Rosa Lobato Faria Escola EB2,3/S Vieira de Araújo2009/2010
Nome: Rosa Maria de Bettencourt Rodrigues Lobato de FariaNasceu : 20  de Abril de 1932Morreu: 2 de Fevereiro de 2010 com 78 anos
Foi casada com oeditor Joaquim Figueiredo Magalhãescom quem estevecasada 33 anos.
Deixou 4 filhos ee12 netos.
“Foi a mulher dos 7 ofícios”.poetisa .romancista.argumentista .cronista e actriz de teatro, cinema e televisão. Autora de canções e fados.locutora.guionista…
“E, um dia, quando eu tinha 63 anos, Deus quis que eu nascesse de novo. Contaram-me uma história e fiquei a pensar nela. Aquela história não me largava a cabeça. E eu dizia para mim. Isto é um conto, tenho que escrever este conto, senão não me vejo livre desta maçada. E escrevi. Quando reparei tinha 240 páginas A4 e pensei: Isto se calhar é um bocadinho mais que um conto. Efectivamente, era um romance”.
Foi uma escritora tardia pois estriou-se a escrever na década de 80 já com 63 anos.Publicou o seu 1º livro em 1995.
O 1º livro que escreveu foi “O Pranto de Lúcifer”.O último foi “As esquinas do tempo” em 2008.
Em 2000 ganhou o prémio máximo de literatura.
Romances que escreveuOs Pássaros de Seda (1996);Os Três Casamentos de Camila (1997);Romance de Cordélia (1998);O Prenúncio das Águas (1999);A Trança de Inês (2001);O Sétimo Véu (2003);Os Linhos da Avó (2004; A Flor do Sal (2005).
Séries onde participouHumor de Predição;Ana\Rosa Lobato Faria\Humor de Perdição - Chegada de José Estebes.flvA minha sogra é uma bruxa;Ana\Rosa Lobato Faria\[A Minha Sogra é uma Bruxa] Até Sempre, Rosa Lobato Faria.flvPalavras Cruzadas;Ana\Rosa Lobato Faria\Palavras Cruzadas - episódio 2 - Chegada do João e o Tráfico de joias.flvAqui não há quem viva;A mala de cartão;
Filmes onde participou TráficoA mulher que acreditava ser Presidente dos Estados Unidos da AméricaJogo de mãoPaisagem sem barcosO vestido cor de fogo
Letras de Musicas que escreveuAmor d’água fresca (1992);Chamar a música (1994);Baunilha e chocolate (1995);Antes do Adeus (1997).
Amor d’água frescaQuando eu vi olhos de ameixa e a boca de amora silvestreTanto mel, tanto sol, nessa tua madeixa, perfil sumarento e agresteFoi a certeza que eras tu, o meu doce de uvaE nós sobre a mesa, o amor de morango e cajúPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem cá tenho sede, quero o teu amor d'água frescaPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem cá tenho sede, quero o teu amor d'água fresca, ohoh...Tens na pele travo a laranja e no beijo três gomos de risoTanto mel, tanto sol, fruta, sumo, água fresca, provei e perdi o juízoFoi na manhã acesa em ti, abacate, abrunhoE a pêra francesa, romã, framboesa, kiwiPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem cá tenho sede, quero o teu amor d'água frescaPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem... vem... vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água frescaAh... foi na manhã acesa em ti, abacate, abrunhoE a pêra francesa, romã, framboesa, kiwiPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água frescaPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água frescaPeguei, trinquei e meti-te na cesta
Chamar a músicaEsta noite vou ficar assimPrisioneira desse olharDe mel pousado em mimVou chamar a músicaPôr à prova a minha vozNuma trova só p'ra nósEsta noite vou beber licorComo um filtro redentorDe amor,  amor,  amorVou chamar a músicaVou pegar na tua mãoVou compor uma cançãoChamar a músicaA músicaTê-la aqui tão pertoComo o vento no desertoAcordado em mimChamar a músicaA músicaMusa dos meus temasNesta noite de açucenasAbraçar-te apenasÉ chamar a músicaEsta noite não quero a TVNem a folha do jornalBanal que ninguém lêVou chamar a músicaMurmurar um madrigalInventar um ritualEsta noite vou servir um cháFeito de ervas e jasmimE aromas que não háVou chamar a músicaEncontrar à flor de mimUm poema de cetimChamar a músicaA músicaTê-la aqui tão perto
PoemasQuem me quiser;As pequenas palavras;Vimos chegar a andorinha;Quimera;Primeiro a tua mão;O teu amor absoluto;Quero dar-te;E de novo a armadilha dos braços;Imaginação;Tempo;Sorriso;
Quem me quiserQuem me quiser há-de saber as conchasa cantiga dos búzios e do mar.Quem me quiser há-de saber as ondase a verde tentação de naufragar. Quem me quiser há-de saber as fontes,a laranjeira em flor, a cor do feno,a saudade lilás que há nos poentes,o cheiro de maçãs que há no inverno. Quem me quiser há-de saber a chuvaque põe colares de pérolas nos ombroshá-de saber os beijos e as uvashá-de saber as asas e os pombos. Quem me quiser há-de saber os medosque passam nos abismos infinitosa nudez clamorosa dos meus dedoso salmo penitente dos meus gritos. Quem me quiser há-de saber a espumaem que sou turbilhão, subitamenteOu então não saber coisa nenhumae embalar-me ao peito, simplesmente.
As pequenas palavrasDe todas as palavras escolhi água,porque lágrima, chuva, porque marporque saliva, bátega, nascenteporque rio, porque sede, porque fonte.De todas as palavras escolhi dar.De todas as palavras escolhi florporque terra, papoila, cor, sementeporque rosa, recado, porque peleporque pétala, pólen, porque vento.De todas as palavras escolhi mel.De todas as palavras escolhi vozporque cantiga, riso, porque amorporque partilha, boca, porque nósporque segredo, água, mel e flor.E porque poesia e porque adeusde todas as palavras escolhi dor. 
Vimos chegar a andorinhaVimos chegar as andorinhas    conjugarem-se as estrelas     impacientarem-se os ventosAgora    esperemos o verão    do teu nascimento tranquilos, preguiçosos Tão inseparáveis as nossas fomesTão emaranhadas as nossas veiasTão indestrutíveis os nossos sonhosEspera-te um nome    breve como um beijo    e o reino ilimitado    dos meus braçosVirás    como a luz maior    no solstício de Junho.
QuimeraEu quis um violino no telhado     e uma arara exótica no banho.Eu quis uma toalha de brocado     e um pavão real do meu tamanho.Eu quis todos os cheiros do pecado            e toda a santidade que não tenho. Eu quis uma pintura aos pés da cama     infinita de azul e perspectiva.Eu quis ouvir ouvir a história de Mira Burana     na hora da orgia prometida.Eu quis uma opulência de sultana     e a miséria amarga da mendiga.Eu quis um vinho feito de medronho     de veneno, de beijos, de suspiros.Eu quis a morte de viver dum sonho     eu quis a sorte de morrer dum tiro.Eu quis chorar por ti durante o sono      eu quis ao acordar fugir contigo.     Mas tudo o que é excessivo é muito pouco.     Por isso fiquei só, com o meu corpo.
Primeiro a tua mãoPrimeiro a tua mão sobre o meu seio.Depois o pé – o meu – sobre o teu pé.Logo o roçar urgente do joelhoe o ventre mais à frente na maré.É a onda do ombro que se instalaÉ a linha do dorso que se inscreve.A mão agora impõe, já não embalamas o beijo é carícia, de tão leve.O corpo roda: quer mais pele, mais quente.A boca exige: quer mais sal, mais morno.Já não há gesto que se não invente,ímpeto que não ache um abandono.Então já a maré subiu de vez.É todo o mar que inunda a nossa cama.Afogados de amor e de nudezSomos a maré alta de quem ama.Por fim o sono calmo, que não ésenão ternura, intimidade, enleio:o meu pé descansando no teu pé,a tua mão dormindo no meu seio.
O teu amor absolutoO teu amor absoluto    é como a hera que envolve as paredes da casa.Quero ser a casa    e que arranhes a cal da minha pele    e te aninhes nos meus ouvidos fendas    e perturbes a porta minha boca.E por fim    procures o perigo das janelas    e enfrentes os meus olhos    infinitos de mágoa    noite e assombração.
Quero dar-te Quero dar-te a coisa mais pequenina que houverbago de arrozgrão de areiasemente de linhosuspiro de pássaropedra de salsom de regatoa coisa mais pequena do mundoa sombra do meu nomeo peso do meu coração na tua pele. 
E de novo a armadilha dos braçosE de novo a armadilha dos abraços.E de novo o enredo das delícias.O rouco da garganta, os pés descalçosa pele alucinada de carícias.As preces, os segredos, as risadasno altar esplendoroso das ofertas.De novo beijo a beijo as madrugadasde novo seio a seio as descobertas.Alcandorada no teu corpo imensoteço um colar de gritos e silênciosa ecoar no som dos precipícios.E tudo o que me dás eu te devolvo.E fazemos de novo, sempre novoo amor total dos deuses e dos bichos.
ImaginaçãoA imaginação é magia e é arteque nos faz inventar, sonhar e viajar.Com imaginação podemos ir a Marteou ao centro da Terra, ou ao fundo do mar.Com imaginação nunca estamos sozinhos.A imaginação é um voo, um lugaronde temos amigos, onde há outros caminhosnos quais, sem te mexeres, podes ir passear.Inventa uma cantiga, um poema, um desenhoum arco-íris, um rio por entre mal me queres;esse lugar é teu, sem limite ou tamanho.A esse teu lugar, só vai quem tu quiseres.
TempoO tempo tem aspectos misteriosos:Um ano passa a toda a velocidade,E um minuto, se estamos ansiososParece, às vezes, uma eternidade.Um dia ou é veloz ou pachorrento-depende do que está a acontecer-me O tempo de estudar, pode ser lento.O tempo de brincar, passa a correr.E aquela terrível arreliaQue até te fez chorar, por ser tão má,deixa passar o tempo. Por magia,Quando olhamos para trás, já lá não está.
SorrisoO sorriso é uma chaveQue abre portas e janelas.Entre muitas coisas mágicasO sorriso é uma delas.O sorriso é simpatiaTambém pode ser amor.O sorriso tem magiaTem ternura e calor.O sorriso dá carinhoO sorriso faz amigos.Constrói tu, no teu caminhoUma ponte de sorrisos.
Trabalho realizado por:Ana Filipa BrancoNº3Marta PereiraNº1810ºA

Rosa lobat - ana branco e marta

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    Rosa Lobato FariaEscola EB2,3/S Vieira de Araújo2009/2010
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    Nome: Rosa Mariade Bettencourt Rodrigues Lobato de FariaNasceu : 20 de Abril de 1932Morreu: 2 de Fevereiro de 2010 com 78 anos
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    Foi casada comoeditor Joaquim Figueiredo Magalhãescom quem estevecasada 33 anos.
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    Deixou 4 filhosee12 netos.
  • 5.
    “Foi a mulherdos 7 ofícios”.poetisa .romancista.argumentista .cronista e actriz de teatro, cinema e televisão. Autora de canções e fados.locutora.guionista…
  • 6.
    “E, um dia,quando eu tinha 63 anos, Deus quis que eu nascesse de novo. Contaram-me uma história e fiquei a pensar nela. Aquela história não me largava a cabeça. E eu dizia para mim. Isto é um conto, tenho que escrever este conto, senão não me vejo livre desta maçada. E escrevi. Quando reparei tinha 240 páginas A4 e pensei: Isto se calhar é um bocadinho mais que um conto. Efectivamente, era um romance”.
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    Foi uma escritoratardia pois estriou-se a escrever na década de 80 já com 63 anos.Publicou o seu 1º livro em 1995.
  • 8.
    O 1º livroque escreveu foi “O Pranto de Lúcifer”.O último foi “As esquinas do tempo” em 2008.
  • 9.
    Em 2000 ganhouo prémio máximo de literatura.
  • 10.
    Romances que escreveuOsPássaros de Seda (1996);Os Três Casamentos de Camila (1997);Romance de Cordélia (1998);O Prenúncio das Águas (1999);A Trança de Inês (2001);O Sétimo Véu (2003);Os Linhos da Avó (2004; A Flor do Sal (2005).
  • 11.
    Séries onde participouHumorde Predição;Ana\Rosa Lobato Faria\Humor de Perdição - Chegada de José Estebes.flvA minha sogra é uma bruxa;Ana\Rosa Lobato Faria\[A Minha Sogra é uma Bruxa] Até Sempre, Rosa Lobato Faria.flvPalavras Cruzadas;Ana\Rosa Lobato Faria\Palavras Cruzadas - episódio 2 - Chegada do João e o Tráfico de joias.flvAqui não há quem viva;A mala de cartão;
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    Filmes onde participouTráficoA mulher que acreditava ser Presidente dos Estados Unidos da AméricaJogo de mãoPaisagem sem barcosO vestido cor de fogo
  • 13.
    Letras de Musicasque escreveuAmor d’água fresca (1992);Chamar a música (1994);Baunilha e chocolate (1995);Antes do Adeus (1997).
  • 14.
    Amor d’água frescaQuandoeu vi olhos de ameixa e a boca de amora silvestreTanto mel, tanto sol, nessa tua madeixa, perfil sumarento e agresteFoi a certeza que eras tu, o meu doce de uvaE nós sobre a mesa, o amor de morango e cajúPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem cá tenho sede, quero o teu amor d'água frescaPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem cá tenho sede, quero o teu amor d'água fresca, ohoh...Tens na pele travo a laranja e no beijo três gomos de risoTanto mel, tanto sol, fruta, sumo, água fresca, provei e perdi o juízoFoi na manhã acesa em ti, abacate, abrunhoE a pêra francesa, romã, framboesa, kiwiPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem cá tenho sede, quero o teu amor d'água frescaPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem... vem... vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água frescaAh... foi na manhã acesa em ti, abacate, abrunhoE a pêra francesa, romã, framboesa, kiwiPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água frescaPeguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeçaVem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água frescaPeguei, trinquei e meti-te na cesta
  • 15.
    Chamar a músicaEstanoite vou ficar assimPrisioneira desse olharDe mel pousado em mimVou chamar a músicaPôr à prova a minha vozNuma trova só p'ra nósEsta noite vou beber licorComo um filtro redentorDe amor, amor, amorVou chamar a músicaVou pegar na tua mãoVou compor uma cançãoChamar a músicaA músicaTê-la aqui tão pertoComo o vento no desertoAcordado em mimChamar a músicaA músicaMusa dos meus temasNesta noite de açucenasAbraçar-te apenasÉ chamar a músicaEsta noite não quero a TVNem a folha do jornalBanal que ninguém lêVou chamar a músicaMurmurar um madrigalInventar um ritualEsta noite vou servir um cháFeito de ervas e jasmimE aromas que não háVou chamar a músicaEncontrar à flor de mimUm poema de cetimChamar a músicaA músicaTê-la aqui tão perto
  • 16.
    PoemasQuem me quiser;Aspequenas palavras;Vimos chegar a andorinha;Quimera;Primeiro a tua mão;O teu amor absoluto;Quero dar-te;E de novo a armadilha dos braços;Imaginação;Tempo;Sorriso;
  • 17.
    Quem me quiserQuemme quiser há-de saber as conchasa cantiga dos búzios e do mar.Quem me quiser há-de saber as ondase a verde tentação de naufragar. Quem me quiser há-de saber as fontes,a laranjeira em flor, a cor do feno,a saudade lilás que há nos poentes,o cheiro de maçãs que há no inverno. Quem me quiser há-de saber a chuvaque põe colares de pérolas nos ombroshá-de saber os beijos e as uvashá-de saber as asas e os pombos. Quem me quiser há-de saber os medosque passam nos abismos infinitosa nudez clamorosa dos meus dedoso salmo penitente dos meus gritos. Quem me quiser há-de saber a espumaem que sou turbilhão, subitamenteOu então não saber coisa nenhumae embalar-me ao peito, simplesmente.
  • 18.
    As pequenas palavrasDetodas as palavras escolhi água,porque lágrima, chuva, porque marporque saliva, bátega, nascenteporque rio, porque sede, porque fonte.De todas as palavras escolhi dar.De todas as palavras escolhi florporque terra, papoila, cor, sementeporque rosa, recado, porque peleporque pétala, pólen, porque vento.De todas as palavras escolhi mel.De todas as palavras escolhi vozporque cantiga, riso, porque amorporque partilha, boca, porque nósporque segredo, água, mel e flor.E porque poesia e porque adeusde todas as palavras escolhi dor. 
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    Vimos chegar aandorinhaVimos chegar as andorinhas conjugarem-se as estrelas impacientarem-se os ventosAgora esperemos o verão do teu nascimento tranquilos, preguiçosos Tão inseparáveis as nossas fomesTão emaranhadas as nossas veiasTão indestrutíveis os nossos sonhosEspera-te um nome breve como um beijo e o reino ilimitado dos meus braçosVirás como a luz maior no solstício de Junho.
  • 20.
    QuimeraEu quis umviolino no telhado e uma arara exótica no banho.Eu quis uma toalha de brocado e um pavão real do meu tamanho.Eu quis todos os cheiros do pecado e toda a santidade que não tenho. Eu quis uma pintura aos pés da cama infinita de azul e perspectiva.Eu quis ouvir ouvir a história de Mira Burana na hora da orgia prometida.Eu quis uma opulência de sultana e a miséria amarga da mendiga.Eu quis um vinho feito de medronho de veneno, de beijos, de suspiros.Eu quis a morte de viver dum sonho eu quis a sorte de morrer dum tiro.Eu quis chorar por ti durante o sono eu quis ao acordar fugir contigo. Mas tudo o que é excessivo é muito pouco. Por isso fiquei só, com o meu corpo.
  • 21.
    Primeiro a tuamãoPrimeiro a tua mão sobre o meu seio.Depois o pé – o meu – sobre o teu pé.Logo o roçar urgente do joelhoe o ventre mais à frente na maré.É a onda do ombro que se instalaÉ a linha do dorso que se inscreve.A mão agora impõe, já não embalamas o beijo é carícia, de tão leve.O corpo roda: quer mais pele, mais quente.A boca exige: quer mais sal, mais morno.Já não há gesto que se não invente,ímpeto que não ache um abandono.Então já a maré subiu de vez.É todo o mar que inunda a nossa cama.Afogados de amor e de nudezSomos a maré alta de quem ama.Por fim o sono calmo, que não ésenão ternura, intimidade, enleio:o meu pé descansando no teu pé,a tua mão dormindo no meu seio.
  • 22.
    O teu amorabsolutoO teu amor absoluto é como a hera que envolve as paredes da casa.Quero ser a casa e que arranhes a cal da minha pele e te aninhes nos meus ouvidos fendas e perturbes a porta minha boca.E por fim procures o perigo das janelas e enfrentes os meus olhos infinitos de mágoa noite e assombração.
  • 23.
    Quero dar-te Quero dar-tea coisa mais pequenina que houverbago de arrozgrão de areiasemente de linhosuspiro de pássaropedra de salsom de regatoa coisa mais pequena do mundoa sombra do meu nomeo peso do meu coração na tua pele. 
  • 24.
    E de novoa armadilha dos braçosE de novo a armadilha dos abraços.E de novo o enredo das delícias.O rouco da garganta, os pés descalçosa pele alucinada de carícias.As preces, os segredos, as risadasno altar esplendoroso das ofertas.De novo beijo a beijo as madrugadasde novo seio a seio as descobertas.Alcandorada no teu corpo imensoteço um colar de gritos e silênciosa ecoar no som dos precipícios.E tudo o que me dás eu te devolvo.E fazemos de novo, sempre novoo amor total dos deuses e dos bichos.
  • 25.
    ImaginaçãoA imaginação émagia e é arteque nos faz inventar, sonhar e viajar.Com imaginação podemos ir a Marteou ao centro da Terra, ou ao fundo do mar.Com imaginação nunca estamos sozinhos.A imaginação é um voo, um lugaronde temos amigos, onde há outros caminhosnos quais, sem te mexeres, podes ir passear.Inventa uma cantiga, um poema, um desenhoum arco-íris, um rio por entre mal me queres;esse lugar é teu, sem limite ou tamanho.A esse teu lugar, só vai quem tu quiseres.
  • 26.
    TempoO tempo temaspectos misteriosos:Um ano passa a toda a velocidade,E um minuto, se estamos ansiososParece, às vezes, uma eternidade.Um dia ou é veloz ou pachorrento-depende do que está a acontecer-me O tempo de estudar, pode ser lento.O tempo de brincar, passa a correr.E aquela terrível arreliaQue até te fez chorar, por ser tão má,deixa passar o tempo. Por magia,Quando olhamos para trás, já lá não está.
  • 27.
    SorrisoO sorriso éuma chaveQue abre portas e janelas.Entre muitas coisas mágicasO sorriso é uma delas.O sorriso é simpatiaTambém pode ser amor.O sorriso tem magiaTem ternura e calor.O sorriso dá carinhoO sorriso faz amigos.Constrói tu, no teu caminhoUma ponte de sorrisos.
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    Trabalho realizado por:AnaFilipa BrancoNº3Marta PereiraNº1810ºA