“SHARED CARE” NA HBP

Fortunato de Barros
Serviço de Urologia do Hospital do Desterro
“SHARED CARE” NA HBP
Conceito
 “Shared

Care”= Partilha de cuidados
 “Shared care” na HBP- Abordagem conjunta
Médico de família/urologista do doente com HBP.
“SHARED CARE” NA HBP
Fundamento
 Extensão

do problema
 Problema de saúde pública
 Heterogeneidade da história natural
 Alternativas terapêuticas
 Pressão publicitária
“SHARED CARE” NA HBP
Extensão do problema
 Aumento da expectativa de vida /aumento da
prevalência (universal)
- 88% de probabilidade de ter HBP
- 50% de probabilidade de LUTS
 HBP histológico- 50% aos 50 a; 90% aos 85 a;
 HBE- 21% aos 50/60 a; 53% aos 80 a;
 HBP sintomática (LUTS)- 24% aos 50 a; 43% aos 65 a;
“SHARED CARE” NA HBP
Problema de Saúde Pública
 Factores

epidemiológicos (raça, dieta, patologias

associadas); mortalidade
 Perturbação

da qualidade de vida ( IPSS-QoL)
 Impacto do “factor cancro”
 Impacto

sócio-cultural e económico
“SHARED CARE” NA HBP
História Natural
 Multifactorial; heterogeneidade; controvérsia
 Relação vol/sintomatologia; sintomas/grau de
obstrução;
 Evolução da patologia:
- Estável- 30%
- Melhoria- 15%
- Agravamento- 55%
α
Metabolismo da
testosterona na próstata

•

A testosterona é metabolizada em DHT

•

A DHT é o androgénio mais activo

•

As isoenzimas 5-α redutase (5AR), tipo 1 e 2, são
responsáveis pelo metabolismo da testosterona em
DHT
O papel da testosterona e da DHT no
sexo masculino
Estádio
Feto

Puberdade

Adulto

Testosterona

DHT

Epidídimo,
vas deferens,
vesículas seminais

Órgãos genitais
externos e próstata

Órgãos genitais,
laringe, músculos

Maior
desenvolvimento da
próstata

Líbido,
produção de esperma

Acne, calvície,
HBP
A enzima 5AR na próstata

•Duas isoformas distintas da 5AR
- Tipo 1 e tipo 2

•O tipo 1 também se encontra expresso na próstata
(principalmente no epitélio)

•O tipo 2 é a isoenzima dominante no estroma da próstata
humana normal
Os marcos importantes na progressão da
HBP
•A investigação revelou que, num número significativo de homens, a
HBP é uma doença progressiva

–Aumento do volume da próstata (VP)
–Agravamento dos sintomas do tracto urinário inferior (Lower
Tract Urinary Symptoms – LUTS), incómodo, interferência,
e QoL
Deterioração
–Deterioração da velocidade do fluxo urinário (Qmax)
–Maior risco de retenção urinária aguda (Acute Urinary Retention
– AUR)
–Maior risco de necessidade de cirurgia para tratamento da HBP

•O aumento da próstata é principalmente regido pela
dihidrotestosterona (DHT)
Estudos “chave” de apoio à HBP
como doença progressiva
Estudo
Olmsted County Study (USA)

n

"Follow-up"

471–2115

42 meses–6 anos

Baltimore Longitudinal Study
of Ageing (USA)

537

Transversal

Forth Valley Study (Scotland)

217

3 anos

Veterans Affairs Hospitals (USA)

556

60 meses

Health Professionals Study (USA)
Urology Practice Study (USA)

6100

Transversal

500

4 anos

2-year Combined Finasteride Data

4222

2 anos

The PLESS Study (USA)

3040

4 anos
Risco de AUR e de cirurgia
relacionada com HBP
•Na população geral, os homens com mais de 60 anos

de idade têm um risco de AUR de 23% durante o tempo
de vida
–O risco de AUR durante o tempo de vida aumentou
nos homens com LUTS e próstata aumentada

•Os homens acima dos 60 anos de idade com aumento
da próstata (>30cc) e sintomas de esvaziamento
apresentam um risco de cirurgia relacionada com HBP
de 39% durante o tempo de vida
Complicações da HBP
•A HBP não tratada pode levar a complicações, p.e. AUR e
insuficiência renal

•A AUR pode afectar até 25% dos homens observados anualmente nas
clínicas de urologia

•O risco de complicações aumenta com:
–a idade (homens de 70 anos têm um risco 8x maior do que os de
40 anos)
–a gravidade dos sintomas (IPSS>7 significa um risco 4x maior)
2

–o VP (>30cc significa um risco 3x maior de AUR )
a
–a diminuição da Qmax (<12ml/s significa um risco 3x maior)
–o uso de fármacos anti-hipertensores (não diuréticos) ou
antiarrítmicos

•Na HBP, a AUR é geralmente considerada indicação para cirurgia
prostática
Complicações da HBP (cont.)

•“Bexiga de esforço”
•Hematúria
•Infecção
•Litíase
•Uropatia obstrutiva
•Insuficiência renal
“SHARED CARE” NA HBP
Comportamento do doente






Medo do cancro; Medo do ridículo
Relutância em discutir os sintomas com as médicas;
Fuga ao toque rectal
Medo da cirurgia e das implicações na sexualidade

 Tradicionalmente

o seguimento da HBP está a
cargo do urologista  mudança de atitude
“SHARED CARE” NA HBP
Objectivo
Melhoria dos cuidados prestados à comunidade
 Canais

de comunicação
“SHARED CARE” NA HBP
Vantagens para o doente
 Acesso

fácil ao urologista

 Menor

tempo de espera para consulta e cirurgia

 Melhor

conhecimento da patologia

 Melhor

adesão ao tratamento e seguimento
“SHARED CARE” NA HBP
Vantagens para o médico de família


Aumentar os conhecimentos sobre HBP e criar protocolos
de actuação



Desenvolver canais de comunicação com o urologista



Melhorar relação com o doente no âmbito da patologia
“SHARED CARE” NA HBP
Vantagens para o urologista


Redução das admissões hospitalares e do tempo para
cirurgia



Melhor qualidade de atendimento dos doentes



Melhor participação nos cuidados de saúde primário



Desemvolver o intercâmbio médico
“SHARED CARE” NA HBP
Discussão diagnóstica







História clínica
Exame objectivo
Avaliação analítica
Exames de imagem
Urofluxometria; estudo urodinâmico
Outros exames
“SHARED CARE” NA HBP
História Clínica
 LUTS- Tabelas de quantificação

(IPSS)

- Sintomas de esvaziamento e de enchimento
- Ligeiro- 0-7; moderado- 8-18; grave- 19-35;
- Vantajosas
 Diagnóstico

diferencial
SHARED CARE – IPSS
Nunca

Quase
sempre

2

3

4

5

Nunca

1X

2X

3X

4X

5X

0

1

2

3

4

5

No último mês, quantas vezes parou e
recomeçou a urinar durante a
micção?

4
5
6
7

Mais de
metade

No último mês, quantas vezes teve de
urinar com menos de duas horas de
intervalo entre as micções?

3

1

Cerca de
metade

No último mês, quantas vezes teve a
sensação de não esvaziar por
completo a bexiga, depois de ter
urinado?

2

Menos de
metade

0

1

Menos de
1x em 5

No último mês, quantas vezes teve
dificuldade em conter a micção?
No último mês, quantas vezes teve
um jacto urinário fraco?
No último mês, quantas vezes teve
dificuldade em iniciar a micção?
No último mês, quantas vezes por
noite se levantou para urinar?
“SHARED CARE” NA HBP
Exame Objectivo
 Toque

rectal
 Avaliação abdominal
 Inspecção dos genitais
 Exame neurológico sumário
“SHARED CARE” NA HBP
Avaliação analítica
 Urina
 PSA

II e creatinina

sérico

- 25% HBP- PSA> 4 ng/ml; 3-13% -PSA> 10 ng/ml;
- 10-20% de CaP tem PSA normal
 PSA

relacionadoà idade. Densidade. Velocidade.
PSAl /PSAt
“SHARED CARE” NA HBP
Exames de Imagem
 Ecografia

vesical

 Ecografia

prostática

 Ecografia

renal

 Rx

convencional
“SHARED CARE” NA HBP
Urofluxometria
 Recomendável

Qmax <10 ml/s - alteração miccional (10% de erro)
Qmax- 10-15 ml/s - zona duvidosa
Qmax >15 ml/s
 Necessidade

- obstrução improvavel (10% de erro)

de estudo urodinâmico
SHARED CARE – Urofluxometria
Voiding Time(T100)................. 17 - 62 s

Time to Max Flow(TQmax).....

5 - 15 s

Max Flow Rate(Qmax).............. 15 – 30 ml/ s

Voided Volume(Vcomp)........... 240 - 140 ml

Residual Volume(RV) ..............

10 - 150 ml
Almeida Santos 2002
“SHARED CARE” NA HBP
Decisão terapêutica
 Conhecimento
 Droga

das várias modalidades

ideal?

 Efeitos

acessórios

 Seguimento
Factores relacionados com o doente
•A terapêutica de eleição deverá ser adaptada a cada doente
•A terapêutica irá depender
–da HBP ser sintomática ou assintomática
–do tamanho da próstata
–da vontade de ser submetido a cirurgia
–da vontade de tomar a medicação
–da necessidade de obter alívio rápido ou estar
preparado para esperar por esse alívio
–do risco de o doente desenvolver complicações durante
o tempo de vida
Arsenal terapêutico
Vigilância
Modificações
Tratamento

do estilo de vida

médico

- Fitoterapia
- Alfa-bloqueantes
- Hormonoterapia –5ARIs (finasteride e dutasteride)
- Associações
Tratamento

cirúrgico

Tratamentos

minimamente invasivos
Opções terapêuticos
Vigilância ------------------------- 25%
Tratamento medicamentoso ----- 60-65%
Cirurgia ---------------------------- 5-10%
(Marberger-Patient care, 2001)
Fitoterapia
•Em alguns homens os sintomas melhoram (p. ex. menor
número de micções e melhoria do jacto urinário)

•O modo de acção não é claro mas existem várias teorias
•Os produtos individuais podem ter constituintes e eficácia
diferentes

•Embora muitos artigos sugiram que a fitoterapia é eficaz,
dados disponíveis relativos a ensaios controlados, de selecção
aleatória são limitados

•O total global de vendas de produtos de fitoterapia para
tratamento dos LUTS e da HBP aumentou para mais de £283
milhões
Eficácia dos bloqueadores alfa:
resumo
•Os bloqueadores alfa melhoram rapidamente os sintomas
e o fluxo urinário

•Não reduzem o VP
•Os homens com um VP >40cc podem ter uma taxa de
insucesso terapêutico mais elevada

•Em geral a tolerabilidade é boa
•Os bloqueadores alfa não reduzem o risco global, a longo
prazo, de AUR ou de cirurgia
Inibidores da 5AR
•Finasterida
–Inibidor do tipo 2
®

•Avodart

–Inibidor simultâneo do tipo 1 e do tipo 2
®

•Avodart é 2,5x mais potente para a isoenzima de tipo 2
do que a finasterida

•A maior potência e a inibição dupla permitem garantir a
optimização da supressão da DHT
®

Avodart (dutasterida)

Um 5ARI inovador
®

Avodart estudos de fase IIIa:
eventos adversos relacionados com o
fármaco (>1%)
®

Placebo
(n=2,158)
n (%)

Avodart
(n=2,167)
n (%)

303 (14)

412 (19)

Disfunção eréctil

86 (4)

158 (7)

Diminuição da líbido

46 (2)

91 (4)

Perturbações da ejaculação

17 (<1)

48 (2)

Ginecomastia

16 (<1)

50 (2)

Evento adverso
Qualquer evento adverso
relacionado com o fármaco
Efeitos da terapêutica com 5ARI:
resumo
•Dados de estudos de grandes dimensões, controlados,
robustos confirmaram que, nos homens com aumento de
®

próstata, tanto Avodart como a finasterida têm um efeito
significativo em comparação com o placebo, a nível da
–Redução dos sintomas e impacte da HBP
–Redução do VP
Melhoria
–Melhoria da Qmax
–Redução do risco de AUR e de cirurgia
O papel da terapêutica de associação
•A supressão de DHT e a diminuição do VP pelos

5ARI está na base da terapêutica farmacológica a
longo prazo em homens com aumento da próstata

•A associação de um bloqueador alfa com um 5ARI
pode proporcionar um início mais rápido do alívio
sintomático em determinados doentes

•Os 5ARIs são bem tolerados e podem ser

continuados a longo prazo para aliviar os sintomas e
reduzir o risco de complicações
SMART-1: resumo dos resultados de
eficácia
•Depois de 6 meses de terapêutica de associação, 77% dos
®

doentes medicados com Avodart em monoterapia sentiam-se
melhor ou na mesma, 6 semanas depois de terem suspendido
a tamsulosina ( versus 91% nos doentes que mantiveram a
terapêutica de associação)

•Nos doentes com os sintomas controlados 6 semanas após a
suspensão da tamsalusina, esse controlo mantinha-se às 12
semanas

•A percentagem de doentes com agravamento dos sintomas foi
maior nos doentes cujas pontuações iniciais no IPPS eram
Cirurgia
•A cirurgia pode ser recomendada para doentes que não
respondem ao tratamento médico ou como terapêutica
de primeira linha

•RTUP
–é o tratamento cirúrgico mais comum
–é o “gold standard” das intervenções cirúrgicas
–utiliza-se um ressectoscópio para extirpar o tecido
doente
–a maioria dos doentes refere melhoria dos
sintomas, mas podem ocorrer complicações pósoperatórias (por ex., ejaculação retrógrada)
Cirurgia (continuação)
•Prostatectomia a céu aberto (cirurgia abdominal)
–Necessária se a próstata for muito grande (tiver mais de
80cc) e se for necessária cirurgia concomitante da bexiga

•Incisão transuretral da próstata (ITUP) ou incisão do colo da
bexiga

–Método comum que implica apenas uma ou duas incisões
na próstata e no colo da bexiga para aliviar
a pressão na uretra

•Cirurgia laser
–Semelhante à RTUP, mas um feixe de laser substitui a
lâmina do ressectoscópio
Complicações pós-operatórias
•Ejaculação retrógrada (>70%)
•Incontinência urinária (1%)
•Contractura do colo da bexiga (1–2%)
•Estenoses uretrais (2–20%)
•Disfunção eréctil (10–20%)
•Repetição de cirurgia (2%)
•Hemorragia (12%)
•Síndrome de ressecção transuretral (2%)
–confusão mental, náuseas, vómitos, hipertensão, bradicardia,
perturbações da visão
“SHARED CARE” NA HBP
Quando enviar ao urologista?








IPSS moderado a grave; Alteração importante da Qol
Má resposta a terapêutica
Toque rectal duvidoso
Hematúria; Alteração da função renal
PSA> 4 ng/ml
ITU e litíase
Fluxo < 10 ml/s

Shared care hbp ii

  • 1.
    “SHARED CARE” NAHBP Fortunato de Barros Serviço de Urologia do Hospital do Desterro
  • 2.
    “SHARED CARE” NAHBP Conceito  “Shared Care”= Partilha de cuidados  “Shared care” na HBP- Abordagem conjunta Médico de família/urologista do doente com HBP.
  • 3.
    “SHARED CARE” NAHBP Fundamento  Extensão do problema  Problema de saúde pública  Heterogeneidade da história natural  Alternativas terapêuticas  Pressão publicitária
  • 4.
    “SHARED CARE” NAHBP Extensão do problema  Aumento da expectativa de vida /aumento da prevalência (universal) - 88% de probabilidade de ter HBP - 50% de probabilidade de LUTS  HBP histológico- 50% aos 50 a; 90% aos 85 a;  HBE- 21% aos 50/60 a; 53% aos 80 a;  HBP sintomática (LUTS)- 24% aos 50 a; 43% aos 65 a;
  • 5.
    “SHARED CARE” NAHBP Problema de Saúde Pública  Factores epidemiológicos (raça, dieta, patologias associadas); mortalidade  Perturbação da qualidade de vida ( IPSS-QoL)  Impacto do “factor cancro”  Impacto sócio-cultural e económico
  • 6.
    “SHARED CARE” NAHBP História Natural  Multifactorial; heterogeneidade; controvérsia  Relação vol/sintomatologia; sintomas/grau de obstrução;  Evolução da patologia: - Estável- 30% - Melhoria- 15% - Agravamento- 55%
  • 11.
  • 12.
    Metabolismo da testosterona napróstata • A testosterona é metabolizada em DHT • A DHT é o androgénio mais activo • As isoenzimas 5-α redutase (5AR), tipo 1 e 2, são responsáveis pelo metabolismo da testosterona em DHT
  • 13.
    O papel datestosterona e da DHT no sexo masculino Estádio Feto Puberdade Adulto Testosterona DHT Epidídimo, vas deferens, vesículas seminais Órgãos genitais externos e próstata Órgãos genitais, laringe, músculos Maior desenvolvimento da próstata Líbido, produção de esperma Acne, calvície, HBP
  • 14.
    A enzima 5ARna próstata •Duas isoformas distintas da 5AR - Tipo 1 e tipo 2 •O tipo 1 também se encontra expresso na próstata (principalmente no epitélio) •O tipo 2 é a isoenzima dominante no estroma da próstata humana normal
  • 16.
    Os marcos importantesna progressão da HBP •A investigação revelou que, num número significativo de homens, a HBP é uma doença progressiva –Aumento do volume da próstata (VP) –Agravamento dos sintomas do tracto urinário inferior (Lower Tract Urinary Symptoms – LUTS), incómodo, interferência, e QoL Deterioração –Deterioração da velocidade do fluxo urinário (Qmax) –Maior risco de retenção urinária aguda (Acute Urinary Retention – AUR) –Maior risco de necessidade de cirurgia para tratamento da HBP •O aumento da próstata é principalmente regido pela dihidrotestosterona (DHT)
  • 17.
    Estudos “chave” deapoio à HBP como doença progressiva Estudo Olmsted County Study (USA) n "Follow-up" 471–2115 42 meses–6 anos Baltimore Longitudinal Study of Ageing (USA) 537 Transversal Forth Valley Study (Scotland) 217 3 anos Veterans Affairs Hospitals (USA) 556 60 meses Health Professionals Study (USA) Urology Practice Study (USA) 6100 Transversal 500 4 anos 2-year Combined Finasteride Data 4222 2 anos The PLESS Study (USA) 3040 4 anos
  • 18.
    Risco de AURe de cirurgia relacionada com HBP •Na população geral, os homens com mais de 60 anos de idade têm um risco de AUR de 23% durante o tempo de vida –O risco de AUR durante o tempo de vida aumentou nos homens com LUTS e próstata aumentada •Os homens acima dos 60 anos de idade com aumento da próstata (>30cc) e sintomas de esvaziamento apresentam um risco de cirurgia relacionada com HBP de 39% durante o tempo de vida
  • 19.
    Complicações da HBP •AHBP não tratada pode levar a complicações, p.e. AUR e insuficiência renal •A AUR pode afectar até 25% dos homens observados anualmente nas clínicas de urologia •O risco de complicações aumenta com: –a idade (homens de 70 anos têm um risco 8x maior do que os de 40 anos) –a gravidade dos sintomas (IPSS>7 significa um risco 4x maior) 2 –o VP (>30cc significa um risco 3x maior de AUR ) a –a diminuição da Qmax (<12ml/s significa um risco 3x maior) –o uso de fármacos anti-hipertensores (não diuréticos) ou antiarrítmicos •Na HBP, a AUR é geralmente considerada indicação para cirurgia prostática
  • 20.
    Complicações da HBP(cont.) •“Bexiga de esforço” •Hematúria •Infecção •Litíase •Uropatia obstrutiva •Insuficiência renal
  • 21.
    “SHARED CARE” NAHBP Comportamento do doente      Medo do cancro; Medo do ridículo Relutância em discutir os sintomas com as médicas; Fuga ao toque rectal Medo da cirurgia e das implicações na sexualidade  Tradicionalmente o seguimento da HBP está a cargo do urologista  mudança de atitude
  • 22.
    “SHARED CARE” NAHBP Objectivo Melhoria dos cuidados prestados à comunidade  Canais de comunicação
  • 23.
    “SHARED CARE” NAHBP Vantagens para o doente  Acesso fácil ao urologista  Menor tempo de espera para consulta e cirurgia  Melhor conhecimento da patologia  Melhor adesão ao tratamento e seguimento
  • 24.
    “SHARED CARE” NAHBP Vantagens para o médico de família  Aumentar os conhecimentos sobre HBP e criar protocolos de actuação  Desenvolver canais de comunicação com o urologista  Melhorar relação com o doente no âmbito da patologia
  • 25.
    “SHARED CARE” NAHBP Vantagens para o urologista  Redução das admissões hospitalares e do tempo para cirurgia  Melhor qualidade de atendimento dos doentes  Melhor participação nos cuidados de saúde primário  Desemvolver o intercâmbio médico
  • 26.
    “SHARED CARE” NAHBP Discussão diagnóstica       História clínica Exame objectivo Avaliação analítica Exames de imagem Urofluxometria; estudo urodinâmico Outros exames
  • 27.
    “SHARED CARE” NAHBP História Clínica  LUTS- Tabelas de quantificação (IPSS) - Sintomas de esvaziamento e de enchimento - Ligeiro- 0-7; moderado- 8-18; grave- 19-35; - Vantajosas  Diagnóstico diferencial
  • 28.
    SHARED CARE –IPSS Nunca Quase sempre 2 3 4 5 Nunca 1X 2X 3X 4X 5X 0 1 2 3 4 5 No último mês, quantas vezes parou e recomeçou a urinar durante a micção? 4 5 6 7 Mais de metade No último mês, quantas vezes teve de urinar com menos de duas horas de intervalo entre as micções? 3 1 Cerca de metade No último mês, quantas vezes teve a sensação de não esvaziar por completo a bexiga, depois de ter urinado? 2 Menos de metade 0 1 Menos de 1x em 5 No último mês, quantas vezes teve dificuldade em conter a micção? No último mês, quantas vezes teve um jacto urinário fraco? No último mês, quantas vezes teve dificuldade em iniciar a micção? No último mês, quantas vezes por noite se levantou para urinar?
  • 29.
    “SHARED CARE” NAHBP Exame Objectivo  Toque rectal  Avaliação abdominal  Inspecção dos genitais  Exame neurológico sumário
  • 30.
    “SHARED CARE” NAHBP Avaliação analítica  Urina  PSA II e creatinina sérico - 25% HBP- PSA> 4 ng/ml; 3-13% -PSA> 10 ng/ml; - 10-20% de CaP tem PSA normal  PSA relacionadoà idade. Densidade. Velocidade. PSAl /PSAt
  • 31.
    “SHARED CARE” NAHBP Exames de Imagem  Ecografia vesical  Ecografia prostática  Ecografia renal  Rx convencional
  • 32.
    “SHARED CARE” NAHBP Urofluxometria  Recomendável Qmax <10 ml/s - alteração miccional (10% de erro) Qmax- 10-15 ml/s - zona duvidosa Qmax >15 ml/s  Necessidade - obstrução improvavel (10% de erro) de estudo urodinâmico
  • 33.
    SHARED CARE –Urofluxometria Voiding Time(T100)................. 17 - 62 s Time to Max Flow(TQmax)..... 5 - 15 s Max Flow Rate(Qmax).............. 15 – 30 ml/ s Voided Volume(Vcomp)........... 240 - 140 ml Residual Volume(RV) .............. 10 - 150 ml Almeida Santos 2002
  • 34.
    “SHARED CARE” NAHBP Decisão terapêutica  Conhecimento  Droga das várias modalidades ideal?  Efeitos acessórios  Seguimento
  • 35.
    Factores relacionados como doente •A terapêutica de eleição deverá ser adaptada a cada doente •A terapêutica irá depender –da HBP ser sintomática ou assintomática –do tamanho da próstata –da vontade de ser submetido a cirurgia –da vontade de tomar a medicação –da necessidade de obter alívio rápido ou estar preparado para esperar por esse alívio –do risco de o doente desenvolver complicações durante o tempo de vida
  • 36.
    Arsenal terapêutico Vigilância Modificações Tratamento do estilode vida médico - Fitoterapia - Alfa-bloqueantes - Hormonoterapia –5ARIs (finasteride e dutasteride) - Associações Tratamento cirúrgico Tratamentos minimamente invasivos
  • 37.
    Opções terapêuticos Vigilância -------------------------25% Tratamento medicamentoso ----- 60-65% Cirurgia ---------------------------- 5-10% (Marberger-Patient care, 2001)
  • 38.
    Fitoterapia •Em alguns homensos sintomas melhoram (p. ex. menor número de micções e melhoria do jacto urinário) •O modo de acção não é claro mas existem várias teorias •Os produtos individuais podem ter constituintes e eficácia diferentes •Embora muitos artigos sugiram que a fitoterapia é eficaz, dados disponíveis relativos a ensaios controlados, de selecção aleatória são limitados •O total global de vendas de produtos de fitoterapia para tratamento dos LUTS e da HBP aumentou para mais de £283 milhões
  • 39.
    Eficácia dos bloqueadoresalfa: resumo •Os bloqueadores alfa melhoram rapidamente os sintomas e o fluxo urinário •Não reduzem o VP •Os homens com um VP >40cc podem ter uma taxa de insucesso terapêutico mais elevada •Em geral a tolerabilidade é boa •Os bloqueadores alfa não reduzem o risco global, a longo prazo, de AUR ou de cirurgia
  • 40.
    Inibidores da 5AR •Finasterida –Inibidordo tipo 2 ® •Avodart –Inibidor simultâneo do tipo 1 e do tipo 2 ® •Avodart é 2,5x mais potente para a isoenzima de tipo 2 do que a finasterida •A maior potência e a inibição dupla permitem garantir a optimização da supressão da DHT
  • 41.
  • 42.
    ® Avodart estudos defase IIIa: eventos adversos relacionados com o fármaco (>1%) ® Placebo (n=2,158) n (%) Avodart (n=2,167) n (%) 303 (14) 412 (19) Disfunção eréctil 86 (4) 158 (7) Diminuição da líbido 46 (2) 91 (4) Perturbações da ejaculação 17 (<1) 48 (2) Ginecomastia 16 (<1) 50 (2) Evento adverso Qualquer evento adverso relacionado com o fármaco
  • 43.
    Efeitos da terapêuticacom 5ARI: resumo •Dados de estudos de grandes dimensões, controlados, robustos confirmaram que, nos homens com aumento de ® próstata, tanto Avodart como a finasterida têm um efeito significativo em comparação com o placebo, a nível da –Redução dos sintomas e impacte da HBP –Redução do VP Melhoria –Melhoria da Qmax –Redução do risco de AUR e de cirurgia
  • 44.
    O papel daterapêutica de associação •A supressão de DHT e a diminuição do VP pelos 5ARI está na base da terapêutica farmacológica a longo prazo em homens com aumento da próstata •A associação de um bloqueador alfa com um 5ARI pode proporcionar um início mais rápido do alívio sintomático em determinados doentes •Os 5ARIs são bem tolerados e podem ser continuados a longo prazo para aliviar os sintomas e reduzir o risco de complicações
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    SMART-1: resumo dosresultados de eficácia •Depois de 6 meses de terapêutica de associação, 77% dos ® doentes medicados com Avodart em monoterapia sentiam-se melhor ou na mesma, 6 semanas depois de terem suspendido a tamsulosina ( versus 91% nos doentes que mantiveram a terapêutica de associação) •Nos doentes com os sintomas controlados 6 semanas após a suspensão da tamsalusina, esse controlo mantinha-se às 12 semanas •A percentagem de doentes com agravamento dos sintomas foi maior nos doentes cujas pontuações iniciais no IPPS eram
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    Cirurgia •A cirurgia podeser recomendada para doentes que não respondem ao tratamento médico ou como terapêutica de primeira linha •RTUP –é o tratamento cirúrgico mais comum –é o “gold standard” das intervenções cirúrgicas –utiliza-se um ressectoscópio para extirpar o tecido doente –a maioria dos doentes refere melhoria dos sintomas, mas podem ocorrer complicações pósoperatórias (por ex., ejaculação retrógrada)
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    Cirurgia (continuação) •Prostatectomia acéu aberto (cirurgia abdominal) –Necessária se a próstata for muito grande (tiver mais de 80cc) e se for necessária cirurgia concomitante da bexiga •Incisão transuretral da próstata (ITUP) ou incisão do colo da bexiga –Método comum que implica apenas uma ou duas incisões na próstata e no colo da bexiga para aliviar a pressão na uretra •Cirurgia laser –Semelhante à RTUP, mas um feixe de laser substitui a lâmina do ressectoscópio
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    Complicações pós-operatórias •Ejaculação retrógrada(>70%) •Incontinência urinária (1%) •Contractura do colo da bexiga (1–2%) •Estenoses uretrais (2–20%) •Disfunção eréctil (10–20%) •Repetição de cirurgia (2%) •Hemorragia (12%) •Síndrome de ressecção transuretral (2%) –confusão mental, náuseas, vómitos, hipertensão, bradicardia, perturbações da visão
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    “SHARED CARE” NAHBP Quando enviar ao urologista?        IPSS moderado a grave; Alteração importante da Qol Má resposta a terapêutica Toque rectal duvidoso Hematúria; Alteração da função renal PSA> 4 ng/ml ITU e litíase Fluxo < 10 ml/s