Embriologia, Divisões e Organização geral do
sistema Nervoso
Prof(a). Vivian Vasconcelos Costa Litwinski
Embriologia
• Primeiros neurônios surgiram na superfície externa dos organismos.
• Origem: Ectoderma - neuroectoderma
1. Espessamento do
ectoderma, acima da
notocorda, formando a
placa neural (20o. dia)
2. Crescimento da placa
neural = sulco neural =
goteira neural = Tubo
neural (neurulação).
3. O ectoderma não
diferenciado se fecha
sobre o tubo neural,
isolando-o do meio
externo
4. Formação da crista
neural, situada
dorsolateralmente de
cada lado do tubo neural.
TUBO NEURAL = elementos do SNC
CRISTA NEURAL = elementos do SNP e
elementos não pertencentes aos SN.
Crista Neural – formação no sentido
crânio caudal
• Forma os gânglios espinhais (na raiz dorsal dos nervos espinhais), Neles se diferenciam os
neurônios sensitivos, pseudounipolares, cujos prolongamentos centrais se ligam ao tubo neural,
enquanto os prolongamentos periféricos se ligam aos dermatomos dos somitos.
• Deriva:
- Gânglios sensitivos
- Gânglios viscerais (SNA)
- Medula da glândula suprarrenal
- Melanócitos
- Células de Schwann
- Anficitos/células satelites
- Odontoblastos
- Dura-máter e Aracnoide
Tubo Neural – fechamento na 4ª.
Semana de vida intrauterina
• Origina o SNC
• Neuróporo Rostral
• Neuróporo Caudal
• Cranial = Arquencéfalo
• Caudal = Medula Primitiva
Correlações Anatomoclínicas
(Substâncias teratogênicas, irradiação, medicamentos, álcool, drogas, infecções congênitas)
1º Trimestre: Pode afetar a proliferação neuronal
Redução do número de neurônios e Microcefalia
2º ou 3º Trimestre: Pode interferir na fase de organização neuronal
Redução do número de sinapses e quadros de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor
Desnutrição Materna: Pode interferir na mielinização
(Aquisição de habilidades e desenvolvimento neuropsicomotor)
Falha no fechamento do Neuróporo Anterior
Anencefalia
• Má formação do Encéfalo.
• Fechamento da porção anterior: sensível a teratógenos
ambientais. Anencefalia (1 em 1000; ausência do
prosencéfalo e do crânio).
• Uso de ácido fólico reduz a incidência dos distúrbios de
fechamento do tubo neural. Ac. Fólico, papel
importante/essencial no processo de multiplicação celular.
Falha no fechamento do Neuróporo Posterior
Espinha Bífida
• Má formação da medula espinhal.
• Tecido Nervoso sai através de um orifício, formando uma protuberância mole, na qual a
medula fica sem proteção.
• Estando a medula e as raízes nervosas impropriamente formadas, os nervos envolvidos
podem ser incapazes de controlar os músculos determinando paralisias e ausência de
sensibilidade abaixo do nível da lesão medular.
• Falhas no fechamento da porção posterior = espinhas bífidas (dura-máter e medula normais;
porção dorsal da vértebra aberta) e meningoceles (déficit ósseo maior; dura-máter sobressai
e requer correção cirúrgica) e mielomeningoceles (além da dura-máter, parte da medula e
de raízes nervosas ~ distúrbios no controle vesical até paraplegia).
Subdivisões do encéfalo primitivo: passagem das fases de 3
vesículas para 5 vesículas
Critérios Embriológicos
Divisões do Sistema Nervoso
Critérios Anatômicos
• SNC – Esqueleto Axial
(crânio/canal vertebral)
• SNP – Fora do Esqueleto Axial
Planos espaciais
• Plano sagital: dispoe-se paralelamente ao plano
mediano; Divide o corpo em duas metades simétricas
• Plano coronal: São perpendiculares ao plano sagital e
repartem o corpo em uma porção anterior e outra
posterior;
• Plano horizontal ou transversal: São perpendiculares aos
outros planos e dividem o corpo humano em uma porção
superior e outra inferior.
• Eixos rostrocaudal e dorsoventral
Medula espinhal
Cilindro de tecido nervoso contido no canal vertebral e envolvido por membranas
conjuntivas, as meninges.
➢Telencéfalo + Diencéfalo = Cérebro
Telencéfalo
➢Hemisférios Cerebrais
➢Fissura Longitudinal do Cérebro ,
cujo assoalho é formado pelo corpo
caloso (faixa de fibras comissurais –
união entre hemisférios
➢Lobos, Sulcos e Giros
Cérebro
Insula
Diencéfalo
➢Tálamo: duas massas ovuladas pareadas.
Classifica a informação, direcionando para áreas
específicas.
➢Hipotálamo abaixo do sulco hipotalâmico.
Atividades viscerais (SNA, termoregulação, endócrina,
diurese, ingesta de alimentos/água, sono/vigília).
Epitálamo: limita posteriormente o III ventrículo.
Acima do sulco hipotalâmico. Glândula pineal.
Melatonina, promotora do sono e ritmo circadiano.
Regulação do comportamento emocional (sistema
límbico).
➢Subtálamo: transição entre diencéfalo e
mesencéfalo.
TRONCO ENCEFALICO: Unindo o cérebro com o
tronco encefálico = duas massas de tecido nervoso
em forma de colunas = Pedúnculos cerebrais:
➢Mesencéfalo
➢Ponte
➢Bulbo
Cerebelo
➢Coordenação Motora
➢Postura
➢Equilíbrio
Hemisfério cerebelar
Verme do cerebelo
Estrutura Interna
Meninges e Liquor
Critérios Funcionais
• Somático = da vida de relação
Organismo – meio ambiente
(componente aferente e
eferente)
• Visceral = da vida vegetativa
Inervação e controle das
estruturas
Viscerais – manutenção e
constância do meio interno.
(componente aferente e
eferente) – SNA (SNS e SNPS)
NERVOS ESPINHAIS E MEDULA
ESPINHAL
Profa. Vivian V. Costa Litwinski
Departamento de Morfologia
ICB - UFMG
Nervos
• Cordões esbranquiçados constituídos por
feixes de fibras nervosas, reforçadas por
tecido conjuntivo, que unem o SNC aos
órgãos periféricos;
• Fibras nervosas geralmente mielínicas
com neurilema;
n. óptico (fibra mielínica sem neurilema)
n. Olfatório (amielínicas com neurilema – Remak)
• N. espinhais ou cranianos;
• Condução de impulsos nervosos para o
SNC (aferentes) e para o SNP (eferentes)
Nervos
• São altamente vascularizados e quase
totalmente desprovidos de sensibilidade;
• Quando estimulado, a sensação
geralmente dolorosa eh sentida no
território sensitivo por ele inervado (eg: dor
fantasma);
• Nervo de origem real X origem aparente
Local onde estão
localizados os
corpos dos neurônios
eg: coluna anterior da
medula,
núcleos dos n. cranianos
gânglios sensitivos
Ponto de emergencia ou
entrada do n. na superficie
do SNC
eg: n. Espinhais (SLA e
SLP) ou forames
intervertebrais
Condução dos impulsos nervosos
• Terminações nervosas sensitivas ou aferentes – estimulo (energia mecânica,
térmica, luz, etc) – interpretação pelo SNC;
• Terminações nervosas motoras ou eferentes – elementos pré-sinápticos das
sinapses neuroefetuadoras;
MMSS- PLEXO BRAQUIAL
MMII- PLEXO LOMBOSSACRO
Dermátomos
• Território cutâneo inervado por fibras de uma única raiz
dorsal;
• Recebe o nome da raiz que ele inerva;
• Raízes adjacentes inervam áreas sobrepostas;
• Herpes Zoster: o virus acomete especificamente as raízes
dorsais - dores e pequenas vesículas em uma área
cutânea que corresponde a todo o dermatomos da raiz
envolvida.
Hérnia de Disco
Medula espinhal
• “miolo”. Exemplo: medula óssea,
medula suprarrenal, medula
espinal…
• Definição: massa cilindroide de
tecido nervoso situada dentro do
canal vertebral;
• Cranialmente, limita-se com o
bulbo (a nível do forame magno);
• Caudalmente, situa-se
normalmente na L2, afilando-se
para formar o cone medular, que
continua com o filamento terminal.
Medula - macroscopia
• Forma cilíndrica,
ligeiramente achatada no
sentido antero-posterior;
• Calibre não uniforme;
Intumescências
• Cervical (C4-T1) – plexo
braquial
• Lombar (T11-L1) –
plexo lombossacral
Medula - macroscopia
• Identificação: SMP, FMA, SLA (raízes ventrais), SLP (raízes dorsais), SIP
(medula cervical);
• Substancia cinzenta interiormente (borboleta ou “H” medular) – 3
colunas ou cornos (A, L, P);
• canal central ou canal do epêndima
• Substancia branca (externa); formada por fibras (> parte mielínicas) =
ascendentes e descendentes;
• Funículos: A, L e P (Fascículo grácil e cuneiforme);
Conexões com os nervos espinhais – segmentos medulares
• Maior condutor de informações que sai e entra no encéfalo
através dos Nervos Espinhais
✓ 33 vertebras: 7C, 12T, 5L, 5S, 4C;
✓ SLA e SLP – filamentos radiculares – raízes ventral e dorsal
= n. Espinhais;
✓ 31 pares de nervos espinhais/segmentos medulares : 8C
12T 5L 5S 1C
Topografia Verebromedular
• Adulto: 45cm
• Inicio em C1 ate L2
• Abaixo de L2 (meninges e raízes nervosas dos
últimos n. espinhais).
• cone medular + filamento terminal = cauda equina
• Vértebras C2-T10:
nº do processo espinhoso + 2 = segmento medular
ex: processo espinhoso T8 = segmento T10
• Vértebras T11 e T12 = 5 segmentos lombares
• Vértebra L1 = segmentos sacrais
Envoltórios: Meninges
• membranas fibrosas
• dura-máter – paquimeninge
• Abundantes fibras colágenas =
espessa e rígida
• Termina a nível de S2 “fundo de
saco”
• aracnoide + pia-máter –
leptomeninge
• pia-máter continua caudalmente –
filamento terminal- filamento da
dura-máter espinhal – ligamento
coccígeo;
• Ligamento denticulado = prega
longitudinal de cada lado da medula
- fixação
Dura Máter
Filamento
Terminal
Ligamento
Denticulado
Saco Dural
Filamento da Dura-
Máter Espinhal
Espaços entre as meninges
• Epidural ou extradural: situa-se
entre a dura-máter e o
periósteo do canal vertebral;
Rico em tecido adiposo e grande numero
de veias que constituem o plexo
venoso vertebral interno
• Subdural: situado entre a dura-
máter e a aracnoide;
Fenda estreita com pequena quantidade
de liquido;
• Subaracnóideo: situa-se entre a
aracnoide e a pia-máter.
Contem grande quantidade de liquor
Correlações anatomoclinicas
• ME termina a nível de L2
• Saco dural a nível de S2
• L2 a S2 – espaço subaracnóideo > (> quantidade de liquor);
filamento terminal e as raízes que formam a cauda equina.
• Finalidades:
✓ Retirada de liquor para fins terapêuticos ou diagnostico;
✓ Medida de pressão liquorica;
✓ Introdução de substancias que aumentam o contraste em exames de
imagem – mielografia
✓ Introdução de anestésicos
✓ Administração de medicamentos;
Anestesias nos espaços meníngeos
• Bloqueio das raízes nervosas;
• Cirurgias das extremidades inferiores, períneo, cavidade pélvica e algumas
cirurgias abdominais;
• Raquidianas – espaço aracnoide (L2-L3, L3-L4 ou L4-L5);
(pele e tela subcutânea, ligamento interespinhoso, ligamento amarelo, a dura-
máter e a aracnoide)
• Epidurais – região lombar – espaço peridural – difusão pelos espaços
intervertebrais
Vascularização da ME
DRENAGEM: plexo venoso vertebral interno (espaço extradural) – v.v
espinhal posterior – plexo venoso externo
Comissura branca
Substância Branca da ME
• Fibras agrupam-se em tratos e fascículos que
formam vias por onde os impulsos nervosos
ascendem ou descendem;
• Funículo anterior
• Funículo lateral
• Funículo posterior
Vias ascendentes e descendentes da ME
• Vias descendentes
• Origem: córtex/TE
• Terminam fazendo sinapse com neurônios
medulares ou em neurônios pós-ganglionares
(vias descendentes viscerais). No corno
posterior da ME (estímulos sensoriais no SN)
ou terminam nos neurônios motores
somáticos = vias motoras descendentes
somáticas
• Vias ascendentes
Penetram na raiz dorsal do n. Espinhal trazendo impulsos
aferentes de diversas partes do corpo para o SNC
Vias ascendentes e descendentes da ME
FG e FC
Propriocepção
consciente
Vibração
Estereognosia
Tato epicrítico
T. EC (A/P)
Propriocepção
inconsciente
TETL
Dor/TEMP
TCEL/T Rubroespinhal
Motricidade
voluntaria distal
TCEA
Motricidade
voluntaria axial e
proximal MMSS
TETA
Tato
protopático/pressão

Aula I_neuroanato_Filigênese, divisãoSN, Nervos espinhais e Medula espinhal.pdf

  • 1.
    Embriologia, Divisões eOrganização geral do sistema Nervoso Prof(a). Vivian Vasconcelos Costa Litwinski
  • 2.
    Embriologia • Primeiros neurôniossurgiram na superfície externa dos organismos. • Origem: Ectoderma - neuroectoderma 1. Espessamento do ectoderma, acima da notocorda, formando a placa neural (20o. dia) 2. Crescimento da placa neural = sulco neural = goteira neural = Tubo neural (neurulação). 3. O ectoderma não diferenciado se fecha sobre o tubo neural, isolando-o do meio externo 4. Formação da crista neural, situada dorsolateralmente de cada lado do tubo neural. TUBO NEURAL = elementos do SNC CRISTA NEURAL = elementos do SNP e elementos não pertencentes aos SN.
  • 3.
    Crista Neural –formação no sentido crânio caudal • Forma os gânglios espinhais (na raiz dorsal dos nervos espinhais), Neles se diferenciam os neurônios sensitivos, pseudounipolares, cujos prolongamentos centrais se ligam ao tubo neural, enquanto os prolongamentos periféricos se ligam aos dermatomos dos somitos. • Deriva: - Gânglios sensitivos - Gânglios viscerais (SNA) - Medula da glândula suprarrenal - Melanócitos - Células de Schwann - Anficitos/células satelites - Odontoblastos - Dura-máter e Aracnoide
  • 4.
    Tubo Neural –fechamento na 4ª. Semana de vida intrauterina • Origina o SNC • Neuróporo Rostral • Neuróporo Caudal • Cranial = Arquencéfalo • Caudal = Medula Primitiva
  • 5.
    Correlações Anatomoclínicas (Substâncias teratogênicas,irradiação, medicamentos, álcool, drogas, infecções congênitas) 1º Trimestre: Pode afetar a proliferação neuronal Redução do número de neurônios e Microcefalia 2º ou 3º Trimestre: Pode interferir na fase de organização neuronal Redução do número de sinapses e quadros de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor Desnutrição Materna: Pode interferir na mielinização (Aquisição de habilidades e desenvolvimento neuropsicomotor)
  • 6.
    Falha no fechamentodo Neuróporo Anterior Anencefalia • Má formação do Encéfalo. • Fechamento da porção anterior: sensível a teratógenos ambientais. Anencefalia (1 em 1000; ausência do prosencéfalo e do crânio). • Uso de ácido fólico reduz a incidência dos distúrbios de fechamento do tubo neural. Ac. Fólico, papel importante/essencial no processo de multiplicação celular.
  • 7.
    Falha no fechamentodo Neuróporo Posterior Espinha Bífida • Má formação da medula espinhal. • Tecido Nervoso sai através de um orifício, formando uma protuberância mole, na qual a medula fica sem proteção. • Estando a medula e as raízes nervosas impropriamente formadas, os nervos envolvidos podem ser incapazes de controlar os músculos determinando paralisias e ausência de sensibilidade abaixo do nível da lesão medular. • Falhas no fechamento da porção posterior = espinhas bífidas (dura-máter e medula normais; porção dorsal da vértebra aberta) e meningoceles (déficit ósseo maior; dura-máter sobressai e requer correção cirúrgica) e mielomeningoceles (além da dura-máter, parte da medula e de raízes nervosas ~ distúrbios no controle vesical até paraplegia).
  • 8.
    Subdivisões do encéfaloprimitivo: passagem das fases de 3 vesículas para 5 vesículas
  • 9.
  • 10.
    Divisões do SistemaNervoso Critérios Anatômicos • SNC – Esqueleto Axial (crânio/canal vertebral) • SNP – Fora do Esqueleto Axial
  • 11.
    Planos espaciais • Planosagital: dispoe-se paralelamente ao plano mediano; Divide o corpo em duas metades simétricas • Plano coronal: São perpendiculares ao plano sagital e repartem o corpo em uma porção anterior e outra posterior; • Plano horizontal ou transversal: São perpendiculares aos outros planos e dividem o corpo humano em uma porção superior e outra inferior. • Eixos rostrocaudal e dorsoventral
  • 12.
    Medula espinhal Cilindro detecido nervoso contido no canal vertebral e envolvido por membranas conjuntivas, as meninges.
  • 13.
    ➢Telencéfalo + Diencéfalo= Cérebro Telencéfalo ➢Hemisférios Cerebrais ➢Fissura Longitudinal do Cérebro , cujo assoalho é formado pelo corpo caloso (faixa de fibras comissurais – união entre hemisférios ➢Lobos, Sulcos e Giros Cérebro Insula
  • 14.
    Diencéfalo ➢Tálamo: duas massasovuladas pareadas. Classifica a informação, direcionando para áreas específicas. ➢Hipotálamo abaixo do sulco hipotalâmico. Atividades viscerais (SNA, termoregulação, endócrina, diurese, ingesta de alimentos/água, sono/vigília). Epitálamo: limita posteriormente o III ventrículo. Acima do sulco hipotalâmico. Glândula pineal. Melatonina, promotora do sono e ritmo circadiano. Regulação do comportamento emocional (sistema límbico). ➢Subtálamo: transição entre diencéfalo e mesencéfalo.
  • 15.
    TRONCO ENCEFALICO: Unindoo cérebro com o tronco encefálico = duas massas de tecido nervoso em forma de colunas = Pedúnculos cerebrais: ➢Mesencéfalo ➢Ponte ➢Bulbo
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
    Critérios Funcionais • Somático= da vida de relação Organismo – meio ambiente (componente aferente e eferente) • Visceral = da vida vegetativa Inervação e controle das estruturas Viscerais – manutenção e constância do meio interno. (componente aferente e eferente) – SNA (SNS e SNPS)
  • 20.
    NERVOS ESPINHAIS EMEDULA ESPINHAL Profa. Vivian V. Costa Litwinski Departamento de Morfologia ICB - UFMG
  • 21.
    Nervos • Cordões esbranquiçadosconstituídos por feixes de fibras nervosas, reforçadas por tecido conjuntivo, que unem o SNC aos órgãos periféricos; • Fibras nervosas geralmente mielínicas com neurilema; n. óptico (fibra mielínica sem neurilema) n. Olfatório (amielínicas com neurilema – Remak) • N. espinhais ou cranianos; • Condução de impulsos nervosos para o SNC (aferentes) e para o SNP (eferentes)
  • 22.
    Nervos • São altamentevascularizados e quase totalmente desprovidos de sensibilidade; • Quando estimulado, a sensação geralmente dolorosa eh sentida no território sensitivo por ele inervado (eg: dor fantasma); • Nervo de origem real X origem aparente Local onde estão localizados os corpos dos neurônios eg: coluna anterior da medula, núcleos dos n. cranianos gânglios sensitivos Ponto de emergencia ou entrada do n. na superficie do SNC eg: n. Espinhais (SLA e SLP) ou forames intervertebrais
  • 27.
    Condução dos impulsosnervosos • Terminações nervosas sensitivas ou aferentes – estimulo (energia mecânica, térmica, luz, etc) – interpretação pelo SNC; • Terminações nervosas motoras ou eferentes – elementos pré-sinápticos das sinapses neuroefetuadoras;
  • 34.
  • 35.
  • 37.
    Dermátomos • Território cutâneoinervado por fibras de uma única raiz dorsal; • Recebe o nome da raiz que ele inerva; • Raízes adjacentes inervam áreas sobrepostas; • Herpes Zoster: o virus acomete especificamente as raízes dorsais - dores e pequenas vesículas em uma área cutânea que corresponde a todo o dermatomos da raiz envolvida.
  • 38.
  • 39.
    Medula espinhal • “miolo”.Exemplo: medula óssea, medula suprarrenal, medula espinal… • Definição: massa cilindroide de tecido nervoso situada dentro do canal vertebral; • Cranialmente, limita-se com o bulbo (a nível do forame magno); • Caudalmente, situa-se normalmente na L2, afilando-se para formar o cone medular, que continua com o filamento terminal.
  • 40.
    Medula - macroscopia •Forma cilíndrica, ligeiramente achatada no sentido antero-posterior; • Calibre não uniforme; Intumescências • Cervical (C4-T1) – plexo braquial • Lombar (T11-L1) – plexo lombossacral
  • 42.
    Medula - macroscopia •Identificação: SMP, FMA, SLA (raízes ventrais), SLP (raízes dorsais), SIP (medula cervical); • Substancia cinzenta interiormente (borboleta ou “H” medular) – 3 colunas ou cornos (A, L, P); • canal central ou canal do epêndima • Substancia branca (externa); formada por fibras (> parte mielínicas) = ascendentes e descendentes; • Funículos: A, L e P (Fascículo grácil e cuneiforme);
  • 43.
    Conexões com osnervos espinhais – segmentos medulares • Maior condutor de informações que sai e entra no encéfalo através dos Nervos Espinhais ✓ 33 vertebras: 7C, 12T, 5L, 5S, 4C; ✓ SLA e SLP – filamentos radiculares – raízes ventral e dorsal = n. Espinhais; ✓ 31 pares de nervos espinhais/segmentos medulares : 8C 12T 5L 5S 1C
  • 44.
    Topografia Verebromedular • Adulto:45cm • Inicio em C1 ate L2 • Abaixo de L2 (meninges e raízes nervosas dos últimos n. espinhais). • cone medular + filamento terminal = cauda equina • Vértebras C2-T10: nº do processo espinhoso + 2 = segmento medular ex: processo espinhoso T8 = segmento T10 • Vértebras T11 e T12 = 5 segmentos lombares • Vértebra L1 = segmentos sacrais
  • 45.
    Envoltórios: Meninges • membranasfibrosas • dura-máter – paquimeninge • Abundantes fibras colágenas = espessa e rígida • Termina a nível de S2 “fundo de saco” • aracnoide + pia-máter – leptomeninge • pia-máter continua caudalmente – filamento terminal- filamento da dura-máter espinhal – ligamento coccígeo; • Ligamento denticulado = prega longitudinal de cada lado da medula - fixação
  • 46.
  • 47.
    Saco Dural Filamento daDura- Máter Espinhal
  • 48.
    Espaços entre asmeninges • Epidural ou extradural: situa-se entre a dura-máter e o periósteo do canal vertebral; Rico em tecido adiposo e grande numero de veias que constituem o plexo venoso vertebral interno • Subdural: situado entre a dura- máter e a aracnoide; Fenda estreita com pequena quantidade de liquido; • Subaracnóideo: situa-se entre a aracnoide e a pia-máter. Contem grande quantidade de liquor
  • 49.
    Correlações anatomoclinicas • MEtermina a nível de L2 • Saco dural a nível de S2 • L2 a S2 – espaço subaracnóideo > (> quantidade de liquor); filamento terminal e as raízes que formam a cauda equina. • Finalidades: ✓ Retirada de liquor para fins terapêuticos ou diagnostico; ✓ Medida de pressão liquorica; ✓ Introdução de substancias que aumentam o contraste em exames de imagem – mielografia ✓ Introdução de anestésicos ✓ Administração de medicamentos;
  • 50.
    Anestesias nos espaçosmeníngeos • Bloqueio das raízes nervosas; • Cirurgias das extremidades inferiores, períneo, cavidade pélvica e algumas cirurgias abdominais; • Raquidianas – espaço aracnoide (L2-L3, L3-L4 ou L4-L5); (pele e tela subcutânea, ligamento interespinhoso, ligamento amarelo, a dura- máter e a aracnoide) • Epidurais – região lombar – espaço peridural – difusão pelos espaços intervertebrais
  • 51.
    Vascularização da ME DRENAGEM:plexo venoso vertebral interno (espaço extradural) – v.v espinhal posterior – plexo venoso externo
  • 52.
  • 53.
    Substância Branca daME • Fibras agrupam-se em tratos e fascículos que formam vias por onde os impulsos nervosos ascendem ou descendem; • Funículo anterior • Funículo lateral • Funículo posterior
  • 54.
    Vias ascendentes edescendentes da ME
  • 55.
    • Vias descendentes •Origem: córtex/TE • Terminam fazendo sinapse com neurônios medulares ou em neurônios pós-ganglionares (vias descendentes viscerais). No corno posterior da ME (estímulos sensoriais no SN) ou terminam nos neurônios motores somáticos = vias motoras descendentes somáticas
  • 57.
    • Vias ascendentes Penetramna raiz dorsal do n. Espinhal trazendo impulsos aferentes de diversas partes do corpo para o SNC
  • 58.
    Vias ascendentes edescendentes da ME FG e FC Propriocepção consciente Vibração Estereognosia Tato epicrítico T. EC (A/P) Propriocepção inconsciente TETL Dor/TEMP TCEL/T Rubroespinhal Motricidade voluntaria distal TCEA Motricidade voluntaria axial e proximal MMSS TETA Tato protopático/pressão