TANQUES E
SILOS
PROFA. MS. MONICA BERNARDI URIAS
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
2018
NR 20
Estabelece requisitos mínimos para a gestão da segurança e
saúde no trabalho contra os fatores de risco de acidentes
provenientes das atividades e extração, produção,
armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de
inflamáveis e líquidos combustíveis.
•Líquidos inflamáveis: são líquidos que possuem ponto de fulgor ≤ 60º C.
•Gases inflamáveis: gases que inflamam com o ar a 20º C e a uma pressão padrão
de 101,3 kPa.
•Líquidos combustíveis: são líquidos com ponto de fulgor > 60º C e ≤ 93º C
NR 20 – PROJETO DA
INSTALAÇÃO
20.5.2 No projeto das instalações classes II e III devem constar, no mínimo, e em língua
portuguesa:
•descrição das instalações e seus respectivos processos através do manual de operações;
•planta geral de locação das instalações;
•características e informações de segurança, saúde e meio ambiente relativas aos
inflamáveis e líquidos combustíveis, constantes nas fichas com dados de segurança de
produtos químicos, de matérias primas, materiais de consumo e produtos acabados;
•fluxograma de processo;
•especificação técnica dos equipamentos, máquinas e acessórios críticos em termos de
segurança e saúde no trabalho estabelecidos pela análise de riscos;
•plantas, desenhos e especificações técnicas dos sistemas de segurança da instalação;
•identificação das áreas classificadas da instalação, para efeito de especificação dos
equipamentos e instalações elétricas;
•medidas intrínsecas de segurança identificadas na análise de riscos do projeto.
SEGURANÇA NA
CONSTRUÇÃO E
MONTAGEM
Instalações para extração, produção, armazenamento,
transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos
combustíveis.
•Devem atender estritamente ao projeto, elaborado por pessoa
capacitada e habilitada;
•Devem atender às Normas Regulamentadoras e nas normas
técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas
normas internacionais.
•As inspeções e os testes realizados na fase de construção e
montagem e no comissionamento devem ser documentados.
•Devem ser identificados e sinalizados.
SEGURANÇA OPERACIONAL
Quanto a procedimentos operacionais, o empregador deve:
•Elaborá-los,
•Documentá-los,
•Implementar,
•Divulgar e
•Mantê-los atualizados (devem ser revisados e/ou atualizados, no máximo
trienalmente para instalações classes I e II e quinquenalmente para instalações
classe III) e perante acidentes, nova gestão, novos equipamentos instalados,
alteração operacional, reanalise grau de risco, solicitações da CIPA ou SESMT.
Contemplando aspectos de segurança e saúde no trabalho, em
conformidade com as especificações do projeto das instalações (classes I, II e III)
e com as recomendações das análises de riscos respectivas a cada tipo de
instalação.
SEGURANÇA OPERACIONAL
Nas instalações industriais de Classe II e III, com unidades
de processo, estes procedimentos devem possuir instruções claras
para o desenvolvimento de atividades em cada uma das seguintes
fases:
a)pré-operação;
b)operação normal;
c)operação temporária;
d)operação em emergência;
e)parada normal;
f)parada de emergência;
g)operação pós-emergência
OPERAÇÕES DE TRANSFERÊNCIA DE
INFLAMÁVEIS, ENCHIMENTO DE
RECIPIENTES OU DE TANQUES
Devem ser adotados procedimentos para:
a)eliminar ou minimizar a emissão de vapores e gases
inflamáveis;
b)controlar a geração, acúmulo e descarga de
eletricidade estática.
OPERAÇÕES DE TRANSFERÊNCIA DE
INFLAMÁVEIS, ENCHIMENTO DE
RECIPIENTES OU DE TANQUES
20.7.4 No processo de transferência de inflamáveis e líquidos
combustíveis, deve-se implementar medidas de controle
operacional e/ou de engenharia das emissões fugitivas,
emanadas durante a carga e descarga de tanques fixos e de
veículos transportadores, para a eliminação ou minimização
dessas emissões.
OPERAÇÕES DE TRANSFERÊNCIA DE
INFLAMÁVEIS, ENCHIMENTO DE
RECIPIENTES OU DE TANQUES
20.7.5 Na operação com inflamáveis e líquidos combustíveis,
em instalações de processo contínuo de produção e de
Classe III, o empregador deve dimensionar o efetivo de
trabalhadores suficiente para a realização das tarefas
operacionais com segurança.
20.7.5.1 Os critérios e parâmetros adotados para o
dimensionamento do efetivo de trabalhadores devem estar
documentados.
PREVENÇÃO E CONTROLE DE
VAZAMENTOS, DERRAMAMENTOS,
INCÊNDIOS, EXPLOSÕES E EMISSÕES
FUGITIVAS
20.12.1 O empregador deve elaborar plano que contemple a
prevenção e controle de vazamentos, derramamentos,
incêndios e explosões e, nos locais sujeitos à atividade de
trabalhadores, a identificação das fontes de emissões
fugitivas.
20.12.2 O plano deve contemplar todos os meios e ações
necessárias para minimizar os riscos de ocorrência de
vazamento, derramamento, incêndio e explosão, bem como
para reduzir suas consequências em caso de falha nos
sistemas de prevenção e controle.
PREVENÇÃO E CONTROLE DE
VAZAMENTOS, DERRAMAMENTOS,
INCÊNDIOS, EXPLOSÕES E EMISSÕES
FUGITIVAS
20.12.4 Os sistemas de prevenção e controle
devem ser adequados aos perigos/riscos dos
inflamáveis e líquidos combustíveis.
20.12.5 Os tanques que armazenam líquidos
inflamáveis e combustíveis devem possuir
sistemas de contenção de vazamentos ou
derramamentos, dimensionados e construídos de
acordo com as normas técnicas nacionais.
CONTROLE DE FONTES DE
IGNIÇÃO
• Todas as instalações elétricas e equipamentos elétricos fixos, móveis e
portáteis, equipamentos de comunicação, ferramentas e similares
utilizados devem atender à segurança diante do risco eminente
característico de áreas classificadas.
• Controle da geração, acúmulo e descarga de eletricidade estática em
áreas sujeitas à existência de atmosferas inflamáveis.
• Permissão de Trabalho : aos trabalhos envolvendo o uso de
equipamentos que possam gerar chamas, calor ou centelhas, nas áreas
sujeitas à existência de atmosferas inflamáveis.
• Sinalizar a proibição do uso de fontes de ignição.
20.13.5 Os veículos que circulem nas áreas sujeitas à existência de
atmosferas inflamáveis devem possuir características
apropriadas ao local e ser mantidos em perfeito estado de
conservação.
PLANO DE RESPOSTA A
EMERGÊNCIAS
• Deve ser elaborado considerando as características e a complexidade da
instalação e conter, no mínimo:
• a) nome e função do(s) responsável(eis) técnico(s) pela elaboração e revisão do
plano;
• b) nome e função do responsável pelo gerenciamento, coordenação e
implementação do plano;
• c) designação dos integrantes da equipe de emergência, responsáveis pela
execução de cada ação e seus respectivos substitutos;
• d) estabelecimento dos possíveis cenários de emergências, com base nas análises
de riscos;
• e) descrição dos recursos necessários para resposta a cada cenário contemplado;
• f) descrição dos meios de comunicação;
• g) procedimentos de resposta à emergência para cada cenário contemplado;
• h) procedimentos para comunicação e acionamento das autoridades públicas e
desencadeamento da ajuda mútua, caso exista;
• i) procedimentos para orientação de visitantes, quanto aos riscos existentes e
como proceder em situações de emergência;
• j) cronograma, metodologia e registros de realização de exercícios simulados.
TANQUE NO INTERIOR DE
EDIFÍCIOS
• Deve ser precedida de Projeto e de Análise Preliminar de Perigos/Riscos (APP/APR), ambos elaborados por
profissional habilitado, contemplando os aspectos de segurança, saúde e meio ambiente.
• A instalação deve obedecer aos seguintes critérios:
a) localizar-se no pavimento térreo, subsolo ou pilotis, em área exclusivamente destinada para tal fim;
b) deve dispor de sistema de contenção de vazamentos;
c) deve conter até 3 tanques (max. de 3000 L cada), metálicos, separados entre si e do restante da edificação
por paredes resistentes ao fogo por no mínimo 2 horas e porta do tipo corta-fogo;
d) possuir aprovação pela autoridade competente;
e) possuir sistemas automáticos de detecção e combate a incêndios, bem como saídas de emergência
dimensionadas conforme normas técnicas;
f) os tanques devem estar localizados de forma a não bloquear, em caso de emergência, o acesso às saídas
de emergência e aos sistemas de segurança contra incêndio;
g) os tanques devem ser protegidos contra vibração, danos físicos e da proximidade de equipamentos ou
dutos geradores de calor;
h) a estrutura da edificação deve ser protegida para suportar um eventual incêndio originado nos locais que
abrigam os tanques;
i) devem ser adotadas as medidas necessárias para garantir a ventilação dos tanques para alívio de pressão,
bem como para a operação segura de abastecimento e destinação dos gases produzidos pelos motores à
combustão.
SILOS E ARMAZÉNS -
PRODUTOS AGRÍCOLAS
• Por sua dimensão e complexidade, podem ser fonte de vários e
graves acidentes do trabalho.
• Por serem os silos locais fechados, enclausurados, perigosos e
traiçoeiros, são conhecidos como espaços confinados e são
objeto da NR33 - Espaços Confinados, da NBR 14.787 da ABNT
e de alguns itens da NR 18 - Construção Civil.
• Explosões - ocorrem frequentemente em instalações agrícolas ou
industriais onde são processados farinhas (de trigo, milho*, soja,
cereais) ou particulados como açúcar, arroz, chá, cacau, couro,
carvão, madeira, enxofre, magnésio.
• Tonéis de vinho ou água ardente – produto inflamável NR 20.
SILOS E ARMAZÉNS - PRODUTOS
AGRÍCOLAS
• Silos e Armazéns agrícolas:
Além das explosões...temos como riscos:
- problemas ergonômicos;
- lesões do trato respiratório (poeiras) e do globo ocular;
- riscos físicos (ruído, iluminação, umidade, vibrações, etc.); e
- acidentes em geral (quedas, sufocamento, engolfamento).
EXPLOSÕES EM SILOS
•Recomendações poeira ambiental (USA) - 4 g/m3 de ar.
•A faixa mais perigosa para gerar uma explosão, varia entre 20 e 4.000
g/m3 de ar.
•Olha que interessante (boa referência):
Se uma lâmpada de bulbo (incandescente) de 25 watts pode
ser vista a 2 m de distância num ambiente empoeirado, isso significa
que a concentração de poeira é inferior a 40 g/m3 de ar mas, mesmo
assim, dentro do limite de exlosividade.
EXPLOSÕES EM SILOS
REGRAS BÁSICAS
•a poeira deve ser combustível;
•ela deve ser capaz de permanecer em suspensão no ar;
•deve ter um arranjo e tamanho passível de propagar a chama;
•a concentração da poeira deve estar dentro da faixa explosiva;
•uma fonte de ignição com energia suficiente deve estar presente; e
•a atmosfera deve conter oxigênio suficiente para suportar e sustentar a
combustão.
Se todas essas condições estiverem presentes, pode ocorrer a
explosão da poeira. A melhor maneira de evitá-la é anular a maior parte
dessas pré-condições.
EXPLOSÕES EM SILOS
PARÂMETROS CRÍTICOS PARA A EXPLOSÃO DE POEIRAS
• tamanho da partícula: < 0,1 mm;
• concentração da poeira: 40 a 4.000 g/m3;
• teor de umidade do grão: <11 %;
• índice de oxigênio no ar: > 12%;
• energia de ignição: > 10 a 100 mJ (mega Joule); e
• temperatura de ignição: 410 a 600 o
C.
TEMPERATURAS DE IGNIÇÃO DA
NUVEM, ADOTADAS NOS EUA
(NFPA) :
• açúcar em pó = 400 o
C
• amido de milho = 350 o
C
• arroz = 450 o
C
• cacau 19% gordura = 240 o
C
• café instantâneo = 350 o
C
• café torrado = 270 o
C
• canela = 230 o
C
• casca de amêndoa = 210 o
C
• casca de amendoim = 210 o
C
• casca de arroz = 220 o
C
• casca de coco = 220 o
C
• casca de noz de cacau = 370 o
C
• casca de semente de pêssego = 210 o
C
• casca de noz preta = 220 o
C
• celoluse = 270 o
C e
• celulose alfa = 300 o
C
DIMINUIÇÃO DO RISCO DE
EXPLOSÃO
• proceder à limpeza frequente do local;
• evitar fontes de ignição (solda, fumo, etc.);
• manutenção periódica dos equipamentos;
• peças girantes devem trabalhar sem pó;
• instalar bom sistema de aterramento (eletricidade estática);
• nunca varrer o armazém; usar o aspirador de pó;
• equipar elevadores, balanças e coletores de alívios contra pressões;
• usar sistemas corta-fogo em dutos de transporte, e outros;
• cuidados com ventiladores e peças girantes (faíscas); e
• manter umidade do local => 50% (ambiente seco é explosivo).
DIMINUIÇÃO DO RISCO DE
EXPLOSÃO
Recomenda-se, sempre que possível, a VENTILAÇÃO LOCAL
EXAUSTORA, que é a solução ideal. Ela tem como objetivo principal a
proteção da saúde do trabalhador, uma vez que capta os poluentes da
fonte, antes que os mesmos se dispersem no ar do ambiente de
trabalho, ou seja, antes que atinjam a zona de respiração do
trabalhador.
Os sistemas de controle de particulados para a atmosfera, são
compostos basicamente de:
•captores no ponto de entrada ou de captação;
•dutos para o transporte do produto granulado;
•ventiladores industriais para mover os gases; e
•equipamentos de coleta de poeiras (filtros, ciclones, lavadores e
outros).
ENGOLFAMENTO
Vários tipos de acidente podem acontecer com os
trabalhadores de silos e armazéns - nos silos grandes, quando o
operário entrar sozinho no seu interior e tentar andar sem o cinto de
segurança sobre a superfície dos grãos, aparentemente firmes.
Como evitar?
ESTUDO DE CASO
Vazamento de gás letal na instalação do frigorífico da Marfrig
■ No processo de transferência de produtos perigosos deve-se executar medidas de
controle operacional e/ou de engenharia, contra vazamentos ou reações químicas,
provocadas durante a carga e descarga de tanques fixos e de veículos
transportadores, para a eliminação ou minimização desses riscos.
■ Na operação de transferência a empresa deve dimensionar o efetivo de
trabalhadores suficiente para a realização das tarefas operacionais com segurança,
com equipamentos de segurança adequados conforme o risco de operação do produto
ou substância perigosa.
■ Isolar a área de operação
■ Ficar em sobreaviso a equipe de emergência ou brigada para qualquer
eventualidade
ESTUDO DE CASO
O que a empresa deveria ter feito?
ESTUDO DE CASO
O que a empresa deveria ter feito?
■ Comunicação de riscos relacionados a produtos químicos
■ Rotulagem preventiva
■ Fichas de dados de segurança (FISPQ, MSDS)
■ Fichas para atuação em emergências
■ Fichas de comunicação de riscos relativas aos contextos específicos de uso
■ Capacitação e treinamento
Obs: Os funcionários que morreram nunca poderia estar na plataforma ao lado do
tanque.
ESTUDO DE CASO
O que se pode fazer?
Procedimentos seguros
ESTUDO DE CASO
■ Conheça todas as reações perigosas que podem ocorrer caso produtos da
empresa sejam acidentalmente misturados.
■ No descarregamento de produtos de contêineres, caminhão-tanque, verifique,
faça a dupla verificação, para certificar-se que eles realmente contém o produto
correto e que estejam conectados aos tanques recomendados.
■ Certifique-se que todas as conexões de descarga estejam claramente
identificadas, incluindo o uso de uma codificação ou sistema de numeração para
evitar confundir-se com produtos com nomes semelhantes.
■ Caso os materiais que possam reagir perigosamente sejam descarregados na
mesma área, ou os locais de descarga sejam confusos, informe a sua gerência
e sugira como melhorar isso. Por exemplo, separando-se os locais de descarga,
utilizando-se diferentes tipos de conexões, ou sistemas de intertravamento de
válvulas para tornar mais difícil a conexão imprópria.
■ Assegure que operações de descarregamento sejam realizadas por pessoas
qualificadas e treinadas e faça a gestão de qualquer mudança em
procedimentos.

Tanque se silos

  • 1.
    TANQUES E SILOS PROFA. MS.MONICA BERNARDI URIAS UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE 2018
  • 2.
    NR 20 Estabelece requisitosmínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho contra os fatores de risco de acidentes provenientes das atividades e extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis. •Líquidos inflamáveis: são líquidos que possuem ponto de fulgor ≤ 60º C. •Gases inflamáveis: gases que inflamam com o ar a 20º C e a uma pressão padrão de 101,3 kPa. •Líquidos combustíveis: são líquidos com ponto de fulgor > 60º C e ≤ 93º C
  • 4.
    NR 20 –PROJETO DA INSTALAÇÃO 20.5.2 No projeto das instalações classes II e III devem constar, no mínimo, e em língua portuguesa: •descrição das instalações e seus respectivos processos através do manual de operações; •planta geral de locação das instalações; •características e informações de segurança, saúde e meio ambiente relativas aos inflamáveis e líquidos combustíveis, constantes nas fichas com dados de segurança de produtos químicos, de matérias primas, materiais de consumo e produtos acabados; •fluxograma de processo; •especificação técnica dos equipamentos, máquinas e acessórios críticos em termos de segurança e saúde no trabalho estabelecidos pela análise de riscos; •plantas, desenhos e especificações técnicas dos sistemas de segurança da instalação; •identificação das áreas classificadas da instalação, para efeito de especificação dos equipamentos e instalações elétricas; •medidas intrínsecas de segurança identificadas na análise de riscos do projeto.
  • 5.
    SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM Instalaçõespara extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis. •Devem atender estritamente ao projeto, elaborado por pessoa capacitada e habilitada; •Devem atender às Normas Regulamentadoras e nas normas técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais. •As inspeções e os testes realizados na fase de construção e montagem e no comissionamento devem ser documentados. •Devem ser identificados e sinalizados.
  • 7.
    SEGURANÇA OPERACIONAL Quanto aprocedimentos operacionais, o empregador deve: •Elaborá-los, •Documentá-los, •Implementar, •Divulgar e •Mantê-los atualizados (devem ser revisados e/ou atualizados, no máximo trienalmente para instalações classes I e II e quinquenalmente para instalações classe III) e perante acidentes, nova gestão, novos equipamentos instalados, alteração operacional, reanalise grau de risco, solicitações da CIPA ou SESMT. Contemplando aspectos de segurança e saúde no trabalho, em conformidade com as especificações do projeto das instalações (classes I, II e III) e com as recomendações das análises de riscos respectivas a cada tipo de instalação.
  • 8.
    SEGURANÇA OPERACIONAL Nas instalaçõesindustriais de Classe II e III, com unidades de processo, estes procedimentos devem possuir instruções claras para o desenvolvimento de atividades em cada uma das seguintes fases: a)pré-operação; b)operação normal; c)operação temporária; d)operação em emergência; e)parada normal; f)parada de emergência; g)operação pós-emergência
  • 9.
    OPERAÇÕES DE TRANSFERÊNCIADE INFLAMÁVEIS, ENCHIMENTO DE RECIPIENTES OU DE TANQUES Devem ser adotados procedimentos para: a)eliminar ou minimizar a emissão de vapores e gases inflamáveis; b)controlar a geração, acúmulo e descarga de eletricidade estática.
  • 10.
    OPERAÇÕES DE TRANSFERÊNCIADE INFLAMÁVEIS, ENCHIMENTO DE RECIPIENTES OU DE TANQUES 20.7.4 No processo de transferência de inflamáveis e líquidos combustíveis, deve-se implementar medidas de controle operacional e/ou de engenharia das emissões fugitivas, emanadas durante a carga e descarga de tanques fixos e de veículos transportadores, para a eliminação ou minimização dessas emissões.
  • 11.
    OPERAÇÕES DE TRANSFERÊNCIADE INFLAMÁVEIS, ENCHIMENTO DE RECIPIENTES OU DE TANQUES 20.7.5 Na operação com inflamáveis e líquidos combustíveis, em instalações de processo contínuo de produção e de Classe III, o empregador deve dimensionar o efetivo de trabalhadores suficiente para a realização das tarefas operacionais com segurança. 20.7.5.1 Os critérios e parâmetros adotados para o dimensionamento do efetivo de trabalhadores devem estar documentados.
  • 12.
    PREVENÇÃO E CONTROLEDE VAZAMENTOS, DERRAMAMENTOS, INCÊNDIOS, EXPLOSÕES E EMISSÕES FUGITIVAS 20.12.1 O empregador deve elaborar plano que contemple a prevenção e controle de vazamentos, derramamentos, incêndios e explosões e, nos locais sujeitos à atividade de trabalhadores, a identificação das fontes de emissões fugitivas. 20.12.2 O plano deve contemplar todos os meios e ações necessárias para minimizar os riscos de ocorrência de vazamento, derramamento, incêndio e explosão, bem como para reduzir suas consequências em caso de falha nos sistemas de prevenção e controle.
  • 13.
    PREVENÇÃO E CONTROLEDE VAZAMENTOS, DERRAMAMENTOS, INCÊNDIOS, EXPLOSÕES E EMISSÕES FUGITIVAS 20.12.4 Os sistemas de prevenção e controle devem ser adequados aos perigos/riscos dos inflamáveis e líquidos combustíveis. 20.12.5 Os tanques que armazenam líquidos inflamáveis e combustíveis devem possuir sistemas de contenção de vazamentos ou derramamentos, dimensionados e construídos de acordo com as normas técnicas nacionais.
  • 14.
    CONTROLE DE FONTESDE IGNIÇÃO • Todas as instalações elétricas e equipamentos elétricos fixos, móveis e portáteis, equipamentos de comunicação, ferramentas e similares utilizados devem atender à segurança diante do risco eminente característico de áreas classificadas. • Controle da geração, acúmulo e descarga de eletricidade estática em áreas sujeitas à existência de atmosferas inflamáveis. • Permissão de Trabalho : aos trabalhos envolvendo o uso de equipamentos que possam gerar chamas, calor ou centelhas, nas áreas sujeitas à existência de atmosferas inflamáveis. • Sinalizar a proibição do uso de fontes de ignição. 20.13.5 Os veículos que circulem nas áreas sujeitas à existência de atmosferas inflamáveis devem possuir características apropriadas ao local e ser mantidos em perfeito estado de conservação.
  • 15.
    PLANO DE RESPOSTAA EMERGÊNCIAS • Deve ser elaborado considerando as características e a complexidade da instalação e conter, no mínimo: • a) nome e função do(s) responsável(eis) técnico(s) pela elaboração e revisão do plano; • b) nome e função do responsável pelo gerenciamento, coordenação e implementação do plano; • c) designação dos integrantes da equipe de emergência, responsáveis pela execução de cada ação e seus respectivos substitutos; • d) estabelecimento dos possíveis cenários de emergências, com base nas análises de riscos; • e) descrição dos recursos necessários para resposta a cada cenário contemplado; • f) descrição dos meios de comunicação; • g) procedimentos de resposta à emergência para cada cenário contemplado; • h) procedimentos para comunicação e acionamento das autoridades públicas e desencadeamento da ajuda mútua, caso exista; • i) procedimentos para orientação de visitantes, quanto aos riscos existentes e como proceder em situações de emergência; • j) cronograma, metodologia e registros de realização de exercícios simulados.
  • 16.
    TANQUE NO INTERIORDE EDIFÍCIOS • Deve ser precedida de Projeto e de Análise Preliminar de Perigos/Riscos (APP/APR), ambos elaborados por profissional habilitado, contemplando os aspectos de segurança, saúde e meio ambiente. • A instalação deve obedecer aos seguintes critérios: a) localizar-se no pavimento térreo, subsolo ou pilotis, em área exclusivamente destinada para tal fim; b) deve dispor de sistema de contenção de vazamentos; c) deve conter até 3 tanques (max. de 3000 L cada), metálicos, separados entre si e do restante da edificação por paredes resistentes ao fogo por no mínimo 2 horas e porta do tipo corta-fogo; d) possuir aprovação pela autoridade competente; e) possuir sistemas automáticos de detecção e combate a incêndios, bem como saídas de emergência dimensionadas conforme normas técnicas; f) os tanques devem estar localizados de forma a não bloquear, em caso de emergência, o acesso às saídas de emergência e aos sistemas de segurança contra incêndio; g) os tanques devem ser protegidos contra vibração, danos físicos e da proximidade de equipamentos ou dutos geradores de calor; h) a estrutura da edificação deve ser protegida para suportar um eventual incêndio originado nos locais que abrigam os tanques; i) devem ser adotadas as medidas necessárias para garantir a ventilação dos tanques para alívio de pressão, bem como para a operação segura de abastecimento e destinação dos gases produzidos pelos motores à combustão.
  • 17.
    SILOS E ARMAZÉNS- PRODUTOS AGRÍCOLAS • Por sua dimensão e complexidade, podem ser fonte de vários e graves acidentes do trabalho. • Por serem os silos locais fechados, enclausurados, perigosos e traiçoeiros, são conhecidos como espaços confinados e são objeto da NR33 - Espaços Confinados, da NBR 14.787 da ABNT e de alguns itens da NR 18 - Construção Civil. • Explosões - ocorrem frequentemente em instalações agrícolas ou industriais onde são processados farinhas (de trigo, milho*, soja, cereais) ou particulados como açúcar, arroz, chá, cacau, couro, carvão, madeira, enxofre, magnésio. • Tonéis de vinho ou água ardente – produto inflamável NR 20.
  • 18.
    SILOS E ARMAZÉNS- PRODUTOS AGRÍCOLAS • Silos e Armazéns agrícolas: Além das explosões...temos como riscos: - problemas ergonômicos; - lesões do trato respiratório (poeiras) e do globo ocular; - riscos físicos (ruído, iluminação, umidade, vibrações, etc.); e - acidentes em geral (quedas, sufocamento, engolfamento).
  • 19.
    EXPLOSÕES EM SILOS •Recomendaçõespoeira ambiental (USA) - 4 g/m3 de ar. •A faixa mais perigosa para gerar uma explosão, varia entre 20 e 4.000 g/m3 de ar. •Olha que interessante (boa referência): Se uma lâmpada de bulbo (incandescente) de 25 watts pode ser vista a 2 m de distância num ambiente empoeirado, isso significa que a concentração de poeira é inferior a 40 g/m3 de ar mas, mesmo assim, dentro do limite de exlosividade.
  • 20.
    EXPLOSÕES EM SILOS REGRASBÁSICAS •a poeira deve ser combustível; •ela deve ser capaz de permanecer em suspensão no ar; •deve ter um arranjo e tamanho passível de propagar a chama; •a concentração da poeira deve estar dentro da faixa explosiva; •uma fonte de ignição com energia suficiente deve estar presente; e •a atmosfera deve conter oxigênio suficiente para suportar e sustentar a combustão. Se todas essas condições estiverem presentes, pode ocorrer a explosão da poeira. A melhor maneira de evitá-la é anular a maior parte dessas pré-condições.
  • 21.
    EXPLOSÕES EM SILOS PARÂMETROSCRÍTICOS PARA A EXPLOSÃO DE POEIRAS • tamanho da partícula: < 0,1 mm; • concentração da poeira: 40 a 4.000 g/m3; • teor de umidade do grão: <11 %; • índice de oxigênio no ar: > 12%; • energia de ignição: > 10 a 100 mJ (mega Joule); e • temperatura de ignição: 410 a 600 o C.
  • 22.
    TEMPERATURAS DE IGNIÇÃO DA NUVEM,ADOTADAS NOS EUA (NFPA) : • açúcar em pó = 400 o C • amido de milho = 350 o C • arroz = 450 o C • cacau 19% gordura = 240 o C • café instantâneo = 350 o C • café torrado = 270 o C • canela = 230 o C • casca de amêndoa = 210 o C • casca de amendoim = 210 o C • casca de arroz = 220 o C • casca de coco = 220 o C • casca de noz de cacau = 370 o C • casca de semente de pêssego = 210 o C • casca de noz preta = 220 o C • celoluse = 270 o C e • celulose alfa = 300 o C
  • 23.
    DIMINUIÇÃO DO RISCODE EXPLOSÃO • proceder à limpeza frequente do local; • evitar fontes de ignição (solda, fumo, etc.); • manutenção periódica dos equipamentos; • peças girantes devem trabalhar sem pó; • instalar bom sistema de aterramento (eletricidade estática); • nunca varrer o armazém; usar o aspirador de pó; • equipar elevadores, balanças e coletores de alívios contra pressões; • usar sistemas corta-fogo em dutos de transporte, e outros; • cuidados com ventiladores e peças girantes (faíscas); e • manter umidade do local => 50% (ambiente seco é explosivo).
  • 24.
    DIMINUIÇÃO DO RISCODE EXPLOSÃO Recomenda-se, sempre que possível, a VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA, que é a solução ideal. Ela tem como objetivo principal a proteção da saúde do trabalhador, uma vez que capta os poluentes da fonte, antes que os mesmos se dispersem no ar do ambiente de trabalho, ou seja, antes que atinjam a zona de respiração do trabalhador. Os sistemas de controle de particulados para a atmosfera, são compostos basicamente de: •captores no ponto de entrada ou de captação; •dutos para o transporte do produto granulado; •ventiladores industriais para mover os gases; e •equipamentos de coleta de poeiras (filtros, ciclones, lavadores e outros).
  • 25.
    ENGOLFAMENTO Vários tipos deacidente podem acontecer com os trabalhadores de silos e armazéns - nos silos grandes, quando o operário entrar sozinho no seu interior e tentar andar sem o cinto de segurança sobre a superfície dos grãos, aparentemente firmes. Como evitar?
  • 26.
    ESTUDO DE CASO Vazamentode gás letal na instalação do frigorífico da Marfrig ■ No processo de transferência de produtos perigosos deve-se executar medidas de controle operacional e/ou de engenharia, contra vazamentos ou reações químicas, provocadas durante a carga e descarga de tanques fixos e de veículos transportadores, para a eliminação ou minimização desses riscos. ■ Na operação de transferência a empresa deve dimensionar o efetivo de trabalhadores suficiente para a realização das tarefas operacionais com segurança, com equipamentos de segurança adequados conforme o risco de operação do produto ou substância perigosa. ■ Isolar a área de operação ■ Ficar em sobreaviso a equipe de emergência ou brigada para qualquer eventualidade
  • 27.
    ESTUDO DE CASO Oque a empresa deveria ter feito?
  • 28.
    ESTUDO DE CASO Oque a empresa deveria ter feito? ■ Comunicação de riscos relacionados a produtos químicos ■ Rotulagem preventiva ■ Fichas de dados de segurança (FISPQ, MSDS) ■ Fichas para atuação em emergências ■ Fichas de comunicação de riscos relativas aos contextos específicos de uso ■ Capacitação e treinamento Obs: Os funcionários que morreram nunca poderia estar na plataforma ao lado do tanque.
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    ESTUDO DE CASO Oque se pode fazer? Procedimentos seguros
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    ESTUDO DE CASO ■Conheça todas as reações perigosas que podem ocorrer caso produtos da empresa sejam acidentalmente misturados. ■ No descarregamento de produtos de contêineres, caminhão-tanque, verifique, faça a dupla verificação, para certificar-se que eles realmente contém o produto correto e que estejam conectados aos tanques recomendados. ■ Certifique-se que todas as conexões de descarga estejam claramente identificadas, incluindo o uso de uma codificação ou sistema de numeração para evitar confundir-se com produtos com nomes semelhantes. ■ Caso os materiais que possam reagir perigosamente sejam descarregados na mesma área, ou os locais de descarga sejam confusos, informe a sua gerência e sugira como melhorar isso. Por exemplo, separando-se os locais de descarga, utilizando-se diferentes tipos de conexões, ou sistemas de intertravamento de válvulas para tornar mais difícil a conexão imprópria. ■ Assegure que operações de descarregamento sejam realizadas por pessoas qualificadas e treinadas e faça a gestão de qualquer mudança em procedimentos.