Surrealismo
 
 
 
 
O  Surrealismo  enquanto movimento artístico se iniciou em 1924 com o “Manifesto Surrealista” de André Breton, porém desde o início da década de 20 já começavam a aparecer os indícios dessa corrente, pois muitos acontecimentos contribuíam para tal, as mudanças políticas, a psicanálise de Freud e sua interpretação dos sonhos e a necessidade dessa arte de voltar-se para o mundo do maravilhoso, um “grito da mente voltada para si mesma”, tendo como algumas fontes de inspiração a arte visionária, primitiva e até a arte psicopatória. A grosso modo, seu nascimento coincide com o final da Primeira Guerra Mundial, e cujo término, com o desencadear  da Segunda. Vivido por homens que se exprimem através da poesia, da pintura, do ensaio, ou da conduta particular da vida, enquanto sucessão de fatos, ele pertence a história e  é uma sequência de manifestação no tempo.
 
Girafa em chmas As primeiras exposições de artistas visuais que já anunciam a  arte  surrealista, ocorreram no início da década de XX.  Max Ernst (1921), André Masson (1924) e Joan Miró (1925) foram então os antecessores daquela arte que buscava a total liberdade de imaginação e a exaltação do imaginário. A este grupo juntaram-se aos poucos Yves Tanguy, Salvador Dalí, René Magritte. Mas a primeira exposição de arte realmente Surrealista, que aliás abrangia diversos campos da arte tais como fotografia,  literatura , pintura, escultura, cinema entre outros, aconteceu em 1926 em Paris, na Galerie Surrealiste, com Breton e seus amigos, desses destacam-se Soupault – que colaborou na escrita do manifesto – e Louis Aragon, que colaborou com a revista “Littérature”. Mais tarde juntaram-se ao grupo Paul Eluard e Benjamim Peret. Em 1936 foi realizada na Grã Bretanha a primeira Exposição Internacional Surrealista, e foi pelo ano de 1930 que André Breton escreve seu segundo manifesto. Nele, Breton reiterava os objetivos do primeiro, a compreensão como “um caminho para um mundo mental de possibilidades ilimitadas”, a realidade interna e externa isenta de contradições, porém, tudo de forma menos insistente, pois a maioria dos artistas atravessavam momentos difíceis devido a aproximação da Guerra Civil da Espanha, e por outros problemas políticos pelos quais atravessava a Europa.
FIM

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    O Surrealismo enquanto movimento artístico se iniciou em 1924 com o “Manifesto Surrealista” de André Breton, porém desde o início da década de 20 já começavam a aparecer os indícios dessa corrente, pois muitos acontecimentos contribuíam para tal, as mudanças políticas, a psicanálise de Freud e sua interpretação dos sonhos e a necessidade dessa arte de voltar-se para o mundo do maravilhoso, um “grito da mente voltada para si mesma”, tendo como algumas fontes de inspiração a arte visionária, primitiva e até a arte psicopatória. A grosso modo, seu nascimento coincide com o final da Primeira Guerra Mundial, e cujo término, com o desencadear da Segunda. Vivido por homens que se exprimem através da poesia, da pintura, do ensaio, ou da conduta particular da vida, enquanto sucessão de fatos, ele pertence a história e é uma sequência de manifestação no tempo.
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    Girafa em chmasAs primeiras exposições de artistas visuais que já anunciam a arte surrealista, ocorreram no início da década de XX. Max Ernst (1921), André Masson (1924) e Joan Miró (1925) foram então os antecessores daquela arte que buscava a total liberdade de imaginação e a exaltação do imaginário. A este grupo juntaram-se aos poucos Yves Tanguy, Salvador Dalí, René Magritte. Mas a primeira exposição de arte realmente Surrealista, que aliás abrangia diversos campos da arte tais como fotografia, literatura , pintura, escultura, cinema entre outros, aconteceu em 1926 em Paris, na Galerie Surrealiste, com Breton e seus amigos, desses destacam-se Soupault – que colaborou na escrita do manifesto – e Louis Aragon, que colaborou com a revista “Littérature”. Mais tarde juntaram-se ao grupo Paul Eluard e Benjamim Peret. Em 1936 foi realizada na Grã Bretanha a primeira Exposição Internacional Surrealista, e foi pelo ano de 1930 que André Breton escreve seu segundo manifesto. Nele, Breton reiterava os objetivos do primeiro, a compreensão como “um caminho para um mundo mental de possibilidades ilimitadas”, a realidade interna e externa isenta de contradições, porém, tudo de forma menos insistente, pois a maioria dos artistas atravessavam momentos difíceis devido a aproximação da Guerra Civil da Espanha, e por outros problemas políticos pelos quais atravessava a Europa.
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