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A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências
políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas vanguardas estéticas
surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de
regras. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida
em sua época. A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da
República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política de café
com leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite
paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais
tradicionais.
Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a
perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura,
música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava
o Correio Paulistano, órgão do partido governista paulista, em 29 de Janeiro de
1922.
A nova intelectualidade brasileira dos anos 10-20 viu-se em um momento de
necessidade de abandono dos antigos ideais estéticos do século XlX ainda em
moda no país. Havia algumas notícias sobre as experiências estéticas que ocorriam
na Europa no momento, mas ainda não se tinha certeza do que estava acontecendo
e quais seriam os rumos a se tomar.
O principal foco de descontentamento com a ordem estética estabelecida se dava
no campo da literatura (e da poesia, em especial).
Exemplares do Futurismo italiano chegavam ao país e começavam a influenciar
alguns escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida.
A jovem pintora Anita Malfatti voltava da Europa trazendo a experiência das novas
vanguardas, e em 1917 realiza a que foi chamada de primeira exposição modernista
brasileira, com influências do cubismo, exprecionalismo e futurismo. A exposição
causa escândalo e é alvo de duras críticas de Monteiro lobato, o que foi o estopim
para que a Semana de Arte Moderna tivesse o sucesso que, com o tempo, ganhou.
Trabalho de História
Um dos mais importantes introdutores do Modernismo no Brasil, foi o
autor dos dois mais importantes manifestos modernistas, o Manifesto da
poesia Pau-Brasil e o Manifesto Antropófago, bem como do primeiro livro
de poemas do modernismo brasileiro afastado de toda a eloquência
romântica, Pau-Brasil.
Muito próximo, no princípio de sua carreira literária, da pessoa de Mario de
Andrade, ambos os autores funcionaram como um dínamo na introdução e
experimentação do movimento, unidos por uma profunda amizade que
durou muito tempo.
Porém, possuindo profundas distinções estéticas em seu trabalho, Oswald
de Andrade foi também mais provocador que o seu colega modernista,
podendo hoje ser classificado como um polemista. Nesse aspecto não só os
seus escritos como as suas aparições públicas serviram para moldar o
ambiente modernista da década de 1920 e de 1930.

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Trabalho de História

  • 2. A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política de café com leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionais. Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano, órgão do partido governista paulista, em 29 de Janeiro de 1922.
  • 3. A nova intelectualidade brasileira dos anos 10-20 viu-se em um momento de necessidade de abandono dos antigos ideais estéticos do século XlX ainda em moda no país. Havia algumas notícias sobre as experiências estéticas que ocorriam na Europa no momento, mas ainda não se tinha certeza do que estava acontecendo e quais seriam os rumos a se tomar. O principal foco de descontentamento com a ordem estética estabelecida se dava no campo da literatura (e da poesia, em especial). Exemplares do Futurismo italiano chegavam ao país e começavam a influenciar alguns escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida. A jovem pintora Anita Malfatti voltava da Europa trazendo a experiência das novas vanguardas, e em 1917 realiza a que foi chamada de primeira exposição modernista brasileira, com influências do cubismo, exprecionalismo e futurismo. A exposição causa escândalo e é alvo de duras críticas de Monteiro lobato, o que foi o estopim para que a Semana de Arte Moderna tivesse o sucesso que, com o tempo, ganhou.
  • 5. Um dos mais importantes introdutores do Modernismo no Brasil, foi o autor dos dois mais importantes manifestos modernistas, o Manifesto da poesia Pau-Brasil e o Manifesto Antropófago, bem como do primeiro livro de poemas do modernismo brasileiro afastado de toda a eloquência romântica, Pau-Brasil. Muito próximo, no princípio de sua carreira literária, da pessoa de Mario de Andrade, ambos os autores funcionaram como um dínamo na introdução e experimentação do movimento, unidos por uma profunda amizade que durou muito tempo. Porém, possuindo profundas distinções estéticas em seu trabalho, Oswald de Andrade foi também mais provocador que o seu colega modernista, podendo hoje ser classificado como um polemista. Nesse aspecto não só os seus escritos como as suas aparições públicas serviram para moldar o ambiente modernista da década de 1920 e de 1930.