ESCOLA BÍBLICA QUADRANGULAR
   Rosa Elze – São Cristovão/SE




         PÁSCOA
O que ela significa para VOCÊ




              2012

                                  1
SUMÁRIO



SUMÁRIO ................................................................................................................ 2

INTRODUÇÃO......................................................................................................... 3

A PÁSCOA .............................................................................................................. 3

ORIGEM DA PÁSCOA ............................................................................................ 4

PÁSCOA OU SANTA CEIA ..................................................................................... 5

QUEM PODE PARTICIPAR DA CEIA?................................................................... 6

CONCLUSÃO .......................................................................................................... 8

ANOTAÇÕES .......................................................................................................... 8




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INTRODUÇÃO

          Qual é o sentido da Páscoa? Algum tempo atrás eu fiz esta mesma pergunta para
vários filhos (entre 4 e 10 anos) de evangélicos. Fiquei surpreso, pois 80% relacionaram Páscoa
com coelhinhos e chocolate, mas de quem é o erro? De nós mesmos.
          Quem nunca deu um "ovo de páscoa" para o seu filho?
       Como? O coelho nem ao mesmo (menos) coloca ovos! Nas escolas, as professoras
fazem uma festinha explicando o sentido da Páscoa, dizendo que é por causa de Jesus que nós
a comemoramos ou vestem as crianças de coelhinho e distribuem ovos de chocolate.
        Outro meio que serve para massificar a ideia do "coelhinho da Páscoa" na mente das
crianças é a TV, as propagandas que falam sobre os ovos de páscoa e usam a imagem de um
coelhinho "fabricando os ovos", realizado de forma inconsciente, para não dizer inocente.
         É preciso se ter consciência que o real significado da Páscoa é a morte e ressurreição
de Cristo1, que é a única forma do ser humano receber a vida eterna. Por isso, podemos dizer
que a verdadeira páscoa do cristão é a celebração da Ceia do Senhor, que nos remete à
consciência daquilo que o Senhor fez por nós, através de seu sacrifício substitutivo na cruz do
Calvário há cerca de dois mil anos atrás.


A PÁSCOA

         Desde o último século temos visto um crescimento na ênfase dada à páscoa,
destacando e alimentando o aspecto comercial, modificando o seu sentido original e
desfigurando o real sentido da festa, tanto para judeus como para cristãos.
          Mas, o que a páscoa tem haver com judeus? E com cristãos?
         Muitos poderiam argumentar que a páscoa é uma festa desenvolvida pela igreja católica
apostólica romana, e como tal deve seguir os padrões exigidos pela mesma, que promove
abstinência de alimentos, um dia dedicado às esmolas e jejum, a malhação do Judas etc.
          Bem, o real sentido da páscoa pode ser encontrado nas páginas do Antigo Testamento,
no livro de Êxodo, e diz respeito, originalmente, ao povo hebreu.
        Tal festa, não possui nenhuma relação com abstinência de alimentos, a proibição de se
comer carne, com esmolas e jejum, que são atos pessoais e particulares ensinados pela Bíblia e
que não são impostos a ninguém porque têm de ser voluntários e secretos.
         Ainda, nos deparamos com o coelhinho da páscoa, ovos de páscoa e uma gama de
indumentárias adotadas pela nossa sociedade, que nem ao menos demonstra o mínimo de
interesse para saber o seu real significado e origem.
        A nossa posição não é demolir a páscoa da sociedade, mas instruir para que se saiba o
seu real significado, e para que se comemore a celebração bíblica de forma adequada e
segundo os padrões estabelecidos pela Bíblia.
          Por que pela Bíblia?
       Porque é na Bíblia que encontramos a instituição de tal festa e, portanto, é Nela que
devemos buscar as orientações para que a mesma seja celebrada da forma correta.
          Ao afirmarmos que o coelhinho simboliza a vida, estaremos substituindo Jesus pelo
coelho.

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 Jesus Cristo instituiu a Ceia do Senhor, no mesmo dia em que os judeus comemoravam a Páscoa (Mateus 26:17-
19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13), e não foi pela Sua ressurreição que ele a instituiu, e sim, em memorial a Ele, e
anunciando a Sua morte, até que Ele venha a nos buscar (1 Coríntios 11:26).

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Ao afirmarmos que o ovo simboliza a perpetuação da vida e eternidade, estaremos
substituindo a ressurreição de Cristo por um ovo.
          Respondeu-lhe Jesus:
          “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai
          senão por mim.” Jo 14:6
          “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra,
          viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” Jo 11:25-26
          “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo
          oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear,
          tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em
          favor de vós.” Lc 22:19-20



ORIGEM DA PÁSCOA
        Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho
Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o
acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo, onde diz o seguinte:
          "Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos
          homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o
          Senhor!

Tem-se ai portando, o motivo da páscoa: A morte dos primogênitos dos egípcios, e a execução
do juízo de Deus sobre todos os deuses egípcios. Abaixo segue outras passagens bíblica que
reforça o sentido da Páscoa:
          “Quando entrarem na terra que o Senhor prometeu lhes dar, celebrem essa cerimônia.
          Quando os seus filhos lhes perguntarem: O que significa esta cerimônia? respondam-
          lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no
          Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios". “Então o povo curvou-se em
          adoração.” Êxodo 12:25-27

O significado da páscoa também é a libertação do jugo dos egípicios.
          “Esta noite se guardará ao SENHOR, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a
          noite do SENHOR, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas
          gerações.” Êxodo 12:42

         Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas
vieram sobre ele e seu povo. A décima praga, porém, foi fatal: a matança dos primogênitos - o
filho mais velho seria morto.
          Segundo as instruções Divinas, cada família hebreia, no dia 14 de Nisã, deveria
sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o
sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do
cordeiro deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervam amargas, preparando
o povo para a saída do Egito.
       Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o
primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora,
com medo de que todos os egípcios fossem mortos.
        Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebreia deveria
observar anualmente a festa da Páscoa2, palavra hebraica (pessach) que significa "passagem"

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 É importante ressaltar que a Páscoa judaica já há muito tempo deixou de ser bíblica visto que não tem mais
eficácia, pois, a verdadeira páscoa - o Senhor Jesus - já foi consumada lá na cruz. Por esse motivo é que Deus
permitiu a destruição do Templo de Salomão, cerca de 70 d.C., para que fosse impedido a comemoração da páscoa

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"passar por cima". Esta festa deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas
também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro apontava para o
sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
         A chamada páscoa cristã (A atual comemoração da Páscoa, conforme os rituais da
igreja católica romana,) foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era.
        Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica Romana, inspirou-se
primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto
rumo a terra prometida, (... pequena frase suprimida) e muitos outros ritos, que aos poucos vão
desaparecendo.


PÁSCOA OU SANTA CEIA
           “e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei
          isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também
          o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes
          que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e
          beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Por isso, aquele que
          comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue
          do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do
          cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a
          razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.” 1 Co
          11:24-30

        O próprio Senhor Jesus Cristo, quando instituiu a Ceia do Senhor, se deu no dia da
páscoa (Mateus 26: 17-19), Marcos 14:12-16, Lucas 22: 7-13) porque, a verdadeira páscoa era
Ele (I Coríntios 5:7) Ele realizou algumas mudanças e “adaptações” da tradicional festa. Ele
cumpriu o significado da páscoa em Si mesmo.
         Ai eu pergunto a você, por que Jesus não terminou o seu ministério em outra festa
judaica (Festas das primícias ou pentecoste, Festas dos Tabernáculo...), Jesus escolheu a Festa
da Páscoa para deixar escrito que ainda não terminou o que veio fazer, e que ao celebrarmos a
Ceia do Senhor da maneira que Ele, Jesus nos ensinou estaríamos proclamando que Ele vai
voltar para terminar o que ainda não foi terminado, não por que Ele não pode ou foi impedido,
mas sim por que Ele decidiu para que eu, você e outros se salvassem.
        Algumas expressões e figuras utilizadas no Antigo Testamento apontavam para a
pessoa de Cristo e Seu sacrifício.
          Por exemplo:
         Enquanto as ervas amargas, na páscoa, simbolizavam a amargura da escravidão, na
Ceia, simbolizam a amargura da traição (Jo 13:18; Sl 41:9); enquanto o pão asmo, na páscoa,
simbolizava a dureza do Egito e saída as pressas (Dt 16:3), na Ceia simboliza o corpo de Cristo
(Mt 26:26; 1 Co 11:24); enquanto, na páscoa, o sangue simbolizava a segurança contra a morte
(Ex 11:6,7, 12:7), na Ceia simboliza a remissão de pecados representado pelo vinho (Mt
26:27,28; 1 Co 11:25); enquanto, na páscoa, o cordeiro simboliza a remissão de pecados trazida
através do sacrifício de um ser inocente, macho, sem mácula, sem nenhum osso quebrado (Ex
12:5,6,46), na Ceia simboliza o próprio Jesus Cristo que foi entregue à morte por nossa causa
(Jo 1:29), sendo homem, sem mácula e sem que nenhum de Seus ossos fossem quebrados.
         Na verdade, a real páscoa cristã não possui o mesmo significado da páscoa judaica,
mas é uma festa bíblica que teve seu significado cumprido em Cristo e que deve ser
comemorada pela Igreja em comemoração a salvação oferecida unicamente em Cristo, na sua
morte na cruz por isso que foi chamado de Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João
1:29), porque Ele e o cordeiro a ser sacrificado, a páscoa, para derramar o Seu sangue pelos

judáica. Pois, tal comemoração, juntamente com outros preceitos, prenderiam os judeus à Lei, ao antigo pacto, e que
deixou de ser válido quando Jesus disse: “Tudo está consumado...”. Além disso, os sacrifícios de holocausto (que
fazem parte da Lei), só poderiam ser realizados no Templo, e não em outro lugar.

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nossos pecados. Pois, sem tal sacrifício, nenhum homem poderia aproximar de Deus, e entrar
em comunhão com Ele, ganhando assim a vida eterna.
         Razão pelo qual, uma vez feito tal sacrifício, o único verdadeiro e perfeito, deixaria de
ter sentido a páscoa, uma vez que o antigo pacto foi consumado. Foi por essa razão que o
Senhor Jesus se reuniu com os seus discípulos, para realizar a ultima páscoa – a valida – e
estabelecer o novo pacto, mais abrangente, e debaixo da graça: Ceia do Senhor.


QUEM PODE PARTICIPAR DA CEIA?
       Muitos se perguntam o por que daqueles que não são cristãos evangélicos (crentes)
não poderem participar da Ceia, e por que aqueles que não são batizados da forma bíblica
também não o poderem.
        No livro de Êxodo 12:48 Deus afirma que só os circuncidados poderiam participar da
Páscoa, pois a circuncisão era o sinal, na carne, da aliança entre Deus e os homens.
        Pois bem, como já sabemos, Jesus Cristo cumpriu o sentido da páscoa em si mesmo e
adaptou a celebração para que a Igreja a comemorasse, ao que chamamos de Ceia do Senhor,
Mesa do Senhor, e Santa Ceia.
        “Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento
        do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados juntamente com
        ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de
        Deus, que o ressuscitou dentre os mortos” Cl 2:11-12
         Como a Ceia é a “adaptação” da páscoa judaica que Cristo proporciona para a Igreja, e
como na páscoa só poderiam participar aqueles que eram circuncidados, consequentemente na
Ceia só podem participar aqueles que são nascidos de novo e que já obedeceram a Cristo
através do batismo.
        “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que
        Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque que com o coração se crê
        para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação.” Rm 10:9-10
        Então, no contexto neotestamentário, a circuncisão foi o corpo de Cristo doado em
nosso favor, e passa a ter validade a partir do momento que o reconhecemos tal verdade nos
entregando a ela, surgindo, assim, a necessidade de testemunharmos essa verdade
publicamente através do batismo.
        “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”
        Mc 16:16

          Ora, o batismo não salva, porque Mc 16:16 nos diz que a condenação vem para quem
não crer, apenas. Não está escrito que a condenação vem para quem não crer e não é batizado.
Está escrito que “quem, porém, não crer será condenado”. Depois, Romanos 10:9-10 nos diz
que a salvação é oferecida para quem crer. É importante lembrar que o ladrão na cruz não foi
batizado, e foi salvo (Lc 23:43). Por último, está escrito em Efésios 2:8-9 que a salvação é
concedida pela Graça de Deus, e não pelas nossas próprias ações ou esforços, o que poderia
incluir o batismo.
         Então para que serve o batismo? O batismo é um sinal de obediência diante da ordem
de Cristo:
        “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do
        Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19).
        Por isso, só pode ser batizado quem já é discípulo.
         O batismo é um testemunho público que se dá acerca da nossa morte para esse mundo
e da velha natureza, e posterior ressurreição, nos identificando com Cristo.




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Diante de tudo isso, podemos concluir que para participar da Ceia deve-se ter nascido
de novo, e ter sido batizado, para assim cumprir as exigências bíblicas e podermos realizar o
cerimonial da Ceia de forma correta e proveitosa.
         As igrejas evangélicas comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da
Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o
fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos
confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja,
rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os
discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração
festiva da páscoa. Em I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
        Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado
        por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado,
        tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as
        vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este
        pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."
        Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os
sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a
expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no
corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si
próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros
exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece que o pão e o vinho não fermentado, são
símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está
proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus
declarou:
        "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no
        reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)
        Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a
cerimônia da Páscoa, traz muitos significados em os quais dois mencionados abaixo:
1 - O Lava-Pés – significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa
vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com
deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O
maior é aquele que serve...
2 - A Ceia – significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também
estar em comunhão com ele. E, sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não
beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do
meu Pai. (Mateus 26:29)




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CONCLUSÃO
         Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam
sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são
alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, o coelho e o chocolate, são
apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única
regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a
Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e
os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices,
tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas.
          Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser
feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou
ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são
preceitos dos homens."
        A verdadeira páscoa foi consumada quando o nosso Mestre e Senhor foi crucificado na
cruz. Portanto, não tem mais sentido para nós a sua comemoração, visto que não representa
sequer o ressurreição de Jesus, e sim, a revitalização de uma festa milenar e pagã de fertilidade.
         O nosso alvo é a importância da morte do Senhor Jesus, e devemos nos lembrar disso,
até a volta d'Ele, para nos buscar; isto é, devemos lembrar da Sua morte na Ceia do Senhor.



ANOTAÇÕES
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Significado da Pascoa

  • 1.
    ESCOLA BÍBLICA QUADRANGULAR Rosa Elze – São Cristovão/SE PÁSCOA O que ela significa para VOCÊ 2012 1
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    SUMÁRIO SUMÁRIO ................................................................................................................ 2 INTRODUÇÃO.........................................................................................................3 A PÁSCOA .............................................................................................................. 3 ORIGEM DA PÁSCOA ............................................................................................ 4 PÁSCOA OU SANTA CEIA ..................................................................................... 5 QUEM PODE PARTICIPAR DA CEIA?................................................................... 6 CONCLUSÃO .......................................................................................................... 8 ANOTAÇÕES .......................................................................................................... 8 2
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    INTRODUÇÃO Qual é o sentido da Páscoa? Algum tempo atrás eu fiz esta mesma pergunta para vários filhos (entre 4 e 10 anos) de evangélicos. Fiquei surpreso, pois 80% relacionaram Páscoa com coelhinhos e chocolate, mas de quem é o erro? De nós mesmos. Quem nunca deu um "ovo de páscoa" para o seu filho? Como? O coelho nem ao mesmo (menos) coloca ovos! Nas escolas, as professoras fazem uma festinha explicando o sentido da Páscoa, dizendo que é por causa de Jesus que nós a comemoramos ou vestem as crianças de coelhinho e distribuem ovos de chocolate. Outro meio que serve para massificar a ideia do "coelhinho da Páscoa" na mente das crianças é a TV, as propagandas que falam sobre os ovos de páscoa e usam a imagem de um coelhinho "fabricando os ovos", realizado de forma inconsciente, para não dizer inocente. É preciso se ter consciência que o real significado da Páscoa é a morte e ressurreição de Cristo1, que é a única forma do ser humano receber a vida eterna. Por isso, podemos dizer que a verdadeira páscoa do cristão é a celebração da Ceia do Senhor, que nos remete à consciência daquilo que o Senhor fez por nós, através de seu sacrifício substitutivo na cruz do Calvário há cerca de dois mil anos atrás. A PÁSCOA Desde o último século temos visto um crescimento na ênfase dada à páscoa, destacando e alimentando o aspecto comercial, modificando o seu sentido original e desfigurando o real sentido da festa, tanto para judeus como para cristãos. Mas, o que a páscoa tem haver com judeus? E com cristãos? Muitos poderiam argumentar que a páscoa é uma festa desenvolvida pela igreja católica apostólica romana, e como tal deve seguir os padrões exigidos pela mesma, que promove abstinência de alimentos, um dia dedicado às esmolas e jejum, a malhação do Judas etc. Bem, o real sentido da páscoa pode ser encontrado nas páginas do Antigo Testamento, no livro de Êxodo, e diz respeito, originalmente, ao povo hebreu. Tal festa, não possui nenhuma relação com abstinência de alimentos, a proibição de se comer carne, com esmolas e jejum, que são atos pessoais e particulares ensinados pela Bíblia e que não são impostos a ninguém porque têm de ser voluntários e secretos. Ainda, nos deparamos com o coelhinho da páscoa, ovos de páscoa e uma gama de indumentárias adotadas pela nossa sociedade, que nem ao menos demonstra o mínimo de interesse para saber o seu real significado e origem. A nossa posição não é demolir a páscoa da sociedade, mas instruir para que se saiba o seu real significado, e para que se comemore a celebração bíblica de forma adequada e segundo os padrões estabelecidos pela Bíblia. Por que pela Bíblia? Porque é na Bíblia que encontramos a instituição de tal festa e, portanto, é Nela que devemos buscar as orientações para que a mesma seja celebrada da forma correta. Ao afirmarmos que o coelhinho simboliza a vida, estaremos substituindo Jesus pelo coelho. 1 Jesus Cristo instituiu a Ceia do Senhor, no mesmo dia em que os judeus comemoravam a Páscoa (Mateus 26:17- 19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13), e não foi pela Sua ressurreição que ele a instituiu, e sim, em memorial a Ele, e anunciando a Sua morte, até que Ele venha a nos buscar (1 Coríntios 11:26). 3
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    Ao afirmarmos queo ovo simboliza a perpetuação da vida e eternidade, estaremos substituindo a ressurreição de Cristo por um ovo. Respondeu-lhe Jesus: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jo 14:6 “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” Jo 11:25-26 “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.” Lc 22:19-20 ORIGEM DA PÁSCOA Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo, onde diz o seguinte: "Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor! Tem-se ai portando, o motivo da páscoa: A morte dos primogênitos dos egípcios, e a execução do juízo de Deus sobre todos os deuses egípcios. Abaixo segue outras passagens bíblica que reforça o sentido da Páscoa: “Quando entrarem na terra que o Senhor prometeu lhes dar, celebrem essa cerimônia. Quando os seus filhos lhes perguntarem: O que significa esta cerimônia? respondam- lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios". “Então o povo curvou-se em adoração.” Êxodo 12:25-27 O significado da páscoa também é a libertação do jugo dos egípicios. “Esta noite se guardará ao SENHOR, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a noite do SENHOR, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações.” Êxodo 12:42 Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga, porém, foi fatal: a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebreia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervam amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos. Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebreia deveria observar anualmente a festa da Páscoa2, palavra hebraica (pessach) que significa "passagem" 2 É importante ressaltar que a Páscoa judaica já há muito tempo deixou de ser bíblica visto que não tem mais eficácia, pois, a verdadeira páscoa - o Senhor Jesus - já foi consumada lá na cruz. Por esse motivo é que Deus permitiu a destruição do Templo de Salomão, cerca de 70 d.C., para que fosse impedido a comemoração da páscoa 4
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    "passar por cima".Esta festa deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo. A chamada páscoa cristã (A atual comemoração da Páscoa, conforme os rituais da igreja católica romana,) foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica Romana, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, (... pequena frase suprimida) e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo. PÁSCOA OU SANTA CEIA “e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.” 1 Co 11:24-30 O próprio Senhor Jesus Cristo, quando instituiu a Ceia do Senhor, se deu no dia da páscoa (Mateus 26: 17-19), Marcos 14:12-16, Lucas 22: 7-13) porque, a verdadeira páscoa era Ele (I Coríntios 5:7) Ele realizou algumas mudanças e “adaptações” da tradicional festa. Ele cumpriu o significado da páscoa em Si mesmo. Ai eu pergunto a você, por que Jesus não terminou o seu ministério em outra festa judaica (Festas das primícias ou pentecoste, Festas dos Tabernáculo...), Jesus escolheu a Festa da Páscoa para deixar escrito que ainda não terminou o que veio fazer, e que ao celebrarmos a Ceia do Senhor da maneira que Ele, Jesus nos ensinou estaríamos proclamando que Ele vai voltar para terminar o que ainda não foi terminado, não por que Ele não pode ou foi impedido, mas sim por que Ele decidiu para que eu, você e outros se salvassem. Algumas expressões e figuras utilizadas no Antigo Testamento apontavam para a pessoa de Cristo e Seu sacrifício. Por exemplo: Enquanto as ervas amargas, na páscoa, simbolizavam a amargura da escravidão, na Ceia, simbolizam a amargura da traição (Jo 13:18; Sl 41:9); enquanto o pão asmo, na páscoa, simbolizava a dureza do Egito e saída as pressas (Dt 16:3), na Ceia simboliza o corpo de Cristo (Mt 26:26; 1 Co 11:24); enquanto, na páscoa, o sangue simbolizava a segurança contra a morte (Ex 11:6,7, 12:7), na Ceia simboliza a remissão de pecados representado pelo vinho (Mt 26:27,28; 1 Co 11:25); enquanto, na páscoa, o cordeiro simboliza a remissão de pecados trazida através do sacrifício de um ser inocente, macho, sem mácula, sem nenhum osso quebrado (Ex 12:5,6,46), na Ceia simboliza o próprio Jesus Cristo que foi entregue à morte por nossa causa (Jo 1:29), sendo homem, sem mácula e sem que nenhum de Seus ossos fossem quebrados. Na verdade, a real páscoa cristã não possui o mesmo significado da páscoa judaica, mas é uma festa bíblica que teve seu significado cumprido em Cristo e que deve ser comemorada pela Igreja em comemoração a salvação oferecida unicamente em Cristo, na sua morte na cruz por isso que foi chamado de Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29), porque Ele e o cordeiro a ser sacrificado, a páscoa, para derramar o Seu sangue pelos judáica. Pois, tal comemoração, juntamente com outros preceitos, prenderiam os judeus à Lei, ao antigo pacto, e que deixou de ser válido quando Jesus disse: “Tudo está consumado...”. Além disso, os sacrifícios de holocausto (que fazem parte da Lei), só poderiam ser realizados no Templo, e não em outro lugar. 5
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    nossos pecados. Pois,sem tal sacrifício, nenhum homem poderia aproximar de Deus, e entrar em comunhão com Ele, ganhando assim a vida eterna. Razão pelo qual, uma vez feito tal sacrifício, o único verdadeiro e perfeito, deixaria de ter sentido a páscoa, uma vez que o antigo pacto foi consumado. Foi por essa razão que o Senhor Jesus se reuniu com os seus discípulos, para realizar a ultima páscoa – a valida – e estabelecer o novo pacto, mais abrangente, e debaixo da graça: Ceia do Senhor. QUEM PODE PARTICIPAR DA CEIA? Muitos se perguntam o por que daqueles que não são cristãos evangélicos (crentes) não poderem participar da Ceia, e por que aqueles que não são batizados da forma bíblica também não o poderem. No livro de Êxodo 12:48 Deus afirma que só os circuncidados poderiam participar da Páscoa, pois a circuncisão era o sinal, na carne, da aliança entre Deus e os homens. Pois bem, como já sabemos, Jesus Cristo cumpriu o sentido da páscoa em si mesmo e adaptou a celebração para que a Igreja a comemorasse, ao que chamamos de Ceia do Senhor, Mesa do Senhor, e Santa Ceia. “Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos” Cl 2:11-12 Como a Ceia é a “adaptação” da páscoa judaica que Cristo proporciona para a Igreja, e como na páscoa só poderiam participar aqueles que eram circuncidados, consequentemente na Ceia só podem participar aqueles que são nascidos de novo e que já obedeceram a Cristo através do batismo. “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque que com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação.” Rm 10:9-10 Então, no contexto neotestamentário, a circuncisão foi o corpo de Cristo doado em nosso favor, e passa a ter validade a partir do momento que o reconhecemos tal verdade nos entregando a ela, surgindo, assim, a necessidade de testemunharmos essa verdade publicamente através do batismo. “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” Mc 16:16 Ora, o batismo não salva, porque Mc 16:16 nos diz que a condenação vem para quem não crer, apenas. Não está escrito que a condenação vem para quem não crer e não é batizado. Está escrito que “quem, porém, não crer será condenado”. Depois, Romanos 10:9-10 nos diz que a salvação é oferecida para quem crer. É importante lembrar que o ladrão na cruz não foi batizado, e foi salvo (Lc 23:43). Por último, está escrito em Efésios 2:8-9 que a salvação é concedida pela Graça de Deus, e não pelas nossas próprias ações ou esforços, o que poderia incluir o batismo. Então para que serve o batismo? O batismo é um sinal de obediência diante da ordem de Cristo: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Por isso, só pode ser batizado quem já é discípulo. O batismo é um testemunho público que se dá acerca da nossa morte para esse mundo e da velha natureza, e posterior ressurreição, nos identificando com Cristo. 6
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    Diante de tudoisso, podemos concluir que para participar da Ceia deve-se ter nascido de novo, e ter sido batizado, para assim cumprir as exigências bíblicas e podermos realizar o cerimonial da Ceia de forma correta e proveitosa. As igrejas evangélicas comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. Em I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte: Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha." Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29) Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados em os quais dois mencionados abaixo: 1 - O Lava-Pés – significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve... 2 - A Ceia – significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E, sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29) 7
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    CONCLUSÃO Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." A verdadeira páscoa foi consumada quando o nosso Mestre e Senhor foi crucificado na cruz. Portanto, não tem mais sentido para nós a sua comemoração, visto que não representa sequer o ressurreição de Jesus, e sim, a revitalização de uma festa milenar e pagã de fertilidade. O nosso alvo é a importância da morte do Senhor Jesus, e devemos nos lembrar disso, até a volta d'Ele, para nos buscar; isto é, devemos lembrar da Sua morte na Ceia do Senhor. ANOTAÇÕES ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ 8