Saúde da criançae adolescente
Profa Ms. Jeizziani Ferreira
Criança NÃO é um adulto em
miniatura!
2.
Situação-problema
A técnica deenfermagem Clarice comunicou a enfermeira Lívia que o neonato da senhora Lúcia,
que se encontra na primeira hora de vida, nascido de parto normal, idade gestacional (IG) 38
semanas e peso de 3,500 kg, sem intercorrência no parto, recebeu todos os cuidados e já está em
aleitamento materno. Os sinais vitais (SSVV) estão estáveis, já apresentou diurese e mecônio em
fralda.
• A enfermeira Lívia sugeriu que seria importante conversar com a mãe, que afirma que o bebê está
com sujidade no couro cabeludo e solicita um banho. Ao avaliar o neonato, observou-se que a
sujidade relatada é apenas resquício do vernix.
• Como podemos proceder?
• Quanto tempo após o nascimento pode-se banhar o neonato?
• Existe um tempo determinado? E quais são as implicações de dar ou não o banho neste neonato?
3.
Das preocupações como neonato se refere ao
controle da temperatura, qual é o grande risco?
Por que essa alteração pode levar à hipoglicemia?
4.
Situação-problema
• M.A., 32anos, primigesta, está nas primeiras 24 horas de puerpério e foi
admitida na unidade de alojamento conjunto há seis horas. Durante exame
físico, a enfermeira Lívia notou que o neonato apresentou mecônio em
fralda. A mãe do neonato ficou assustada com o aspecto das fezes (espesso e
de coloração verde escuro) e perguntou se isso era normal.
Diante do exposto, como você ajudaria a enfermeira Lívia a intervir nesta
situação?
5.
Saúde da criançae adolescente
Profa Ms. Jeizziani Ferreira
Determinantes do Desenvolvimento na Primeira
Infância no Brasil
6.
A atenção àprimeira infância no Brasil deve garantir
inicialmente a sobrevivência das crianças
Principais causas da mortalidade infantil doenças de fácil prevenção e
cura: diarreia, doenças respiratórias e malária
Imunização
da gestante
e criança
Partos
assistidos por
equipes
capacitadas
Incentivo
ao ALM Acompanha
mento do
CD infantil
As experiências dostrês primeiros anos
de vida têm força singular no
desenvolvimento do cérebro humano
10.
O pouco estímulonesta fase inicial da vida impede a formação de circuitos
neuronais, comprometendo a capacidade de aprender a falar, ler, cantar,
tocar instrumentos, dançar, dominar outros idiomas ...
... Bem como deficiências nutricionais e incapacidade de detectar e tratar
certas doenças atrapalham o desenvolvimento físico das crianças
11.
No Brasil revelamque a
situação da infância
ainda está muito aquém
do esperado em países
com os indicadores
econômicos brasileiros
12.
Ofertar as condiçõese as oportunidades de que essas crianças necessitam para
se desenvolverem plenamente e poderem transitar para longa e produtiva fase
adulta, é certamente um dos principais desafios
Mortalidade
• Taxa demortalidade na infância
• Taxa de mortalidade infantil
• Taxa de mortalidade pós-infantil
• Taxa de mortalidade neonatal
• Taxa de mortalidade pós-neonatal
15.
Mortalidade
• Taxa demortalidade na infância: probabilidade de morrer antes
de completar cinco anos (até 4a11m29d)
• Taxa de mortalidade infantil: probabilidade de morrer durante o
primeiro ano de vida (até 11m29d)
• Taxa de mortalidade pós-infantil: probabilidade de morrer entre
o primeiro ano e o quinto aniversário (1a a 4a11m29d)
16.
Mortalidade
• Taxa demortalidade neonatal: probabilidade de morrer
durante o primeiro mês de vida (0 a 28º dia)
• Taxa de mortalidade pós-neonatal: probabilidade de morrer
depois do primeiro mês de vida, porém antes de completar
um ano (28 dias a 11m29d)
18.
MORTALIDADE INFANTIL
Menores de1 ano maior atenção, especialmente
até os primeiros 28 dias
No Brasil houve uma redução expressiva nos últimos
anos, apesar da alta taxa de mortalidade materna
19.
Nesse sentido, oacompanhamento das taxas de mortalidade na infância
representa uma oportunidade para o desenvolvimento de estratégias
preventivas direcionadas à redução do risco de morte nessa faixa etária
por meio de políticas públicas relacionadas à saúde das crianças
A mortalidade em menores de cinco anos constitui
um indicador chave na avaliação da situação de
saúde da população
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para o
período 1990-2015
20.
Reflete de maneirageral, as condições de desenvolvimento
socioeconômico e infraestrutura ambiental, bem como o acesso e a
qualidade dos recursos disponíveis para atenção à saúde materna e da
população infantil
Taxa de Mortalidadena Infância
Porque da
redução?
Porque
aumento de
2015->2016?
epidemia da
Zika vírus
24.
entrada da rotavíruse melhora
das condições sanitárias e
nutricionais do país
Vacinação dTpa
25.
Condições de nascimentoe de morte das crianças: necessário
para orientar as ações dos serviços de saúde.
A boa qualidade da atenção nos serviços de saúde é fundamental
para o planejamento e adequação da assistência.
Situação das condições de nascimento e mortalidade infantil no Brasil:
fatores de risco e marcadores assistenciais
27.
Situação das condiçõesde nascimento e mortalidade
infantil no Brasil: fatores de risco e marcadores assistenciais
São essenciais o conhecimento e a análise, entre outros, do perfil dos
nascimentos e das mortes, assim como de indicadores assistenciais como as
frequências de:
• Cesarianas
• Prematuridade
• Mães adolescentes
• Baixo peso ao nascer
• Mães com baixa escolaridade
• Asfixia ao nascer
• Mortalidade
28.
E na prática,o que podemos fazer para mudar esse cenário?
29.
1) Quais osprincipais determinantes da mortalidade infantil?
2) Qual a relação do parto cesariana sem real indicação com o índice de
prematuridade?
3) Embora o Brasil tenha alcançado o Objetivos de Desenvolvimento do
Milênio em relação a mortalidade infantil porque este indicador ainda é um
problema de saúde pública?
4) O que pode favorecer a redução da mortalidade NEONATAL?
ATIVIDADE
30.
Programa de Atençãoà Saúde da Criança - PAISC
Política Nacional de Atenção à Saúde da Criança
Portaria de 2015 normatiza essa Política
32.
No Brasil, osdireitos das crianças já estão consolidados juridicamente por meio do Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA) desde 1990, com a publicação da Lei nº 8.069, de 13 de julho de
1990 (BRASIL, 1990).
Neste contexto, o Sistema Único de Saúde (SUS) recebeu do ECA a atribuição específica de
promover à criança e ao adolescente o direito à vida e à saúde, mediante a atenção integral.
Esses direitos incluem o acesso aos bens e serviços nos diferentes níveis de atenção, com ações
que envolvem promoção da saúde, prevenção, diagnóstico precoce e recuperação de
doenças e agravos de forma humanizada (BRASIL, 2010).
33.
Assim, é precisoampliar o olhar para além de questões
clínicas, focando nos diferentes contextos sociais, culturais
e econômicos em que vivem as famílias, direcionando a
visão ao ambiente, à educação, à relação da criança
com os pais e seus laços afetivos, à alimentação, e a
outros fatores que possam intervir na promoção de
um ambiente favorável ao desenvolvimento da
criança, na perspectiva da qualidade de vida e do bem-
estar familiar.
34.
A infância éum período em que a maior parte das potencialidades
humanas se desenvolvem, assim os problemas enfrentados nessa
idade podem repercutir em graves consequências no adulto.
Elas devem ser entendidas como sujeitos com direitos e
especificidades que merecem atenção prioritária no serviços de
saúde.
35.
Ações de imunização,ALM, acompanhamento do crescimento e
desenvolvimento infantil, controle de doenças prevalentes na
infância devem ser promovidos pelo SUS, a fim de reduzir a
morbimortalidade nessa faixa etária
No ano de 2004, com o objetivo de reduzir ainda mais essa taxa de
mortalidade, foram estabelecidos dois compromissos prioritários dentre
as ações programáticas direcionadas às crianças: a Agenda de
Compromissos para a Saúde Integral da Criança e a Redução da
Mortalidade Infantil, ambos idealizados a partir da constatação dos, ainda
altos, índices de mortalidade infantil e de internação por pneumonias e
diarreias.
36.
Política Nacional deAtenção à Saúde da Criança
Os Programas/Políticas o que são? Para que servem?
Materialização das ações do estado, ou seja como o estado vai fazer, quais
estratégias ele vai ter dentro da saúde pública para atingir o principal objetivo
(redução da mortalidade), como o país vai fazer para atingir essa estratégia
(Imunizações, doenças diarreicas – vac. rotavírus, PNM e doenças respiratórias
com a vac. PNM, Meningo)
37.
PORTARIA Nº 1.130,de 5 de Agosto de 2015
Institui a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC)
no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)
38.
OBJETIVO
Promover e protegera saúde da criança e o aleitamento
materno
Atenção e cuidados integrais e integrados da gestação até os 9 anos de vida
completos, com especial atenção à primeira infância e às populações de maior
vulnerabilidade
Visando à redução da morbimortalidade e um ambiente facilitador à
vida com condições dignas de existência e pleno desenvolvimento
Portaria
nº
1.130/2015
De 10 adiante -> adolescente
39.
Criança: Pessoa nafaixa etária de 0 a 9 anos
Primeira infância: Pessoa na faixa etária de 0 a 5 anos
completos
Atendimento em
serviços de pediatria
no SUS
A PNAISC contempla crianças e adolescentes até a idade de 15
anos, sendo este limite etário passível de alteração de acordo
com as normas e rotinas do estabelecimento de saúde
responsável pelo atendimento
40.
Princípios
I - Direitoà vida e à saúde;
II - Prioridade absoluta da criança;
III - Acesso universal à saúde;
IV - Integralidade do cuidado;
V - Equidade em saúde;
VII - Humanização da atenção;
VIII - Gestão participativa e controle social.
VI – Ambiente facilitador à vida;
Todos baseados no ECA e em
consonância com os princípios do SUS