SIMULADO SAEPI 9ºano
LÍNGUA PORTUGUESA
PROFESSORA:
DATA:
QUESTÃO 1
QUESTÃO 1
O texto defende que
A) as novas tecnologias são desenvolvidas para alcançar apenas a população jovem.
B) as tecnologias mais antigas, como os telefones fixos, não promovem a inclusão de jovens.
C) as pessoas se tornam menos capazes de utilizar as tecnologias à medida que envelhecem.
D) as novas gerações lidam de maneira mais espontânea com as tecnologias recentes.
1.D1. Localizar informações explícitas em um texto.
O registro num dicionário não dá certificado automático de adequação a expressão alguma:
significa apenas que ela é usada com frequência suficiente para merecer a atenção dos lexicógrafos.
O substantivo “dito-cujo”, que substitui o nome de uma pessoa que já foi mencionada
ou que por alguma razão não se deseja mencionar, é um brasileirismo antigo e, de certa forma,
consagrado, mas aceitá2vel apenas na linguagem coloquial. Mais do que isso: mesmo em
contextos informais seu emprego deve ser sempre “jocoso”, ou seja, brincalhão, como anotam
diversos lexicógrafos, entre eles o Houaiss e o Francisco Borba. Convém que quem fala ou
escreve “dito-cujo” deixe claro que está se afastando conscientemente do registro culto.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/sobrepalavras/consultorio/sera-que-osdicionarios-liberaram-odito-cujo/>. Acesso em: 12 fev. 2018.
2.D3. Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
A partir de uma leitura completa do texto, observamos que a expressão “dito cujo” refere-se
A) a uma entrada incorreta do termo no dicionário que requer atenção dos lexicógrafos.
B) a um termo que substitui o nome de alguém cujos interlocutores sabem de quem se está falando.
C) a uma expressão pouco aceita na fala dos brasileiros por ser representativa do discurso popular.
D) a uma maneira desrespeitosa de se referir a alguém que está ausente, transgredindo a norma
culta.
Minha vida
não é tempo que corre
do meu natal
à minha morte
Minha vida é o meu dia de
natal
– Dia da minha morte
COOPER, Jorge. Poesia Completa. Maceió: Cepal, 2010, p. 41.
A leitura
3.D4. Inferir uma informação implícita em um texto.
A leitura do poema nos permite inferir que
A) as coisas importantes na vida acontecem
somente no Natal.
B) a vida passa rápido demais e, quando se
vê, já é Natal.
C) o eu lírico do poema está falando sobre o
dia da sua morte.
D) o passar do tempo leva o autor a refletir
sobre a vida e a morte.
Considerando os possíveis suportes para o texto
acima, observa-se que a função da linguagem
predominante é a função
A) referencial, porque procura expor dados de
realidade de maneira objetiva, sem comentar
ou avaliar a informação.
B) emotiva, porque procura levar o receptor a
compreender os anseios e emoções do emissor
sobre o tema da mensagem.
C) conativa, porque tem como objetivo
influenciar e provocar a reflexão do receptor em
relação ao assunto em pauta.
D) fática, porque a mensagem visa garantir, por
meio de perguntas, que o interlocutor está em
contato com o locutor.
D5. Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.).
5.D6. Identificar o tema de um texto.
“Ao tratar de literatura e de valor estético, estamos em terreno movediço e
variável e não em terras firmes e estáveis. O que se considera literatura hoje não é
o que se considerava no século XVIII; o que se considera uma história bem narrada
em uma tribo africana não é o tipo de obra produzida em Paris; o enredo que
emociona uma jovem de 15 anos não é o que traz lágrimas aos olhos de um
professor de 60 anos (...)”.
ABREU, Márcia. Cultura letrada: literatura e leitura. São Paulo: Editora da Unesp, 2016. p. 58. (Adaptado).
A literatura é uma excelente fonte de preservação do patrimônio linguístico e da
memória de um povo. Neste sentido, o texto ressalta que a literatura
A) representa um conjunto de textos elitistas.
B) pode ser definida de diversas maneiras.
C) é um conceito clássico e unidimensional.
D) sofre com as variações linguísticas regionais.
6.D5. Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.).
A partir da mensagem, constata-se que o cartaz pretende
A) ressaltar que todos são responsáveis pela segurança no trânsito.
B) convocar todas as pessoas para denunciar motoristas irresponsáveis à polícia.
C) informar que todas as pessoas contribuem para um trânsito mais seguro.
D) convidar todas as pessoas a serem responsáveis pela segurança no trânsito.
Disponível em: <http://cnttl.org.br/noticia/6786/semana-nacional-do-transitoalertapara-prevencao-de-acidentes>. Acesso em: 20 fev. 2018.
7.D5. Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.).
As gírias são expressões linguísticas utilizadas por um grupo de falantes,
principalmente jovens, para diferenciar sua fala dos adultos. A tirinha apresenta uma
palavra que já se tornou comum entre os usuários da língua portuguesa. No contexto,
ela indica
A) formalidade na fala do personagem, que utiliza a palavra repetidas vezes.
B) insegurança ao utilizar uma variedade fora do padrão da língua portuguesa.
C) inadequação linguística, pois o falante utiliza de modo incoerente a língua.
D) marcador de fala, que indica reforço das informações apresentadas.
Disponível em: <http://thaisnicoleti.blogfolha.uol.com.br/files/2013/01/Ad%C3%A3o-tipo1.jpg>. Acesso em: 30 mar. 2017.
8.D16. Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
Disponível em: <http://nacolunadeverissimo.blogspot.com.br/p/as-cobras-de-verissimo.html>Acesso em: 25 de mar. 2018
A charge de Veríssimo critica uma característica da memória e da
identidade nacional em relação ao papel da mulher, ao
A) apoiar a questão da igualdade de gêneros.
B) denunciar a desigualdade entre homens e mulheres.
C) ironizar o preconceito contra a mulher por meio da linguagem.
D) criticar a inadequação da pergunta da personagem feminina.
9.D21. Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
Texto 1
Em um século dominado pelo virtual e pelo instantâneo, que poder resta à literatura? Ao contrário das
imagens, que nos jogam para fora e para as superfícies, a literatura nos joga para dentro. Ao contrário
da realidade virtual, que é compartilhada e se baseia na interação, a literatura é um ato solitário, nos
aprisiona na introspecção. Ao contrário do mundo instantâneo em que vivemos, dominado pelo “tempo
real” e pela rapidez, a literatura é lenta, é indiferente às pressões do tempo, ignora o imediato e as
circunstâncias.
Vivemos em um mundo dominado pelas respostas enfáticas e poderosas, enquanto a literatura se limita
a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura, portanto, parece caminhar na contramão do
contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se reproduz e acelera, a literatura contrai, pedindo que
paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso próprio interior. Sim: a literatura – no sentido
prático – é inútil. Mas ela apenas parece inútil. Disponível em: <http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poderda-literatura-444909.html/>. Acesso em: 12 fev. 2018.
Texto 2
“A literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação, entrando nos currículos,
sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade
preconiza, ou os que considera prejudicais, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da
poesia e da ação dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate,
fornecendo a possibilidade de vivermos dialeticamente os problemas.”
Antonio Candido, do ensaio “O direito à literatura”, no livro “Vários escritos”. 3. ed. revista e ampliada. São Paulo: Duas Cidades, 1995.
Embora ambos os textos tratem do mesmo assunto geral, há diferenças na
abordagem do assunto. É possível constatar que
A) o primeiro texto trata da perda de poder da literatura, enquanto o
segundo texto defende que a leitura de clássicos é essencial para a
formação humana.
B) o primeiro texto trata da inutilidade da literatura, enquanto o segundo
texto aborda o poder que a literatura tem tido ao longo da história da
humanidade.
C) o primeiro texto aborda a literatura como aparentemente inútil,
enquanto o segundo texto discute o quanto ela é um instrumento útil para
a humanidade.
D) o primeiro texto enaltece o valor do mundo virtual, enquanto o
segundo texto defende que a literatura pode ser uma fonte de construção
de valores morais.
10.D2. Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem
para a sua continuidade.
Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no
presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E
vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os
ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os
desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança
e ineficiência.
No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro
nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os
brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro,
gastando cada vez maisapenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente.
Disponível em: <http://www.portalbrasil.net/reportagem_cristovambuarque.htm/>. Acesso em: 12 fev. 2018.
Para enfatizar a antítese que predomina no texto, o autor utiliza
A) explicações sobre a temática do texto.
B) repetições das palavras-chave do texto.
C) críticas ao comportamento dos ricos.
D) exemplos de situações de violência.
11.
A literatura não serve para nada – é o que se pensa. A indústria editorial tende a
reduzi-la a um entretenimento para a beira de piscinas e as salas de espera dos
aeroportos. De outro lado, a universidade – em uma direção oposta, mas igualmente
improdutiva – transforma a literatura em uma “especialidade”, destinada apenas ao
gozo dos pesquisadores e dos doutores. Vou dizer com todas as letras: são duas
formas de matá-la. A primeira, por banalização. A segunda, por um esfriamento que
a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde sua potência. Tanto quando é vista como
“distração”, quanto quando é vista como “objeto de estudos”, a literatura
perde o principal: seu poder de interrogar, interferir e desestabilizar a existência.
Contudo, desde os gregos, a literatura conserva um poder que não é de mais
ninguém. Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a encarar o horror, as
crueldades, a imensa instabilidade e o igualmente imenso vazio que carregamos em
nosso espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos de dizer. Cultivamos
nossos hábitos, manias e padrões. Emprestamos um grande
valor à repetição e ao Mesmo. Acreditamos que somos donos de nós mesmos!
Disponível em: <http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poder-da-literatura-444909.html/>. Acesso em: 7 mar 2018.
D7. Identificar a tese de um texto.
Sobre o assunto abordado, o autor defende a tese de que
A) a literatura não serve para nada.
B) a indústria editorial tende a reduzir a literatura a um
entretenimento.
C) a universidade esfria e asfixia a literatura.
D) a literatura tem o poder de interrogar, interferir e desestabilizar a
existência.
12.D8. Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
Há inúmeras razões por que se deve ensinar trânsito nas escolas, entre elas, a mais importante é
resolver o problema dos acidentes, das vítimas e das mortes. Consequentemente e, para colocar a
escola nesse âmbito, a serviço da defesa do direito à vida e à dignidade, cumpre atender as
exigências legais, estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro – CTB, que prima pela
valorização do cidadão.
“No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 6 mil crianças, de zero a 14 anos, morrem e
outras 140 mil sofrem acidentes no trânsito anualmente”, afirmam os professores Cidinha Pires e
Juliel Modesto de Araújo, do curso Trânsito na Educação Infantil e Fundamental I, elaborado
pelo Centro de Produções Técnicas – CTP .
Os dados de fatalidades no trânsito brasileiro são alarmantes. Segundo dados de pesquisa, o
trânsito causa:
– 35 mil mortes por ano;
– seis mil são crianças de zero a 14 anos de idade;
– 100 pessoas morrem, em média, por dia;
– 90% dos acidentes ocorrem por culpa dos motoristas.
Os fatores principais que levam aos acidentes de trânsito são: exceder a velocidade permitida e
alertada pela sinalização; não usar o cinto de segurança; dirigir alcoolizado; dirigir drogado;
praticar violência por intolerância; dirigir falando ao celular; conduzir o veículo com sono; deixar
faltar a atenção ao dirigir; entre outras. Tudo isso justifica a urgência de se ensinar trânsito nas
escolas. Disponível em: <https://www.cpt.com.br/cursos-metodologia-de-ensino/artigos/por-queensinar-transito-nas-escolas/>. Acesso em: 15 fev. 2018.
O autor defende que a educação para o trânsito
deve começar nas escolas. Para justificar seu ponto
de vista, ele argumenta
A) a partir de relatos dos acidentes de trânsito.
B) utilizando estatísticas oficiais de acidentes de
trânsito.
C) narrando depoimentos de vítimas de acidentes
de trânsito.
D) citando campanhas de prevenção de acidentes
de trânsito.
13.D9. Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
Os cerca de 21 milhões de adolescentes brasileiros representam para o país uma grande oportunidade
de transformação nas relações, nas atitudes, na cultura, na educação, na vida enas dinâmicas sociais.
Mesmo sendo a adolescência um período curto, pois do ponto de vista jurídico dura apenas seis anos
(12 a 18 anos incompletos), é uma fase de mudanças profundas e rápidas no ciclo de vida. Isso se
revela nas mudanças biológicas, comportamentais, de aprendizagem, de socialização, de descobertas,
de interação e de inúmeros processos que nos permitem valorizar a adolescência como um potencial
imprescindível para a sociedade.
Ao mergulhar nesse imenso universo de adolescentes com um olhar mais atento e despretensioso,
constata-se com clareza que a expressão adolescência, no modo singular, é insuficiente.
Nesse caso, talvez a melhor forma de se expressar seja mesmo no plural: adolescentes e adolescências.
Mais do que uma preocupação linguística, trata-se de um olhar que considera a pluralidade da
sociedade brasileira, suas contradições, suas culturas, suas disparidades, seus valores e suas regiões.
Disponível em: <https://www.unicef.org/brazil/pt/activities_9418.htm/>. Acesso em: 22 fev. 2018.
No texto, o autor aborda o tema da adolescência
A) definindo adolescência a partir de um conceito padrão, reconhecido pelo mundo científico.
B) ampliando o conceito de adolescência para incorporar a pluralidade cultural.
C) sugerindo como é possível superar os problemas da adolescência no país.
D) fazendo um paralelo entre culturas únicas e ambientes multiculturais como o Brasil.
Leia o texto abaixo para responder as questões 14 e 15.
Volta e meia, em nosso mundo redondo, colapsa o frágil convívio entre os diversos
modos de ser dos seus habitantes. Neste momento, vivemos uma nova rodada dessas
com os inúmeros refugiados, famílias fugitivas de suas guerras civis e massacres. Eles
tentam entrar na mesma Europa que já expulsou seus famintos e judeus. Esses
movimentos introduzem gente destoante no meio de outras culturas, estrangeiros que
chegam falando atravessado, comendo, amando e rezando de outras maneiras. Os
diferentes se estranham.
Fui duplamente estrangeira, no Brasil por ser uruguaia, em ambos os países e nas
escolas públicas por ser judia. A instrução era tentar mimetizar-se, falar com o menor
sotaque possível, ficar invisível no horário do Pai Nosso diário. Certamente todos
conhecem esse sentimento de sentir-se estrangeiro, ficar de fora, de não ser tão
autêntico quanto os outros, ou não ser escolhido para o que realmente importa. Na
infância, tudo é grande demais, amedronta e entendemos fragmentariamente, como
recém-chegados. Na puberdade, perdemos a familiaridade com nossos familiares: o
que antes parecia natural começa a soar como estrangeiro. Na adolescência, sentimo-
nos estranhos a quase tudo, andamos por aí enturmados com os da mesma idade ou
estilo, tendo apenas uns aos outros como cúmplices para existir.
Disponível em: <http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2015/09/12/artigosomos-todos-estrangeiros/>. Acesso em: 05 fev. 2018.
Ao escrever sobre o tema abordado no texto, a autora parte de
A) um sentimento de preocupação em relação aos fluxos migratórios da atualidade.
B) um momento de reflexão sobre as dificuldades dos movimentos migratórios
recentes.
C) uma sensação de vínculo da história pessoal com a migração de todos os tempos.
D) uma relação de frustração por ter se sentido excluída na infância e na
adolescência
Considerando o assunto abordado no texto, a expressão “tentar mimetizar-se”
refere-se a uma tentativa de
A) parecer invisível durante as situações mencionadas no texto.
B) sentir-se igual aos demais nas situações mencionadas no texto.
C) disfarçar a insegurança da autora nas situações mencionadas no texto.
D) esconder-se de si mesma para não enfrentar as situações mencionadas no texto.
14.D10. Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
15.D18. Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.
16.D11. Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
Leia o texto a seguir para responder as questões 16 e 17.
Muitas vezes, nós, adultos, sentimos necessidade de quebrar a rotina, variar o nosso
dia a dia, fazer tudo diferente, pois nos entediamos com as repetições. Com as
crianças pequenas, acontece justamente o contrário! As repetições são muito
importantes para que elas consigam lidar com o desconhecido.
Da mesma forma, para os pais, quanto mais a vidinha do filho estiver organizada,
melhor!
Vera Tschiptschin Francisco – psicanalista, pedagoga e membro-fundadora da Gesto
Psicanálise – explica que “o bebê e a criança pequena vivem uma certa fragmentação
interna. Cada sentimento é muito intenso, por exemplo, a sensação de fome é uma
sensação avassaladora.
Por isso, garantir um tanto de cadência, de ritmo, de previsibilidade e de
continuidade àquilo que já sentiu antes, àquilo que se repete, frente a toda surpresa
inerente ao desenvolvimento é fundamental”. Ressalta também a importância da
rotina para a mãe: “a rotina acalma e diminui a angústia da mãe, que aperfeiçoa o
contato e passa a se comunicar com o bebê e com a criança pequena muito melhor”.
Disponível em: <https://redecruzada.org.br/importancia-da-rotina/>. Acesso em: 03 fev. 2018.
Segundo o texto, para que a criança aprenda a conviver com o novo, ela precisa
A) da presença dos pais, que vão ensiná-la a quebrar as rotinas.
B) das repetições que são típicas de uma vida estabelecida por rotinas.
C) da tranquilidade da mãe na comunicação carinhosa com a criança.
D) das necessidades básicas de sobrevivência, como o alimento, atendidas pela
família.
17.D15. Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
No início do segundo parágrafo, a expressão “da mesma forma” é utilizada como
elemento coesivo com o sentido de
A) demonstrar um elemento que contraria o que foi dito no parágrafo anterior.
B) indicar um elo de sentido com o que será dito no final do parágrafo.
C) apontar semelhança entre a ideia anterior e a ideia posterior.
D) justificar o que foi afirmado no parágrafo anterior.
16.D11. Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
18.D16. Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
Disponível em: <https://www.pinterest.pt/pin/797981627694301762/>. Acesso em: 13 fev. 2018.
Sobre as duas expressões verbais utilizadas no segundo quadro da charge, somadas aos elementos não
verbais apresentados no texto, é correto afirmar que
A) criam um efeito de humor crítico, demonstrando como o discurso bem construído pode ser interpretado
ambiguamente.
B) simbolizam os dizeres típicos de um brinde, demonstrando que os personagens da charge foram
honestos nos dizeres do primeiro quadro.
C) esclarecem que as metas previstas foram alcançadas, demonstrando que é possível comemorar as
conquistas após o trabalho executado.
D) indicam situações diferentes, demonstrando que enquanto alguns trabalham pelo país, outros se
divertem sem se importar com os problemas dele.
19.D8. Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la
Por que o jovem não deve ler
Calma, prezado leitor. Nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo:
dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente
para não bombar na escola. E continuarem vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio,
irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos
realitys shows.
[...] Aproveitando o gancho do Salão do Livro Infanto-Juvenil, em novembro agora no Parque do
Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para
despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (De que? De tudo! De jornais a livros de
filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de
autores clássicos a paulos coelhos.)
[Ao ler], a gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio
umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa
juventude. E ler também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam no cérebro,
já que se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes não deve sobrar
mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do
bumbum e do muque no espelho das academias de musculação.
Por isso que, num momento de desalento, decidi que, de agora em diante, como escritor e professor,
nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça.
Disponível em: <http://www.casadacultura.org/Literatura/Artigos/g01/porque_jovem_naodeve_ler.html>. Acesso em: 20 de fev. 2018.
Os recursos discursivos que sustentam a argumentação acima são
definidos por
A) uma tese que o autor apresenta por meio de exemplos.
B) uma opinião que o autor expressa com dados históricos.
C) um argumento que o autor constrói baseado em teorias.
D) um ponto de vista que o autor defende por meio de ironia.
Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor!
Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como
um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos
fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua,
outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e la glace est
rompue; está começada a crônica.
Crônica, 05 de abril de 1888. In: PAIXÃO, Fernando (Ed.). Machado de Assis:crônicas escolhidas. São Paulo: Editora Ática, 1994.
Por meio das características típicas do gênero, as crônicas conseguiam
A) partir de coisas simples para chamar a atenção sobre os problemas sociais da
época.
B) utilizar fatos da realidade cotidiana para produzir textos interessantes e livres de
julgamento do autor.
C) conquistar novos espaços literários como um gênero de textos curtos e de fácil
compreensão para o leitor.
D) ampliar os horizontes da literatura tradicional por meio da inclusão de novos
gêneros literários.
20.D12. Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
21.D13. Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
Se você deseja viver mais e com qualidade de vida, viaje mais! E isso não é mais um
anúncio de uma agência de viagens, e sim uma comprovação científica! Um estudo
realizado em 2013, nos Estados Unidos, mostrou que as pessoas que viajam mais
tem uma expectativa de vida mais longa. As mulheres que tiravam férias pelo menos
duas vezes ao ano diminuíram significantemente os riscos de ataque cardíaco, muito
mais do que aquelas que passavam anos só trabalhando, sem pausas. Já os
homens que não viajavam pelo menos uma vez ao ano tinham um risco 30% maior
de desenvolver doenças do coração, além de um risco 20% maior de desenvolver
outras doenças que poderiam levar à morte. A explicação é bem simples: não tirar
férias pode resultar em estresse, ansiedade e pressão alta. E todos esses fatores
combinados podem levar a problemas do coração. No entanto, quando viajamos,
entramos numa rotina mais saudável, pois nos tornamos mais ativos e deixamos de
lado os problemas do dia a dia.
Disponível em: <http://www.levepravida.com.br/bem-estar/viajar-faz-bem-a-saude/>. Acesso em: 10 fev. 2018.
Analisando o texto, observamos que o autor espera que o interlocutor
A) compreenda os benefícios e a importância de viajar como forma de
relaxar das tensões do dia a dia.
B) planeje viagens pelo menos duas vezes ao ano para reduzir a
incidência de problemas de saúde.
C) conheça os resultados de uma pesquisa americana sobre a
importância de viajar para manter a saúde.
D) deixe de lado os problemas do dia a dia e reduza o stress, entrando
em uma rotina mais saudável.
Jovens que cresceram na era dos smartphones estão menos preparados para a vida adulta, segundo
uma pesquisa americana. A chamada “geração smartphone”, daqueles que nasceram após
1995, vem amadurecendo mais lentamente do que as anteriores.
Eles são menos propensos a dirigir, trabalhar, fazer sexo, sair e beber álcool, de acordo com Jean
Twenge, professora de Psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos.
Suas conclusões estão no recém-publicado livro iGen: Why Today’s Super-Connected Kids are Growing
up Less Rebellious, More Tolerant, Less Happy - and Completely Unprepared for Adulthood (iGen:
Por que as crianças superconectadas estão crescendo menos rebeldes, mais tolerantes, menos felizes
– e completamente despreparadas para a vida adulta [em tradução livre]), com os resultados de uma
investigação baseada em pesquisas com 11 milhões de jovens americanos e entrevistas em
profundidade.
Em entrevista à BBC Mundo, o serviço da BBC em espanhol, Twenge explicou que esses jovens
cresceram em um ambiente mais seguro e se expõem menos a situações de risco. Mas, por outro
lado, chegam à universidade e ao mundo do trabalho com menos experiências, mais dependentes
e com dificuldade de tomar decisões. “Os de 18 anos agem como se tivessem 15 em gerações
anteriores”, comenta Twenge. Ela diz que isto tem relação com a superconectividade típica desta
geração, que passa em média seis horas por dia conectada à internet, enviando mensagens e jogando
jogos on-line.
Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/geral-41080541/>. Acesso em: 16 fev. 2018.
22.D1. Localizar informações explícitas em um texto.
O texto nos informa que os jovens hiperconectados
A) passam em média seis horas por dia conectados à internet e se
sentem mais seguros e preparados para a vida do que os jovens
de gerações anteriores.
B) dedicam grande parte do seu tempo ao convívio virtual que,
aparentemente, é mais seguro, e isso retarda o amadurecimento
deles.
C) estão crescendo menos rebeldes e mais tolerantes, o que os
torna mais propensos a dirigir e trabalhar, de acordo com pesquisas.
D) chegam à universidade e ao mundo do trabalho trazendo
experiências mais seguras e sabendo se expor a riscos com mais
propriedade.
Leia o texto a seguir para responder as questões 23 e 24.
Quem pratica o bullying, quer seja entre alunos ou com os que têm hábitos e
aparência distintos do seu, conquista momentaneamente a ilusão da legitimidade.
Quem discrimina arranja no grito e na violência um lugar para si.
Conviver com as diferentes cores de pele, interpretações dos gêneros, formas de
amar e casar, vestimentas, religiões ou a falta delas, línguas, faz com que todos
sejam estrangeiros.
Isso produz a mágica sensação de inclusão universal: se formos todos diferentes,
ninguém precisa sentir-se excluído. Movimentos migratórios misturam povos, a
eliminação de barreiras de casta e de preconceitos também. Já pensou que delícia
se, no futuro, entendermos que na vida ninguém é nativo. A existência de cada um é
como um barco, em que fazemos um trajeto ao final do qual sempre partiremos sem
as malas.
Disponível em: http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2015/09/12/artigo-somos-todos-estrangeiros/>. Acesso em:
17 fev 2018.
No texto, a expressão “barreiras de casta” poderia ser substituída, sem alterar o
sentido da frase, por
A) barreiras de gênero.
B) barreiras de classe social.
C) barreiras de origem étnica.
D) barreiras de faixa etária.
D3. Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
A partir das informações do texto, podemos inferir que, para a autora, a igualdade
está no fato que
A) todos somos estrangeiros no entendimento atual de mundo.
B) todos praticamos algum tipo de bullying para nos sentirmos incluídos.
C) todos iniciamos e terminamos o percurso da vida do mesmo jeito.
D) todos procuramos legitimar nosso lugar discriminando o outro.
D4. Inferir uma informação implícita em um texto.
Leia o texto a seguir para responder as questões 25 e 26.
Como trabalho em casa, assisto a um grande número de jogos e programas esportivos, alguns
porque gosto e, outros, para me manter atualizado. Vejo ainda muitos noticiários gerais, filmes,
programas culturais (são pouquíssimos) e também, por curiosidade, muitas coisas ruins.
Estou viciado em televisão.
Não suporto mais ver tantas tragédias, crimes, violências, falcatruas e tantas politicagens para a
realização da Copa de 2014.
Estou sem paciência para assistir a tantas partidas tumultuadas no Brasil, consequência do estilo de
jogar, da tolerância com a violência e do ambiente bélico em que se transformou o futebol, dentro e
fora do campo.
Na transmissão das partidas, fala-se e grita-se demais. Não há um único instante de silêncio,
nenhuma pausa. O barulho é cada dia maior no futebol, nas ruas, nos bares, nos restaurantes e em
quase todos os ambientes. O silêncio incomoda as pessoas.
É óbvio que informações e estatísticas são importantíssimas. Mas exageram. Fala-se muito, mesmo
com a bola rolando. Impressiona-me como se formam conceitos, dão opiniões, baseados em
estatísticas que têm pouca ou nenhuma importância.
Na partida entre Escócia e Brasil, um repórter da TV Globo deu a “grande notícia”, que Neymar foi o
primeiro jogador brasileiro a marcar dois gols contra a Escócia em uma mesma partida.
Parece haver uma disputa para saber quem dá mais informações e estatísticas, e outra, entre os
narradores, para saber quem grita gol mais alto e prolongado. Se dizem que a imagem vale mais que
mil palavras, por que se fala e se grita tanto? Folha de S.Paulo, caderno D, “esporte”, p. 11. 10 abr. 2011.
D6. Identificar o tema de um texto
O texto acima tem como tema central
A) o excesso de narração dos narradores de futebol.
B) a importância que o futebol tem na vida dos brasileiros.
C) o ambiente violento no qual o futebol se transformou.
D) a intolerância do autor à politicagem no futebol
Baseado em suas opiniões sobre o tema abordado, o autor apresenta um fato quando
diz que
A) na transmissão das partidas, fala-se e grita-se demais. Não há um único instante de
silêncio.
B) é óbvio que informações e estatísticas são importantíssimas. Mas exageram. Fala-
se muito, mesmo com a bola rolando.
C) Neymar foi o primeiro jogador a marcar dois gols contra a Escócia em uma mesma
partida.
D) o barulho é cada dia maior no futebol, nas ruas, nos bares, nos restaurantes e em
quase todos os ambientes.
D11. Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
27.D5. Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.).
Para sensibilizar a população a participar da
campanha, o cartaz acima utiliza
A) informações que esclarecem a população sobre os
sintomas da febre amarela, para que procurem
auxílio médico caso percebam que estão
apresentando os sintomas.
B) ações que devem ser tomadas no combate à febre
amarela, para que a população cuide de suas
casas e ajude a extinguir os possíveis criadouros dos
mosquitos.
C) dados sobre a campanha de vacinação contra a
febre amarela, convocando as pessoas a
comparecerem no posto de vacinação mais próximo
para serem vacinadas.
D) informações de prevenção contra a febre amarela,
visando eliminar focos do mosquito e imunizar a
população, bem como esclarecimentos sobre os
sintomas da doença.
Disponível em: <https://portfliothaisesouto.wordpress.com/2010/03/22/outdoor-iptu-2010-2/>. Acesso em: 15 fev. 2018.
Analisando as características do texto, sabe-se que ele tem como objetivo
A) divulgar para a população as obras que a prefeitura está realizando com o dinheiro
do IPTU.
B) apresentar à população os projetos de urbanização da cidade custeados pela verba
do IPTU.
C) convidar a população a contribuir financeiramente pagando o IPTU para que as
obras aconteçam.
D) informar a população, prestando contas sobre a utilização da verba arrecadada com
o IPTU.
28.D12. Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
Disponível em: <http://sorisomail.com/partilha/90285.html/>. Acesso em: 7 mar. 2018. Disponível em: <http://www.volvo.com.br/transito/bebida-e-direcao/>. Acesso em: 15 fev. 2018.
TEXTO 1 TEXTO 2
29.D20. Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo
tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
A relação entre álcool e direção é abordada nos dois textos de maneira diferente.
Analisando os textos, observamos que
A) o primeiro utiliza linguagem apelativa como recurso de prevenção de acidentes
no trânsito, enquanto o segundo trata da punição ao motorista infrator.
B) o primeiro brinca com a situação dos motoristas que dirigem alcoolizados,
enquanto o segundo alerta para os custos financeiros de beber e dirigir.
C) o primeiro utiliza ironia para lembrar o motorista alcoolizado de que ele pode ser
o primeiro a morrer no trânsito, e o segundo associa a ironia ao pagamento das
multas.
D) o primeiro texto é agressivo e faz uma ameaça contra o motorista, enquanto o
segundo texto é informativo e se apoia na legislação.
Texto 1
As democracias contemporâneas são arranjos representativos. A representação foi a
“solução encontrada” para um dilema. Tão logo firmado o princípio da igualdade
política entre os indivíduos, regimes políticos baseados na tradição, na origem de
classe ou na condição de status perderam a legitimidade. Por outro lado, o tamanho
das sociedades e a complexidade cada vez maior das questões em discussão –
demandando acesso a informações, disponibilidade de tempo e condições de
negociação – tornaram proibitiva a ideia de que todos participassem das decisões a
serem coletivizadas. AVRITZER, Leonardo. Corrupção: ensaios e críticas. Editora UFMG, 2008.
30.D21. Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
Texto 2
A democracia legitimamente constituída e praticada com equidade, realiza as condições
de um bom governo. Pelo fato de não admitir nenhuma distinção entre os cidadãos, a
não ser a que provém do mérito pessoal, a todos concede a possibilidade de
desempenhar as mais altas funções; e permite a cada um contribuir com o máximo de
esforço para utilidade social.
Segundo Aristóteles, a forma democrática de governar é a mais sólida de todas, porque
nela domina a maioria, e a igualdade que se desfruta gera o amor à constituição que
proclama. Disponível em: <http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br/2013/02/vantagense-perigos-da-democracia.html/>. Acesso em: 16 fev. 2018.
Os textos abordam a democracia sob perspectivas diferentes, sendo que
A) o primeiro ressalta que a participação democrática é impossível em sua essência, pois nem
todos possuem acesso à participação, enquanto o segundo texto coloca a democracia como
possível se praticada com equidade.
B) o primeiro texto afirma que a participação democrática é impossível porque as sociedades são
grandes demais para serem lideradas de forma democrática. Já o segundo texto aponta os problemas
da definição de Aristóteles.
C) o primeiro texto é favorável à democracia e aponta que o acesso às informações está disponível
para todas as pessoas em um regime democrático, e o segundo texto defende que todas as pessoas
têm igual participação nesse tipo de regime.
D) o primeiro texto afirma que a democracia surgiu como uma forma de resolver o dilema da
desigualdade social, enquanto o segundo texto mostra como a democracia ajuda a ajuda a resolvê-lo.
GABARITO
1. D
2. B
3. D
4. C
5. B
6. D
7.D
8.c
9.c
10.B
11.D
12.B
13.B
14.C
15.A
1.Gabarito: D
Comentário:
É importante analisar bem a relação entre idade e uso de tecnologias, que é a base do texto. A
partir disso, é possível constatar que as pessoas mais velhas têm menos facilidade com as novas
tecnologias do que as novas gerações, com afirma a alternativa (D), que está correta. Essa
dificuldade está relacionada à falta de familiaridade e costume com as novas tecnologias,
entretanto, a (C) relata que à medida que as pessoas envelhecem, elas se tornam menos capazes
de utilizar as tecnologias ou que elas são desenvolvidas apenas para o público jovem, como coloca
a alternativa (A), ambas incorretas. A (B) é incorreta porque o texto base não expõe que as
tecnologias mais antigas excluem os jovens.
2.Gabarito: B
Comentário:
A utilização da expressão popular “dito-cujo”, permite a ideia de que no discurso, os interlocutores
se refiram a alguém conhecido por todos que participam da conversa, como é colocado na
alternativa (B). A frase também é empregada de um modo jocoso e coloquial, sendo muito difundida
em contextos não formais, como está descrito na alternativa (C), mas não está no texto que a
expressão é pouco aceita na fala dos brasileiros. De acordo o texto, lexicógrafos analisaram o termo
e o classificaram, porém não há nada que afirme sobre ele ter entrado de forma incorreta no
dicionário, como consta na alternativa (A). E a (D) justifica a não classificação do termo como
apropriado à norma culta pelo desrespeito atrelado ao seu uso, mas isso não é mencionado no
texto.
3.Gabarito: D
Comentário:
O eu lírico do poema reflete sobre o passar do tempo, que o leva a refletir sobre a vida e a
morte.
Quando ele fala “do meu natal”, refere-se ao dia do seu nascimento, e não ao Natal como feriado
cristão, como está colocado na alternativa (A). Também não relata apenas a sua morte (C), mas
reflete sobre o fluir da vida entre seu nascimento e sua morte, evidenciando que (D) está
correta. A alternativa (B) utiliza o Natal como um marco de passagem de tempo, porém essa não é
a ideia do poema.
4.Gabarito: C
Comentário:
Todas as alternativas contêm análises corretas sobre as figuras de linguagem evidenciadas;
entretanto, observa-se que a função da linguagem predominante no anúncio é a função
conativa, pois tem como objetivo influenciar e provocar a reflexão do receptor em relação ao
assunto em pauta, como descreve a alternativa (C).
5.Gabarito: B
Comentário:
O texto discute as diferentes variáveis que compõem o conceito de literatura, defendendo que ela
varia de acordo com o momento histórico, a faixa etária do leitor, sua origem, o tipo de enredo,
entre tantas outras características, o que é exposto na alternativa (B), que está correta.
A (C) é incorreta pois apresenta uma ideia extremamente oposta ao apresentado no texto. A (D)
afirma que a literatura sofre com as variações linguísticas, mas na verdade o que ocorre é seu
enriquecimento diante a diferenças no discurso, além
disso, a pauta em questão não é discutida pelo texto. Por fim, a (A) também é incorreta por
apresentar a ideia de que é elitista, porém vemos a literatura em diversos segmentos sociais.
6.Gabarito: D
Comentário:
O cartaz pretende convidar todas as pessoas a serem responsáveis pela segurança no
trânsito, como é descrito na alternativa correta a (D). A mão sinalizando um “basta”
e a hashtag “#eusou+1” sinalizam o caráter de chamada individual da campanha:
seja você também mais um a tornar o trânsito mais seguro, anulando o que se diz nas
opções (A) e (C), pois evidenciam uma ideia de totalidade em relação à atribuição de
responsabilidade pela segurança. E a (B) também é incorreta, pois possui uma
informação que não é abordada no anúncio.
Gabarito: D
Comentário:
A expressão “tipo”, considerada como gíria, é utilizada em contextos de informalidade,
diferentemente do que consta na alternativa (A). No contexto da tirinha, “tipo” foi aplicado como
um marcador de fala, que denota, muitas vezes a exemplificação, retratada na (D), que está correta.
Há uma crítica ao exagero no uso da palavra, uma vez que o personagem não consegue se expressar,
dada a quantidade de vezes que a utiliza, mas não temos impressão de que haja insegurança em seu
discurso, como é apresentado na (B), e tampouco incoerência na linguagem como é mostrado na
alternativa (C), pois o contexto no qual o falante está inserido permite a utilização de gírias e
expressões não correspondentes à norma padrão.
Gabarito: C
Comentário:
A charge é composta por discursos verbais e não verbais. Apesar de ter um tom de denúncia, ela
não representa um apoio à questão da igualdade de gêneros, como a alternativa (A) se refere,
nem representa uma denúncia a desigualdade, como dito na (B). Ela denuncia o discurso
preconceituoso, ilustrando por meio da linguagem na resposta de Flecha para a pergunta de
Shirley na qual, ironicamente, Flecha considera a pergunta de Shirlei
“típica” (de mulheres) evidênciando uma estereotipação, e por sua vez, um preconceito contra a
mulher, como descreve a alternativa (C). E (D) também está errada por atribuir a crítica da charge
à mulher.
9.Gabarito: C
Comentário:
O primeiro texto contrapõe o desprestígio da literatura ao valor que vem sendo dado à realidade
virtual na sociedade, mas termina o texto afirmando que a inutilidade da literatura é apenas
aparente contrariando o que é descrito na alternativa (B). O segundo texto, por sua vez, defende
que a literatura é essencial na formação humana: cultural, educacional e ética, tornando válido o
que é colocado na (C). A (A) não apresenta uma afirmação válida sobre o segundo texto, no qual
não é mencionado a leitura específica de clássicos. Por fim, a alternativa (D) está incorreta uma vez
que o primeiro texto não enaltece o valor do mundo virtual, e sim o descreve de forma a compará-
lo ao mundo da literatura.
26
10.Gabarito: B
Comentário:
Ao discorrer sobre o tema da riqueza, o autor utiliza a repetição dos termos em antítese como
modo de evidenciar um paradoxo, que é a pobreza dos ricos ao se preocuparem em demasiado
com a segurança, como é apresentado na alternativa (B).
Por mais que o texto apresente uma posição crítica ao comportamento dos ricos e à questão da
desigualdade social, não é isso que evidencia a antítese do texto, como exposto na alternativa (C).
O mesmo, tampouco, apresenta explicações sobre a temática, como apresentado na (A). O autor
também não menciona exemplos de situações de violência, como exposto na (D).
11.Gabarito: D
Comentário:
É necessário que o aluno leia o texto por completo para conseguir identificar a
tese defendida pelo autor: a literatura tem o poder de interrogar, interferir e
desestabilizar a existência, exposto na alternativa (D). A alternativa (A), apresenta
uma ideia que o autor refuta logo em seguida, não podendo, dessa forma, ser a
tese defendida. E as alternativas (B) e (C) apresentam apenas opiniões do autor,
mas não representam a temática central.
12.Gabarito: B
Comentário:
O autor utiliza estatísticas oficiais de acidentes de trânsito, como por exemplo,
dados do Ministério da Saúde, afirmação apresentada na alternativa (B). O autor
não cita no texto relatos, depoimentos de vítimas ou citando campanhas, expostas,
respectivamente, pelas alternativas (A), (C) e (D), portanto
essas alternativas estão incorretas.
13.Gabarito: B
Comentário:
Através da leitura do texto, podemos identificar que o autor amplia o conceito de
adolescência reforçando a pluralidade cultural como fator relevante em sua
constituição. É possível identificar essa ideia na alternativa (B). A (A) retrata que
conceito padrão foi utilizado, mas ao admitir pluralidades e singularidades à
concepção cultural, não temos uma visão única sobre o tema. As opções de
resposta (C) e (D) não referenciam tópicos presentes no texto.
14.Gabarito: C
Comentário:
No texto base, a autora descreve sua própria história e traz à tona uma sensação
de vínculo da história pessoal com os fluxos migratórios da história do mundo.
Relembra quando era criança e adolescente e a sensação de se sentir sempre
uma estrangeira, com é apresentado na sentença (C). Por mais que a
problemática acerca de
movimentos migratórios seja presente, não é a partir dela que o texto é
constituído, como propõe as opções de resposta (A) e (B). A (D) também é
incorreta por atribuir sentimentos e fatos vividos pela autora que não foram
Gabarito: A7
Comentário:
Mimetismo é a capacidade de alguns seres vivos de se confundirem com o ambiente e não serem
notados. A autora diz que gostaria de poder mimetizar-se para não ser notada, parecer invisível
durante as situações mencionadas no texto, especialmente na hora do Pai Nosso e quando era
notada pelo seu sotaque. Se pudesse mimetizar-se, seria confundida com os demais e não seria
notada pela sua diferença, com descreve a alternativa (A). Por mais que ela quisesse passar
despercebida nas situações que eram conflitantes às suas características, a autora não fala sobre
perder sua identidade para sentir-se igual (B), nem que se sentia insegura (C) ou que tinha um
conflito consigo mesma ao ponto de esconder-se de si para não

SIMULADO SAEB 9ºano.pptx Explicação e exercícios

  • 1.
    SIMULADO SAEPI 9ºano LÍNGUAPORTUGUESA PROFESSORA: DATA:
  • 2.
    QUESTÃO 1 QUESTÃO 1 Otexto defende que A) as novas tecnologias são desenvolvidas para alcançar apenas a população jovem. B) as tecnologias mais antigas, como os telefones fixos, não promovem a inclusão de jovens. C) as pessoas se tornam menos capazes de utilizar as tecnologias à medida que envelhecem. D) as novas gerações lidam de maneira mais espontânea com as tecnologias recentes. 1.D1. Localizar informações explícitas em um texto.
  • 3.
    O registro numdicionário não dá certificado automático de adequação a expressão alguma: significa apenas que ela é usada com frequência suficiente para merecer a atenção dos lexicógrafos. O substantivo “dito-cujo”, que substitui o nome de uma pessoa que já foi mencionada ou que por alguma razão não se deseja mencionar, é um brasileirismo antigo e, de certa forma, consagrado, mas aceitá2vel apenas na linguagem coloquial. Mais do que isso: mesmo em contextos informais seu emprego deve ser sempre “jocoso”, ou seja, brincalhão, como anotam diversos lexicógrafos, entre eles o Houaiss e o Francisco Borba. Convém que quem fala ou escreve “dito-cujo” deixe claro que está se afastando conscientemente do registro culto. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/sobrepalavras/consultorio/sera-que-osdicionarios-liberaram-odito-cujo/>. Acesso em: 12 fev. 2018. 2.D3. Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. A partir de uma leitura completa do texto, observamos que a expressão “dito cujo” refere-se A) a uma entrada incorreta do termo no dicionário que requer atenção dos lexicógrafos. B) a um termo que substitui o nome de alguém cujos interlocutores sabem de quem se está falando. C) a uma expressão pouco aceita na fala dos brasileiros por ser representativa do discurso popular. D) a uma maneira desrespeitosa de se referir a alguém que está ausente, transgredindo a norma culta.
  • 4.
    Minha vida não étempo que corre do meu natal à minha morte Minha vida é o meu dia de natal – Dia da minha morte COOPER, Jorge. Poesia Completa. Maceió: Cepal, 2010, p. 41. A leitura 3.D4. Inferir uma informação implícita em um texto. A leitura do poema nos permite inferir que A) as coisas importantes na vida acontecem somente no Natal. B) a vida passa rápido demais e, quando se vê, já é Natal. C) o eu lírico do poema está falando sobre o dia da sua morte. D) o passar do tempo leva o autor a refletir sobre a vida e a morte.
  • 5.
    Considerando os possíveissuportes para o texto acima, observa-se que a função da linguagem predominante é a função A) referencial, porque procura expor dados de realidade de maneira objetiva, sem comentar ou avaliar a informação. B) emotiva, porque procura levar o receptor a compreender os anseios e emoções do emissor sobre o tema da mensagem. C) conativa, porque tem como objetivo influenciar e provocar a reflexão do receptor em relação ao assunto em pauta. D) fática, porque a mensagem visa garantir, por meio de perguntas, que o interlocutor está em contato com o locutor. D5. Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.).
  • 6.
    5.D6. Identificar otema de um texto. “Ao tratar de literatura e de valor estético, estamos em terreno movediço e variável e não em terras firmes e estáveis. O que se considera literatura hoje não é o que se considerava no século XVIII; o que se considera uma história bem narrada em uma tribo africana não é o tipo de obra produzida em Paris; o enredo que emociona uma jovem de 15 anos não é o que traz lágrimas aos olhos de um professor de 60 anos (...)”. ABREU, Márcia. Cultura letrada: literatura e leitura. São Paulo: Editora da Unesp, 2016. p. 58. (Adaptado). A literatura é uma excelente fonte de preservação do patrimônio linguístico e da memória de um povo. Neste sentido, o texto ressalta que a literatura A) representa um conjunto de textos elitistas. B) pode ser definida de diversas maneiras. C) é um conceito clássico e unidimensional. D) sofre com as variações linguísticas regionais.
  • 7.
    6.D5. Interpretar textocom auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.). A partir da mensagem, constata-se que o cartaz pretende A) ressaltar que todos são responsáveis pela segurança no trânsito. B) convocar todas as pessoas para denunciar motoristas irresponsáveis à polícia. C) informar que todas as pessoas contribuem para um trânsito mais seguro. D) convidar todas as pessoas a serem responsáveis pela segurança no trânsito. Disponível em: <http://cnttl.org.br/noticia/6786/semana-nacional-do-transitoalertapara-prevencao-de-acidentes>. Acesso em: 20 fev. 2018.
  • 8.
    7.D5. Interpretar textocom auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.). As gírias são expressões linguísticas utilizadas por um grupo de falantes, principalmente jovens, para diferenciar sua fala dos adultos. A tirinha apresenta uma palavra que já se tornou comum entre os usuários da língua portuguesa. No contexto, ela indica A) formalidade na fala do personagem, que utiliza a palavra repetidas vezes. B) insegurança ao utilizar uma variedade fora do padrão da língua portuguesa. C) inadequação linguística, pois o falante utiliza de modo incoerente a língua. D) marcador de fala, que indica reforço das informações apresentadas. Disponível em: <http://thaisnicoleti.blogfolha.uol.com.br/files/2013/01/Ad%C3%A3o-tipo1.jpg>. Acesso em: 30 mar. 2017.
  • 9.
    8.D16. Identificar efeitosde ironia ou humor em textos variados. Disponível em: <http://nacolunadeverissimo.blogspot.com.br/p/as-cobras-de-verissimo.html>Acesso em: 25 de mar. 2018 A charge de Veríssimo critica uma característica da memória e da identidade nacional em relação ao papel da mulher, ao A) apoiar a questão da igualdade de gêneros. B) denunciar a desigualdade entre homens e mulheres. C) ironizar o preconceito contra a mulher por meio da linguagem. D) criticar a inadequação da pergunta da personagem feminina.
  • 10.
    9.D21. Reconhecer posiçõesdistintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. Texto 1 Em um século dominado pelo virtual e pelo instantâneo, que poder resta à literatura? Ao contrário das imagens, que nos jogam para fora e para as superfícies, a literatura nos joga para dentro. Ao contrário da realidade virtual, que é compartilhada e se baseia na interação, a literatura é um ato solitário, nos aprisiona na introspecção. Ao contrário do mundo instantâneo em que vivemos, dominado pelo “tempo real” e pela rapidez, a literatura é lenta, é indiferente às pressões do tempo, ignora o imediato e as circunstâncias. Vivemos em um mundo dominado pelas respostas enfáticas e poderosas, enquanto a literatura se limita a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura, portanto, parece caminhar na contramão do contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se reproduz e acelera, a literatura contrai, pedindo que paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso próprio interior. Sim: a literatura – no sentido prático – é inútil. Mas ela apenas parece inútil. Disponível em: <http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poderda-literatura-444909.html/>. Acesso em: 12 fev. 2018. Texto 2 “A literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação, entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade preconiza, ou os que considera prejudicais, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos dialeticamente os problemas.” Antonio Candido, do ensaio “O direito à literatura”, no livro “Vários escritos”. 3. ed. revista e ampliada. São Paulo: Duas Cidades, 1995.
  • 11.
    Embora ambos ostextos tratem do mesmo assunto geral, há diferenças na abordagem do assunto. É possível constatar que A) o primeiro texto trata da perda de poder da literatura, enquanto o segundo texto defende que a leitura de clássicos é essencial para a formação humana. B) o primeiro texto trata da inutilidade da literatura, enquanto o segundo texto aborda o poder que a literatura tem tido ao longo da história da humanidade. C) o primeiro texto aborda a literatura como aparentemente inútil, enquanto o segundo texto discute o quanto ela é um instrumento útil para a humanidade. D) o primeiro texto enaltece o valor do mundo virtual, enquanto o segundo texto defende que a literatura pode ser uma fonte de construção de valores morais.
  • 12.
    10.D2. Estabelecer relaçõesentre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade. Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência. No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro, gastando cada vez maisapenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente. Disponível em: <http://www.portalbrasil.net/reportagem_cristovambuarque.htm/>. Acesso em: 12 fev. 2018. Para enfatizar a antítese que predomina no texto, o autor utiliza A) explicações sobre a temática do texto. B) repetições das palavras-chave do texto. C) críticas ao comportamento dos ricos. D) exemplos de situações de violência.
  • 13.
    11. A literatura nãoserve para nada – é o que se pensa. A indústria editorial tende a reduzi-la a um entretenimento para a beira de piscinas e as salas de espera dos aeroportos. De outro lado, a universidade – em uma direção oposta, mas igualmente improdutiva – transforma a literatura em uma “especialidade”, destinada apenas ao gozo dos pesquisadores e dos doutores. Vou dizer com todas as letras: são duas formas de matá-la. A primeira, por banalização. A segunda, por um esfriamento que a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde sua potência. Tanto quando é vista como “distração”, quanto quando é vista como “objeto de estudos”, a literatura perde o principal: seu poder de interrogar, interferir e desestabilizar a existência. Contudo, desde os gregos, a literatura conserva um poder que não é de mais ninguém. Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a encarar o horror, as crueldades, a imensa instabilidade e o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos de dizer. Cultivamos nossos hábitos, manias e padrões. Emprestamos um grande valor à repetição e ao Mesmo. Acreditamos que somos donos de nós mesmos! Disponível em: <http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poder-da-literatura-444909.html/>. Acesso em: 7 mar 2018. D7. Identificar a tese de um texto.
  • 14.
    Sobre o assuntoabordado, o autor defende a tese de que A) a literatura não serve para nada. B) a indústria editorial tende a reduzir a literatura a um entretenimento. C) a universidade esfria e asfixia a literatura. D) a literatura tem o poder de interrogar, interferir e desestabilizar a existência.
  • 15.
    12.D8. Estabelecer relaçãoentre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. Há inúmeras razões por que se deve ensinar trânsito nas escolas, entre elas, a mais importante é resolver o problema dos acidentes, das vítimas e das mortes. Consequentemente e, para colocar a escola nesse âmbito, a serviço da defesa do direito à vida e à dignidade, cumpre atender as exigências legais, estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro – CTB, que prima pela valorização do cidadão. “No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 6 mil crianças, de zero a 14 anos, morrem e outras 140 mil sofrem acidentes no trânsito anualmente”, afirmam os professores Cidinha Pires e Juliel Modesto de Araújo, do curso Trânsito na Educação Infantil e Fundamental I, elaborado pelo Centro de Produções Técnicas – CTP . Os dados de fatalidades no trânsito brasileiro são alarmantes. Segundo dados de pesquisa, o trânsito causa: – 35 mil mortes por ano; – seis mil são crianças de zero a 14 anos de idade; – 100 pessoas morrem, em média, por dia; – 90% dos acidentes ocorrem por culpa dos motoristas. Os fatores principais que levam aos acidentes de trânsito são: exceder a velocidade permitida e alertada pela sinalização; não usar o cinto de segurança; dirigir alcoolizado; dirigir drogado; praticar violência por intolerância; dirigir falando ao celular; conduzir o veículo com sono; deixar faltar a atenção ao dirigir; entre outras. Tudo isso justifica a urgência de se ensinar trânsito nas escolas. Disponível em: <https://www.cpt.com.br/cursos-metodologia-de-ensino/artigos/por-queensinar-transito-nas-escolas/>. Acesso em: 15 fev. 2018.
  • 16.
    O autor defendeque a educação para o trânsito deve começar nas escolas. Para justificar seu ponto de vista, ele argumenta A) a partir de relatos dos acidentes de trânsito. B) utilizando estatísticas oficiais de acidentes de trânsito. C) narrando depoimentos de vítimas de acidentes de trânsito. D) citando campanhas de prevenção de acidentes de trânsito.
  • 17.
    13.D9. Diferenciar aspartes principais das secundárias em um texto. Os cerca de 21 milhões de adolescentes brasileiros representam para o país uma grande oportunidade de transformação nas relações, nas atitudes, na cultura, na educação, na vida enas dinâmicas sociais. Mesmo sendo a adolescência um período curto, pois do ponto de vista jurídico dura apenas seis anos (12 a 18 anos incompletos), é uma fase de mudanças profundas e rápidas no ciclo de vida. Isso se revela nas mudanças biológicas, comportamentais, de aprendizagem, de socialização, de descobertas, de interação e de inúmeros processos que nos permitem valorizar a adolescência como um potencial imprescindível para a sociedade. Ao mergulhar nesse imenso universo de adolescentes com um olhar mais atento e despretensioso, constata-se com clareza que a expressão adolescência, no modo singular, é insuficiente. Nesse caso, talvez a melhor forma de se expressar seja mesmo no plural: adolescentes e adolescências. Mais do que uma preocupação linguística, trata-se de um olhar que considera a pluralidade da sociedade brasileira, suas contradições, suas culturas, suas disparidades, seus valores e suas regiões. Disponível em: <https://www.unicef.org/brazil/pt/activities_9418.htm/>. Acesso em: 22 fev. 2018. No texto, o autor aborda o tema da adolescência A) definindo adolescência a partir de um conceito padrão, reconhecido pelo mundo científico. B) ampliando o conceito de adolescência para incorporar a pluralidade cultural. C) sugerindo como é possível superar os problemas da adolescência no país. D) fazendo um paralelo entre culturas únicas e ambientes multiculturais como o Brasil.
  • 18.
    Leia o textoabaixo para responder as questões 14 e 15. Volta e meia, em nosso mundo redondo, colapsa o frágil convívio entre os diversos modos de ser dos seus habitantes. Neste momento, vivemos uma nova rodada dessas com os inúmeros refugiados, famílias fugitivas de suas guerras civis e massacres. Eles tentam entrar na mesma Europa que já expulsou seus famintos e judeus. Esses movimentos introduzem gente destoante no meio de outras culturas, estrangeiros que chegam falando atravessado, comendo, amando e rezando de outras maneiras. Os diferentes se estranham. Fui duplamente estrangeira, no Brasil por ser uruguaia, em ambos os países e nas escolas públicas por ser judia. A instrução era tentar mimetizar-se, falar com o menor sotaque possível, ficar invisível no horário do Pai Nosso diário. Certamente todos conhecem esse sentimento de sentir-se estrangeiro, ficar de fora, de não ser tão autêntico quanto os outros, ou não ser escolhido para o que realmente importa. Na infância, tudo é grande demais, amedronta e entendemos fragmentariamente, como recém-chegados. Na puberdade, perdemos a familiaridade com nossos familiares: o que antes parecia natural começa a soar como estrangeiro. Na adolescência, sentimo- nos estranhos a quase tudo, andamos por aí enturmados com os da mesma idade ou estilo, tendo apenas uns aos outros como cúmplices para existir. Disponível em: <http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2015/09/12/artigosomos-todos-estrangeiros/>. Acesso em: 05 fev. 2018.
  • 19.
    Ao escrever sobreo tema abordado no texto, a autora parte de A) um sentimento de preocupação em relação aos fluxos migratórios da atualidade. B) um momento de reflexão sobre as dificuldades dos movimentos migratórios recentes. C) uma sensação de vínculo da história pessoal com a migração de todos os tempos. D) uma relação de frustração por ter se sentido excluída na infância e na adolescência Considerando o assunto abordado no texto, a expressão “tentar mimetizar-se” refere-se a uma tentativa de A) parecer invisível durante as situações mencionadas no texto. B) sentir-se igual aos demais nas situações mencionadas no texto. C) disfarçar a insegurança da autora nas situações mencionadas no texto. D) esconder-se de si mesma para não enfrentar as situações mencionadas no texto. 14.D10. Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. 15.D18. Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.
  • 20.
    16.D11. Estabelecer relaçãocausa/consequência entre partes e elementos do texto. Leia o texto a seguir para responder as questões 16 e 17. Muitas vezes, nós, adultos, sentimos necessidade de quebrar a rotina, variar o nosso dia a dia, fazer tudo diferente, pois nos entediamos com as repetições. Com as crianças pequenas, acontece justamente o contrário! As repetições são muito importantes para que elas consigam lidar com o desconhecido. Da mesma forma, para os pais, quanto mais a vidinha do filho estiver organizada, melhor! Vera Tschiptschin Francisco – psicanalista, pedagoga e membro-fundadora da Gesto Psicanálise – explica que “o bebê e a criança pequena vivem uma certa fragmentação interna. Cada sentimento é muito intenso, por exemplo, a sensação de fome é uma sensação avassaladora. Por isso, garantir um tanto de cadência, de ritmo, de previsibilidade e de continuidade àquilo que já sentiu antes, àquilo que se repete, frente a toda surpresa inerente ao desenvolvimento é fundamental”. Ressalta também a importância da rotina para a mãe: “a rotina acalma e diminui a angústia da mãe, que aperfeiçoa o contato e passa a se comunicar com o bebê e com a criança pequena muito melhor”. Disponível em: <https://redecruzada.org.br/importancia-da-rotina/>. Acesso em: 03 fev. 2018.
  • 21.
    Segundo o texto,para que a criança aprenda a conviver com o novo, ela precisa A) da presença dos pais, que vão ensiná-la a quebrar as rotinas. B) das repetições que são típicas de uma vida estabelecida por rotinas. C) da tranquilidade da mãe na comunicação carinhosa com a criança. D) das necessidades básicas de sobrevivência, como o alimento, atendidas pela família. 17.D15. Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc. No início do segundo parágrafo, a expressão “da mesma forma” é utilizada como elemento coesivo com o sentido de A) demonstrar um elemento que contraria o que foi dito no parágrafo anterior. B) indicar um elo de sentido com o que será dito no final do parágrafo. C) apontar semelhança entre a ideia anterior e a ideia posterior. D) justificar o que foi afirmado no parágrafo anterior. 16.D11. Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
  • 22.
    18.D16. Identificar efeitosde ironia ou humor em textos variados. Disponível em: <https://www.pinterest.pt/pin/797981627694301762/>. Acesso em: 13 fev. 2018. Sobre as duas expressões verbais utilizadas no segundo quadro da charge, somadas aos elementos não verbais apresentados no texto, é correto afirmar que A) criam um efeito de humor crítico, demonstrando como o discurso bem construído pode ser interpretado ambiguamente. B) simbolizam os dizeres típicos de um brinde, demonstrando que os personagens da charge foram honestos nos dizeres do primeiro quadro. C) esclarecem que as metas previstas foram alcançadas, demonstrando que é possível comemorar as conquistas após o trabalho executado. D) indicam situações diferentes, demonstrando que enquanto alguns trabalham pelo país, outros se divertem sem se importar com os problemas dele.
  • 23.
    19.D8. Estabelecer relaçãoentre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la Por que o jovem não deve ler Calma, prezado leitor. Nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo: dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente para não bombar na escola. E continuarem vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos realitys shows. [...] Aproveitando o gancho do Salão do Livro Infanto-Juvenil, em novembro agora no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (De que? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos.) [Ao ler], a gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude. E ler também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam no cérebro, já que se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação. Por isso que, num momento de desalento, decidi que, de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça. Disponível em: <http://www.casadacultura.org/Literatura/Artigos/g01/porque_jovem_naodeve_ler.html>. Acesso em: 20 de fev. 2018.
  • 24.
    Os recursos discursivosque sustentam a argumentação acima são definidos por A) uma tese que o autor apresenta por meio de exemplos. B) uma opinião que o autor expressa com dados históricos. C) um argumento que o autor constrói baseado em teorias. D) um ponto de vista que o autor defende por meio de ironia.
  • 25.
    Há um meiocerto de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e la glace est rompue; está começada a crônica. Crônica, 05 de abril de 1888. In: PAIXÃO, Fernando (Ed.). Machado de Assis:crônicas escolhidas. São Paulo: Editora Ática, 1994. Por meio das características típicas do gênero, as crônicas conseguiam A) partir de coisas simples para chamar a atenção sobre os problemas sociais da época. B) utilizar fatos da realidade cotidiana para produzir textos interessantes e livres de julgamento do autor. C) conquistar novos espaços literários como um gênero de textos curtos e de fácil compreensão para o leitor. D) ampliar os horizontes da literatura tradicional por meio da inclusão de novos gêneros literários. 20.D12. Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
  • 26.
    21.D13. Identificar asmarcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. Se você deseja viver mais e com qualidade de vida, viaje mais! E isso não é mais um anúncio de uma agência de viagens, e sim uma comprovação científica! Um estudo realizado em 2013, nos Estados Unidos, mostrou que as pessoas que viajam mais tem uma expectativa de vida mais longa. As mulheres que tiravam férias pelo menos duas vezes ao ano diminuíram significantemente os riscos de ataque cardíaco, muito mais do que aquelas que passavam anos só trabalhando, sem pausas. Já os homens que não viajavam pelo menos uma vez ao ano tinham um risco 30% maior de desenvolver doenças do coração, além de um risco 20% maior de desenvolver outras doenças que poderiam levar à morte. A explicação é bem simples: não tirar férias pode resultar em estresse, ansiedade e pressão alta. E todos esses fatores combinados podem levar a problemas do coração. No entanto, quando viajamos, entramos numa rotina mais saudável, pois nos tornamos mais ativos e deixamos de lado os problemas do dia a dia. Disponível em: <http://www.levepravida.com.br/bem-estar/viajar-faz-bem-a-saude/>. Acesso em: 10 fev. 2018.
  • 27.
    Analisando o texto,observamos que o autor espera que o interlocutor A) compreenda os benefícios e a importância de viajar como forma de relaxar das tensões do dia a dia. B) planeje viagens pelo menos duas vezes ao ano para reduzir a incidência de problemas de saúde. C) conheça os resultados de uma pesquisa americana sobre a importância de viajar para manter a saúde. D) deixe de lado os problemas do dia a dia e reduza o stress, entrando em uma rotina mais saudável.
  • 28.
    Jovens que cresceramna era dos smartphones estão menos preparados para a vida adulta, segundo uma pesquisa americana. A chamada “geração smartphone”, daqueles que nasceram após 1995, vem amadurecendo mais lentamente do que as anteriores. Eles são menos propensos a dirigir, trabalhar, fazer sexo, sair e beber álcool, de acordo com Jean Twenge, professora de Psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos. Suas conclusões estão no recém-publicado livro iGen: Why Today’s Super-Connected Kids are Growing up Less Rebellious, More Tolerant, Less Happy - and Completely Unprepared for Adulthood (iGen: Por que as crianças superconectadas estão crescendo menos rebeldes, mais tolerantes, menos felizes – e completamente despreparadas para a vida adulta [em tradução livre]), com os resultados de uma investigação baseada em pesquisas com 11 milhões de jovens americanos e entrevistas em profundidade. Em entrevista à BBC Mundo, o serviço da BBC em espanhol, Twenge explicou que esses jovens cresceram em um ambiente mais seguro e se expõem menos a situações de risco. Mas, por outro lado, chegam à universidade e ao mundo do trabalho com menos experiências, mais dependentes e com dificuldade de tomar decisões. “Os de 18 anos agem como se tivessem 15 em gerações anteriores”, comenta Twenge. Ela diz que isto tem relação com a superconectividade típica desta geração, que passa em média seis horas por dia conectada à internet, enviando mensagens e jogando jogos on-line. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/geral-41080541/>. Acesso em: 16 fev. 2018. 22.D1. Localizar informações explícitas em um texto.
  • 29.
    O texto nosinforma que os jovens hiperconectados A) passam em média seis horas por dia conectados à internet e se sentem mais seguros e preparados para a vida do que os jovens de gerações anteriores. B) dedicam grande parte do seu tempo ao convívio virtual que, aparentemente, é mais seguro, e isso retarda o amadurecimento deles. C) estão crescendo menos rebeldes e mais tolerantes, o que os torna mais propensos a dirigir e trabalhar, de acordo com pesquisas. D) chegam à universidade e ao mundo do trabalho trazendo experiências mais seguras e sabendo se expor a riscos com mais propriedade.
  • 30.
    Leia o textoa seguir para responder as questões 23 e 24. Quem pratica o bullying, quer seja entre alunos ou com os que têm hábitos e aparência distintos do seu, conquista momentaneamente a ilusão da legitimidade. Quem discrimina arranja no grito e na violência um lugar para si. Conviver com as diferentes cores de pele, interpretações dos gêneros, formas de amar e casar, vestimentas, religiões ou a falta delas, línguas, faz com que todos sejam estrangeiros. Isso produz a mágica sensação de inclusão universal: se formos todos diferentes, ninguém precisa sentir-se excluído. Movimentos migratórios misturam povos, a eliminação de barreiras de casta e de preconceitos também. Já pensou que delícia se, no futuro, entendermos que na vida ninguém é nativo. A existência de cada um é como um barco, em que fazemos um trajeto ao final do qual sempre partiremos sem as malas. Disponível em: http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2015/09/12/artigo-somos-todos-estrangeiros/>. Acesso em: 17 fev 2018.
  • 31.
    No texto, aexpressão “barreiras de casta” poderia ser substituída, sem alterar o sentido da frase, por A) barreiras de gênero. B) barreiras de classe social. C) barreiras de origem étnica. D) barreiras de faixa etária. D3. Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. A partir das informações do texto, podemos inferir que, para a autora, a igualdade está no fato que A) todos somos estrangeiros no entendimento atual de mundo. B) todos praticamos algum tipo de bullying para nos sentirmos incluídos. C) todos iniciamos e terminamos o percurso da vida do mesmo jeito. D) todos procuramos legitimar nosso lugar discriminando o outro. D4. Inferir uma informação implícita em um texto.
  • 32.
    Leia o textoa seguir para responder as questões 25 e 26. Como trabalho em casa, assisto a um grande número de jogos e programas esportivos, alguns porque gosto e, outros, para me manter atualizado. Vejo ainda muitos noticiários gerais, filmes, programas culturais (são pouquíssimos) e também, por curiosidade, muitas coisas ruins. Estou viciado em televisão. Não suporto mais ver tantas tragédias, crimes, violências, falcatruas e tantas politicagens para a realização da Copa de 2014. Estou sem paciência para assistir a tantas partidas tumultuadas no Brasil, consequência do estilo de jogar, da tolerância com a violência e do ambiente bélico em que se transformou o futebol, dentro e fora do campo. Na transmissão das partidas, fala-se e grita-se demais. Não há um único instante de silêncio, nenhuma pausa. O barulho é cada dia maior no futebol, nas ruas, nos bares, nos restaurantes e em quase todos os ambientes. O silêncio incomoda as pessoas. É óbvio que informações e estatísticas são importantíssimas. Mas exageram. Fala-se muito, mesmo com a bola rolando. Impressiona-me como se formam conceitos, dão opiniões, baseados em estatísticas que têm pouca ou nenhuma importância. Na partida entre Escócia e Brasil, um repórter da TV Globo deu a “grande notícia”, que Neymar foi o primeiro jogador brasileiro a marcar dois gols contra a Escócia em uma mesma partida. Parece haver uma disputa para saber quem dá mais informações e estatísticas, e outra, entre os narradores, para saber quem grita gol mais alto e prolongado. Se dizem que a imagem vale mais que mil palavras, por que se fala e se grita tanto? Folha de S.Paulo, caderno D, “esporte”, p. 11. 10 abr. 2011.
  • 33.
    D6. Identificar otema de um texto O texto acima tem como tema central A) o excesso de narração dos narradores de futebol. B) a importância que o futebol tem na vida dos brasileiros. C) o ambiente violento no qual o futebol se transformou. D) a intolerância do autor à politicagem no futebol Baseado em suas opiniões sobre o tema abordado, o autor apresenta um fato quando diz que A) na transmissão das partidas, fala-se e grita-se demais. Não há um único instante de silêncio. B) é óbvio que informações e estatísticas são importantíssimas. Mas exageram. Fala- se muito, mesmo com a bola rolando. C) Neymar foi o primeiro jogador a marcar dois gols contra a Escócia em uma mesma partida. D) o barulho é cada dia maior no futebol, nas ruas, nos bares, nos restaurantes e em quase todos os ambientes. D11. Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
  • 34.
    27.D5. Interpretar textocom auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.). Para sensibilizar a população a participar da campanha, o cartaz acima utiliza A) informações que esclarecem a população sobre os sintomas da febre amarela, para que procurem auxílio médico caso percebam que estão apresentando os sintomas. B) ações que devem ser tomadas no combate à febre amarela, para que a população cuide de suas casas e ajude a extinguir os possíveis criadouros dos mosquitos. C) dados sobre a campanha de vacinação contra a febre amarela, convocando as pessoas a comparecerem no posto de vacinação mais próximo para serem vacinadas. D) informações de prevenção contra a febre amarela, visando eliminar focos do mosquito e imunizar a população, bem como esclarecimentos sobre os sintomas da doença.
  • 35.
    Disponível em: <https://portfliothaisesouto.wordpress.com/2010/03/22/outdoor-iptu-2010-2/>.Acesso em: 15 fev. 2018. Analisando as características do texto, sabe-se que ele tem como objetivo A) divulgar para a população as obras que a prefeitura está realizando com o dinheiro do IPTU. B) apresentar à população os projetos de urbanização da cidade custeados pela verba do IPTU. C) convidar a população a contribuir financeiramente pagando o IPTU para que as obras aconteçam. D) informar a população, prestando contas sobre a utilização da verba arrecadada com o IPTU. 28.D12. Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
  • 36.
    Disponível em: <http://sorisomail.com/partilha/90285.html/>.Acesso em: 7 mar. 2018. Disponível em: <http://www.volvo.com.br/transito/bebida-e-direcao/>. Acesso em: 15 fev. 2018. TEXTO 1 TEXTO 2 29.D20. Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
  • 37.
    A relação entreálcool e direção é abordada nos dois textos de maneira diferente. Analisando os textos, observamos que A) o primeiro utiliza linguagem apelativa como recurso de prevenção de acidentes no trânsito, enquanto o segundo trata da punição ao motorista infrator. B) o primeiro brinca com a situação dos motoristas que dirigem alcoolizados, enquanto o segundo alerta para os custos financeiros de beber e dirigir. C) o primeiro utiliza ironia para lembrar o motorista alcoolizado de que ele pode ser o primeiro a morrer no trânsito, e o segundo associa a ironia ao pagamento das multas. D) o primeiro texto é agressivo e faz uma ameaça contra o motorista, enquanto o segundo texto é informativo e se apoia na legislação.
  • 38.
    Texto 1 As democraciascontemporâneas são arranjos representativos. A representação foi a “solução encontrada” para um dilema. Tão logo firmado o princípio da igualdade política entre os indivíduos, regimes políticos baseados na tradição, na origem de classe ou na condição de status perderam a legitimidade. Por outro lado, o tamanho das sociedades e a complexidade cada vez maior das questões em discussão – demandando acesso a informações, disponibilidade de tempo e condições de negociação – tornaram proibitiva a ideia de que todos participassem das decisões a serem coletivizadas. AVRITZER, Leonardo. Corrupção: ensaios e críticas. Editora UFMG, 2008. 30.D21. Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. Texto 2 A democracia legitimamente constituída e praticada com equidade, realiza as condições de um bom governo. Pelo fato de não admitir nenhuma distinção entre os cidadãos, a não ser a que provém do mérito pessoal, a todos concede a possibilidade de desempenhar as mais altas funções; e permite a cada um contribuir com o máximo de esforço para utilidade social. Segundo Aristóteles, a forma democrática de governar é a mais sólida de todas, porque nela domina a maioria, e a igualdade que se desfruta gera o amor à constituição que proclama. Disponível em: <http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br/2013/02/vantagense-perigos-da-democracia.html/>. Acesso em: 16 fev. 2018.
  • 39.
    Os textos abordama democracia sob perspectivas diferentes, sendo que A) o primeiro ressalta que a participação democrática é impossível em sua essência, pois nem todos possuem acesso à participação, enquanto o segundo texto coloca a democracia como possível se praticada com equidade. B) o primeiro texto afirma que a participação democrática é impossível porque as sociedades são grandes demais para serem lideradas de forma democrática. Já o segundo texto aponta os problemas da definição de Aristóteles. C) o primeiro texto é favorável à democracia e aponta que o acesso às informações está disponível para todas as pessoas em um regime democrático, e o segundo texto defende que todas as pessoas têm igual participação nesse tipo de regime. D) o primeiro texto afirma que a democracia surgiu como uma forma de resolver o dilema da desigualdade social, enquanto o segundo texto mostra como a democracia ajuda a ajuda a resolvê-lo.
  • 40.
    GABARITO 1. D 2. B 3.D 4. C 5. B 6. D 7.D 8.c 9.c 10.B 11.D 12.B 13.B 14.C 15.A
  • 42.
    1.Gabarito: D Comentário: É importanteanalisar bem a relação entre idade e uso de tecnologias, que é a base do texto. A partir disso, é possível constatar que as pessoas mais velhas têm menos facilidade com as novas tecnologias do que as novas gerações, com afirma a alternativa (D), que está correta. Essa dificuldade está relacionada à falta de familiaridade e costume com as novas tecnologias, entretanto, a (C) relata que à medida que as pessoas envelhecem, elas se tornam menos capazes de utilizar as tecnologias ou que elas são desenvolvidas apenas para o público jovem, como coloca a alternativa (A), ambas incorretas. A (B) é incorreta porque o texto base não expõe que as tecnologias mais antigas excluem os jovens. 2.Gabarito: B Comentário: A utilização da expressão popular “dito-cujo”, permite a ideia de que no discurso, os interlocutores se refiram a alguém conhecido por todos que participam da conversa, como é colocado na alternativa (B). A frase também é empregada de um modo jocoso e coloquial, sendo muito difundida em contextos não formais, como está descrito na alternativa (C), mas não está no texto que a expressão é pouco aceita na fala dos brasileiros. De acordo o texto, lexicógrafos analisaram o termo e o classificaram, porém não há nada que afirme sobre ele ter entrado de forma incorreta no dicionário, como consta na alternativa (A). E a (D) justifica a não classificação do termo como apropriado à norma culta pelo desrespeito atrelado ao seu uso, mas isso não é mencionado no texto.
  • 43.
    3.Gabarito: D Comentário: O eulírico do poema reflete sobre o passar do tempo, que o leva a refletir sobre a vida e a morte. Quando ele fala “do meu natal”, refere-se ao dia do seu nascimento, e não ao Natal como feriado cristão, como está colocado na alternativa (A). Também não relata apenas a sua morte (C), mas reflete sobre o fluir da vida entre seu nascimento e sua morte, evidenciando que (D) está correta. A alternativa (B) utiliza o Natal como um marco de passagem de tempo, porém essa não é a ideia do poema. 4.Gabarito: C Comentário: Todas as alternativas contêm análises corretas sobre as figuras de linguagem evidenciadas; entretanto, observa-se que a função da linguagem predominante no anúncio é a função conativa, pois tem como objetivo influenciar e provocar a reflexão do receptor em relação ao assunto em pauta, como descreve a alternativa (C).
  • 44.
    5.Gabarito: B Comentário: O textodiscute as diferentes variáveis que compõem o conceito de literatura, defendendo que ela varia de acordo com o momento histórico, a faixa etária do leitor, sua origem, o tipo de enredo, entre tantas outras características, o que é exposto na alternativa (B), que está correta. A (C) é incorreta pois apresenta uma ideia extremamente oposta ao apresentado no texto. A (D) afirma que a literatura sofre com as variações linguísticas, mas na verdade o que ocorre é seu enriquecimento diante a diferenças no discurso, além disso, a pauta em questão não é discutida pelo texto. Por fim, a (A) também é incorreta por apresentar a ideia de que é elitista, porém vemos a literatura em diversos segmentos sociais. 6.Gabarito: D Comentário: O cartaz pretende convidar todas as pessoas a serem responsáveis pela segurança no trânsito, como é descrito na alternativa correta a (D). A mão sinalizando um “basta” e a hashtag “#eusou+1” sinalizam o caráter de chamada individual da campanha: seja você também mais um a tornar o trânsito mais seguro, anulando o que se diz nas opções (A) e (C), pois evidenciam uma ideia de totalidade em relação à atribuição de responsabilidade pela segurança. E a (B) também é incorreta, pois possui uma informação que não é abordada no anúncio.
  • 45.
    Gabarito: D Comentário: A expressão“tipo”, considerada como gíria, é utilizada em contextos de informalidade, diferentemente do que consta na alternativa (A). No contexto da tirinha, “tipo” foi aplicado como um marcador de fala, que denota, muitas vezes a exemplificação, retratada na (D), que está correta. Há uma crítica ao exagero no uso da palavra, uma vez que o personagem não consegue se expressar, dada a quantidade de vezes que a utiliza, mas não temos impressão de que haja insegurança em seu discurso, como é apresentado na (B), e tampouco incoerência na linguagem como é mostrado na alternativa (C), pois o contexto no qual o falante está inserido permite a utilização de gírias e expressões não correspondentes à norma padrão. Gabarito: C Comentário: A charge é composta por discursos verbais e não verbais. Apesar de ter um tom de denúncia, ela não representa um apoio à questão da igualdade de gêneros, como a alternativa (A) se refere, nem representa uma denúncia a desigualdade, como dito na (B). Ela denuncia o discurso preconceituoso, ilustrando por meio da linguagem na resposta de Flecha para a pergunta de Shirley na qual, ironicamente, Flecha considera a pergunta de Shirlei “típica” (de mulheres) evidênciando uma estereotipação, e por sua vez, um preconceito contra a mulher, como descreve a alternativa (C). E (D) também está errada por atribuir a crítica da charge à mulher.
  • 46.
    9.Gabarito: C Comentário: O primeirotexto contrapõe o desprestígio da literatura ao valor que vem sendo dado à realidade virtual na sociedade, mas termina o texto afirmando que a inutilidade da literatura é apenas aparente contrariando o que é descrito na alternativa (B). O segundo texto, por sua vez, defende que a literatura é essencial na formação humana: cultural, educacional e ética, tornando válido o que é colocado na (C). A (A) não apresenta uma afirmação válida sobre o segundo texto, no qual não é mencionado a leitura específica de clássicos. Por fim, a alternativa (D) está incorreta uma vez que o primeiro texto não enaltece o valor do mundo virtual, e sim o descreve de forma a compará- lo ao mundo da literatura. 26 10.Gabarito: B Comentário: Ao discorrer sobre o tema da riqueza, o autor utiliza a repetição dos termos em antítese como modo de evidenciar um paradoxo, que é a pobreza dos ricos ao se preocuparem em demasiado com a segurança, como é apresentado na alternativa (B). Por mais que o texto apresente uma posição crítica ao comportamento dos ricos e à questão da desigualdade social, não é isso que evidencia a antítese do texto, como exposto na alternativa (C). O mesmo, tampouco, apresenta explicações sobre a temática, como apresentado na (A). O autor também não menciona exemplos de situações de violência, como exposto na (D).
  • 47.
    11.Gabarito: D Comentário: É necessárioque o aluno leia o texto por completo para conseguir identificar a tese defendida pelo autor: a literatura tem o poder de interrogar, interferir e desestabilizar a existência, exposto na alternativa (D). A alternativa (A), apresenta uma ideia que o autor refuta logo em seguida, não podendo, dessa forma, ser a tese defendida. E as alternativas (B) e (C) apresentam apenas opiniões do autor, mas não representam a temática central. 12.Gabarito: B Comentário: O autor utiliza estatísticas oficiais de acidentes de trânsito, como por exemplo, dados do Ministério da Saúde, afirmação apresentada na alternativa (B). O autor não cita no texto relatos, depoimentos de vítimas ou citando campanhas, expostas, respectivamente, pelas alternativas (A), (C) e (D), portanto essas alternativas estão incorretas.
  • 48.
    13.Gabarito: B Comentário: Através daleitura do texto, podemos identificar que o autor amplia o conceito de adolescência reforçando a pluralidade cultural como fator relevante em sua constituição. É possível identificar essa ideia na alternativa (B). A (A) retrata que conceito padrão foi utilizado, mas ao admitir pluralidades e singularidades à concepção cultural, não temos uma visão única sobre o tema. As opções de resposta (C) e (D) não referenciam tópicos presentes no texto. 14.Gabarito: C Comentário: No texto base, a autora descreve sua própria história e traz à tona uma sensação de vínculo da história pessoal com os fluxos migratórios da história do mundo. Relembra quando era criança e adolescente e a sensação de se sentir sempre uma estrangeira, com é apresentado na sentença (C). Por mais que a problemática acerca de movimentos migratórios seja presente, não é a partir dela que o texto é constituído, como propõe as opções de resposta (A) e (B). A (D) também é incorreta por atribuir sentimentos e fatos vividos pela autora que não foram
  • 49.
    Gabarito: A7 Comentário: Mimetismo éa capacidade de alguns seres vivos de se confundirem com o ambiente e não serem notados. A autora diz que gostaria de poder mimetizar-se para não ser notada, parecer invisível durante as situações mencionadas no texto, especialmente na hora do Pai Nosso e quando era notada pelo seu sotaque. Se pudesse mimetizar-se, seria confundida com os demais e não seria notada pela sua diferença, com descreve a alternativa (A). Por mais que ela quisesse passar despercebida nas situações que eram conflitantes às suas características, a autora não fala sobre perder sua identidade para sentir-se igual (B), nem que se sentia insegura (C) ou que tinha um conflito consigo mesma ao ponto de esconder-se de si para não