SAÚDE SEXUAL
E
REPRODUTIVA
Entre osmarcos referenciais
internacionais que definem
os direitos sexuais e os direitos
reprodutivos, destacam-se
duas conferências
promovidas pela
Organização das Nações
Unidas (ONU)
3.
Direitos
Reprodutivos
O direitodas pessoas
decidirem, de forma livre e
responsável, se querem ou
não ter filhos, quantos filhos
desejam ter e em que
momento de suas vidas;
O direito de acesso a
informações, meios,
métodos e técnicas para ter
ou não ter filhos;
O direito de exercer a
sexualidade e a reprodução
livre de discriminação,
imposição e violência.
4.
Direitos Sexuais
Odireito de viver e expressar
livremente a sexualidade sem
violência, discriminações e
imposições, e com total respeito pelo
corpo do(a) parceiro(a);
O direito de escolher o(a) parceiro(a)
sexual;
O direito de viver plenamente a
sexualidade sem medo, vergonha,
culpa e falsas crenças;
O direito de viver a sexualidade,
independentemente de estado civil,
idade ou condição física;
O direito de escolher se quer ou não
quer ter relação sexual;
6.
A sexualidade dizrespeito a um conjunto de
características humanas que se traduz nas
diferentes formas de expressar a energia vital,
chamada por Freud de libido, que quer dizer
energia pela qual se manifesta a capacidade de
se ligar às pessoas, ao prazer/desprazer, aos
desejos, às necessidades, à vida.
7.
A sexualidade seexpressa
no estilo de vida que
adotamos, no modo como
se demonstram os afetos, na
percepção erotizada dos
estímulos sensoriais e
também nos papéis de
gênero.
8.
A sexualidade envolve,além
do corpo, os sentimentos, a
história de vida, os costumes,
as relações afetivas e a cultura.
Portanto, é uma dimensão
fundamental de todas as
etapas da vida de homens e
mulheres, presente desde o
nascimento até a morte, e
abarca aspectos físicos,
psicoemocionais e
socioculturais.
9.
DISFUNÇÕES
SEXUAIS
As disfunçõessexuais são problemas que ocorrem em
uma ou mais das fases do ciclo de resposta sexual, por
falta, excesso, desconforto e/ou dor na expressão e no
desenvolvimento dessas fases, manifestando-se de
forma persistente ou recorrente;
O diagnóstico das disfunções sexuais é tão importante
quanto a identificação de qualquer outro agravo à
saúde e de suma relevância, uma vez que interferem
na qualidade de vida das pessoas.
10.
DISFUNÇÕES
SEXUAIS
Fatores quepodem estar relacionados
às disfunções sexuais:
Aspectos psicológicos: tabus sobre a
própria sexualidade, como: associações
de sexo com pecado, com
desobediência ou com punições; baixa
autoestima; fobias relacionadas ao ato
sexual; a não aceitação da própria
orientação sexual, entre outros;
Dificuldades nos relacionamentos:
brigas, desentendimentos quanto ao
que cada um espera do
relacionamento; falta de intimidade;
dificuldades de comunicação entre os
parceiros.
Questões decorrentes de traumas:
devido a violências.
11.
DISFUNÇÕES SEXUAIS
Fatoresque podem estar relacionados às disfunções sexuais:
- Condição geral de saúde: presença de disfunção sexual decorrente
dos efeitos diretos de uma doença, como: depressão, ansiedade,
doenças crônico-degenerativas graves, entre outras;
- Efeitos diretos de uma substância: medicamentos – alguns anti-
hipertensivos, alguns antiarrítmicos, alguns psicotrópicos, anabolizantes,
álcool e outras drogas, exposição a toxinas, entre outros. Geralmente,
ocorre dentro de um período de intoxicação significativa ou
abstinência de uma substância.
14.
PLANEJAMENTO
FAMILIAR
Conjunto deações de regulação da
fecundidade que garanta direitos iguais
de constituição, limitação ou aumento
da prole pela mulher, pelo homem ou
pelo casal;
Deve-se levar em consideração o
contexto de vida de cada pessoa e o
direito de todos poderem tomar
decisões sobre a reprodução sem
discriminação, coerção ou violência;
A utilização do termo planejamento
reprodutivo em substituição a
planejamento familiar, havendo a
defesa de que se trata de uma
concepção mais abrangente;
15.
PLANEJAMENTO
FAMILIAR
É precisotambém que os
serviços de saúde
desenvolvam ações que
contemplem a saúde sexual
e a saúde reprodutiva dos
homens, tais como
abordagem das disfunções
sexuais, prevenção e
controle do câncer de
próstata e do câncer de
pênis, prevenção e
tratamento das IST, acesso à
vasectomia, entre outras;
16.
PLANEJAMENTO FAMILIAR
Aatuação dos profissionais de saúde, no que se refere ao
planejamento reprodutivo, envolve, principalmente, três tipos de
atividades:
O aconselhamento é um diálogo baseado em uma relação de
confiança entre o profissional de saúde e o indivíduo ou casal;
As atividades educativas são fundamentais para a qualidade da
atenção prestada;
As atividades clínicas, voltadas para a saúde sexual e a saúde
reprodutiva, devem ser realizadas visando a promoção, a
proteção e a recuperação da saúde.
Entre ashabilidades que o
profissional de saúde deve
buscar desenvolver estão:
Respeito e empatia pelos
usuários;
Boa capacidade de
comunicação;
Utilizar linguagem acessível,
simples e clara;
Ser gentil, favorecendo o vínculo
e uma relação de confiança;
Acolher o saber e o sentir das(os)
usuárias(os);
Tolerância aos princípios e às
distintas crenças e valores que
não sejam os seus próprios;
Sentir-se confortável para falar
sobre sexualidade e sobre
sentimentos;
Ter conhecimentos técnicos.
20.
ACONSELHAMENTO PARA
ANTICONCEPÇÃO
Aatenção em anticoncepção pressupõe a
oferta de informações, de aconselhamento, de
acompanhamento clínico e de um leque de
métodos e técnicas anticoncepcionais,
cientificamente aceitos, que não coloquem em
risco a vida e a saúde das pessoas, para homens,
mulheres, adultos(as) e adolescentes, num
contexto de escolha livre e informada;
Em meio a uma realidade global de índices
elevados de doenças transmissíveis por via
sexual, torna-se necessário pensar em opção
contraceptiva que proporcione a dupla
proteção.
21.
MÉTODOS
ANTICONCEP
CIONAIS
No processode escolha, devem ser
levados em consideração os seguintes
aspectos:
A preferência da mulher, do homem ou do
casal;
Características dos métodos:
Eficácia;
Efeitos secundários;
Aceitabilidade;
Disponibilidade;
Facilidade de uso;
Reversibilidade;
Proteção.
22.
MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS
No processode escolha,
devem ser levados em
consideração os seguintes
aspectos:
Fatores individuais e
contexto de vida
relacionados aos
usuários(as) que devem ser
considerados no momento
da escolha do método:
Condições econômicas; Estado de saúde;
Características da
personalidade;
Fase da vida; Comportamento sexual;
Fatores culturais e religiosos,
entre outros.
23.
MÉTODOS
HORMONAIS: Oral
Osanticoncepcionais hormonais
orais, também chamados de
pílulas anticoncepcionais, são
esteroides utilizados isoladamente
ou em associação, com a
finalidade básica de impedir a
concepção;
24.
MÉTODOS HORMONAIS: Oral
Os anticoncepcionais hormonais
orais classificam-se em:
Combinados:
Monofásicos: 21 ou 22
comprimidos ativos da cartela ou
em cartelas com 28 comprimidos;
Bifásicos: contêm dois tipos de
comprimidos ativos, de diferentes
cores, com os mesmos hormônios,
mas em proporções diferentes;
Trifásicos: contêm três tipos de
comprimidos ativos, de diferentes
cores, com os mesmos hormônios,
mas em proporções diferentes.
25.
MÉTODOS HORMONAIS:
Oral
Mecanismode ação (como age):
Inibem a ovulação e tornam o
muco cervical espesso,
dificultando a passagem dos
espermatozoides.;
Eficácia: A eficácia das pílulas
anticoncepcionais relaciona-se
diretamente à sua forma de
administração;
26.
MÉTODOS
HORMONAIS: Oral
Efeitossecundários:
Alterações de humor;
Náuseas, vômitos e
mal-estar gástrico;
Cefaleia leve;
Leve ganho de peso;
Acne;
Tonturas;
Mastalgia.
27.
MÉTODOS
HORMONAIS: Oral
Complicações:
Acidente vascular cerebral;
Infarto do miocárdio;
Trombose venosa profunda.
Pontos-chave:
Proporcionam ciclos menstruais regulares, com
sangramento durante menos tempo e em menor
quantidade;
Diminuem a frequência e a intensidade das
cólicas menstruais (dismenorreias) e dos ciclos
hipermenorrágicos;
A fertilidade retorna logo após a interrupção de
seu uso;
28.
MÉTODOS
HORMONAIS: Oral
Pontos-chave:
Diminuem a incidência de gravidez
ectópica, doença inflamatória pélvica
(DIP), câncer de endométrio, câncer de
ovário, cistos funcionais de ovário,
doença benigna da mama e miomas
uterinos;
Muito eficazes quando em uso correto;
Podem ser usadas desde a adolescência
até a menopausa;
Não previnem contra DST/HIV/Aids.
31.
MÉTODOS HORMONAIS:
Injetável
Seclassificam em:
Mensal: são combinados e, em
suas diferentes formulações,
contêm um estrogênio natural, o
estradiol (ajuda na formação do
endométrio) e um progestogênio
sintético, diferentemente dos
anticoncepcionais orais
combinados, nos quais ambos os
hormônios são sintéticos.
32.
MÉTODOS HORMONAIS:
Injetável
Mecanismode ação (como agem):
Inibem a ovulação e tornam o muco
cervical espesso, impedindo a passagem
dos espermatozoides. Provocam, ainda,
alterações no endométrio.
Eficácia: São muito eficazes. A taxa de
falha desse método varia de 0,1% a 0,3%,
durante o primeiro ano de uso.
Prazo de validade: O profissional de
saúde, ao aplicar a injeção, deve
aplicar primeiro a que estiver mais
próxima do fim do prazo de validade.
33.
MÉTODOS HORMONAIS: Injetável
Efeitos secundários:
- Alterações do ciclo menstrual: manchas ou sangramento nos intervalos
entre as menstruações, sangramento prolongado e amenorreia;
- Ganho de peso;
- Cefaleia;
- Náuseas e/ou vômitos;
- Mastalgia.
34.
MÉTODOS
HORMONAIS:
Injetável
Modo de uso:
Aprimeira opção deve recair sobre os injetáveis mensais
que contenham 5 mg de estrogênio;
A primeira injeção deve ser feita até o quinto dia do início
da menstruação. As aplicações subsequentes devem
ocorrer a cada 30 dias;
O anticoncepcional injetável combinado mensal oferece
proteção anticoncepcional já no primeiro ciclo de uso. Não
há necessidade de pausas para “descanso”, após um longo
período de uso;
Deve-se aplicar por via intramuscular profunda, na nádega
(músculo glúteo, quadrante superior externo);
35.
MÉTODOS
HORMONAI
S: Injetável
Modo deuso:
Após a aplicação, não deve ser feita massagem ou
aplicação de calor local, para evitar difusão do
material injetado;
É obrigatório o uso de seringas e agulhas estéreis e
descartáveis, agitando-se bem a ampola do
anticoncepcional e aspirando-se todo o conteúdo
para a administração da dose adequada;
Se houver atraso de mais de três dias para a
aplicação da nova injeção, a mulher deve ser
orientada para o uso da camisinha ou evitar
relações sexuais até a próxima injeção.
37.
MÉTODOS HORMONAIS:
Injetável
Trimestral:O acetato de medroxiprogesterona é
um método anticoncepcional injetável apenas de
progestogênio. É um progestogênio semelhante ao
produzido pelo organismo feminino, que é liberado
lentamente na circulação sanguínea. É também
conhecido como acetato de medroxiprogesterona
de depósito – AMP-D.
Tipos:
a formulação disponível é à base de acetato de
medroxiprogesterona, preparada na forma de
suspensão microcristalina de depósito para injeção
IM, apresentada em frasco-ampola de 1 ml.
38.
MÉTODOS
HORMONAIS:
Injetável
Efeitos secundários:
Alterações menstruais: são comuns, incluindo manchas ou
sangramento leve (o mais comum), sangramento volumoso
(raro) ou amenorreia (bastante comum, ocorre em mais de
50% dos casos do segundo ano em diante);
Aumento de peso: esse aumento é de, aproximadamente,
1,5 a 2 kg ao fim do primeiro ano de uso;
Cefaleia, sensibilidade mamária, desconforto abdominal,
alterações do humor, náuseas, queda de cabelos,
diminuição da libido, acne.
Riscos:
Redução da densidade mineral óssea(ADOLECENTES);
Alteração do metabolismo lipídico.
39.
MÉTODOS HORMONAIS: Injetável
Pontos-chave:
Diminui a incidência de gravidez ectópica, câncer de endométrio,
doença inflamatória pélvica (DIP), mioma uterino;
Pode ajudar a prevenir câncer de ovário e cistos de ovário;
Pode ajudar a diminuir a frequência de crises de falcização (mudança no
formato das hemácias), em portadoras de anemia falciforme, por
promover estabilização da membrana das hemácias;
Pode ajudar a diminuir a frequência de crises convulsivas, em portadoras
de epilepsia;
Muito eficaz e seguro;
40.
MÉTODOS
HORMONAIS:
Injetável
Pontos-chave:
Alterações nociclo menstrual são
comuns;
Atraso no retorno da fertilidade;
Pode ser usado durante a
amamentação;
Não tem as contraindicações dos
contraceptivos orais e injetáveis
combinados, por não possuir o
componente estrogênico;
Não protege contra IST/HIV/Aids.
41.
MÉTODOS HORMONAIS: Injetável
Modo de uso:
É recomendável o uso de 150 mg trimestralmente;
A primeira injeção deve ser feita até o sétimo dia do início da
menstruação. As aplicações subsequentes devem ocorrer a cada três
meses;
Oferece proteção anticoncepcional já no primeiro ciclo de uso;
A mulher deve procurar retornar a tempo para a próxima injeção, que
deve ser aplicada a cada 90 dias;
Deve-se aplicar por via intramuscular profunda, na nádega (músculo
glúteo, quadrante superior externo);
42.
MÉTODOS HORMONAIS: Injetável
Modo de uso:
Após a aplicação, não deve ser feita massagem ou
aplicação de calor local, para evitar difusão do material
injetado;
É obrigatório o uso de seringas e agulhas estéreis e
descartáveis, agitando-se bem a ampola do
anticoncepcional e aspirando-se todo o conteúdo para a
administração da dose adequada;
Se houver atraso de mais de três dias para a aplicação da
nova injeção, a mulher deve ser orientada para o uso da
camisinha ou evitar relações sexuais até a próxima injeção.
43.
DISPOSITIVO
INTRAUTERINO - DIU
O dispositivo intrauterino –
DIU é um objeto pequeno
de plástico flexível, em
forma de T, que mede
aproximadamente 31 mm,
ao qual pode ser
adicionado cobre ou
hormônios que, inserido na
cavidade uterina, exerce
função contraceptiva.
44.
DISPOSITIVO INTRAUTERINO -DIU
Tipos e modelos:
DIU com cobre: é feito de polietileno estéril
radiopaco e revestido com filamentos
e/ou anéis de cobre, enrolado em sua
haste vertical, sendo que o modelo TCu-
380 A também tem anéis de cobre em sua
haste horizontal;
DIU que libera hormônio: é feito de
polietileno e a haste vertical é envolvida
por uma cápsula que libera
continuamente pequenas quantidades de
levonorgestrel.
45.
DIU DE COBRE
Mecanismo de ação:
- atua impedindo a fecundação porque torna mais difícil a passagem do
espermatozoide pelo trato reprodutivo feminino, reduzindo a
possibilidade de fertilização do óvulo;
- Provoca reação inflamatória pela presença de corpo estranho na
cavidade uterina;
- Precipitação de espermatozoides por reações imunológicas;
- Assincronia no desenvolvimento endometrial;
- Alterações enzimáticas no endométrio: menor sobrevida do
espermatozoide, dificuldade na motilidade espermática e implantação
dificultada;
- Alterações no muco cervical;
- Fagocitose de espermatozoides por macrófagos.
46.
DIU DE COBRE
Eficácia: O DIU com cobre e seu
efeito depois da inserção dura 10
anos. A taxa de falha é de 0,6 a 0,8
por 100 mulheres, no primeiro ano de
uso. Nos anos seguintes, a taxa anual
de gravidez é ainda menor.
Duração de uso: A duração de uso do
DIU difere segundo o modelo: o TCu-
380 A está aprovado para 10 anos e o
MLCu-375 para cinco anos.
47.
DIU DE COBRE
Efeitos secundários: São efeitos secundários comuns
(5 a 15% dos casos):
Alterações no ciclo menstrual (comum nos primeiros
três meses, geralmente diminuindo depois desse
período);
Sangramento menstrual prolongado e volumoso;
Sangramento e manchas (spotting) no intervalo
entre as menstruações;
Cólicas de maior intensidade ou dor durante a
menstruação.
Cólicas intensas ou dor até cinco dias depois da
inserção;
Dor e sangramento ou manchas podem ocorrer
imediatamente após a inserção do DIU, mas
usualmente desaparecem em um ou dois dias.
DIU DE COBRE
Pontos-chave:
- Método de longa duração, mas pode ser retirado a qualquer
momento, se a mulher assim desejar ou se apresentar algum
problema;
- Muito eficaz;
- Não interfere nas relações sexuais;
- Não apresenta os efeitos colaterais do uso de hormônios;
52.
MÉTODO DA
LACTAÇÃO E
AMENORREIA
Éum método
anticoncepcio
nal temporário
que consiste no
uso da
amamentação
exclusiva para
evitar a
gravidez.
53.
MÉTODO DA
LACTAÇÃO E
AMENORREIA
A amamentação tem efeito inibidor
sobre a fertilidade.
A eficácia da amamentação como
método contraceptivo depende,
portanto, de sucção frequente para
promover intensa liberação de
prolactina e o consequente bloqueio da
liberação pulsátil de gonadotrofinas
pela hipófise.
A mulher deve permanecer em
amenorreia. O retorno das
menstruações indica que
provavelmente a secreção de
prolactina não é mais intensa o
suficiente para bloquear o eixo
hipotálamo-hipófise-ovário e produzir
anovulações e amenorreia.
54.
CAMISINHA
A camisinha(ou preservativo) é um
método contraceptivo de barreira,
disponível nas versões masculina e
feminina, que impede o contato de fluidos
corporais, como o sémen, com a vagina
ou ânus, evitando assim gravidez e a
transmissão de ISTs.
O preservativo feminino é uma "bolsa" de
plástico macio e lubrificado com dois anéis
flexíveis nas extremidades, sendo que o
anel interno é introduzido na vagina até o
fundo e o anel externo fica para fora,
protegendo a vulva.
57.
PÍLULA DO DIASEGUINTE
A pílula do dia seguinte, também conhecida
como contracepção de emergência, é um
método contraceptivo utilizado para prevenir a
gravidez após uma relação sexual desprotegida
ou em caso de falha de outro método para
evitar a gravidez.
58.
INDICAÇÕES E
CONTRAINDICAÇÕES
Indicações
A principal indicação da pílula do dia seguinte é
a prevenção da gravidez após uma relação
sexual sem uso de preservativo ou o
esquecimento da pílula anticoncepcional. Ela
contém uma alta dose de hormônios que atuam
impedindo a ovulação ou a fertilização do óvulo.
O que é mais importante saber: a pílula do dia
seguinte não deve ser utilizada como método
contraceptivo de rotina, pois é menos eficaz do
que outros métodos contraceptivos regulares. Seu
uso deve ser reservado para situações de
emergência.
Contraindicações
Apesar de ser uma opção disponível, esse
anticoncepcional de emergência não é
adequado para todas as mulheres. Algumas
contraindicações incluem alergia à formulação
do medicamento, problemas tromboembólicos,
doença hepática grave, entre outras condições.
A consulta médica é crucial para avaliar a
adequação do uso da pílula em cada situação,
levando em consideração o histórico médico da
paciente.
59.
EFICÁCIA DA
PÍLULA DO
DIASEGUINTE
Depende do tempo decorrido entre a relação
sexual desprotegida e a ingestão do comprimido.
Quanto mais rápido ela for tomada após o ato
sexual, maior o êxito. No entanto, mesmo quando
utilizada corretamente, a pílula não garante 100%
de proteção contra a gravidez. Estudos sugerem
que, quando ingerida dentro das primeiras 24
horas, a eficácia pode chegar a 95%, mas esse
índice diminui com o tempo.
Eficácia da pílula do dia seguinte em dose única:
-99,5% de eficácia se usada nas primeiras 12 horas
-95% entre 13 e 24 horas
-85% quando consumida entre 25 e 48 horas
-58% entre 49 e 72 horas
Fonte: The Lancet – estudo publicado em 1998
com a participação de 1.955 mulheres
61.
IMPLANON
Os implantesanticoncepcionais são
dispositivos que liberam, lentamente,
concentrações pré-definidas de
progesterona no organismo da paciente,
mais especificamente de etonogenestrel, e
têm duração superior a três anos.
O Implanon é indicado para mulheres que
desejam uma contracepção segura,
altamente eficaz e de longo prazo,útil para
quem tem dificuldade em lembrar de tomar
a pílula diariamente, história de trombose ou
que busca uma alternativa de longo prazo
aos métodos contraceptivos tradicionais.
Ou seja, o Implanon é uma opção bastante
abrangente e indicada para todas as
mulheres, incluindo:
Adolescentes;
Mulheres que nunca engravidaram;
Após o parto;
Lactantes;
Após aborto;
Mulheres com contraindicação a estrogênio.
Mulheres com risco ou histórico de trombose
63.
IMPLANON- EFEITOS COLATERAIS
Os efeitos colaterais mais comuns do Implanon incluem alterações no
padrão de sangramento menstrual (irregularidades, escapes, ausência ou
redução do fluxo),
Dores de cabeça,
Acne,
Aumento ou sensibilidade nas mamas e alterações de humor.
Efeitos menos comuns podem ser ganho de peso, alterações na
oleosidade da pele e depressão, enquanto reações graves são raras e
requerem atenção médica.
64.
LAQUEADURA
A laqueaduraé um método
contraceptivo definitivo que consiste
na obstrução das tubas uterinas da
mulher utilizando-se algum método:
anéis, clipes de titânio, fios de sutura,
cauterização ou salpingectomia, que
é a retirada das tubas uterinas, uma
cirurgia radical.
De modo geral, o procedimento
consiste em obstruir a passagem
pelas tubas uterinas para impedir a
fecundação e, consequentemente, a
gravidez.
O objetivo é bloquear a passagem
do óvulo para o útero e do
espermatozoide para as tubas.
65.
QUEM PODE
FAZER?
Mulherescom capacidade civil plena.
Maiores de 21 anos OU que tenham pelo
menos dois filhos vivos.
É preciso observar um prazo de 60 dias
entre a manifestação do desejo pela
cirurgia e a sua realização.
Procedimento e recuperação
Anestesia:
O procedimento é realizado em
ambiente hospitalar e requer anestesia,
geralmente raquidiana, sedação ou
anestesia geral.
Recuperação:
A recuperação costuma ser rápida, com
alta no mesmo dia em caso de
videolaparoscopia, e é necessário evitar
esforços físicos por um período.
66.
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
A Leinº 14.443/2022 alterou a legislação anterior, permitindo a
esterilização para pessoas com 21 anos ou mais (ou mais de 2 filhos).
Não é necessário o consentimento do parceiro/cônjuge para a
realização do procedimento.
É obrigatório o acompanhamento de equipe multidisciplinar e
aconselhamento para desencorajar a esterilização precoce.
68.
PRAZO PARA
SOLICITAR A
LAQUEADURA
O período obrigatório de 60 dias antes da
laqueadura, imposto pela lei brasileira,
tem como objetivo garantir que a pessoa
interessada tenha tempo para refletir
sobre a decisão, receber aconselhamento
de uma equipe multidisciplinar (para
desencorajar esterilizações precoces) e ter
acesso a serviços de regulação da
fecundidade, assegurando uma escolha
mais madura e consciente.
Principais razões para o prazo de 60 dias:
Reflexão e amadurecimento:
O prazo dá ao indivíduo a oportunidade
de pensar profundamente sobre a
decisão permanente de não ter mais
filhos, permitindo que os motivos para a
esterilização sejam bem considerados.
69.
PARECER DO CREMECSOBRE O DESEJO DA PACIENTE SOBRE A
LAQUEADURA
De acordo com os pareceres do CREMEC (Conselho Regional de
Medicina do Estado do Ceará), a laqueadura tubária não deve ser
realizada durante o parto cesariano em situações de emergência, a
menos que haja risco à vida da mulher ou conceito, ou um histórico de
cesarianas sucessivas. É fundamental que haja um período mínimo de 60
dias entre a manifestação da vontade da paciente e o ato cirúrgico, a
fim de garantir seu consentimento livre e esclarecido, pois o momento do
parto é considerado de vulnerabilidade emocional.
O momento da cesariana não é adequado para obter consentimento
devido à vulnerabilidade e ao estado emocional alterado da paciente,
que não permitiriam o exercício pleno da autonomia.
70.
LAQUEADURA PÓS CESÁREA
É possível realizar a laqueadura (esterilização tubária)
durante o parto cesáreo, sendo uma opção para
mulheres que desejam evitar futuras gestações e não
querem passar por outra cirurgia após o nascimento do
bebé.
A legislação atual, desde 2023, permite que a
laqueadura seja feita durante o parto, mas é necessário
manifestar o desejo e assinar o termo de consentimento
pelo menos 60 dias antes da data prevista para o parto.
O procedimento não altera significativamente o tempo
ou a recuperação da cesárea, pois a mulher já está
anestesiada, e as trompas ficam acessíveis para o
médico realizar a ligadura.
71.
LAQUEADURA
PÓS PARTO
VAGINAL
Pode-sefazer a laqueadura em até 48 horas após um
parto normal, caso a mulher tenha manifestado o
desejo de realizar o procedimento com pelo menos 60
dias de antecedência do parto, segundo a legislação
atual no Brasil. O procedure é feito aproveitando a
internação pós-parto, evitando um novo internamento
hospitalar e o risco de uma nova anestesia.
Condições para a laqueadura pós-parto normal:
1. Manifestação de vontade:
É preciso que a mulher solicite formalmente a
laqueadura com no mínimo 60 dias de antecedência
da data prevista para o parto.
2. Assinatura do termo:
O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)
deve ser assinado com pelo menos 60 dias de
antecedência da data do parto.
3. Condição clínica:
A mulher deve estar clinicamente estável para que a
cirurgia seja realizada com segurança.