iniciáramos a tarefa, rogando a Dona Sinésia viesse à copa abençoar o marido com um sorriso de confiança.
  6. 6. A dama escutou o convite suplicante, através da intuição, mas ficou absolutamente parada sob os lençóis, e, ouvindo o esposo a pigarrear, na saída, comentou intimamente: não vou com asma, estou farta. Sete horas. Aurelino estugou o passo a fim de sustentar o senhor Camerino, na travessia da rua. Explicou-me que Dona Sinésia precisava de paz e, em razão disso, devia ajudar-lhe o marido com as melhores possibilidades de que dispunha. E, atencioso, deu a ele, na espera da condução, ideias de tolerância e caridade, bom ânimo e fé viva para compreender as suas dificuldades de contador na firma a que se vincula.
  7. 7. Regressamos a casa. Dona Sinésia em descanso. Oito horas, quando se levantou. Aurelino sugeriu-lhe o desejo de tomar água pura e informou-me de que se esmerava em defendê-la contra intoxicações. Magnetizou o líquido simples, dotando-o de qualidades terapêuticas especiais e continuaram serviços e preocupações. Trabalho de proteção para Dona Sinésia, em múltiplas circunstâncias pequeninas suscetíveis de gerar grandes males; apoio à empregada de Dona Sinésia, para que não falhassem minudências na harmonia do lar; remoção de obstáculos a fim de que contratempos não viessem perturbar a calma de Dona Sinésia; socorro incessante às crianças de Dona Sinésia, ao retornarem da escola;
  8. 8. Cooperação indireta para que Dona Sinésia escolhesse os pratos capazes de lhe assegurarem a necessária euforia orgânica; inspirações adequadas de modo a que Dona Sinésia encontrasse boas leituras; amparo constante ao senhor Camerino, tanto quanto possível, a fim de que Dona Sinésia não se afligisse. Enfim, Dona Sinésia, sem a obrigação de ser agradecida, já que não identificava os benefícios contínuos que recebia, teve um dia admirável, enquanto Aurelino e eu estávamos realmente estafados, não obstante a nossa condição de Espíritos sem corpo físico. À noite, porém, justamente quando Aurelino se sentou ao meu lado para dois dedos de prosa, Dona Sinésia, desatenta, feriu o polegar da mão esquerda com a agulha que manejava para enfeitar um vestido.
  9. 9. Bastou isso e a senhora desmandou-se aos gritos: - Oh! Meu Deus! Ninguém me ajuda! Vivo sozinha, desamparada! Não há mulher mais infeliz do que eu! Positivamente assombrado, espiei Aurelino, que se mantinha imperturbável, e observei: - Que reação é esta, meu amigo? Dona Sinésia recolheu socorro e bênçãos durante o dia inteiro! Como justificar essa ataque de cólera por picadela sem importância nenhuma? Aurelino, entretanto, sorriu e falou paciente: - Acalme-se, meu caro. Auxiliemos nossa irmã a reequilibrar-se. Esta irritação não há de ser nada. Ela também, mais tarde, vai desencarnar como nós, e será guia. REFLEXÃO:
  10. 10. Sabemos que a evolução espiritual se dá através da reencarnação sucessiva. Ora estamos na experiência da carne, ora estamos na erraticidade, libertos do corpo material. Dizem que, para cada encarnado, existe no plano espiritual cerca de seis a sete irmãos aguardando a oportunidade de encarnar. Sabemos, também, que o espírito necessita da vida material para amealhar os valores imperecíveis do ser, isto é, o espírito não consegue galgar as alturas celestiais sem o exercício material, onde aprende, responde e espia as falhas que ainda traz dentro de si. Partindo desses pressupostos, poderíamos afirmar, sem medo de errar, que a vida na Terra é uma bênção de Deus e, portanto, deve ser aproveitada a cada instante, com toda a intensidade.
  11. 11. Isto significa que o tempo urge, e que deveríamos, por conseguinte, aproveitar cada experiência, cada segundo, para agregar valores ao nosso Espírito, através do serviço que edifica, da fé e da esperança, que alavancam nossa elevação. Entretanto, quando encarnados, abençoados com a misericórdia do esquecimento do passado, não percebemos esta verdade, e nos deixamos cair na tentação da discórdia, da irritação, da intolerância, da impaciência, da reclamação. Deus não abandona seus filhos, e permite que, dentre aqueles que hoje estão na erraticidade, ou seja, no plano espiritual, alguns sejam abençoados pela oportunidade de serviço como guia, como anjo da guarda daqueles que aqui se encontram materializados.
  12. 12. Esses guias atuam como mestres, como orientadores, como portadores e indutores de entusiasmo, como arautos de esperança, seguindo nossos menores passos no dia a dia, e contribuindo para o equilíbrio e o aprendizado. Dessa forma, não seria justo dizermos, quando nos sentimos sozinhos e abandonados, que Deus nos esqueceu. O mais simples dos seres, o mais humilde dos homens, tem sempre um anjo guardião a cuidar e a velar por ele, em cada caminho da estrada. A função deles não é trazer apoio material, não é abrir as facilidades externas em nossa vida. A função deles é assegurar a têmpera, necessária para suportarmos as provas e as expiações que nos são próprias.
  13. 13. Velam por nós quando estamos dormindo, quando estamos acordados, para o nosso equilíbrio físico e psíquico. Falam à nossa consciência, insuflando amor e compreensão. São os nossos guias, companheiros amorosos, que aceitam a missão de cuidar de nós como se cuida da criança que carece de apoio para se desenvolver. Quantos de nós, poderiam imaginar os cuidados que recebemos a cada instante de nossas vidas? Em O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta sobre a influência dos Espíritos em nossa vida. E a resposta nos diz que ela é muito maior do que poderíamos supor e que, na maioria das vezes, são eles que nos governam.
  14. 14. É preciso perceber, entretanto, que ao nosso guia não é permitido interferir em nosso livre-arbítrio e que, portanto, eles agem pelo influxo do amor e da caridade desinteressada, aprendendo eles mesmos o valor do serviço. Mas há aqueles outros irmãos desencarnados que, aproveitando nossas falhas, nos induzem em experiências menos felizes, com as quais se comprazem. Para que isto não venha acontecer, é preciso que mantenhamos a vigilância; e toda vez que cairmos na tentação da irritação, procuremos nos lembrar de que, junto de nós, existe um amigo, um anjo guardião, como chamamos, atuando efetivamente para nos ajudar, e que desdobra esforços incessantemente para nosso reequilíbrio.
  15. 15. Assim, que possamos diariamente, conversar mentalmente com nosso guia, agradecendo a ajuda recebida e pedindo perdão por nossa indisciplina, rogando a Deus por ele que, assim como nós, estão a caminho da elevação. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Com uma página nova: Espiritismo com humor.

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