O documento discute insuficiência respiratória aguda, incluindo avaliação de radiografias de tórax, cortes de tomografia, volumes pulmonares, causas de hipoxemia, síndrome do desconforto respiratório agudo, diagnóstico e tratamento.
• A caixatorácica tem um tônus basal que mantém sua
conformação e atua diretamente no processo ventilatório, tanto
na inspiração (processo ativo, com gasto de energia) como no
retorno, através das forças de recolhimento, para seu ponto de
repouso.
FUNÇAO RESPIRATÓRIA
9.
O diafragma éum músculo
de atuação inspiratória
Zona Respiratória de Weibel
Divisões brônquicas em gerações, sendo que até a 17 a
Geração em média composição das vias aéreas
exclusivamente por cartilagens e epitélio respiratório,
pseudo-estratificado cilíndrico ciliado.
10.
Volume corrente(VC) Pode-se
definircomo o ar que entra e sai
das vias aéreas num ciclo
ventilatório habitual
Volume de Reserva Expiratório
(VRE) é todo ar que se consegue
expirar forçadamente após uma
expiração normal
Volumes e capacidades respiratórias
11.
• Volume Residual(VR): O ar
que não se consegue expirar
• Capacidade Funcional Total:
VR+VRE e representa na prática
c l í n i c a o P O N T O D E
R E P O U S O DA C A I X A
TORÁCICA.
Volumes e capacidades respiratórias
12.
VENTILAÇÃO
• VENTILAR TROCAGASOSA
• O VENTILADOR tem por meta manter a RENOVAÇÃO DO AR
ALVEOLAR de maneira adequada, permitindo níveis adequados de PaO2
PaCO2 na corrente sanguínea.
• PaCO2 na quase totalidade dos casos podem ser atribuídos a uma Sd. de
hipoventilação
• PaO2 é a pressão parcial do gás Oxigênio. Ou seja, representa o gás oxigênio
dissolvido no plasma. pode ser usada como marcador de problemas de troca
CAUSAS DA HIPOXEMIA:CIRCULAÇÃO E VENTILAÇÃO
• VENTILAÇÃO/PERFUSÃO (V/P).
• As áreas de tecido submetidas somente a ventilação - sem
perfusão - são denominadas áreas de espaço morto
• Já áreas que apresentem somente perfusão, sem ventilação estão
sob o denominado “Shunt”
16.
• O shuntaumenta em situações de colapso pulmonar.
• Quanto maior o shunt num caso de Insuficiência
Respiratória Aguda, maior a gravidade do quadro
• a diminuição da circulação sanguínea em determinada
área proporciona maior ventilação que perfusão,
caracterizando o efeito ESPAÇO-MORTO
17.
• As áreasde tecido submetidas somente a ventilação - sem perfusão - são
denominadas áreas de espaço morto
• Áreas que apresentem somente perfusão, sem ventilação estão sob o
denominado “Shunt” e aquelas áreas sob PREDOMÍNIO de perfusão sobre
a ventilação estão sob Efeito “Shunt”.
• a base pulmonar recebe maior volume de ar e de sangue que os ápices
pulmonares. No entanto, a base tem predomínio de perfusão sobre
ventilação (efeito shunt) e o ápice predomínio de ventilação sobre perfusão
(efeito espaço morto)
19.
IRPA
• Insuficiência respiratóriaaguda (irpa) pode ser definida como uma
incapacidade do sistema respiratório em captar oxigênio (PO2) e/
ou remover o gás carbônico (PCO2) do sangue e dos tecidos do
organismo.
• Podemos classificar a IRpA em três tipos principais:
•Hipoxêmica
•hipercápnica,
•mista.
20.
IRPA
• A IRpAhipoxêmica é definida por uma PaO2 < 55 a 60mmHg, em ar
ambiente, ou mais caracteristicamente, na vigência de oxigenoterapia com
Fração Inspirada de O2 elevada, maior que 50%.
• A IRpA hipercápnica se caracteriza por uma elevação da PaCO2 acima de 45
a 50mmHg com acidemia resultante, pH<7,34.
• O tipo misto está presente quando ocorre hipoxemia grave associada à
retenção de CO2 com acidose respiratória.
Síndrome do desconfortorespiratório agudo
(SDRA)
É um tipo de insuficiência respiratória de instalação aguda e se
caracteriza por edema pulmonar agudo de origem inflamatoria, cujas
causas podem ser agressões direta ao pulmão ou indiretas, havendo
lesão tissular em orgãos que afeta os pulmões, inflamando-os a
distância
• Edema
• Espessamentodo interstício alvéolo-capilar
• Aumento da permeabilidade vascular
• Preenchimento da luz alveolar com líquido, proteínas e células
• Diluição da surfactante
• Colapsamento alveolar com perda de sua função.
Esquema da estrutura
normal do parênquima
pulmonar
A agressão ao pulmão ocasiona
26.
FISIOPATOLOGIA
• Existem 2barreiras que compõem a membrana
alvéolo-capilar:
• Endotelio vascular
• Epitélio alveolar
27.
• Taquidispnéia progressiva:Este é um fenômeno compensatório à
redução da PaO2, da SpO2 e da complacência pulmonar.
• Quando se instala o processo inflamatório, a fração da circulação
pulmonar com shunt se acentua rapidamente.
Clinicamente se instala:
28.
• A respostaa oxigenoterapia não pressurizada é pobre, o paciente
necessitará de intubação endotraqueal e VMI com pressão
positiva, com elevadas FIO2 e estratégias ventilatórias.
• Quanto maior for a agressão epitelial, maior a destruição da
arquitetura alveolar e maior a chance de inadequado processo de
reparação e evolução para fibrose pulmonar
Clinicamente se instala:
29.
• a exsudativa:instalação súbita da insuficiência respiratória
refratária a suplementação O2
• Radiograficamente observa-se infiltrado alveolar difuso,
incaracterístico e muitas vezes compatível com edema pulmonar de
origem cardiogênica. Pode haver derrame pleural.
A sindrome evolui em 2 formas:
30.
• Histologicamente: danoalveolar difuso, destruição arquitetura
alveolar, presença de liquido e alta celularidade no intra alveolar
• Quando a primeira fase evolui favoravelmente, geralmente em 3-4
dias inicia-se melhora clínica e da hipoxemia, com elevação da
relação PaO2/FIO2
A sindrome evolui em 2 formas:
32.
• A fibro-proliferativa:A outra possibilidade é a evolução menos
favorável, quando a hipoxemia se mantém ou piora, indicando avanço
para uma fase proliferativa, com aumento de espaço morto e piora
gradativa da complacência pulmonar.
• Aumento da resistência vascular pulmonar.
• Insuficiência de ventrículo direito
•
A sindrome evolui em 2 formas:
33.
• A fibro-proliferativa:A outra possibilidade é a evolução menos
favorável, quando a hipoxemia se mantém ou piora, indicando avanço
para uma fase proliferativa, com aumento de espaço morto e piora
gradativa da complacência pulmonar.
• Aumento da resistência vascular pulmonar.
• Insuficiência de ventrículo direito
•
A sindrome evolui em 2 formas:
34.
DIAGNÓSTICO
• Critérios deBerlim:
• Tempo: dentro de uma semana de um insulto clínico;
• Imagem de tórax (Rx ou TC): opacidades bilaterais não explicadas por derrames, colapso
lobar/pulmonar ou nódulos;
• Origem do edema: IR não completamente explicada por insuficiência cardíaca ou sobrecarga
de fluidos;
• Hipoxemia: PaO2/ FiO2 ≤ 300; Leve: entre 200 e 300; Moderada:
entre 100 e 200; Grave: menor que 100.
• A utilizaçãoda prótese endotraqueal Acarretará:
• Perda de proteção dos PÊLOS que ajudam na filtração
• Perda da TORTUOSIDADE DAS Vias Aéreas: aumento da área de
contato, umidificação e aquecimento do ar.
• Perda dos REFLEXOS (TOSSE/ESPIRRO);
• Perda da ação da ESTEIRA MUCOCILIAR
37.
Quais são asmodificações na capacidade residual final em um
paciente que encontra-se intubado?
• Modifica-se o equilíbrio de pressões ao final da expiração
• Queda da Capacidade residual funcional(CRF) ocasionando a formação de
micro-atelectasias
• Preconiza-se idéia de se manter um volume extra ao final da expiração
• Visando a manutenção da CRF no valor mais próximo da normalidade
• Porém, pode-se medir a pressão gerada pela presença desse volume, que será denominada então
Pressão Positiva ao Final da Expiração (PEEP 3-5 cm H2O ).
38.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
• Guyton,AC; Hall, JE. Human Physiology and Mechanisms of Disease, 6th
ed. Philadelphia, W.B. Saunders Company, 1997, 324-336.
• VENUTI; Curso de Ventilação Mecânica em UTI, 2016.