Texto
poético
Texto poético
Características
Apresenta recursos
expressivos variados.
Valoriza o ritmo e a
musicalidade.
Utiliza as palavras num
sentido figurado e simbólico
(sentido conotativo).
Texto geralmente escrito em
verso.
A “voz” que revela as suas emoções no texto poético
denomina-se
Sujeito poético
A borboleta
De manhã bem cedo
uma borboleta
saiu do casulo.
Era parda e preta.
Foi beber ao açude.
Viu -se dentro de água.
E se achou tão feia
que morreu de mágoa.
Ela não sabia
– boba! – que Deus deu
para cada bicho
a cor que escolheu.
Um anjo a levou,
Deus ralhou com ela,
mas deu roupa nova
azul e amarela.
Odylo Costa, Filho, in op. cit., p. 16
Estrofe: conjunto de versos que se
encontram separados uns dos outros por
um espaço.
Verso: cada linha do poema.
Rima: semelhança de sons no final dos
versos, que confere musicalidade ao
poema.
conjunto de estrofes
que compõem o texto.
Poema
Estrofe
Cada estrofe tem um nome consoante o número de versos que a
constitui:
1 verso
2 versos
3 versos
4 versos
5 versos
monóstico
dístico
terceto
quadra
quintilha
Rima
Quando dois ou mais versos terminam com o mesmo som,
diz-se que rimam.
Mas os versos nem sempre rimam.
Nesse caso, chamam-se soltos ou brancos.
A rima pode ser classificada como:
O pastor
Pastor, pastorinho,
onde vais sozinho?
Vou àquela serra
buscar uma ovelha.
Porque vais sozinho
pastor, pastorinho?
Não tenho ninguém
que me queira bem.
Não tens um amigo?
Deixa-me ir contigo.
Eugénio de Andrade, in op. cit., p. 14
Consoante: rima em que todos os sons
(vogais e consoantes) correspondem.
Toante: rima em que apenas os sons
vocálicos correspondem.
Pastor, pastorinho,
onde vais sozinho?
Vou àquela serra
buscar uma ovelha.
Porque vais sozinho
pastor, pastorinho?
Não tenho ninguém
que me queira bem.
Não tens um amigo?
Deixa-me ir contigo.
Eugénio de Andrade, in op. cit., p. 14
Esquema rimático
A identificação da rima num poema é feita com letras.
A
A
B
B
A
A
C
C
D
D
Quando a rima se repete, repete-se
a letra.
Quando a rima é nova, atribui-se
uma nova letra.
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente;
é contentamento descontente
é dor que desatina sem doer
(Luís de Camões)
Texto poético
Tipos de rima
A
B
B
A
Embevecida,
A mãe ovelha deixa de remoer
E a vida
Para também a ver
(Miguel Torga)
A
B
A
B
Rima interpolada
Quando há pelo menos dois
versos a separar a rima.
Rima emparelhada
Os versos rimam dois a dois.
Rima cruzada
Os versos rimam
alternadamente.
Sílabas métricas: sílabas que compõem cada um
dos versos do poema.
 A contagem das sílabas métricas é feita até à sílaba tónica
da última palavra do verso.
De / ma / nhã / bem / ce / do (cinco sílabas métricas)
1 2 3 4 5
sílaba tónica
(Odylo Costa, “A borboleta”, v. 1)
Sílabas métricas
 No interior do verso, a sílaba terminada em vogal une-se à
sílaba seguinte, se esta também começar por vogal.
Chama-se a isso fazer a elisão.
A / cu / di / me a / go / ra a / qui (sete sílabas métricas)
1 2 3 4 5 6 7
sílaba tónica
(elisão) (elisão)
(Almeida Garrett, “Bela infanta”, v. 74)

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  • 1.
  • 2.
    Texto poético Características Apresenta recursos expressivosvariados. Valoriza o ritmo e a musicalidade. Utiliza as palavras num sentido figurado e simbólico (sentido conotativo). Texto geralmente escrito em verso.
  • 3.
    A “voz” querevela as suas emoções no texto poético denomina-se Sujeito poético
  • 4.
    A borboleta De manhãbem cedo uma borboleta saiu do casulo. Era parda e preta. Foi beber ao açude. Viu -se dentro de água. E se achou tão feia que morreu de mágoa. Ela não sabia – boba! – que Deus deu para cada bicho a cor que escolheu. Um anjo a levou, Deus ralhou com ela, mas deu roupa nova azul e amarela. Odylo Costa, Filho, in op. cit., p. 16 Estrofe: conjunto de versos que se encontram separados uns dos outros por um espaço. Verso: cada linha do poema. Rima: semelhança de sons no final dos versos, que confere musicalidade ao poema. conjunto de estrofes que compõem o texto. Poema
  • 5.
    Estrofe Cada estrofe temum nome consoante o número de versos que a constitui: 1 verso 2 versos 3 versos 4 versos 5 versos monóstico dístico terceto quadra quintilha
  • 6.
    Rima Quando dois oumais versos terminam com o mesmo som, diz-se que rimam. Mas os versos nem sempre rimam. Nesse caso, chamam-se soltos ou brancos.
  • 7.
    A rima podeser classificada como: O pastor Pastor, pastorinho, onde vais sozinho? Vou àquela serra buscar uma ovelha. Porque vais sozinho pastor, pastorinho? Não tenho ninguém que me queira bem. Não tens um amigo? Deixa-me ir contigo. Eugénio de Andrade, in op. cit., p. 14 Consoante: rima em que todos os sons (vogais e consoantes) correspondem. Toante: rima em que apenas os sons vocálicos correspondem.
  • 8.
    Pastor, pastorinho, onde vaissozinho? Vou àquela serra buscar uma ovelha. Porque vais sozinho pastor, pastorinho? Não tenho ninguém que me queira bem. Não tens um amigo? Deixa-me ir contigo. Eugénio de Andrade, in op. cit., p. 14 Esquema rimático A identificação da rima num poema é feita com letras. A A B B A A C C D D Quando a rima se repete, repete-se a letra. Quando a rima é nova, atribui-se uma nova letra.
  • 9.
    Amor é fogoque arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente; é contentamento descontente é dor que desatina sem doer (Luís de Camões) Texto poético Tipos de rima A B B A Embevecida, A mãe ovelha deixa de remoer E a vida Para também a ver (Miguel Torga) A B A B Rima interpolada Quando há pelo menos dois versos a separar a rima. Rima emparelhada Os versos rimam dois a dois. Rima cruzada Os versos rimam alternadamente.
  • 10.
    Sílabas métricas: sílabasque compõem cada um dos versos do poema.  A contagem das sílabas métricas é feita até à sílaba tónica da última palavra do verso. De / ma / nhã / bem / ce / do (cinco sílabas métricas) 1 2 3 4 5 sílaba tónica (Odylo Costa, “A borboleta”, v. 1)
  • 11.
    Sílabas métricas  Nointerior do verso, a sílaba terminada em vogal une-se à sílaba seguinte, se esta também começar por vogal. Chama-se a isso fazer a elisão. A / cu / di / me a / go / ra a / qui (sete sílabas métricas) 1 2 3 4 5 6 7 sílaba tónica (elisão) (elisão) (Almeida Garrett, “Bela infanta”, v. 74)