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Fotonovela
Mobilidade
urbana educacional
Meio Ambiente
Poetizando Notícias
Projeto Dia do Bem
Virando Universitário
3º M02 - 2015
Doação de órgãos
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Editores da revista
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EditorialRevista Opinativa é produzida pelos alunos da 3° série do ensino médio da
Escola Dylio Penedo e teve sua primeira publicação no ano de 2011.
A sua quinta edição aborda alguns temas sociais, dentre eles, a doação de órgãos, um tema
cercado por variadas opiniões e muitos questionamentos.
Graças às campanhas e aos avanços da medicina, a aceitação das famílias quanto à doação
de órgãos de parentes cresceu, aumentando a quantidade de doadores no Brasil, o que
possibilitou uma redução do tempo na fila de espera e mais pessoas sendo salvas.
Embora tenha havido um crescimento significativo, a fila de espera ainda é grande,
contando com mais de 60 mil pessoas no país, o que demonstra que a demanda ainda é bem
maior que a oferta, tanto pela quantidade de doadores, quanto pela dificuldade de
encontrar pessoas compatíveis.
A doação de órgãos é uma importante ação solidária, que além de salvar vidas, desperta o
sentimento de compaixão do ser humano. Neste contexto, acreditamos que toda ação
voltada à finalidade de captação e doação de órgãos é bem-vinda, não devendo, portanto,
ser dispensado nenhum esforço ou ação, que, gradativamente, possa mudar a opinião acerca
do tema e, por conseguinte, o cenário relativo à doação e transplante de órgãos.
Atenta a esses fatos, a Opinativa realizou pesquisas com os moradores da comunidade
acerca do assunto. Além disso, por meio do projeto Dia do Bem, os alunos da 3° série do
ensino médio realizaram uma campanha de doação de sangue; além de pessoas da
comunidade, alunos e professores se mobilizaram para doar.
No decorrer da revista você acompanha esses e outros assuntos, inclusive a comovente
história do morador de Jacupemba, que foi o primeiro paciente a passar por um transplante
de coracão no Espírito Santo.
Boa leitura!
A
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Índice
Programa Jovem de Futuro 05
Charge sobre racismo 06
Bulas literárias 06
Projeto Dia do bem 10
Fotonovela 13
Doação de órgãos 20
Entrevista 21
Pesquisa sobre doação de órgãos 26
Meio ambiente 27
Mobilidade urbana educacional 28
Entrevistas 28
Panegíricos 40
Poetizando notícias 43
Seca no Rio Doce 49
Projeto Raízes 50
Simulado Virando Universitário 51
Maratona do conhecimento 53
Homenagem à professora Marilene 54
Agradecimentos 50
Professores e equipe gestora 57
Alunos 59
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Programa Jovem de Futuro é aposta para
melhorar a qualidade do ensino na rede
pública estadual.
riado e desenvolvido pelo Instituto Unibanco, o Programa Jovem de Futuro é uma iniciativa
voltada à gestão escolar e destinada aos alunos do ensino médio público brasileiro. O
programa, que começou experimentalmente em 2008 nas escolas de Minas Gerais e já foi
responsável por resultados relevantes naquele estado e também nos estados de São Paulo, Rio de
Janeiro e Rio Grande do Sul, chega agora ao Espírito Santo. No Estado, o ponto de partida deste
programa é o resultado do IDEBES (índice de desenvolvimento da educação básica do Espírito
Santo), que envolve o resultado das últimas avaliações do PAEBES (Programa de Avaliação da
Educação Básica do Espírito Santo) e o fluxo escolar, ou seja, as taxas de aprovação, abandono e
reprovação escolar.
Tendo como objetivo melhorar a qualidade do aprendizado dos estudantes por meio de estratégias e
instrumentos que tornarão o trabalho mais eficiente, produtivo e criativo, a partir de uma parceria
entre o Governo do Estado do Espírito Santo e o Instituto Unibanco, a 1ª etapa do programa foi
lançada oficialmente no estado em julho de 2015, contemplando 151 escolas, visando ao aumento
da proficiência dos alunos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, além da redução da
taxa de reprovação no ensino médio.
Para uma melhor aplicação do programa, foi realizado um sorteio entre as escolas das 11
Superintendências Regionais de Educação do Estado, e uma das contemplados foi a EEEFM Dylio
Penedo, que, “...apesar do crescimento dos índices de desenvolvimento de 2011 a 2014, ainda
apresenta componentes críticos no IDEBES: baixas notas em Matemática e altas taxas de
reprovação na 1ª série do ensino médio”, afirma Ronise Stela M. Grassi, supervisora da SRE
Linhares responsável pelo monitoramento das ações do programa na Escola Dylio Penedo.
Até o momento, além dos encontros quinzenais da supervisora da SRE com a equipe gestora da
unidade escolar, quando é feito o acompanhamento das ações relativas ao programa, foram
realizados dois outros momentos significativos: o primeiro, para apresentar o projeto para alguns
alunos e professores da escola, e o segundo, realizado no dia 04/09/15, que contou com a
participação de pais, alunos, professores e equipe gestora da escola. Neste segundo momento, sob
coordenação da pedagoga Marilza Mai, foi apresentado um esboço do projeto, sendo ressaltado que
um dos primeiros passos de cada escola inserida no programa é a elaboração de seu Plano de
Ação. Segundo a pedagoga, “ao longo do programa Jovem de Futuro (2015/2018), cada escola tem
metas a serem alcançadas, sendo a meta inicial definida com base na circa histórica do PAEBES:
nota padronizada vezes a taxa de aprovação. No caso da EEEFM Dylio Penedo, a circa de 2011 a
2014 foi de 4,42 e, a partir dela, foram pactuadas as seguintes metas: 2015=4,60; 2016= 4,80;
2017=5,02 e 2018=5,20”. Marilza afirmou ainda que “...entre as 151 escolas participantes do
programa, o IDEBES da EEEFM Dylio Penedo previsto para 2015 ocupa a 9ª posição”. A partir da
exposição feita, para composição do Plano de Ação, foram dadas sugestões de alunos, pais e
professores, dentre as quais, destacam-se a volta de atividades como a Semana Literária, Feira de
Cordel, Maratona do Conhecimento e a continuação do Dia do Bem e da produção da Revista
Acadêmica. A referência a tais projetos demonstra, na opinião dos presentes, que o grupo de
gestores e professores da escola já está empenhado em desenvolver estratégias para melhorar a
qualidade do ensino, não havendo, portanto, maiores dificuldades para implementação do programa
O programa Jovem de futuro, que tem o propósito de acompanhar o ensino médio no período de
2015 a 2018 prevê, para isso, as seguintes etapas: planejamento, execução e monitoramento, para
que assim seja possível alinhar as ações da escola no que for necessário. Além disso, o Instituto
Unibanco dispõe de uma plataforma virtual para possibilitar a formação de professores e pedagogos
a distância, contando ainda com cursos presenciais para os dirigentes escolares e pedagogos de
cada escola, responsáveis pelo programa em suas respectivas unidades escolares. Com a
implantação do programa, acredita-se que as escolas poderão atingir as metas propostas,
apresentando melhoria na qualidade do aprendizado, promovendo uma educação básica mais
produtiva, alcançando níveis de proficiência nos resultados do PAEBES e elevação do IDEBES,
mostrando, dessa forma, que uma educação de qualidade resulta de um plano de ação e esforço
coletivo, além da utilização de projetos que motivem e mobilizem a aprendizagem.
C
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E M P
Racismo, cultura ou intolerância
Dica de Leitura
O mulato
COMPOSIÇÃO
 Prosa naturalista narrada em 3ª pessoa
 6 personagens principais
 19 capítulos
 224 páginas
INDICAÇÃO
Livro indicado para leitores jovens e adultos, principalmente os que se encontram em período
escolar, tanto no ensino médio, como na educação superior, especialmente para estudantes da
área de Letras.
“Enquanto a cor da pele for mais
importante que o brilho dos
olhos, haverá Guerra.”
Bob Marley
(Aluísio Azevedo)
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INFORMAÇÕES AO LEITOR
Publicado em 1881, O mulato marcou o início do Naturalismo brasileiro, embora ainda apresente
alguns traços românticos. O livro retrata a história do mulato Raimundo, filho bastardo do
comerciante José da Silva com a escrava Domingas. Depois de se formar em Direito, na Europa,
Raimundo retorna ao Maranhão e se hospeda na cada do tio Manuel Pescada, onde se apaixona
pela prima Ana Rosa.
Com uma linguagem detalhista, uma dose de suspense e denúncia a alguns problemas sociais da
sociedade maranhense da época, como a escravidão, a corrupção do clero e principalmente o
preconceito racial, o autor traça um rico painel da região no final do século XIX, prendendo a
atenção do leitor.
CONTRAINDICAÇÕES
Esta obra é contraindicada para crianças e pessoas com baixo nível de escolaridade e pouca
experiência leitora, pois contém uma linguagem bem diferente da atual, o que pode dificultar o
entendimento da narrativa. Além disso, leitores que apresentam certa resistência para obras
relativamente longas e detalhistas tendem a não se interessarem pela leitura da obra.
PRECAUÇÕES
Para que se faça bom proveito da leitura, recomendam-se os seguintes procedimentos:
 Escolha um ambiente agradável (sem barulho e com boa iluminação);
 Concentre-se o máximo possível na leitura;
 Mantenha-se longe de computador, televisão e celular durante a leitura;
 Não interrompa a leitura por períodos extensos;
 Para alguns leitores, é interessante ter um dicionário por perto;
REAÇÕES ADVERSAS
Embora não ocorram com todos os leitores, algumas reações desagradáveis podem ser
observadas, tais como:
 Falta de concentração e dificuldade de acompanhar a narrativa;
 Distração;
 Estresse, em função das características da obra já apontadas;
 Frustração em relação ao desfecho de determinados fatos.
POSOLOGIA
A leitura deve ser feita de acordo com a capacidade e disponibilidade do leitor, mas recomenda-se
que sejam lidas pelo menos 20 páginas diárias. Dessa forma, o livro pode ser lido em
aproximadamente 11 dias.
Leitores menos experientes provavelmente necessitarão de um pouco mais de tempo para
conclusão da leitura.
O importante é que seja reservado um tempo diário para esta atividade, o que contribuirá para
melhor compreensão da obra.
Importante: Em caso de ocorrência de alguma (s) dessas reações, faça uma pausa, exercite a
paciência e, de preferência, retome a leitura. Outra dica importante, quando se é estudante, é
consultar seu professor, que poderá lhe motivar a não desistir da leitura.
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Casa de Pensão
(Aluísio Azevedo)
COMPOSIÇÃO
 Rica história naturalista em
prosa
 Foco narrativo na 3ª
pessoa
 Linguagem carregada de
pormenores descritivo-
narrativos
 263 páginas
 22 capítulos
 Uma personagem
principal: Amâncio
INDICAÇÃO
Por ser um clássico da literatura naturalista brasileira, o livro é indicado para professores, alunos e
demais leitores interessados no assunto. Recomendado para quem gosta de investigação policial,
pois um crime acontece na narrativa, instigando o leitor a continuar a leitura.
INFORMAÇÕES AO LEITOR
A obra exemplifica o estilo naturalista, que tem como foco o cotidiano das personagens, a ênfase
no lado instintivo do homem e sua exploração devido à ambição pela riqueza.
O aspecto naturalista da narrativa pode ser observado desde o seu início, com a apresentação do
protagonista Amâncio, marcado pelas relações da escola e na família, que o encheram de revolta.
CONTRAINDICAÇÕES
O livro é contraindicado para alunos do ensino fundamental, pois apresenta uma linguagem de
difícil entendimento e a pessoas que se entediam facilmente com textos altamente descritivos e
ainda para leitores pouco acostumados à leitura de clássicos da literatura brasileira.
PRECAUÇÕES
Para desenvolver uma leitura de forma mais proveitosa, é preciso:
 Escolher ambiente harmônico;
 Colocar-se no lugar das personagens, buscando um contato mais direto e intenso com a obra;
 Ter foco durante a leitura;
 Em caso de dificuldade para compreensão de alguns termos, recomenda-se o uso de
dicionário;
 Manter a regularidade de leitura para que não haja perda de fatos importantes da narrativa.
REAÇÕES ADVERSAS
A prática da leitura por horas seguidas pode provocar sonolência.
Caso o leitor sinta dor de cabeça ou irritação nos olhos, deverá diminuir o tempo das sessões de
leitura.
Se persistirem os sintomas, um médico oftalmologista deverá ser consultado.
Há relatos de leitores que apresentaram sintomas de desinteresse pela leitura. Neste caso,
sugere-se uma pausa por um período, não muito longo, e a retomada da atividade. NÃO DESISTA
DA LEITURA!
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POSOLOGIA
Inicie a leitura com um número menor de páginas por dia e, gradativamente, tente aumentar esse
número. Não há quantidade específica de capítulos ou páginas a serem lidos diariamente; a
atividade pode ser feita de acordo com o tempo disponível e o perfil de cada leitor.
Deus criou vidas, e não raças!
(Autor desconhecido)
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DIA DO BEM
"Fazer o bem sem olhar a quem." Esta é uma frase que todos nós
já ouvimos, mas é num pacato distrito do interior do Espirito Santo
que esta frase toma forma, por meio de um projeto denominado
"DIA DO BEM", criado pela pedagoga Marilza Mai, e que
acontece anualmente desde 2013 na Escola "Dylio Penedo”. O
projeto foi idealizado devido à necessidade de implantar um
projeto que pudesse integrar diferentes pessoas, motivando os
alunos a estabelecerem metas e a trabalharem para alcançá-las,
fortalecendo o sentimento de empatia e a criação de laços
afetivos na comunidade escolar, além da possibilidade de se
realizar ações de ajuda a instituições ou grupos de pessoas em
situações de carência material e afetiva, tendo como base os
quatro pilares básicos da educação propostos pela UNESCO
(aprender a conhecer aprender a fazer, aprender a viver juntos e
aprender a ser).
O projeto é desenvolvido trimestralmente, englobando a cada
etapa duas séries. Em cada trimestre uma área do conhecimento
é responsável pela mobilização e articulação dos trabalhos das
turmas, que em conjunto com os professores, definem qual será a
sua ação e estipulam a meta a ser alcançada.
Considerando os resultados do projeto, os alunos da Escola Dylio
Penedo já arrecadaram e distribuíram cerca de 1 tonelada de
alimentos, além de livros infantis, brinquedos e material de
higiene a instituições como orfanatos, asilos e pré-escola, além
de famílias carentes da localidade.
Tendo em vista a inclusão do projeto no calendário aacadêmico
da escola, ouvimos a opinião da pedagoga Sandra Laporti.
„„Acredito que o principal objetivo do projeto é estimular a
solidariedade por meio das variadas ações praticadas; desse
modo, nossos alunos, que também são cidadãos, começam a ter
senso de responsabilidade social, demonstrando que possuem
sensibilidade e iniciativa solidária, que todos são responsáveis
por todos, evidenciando a satisfação, o desejo de contribuir e ser
útil num mundo em que a sociedade atual, em sua maioria, está
servindo ao individualismo. Assim, posso definir na frase de
Madre Tereza de Calcutá: “Por vezes sentimos que aquilo que
fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria
menor se lhe faltasse uma gota”. - Concluiu a pedagoga.
Definição dos pilares
propostos pela UNESCO
Aprender a conhecer: Esta
aprendizagem deve ser
encarada como um meio e
uma finalidade de vida
humana. Simultaneamente
visa não tanto à aquisição de
um repertório de saberes
codificados mas o domínio dos
próprios instrumentos do
conhecimento.
Aprender a fazer: refere-se
essencialmente à formação
técnico-profissional do
educando. Consiste
essencialmente em aplicar na
prática os conhecimentos
teóricos.
Aprender a viver com os
outros: consiste num dos
maiores desafios para os
educadores, pois atua no
campo das atitudes e valores.
Cai neste campo o combate ao
conflito, ao preconceito, às
rivalidades milenares ou
diárias. Aposta-se na
educação como veículo de
paz, tolerância e
compreensão.
Aprender a ser: Pretende-se
formar indivíduos autônomos,
intelectualmente ativos e
independentes, capazes de
estabelecer relações
interpessoais, de se
comunicarem e evoluírem
permanentemente, de
intervirem de forma consciente
e proativa na sociedade.
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Além da pedagoga Sandra, pedimos a opinião da mentora do projeto, Marilza Mai, para quem,
“a potencialização do desenvolvimento do indivíduo é uma das incumbências que as escolas
devem assumir. E fazer isto no âmbito restrito de uma organização curricular ou dentro do
muro da escola é tarefa em vão. Por mais simples que o projeto de doação proposto pelo Dia
do Bem possa parecer, o importante dele é a mobilização e sensibilização do aluno para as
diversas necessidades da sociedade e dos indivíduos, percebendo sua importância no meio
em que está inserido. Esse despertar para o outro é o maior aprendizado de cada membro da
EEEFM Dylio Penedo. Os adolescentes e jovens que hoje participam deste projeto levarão as
lembranças e emoções advindas deste “Dia do Bem” para sempre. E isto por si só já é muito
positivo: lembrar do bem que fez a alguém, da alegria que proporcionou a outro e isso tudo
associado à imagem da escola, tantas vezes criticada em meio às eternas crises da educação
pública do Brasil.”
Vale destacar os projetos realizados pelos 3°Anos, sendo um ano diferenciado, pois houve
uma iniciativa jamais tomada antes, a doação de sangue, cujo objetivo era disponibilizar vários
tipos sanguíneos para reforçar o estoque do Hemocentro de Linhares, contribuindo para salvar
vidas de pessoas doentes ou acidentadas. A doação de sangue é um gesto de amor, que além
de poder ajudar pessoas, mesmo desconhecidas, é fácil e, se realizada de maneira adequada,
não oferece riscos aos doadores.
Alunos e professores da EEEFM “Dylio Penedo” doando sangue em Linhares
“A potencialização do desenvolvimento do indivíduo é uma das
incumbências que as escolas devem assumir.”
Marilza Mai
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Além da doação de sangue, foi realizada uma visita à pré-escola CMEI Francisca Rocha
Ribeiro a fim de realizar brincadeiras e contar histórias de livros infantis. Após a atividade,
livros foram doados para as crianças. O intuito dessa atividade foi alegrá-las e estimular a
imaginação e o interesse pela leitura, visto que sua prática é essencial ao longo de todo o
desenvolvimento humano.
Até o final do ano participarão do projeto as turmas do 7º ano e 1º ano do ensino médio, sob
cordenação dos professores da área de humanas.
Momento de interação com crianças
Doação de sangue
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No quarto da Valdirene
As Fotonovelas são novelas em quadrinhos que utilizam, no lugar dos
desenhos, fotografias, de forma a contar, sequencialmente, uma história. Hoje
estão quase esquecidas, mas foram muito populares entre as décadas 50 e 80,
por serem baratas e acessíveis a grande parte da população, enquanto os meios
de traziam muitas informações sobre moda, literatura, música, entre outros.
No quarto da Valdirene
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FIM
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Doação de órgãos: Luta pela vida!
primeiro transplante
de órgãos bem
sucedido aconteceu
em 1954, em Boston,
nos Estados Unidos,
quando o Dr. Joseph E.
Murray realizou um
transplante de rins entre
dois gêmeos idênticos
no hospital Brigham and
Womem. Murray
baseou-se numa
descoberta de que um
transplante entre
gêmeos não
apresentava perigo de
rejeição, uma vez que o
genoma do receptor e
doador é o mesmo.
Porém foi na década de
60 que os médicos
descobriram como
transplantar órgãos de
pessoas que não
fossem parentes.
O Brasil é uma
referência mundial em
transplantes de órgãos,
ficando atrás apenas
dos Estados Unidos.
No Brasil, no ano de
2014 houve uma grande
quantidade de doadores
de órgãos, porém, no
ano de 2015, houve
uma acentuada queda
no número de doações,
isso porque 43% das
famílias abordadas se
recusam a doar órgãos
do familiar.
Diante disso, a meta de
doações foi revista, e
passou de 17 pessoas
por milhão para 15 e/ou
15,5 por milhão. Assim,
de 1,4%, as doações
caíram para 0,8% em
relação aos doadores
efetivos, que são os
diagnosticados com
morte cerebral.
Infelizmente, há estados
em que muitas famílias
ainda nao doam os
órgãos dos parentes.
Em Goiás, por exemplo,
82% das famílias não
doam.
O estado do Espirito
Santo, em 2002,
ocupava a 21° posição
no ranking nacional, e
em 2010, passou a
ocupar o 3° lugar com o
melhor desempenho na
área de transplantes.
Isso só foi possível
graças à criação da
Política Estadual de
Estímulo à Doação e
Transplantes de órgãos,
que é coordenada pela
Central de Notificação,
Captação e Distribuição
de Órgãos no Espiríto
Santo da Secretaria de
Estado da Saúde.
(CNCDO/ES).
O programa consiste
em levar as pessoas a
aderirem à campanha
de doação de órgãos,
que é realizada nos
hospitais capixabas.
Ainda assim, no Brasil,
há mais de 60 mil
pessoas na fila de
espera, aguardando um
gesto de solidariedade
que salve suas vidas.
Opinião
O
A doação de órgãos e transplante são assuntos polêmicos em nossa sociedade.
Atualmente há uma preocupação e dificuldade em conscientizar a população, tanto
no que se refere aos aspectos éticos quanto às providências a serem tomadas pelos
profissionais da área da saúde.
A autorização por parentes para a retirada de órgãos e transplante ou a disposição
para ofertar seus próprios órgãos são atos de amor, cuja motivação é o interesse em
promover a vida, tendo em vista a solidariedade e o amor ao próximo.
Professora de Biologia Eliana Zucolotto
21
“Fiquei abalado e com
um pouco de medo
quando recebi a notícia
de que precisaria fazer
um transplante de
coração, porém sempre
me mantive tranquilo,
pois tinha fé e
acreditava que tudo
daria certo.”
Primeiro paciente a receber transplante de
coração no Espírito Santo reside em Jacupemba
No ano de 2005 foi realizado o primeiro transplante de coração no estado do
Espírito Santo. O órgão doado pela família de um jovem, vítima de acidente de
moto, com morte cerebral, foi recebido pelo produtor rural Esmael Baiôco, na
época com 51 anos. A cirurgia foi feita no Hospital Meridional de Cariacica.
Mesmo se tratando de uma cirurgia muito delicada, tudo correu bem e o paciente
teve uma ótima recuperação. Segundo relatos de Esmael, o doador Rodrigo
disse à família, semanas antes de falecer, que gostaria de ser doador de órgãos,
o que possibilitou e facilitou a doação, salvando sua vida.
Opinativa: Qual o problema que o
senhor tinha no coração?
Esmael: Meu coração ficou dilatado.
O normal do coração é de 46 a 48
mm, o meu já tava com 96 mm. O
médico suspeitava que fosse mal de
Chagas, mas não foi confirmado.
Essa doença só se manifesta
depois dos 35, 40 anos, e por
coincidência, eu tinha uns 45 anos
quando descobri o problema.
Quando e como o senhor
descobriu a doença?
Foi mais ou menos em 1998, 1999.
Eu sentia muito cansaço e falta de
ar. Não podia fazer muito esforço
que me sentia mal, por exemplo,
não conseguia nem tomar banho
direito, nem abaixar para colocar os
sapatos; isso para mim já era uma
Esmael mostra a foto de
Rodrigo, o doador do coração
22
dificuldade. Aí procurei um médico e
nos primeiros exames o médico
percebeu algo estranho,
descobrindo em seguida minha
doença.
O senhor fez algum tratamento?
Esse tratamento era para reverter
ou somente para estabilizar a
doença?
O doutor falou que não tinha como
reverter a doença. A única solução
era fazer um transplante. Aí eu tive
que fazer tratamento com os
medicamentos durante 6 anos até
chegar o momento do transplante.
Qual foi a reação do senhor ao
saber que teria que passar por
um transplante de coração?
Na hora eu não acreditei, fiquei
assustado, com muito medo.
Porque há 10 anos ninguém quase
falava nisso, principalmente aqui no
ES. Não é como hoje, que os
transplantes já são comuns. Mas
depois os médicos foram me
preparando, me tranquilizando, eles
falaram que como eu não tinha
pressão alta, começo de infarto,
essas coisas, a cirurgia tinha 100%
de chance de dar certo. Aí eu fiquei
ansioso para fazer logo a cirurgia
porque eu queria melhorar.
E a sua família, como reagiu?
Bom, para minha mulher e meus
três filhos estava sendo duro
demais me ver sofrendo. Eu
passava mal e eles ficavam
preocupados, os meninos quase
nem queriam ir estudar.
E eu passava muito mal, tinha dia
que minha vista ficava escura, eu
não via nada, minha pressão
baixava demais, ficava 4 por 4, até
zerava; mesmo com os
medicamentos e a dieta acontecia
isso, aí eu tinha que correr parar o
hospital. Foi um sofrimento muito
grande, até o médico falar que eu
precisaria passar pelo transplante, e
aí primeiro minha família ficou
preocupada, mas depois, eles me
apoiaram e ficaram confiantes que
ia dar certo e com esperança de
voltar a me ver bem.
Como foi a preparação para a
cirurgia?
Eu ia ao médico toda semana,
porque tinha que fazer muitos
exames e às vezes eu me sentia
mal. Tomava muitos remédios, aí
tinha vez que não fazia efeito, não
servia e tinha que voltar lá para o
médico trocar a medicação.
Por quanto tempo o senhor ficou
na fila de espera para receber o
órgão?
Foi um pouco menos de dois anos.
Já tinha uns quatro anos que eu
23
tinha descoberto a doença e tava
fazendo o tratamento, mas demorou
para o médico me colocar na fila de
espera, porque antes tive que fazer
muitos exames. Aí, quando o
médico falou: “a partir de hoje você
tá na fila de espera do transplante, é
só aguardar”, eu tive que ficar
preparado porque o coração podia
chegar a qualquer momento.
Em algum momento, durante a
espera, o senhor chegou a pensar
que não conseguiria um coração
para fazer o transplante?
Sim. Tinha pessoas que falavam
comigo que ia demorar e talvez eu
nem ia conseguir, aí eu ficava
desacreditado né, desconfiado. Eu
me perguntava: será que eles vão
me chamar? Até porque o hospital
ainda não tinha feito nenhum
transplante de coração. Mas aí eu
fui me preparando, passei a
acreditar que ia dar certo, e os
médicos também foram correndo
atrás, fazendo de tudo para me
ajudar e aí até que consegui o
coração, e fiquei muito feliz, porque
eu tinha a esperança de voltar a ter
uma vida normal.
A equipe médica era daqui do
Estado?
Sim. Alguns médicos se formaram
fora do Estado, mas todos já
trabalhavam aqui no Espírito Santo.
Quanto tempo durou a cirurgia?
Correu tudo bem ou teve alguma
complicação?
Durou cerca de dez horas e meia.
Começou às 21:00 horas na sexta-
feira e terminou às 7:30 no sábado.
Graças a Deus foi tudo bem.
A cirurgia foi particular?
A cirurgia foi pelo SUS. Só tinha a
despesa mesmo da viagem daqui
para Vitória e Cariacica e alguns
exames que o SUS não cobria e eu
tinha que pagar.
Como foi sua recuperação?
A previsão era de eu ficar de 15 a
17 dias na UTI, mas eu fiquei só 8
dias. Eu me recuperei muito bem. O
período para eu ficar no hospital era
de uns 40 dias, mas vim embora
com 18 dias.
O médico disse que eu poderia ter
enjoo, vômito, tontura, febre, após a
cirurgia né, nos primeiros dias, mas
graças a Deus não senti nada. Nem
dor. Só um pequeno incômodo,
porque o corte foi grande, mas
recuperei bem rápido, até os
médicos se surpreenderam.
O senhor sabe quem foi o
doador? Conhece a família?
Sei. O doador foi o Rodrigo - agora
não lembro o sobrenome - um rapaz
de 20 anos, era filho único –
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imagina o sofrimento da família. Ele
morreu num acidente de moto lá em
Cariacica mesmo, perto da casa
dele, quando voltava do trabalho
para casa. Aí, como ele morreu de
morte cerebral, o coração pôde ser
doado. Os pais dele disseram que
os rins, as córneas, o fígado e acho
que outros órgãos também foram
doados.
Bom, cerca de seis meses depois
da cirurgia, a mãe e o pai do
Rodrigo me ligaram, falaram que
queriam me conhecer, aí, como eu
também queria conhecer eles né,
até para agradecer, a gente
combinou e eles vieram aqui.
Depois eu também fui na casa
deles. Mesmo depois de 10 anos da
cirurgia, sempre que posso entro
em contato e vou visitar eles. Agora
já tem 6 meses que não vejo eles.
Como está sua saúde hoje?
Eu tô bem. Hoje eu vivo normal, eu
sou aposentado né, porque logo
depois da cirurgia o médico me deu
o laudo, mas mesmo assim, como
eu tenho minha roça, continuo
trabalhando, só faço o serviço mais
leve porque tenho que ter alguns
cuidados a mais, como não pegar
muito peso, não tomar muito sol.
E minha alimentação também é
normal, só tenho que evitar comer
muita gordura e muito doce, mas
isso todos devem evitar, até quem
não passou por cirurgia como eu.
Eu posso até tomar uma cervejinha
e um vinho de vez em quando
(risos).
E tenho os remédios que preciso
tomar todos os dias para não
ocorrer rejeição, para manter a
pressão sempre boa e para a
imunidade também. Aí, isso é para
sempre, não posso parar de tomar
os medicamentos. E faço revisão de
ano em ano, faço os exames tudo,
ecocardiograma, esteira e levo para
o médico ver. E faço também
exames para avaliar como tão os
medicamentos no meu organismo,
porque pode ocorrer de precisar
trocar, como já aconteceu duas
vezes, que eu troquei porque o
remédio tava elevando minha
glicose.
O senhor fez alguma mudança
nos hábitos após o transplante?
Não. Só os cuidados a mais com a
saúde, mas do resto, posso viver
normal. Agora me sinto até mais
disposto.
O que o senhor pensava sobre a
doação de órgãos antes de
precisar passar pelo transplante?
E depois?
Ah, antes eu nem pensava sobre
25
isso, como minha saúde era boa, eu
nem lembrava que existia a doação,
a gente pensa que nunca vai
precisar né, nunca vai acontecer
com a gente.
E só quando eu precisei passar pelo
transplante que eu vi que a doação
de órgãos é importante demais.
Pessoas que tão aí morrendo na fila
esperando um coração, um fígado,
algum órgão têm a chance de ter
uma vida normal, sem sofrimento. A
doação de órgãos é um gesto que
salva vidas, como foi o meu caso!
Após a cirurgia, mudou algo na
sua forma de ver a vida?
Sim. Hoje eu tento aproveitar mais a
vida né, porque a gente nunca sabe
o que vai acontecer amanhã. E
acho que a gente tem que olhar
muito para as pessoas que
precisam da gente. Hoje eu faço
tudo que posso para ajudar as
pessoas e com o maior prazer.
26
72%
28%
você doaria órgãos?
SIM NÃO
29%
23%
21%
9%
18%
Que tipo de órgão doaria?
RIM
CORAÇÃO
MEDULA
CÓRNEA
OUTROS
18 a 31 32 a 45 46 a 60
39%
20%
13%
15%
9%
4%
DOAÇÃO DE ORGÃO POR FAIXA ETÁRIA
Sim Não
Devido ao assunto abordado, realizamos uma pesquisa em na comunidade,
entrevistando 600 moradares, para constatar a média de pessoas que
doariam órgãos.
27
Meio Ambiente – História em quadrinhos
28
Mobilidade urbana educacional.
mobilidade urbana se torna um desafio nos dias atuais, não apenas em pequenas
cidades, mas também em grandes centros urbanos, devido à busca de melhores
condições de trabalho, educação entre outros , visando uma melhor qualidade de vida e
aprimoramento dos conhecimentos.
Diante disso, é notório que o ensino em cidades interioranas também foi ampliado em grande
escala, se compararmos a décadas atrás, quando as pessoas eram obrigadas a percorrerem
grandes distâncias, em alguns casos a pé ou com o auxílio de meios de locomoção
rudimentares como bicicleta, para terem acesso à escola de nível fundamental e ao ensino
médio.
Em Jacupemba, distrito abordado em nossa revista, não aconteceu diferente, pois diariamente
pessoas migram para as cidades vizinhas de Linhares e Aracruz, em busca de outras opções
educacionais e também de trabalho, etc. Com isso, o transporte público deveria ser o principal
meio de locomoção desses moradores, mas a real situação não é essa. Empresas privadas
prestam o serviço e seus usuários às vezes contam com descontos ou passe livre.
Atualmente, no distrito, 273 pessoas são beneficiadas
com passes para o transporte; são estudantes e
trabalhadores que, comparando a décadas passadas,
não tinham estas oportunidades de pagar menos pelo
transporte, e assim poder estudar e trabalhar.
Na Escola Dylio Penedo, em Jacupemba, o ensino
médio não profissionalizante foi incluído no ano de
1999. Assim, para concluí-lo, as pessoas podem ter um
melhor acesso, por já se encontrarem mais próximas da
escola. Mas, caso optem por um curso superior, terão
de se locomover para outros locais, e para isso,
precisarão de transportes. Mesmo havendo, em
décadas passadas, transporte público cedido pelo
município a alunos de cursos superiores, ele não era
disponibilizado para Jacupemba, assim, as pessoas
precisavam pegar carona nas rodovias, e ás vezes, por
cortesia, os ônibus dos universitários de Linhares
cediam vagas para que alguns estudantes de ensino
superior do distrito que estudavam em Colatina.
Felizmente, hoje as pessoas conseguem estudar em locais mais distantes, pois com o mundo
moderno e acessível, torna-se viável ingressar em instituições que disponibilizam cursos
técnicos e superiores
“Mesmo que eu tenha o passe, ainda assim o custo é um pouco elevado, mas se for
considerado valor mensal da locomoção, creio que ainda assim vale a pena” diz Igor Dal Piero,
estudante de automoção industrial no Ifes, em Linhares.
Tendo em vista o avanço desta disponibilidade, é notória a diferença na vida destas pessoas;
Linhares, Aracruz e região se tornaram mais acessíveis, havendo mais opções de horários de
ônibus para atender a demanda, especialmente para Aracruz, o que não se aplica apenas à
educação, mas a outras situações, como de trabalho, em que o uso do transporte se faz
necessário. Mas não se deve enganar; o monopólio empresarial impede uma concorrência leal,
fazendo os preços sofrerem com uma flutuação constante, além de inviabilizarem que outras
empresas prestem o serviço e talvez com mais qualidade. A partir do direito conquistado, agora
é a vez de lutar por um preço mais acessível dada a diversidade social de seus usuários.
A
29
Entrevistas
Professora de Sociologia e
Filosofia: Marilene Mai.
Opinativa: Onde você estudou?
Marilene: Eu estudei numa faculdade
chamada FAFIC, em Colatina.
Que tipos de transportes você utilizava
para se locomover até a faculdade?
Às vezes a gente pagava o ônibus, mas
houve um período em que quem pagava o
transporte era a prefeitura de Linhares. Na
verdade, a gente era uma espécie de
“carona”. Na época nós éramos chamados
de “pessoal do meio do caminho”, porque o
município de Aracruz não nos assistia
porque íamos para Colatina, ou seja, o
transporte de Aracruz não vinha aqui nos
buscar. Como não tinha faculdade em
Linhares, a prefeitura custeava o transporte
e como o caminho deles passava por aqui
eles davam carona pro pessoal que era
daqui do município de Aracruz, mas como
nós éramos de outro município, havia certo
preconceito, uma certa discriminação em
relação a nós. Mas nós precisávamos, então
era o jeito ir.
Além disso, era muito difícil ir de ônibus até
Colatina, até por conta do horário e do
preço, por isso nós só estudávamos no final
de semana; então nós íamos na sexta e
ficávamos lá. Nós só íamos durante a
semana se tivesse alguma prova que não
havia sido feita durante o final de semana, e
então tínhamos que ir com o pessoal de
Direito, que ia mais vezes na semana.
Mas tinha aula a semana toda?
Sim. Havia aula a semana toda e tínhamos
que pagar para os colegas passarem a
matéria para nós. Eles copiavam a matéria,
xerocavam e nós pegávamos isso.
Qual curso você fazia?
Eu fazia o curso de Pedagogia.
30
Em qual local você (s) ficavam?
Era pensionato, pagávamos um determinado
valor por mês. Nós alugávamos o quarto e,
às vezes, dormíamos até em 10 pessoas
num único quarto.
Como você conciliava o fato de morar
longe de onde estudava?
O pensionato ficava bem próximo da
faculdade, aliás todos os pensionatos
ficavam próximos. De fato, esses
pensionatos eram residências comuns, de
pessoas que tinham casas e adaptavam
para receber esses alunos que vinham de
fora. Vinham pessoas do estado todo,
inclusive de Minas Gerais, principalmente
devido ao transporte de trem.
Com a correria dos estudos, você deixava
de se alimentar?
Nós comíamos salgadinhos e
“sanduichinhos”. Teve um período em que
tinha um restaurante próximo e dava tempo
da gente pelo menos jantar porque nós
saíamos daqui muito cedo, às 16:00, então
nós chegávamos e não tinha jantado ainda e
as aulas começavam às 19h.
Depois que esse restaurante fechou, só
comíamos lanche. No primeiro ano eu só
comia hambúrguer (risos), tanto que hoje eu
não como mais hambúrguer, traumatizei de
tanto hambúrguer que eu comi no primeiro
ano. Na faculdade havia um restaurante, só
que a qualidade da alimentação era
péssima; e tinha uma senhora que vendia
bolinho de carne, salgadinho e sanduíche
natural do lado de fora da faculdade, era o
que a maioria das pessoas comiam. Às
vezes a dona da pensão nos fornecia sopa e
café da manhã, mas o pão era horrível
(risos).
Em que ano você começou a faculdade?
E quando terminou?
Comecei em 1986 e terminei em 1989.
Quais as diferenças da sua rotina aqui e
lá?
Aqui a vantagem era que eu já trabalhava
dando aula, comecei no segundo ano de
minha faculdade; trabalhava perto de casa;
tinha horário certo para me alimentar. Lá eu
não tinha horário, quero dizer, tinha, mas
eram horários apertados. Algumas vezes eu
chegava em casa cedo - quando tinha o
transporte certinho, que sempre chegava
mais ou menos no mesmo horário - mas
quando não tinha, você dependia do horário
de ônibus, dependia de carona. Mas nós não
nos arriscávamos pegar qualquer tipo de
carona. Nós rejeitávamos algumas caronas.
Era essa a vida, fácil né?!
31
Professor de Língua
Portuguesa: Jocimar
Roberto Rosa
Opinativa: Com quantos anos você
ingressou na faculdade?
Jocimar: Eu ingressei aos18 anos.
Quantos anos durou a sua faculdade?
Quatro anos. De 1987 a 1990.
Para que você estudou?
Fiz o curso de Letras.
Você gostava desse curso e queria
cursá-lo ou fez por outro motivo?
Na verdade, eu queria ser professor.
Letras não era minha primeira opção, não
era realmente a minha escolha, foi mais
por uma opção de visar ao mercado de
trabalho. Eu preferia fazer Pedagogia ou
Geografia, mas considerando que a área
de letras tinha um número maior de aulas,
eu achei que seria melhor fazer esse
curso.
Onde você estudou?
Na FAFIC, mantida pelaFundação Castelo
Branco, em Colatina.
Por que você teve que estudar lá?
Porque na época a única faculdade
particular mais próxima era a de Colatina.
A faculdade de Linhares ainda não
oferecia o curso de Letras e como eu
tinha resolvido fazer Letras, então era o
local mais próximo. Também não tinha
faculdade em Aracruz e o acesso à
universidade na época era praticamente
impossível para alguém da oriundo da
escola pública.
E você conseguiu bolsa ou pagou?
Não, minha faculdade foi toda paga. Na
época não existia nenhum programa do
governo que custeasse e facilitasse o
acesso de estudantes com renda e classe
baixas ou de escolas públicas.
32
Quais eram as principais dificuldades?
Primeiro que você tinha que estudar e
tinha que se manter trabalhando. No
primeiro ano em que fiz faculdade eu não
dava aula, não consegui trabalhar como
professor, então eu tive que trabalhar em
outra área para conseguir pagar a minha
faculdade e além disso a dificuldade
também de transporte; por esse motivo a
gente só frequentava a faculdade nos
finais de semana - na sexta e no sábado.
E isso fez com que durasse mais
tempo a sua faculdade?
Não. Foi o mesmo período, 4 (quatro)
anos. A questão é que, aquilo que nós
perdíamos durante a semana nós
fazíamos alguns trabalhos para suprir um
pouco da frequência e também do
conteúdo.
Tinha aulas durante a semana, certo?
Sim, as aulas eram de segunda a sábado,
mas a gente “de fora” só frequentava final
de semana.
O transporte era todo custeado por
você?
Bem, a gente conseguia carona com os
ônibus cedidos pelo município de
Linhares, mas todo inicio de ano ficava
naquela dependência, se eles iam ou não
nos levar, se a prefeitura ia ou não liberar
ônibus para quem fosse estudar em
Colatina, e nós tínhamos às vezes que
pegar carona, era meio incômodo, mas
precisávamos.
Muitas pessoas daqui de Jacupemba
estudavam lá?
Na época não; poucas pessoas de
Jacupemba fizeram faculdade em
Colatina; no período em que eu estudei,
por exemplo, éramos eu, Marilza e
Marilene que íamos para lá.
Tinha vestibular?
Sim. Meu vestibular foi realizado em 3
dias, uma etapa eliminatória e uma
classificatória.
Qual era o número de vagas por curso?
No meu curso, havia 30 vagas para
Português/Português, Pedagogia eram
100 vagas, Geografia e História eram 50
vagas cada, e o número de candidatos
variava de acordo com o curso.
Pedagogia geralmente tinha mais
oncorrência.
Você passou em que posição?
12ª.
Você acha que muitas pessoas
deixaram de estudar devido à
dificuldade de mobilidade?
Com certeza. Primeiro porque tinha a
dificuldade de passar no vestibular, que
na época ainda era um vestibular que
33
selecionava mais. Não era como hoje que
tem mais faculdades, mais vagas, mais
facilidade de acesso; então você
realmente tinha que passar por um
vestibular, tinha que pagar a faculdade, e
ainda tinha a questão de locomoção.
Talvez não fosse o problema principal,
porque assim como nós conseguíamos o
transporte para outro município, talvez
outras pessoas daqui conseguissem
também, mas a primeira barreira era
realmente passar no vestibular.
Você alguma vez se arrependeu de ter
estudado fora?
Não, pelo contrário, eu gostaria de ter
estudado até mais.
Ter estudado fora te possibilitou ter
experiências novas? Quais?
Conhecer pessoas novas, poder ter um
comparativo com a sua história, seu nível
de escolaridade e o de outras pessoas.
Acho que isso foi interessante, pois eu
acabava tendo contato com outras
pessoas, principalmente quando nós já
dávamos aula porque já tínhamos como
conversar sobre a prática de cada um,
sobre os municípios de onde cada um
vinha, as experiências exitosas deles, as
dificuldades, então possibilitou formar um
grupo de amigos, de colegas, de pessoas
que trabalhavam numa mesma área.
Quando você ia para Colatina, dormia
lá ou voltava?
Eu ia na sexta à tarde; estudava na sexta
à noite e no sábado até às 11:30h,
quando retornávamos. Nós pagávamos
um pensionato, onde tínhamos direito a
um lugar para dormir, tomar café e banho.
E a janta era por nossa conta.
Você acredita que o problema da
mobilidade acontece ainda hoje?
Acho que hoje já diminuiu bastante, pois o
transporte coletivo é mais presente e as
faculdades estão mais próximas e isso
facilitou muito, tanto na questão do
acesso, quanto na concessão de bolsas;
ainda que não sejam integrais, pelo
menos parciais, hoje isso já está mais
fácil. O problema é que muitas vezes o
curso que a pessoa quer não tem na
região mais próxima, e isso acaba se
tornando um problema porque ela tem
que se locomover para um local muito
distante e tem que ficar nesse lugar, e
isso eleva os custos e torna mais difícil o
acesso da pessoa ao curso que ela
realmente quer.
Qual a importância de um curso
superior?
Acredito que especialmente no mundo
moderno, é quase que indispensável.
Quando eu iniciei minha faculdade, por
exemplo, no primeiro ano já se conseguia
34
trabalhar como professor; era uma
carência tão grande que bastava entrar na
faculdade, na área de licenciatura, que já
conseguia trabalhar. Hoje a faculdade é
muito pouco, quero dizer, ela já não te dá
muita garantia, pois cada vez mais a
necessidade de ampliar o nível de
escolaridade é uma realidade. Então,
além de um curso superior, você precisa
de outras formações, até mesmo uma
outra graduação, porque tem muita gente
com diploma universitário e que não
consegue trabalhar na área porque é um
mercado bastante competitivo.
Sabe-se o quanto é importante o
conhecimento, porém, existe um
grande número de analfabetos e
pessoas fora da escola. Por que você
acha que essa é uma realidade tão
expressiva atualmente?
Acho que apesar dos esforços do
governo, e mesmo da sociedade de uma
maneira geral, algumas pessoas em
determinadas regiões, têm dificuldades
em chegar até a escola, e às vezes a
questão não é só pela distância da
escola, às vezes é questão de não
valorização dos estudos, não pela pessoa
exatamente, mas como cultura de
determinada região. Às vezes a situação
econômica da localidade é tão precária,
que as pessoas acabam decidindo pela
sobrevivência, e muitas vezes, imaginam
que manter os filhos na escola é um
prejuízo, é algo que vai impedir que elas
possam lutar pela sobrevivência. Acho
que nas regiões mais desenvolvidas o
problema seja mais por uma questão de
desestruturação familiar do que de
oportunidade realmente, mas em regiões
mais pobres, isso ocorre mais por uma
questão de sobrevivência.
O que seria uma boa solução?
Uma boa solução?! Acho que nos
últimos anos a política do Governo
Federal de certa forma contribuiu, apesar
das críticas de muitas pessoas ao
governo do PT, por ser considerado um
governo assistencialista, para que muitas
famílias conseguissem ter algum incentivo
financeiro para manter os filhos na escola.
Antes não havia essa preocupação. Acho
que o governo tem que continuar
investindo para que crianças,
adolescentes e jovens possam realmente
estar na escola sem ter de ir para o
mercado de trabalho tão cedo.
“...Então, além de um curso superior,
você precisa de outras formações,
até mesmo uma outra graduação,
porque tem muita gente com diploma
universitário e que não consegue
trabalhar na área porque é um
mercado bastante competitivo.”
Jocimar Roberto Rosa
35
Se você estivesse diante de um grupo
de jovens que não frequenta a escola,
o quê você diria a eles?
Se são pessoas que demonstram alguma
importância em relação ao ato de estudar
e sentem falta de estar estudando ou de
não ter estudado na época certa,
certamente eu incentivaria essas pessoas.
O problema é que às vezes elas estão
fora da escola, não por não terem acesso
à escola, mas porque acabaram
escolhendo outros caminhos, valorizam
determinadas coisas na vida que as
afastam da escola, mas de qualquer
maneira tentaria mostrar a importância de
estudar
Fundação Castelo Branco – Colatina. Fonte: http://www.fcb.edu.br
36
Entrevistado: Marinaldo Januário da
Silva
36 anos
Técnico agropecuária
Alto Rio Quartel
Você saiu do Alto Rio Quartel e foi
estudar aonde? Por quê?
Eu fui estudar na escola Família Agrícola
em Jaguaré porque eu terminei a 8ª série
em Jacupemba e não queria fazer
somente o 2° grau não profissionalizante
em Jacupemba, nem contabilidade – que
era o único curso que tinha – em Guaraná.
E como eu já tinha roça, já trabalhava com
café e maracujá e gostava dessa área,
optei por estudar agropecuária, que era
um curso profissionalizante.
Durante quanto tempo você estudou
fora?
Durante 4 anos. De 1996 a 1999.
Você ia e voltava todos os dias ou
ficava lá?
Ficava na própria escola, uma semana lá e
uma semana em casa (sistema de
alternância).
Como você conheceu a escola?
Por meio de um colega (Bruno Gardiman)
que estudava comigo desde a 6ª série. Ele
já sabia que ia estudar lá e me chamou.
Então eu resolvi ir também. Estudamos e
nos formamos juntos.
Tinha algum custo para estudar lá?
Sim. Eu pagava uns R$20,00 por semana.
Na verdade, não era o custo por estudar
lá, era o custo da alimentação, já que a
gente ficava lá de segunda a sexta.
Como você ia? Tinha transporte
escolar?
Não havia transporte escolar, então eu
tinha que ir no ônibus da Águia Branca. Às
vezes eu usava passe, que cobria 80% do
custo da passagem.
“...E como eu já tinha roça, já
trabalhava com café e maracujá e
gostava dessa área, optei por estudar
agropecuária, que era um curso
profissionalizante.
Marinaldo Januário da Silva
37
Você ia sozinho?
Da minha região, ia somente eu, do São
José tinham mais dois rapazes (incluindo o
Bruno) e em Linhares mais uns cinco. Aí
íamos juntos.
Quais eram as principais dificuldades?
O custo da passagem, já que nem sempre
eu conseguia o passe. E por não ter um
transporte escolar, eu tinha que me
adaptar aos horários dos ônibus. Na
segunda-feira, por exemplo, eu chegava
atrasado, pois o horário do ônibus não
coincidia com o horário de aula.
Outra dificuldade foi a adaptação nos
primeiros de aula, já que eu tinha que ficar
longe de casa e estudar em tempo
integral.
Você se arrepende de ter saído para
estudar fora?
Não.
Qual a diferença entre a Escola Família
Agrícola e uma escola convencional?
Lá não tinha apenas teoria. Aprendíamos a
teoria e também praticávamos. Acho que
esse é o grande diferencial. Além disso,
tínhamos horários bem definidos, o que
em minha opinião torna o aluno mais
disciplinado.
“...Apesar das dificuldades eu não me arrependo. Se
fosse preciso passaria por tudo novamente, pois
graças a isso hoje tenho a formação de técnico em
agropecuária e trabalho nesta área.(...)
Marinaldo Januário da Silva
38
Entrevistada: Sandra Miranda Laporti
37 anos
Pedagoga
Opinativa: Em que época você começou
a frequentar a escola?
Sandra: Comecei a frequentar a escola no
ano de 1985, com 7 anos completos, na 1ª
série do ensino fundamental, numa escola
da zona rural denominada Escola
Municipal Unidocente “Rio Francês”, em
sala multisseriada, ou seja, somente uma
professora ministrava aula para as 4 séries
existentes no turno matutino.
Você teve algum grau de dificuldade
para estudar?
Em relação à aprendizagem não, mas no
que se refere a dar continuidade aos
estudos após o término da 4ª série, tive
que morar na casa de parentes, longe de
casa, não indo em casa com muita
frequência devido às dificuldades de
locomoção.
Tinha transporte escolar como hoje
temos para os alunos da zona rural?
Como mencionei, tive que ficar fora de
casa por 2 anos, isso porque não havia
transporte escolar. Retornei para casa e fui
matriculada na escola Dylio Penedo, já
frequentando a 7ª série. Todos os dias
percorria 24km de bicicleta. Nesse mesmo
ano, teve início o transporte escolar. Não
havia muita segurança, e os demais
alunos viajávamos em cima da carroceria
de um carro e quando chovia tínhamos
que nos preparar para chegar na escola
molhados e permanecer assim até o final
das aulas, sem contar com o problema das
estradas, que dificultava nossa chegada à
escola. Na época de muito sol também
não era fácil.
“...Não havia muita segurança, e os
demais alunos viajávamos em cima da
carroceria de um carro e quando chovia
tínhamos que nos preparar para chegar
na escola molhados e permanecer assim
até o final das aulas,(...)”
Sandra Miranda Laporti
39
“...A vida é feita de grandes e pequenos
momentos. Às vezes, o desânimo toma
conta da gente. Saiba dar valor aos
pequenos para que se tornem os
maiores de sua existência.”
Sandra Miranda Laporti
Em meio às dificuldades, os seus pais
te apoiavam?
Sim. Sem dúvida o que sou hoje devo aos
meus pais. No início, quando tive que ficar
fora de casa para continuar estudando,
meu pai não era a favor, inclusive toda a
família dele também, já minha mãe sempre
foi persistente.
Você sempre acreditou no seu esforço
ou teve algum momento em que pensou
em desistir?
Sempre gostei de estudar e aprender,
principalmente porque tinha que mostrar
para meu pai e minha família que estava
valendo a pena passar pelas dificuldades
mencionadas, principalmente para cursar a
faculdade de Pedagogia, tendo,
novamente de ficar longe de casa para
trabalhar e custeá-la.
Nos momentos em que eu precisava
estudar, trabalhar e estagiar, o tempo era
preciso. Confesso que o cansaço me fazia
desanimar, mas não desisti.
O que percebe que temos hoje nas
escolas brasileiras (pelo menos na
maioria) que na sua época não tinha?
A comodidade do transporte, a
alimentação, cursos gratuitos e bolsas
oferecidas pelo governo.
Você deseja falar algo para o leitor, uma
frase que acha importante?
É muito triste ver hoje muitos adolescentes
estudantes, que não sabem aproveitar as
oportunidades que têm e não ouvem a
experiência daqueles que têm um pouco a
lhe oferecer porque sabem das
dificuldades que já passaram.
Gostaria de finalizar com uma frase que
mencionava com certa frequência quando
estudava:
40
Panegírico: Discurso em louvor de algo ou alguém;
Elogio em geral.
Panegírico à Física
ísica, uma pequena palavra que significa natureza e que representa uma
ciência de enorme importância para a humanidade. A Física vem desde os
primórdios nos dando uma contribuição imensurável. Como exemplo disso
temos a eletricidade. Você já se imaginou vivendo sem eletricidade? Você não
poderia assistir televisão, ligar o computador, acender a lâmpada, fazer uma
ligação pelo celular. De fato, se a eletricidade não tivesse sido descoberta, muitos
aparelhos que hoje funcionam à base dela nem existiriam. Então devemos
agradecer a Tales de Mileto por sua grande descoberta.
Embora seja uma ciência de difícil compreensão para muitos, a Física é facilmente
percebida no nosso dia a dia, desde a explicação de fenômenos mais simples
como caminhar, até outros mais complexos, como os relacionados ao universo e
sua expansão.
Hoje você se levantou da cama e caminhou para o banheiro, e isso só foi possível
devido à gravidade, que te manteve no chão; abriu a janela e viu um belo dia, o sol
estava nascendo, graças aos movimentos de rotação e translação da Terra; então
você foi até a cozinha e preparou um café usando a termodinâmica; saiu para o
trabalho em seu carro, que utiliza a combustão de gases, por meio da corrente
F
41
elétrica e movimentos mecânicos para se deslocar. Ao frear, você sente uma força
te empurrar para a frente, o que ocorre devido ao princípio da inércia.
Provavelmente, se a freada fosse mais brusca, você seria lançado para fora do
carro. Você deve estar pensando que alguns desses fenômenos continuariam
acontecendo naturalmente mesmo sem o estudo da Física. Isso é verdade, porém
a partir do conhecimento e estudo desses fenômenos, é possível o
desenvolvimento e o aperfeiçoamento da tecnologia. Um bom exemplo disso são
as pesquisas e viagens espaciais.
Como observado, a Física está presente onde menos imaginamos e também atua
em vários ramos da indústria - no funcionamento de máquinas, que facilitam e
otimizam a produção -, da tecnologia - nas áreas da computação, por exemplo,
possibilitando a programação de aplicativos e funções dos computadores. Além
destas utilidades, essa ciência maravilhosa está presente em várias outras áreas e
associada a outras ciências, como a Biologia, a Química, a Medicina e a
Arquitetura, ciências
que compõem uma
grande lista de inter-
relações que fazem da
Física uma das mais
importantes áreas do
conhecimento.
Embora a Física se
faça tão presente em
nosso cotidiano, muitas
vezes ela é ignorada
ou vista como
complicada por muitos, mas diante de sua grande importância é interessante que
as pessoas busquem conhecê-la melhor para que possam compreender vários
processos físicos que fazem parte de suas vidas. Viu? Por mais que você tente, é
impossível não se render ao gigantesco universo da aplicabilidade da Física.
Texto: João Victor, Kalili e Karina
https://www.algosobre.com.br/guia-de-profissoes/fisica.html
42
Panegírico ao uso da tecnologia na educação
Em um mundo cada vez mais globalizado, o uso das novas tecnologias no
ambiente educacional surge como uma forma de integrar o processo de ensino e
aprendizagem na nova geração, permitindo que se atualizem as novidades do
mundo e que se promovam metodologias inovadoras na educação.
Diante do avanço das novas tecnologias, o professor e o aluno têm como auxílio
um novo recurso para tornar as aulas mais motivadoras e diferenciadas, facilitando
o ensino e tornando-o mais sistemático do ponto de vista qualitativo.
Esta é uma forma de mostrar que o aluno pode sim obter um bom desempenho,
fazendo uso alternativo dos dispositivos móveis, com simuladores virtuais, no caso
da física e da química, e softwares educacionais que enriquecem de forma
significativa a aprendizagem do aluno como um indivíduo histórico e que está
inserindo neste mundo tecnológico, e que precisa refletir essa aprendizagem nas
tecnologias existentes e nas que surgirão, aplicando-as no seu dia a dia.
Existem vários benefícios a partir do uso da tecnologia na educação, como facilitar
o ensino por meio de vídeos, registros fotográficos e jogos, usando-se dispositivos
de reprodução, como projetores de imagens, que são recursos necessários para
promover uma aula dinâmica e uma melhor relação entre professor/aluno e
aprendizagem.
Diante da constatação de que vivemos numa era em que há um excesso de
informação, caso não haja uma metodologia específica que promova os benefícios
necessários que o uso dos dispositivos móveis pode trazer para a educação, o
processo educacional poderá ficar comprometido.
Portanto, considera-se de fundamental importância o uso dos dispositivos móveis
de forma alternativa como um avanço no processo de ensino, haja vista que esses
recursos surgem nesse cenário como mecanismo para ampliar o elo dialógico e
auxiliar o professor e o aluno na aprendizagem, uma vez que tanto o aluno quanto
o professor são sujeitos que estão sempre em aprendizagem.
43
Poetizando notícias
MÊS DE MARÇO
Tragédia nos Alpes: acidente eleva
preocupação com avaliação psicológica de
pilotos -26/03/2015 às 22:38.
A informação de que o copiloto
Andreas Lubitz deliberadamente derrubou
o avião da Germanwings que caiu nos
Alpes franceses e que ele havia
interrompido sua formação profissional
em 2009 para tratar uma depressão
chamou a atenção para as avaliações
psicológicas a que os comandantes de
voos são submetidos – e também sobre o
que poderia ser feito para diminuir o risco
dos pilotos derrubarem um avião.(...)
http://veja.abril.com.br
Mistério
No dia 24 de março
Um mistério aconteceu
Um avião nos Alpes
Simplesmente desapareceu
Mas o mistério ainda estava por vir
Será que o avião ainda está ali?
Extremistas pensaram em terrorismo
Outros até em Neonazismo
Mas na verdade
Foi apenas um “suicídio”
Dizem que o piloto era bipolar
Mas como?
Quem lhe deu permissão para voar?
Será que nem no piloto de um avião
podemos confiar?
Talvez solidão ou até mesmo rejeição
Mas o que o piloto apenas queria
Era chamar a atenção...
Igor Dal Piero
Haikai
Apenas um vôo
Copiloto insano e muitos
Mortos inocentes
Kalili Ohana Rosa
Kalili Ohana Rosa
A professora das Disciplinas de Filosofia e Sociologia, Marilene Mai propôs uma atividade
de leitura e produção de texto intitulada Poetizando Notícias. No período de março a
setembro de 2015 os alunos foram desafiados a produzir poemas, haikais, poetrix a partir
das notícias do momento.
O resultado desta atividade você confere aqui e agora.
Alunos se consoloram
após ouvir notícia de
tragédia nos Alpes
envolvendo colegas
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150325_vitimas_acid
ente_alpes_franceses_lgb
44
Poema
Minha visão
25 de abril
A terra estremeceu,
Tudo sucumbiu
Tudo desapareceu
Minha visão no outro dia
Milhares de mortos e feridos,
Tristeza, dor e nostalgia.
Quantos desaparecidos
Você já viu o inferno se refazer?
Vidas que foram perdidas
Como esquecer?
Ar fúnebre de despedidas...
Minha visão sem respostas
Envolvida pela cidade que “escorre”
Pessoas estão mortas
Outras que gritam e correm...
Pode ser difícil se reerguer,
Mas seguiremos em frente
Para tudo renascer e voltar a ser
Como era antes de tudo acontecer
Rosimarina, Felipe, Lucas Pessoti, Valéria, Rafaela,
Lorrane, Eurico
MÊS DE ABRIL
Notícia
Forte terremoto no Nepal e na Índia deixa mortos
25/04/2015 04h34 - Atualizado em 26/04/2015 00h00
Tremor de magnitude 7,8 é o pior do Nepal desde
1934.
Katmandu tem danos em prédios, casas, templos e
monumentos.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/forte-
terremoto-atinge-o-nepal.htm
Haikai
Um forte tremor,
Enorme destruição
Milhares de mortos
Ebert, João Pedro, João Victor, Kalili, Karina, Natieli
MÊS DE MAIO
Notícia
Cachorro nada e recolhe lixo no Rio Tietê em
São Paulo
28/05/2015 10h48 - Atualizado em 28/05/2015
13h25
Comportamento curioso do animal foi flagrado
pelo Globocop nesta quinta.
Um cachorro foi flagrado pelo Globocop
na manhã desta quinta-feira (28) em uma
situação inusitada: ele pula no Rio Tietê e parece
recolher o lixo espalhado sobre as águas.
O animal vai para o meio do rio nadando
e retorna à margem duas vezes com garrafas PET
presas ao focinho. O trecho da ‘limpeza’ fica
perto da Ponte do Piqueri, na Zona Norte da
capital.
http://g1.globo.com/saopaulo/noticia/2015/05/
Lição de cão
O irracional já cansou de esperar
Já que o racional não consegue pensar
Só fala, não age; se contenta em opinar
Um cão zelador veio nos ensinar
Do meio a margem levava a sujeira
Nadando em uma água imprópria às torneiras
Mesmo sujeito a doenças não viu outra maneira
De abrir os olhos da população brasileira
28 de maio de 2015
O rio Tietê perdeu alguns poluentes
Depende de você se vai seguir em frente
Ou deixar um cão fazer trabalho de gente.
Débora, Igor, Iron, Jennifer, Karen, Kellen,
Miquéias, Ruan, Taís
45
MÊS DE JUNHO
Ataque a hotel deixa mortos na Tunísia
26/06/2015 08h50 - Atualizado em 26/06/2015
17h23
Um hotel foi atacado na cidade de Sousse, na
Tunísia, nesta sexta-feira (26), informaram
autoridades locais. Tiros foram ouvidos no local e
o atirador teria morrido. Segundo o ministério da
Saúde, 37 pessoas morreram - a maioria turistas,
entre eles cidadãos britânicos, belgas e alemães.
Ao menos 36 pessoas ficaram feridas.
http://g1.globo.com/mundo/noticia
Mundo lembra 70 anos do fim da Segunda Guerra
Mundial
08/05/2015 14h07 - Atualizado em 08/05/2015 14h51
Na Inglaterra, teve minuto de silêncio e tiros de
canhão.
Alan Severiano Nova York, EUA
O mundo lembra hoje uma data importante: o
fim da Segunda Guerra mundial, há 70 anos. Em Paris,
o secretário de estado americano John Kerry
participou das comemorações ao lado do presidente
francês François Hollande. Na Inglaterra, teve minuto
de silêncio e tiros de canhão.
http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/05
Poetrix
Setenta anos de guerra
Mundo louco e preconceituoso
Mundo contra si mesmo
Resultados? Horrorosos.
Geise, Marieli, Marcos Paulo, Amanda, Isabela,
Mateus
O Silêncio
O silêncio foi quebrado
Por tiros ao vento
O silêncio foi perfurado
Por gritos de lamento...
O silêncio
Foi estilhaçado,
Como os vidros quebrados...
O silêncio foi derramado,
Como líquido vermelho na areia.
Areia, em que pessoas
Alegres
Divertiam-se,
Conversavam
E que segundos depois
Tristes
Desesperadas
Gritavam
Na areia eu estava...
No silêncio eu estava...
Observando
A areia que o vento levava.
O silêncio...
Isto, o silêncio desorientado
Que foi quebrado,
Estilhaçado
Sousse não mais a mesma
Os sobreviventes
Não serão os mesmos
Nestes versos brancos
Não serei o mesmo
Neste mundo
De dor
Ignorância
Intolerância
Rosimarina, Felipe, Lucas,Valéria,
Rafaela, Lorrane, Eurico, Débora
46
Notícia
Estado Islâmico afoga prisioneiros dentro de gaiola
em piscina
Por iG São Paulo | 23/06/2015 13:58 - Atualizada às
23/06/2015 16:49
O grupo terrorista Estado Islâmico (EI)
divulgou nesta terça-feira (23) um vídeo que
mostra um grupo de prisioneiros sendo morto de
maneira cruel. Cinco espiões foram afogados numa
piscina, dentro de uma gaiola.
De acordo com o jornal inglês "Daily Mail",
o vídeo tem imagens subaquáticas que mostram os
cinco homens morrendo por afogamento. Após as
mortes, os corpos dos homens são retirados da
gaiola e empilhados.
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-06-
23
Haikai
Espionando
Foram descobertos
E afogados.
Geise, Marieli, Marcos Paulo, Mateus, Isabela,
Amanda, Arthur
MÊS DE JULHO
Notícia
CBF reúne ex-treinadores para discutir futuro do
futebol brasileiro
Criado em 06/07/15 23h27
Por Cristina Indio do Brasil Edição: Aécio Amado
Fonte:Agência Brasil
Mesmo achando importante trocar
informações com especialistas de outros países, o
Brasil precisa encontrar no próprio país as soluções
para resolver os problemas pelos quais passa o
futebol. A opinião é do treinador da seleção
brasileira, Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga.
http://www.ebc.com.br/noticias/2015/07
Poema
Muda Futebol
Torcida brasileira assustada
Resultados dos jogos da seleção
Existe solução?
CBF convoca reunião.
Técnicos antigos e atuais reunidos
Discutem criação de uma base
Com nova forma de jogo
Para mudar essa fase.
Futebol baseado no Europeu?
Dunga coloca questão
Resgate ou cópia de modismos?
Resgate era sua opinião.
Nenhuma mudança anunciada
Muito a se preocupar
Clubes e técnicos
Existe muito que mudar.
Ebert, João Victor, Kalili, Karina, Natieli
47
Entra em vigor a proibição do sal em mesas de
restaurantes do ES
09/07/2015 12h49 - Atualizado em 09/07/2015
12h49
Lei estadual começa a valer nesta quinta-feira (9).
Multa para bares e restaurantes que
desobedecerem será de R$ 1.343,55
Se será eficaz ou não só o tempo vai
mostrar. Fato é que a partir desta quinta-feira (9)
sachês ou recipientes com sal vão ter que ficar longe
das mesas e balcões de bares e restaurantes. O
estabelecimento que desobedecer vai ser multado
em R$ 1.343,55.
É o que determina a lei estadual
nº10.369/2015, que entrou em vigor hoje, 45 dias
após ser sancionada pelo governo do Espírito Santo.
* Com informações de Katilaine Chagas, do jornal A
Gazeta.
Poema
Cadê o sal
Nas lanchonetes de Vitória
Houve a proibição
De saleiros sobre a mesa e balcões
O motivo?
O povo não sabe...
O dono não sabe...
Só se sabe que é lei.
Multa ao dono.
Coitado! 1.343,00 reais
É um absurdo
Ninguém entende
Ninguém compreende
Apenas sabe-se que
Enquanto criam leis absurdas
Políticos aumentam seu
SAL-LÁRIO
Lucas, Rosimarina, Valéria, Lorrane, Rafaela,
Eurico
Haikai
O sal está proibido
Mesas e balcões
Cuidado dono! Multa 1343
Lucas, Rosimarina, Valéria, Lorrane, Rafaela,
Eurico
MÊS DE AGOSTO
Notícia
Tucano vítima de maus tratos ganha bico feito em
impressora 3D
Luiza Bandeira Da BBC Brasil em Londres
19 agosto 2015
Após perder a parte de cima do bico
devido a maus tratos de traficantes de animais, a
tucana Tieta usava a parte de baixo para jogar
pedaços de mamão para o alto e engoli-los. Mas, a
cada três pedacinhos lançados, só um caía em sua
boca.
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/8
João Victor, Kalili, Karina
48
Texto: Kalili Ohanna Rosa
PM é morto e outro baleado em baile funk de
Jardim Carapina, Serra
31/08/2015 - 00h27 - Atualizado em 02/09/2015
- 11h22
Ítalo Bruno Rocha, policial militar do
GAO, foi morto em baile funk no bairro Jarim
Carapina
O policial militar Ítalo Bruno Pereira
Rocha, 25 anos, foi executado a tiros e pedradas
na noite deste domingo (30), em Jardim Carapina,
na Serra. Outro PM, de 22 anos, que estava na
companhia de Ítalo, foi baleado no braço e
socorrido para o hospital. Eles estavam à paisana
e, de acordo com informações preliminares,
foram reconhecidos por bandidos em um baile
funk próximo ao campo de futebol do bairro.
Gazeta online
Poema
Funk mortal
Uma vida foi tirada
Impedida de viver
A emboscada foi armada
Para o policial morrer.
Que morte brutal
O fim dessa emboscada
Com pedras e tiros
Uma vida foi arrancada.
Proporcionar segurança
A função do policial
Mas devido ao seu trabalho
Vida se foi em baile funk mortal.
Débora, Igor, Karen, Jennifer, Thais
MÊS DE SETEMBRO
Nível do Rio Doce chega a 10 centímetros em
Colatina, ES
02/09/2015 21h19 - Atualizado em 02/09/2015
22h19
Rio registrou o nível mais baixo do ano nesta
semana.
Pescadores reclamam que não há mais peixes.
Do G1 ES, com informações da TV Gazeta
O baixo nível do Rio Doce está
preocupando os moradores de Colatina, no
Noroeste do Espírito Santo. Nesta semana, o rio
registrou o nível mais baixo do ano: 10
centímetros de profundidade em alguns pontos,
conforme medição da Agência Nacional de
Águas.
Com a seca, apareceram vários bancos de areia
ao longo do rio, o que está dificultando a
captação de água para abastecer a cidade.
* Com informações de Alessandro Bacheti, da TV
Gazeta Noroeste
http://g1.globo.com/espiritosanto/noticia/2015/09
Haikai
A chuva parou
O equilíbrio afetou
O Rio Doce secou
Débora, Igor, Karen, Jennifer, Thais
49
Rio Doce, Linhares, afetado pela estiagem
Efeitos da seca do rio em Povoação, Linhares
Seca atinge o Rio Doce e gera ameaças
O Rio Doce, principal rio do Espírito Santo, que nasce em Minas Gerais e corta vários
municípios capixabas até desaguar no Oceano Atlântico, no norte do Estado, tem sido visto
nos últimos meses com preocupação, isso porque os longos períodos de estiagem têm
causado a diminuição do volume de água e a seca da foz.
Entretanto, este grave problema não está sendo ocasionado somente pela falta de chuva.
Outros fatores que contribuem para a seca são o desmatamento de grande parte da
vegetação ao longo do rio, o uso irregular da água e do solo e as enchentes que ocorreram
em dezembro de 2013, que provocaram o assoreamento e a redução do nível do rio, já que
grande parte dos sedimentos provenientes de encostas e barrancos se acumulou no fundo do
rio.
As consequências desta seca são diversas. A população de algumas regiões, como Colatina,
Afonso Cláudio, Água Doce do Norte e São Gabriel da Palha já sente os efeitos de forma
mais severa, o que levou tais municípios a decretarem situação de emergência. De maneira
geral, em determinadas localidades, o abastecimento de água está sendo limitado, havendo
restrições do seu uso para para fins domésticos, agrícolas e industriais, gerando, além de
outras consequências, prejuízos financeiros.
Em Colatina, por exemplo, o nível do rio nesta época do ano deveria estar em torno de 1,20m,
mas encontra-se em 7cm.
Além disso, a biodiversidade das regiões dependentes do rio está sendo afetada. Moradores
das proximidades do rio que utilizam a pesca como fonte de sustento e renda relatam estar
presenciando uma das piores secas do rio, o que tem reduzido a qualidade e a quantidade de
peixes.
Em Regência, a reprodução das tartarugas tem sido afetada, uma vez que o rio não está mais
se encontrando com o mar.
Outro fator preocupante é o El Niño, fenômeno que provoca o aquecimento anormal das
águas do Pacífico e pode afetar o clima em todo o mundo. O fenômeno, previso para afetar a
região Sudeste do Brasil entre setembro deste ano e abril de 2016, está provocando aumento
de temperatura e consequente redução dos índices pluviométricos. Segundo
meteorologistas, o El Niño pode agravar ainda mais a situação da seca no Estado do Espírito
Santo.
Tendo em vista a crise hídrica no Estado, alguns municípios adotaram medidas para reduzir
ou mesmo impedir a utilização de água tratada para a lavagem de carros, calçadas, bem
como a captação de água de rios e represas para irrigação. O não cumprimento dessas
medidas está sendo alvo de fiscalização e aplicação de multas.
Mesmo diante de tais problemas, ainda é possível reverter a situação, mas para isso é
necessária a recuperação da mata ciliar para proteger o rio e abrigar diversas espécies
animais, além da conscientização das pessoas para que utilizem a água de forma adequada.
O processo pode ser lento, mas é indispensável para que o Rio Doce, de grande importância
histórica, cultural, social e econômica, volte a ser o rio belo e abundante de antes.
Texto: Kalili Ohanna Rosa
Rio Doce, Linhares antes da seca
50
Dylio Em Foco
Projeto Raízes discute culturas Afro-Indígenas
s alunos da 2ª série do Ensino Médio da Escola Dylio Penedo, localizada em Aracruz, puderam aprender sobre as culturas
Afro e Indígenas com o projeto Raízes. O objetivo foi discutir a temática para redescobrir a influência indígena e africana do
povo brasileiro.
O projeto passou por dois momentos. No primeiro, os estudantes apresentaram informações pertinentes às temáticas, o
material sobre arte africana confeccionados nas oficinas realizadas durante a ação, estandes de culinária, religiosidade, arte e
história.
O segundo momento aconteceu no Clube Pila’s, em Jacupemba, com a apresentação de um show envolvendo apresentações de
capoeira, maculelê, músicas, danças e textos que tratam da importância histórica e cultural das etnias para a sociedade
brasileira. Além de gerar reflexões sobre as questões ligadas ao preconceito e discriminação com indígenas e negros no Brasil.
Nas disciplinas de Geografia, História, Língua Portuguesa e Arte, os alunos compartilharam o conhecimento adquirido por meio de
pesquisas, oficinas temáticas, visitas de campo e rodas de conversa com os alunos de outras turmas e outras escolas da
comunidade.
O professor Sebastião Almeida Coutinho explicou que o Projeto Raízes foi um seminário desenvolvido pelos próprios alunos, que
apresentaram para a escola e toda a comunidade. “O Projeto Raízes teve o intuito de proporcionar um melhor entendimento sobre
as culturas da formação do povo brasileiro”, disse Sebastião Almeida Coutinho.
O
Opinião: professora de Química Aline Rosa
Falar sobre a seca que vem atingindo os
municípios capixabas nos últimos dois
meses, de setembro a outubro, é falar da
constante diminuição do nível de água de
um dos principais rios do norte do estado,
o Rio Doce.
Essa seca que atinge o estado tem
causas já esperadas. Uma delas é o
fenômeno de aquecimento das águas
oceânicas, o El Niño.
A mídia constantemente relata os
impactos, que nós mesmos estamos
provocando neste cenário.
É evidente que o desmatamento da
vegetação ao longo do leito do rio contribui
para o agravamento da situação, mas não
se pode deixar de citar o uso inadequado
dos recursos hídricos.
O Rio Doce é o principal abastecedor de
água da região. A crise da água é nítida. E
nós? O que estamos fazendo para
amenizar este problema?
A resposta para essas perguntas está na
conscientização, por isso, o consumo
racional de água neste momento é
fundamental. Usufruir desse bem precioso
e essencial é uma dádiva, porém, finita.
Texto: Karine - SEDU
51
Estudantes da EEEFM Dylio Penedo são premiadas em simulado
nacional para o ENEM 2015
As alunas Karolina Ribeiro Trindade e
Kalili Ohanna Rosa foram premiadas com
um notebook por integrarem a lista dos 50
alunos com melhor desempenho no
simulado completo (provas objetivas e
redação) ENEM 2016 do site Virando
Universitário. Respectivamente, as alunas
obtiveram as taxas de aproveitamento de
88.23 e de 83.71, conferindo-lhes a 21ª e
37ª posição no grupo dos 50 premiados.
Eduarda Comper Fadino, aluna da EEEFM
Prof Santos Pinto, do município de
Governador Lindemberg, foi a outra
capixaba contemplada pela premiação do
site.
O simulado realizado nos dias 19 e 20 de
setembro, com início às 13h e término às
17:30h, foi realizado on-line e possui
algumas características que o diferenciam.
Todas as questões utilizadas foram
testadas e calibradas dentro da
metodologia da Teoria da Resposta ao
Item (TRI), a mesma utilizada pelo MEC
para a elaboração do Enem. Com a TRI, é
possível medir se o estudante realmente
sabe sobre o assunto em questão ou se
acertou ao acaso (chute).
Além disso, as provas não foram iguais
para todos, apesar de terem o mesmo
nível de dificuldade e avaliarem os
mesmos aspectos. Randomicamente, as
questões foram selecionadas e o sistema
gerou mais de 200 provas diferentes,
dificultando que dois amigos fizessem a
mesma prova e pudessem trocar
informações durante a avaliação.
Além da EEEFM Dylio Penedo, alunos de
outras 20 instituições públicas e
particulares do Espírito Santo participaram
deste simulado, que contou com inscrições
de estudantes de diversas cidades
brasileiras.
Alunas Kalili e Karolina
Todas as questões utilizadas
foram testadas e calibradas
dentro da metodologia da
Teoria da Resposta ao Item
(TRI), a mesma utilizada pelo
MEC para a elaboração do
Enem.
Alunas Kalili e Karolina
52
Veja o resultado das escolas capixabas no simulado Virando
Universitário
EEEFM Prof. Santos Pinto (Governador Lindenberg) – 74,76
EEEFM Dylio Penedo (Aracruz) – 73,23
Centro Eurico de Aguiar Salles (Linhares) – 72,23
CEB SESI Raul Giuberti (Colatina) – 72,08
EEEFM Dom José Dalvit (Montanha) – 71,93
EEEFM Fraternidade e Luz (Cachoeiro) – 71,66
EEEFM Eurico Salles (Itaguaçu) – 69,85
EEEFM José Pinto Coelho (Santa Teresa) – 66,83
IFES Santa Teresa (Santa Teresa) – 66,27
EEEFM Bernardo Horta (Irupi) – 65,83
EEEFM David Roldi (São Roque do Canaã) – 65,68
EEEFM Bananal (Rio Bananal) – 63,45
EEFM Godofredo Schneider (Vila Velha) – 62,74
EEEM Cei Átila de Almeida Miranda (Cachoeiro) – 62,64
EEEFM Prof. Hilda M. Nascimento (Serra) – 61,82
EEEFM Henrique Coutinho (Iuna) – 59,16
EEEFM Olavo Rodrigues da Costa (Ibitirama) – 58,39
EEEFM Aristóbulo Barbosa Leão (Serra) – 56,84
EEEM Gomes Cardim (Vitória) – 49,83
EEEM Monsenhor Miguel de Sanctis (Guaçui) – 44,23
53
Maratona do conhecimento empolga alunos e professores
A maratona do conhecimento, iniciada em
2013, é um projeto da EEEFM Dylio
Penedo desenvolvido pelos professores de
todas as disciplinas das primeiras séries
do ensino médio e tem como objetivo
tornar a aprendizagem mais divertida e
eficaz, abordando diferentes conteúdos
por meio de jogos e outras atividades.
Este ano a maratona está sendo
desenvolvida como uma ação do programa
Jovem de Futuro, que visa à melhoria dos
índices de aprendizagem dos alunos do
ensino médio.
A primeira parte da maratona, abrangendo
as disciplinas da área de Linguagens e
Biologia, baseou-se na leitura da obra
Anjos no aquário, de Júlio Emílio Braz, que
trata do tema da gravidez na adolescência.
Para abordagem do livro foram propostas
pelos professores de Língua Portuguesa e
pelas pedagogas as seguintes atividades:
produção de um vídeo para incentivo à
leitura da obra, confecção de cartões em
linguagem verbal (português e inglês) e
não verbal a respeito da
maternidade/paternidade precoce,
instalação artística acerca do drama da
mãe adolescente, paráfrase musical e
jogos.
Com exceção dos cartões e das
instalações artísticas, expostos no pátio da
escola, as demais atividades envolvendo
as 2 primeiras séries do turno matutino
ocorreram nos dias 28 e 30 de outubro.
Para realização das atividades, os alunos
foram divididos, por sorteio, em 2 equipes
por turma. Nessas datas, foram realizados
7 jogos. A equipe vencedora de cada jogo
conquistava o direito de responder a 4
questões, enquanto a outra equipe tinha
direito a 2.
De maneira geral, a competição entre as
equipes foi bastante equilibrada. Durante
os jogos foi possível observar o empenho
dos alunos em vencer o jogo e acertar as
questões conquistadas. De acordo com os
professores envolvidos, o resultado foi
bastante satisfatório; o percentual de
54
acerto das questões variou de 78% a 90%.
Além disso, alunos de outras turmas que
acompanharam as atividades
evidenciaram o desejo de ler o livro, ou
seja, um dos objetivos da maratona já foi
alcançado. Além dessas atividades, os
alunos farão ainda uma avaliação
individual, escrita sobre o livro; os
professores e pedagogas acreditam que
após toda essa dinâmica, os alunos
encontram-se mais bem preparados para a
última etapa da avaliação.
Na próxima semana será realizada a
culminância das atividades das turmas das
primeiras séries do turno vespertino, que
competirão entre si.
No dia 25 de setembro deste ano, a professora de Filosofia e Sociologia Marilene Mai
entrou de férias-prêmio, por isso, no dia anterior a sua saída, os alunos das turmas do
terceiro ano do ensino médio organizaram uma despedida surpresa para ela.
Abaixo segue o texto de homenagem produzido pelas alunas Kalili Ohanna Rosa e Karina
da Silva Nunes em nome da turma do 3M02.
Já dizia Platão que “A filosofia começa com a admiração” e para provar que estamos
filosofando estamos aqui hoje para dizer o quanto te admiramos.
E por quais motivos temos tamanha admiração por você? Bom, eles são muitos, mas
iremos destacar alguns que julgamos como mais importantes.
Exigência quanto à pontualidade: Essa característica já gerou vários pedidos de licença e
desculpa e para alguns, no momento, foi considerada uma atitude chata e desnecessária,
mas é uma lição que devemos levar para a nossa vida, principalmente a profissional.
Cobrança de responsabilidade: Essa é uma característica muito importante para a nossa
formação e que às vezes nem notamos o quanto precisamos dela, mas você estava
sempre ali para nos lembrar: “se faltarem a aula, não importa se é a sala toda, todos irão
levar falta” e “vocês têm o calendário com a data de entrega do trabalho”.
Homenagem à professora Marilene
55
Preocupação em compartilhar todo o seu conhecimento: É bem perceptível a sua
preocupação em compartilhar todo o seu conhecimento conosco, não se limitando apenas
aos conteúdos de Filosofia e Sociologia, mas trazendo
notícias, vídeos, músicas e acontecimentos que também são importantes para nossa
aprendizagem.
Envolvimento da sala: Com sua forma de ensinar os conteúdos e com os seus
questionamentos, que sempre nos deixavam loucos e perturbados para entendê-los e
desvendá-los, você conseguia fazer com que todos nós nos envolvêssemos em suas
aulas, alguns de maneira mais tímida, outros mais à vontade, mesmo que na maioria das
vezes não chegávamos numa conclusão concreta. Mas quem disse que deveríamos
chegar?
Aulas inovadoras: Você mostrou o seu interesse em realizar aulas inovadoras e pudemos
perceber isso com as dinâmicas, os jogos, o Café filosófico e os debates que nos propôs.
E foram inovações simples, mas que nos marcaram muito como alunos por nos mostrar
que é possível aprender, quem sabe melhor, mesclando atividades.
São essas características e tantas outras como a sua competência, organização,
inteligência, dedicação e vitalidade que fazem de você uma professora excelente. Uma
professora que consegue planejar e nos fazer cumprir em uma única aula, até três
atividades diferentes; que consegue nos enganar e chamar a nossa atenção sendo uma
boa atriz.
Queremos nos desculpar pelas vezes que interrompemos suas aulas com bagunças,
conversas e principalmente pelas vezes que Mateus parou a aula para discutir coisas
super úteis com os bons argumentos dele.
Queremos te agradecer por tudo, pelas broncas, pelos conselhos, momentos de
descontração, pelo conhecimento, pela sabedoria e por ser um exemplo para todos nós.
Mesmo que você passe uma imagem de durona e assuma ter sido uma criança metida e
“pra frente” e que só não tinha tamanho, você nos mostrou um lado seu bem diferente, um
lado jovem e engraçado capaz de cativar com um simples pedido de abraço coletivo. O
abraço que com certeza ficará marcado para sempre!
Aristóteles disse que “A grandeza não consiste em receber as honras, mas em merecê-
las” e você Marilene, merece todas as honras! Em nome do 3° M02, o nosso muito
obrigado.
56
Agradecimentos
O que dizer sobre aquelas pessoas que nos acompanham pelo menos 201
manhãs por ano? Não sabemos se é possível, mas vamos tentar expressar por
meio de algumas palavras a importância delas.
Primeiramente, gostaríamos de dizer que nada disso seria possível sem a
participação e o empenho dos alunos de nossa turma. E a nós vai o
agradecimento pela dedicação, preocupação, união e persistência, o que
possibilitou a realização de um trabalho tão importante como este. Vale
destacar a amizade entre os componentes, que permitiu um clima de
afinidade e companheirismo até a conclusão deste exaustivo e produtivo
trabalho.
Queremos também agradecer àqueles que nos incentivaram, ajudaram e nos
ensinaram: os nossos queridos professores e equipe gestora.
Queremos que vocês, Adriana, Aline, Cledimar, Eliana, Fabrício, Gilceane,
Gilmara, Jane, Jocimar, Júnior, Lucineia, Marilene, Paula Simone,
Marilza, Sandra e Josete saibam que são extremamente importantes para
todos nós.
Se existem pessoas a quem devemos atribuir boa parte do nosso sucesso e
comprometimento, essas pessoas são vocês! Afinal, cada um, com o seu jeito
de ser, compondo o maravilhoso e diversificado perfil de professor, ajuda a
conduzir os seus alunos pelo caminho do conhecimento. Por isso, queremos
agradecer a vocês por cada opinião, cada informação nova e cada momento
engraçado, feliz, interessante e produtivo que nos proporcionaram.
57
Professores e Equipe gestora
Toda a turma do 3M02 agradece e parabeniza a vocês!
Aline - QuímicaAdriana-Matemática
Eliana - Biologia
Fabrício - Física
Gilmara - Espanhol
Cledimar - Educação
Física
Gilceane-
Filosofia/Sociologia
58
Jane - Inglês Jocimar - Português Júnior - História
Lucineia - Português
Marilene -
Filosofia/Sociologia
Paula - Geografia
Simone - Artes Sandra - Pedagoga Josete - Diretora
59
Alunos
Amanda Arthur Débora
Ebert Eurico Geise
Igor Iron Isabela
Jennifer João Pedro João Víctor
Kalili Karina Lorrane
Karen Marcos Paulo Mateus
Lucas Marieli Rafaela
Miqueias Natieli Ruan
Rosimarina Taís Valéria
60
“Não é recomendável que todos pensem igual;
por causa da diferença de opiniões é que existem
corridas de cavalo”
Mark Twain
Realização
3º M02/EEEFM “Dylio Penedo”
2015

Revista pronta 3ª m02 - revisada e editada - imprimir

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    1 Fotonovela Mobilidade urbana educacional Meio Ambiente PoetizandoNotícias Projeto Dia do Bem Virando Universitário 3º M02 - 2015 Doação de órgãos
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    3 EditorialRevista Opinativa éproduzida pelos alunos da 3° série do ensino médio da Escola Dylio Penedo e teve sua primeira publicação no ano de 2011. A sua quinta edição aborda alguns temas sociais, dentre eles, a doação de órgãos, um tema cercado por variadas opiniões e muitos questionamentos. Graças às campanhas e aos avanços da medicina, a aceitação das famílias quanto à doação de órgãos de parentes cresceu, aumentando a quantidade de doadores no Brasil, o que possibilitou uma redução do tempo na fila de espera e mais pessoas sendo salvas. Embora tenha havido um crescimento significativo, a fila de espera ainda é grande, contando com mais de 60 mil pessoas no país, o que demonstra que a demanda ainda é bem maior que a oferta, tanto pela quantidade de doadores, quanto pela dificuldade de encontrar pessoas compatíveis. A doação de órgãos é uma importante ação solidária, que além de salvar vidas, desperta o sentimento de compaixão do ser humano. Neste contexto, acreditamos que toda ação voltada à finalidade de captação e doação de órgãos é bem-vinda, não devendo, portanto, ser dispensado nenhum esforço ou ação, que, gradativamente, possa mudar a opinião acerca do tema e, por conseguinte, o cenário relativo à doação e transplante de órgãos. Atenta a esses fatos, a Opinativa realizou pesquisas com os moradores da comunidade acerca do assunto. Além disso, por meio do projeto Dia do Bem, os alunos da 3° série do ensino médio realizaram uma campanha de doação de sangue; além de pessoas da comunidade, alunos e professores se mobilizaram para doar. No decorrer da revista você acompanha esses e outros assuntos, inclusive a comovente história do morador de Jacupemba, que foi o primeiro paciente a passar por um transplante de coracão no Espírito Santo. Boa leitura! A
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    4 Índice Programa Jovem deFuturo 05 Charge sobre racismo 06 Bulas literárias 06 Projeto Dia do bem 10 Fotonovela 13 Doação de órgãos 20 Entrevista 21 Pesquisa sobre doação de órgãos 26 Meio ambiente 27 Mobilidade urbana educacional 28 Entrevistas 28 Panegíricos 40 Poetizando notícias 43 Seca no Rio Doce 49 Projeto Raízes 50 Simulado Virando Universitário 51 Maratona do conhecimento 53 Homenagem à professora Marilene 54 Agradecimentos 50 Professores e equipe gestora 57 Alunos 59
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    5 Programa Jovem deFuturo é aposta para melhorar a qualidade do ensino na rede pública estadual. riado e desenvolvido pelo Instituto Unibanco, o Programa Jovem de Futuro é uma iniciativa voltada à gestão escolar e destinada aos alunos do ensino médio público brasileiro. O programa, que começou experimentalmente em 2008 nas escolas de Minas Gerais e já foi responsável por resultados relevantes naquele estado e também nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, chega agora ao Espírito Santo. No Estado, o ponto de partida deste programa é o resultado do IDEBES (índice de desenvolvimento da educação básica do Espírito Santo), que envolve o resultado das últimas avaliações do PAEBES (Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo) e o fluxo escolar, ou seja, as taxas de aprovação, abandono e reprovação escolar. Tendo como objetivo melhorar a qualidade do aprendizado dos estudantes por meio de estratégias e instrumentos que tornarão o trabalho mais eficiente, produtivo e criativo, a partir de uma parceria entre o Governo do Estado do Espírito Santo e o Instituto Unibanco, a 1ª etapa do programa foi lançada oficialmente no estado em julho de 2015, contemplando 151 escolas, visando ao aumento da proficiência dos alunos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, além da redução da taxa de reprovação no ensino médio. Para uma melhor aplicação do programa, foi realizado um sorteio entre as escolas das 11 Superintendências Regionais de Educação do Estado, e uma das contemplados foi a EEEFM Dylio Penedo, que, “...apesar do crescimento dos índices de desenvolvimento de 2011 a 2014, ainda apresenta componentes críticos no IDEBES: baixas notas em Matemática e altas taxas de reprovação na 1ª série do ensino médio”, afirma Ronise Stela M. Grassi, supervisora da SRE Linhares responsável pelo monitoramento das ações do programa na Escola Dylio Penedo. Até o momento, além dos encontros quinzenais da supervisora da SRE com a equipe gestora da unidade escolar, quando é feito o acompanhamento das ações relativas ao programa, foram realizados dois outros momentos significativos: o primeiro, para apresentar o projeto para alguns alunos e professores da escola, e o segundo, realizado no dia 04/09/15, que contou com a participação de pais, alunos, professores e equipe gestora da escola. Neste segundo momento, sob coordenação da pedagoga Marilza Mai, foi apresentado um esboço do projeto, sendo ressaltado que um dos primeiros passos de cada escola inserida no programa é a elaboração de seu Plano de Ação. Segundo a pedagoga, “ao longo do programa Jovem de Futuro (2015/2018), cada escola tem metas a serem alcançadas, sendo a meta inicial definida com base na circa histórica do PAEBES: nota padronizada vezes a taxa de aprovação. No caso da EEEFM Dylio Penedo, a circa de 2011 a 2014 foi de 4,42 e, a partir dela, foram pactuadas as seguintes metas: 2015=4,60; 2016= 4,80; 2017=5,02 e 2018=5,20”. Marilza afirmou ainda que “...entre as 151 escolas participantes do programa, o IDEBES da EEEFM Dylio Penedo previsto para 2015 ocupa a 9ª posição”. A partir da exposição feita, para composição do Plano de Ação, foram dadas sugestões de alunos, pais e professores, dentre as quais, destacam-se a volta de atividades como a Semana Literária, Feira de Cordel, Maratona do Conhecimento e a continuação do Dia do Bem e da produção da Revista Acadêmica. A referência a tais projetos demonstra, na opinião dos presentes, que o grupo de gestores e professores da escola já está empenhado em desenvolver estratégias para melhorar a qualidade do ensino, não havendo, portanto, maiores dificuldades para implementação do programa O programa Jovem de futuro, que tem o propósito de acompanhar o ensino médio no período de 2015 a 2018 prevê, para isso, as seguintes etapas: planejamento, execução e monitoramento, para que assim seja possível alinhar as ações da escola no que for necessário. Além disso, o Instituto Unibanco dispõe de uma plataforma virtual para possibilitar a formação de professores e pedagogos a distância, contando ainda com cursos presenciais para os dirigentes escolares e pedagogos de cada escola, responsáveis pelo programa em suas respectivas unidades escolares. Com a implantação do programa, acredita-se que as escolas poderão atingir as metas propostas, apresentando melhoria na qualidade do aprendizado, promovendo uma educação básica mais produtiva, alcançando níveis de proficiência nos resultados do PAEBES e elevação do IDEBES, mostrando, dessa forma, que uma educação de qualidade resulta de um plano de ação e esforço coletivo, além da utilização de projetos que motivem e mobilizem a aprendizagem. C
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    6 E M P Racismo,cultura ou intolerância Dica de Leitura O mulato COMPOSIÇÃO  Prosa naturalista narrada em 3ª pessoa  6 personagens principais  19 capítulos  224 páginas INDICAÇÃO Livro indicado para leitores jovens e adultos, principalmente os que se encontram em período escolar, tanto no ensino médio, como na educação superior, especialmente para estudantes da área de Letras. “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá Guerra.” Bob Marley (Aluísio Azevedo)
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    7 INFORMAÇÕES AO LEITOR Publicadoem 1881, O mulato marcou o início do Naturalismo brasileiro, embora ainda apresente alguns traços românticos. O livro retrata a história do mulato Raimundo, filho bastardo do comerciante José da Silva com a escrava Domingas. Depois de se formar em Direito, na Europa, Raimundo retorna ao Maranhão e se hospeda na cada do tio Manuel Pescada, onde se apaixona pela prima Ana Rosa. Com uma linguagem detalhista, uma dose de suspense e denúncia a alguns problemas sociais da sociedade maranhense da época, como a escravidão, a corrupção do clero e principalmente o preconceito racial, o autor traça um rico painel da região no final do século XIX, prendendo a atenção do leitor. CONTRAINDICAÇÕES Esta obra é contraindicada para crianças e pessoas com baixo nível de escolaridade e pouca experiência leitora, pois contém uma linguagem bem diferente da atual, o que pode dificultar o entendimento da narrativa. Além disso, leitores que apresentam certa resistência para obras relativamente longas e detalhistas tendem a não se interessarem pela leitura da obra. PRECAUÇÕES Para que se faça bom proveito da leitura, recomendam-se os seguintes procedimentos:  Escolha um ambiente agradável (sem barulho e com boa iluminação);  Concentre-se o máximo possível na leitura;  Mantenha-se longe de computador, televisão e celular durante a leitura;  Não interrompa a leitura por períodos extensos;  Para alguns leitores, é interessante ter um dicionário por perto; REAÇÕES ADVERSAS Embora não ocorram com todos os leitores, algumas reações desagradáveis podem ser observadas, tais como:  Falta de concentração e dificuldade de acompanhar a narrativa;  Distração;  Estresse, em função das características da obra já apontadas;  Frustração em relação ao desfecho de determinados fatos. POSOLOGIA A leitura deve ser feita de acordo com a capacidade e disponibilidade do leitor, mas recomenda-se que sejam lidas pelo menos 20 páginas diárias. Dessa forma, o livro pode ser lido em aproximadamente 11 dias. Leitores menos experientes provavelmente necessitarão de um pouco mais de tempo para conclusão da leitura. O importante é que seja reservado um tempo diário para esta atividade, o que contribuirá para melhor compreensão da obra. Importante: Em caso de ocorrência de alguma (s) dessas reações, faça uma pausa, exercite a paciência e, de preferência, retome a leitura. Outra dica importante, quando se é estudante, é consultar seu professor, que poderá lhe motivar a não desistir da leitura.
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    8 Casa de Pensão (AluísioAzevedo) COMPOSIÇÃO  Rica história naturalista em prosa  Foco narrativo na 3ª pessoa  Linguagem carregada de pormenores descritivo- narrativos  263 páginas  22 capítulos  Uma personagem principal: Amâncio INDICAÇÃO Por ser um clássico da literatura naturalista brasileira, o livro é indicado para professores, alunos e demais leitores interessados no assunto. Recomendado para quem gosta de investigação policial, pois um crime acontece na narrativa, instigando o leitor a continuar a leitura. INFORMAÇÕES AO LEITOR A obra exemplifica o estilo naturalista, que tem como foco o cotidiano das personagens, a ênfase no lado instintivo do homem e sua exploração devido à ambição pela riqueza. O aspecto naturalista da narrativa pode ser observado desde o seu início, com a apresentação do protagonista Amâncio, marcado pelas relações da escola e na família, que o encheram de revolta. CONTRAINDICAÇÕES O livro é contraindicado para alunos do ensino fundamental, pois apresenta uma linguagem de difícil entendimento e a pessoas que se entediam facilmente com textos altamente descritivos e ainda para leitores pouco acostumados à leitura de clássicos da literatura brasileira. PRECAUÇÕES Para desenvolver uma leitura de forma mais proveitosa, é preciso:  Escolher ambiente harmônico;  Colocar-se no lugar das personagens, buscando um contato mais direto e intenso com a obra;  Ter foco durante a leitura;  Em caso de dificuldade para compreensão de alguns termos, recomenda-se o uso de dicionário;  Manter a regularidade de leitura para que não haja perda de fatos importantes da narrativa. REAÇÕES ADVERSAS A prática da leitura por horas seguidas pode provocar sonolência. Caso o leitor sinta dor de cabeça ou irritação nos olhos, deverá diminuir o tempo das sessões de leitura. Se persistirem os sintomas, um médico oftalmologista deverá ser consultado. Há relatos de leitores que apresentaram sintomas de desinteresse pela leitura. Neste caso, sugere-se uma pausa por um período, não muito longo, e a retomada da atividade. NÃO DESISTA DA LEITURA!
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    9 POSOLOGIA Inicie a leituracom um número menor de páginas por dia e, gradativamente, tente aumentar esse número. Não há quantidade específica de capítulos ou páginas a serem lidos diariamente; a atividade pode ser feita de acordo com o tempo disponível e o perfil de cada leitor. Deus criou vidas, e não raças! (Autor desconhecido)
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    10 DIA DO BEM "Fazero bem sem olhar a quem." Esta é uma frase que todos nós já ouvimos, mas é num pacato distrito do interior do Espirito Santo que esta frase toma forma, por meio de um projeto denominado "DIA DO BEM", criado pela pedagoga Marilza Mai, e que acontece anualmente desde 2013 na Escola "Dylio Penedo”. O projeto foi idealizado devido à necessidade de implantar um projeto que pudesse integrar diferentes pessoas, motivando os alunos a estabelecerem metas e a trabalharem para alcançá-las, fortalecendo o sentimento de empatia e a criação de laços afetivos na comunidade escolar, além da possibilidade de se realizar ações de ajuda a instituições ou grupos de pessoas em situações de carência material e afetiva, tendo como base os quatro pilares básicos da educação propostos pela UNESCO (aprender a conhecer aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser). O projeto é desenvolvido trimestralmente, englobando a cada etapa duas séries. Em cada trimestre uma área do conhecimento é responsável pela mobilização e articulação dos trabalhos das turmas, que em conjunto com os professores, definem qual será a sua ação e estipulam a meta a ser alcançada. Considerando os resultados do projeto, os alunos da Escola Dylio Penedo já arrecadaram e distribuíram cerca de 1 tonelada de alimentos, além de livros infantis, brinquedos e material de higiene a instituições como orfanatos, asilos e pré-escola, além de famílias carentes da localidade. Tendo em vista a inclusão do projeto no calendário aacadêmico da escola, ouvimos a opinião da pedagoga Sandra Laporti. „„Acredito que o principal objetivo do projeto é estimular a solidariedade por meio das variadas ações praticadas; desse modo, nossos alunos, que também são cidadãos, começam a ter senso de responsabilidade social, demonstrando que possuem sensibilidade e iniciativa solidária, que todos são responsáveis por todos, evidenciando a satisfação, o desejo de contribuir e ser útil num mundo em que a sociedade atual, em sua maioria, está servindo ao individualismo. Assim, posso definir na frase de Madre Tereza de Calcutá: “Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota”. - Concluiu a pedagoga. Definição dos pilares propostos pela UNESCO Aprender a conhecer: Esta aprendizagem deve ser encarada como um meio e uma finalidade de vida humana. Simultaneamente visa não tanto à aquisição de um repertório de saberes codificados mas o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento. Aprender a fazer: refere-se essencialmente à formação técnico-profissional do educando. Consiste essencialmente em aplicar na prática os conhecimentos teóricos. Aprender a viver com os outros: consiste num dos maiores desafios para os educadores, pois atua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate ao conflito, ao preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Aposta-se na educação como veículo de paz, tolerância e compreensão. Aprender a ser: Pretende-se formar indivíduos autônomos, intelectualmente ativos e independentes, capazes de estabelecer relações interpessoais, de se comunicarem e evoluírem permanentemente, de intervirem de forma consciente e proativa na sociedade.
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    11 Além da pedagogaSandra, pedimos a opinião da mentora do projeto, Marilza Mai, para quem, “a potencialização do desenvolvimento do indivíduo é uma das incumbências que as escolas devem assumir. E fazer isto no âmbito restrito de uma organização curricular ou dentro do muro da escola é tarefa em vão. Por mais simples que o projeto de doação proposto pelo Dia do Bem possa parecer, o importante dele é a mobilização e sensibilização do aluno para as diversas necessidades da sociedade e dos indivíduos, percebendo sua importância no meio em que está inserido. Esse despertar para o outro é o maior aprendizado de cada membro da EEEFM Dylio Penedo. Os adolescentes e jovens que hoje participam deste projeto levarão as lembranças e emoções advindas deste “Dia do Bem” para sempre. E isto por si só já é muito positivo: lembrar do bem que fez a alguém, da alegria que proporcionou a outro e isso tudo associado à imagem da escola, tantas vezes criticada em meio às eternas crises da educação pública do Brasil.” Vale destacar os projetos realizados pelos 3°Anos, sendo um ano diferenciado, pois houve uma iniciativa jamais tomada antes, a doação de sangue, cujo objetivo era disponibilizar vários tipos sanguíneos para reforçar o estoque do Hemocentro de Linhares, contribuindo para salvar vidas de pessoas doentes ou acidentadas. A doação de sangue é um gesto de amor, que além de poder ajudar pessoas, mesmo desconhecidas, é fácil e, se realizada de maneira adequada, não oferece riscos aos doadores. Alunos e professores da EEEFM “Dylio Penedo” doando sangue em Linhares “A potencialização do desenvolvimento do indivíduo é uma das incumbências que as escolas devem assumir.” Marilza Mai
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    12 Além da doaçãode sangue, foi realizada uma visita à pré-escola CMEI Francisca Rocha Ribeiro a fim de realizar brincadeiras e contar histórias de livros infantis. Após a atividade, livros foram doados para as crianças. O intuito dessa atividade foi alegrá-las e estimular a imaginação e o interesse pela leitura, visto que sua prática é essencial ao longo de todo o desenvolvimento humano. Até o final do ano participarão do projeto as turmas do 7º ano e 1º ano do ensino médio, sob cordenação dos professores da área de humanas. Momento de interação com crianças Doação de sangue
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    13 No quarto daValdirene As Fotonovelas são novelas em quadrinhos que utilizam, no lugar dos desenhos, fotografias, de forma a contar, sequencialmente, uma história. Hoje estão quase esquecidas, mas foram muito populares entre as décadas 50 e 80, por serem baratas e acessíveis a grande parte da população, enquanto os meios de traziam muitas informações sobre moda, literatura, música, entre outros. No quarto da Valdirene
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    20 Doação de órgãos:Luta pela vida! primeiro transplante de órgãos bem sucedido aconteceu em 1954, em Boston, nos Estados Unidos, quando o Dr. Joseph E. Murray realizou um transplante de rins entre dois gêmeos idênticos no hospital Brigham and Womem. Murray baseou-se numa descoberta de que um transplante entre gêmeos não apresentava perigo de rejeição, uma vez que o genoma do receptor e doador é o mesmo. Porém foi na década de 60 que os médicos descobriram como transplantar órgãos de pessoas que não fossem parentes. O Brasil é uma referência mundial em transplantes de órgãos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. No Brasil, no ano de 2014 houve uma grande quantidade de doadores de órgãos, porém, no ano de 2015, houve uma acentuada queda no número de doações, isso porque 43% das famílias abordadas se recusam a doar órgãos do familiar. Diante disso, a meta de doações foi revista, e passou de 17 pessoas por milhão para 15 e/ou 15,5 por milhão. Assim, de 1,4%, as doações caíram para 0,8% em relação aos doadores efetivos, que são os diagnosticados com morte cerebral. Infelizmente, há estados em que muitas famílias ainda nao doam os órgãos dos parentes. Em Goiás, por exemplo, 82% das famílias não doam. O estado do Espirito Santo, em 2002, ocupava a 21° posição no ranking nacional, e em 2010, passou a ocupar o 3° lugar com o melhor desempenho na área de transplantes. Isso só foi possível graças à criação da Política Estadual de Estímulo à Doação e Transplantes de órgãos, que é coordenada pela Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos no Espiríto Santo da Secretaria de Estado da Saúde. (CNCDO/ES). O programa consiste em levar as pessoas a aderirem à campanha de doação de órgãos, que é realizada nos hospitais capixabas. Ainda assim, no Brasil, há mais de 60 mil pessoas na fila de espera, aguardando um gesto de solidariedade que salve suas vidas. Opinião O A doação de órgãos e transplante são assuntos polêmicos em nossa sociedade. Atualmente há uma preocupação e dificuldade em conscientizar a população, tanto no que se refere aos aspectos éticos quanto às providências a serem tomadas pelos profissionais da área da saúde. A autorização por parentes para a retirada de órgãos e transplante ou a disposição para ofertar seus próprios órgãos são atos de amor, cuja motivação é o interesse em promover a vida, tendo em vista a solidariedade e o amor ao próximo. Professora de Biologia Eliana Zucolotto
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    21 “Fiquei abalado ecom um pouco de medo quando recebi a notícia de que precisaria fazer um transplante de coração, porém sempre me mantive tranquilo, pois tinha fé e acreditava que tudo daria certo.” Primeiro paciente a receber transplante de coração no Espírito Santo reside em Jacupemba No ano de 2005 foi realizado o primeiro transplante de coração no estado do Espírito Santo. O órgão doado pela família de um jovem, vítima de acidente de moto, com morte cerebral, foi recebido pelo produtor rural Esmael Baiôco, na época com 51 anos. A cirurgia foi feita no Hospital Meridional de Cariacica. Mesmo se tratando de uma cirurgia muito delicada, tudo correu bem e o paciente teve uma ótima recuperação. Segundo relatos de Esmael, o doador Rodrigo disse à família, semanas antes de falecer, que gostaria de ser doador de órgãos, o que possibilitou e facilitou a doação, salvando sua vida. Opinativa: Qual o problema que o senhor tinha no coração? Esmael: Meu coração ficou dilatado. O normal do coração é de 46 a 48 mm, o meu já tava com 96 mm. O médico suspeitava que fosse mal de Chagas, mas não foi confirmado. Essa doença só se manifesta depois dos 35, 40 anos, e por coincidência, eu tinha uns 45 anos quando descobri o problema. Quando e como o senhor descobriu a doença? Foi mais ou menos em 1998, 1999. Eu sentia muito cansaço e falta de ar. Não podia fazer muito esforço que me sentia mal, por exemplo, não conseguia nem tomar banho direito, nem abaixar para colocar os sapatos; isso para mim já era uma Esmael mostra a foto de Rodrigo, o doador do coração
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    22 dificuldade. Aí procureium médico e nos primeiros exames o médico percebeu algo estranho, descobrindo em seguida minha doença. O senhor fez algum tratamento? Esse tratamento era para reverter ou somente para estabilizar a doença? O doutor falou que não tinha como reverter a doença. A única solução era fazer um transplante. Aí eu tive que fazer tratamento com os medicamentos durante 6 anos até chegar o momento do transplante. Qual foi a reação do senhor ao saber que teria que passar por um transplante de coração? Na hora eu não acreditei, fiquei assustado, com muito medo. Porque há 10 anos ninguém quase falava nisso, principalmente aqui no ES. Não é como hoje, que os transplantes já são comuns. Mas depois os médicos foram me preparando, me tranquilizando, eles falaram que como eu não tinha pressão alta, começo de infarto, essas coisas, a cirurgia tinha 100% de chance de dar certo. Aí eu fiquei ansioso para fazer logo a cirurgia porque eu queria melhorar. E a sua família, como reagiu? Bom, para minha mulher e meus três filhos estava sendo duro demais me ver sofrendo. Eu passava mal e eles ficavam preocupados, os meninos quase nem queriam ir estudar. E eu passava muito mal, tinha dia que minha vista ficava escura, eu não via nada, minha pressão baixava demais, ficava 4 por 4, até zerava; mesmo com os medicamentos e a dieta acontecia isso, aí eu tinha que correr parar o hospital. Foi um sofrimento muito grande, até o médico falar que eu precisaria passar pelo transplante, e aí primeiro minha família ficou preocupada, mas depois, eles me apoiaram e ficaram confiantes que ia dar certo e com esperança de voltar a me ver bem. Como foi a preparação para a cirurgia? Eu ia ao médico toda semana, porque tinha que fazer muitos exames e às vezes eu me sentia mal. Tomava muitos remédios, aí tinha vez que não fazia efeito, não servia e tinha que voltar lá para o médico trocar a medicação. Por quanto tempo o senhor ficou na fila de espera para receber o órgão? Foi um pouco menos de dois anos. Já tinha uns quatro anos que eu
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    23 tinha descoberto adoença e tava fazendo o tratamento, mas demorou para o médico me colocar na fila de espera, porque antes tive que fazer muitos exames. Aí, quando o médico falou: “a partir de hoje você tá na fila de espera do transplante, é só aguardar”, eu tive que ficar preparado porque o coração podia chegar a qualquer momento. Em algum momento, durante a espera, o senhor chegou a pensar que não conseguiria um coração para fazer o transplante? Sim. Tinha pessoas que falavam comigo que ia demorar e talvez eu nem ia conseguir, aí eu ficava desacreditado né, desconfiado. Eu me perguntava: será que eles vão me chamar? Até porque o hospital ainda não tinha feito nenhum transplante de coração. Mas aí eu fui me preparando, passei a acreditar que ia dar certo, e os médicos também foram correndo atrás, fazendo de tudo para me ajudar e aí até que consegui o coração, e fiquei muito feliz, porque eu tinha a esperança de voltar a ter uma vida normal. A equipe médica era daqui do Estado? Sim. Alguns médicos se formaram fora do Estado, mas todos já trabalhavam aqui no Espírito Santo. Quanto tempo durou a cirurgia? Correu tudo bem ou teve alguma complicação? Durou cerca de dez horas e meia. Começou às 21:00 horas na sexta- feira e terminou às 7:30 no sábado. Graças a Deus foi tudo bem. A cirurgia foi particular? A cirurgia foi pelo SUS. Só tinha a despesa mesmo da viagem daqui para Vitória e Cariacica e alguns exames que o SUS não cobria e eu tinha que pagar. Como foi sua recuperação? A previsão era de eu ficar de 15 a 17 dias na UTI, mas eu fiquei só 8 dias. Eu me recuperei muito bem. O período para eu ficar no hospital era de uns 40 dias, mas vim embora com 18 dias. O médico disse que eu poderia ter enjoo, vômito, tontura, febre, após a cirurgia né, nos primeiros dias, mas graças a Deus não senti nada. Nem dor. Só um pequeno incômodo, porque o corte foi grande, mas recuperei bem rápido, até os médicos se surpreenderam. O senhor sabe quem foi o doador? Conhece a família? Sei. O doador foi o Rodrigo - agora não lembro o sobrenome - um rapaz de 20 anos, era filho único –
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    24 imagina o sofrimentoda família. Ele morreu num acidente de moto lá em Cariacica mesmo, perto da casa dele, quando voltava do trabalho para casa. Aí, como ele morreu de morte cerebral, o coração pôde ser doado. Os pais dele disseram que os rins, as córneas, o fígado e acho que outros órgãos também foram doados. Bom, cerca de seis meses depois da cirurgia, a mãe e o pai do Rodrigo me ligaram, falaram que queriam me conhecer, aí, como eu também queria conhecer eles né, até para agradecer, a gente combinou e eles vieram aqui. Depois eu também fui na casa deles. Mesmo depois de 10 anos da cirurgia, sempre que posso entro em contato e vou visitar eles. Agora já tem 6 meses que não vejo eles. Como está sua saúde hoje? Eu tô bem. Hoje eu vivo normal, eu sou aposentado né, porque logo depois da cirurgia o médico me deu o laudo, mas mesmo assim, como eu tenho minha roça, continuo trabalhando, só faço o serviço mais leve porque tenho que ter alguns cuidados a mais, como não pegar muito peso, não tomar muito sol. E minha alimentação também é normal, só tenho que evitar comer muita gordura e muito doce, mas isso todos devem evitar, até quem não passou por cirurgia como eu. Eu posso até tomar uma cervejinha e um vinho de vez em quando (risos). E tenho os remédios que preciso tomar todos os dias para não ocorrer rejeição, para manter a pressão sempre boa e para a imunidade também. Aí, isso é para sempre, não posso parar de tomar os medicamentos. E faço revisão de ano em ano, faço os exames tudo, ecocardiograma, esteira e levo para o médico ver. E faço também exames para avaliar como tão os medicamentos no meu organismo, porque pode ocorrer de precisar trocar, como já aconteceu duas vezes, que eu troquei porque o remédio tava elevando minha glicose. O senhor fez alguma mudança nos hábitos após o transplante? Não. Só os cuidados a mais com a saúde, mas do resto, posso viver normal. Agora me sinto até mais disposto. O que o senhor pensava sobre a doação de órgãos antes de precisar passar pelo transplante? E depois? Ah, antes eu nem pensava sobre
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    25 isso, como minhasaúde era boa, eu nem lembrava que existia a doação, a gente pensa que nunca vai precisar né, nunca vai acontecer com a gente. E só quando eu precisei passar pelo transplante que eu vi que a doação de órgãos é importante demais. Pessoas que tão aí morrendo na fila esperando um coração, um fígado, algum órgão têm a chance de ter uma vida normal, sem sofrimento. A doação de órgãos é um gesto que salva vidas, como foi o meu caso! Após a cirurgia, mudou algo na sua forma de ver a vida? Sim. Hoje eu tento aproveitar mais a vida né, porque a gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã. E acho que a gente tem que olhar muito para as pessoas que precisam da gente. Hoje eu faço tudo que posso para ajudar as pessoas e com o maior prazer.
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    26 72% 28% você doaria órgãos? SIMNÃO 29% 23% 21% 9% 18% Que tipo de órgão doaria? RIM CORAÇÃO MEDULA CÓRNEA OUTROS 18 a 31 32 a 45 46 a 60 39% 20% 13% 15% 9% 4% DOAÇÃO DE ORGÃO POR FAIXA ETÁRIA Sim Não Devido ao assunto abordado, realizamos uma pesquisa em na comunidade, entrevistando 600 moradares, para constatar a média de pessoas que doariam órgãos.
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    27 Meio Ambiente –História em quadrinhos
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    28 Mobilidade urbana educacional. mobilidadeurbana se torna um desafio nos dias atuais, não apenas em pequenas cidades, mas também em grandes centros urbanos, devido à busca de melhores condições de trabalho, educação entre outros , visando uma melhor qualidade de vida e aprimoramento dos conhecimentos. Diante disso, é notório que o ensino em cidades interioranas também foi ampliado em grande escala, se compararmos a décadas atrás, quando as pessoas eram obrigadas a percorrerem grandes distâncias, em alguns casos a pé ou com o auxílio de meios de locomoção rudimentares como bicicleta, para terem acesso à escola de nível fundamental e ao ensino médio. Em Jacupemba, distrito abordado em nossa revista, não aconteceu diferente, pois diariamente pessoas migram para as cidades vizinhas de Linhares e Aracruz, em busca de outras opções educacionais e também de trabalho, etc. Com isso, o transporte público deveria ser o principal meio de locomoção desses moradores, mas a real situação não é essa. Empresas privadas prestam o serviço e seus usuários às vezes contam com descontos ou passe livre. Atualmente, no distrito, 273 pessoas são beneficiadas com passes para o transporte; são estudantes e trabalhadores que, comparando a décadas passadas, não tinham estas oportunidades de pagar menos pelo transporte, e assim poder estudar e trabalhar. Na Escola Dylio Penedo, em Jacupemba, o ensino médio não profissionalizante foi incluído no ano de 1999. Assim, para concluí-lo, as pessoas podem ter um melhor acesso, por já se encontrarem mais próximas da escola. Mas, caso optem por um curso superior, terão de se locomover para outros locais, e para isso, precisarão de transportes. Mesmo havendo, em décadas passadas, transporte público cedido pelo município a alunos de cursos superiores, ele não era disponibilizado para Jacupemba, assim, as pessoas precisavam pegar carona nas rodovias, e ás vezes, por cortesia, os ônibus dos universitários de Linhares cediam vagas para que alguns estudantes de ensino superior do distrito que estudavam em Colatina. Felizmente, hoje as pessoas conseguem estudar em locais mais distantes, pois com o mundo moderno e acessível, torna-se viável ingressar em instituições que disponibilizam cursos técnicos e superiores “Mesmo que eu tenha o passe, ainda assim o custo é um pouco elevado, mas se for considerado valor mensal da locomoção, creio que ainda assim vale a pena” diz Igor Dal Piero, estudante de automoção industrial no Ifes, em Linhares. Tendo em vista o avanço desta disponibilidade, é notória a diferença na vida destas pessoas; Linhares, Aracruz e região se tornaram mais acessíveis, havendo mais opções de horários de ônibus para atender a demanda, especialmente para Aracruz, o que não se aplica apenas à educação, mas a outras situações, como de trabalho, em que o uso do transporte se faz necessário. Mas não se deve enganar; o monopólio empresarial impede uma concorrência leal, fazendo os preços sofrerem com uma flutuação constante, além de inviabilizarem que outras empresas prestem o serviço e talvez com mais qualidade. A partir do direito conquistado, agora é a vez de lutar por um preço mais acessível dada a diversidade social de seus usuários. A
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    29 Entrevistas Professora de Sociologiae Filosofia: Marilene Mai. Opinativa: Onde você estudou? Marilene: Eu estudei numa faculdade chamada FAFIC, em Colatina. Que tipos de transportes você utilizava para se locomover até a faculdade? Às vezes a gente pagava o ônibus, mas houve um período em que quem pagava o transporte era a prefeitura de Linhares. Na verdade, a gente era uma espécie de “carona”. Na época nós éramos chamados de “pessoal do meio do caminho”, porque o município de Aracruz não nos assistia porque íamos para Colatina, ou seja, o transporte de Aracruz não vinha aqui nos buscar. Como não tinha faculdade em Linhares, a prefeitura custeava o transporte e como o caminho deles passava por aqui eles davam carona pro pessoal que era daqui do município de Aracruz, mas como nós éramos de outro município, havia certo preconceito, uma certa discriminação em relação a nós. Mas nós precisávamos, então era o jeito ir. Além disso, era muito difícil ir de ônibus até Colatina, até por conta do horário e do preço, por isso nós só estudávamos no final de semana; então nós íamos na sexta e ficávamos lá. Nós só íamos durante a semana se tivesse alguma prova que não havia sido feita durante o final de semana, e então tínhamos que ir com o pessoal de Direito, que ia mais vezes na semana. Mas tinha aula a semana toda? Sim. Havia aula a semana toda e tínhamos que pagar para os colegas passarem a matéria para nós. Eles copiavam a matéria, xerocavam e nós pegávamos isso. Qual curso você fazia? Eu fazia o curso de Pedagogia.
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    30 Em qual localvocê (s) ficavam? Era pensionato, pagávamos um determinado valor por mês. Nós alugávamos o quarto e, às vezes, dormíamos até em 10 pessoas num único quarto. Como você conciliava o fato de morar longe de onde estudava? O pensionato ficava bem próximo da faculdade, aliás todos os pensionatos ficavam próximos. De fato, esses pensionatos eram residências comuns, de pessoas que tinham casas e adaptavam para receber esses alunos que vinham de fora. Vinham pessoas do estado todo, inclusive de Minas Gerais, principalmente devido ao transporte de trem. Com a correria dos estudos, você deixava de se alimentar? Nós comíamos salgadinhos e “sanduichinhos”. Teve um período em que tinha um restaurante próximo e dava tempo da gente pelo menos jantar porque nós saíamos daqui muito cedo, às 16:00, então nós chegávamos e não tinha jantado ainda e as aulas começavam às 19h. Depois que esse restaurante fechou, só comíamos lanche. No primeiro ano eu só comia hambúrguer (risos), tanto que hoje eu não como mais hambúrguer, traumatizei de tanto hambúrguer que eu comi no primeiro ano. Na faculdade havia um restaurante, só que a qualidade da alimentação era péssima; e tinha uma senhora que vendia bolinho de carne, salgadinho e sanduíche natural do lado de fora da faculdade, era o que a maioria das pessoas comiam. Às vezes a dona da pensão nos fornecia sopa e café da manhã, mas o pão era horrível (risos). Em que ano você começou a faculdade? E quando terminou? Comecei em 1986 e terminei em 1989. Quais as diferenças da sua rotina aqui e lá? Aqui a vantagem era que eu já trabalhava dando aula, comecei no segundo ano de minha faculdade; trabalhava perto de casa; tinha horário certo para me alimentar. Lá eu não tinha horário, quero dizer, tinha, mas eram horários apertados. Algumas vezes eu chegava em casa cedo - quando tinha o transporte certinho, que sempre chegava mais ou menos no mesmo horário - mas quando não tinha, você dependia do horário de ônibus, dependia de carona. Mas nós não nos arriscávamos pegar qualquer tipo de carona. Nós rejeitávamos algumas caronas. Era essa a vida, fácil né?!
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    31 Professor de Língua Portuguesa:Jocimar Roberto Rosa Opinativa: Com quantos anos você ingressou na faculdade? Jocimar: Eu ingressei aos18 anos. Quantos anos durou a sua faculdade? Quatro anos. De 1987 a 1990. Para que você estudou? Fiz o curso de Letras. Você gostava desse curso e queria cursá-lo ou fez por outro motivo? Na verdade, eu queria ser professor. Letras não era minha primeira opção, não era realmente a minha escolha, foi mais por uma opção de visar ao mercado de trabalho. Eu preferia fazer Pedagogia ou Geografia, mas considerando que a área de letras tinha um número maior de aulas, eu achei que seria melhor fazer esse curso. Onde você estudou? Na FAFIC, mantida pelaFundação Castelo Branco, em Colatina. Por que você teve que estudar lá? Porque na época a única faculdade particular mais próxima era a de Colatina. A faculdade de Linhares ainda não oferecia o curso de Letras e como eu tinha resolvido fazer Letras, então era o local mais próximo. Também não tinha faculdade em Aracruz e o acesso à universidade na época era praticamente impossível para alguém da oriundo da escola pública. E você conseguiu bolsa ou pagou? Não, minha faculdade foi toda paga. Na época não existia nenhum programa do governo que custeasse e facilitasse o acesso de estudantes com renda e classe baixas ou de escolas públicas.
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    32 Quais eram asprincipais dificuldades? Primeiro que você tinha que estudar e tinha que se manter trabalhando. No primeiro ano em que fiz faculdade eu não dava aula, não consegui trabalhar como professor, então eu tive que trabalhar em outra área para conseguir pagar a minha faculdade e além disso a dificuldade também de transporte; por esse motivo a gente só frequentava a faculdade nos finais de semana - na sexta e no sábado. E isso fez com que durasse mais tempo a sua faculdade? Não. Foi o mesmo período, 4 (quatro) anos. A questão é que, aquilo que nós perdíamos durante a semana nós fazíamos alguns trabalhos para suprir um pouco da frequência e também do conteúdo. Tinha aulas durante a semana, certo? Sim, as aulas eram de segunda a sábado, mas a gente “de fora” só frequentava final de semana. O transporte era todo custeado por você? Bem, a gente conseguia carona com os ônibus cedidos pelo município de Linhares, mas todo inicio de ano ficava naquela dependência, se eles iam ou não nos levar, se a prefeitura ia ou não liberar ônibus para quem fosse estudar em Colatina, e nós tínhamos às vezes que pegar carona, era meio incômodo, mas precisávamos. Muitas pessoas daqui de Jacupemba estudavam lá? Na época não; poucas pessoas de Jacupemba fizeram faculdade em Colatina; no período em que eu estudei, por exemplo, éramos eu, Marilza e Marilene que íamos para lá. Tinha vestibular? Sim. Meu vestibular foi realizado em 3 dias, uma etapa eliminatória e uma classificatória. Qual era o número de vagas por curso? No meu curso, havia 30 vagas para Português/Português, Pedagogia eram 100 vagas, Geografia e História eram 50 vagas cada, e o número de candidatos variava de acordo com o curso. Pedagogia geralmente tinha mais oncorrência. Você passou em que posição? 12ª. Você acha que muitas pessoas deixaram de estudar devido à dificuldade de mobilidade? Com certeza. Primeiro porque tinha a dificuldade de passar no vestibular, que na época ainda era um vestibular que
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    33 selecionava mais. Nãoera como hoje que tem mais faculdades, mais vagas, mais facilidade de acesso; então você realmente tinha que passar por um vestibular, tinha que pagar a faculdade, e ainda tinha a questão de locomoção. Talvez não fosse o problema principal, porque assim como nós conseguíamos o transporte para outro município, talvez outras pessoas daqui conseguissem também, mas a primeira barreira era realmente passar no vestibular. Você alguma vez se arrependeu de ter estudado fora? Não, pelo contrário, eu gostaria de ter estudado até mais. Ter estudado fora te possibilitou ter experiências novas? Quais? Conhecer pessoas novas, poder ter um comparativo com a sua história, seu nível de escolaridade e o de outras pessoas. Acho que isso foi interessante, pois eu acabava tendo contato com outras pessoas, principalmente quando nós já dávamos aula porque já tínhamos como conversar sobre a prática de cada um, sobre os municípios de onde cada um vinha, as experiências exitosas deles, as dificuldades, então possibilitou formar um grupo de amigos, de colegas, de pessoas que trabalhavam numa mesma área. Quando você ia para Colatina, dormia lá ou voltava? Eu ia na sexta à tarde; estudava na sexta à noite e no sábado até às 11:30h, quando retornávamos. Nós pagávamos um pensionato, onde tínhamos direito a um lugar para dormir, tomar café e banho. E a janta era por nossa conta. Você acredita que o problema da mobilidade acontece ainda hoje? Acho que hoje já diminuiu bastante, pois o transporte coletivo é mais presente e as faculdades estão mais próximas e isso facilitou muito, tanto na questão do acesso, quanto na concessão de bolsas; ainda que não sejam integrais, pelo menos parciais, hoje isso já está mais fácil. O problema é que muitas vezes o curso que a pessoa quer não tem na região mais próxima, e isso acaba se tornando um problema porque ela tem que se locomover para um local muito distante e tem que ficar nesse lugar, e isso eleva os custos e torna mais difícil o acesso da pessoa ao curso que ela realmente quer. Qual a importância de um curso superior? Acredito que especialmente no mundo moderno, é quase que indispensável. Quando eu iniciei minha faculdade, por exemplo, no primeiro ano já se conseguia
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    34 trabalhar como professor;era uma carência tão grande que bastava entrar na faculdade, na área de licenciatura, que já conseguia trabalhar. Hoje a faculdade é muito pouco, quero dizer, ela já não te dá muita garantia, pois cada vez mais a necessidade de ampliar o nível de escolaridade é uma realidade. Então, além de um curso superior, você precisa de outras formações, até mesmo uma outra graduação, porque tem muita gente com diploma universitário e que não consegue trabalhar na área porque é um mercado bastante competitivo. Sabe-se o quanto é importante o conhecimento, porém, existe um grande número de analfabetos e pessoas fora da escola. Por que você acha que essa é uma realidade tão expressiva atualmente? Acho que apesar dos esforços do governo, e mesmo da sociedade de uma maneira geral, algumas pessoas em determinadas regiões, têm dificuldades em chegar até a escola, e às vezes a questão não é só pela distância da escola, às vezes é questão de não valorização dos estudos, não pela pessoa exatamente, mas como cultura de determinada região. Às vezes a situação econômica da localidade é tão precária, que as pessoas acabam decidindo pela sobrevivência, e muitas vezes, imaginam que manter os filhos na escola é um prejuízo, é algo que vai impedir que elas possam lutar pela sobrevivência. Acho que nas regiões mais desenvolvidas o problema seja mais por uma questão de desestruturação familiar do que de oportunidade realmente, mas em regiões mais pobres, isso ocorre mais por uma questão de sobrevivência. O que seria uma boa solução? Uma boa solução?! Acho que nos últimos anos a política do Governo Federal de certa forma contribuiu, apesar das críticas de muitas pessoas ao governo do PT, por ser considerado um governo assistencialista, para que muitas famílias conseguissem ter algum incentivo financeiro para manter os filhos na escola. Antes não havia essa preocupação. Acho que o governo tem que continuar investindo para que crianças, adolescentes e jovens possam realmente estar na escola sem ter de ir para o mercado de trabalho tão cedo. “...Então, além de um curso superior, você precisa de outras formações, até mesmo uma outra graduação, porque tem muita gente com diploma universitário e que não consegue trabalhar na área porque é um mercado bastante competitivo.” Jocimar Roberto Rosa
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    35 Se você estivessediante de um grupo de jovens que não frequenta a escola, o quê você diria a eles? Se são pessoas que demonstram alguma importância em relação ao ato de estudar e sentem falta de estar estudando ou de não ter estudado na época certa, certamente eu incentivaria essas pessoas. O problema é que às vezes elas estão fora da escola, não por não terem acesso à escola, mas porque acabaram escolhendo outros caminhos, valorizam determinadas coisas na vida que as afastam da escola, mas de qualquer maneira tentaria mostrar a importância de estudar Fundação Castelo Branco – Colatina. Fonte: http://www.fcb.edu.br
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    36 Entrevistado: Marinaldo Januárioda Silva 36 anos Técnico agropecuária Alto Rio Quartel Você saiu do Alto Rio Quartel e foi estudar aonde? Por quê? Eu fui estudar na escola Família Agrícola em Jaguaré porque eu terminei a 8ª série em Jacupemba e não queria fazer somente o 2° grau não profissionalizante em Jacupemba, nem contabilidade – que era o único curso que tinha – em Guaraná. E como eu já tinha roça, já trabalhava com café e maracujá e gostava dessa área, optei por estudar agropecuária, que era um curso profissionalizante. Durante quanto tempo você estudou fora? Durante 4 anos. De 1996 a 1999. Você ia e voltava todos os dias ou ficava lá? Ficava na própria escola, uma semana lá e uma semana em casa (sistema de alternância). Como você conheceu a escola? Por meio de um colega (Bruno Gardiman) que estudava comigo desde a 6ª série. Ele já sabia que ia estudar lá e me chamou. Então eu resolvi ir também. Estudamos e nos formamos juntos. Tinha algum custo para estudar lá? Sim. Eu pagava uns R$20,00 por semana. Na verdade, não era o custo por estudar lá, era o custo da alimentação, já que a gente ficava lá de segunda a sexta. Como você ia? Tinha transporte escolar? Não havia transporte escolar, então eu tinha que ir no ônibus da Águia Branca. Às vezes eu usava passe, que cobria 80% do custo da passagem. “...E como eu já tinha roça, já trabalhava com café e maracujá e gostava dessa área, optei por estudar agropecuária, que era um curso profissionalizante. Marinaldo Januário da Silva
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    37 Você ia sozinho? Daminha região, ia somente eu, do São José tinham mais dois rapazes (incluindo o Bruno) e em Linhares mais uns cinco. Aí íamos juntos. Quais eram as principais dificuldades? O custo da passagem, já que nem sempre eu conseguia o passe. E por não ter um transporte escolar, eu tinha que me adaptar aos horários dos ônibus. Na segunda-feira, por exemplo, eu chegava atrasado, pois o horário do ônibus não coincidia com o horário de aula. Outra dificuldade foi a adaptação nos primeiros de aula, já que eu tinha que ficar longe de casa e estudar em tempo integral. Você se arrepende de ter saído para estudar fora? Não. Qual a diferença entre a Escola Família Agrícola e uma escola convencional? Lá não tinha apenas teoria. Aprendíamos a teoria e também praticávamos. Acho que esse é o grande diferencial. Além disso, tínhamos horários bem definidos, o que em minha opinião torna o aluno mais disciplinado. “...Apesar das dificuldades eu não me arrependo. Se fosse preciso passaria por tudo novamente, pois graças a isso hoje tenho a formação de técnico em agropecuária e trabalho nesta área.(...) Marinaldo Januário da Silva
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    38 Entrevistada: Sandra MirandaLaporti 37 anos Pedagoga Opinativa: Em que época você começou a frequentar a escola? Sandra: Comecei a frequentar a escola no ano de 1985, com 7 anos completos, na 1ª série do ensino fundamental, numa escola da zona rural denominada Escola Municipal Unidocente “Rio Francês”, em sala multisseriada, ou seja, somente uma professora ministrava aula para as 4 séries existentes no turno matutino. Você teve algum grau de dificuldade para estudar? Em relação à aprendizagem não, mas no que se refere a dar continuidade aos estudos após o término da 4ª série, tive que morar na casa de parentes, longe de casa, não indo em casa com muita frequência devido às dificuldades de locomoção. Tinha transporte escolar como hoje temos para os alunos da zona rural? Como mencionei, tive que ficar fora de casa por 2 anos, isso porque não havia transporte escolar. Retornei para casa e fui matriculada na escola Dylio Penedo, já frequentando a 7ª série. Todos os dias percorria 24km de bicicleta. Nesse mesmo ano, teve início o transporte escolar. Não havia muita segurança, e os demais alunos viajávamos em cima da carroceria de um carro e quando chovia tínhamos que nos preparar para chegar na escola molhados e permanecer assim até o final das aulas, sem contar com o problema das estradas, que dificultava nossa chegada à escola. Na época de muito sol também não era fácil. “...Não havia muita segurança, e os demais alunos viajávamos em cima da carroceria de um carro e quando chovia tínhamos que nos preparar para chegar na escola molhados e permanecer assim até o final das aulas,(...)” Sandra Miranda Laporti
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    39 “...A vida éfeita de grandes e pequenos momentos. Às vezes, o desânimo toma conta da gente. Saiba dar valor aos pequenos para que se tornem os maiores de sua existência.” Sandra Miranda Laporti Em meio às dificuldades, os seus pais te apoiavam? Sim. Sem dúvida o que sou hoje devo aos meus pais. No início, quando tive que ficar fora de casa para continuar estudando, meu pai não era a favor, inclusive toda a família dele também, já minha mãe sempre foi persistente. Você sempre acreditou no seu esforço ou teve algum momento em que pensou em desistir? Sempre gostei de estudar e aprender, principalmente porque tinha que mostrar para meu pai e minha família que estava valendo a pena passar pelas dificuldades mencionadas, principalmente para cursar a faculdade de Pedagogia, tendo, novamente de ficar longe de casa para trabalhar e custeá-la. Nos momentos em que eu precisava estudar, trabalhar e estagiar, o tempo era preciso. Confesso que o cansaço me fazia desanimar, mas não desisti. O que percebe que temos hoje nas escolas brasileiras (pelo menos na maioria) que na sua época não tinha? A comodidade do transporte, a alimentação, cursos gratuitos e bolsas oferecidas pelo governo. Você deseja falar algo para o leitor, uma frase que acha importante? É muito triste ver hoje muitos adolescentes estudantes, que não sabem aproveitar as oportunidades que têm e não ouvem a experiência daqueles que têm um pouco a lhe oferecer porque sabem das dificuldades que já passaram. Gostaria de finalizar com uma frase que mencionava com certa frequência quando estudava:
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    40 Panegírico: Discurso emlouvor de algo ou alguém; Elogio em geral. Panegírico à Física ísica, uma pequena palavra que significa natureza e que representa uma ciência de enorme importância para a humanidade. A Física vem desde os primórdios nos dando uma contribuição imensurável. Como exemplo disso temos a eletricidade. Você já se imaginou vivendo sem eletricidade? Você não poderia assistir televisão, ligar o computador, acender a lâmpada, fazer uma ligação pelo celular. De fato, se a eletricidade não tivesse sido descoberta, muitos aparelhos que hoje funcionam à base dela nem existiriam. Então devemos agradecer a Tales de Mileto por sua grande descoberta. Embora seja uma ciência de difícil compreensão para muitos, a Física é facilmente percebida no nosso dia a dia, desde a explicação de fenômenos mais simples como caminhar, até outros mais complexos, como os relacionados ao universo e sua expansão. Hoje você se levantou da cama e caminhou para o banheiro, e isso só foi possível devido à gravidade, que te manteve no chão; abriu a janela e viu um belo dia, o sol estava nascendo, graças aos movimentos de rotação e translação da Terra; então você foi até a cozinha e preparou um café usando a termodinâmica; saiu para o trabalho em seu carro, que utiliza a combustão de gases, por meio da corrente F
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    41 elétrica e movimentosmecânicos para se deslocar. Ao frear, você sente uma força te empurrar para a frente, o que ocorre devido ao princípio da inércia. Provavelmente, se a freada fosse mais brusca, você seria lançado para fora do carro. Você deve estar pensando que alguns desses fenômenos continuariam acontecendo naturalmente mesmo sem o estudo da Física. Isso é verdade, porém a partir do conhecimento e estudo desses fenômenos, é possível o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da tecnologia. Um bom exemplo disso são as pesquisas e viagens espaciais. Como observado, a Física está presente onde menos imaginamos e também atua em vários ramos da indústria - no funcionamento de máquinas, que facilitam e otimizam a produção -, da tecnologia - nas áreas da computação, por exemplo, possibilitando a programação de aplicativos e funções dos computadores. Além destas utilidades, essa ciência maravilhosa está presente em várias outras áreas e associada a outras ciências, como a Biologia, a Química, a Medicina e a Arquitetura, ciências que compõem uma grande lista de inter- relações que fazem da Física uma das mais importantes áreas do conhecimento. Embora a Física se faça tão presente em nosso cotidiano, muitas vezes ela é ignorada ou vista como complicada por muitos, mas diante de sua grande importância é interessante que as pessoas busquem conhecê-la melhor para que possam compreender vários processos físicos que fazem parte de suas vidas. Viu? Por mais que você tente, é impossível não se render ao gigantesco universo da aplicabilidade da Física. Texto: João Victor, Kalili e Karina https://www.algosobre.com.br/guia-de-profissoes/fisica.html
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    42 Panegírico ao usoda tecnologia na educação Em um mundo cada vez mais globalizado, o uso das novas tecnologias no ambiente educacional surge como uma forma de integrar o processo de ensino e aprendizagem na nova geração, permitindo que se atualizem as novidades do mundo e que se promovam metodologias inovadoras na educação. Diante do avanço das novas tecnologias, o professor e o aluno têm como auxílio um novo recurso para tornar as aulas mais motivadoras e diferenciadas, facilitando o ensino e tornando-o mais sistemático do ponto de vista qualitativo. Esta é uma forma de mostrar que o aluno pode sim obter um bom desempenho, fazendo uso alternativo dos dispositivos móveis, com simuladores virtuais, no caso da física e da química, e softwares educacionais que enriquecem de forma significativa a aprendizagem do aluno como um indivíduo histórico e que está inserindo neste mundo tecnológico, e que precisa refletir essa aprendizagem nas tecnologias existentes e nas que surgirão, aplicando-as no seu dia a dia. Existem vários benefícios a partir do uso da tecnologia na educação, como facilitar o ensino por meio de vídeos, registros fotográficos e jogos, usando-se dispositivos de reprodução, como projetores de imagens, que são recursos necessários para promover uma aula dinâmica e uma melhor relação entre professor/aluno e aprendizagem. Diante da constatação de que vivemos numa era em que há um excesso de informação, caso não haja uma metodologia específica que promova os benefícios necessários que o uso dos dispositivos móveis pode trazer para a educação, o processo educacional poderá ficar comprometido. Portanto, considera-se de fundamental importância o uso dos dispositivos móveis de forma alternativa como um avanço no processo de ensino, haja vista que esses recursos surgem nesse cenário como mecanismo para ampliar o elo dialógico e auxiliar o professor e o aluno na aprendizagem, uma vez que tanto o aluno quanto o professor são sujeitos que estão sempre em aprendizagem.
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    43 Poetizando notícias MÊS DEMARÇO Tragédia nos Alpes: acidente eleva preocupação com avaliação psicológica de pilotos -26/03/2015 às 22:38. A informação de que o copiloto Andreas Lubitz deliberadamente derrubou o avião da Germanwings que caiu nos Alpes franceses e que ele havia interrompido sua formação profissional em 2009 para tratar uma depressão chamou a atenção para as avaliações psicológicas a que os comandantes de voos são submetidos – e também sobre o que poderia ser feito para diminuir o risco dos pilotos derrubarem um avião.(...) http://veja.abril.com.br Mistério No dia 24 de março Um mistério aconteceu Um avião nos Alpes Simplesmente desapareceu Mas o mistério ainda estava por vir Será que o avião ainda está ali? Extremistas pensaram em terrorismo Outros até em Neonazismo Mas na verdade Foi apenas um “suicídio” Dizem que o piloto era bipolar Mas como? Quem lhe deu permissão para voar? Será que nem no piloto de um avião podemos confiar? Talvez solidão ou até mesmo rejeição Mas o que o piloto apenas queria Era chamar a atenção... Igor Dal Piero Haikai Apenas um vôo Copiloto insano e muitos Mortos inocentes Kalili Ohana Rosa Kalili Ohana Rosa A professora das Disciplinas de Filosofia e Sociologia, Marilene Mai propôs uma atividade de leitura e produção de texto intitulada Poetizando Notícias. No período de março a setembro de 2015 os alunos foram desafiados a produzir poemas, haikais, poetrix a partir das notícias do momento. O resultado desta atividade você confere aqui e agora. Alunos se consoloram após ouvir notícia de tragédia nos Alpes envolvendo colegas http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150325_vitimas_acid ente_alpes_franceses_lgb
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    44 Poema Minha visão 25 deabril A terra estremeceu, Tudo sucumbiu Tudo desapareceu Minha visão no outro dia Milhares de mortos e feridos, Tristeza, dor e nostalgia. Quantos desaparecidos Você já viu o inferno se refazer? Vidas que foram perdidas Como esquecer? Ar fúnebre de despedidas... Minha visão sem respostas Envolvida pela cidade que “escorre” Pessoas estão mortas Outras que gritam e correm... Pode ser difícil se reerguer, Mas seguiremos em frente Para tudo renascer e voltar a ser Como era antes de tudo acontecer Rosimarina, Felipe, Lucas Pessoti, Valéria, Rafaela, Lorrane, Eurico MÊS DE ABRIL Notícia Forte terremoto no Nepal e na Índia deixa mortos 25/04/2015 04h34 - Atualizado em 26/04/2015 00h00 Tremor de magnitude 7,8 é o pior do Nepal desde 1934. Katmandu tem danos em prédios, casas, templos e monumentos. http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/forte- terremoto-atinge-o-nepal.htm Haikai Um forte tremor, Enorme destruição Milhares de mortos Ebert, João Pedro, João Victor, Kalili, Karina, Natieli MÊS DE MAIO Notícia Cachorro nada e recolhe lixo no Rio Tietê em São Paulo 28/05/2015 10h48 - Atualizado em 28/05/2015 13h25 Comportamento curioso do animal foi flagrado pelo Globocop nesta quinta. Um cachorro foi flagrado pelo Globocop na manhã desta quinta-feira (28) em uma situação inusitada: ele pula no Rio Tietê e parece recolher o lixo espalhado sobre as águas. O animal vai para o meio do rio nadando e retorna à margem duas vezes com garrafas PET presas ao focinho. O trecho da ‘limpeza’ fica perto da Ponte do Piqueri, na Zona Norte da capital. http://g1.globo.com/saopaulo/noticia/2015/05/ Lição de cão O irracional já cansou de esperar Já que o racional não consegue pensar Só fala, não age; se contenta em opinar Um cão zelador veio nos ensinar Do meio a margem levava a sujeira Nadando em uma água imprópria às torneiras Mesmo sujeito a doenças não viu outra maneira De abrir os olhos da população brasileira 28 de maio de 2015 O rio Tietê perdeu alguns poluentes Depende de você se vai seguir em frente Ou deixar um cão fazer trabalho de gente. Débora, Igor, Iron, Jennifer, Karen, Kellen, Miquéias, Ruan, Taís
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    45 MÊS DE JUNHO Ataquea hotel deixa mortos na Tunísia 26/06/2015 08h50 - Atualizado em 26/06/2015 17h23 Um hotel foi atacado na cidade de Sousse, na Tunísia, nesta sexta-feira (26), informaram autoridades locais. Tiros foram ouvidos no local e o atirador teria morrido. Segundo o ministério da Saúde, 37 pessoas morreram - a maioria turistas, entre eles cidadãos britânicos, belgas e alemães. Ao menos 36 pessoas ficaram feridas. http://g1.globo.com/mundo/noticia Mundo lembra 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial 08/05/2015 14h07 - Atualizado em 08/05/2015 14h51 Na Inglaterra, teve minuto de silêncio e tiros de canhão. Alan Severiano Nova York, EUA O mundo lembra hoje uma data importante: o fim da Segunda Guerra mundial, há 70 anos. Em Paris, o secretário de estado americano John Kerry participou das comemorações ao lado do presidente francês François Hollande. Na Inglaterra, teve minuto de silêncio e tiros de canhão. http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/05 Poetrix Setenta anos de guerra Mundo louco e preconceituoso Mundo contra si mesmo Resultados? Horrorosos. Geise, Marieli, Marcos Paulo, Amanda, Isabela, Mateus O Silêncio O silêncio foi quebrado Por tiros ao vento O silêncio foi perfurado Por gritos de lamento... O silêncio Foi estilhaçado, Como os vidros quebrados... O silêncio foi derramado, Como líquido vermelho na areia. Areia, em que pessoas Alegres Divertiam-se, Conversavam E que segundos depois Tristes Desesperadas Gritavam Na areia eu estava... No silêncio eu estava... Observando A areia que o vento levava. O silêncio... Isto, o silêncio desorientado Que foi quebrado, Estilhaçado Sousse não mais a mesma Os sobreviventes Não serão os mesmos Nestes versos brancos Não serei o mesmo Neste mundo De dor Ignorância Intolerância Rosimarina, Felipe, Lucas,Valéria, Rafaela, Lorrane, Eurico, Débora
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    46 Notícia Estado Islâmico afogaprisioneiros dentro de gaiola em piscina Por iG São Paulo | 23/06/2015 13:58 - Atualizada às 23/06/2015 16:49 O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) divulgou nesta terça-feira (23) um vídeo que mostra um grupo de prisioneiros sendo morto de maneira cruel. Cinco espiões foram afogados numa piscina, dentro de uma gaiola. De acordo com o jornal inglês "Daily Mail", o vídeo tem imagens subaquáticas que mostram os cinco homens morrendo por afogamento. Após as mortes, os corpos dos homens são retirados da gaiola e empilhados. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-06- 23 Haikai Espionando Foram descobertos E afogados. Geise, Marieli, Marcos Paulo, Mateus, Isabela, Amanda, Arthur MÊS DE JULHO Notícia CBF reúne ex-treinadores para discutir futuro do futebol brasileiro Criado em 06/07/15 23h27 Por Cristina Indio do Brasil Edição: Aécio Amado Fonte:Agência Brasil Mesmo achando importante trocar informações com especialistas de outros países, o Brasil precisa encontrar no próprio país as soluções para resolver os problemas pelos quais passa o futebol. A opinião é do treinador da seleção brasileira, Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga. http://www.ebc.com.br/noticias/2015/07 Poema Muda Futebol Torcida brasileira assustada Resultados dos jogos da seleção Existe solução? CBF convoca reunião. Técnicos antigos e atuais reunidos Discutem criação de uma base Com nova forma de jogo Para mudar essa fase. Futebol baseado no Europeu? Dunga coloca questão Resgate ou cópia de modismos? Resgate era sua opinião. Nenhuma mudança anunciada Muito a se preocupar Clubes e técnicos Existe muito que mudar. Ebert, João Victor, Kalili, Karina, Natieli
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    47 Entra em vigora proibição do sal em mesas de restaurantes do ES 09/07/2015 12h49 - Atualizado em 09/07/2015 12h49 Lei estadual começa a valer nesta quinta-feira (9). Multa para bares e restaurantes que desobedecerem será de R$ 1.343,55 Se será eficaz ou não só o tempo vai mostrar. Fato é que a partir desta quinta-feira (9) sachês ou recipientes com sal vão ter que ficar longe das mesas e balcões de bares e restaurantes. O estabelecimento que desobedecer vai ser multado em R$ 1.343,55. É o que determina a lei estadual nº10.369/2015, que entrou em vigor hoje, 45 dias após ser sancionada pelo governo do Espírito Santo. * Com informações de Katilaine Chagas, do jornal A Gazeta. Poema Cadê o sal Nas lanchonetes de Vitória Houve a proibição De saleiros sobre a mesa e balcões O motivo? O povo não sabe... O dono não sabe... Só se sabe que é lei. Multa ao dono. Coitado! 1.343,00 reais É um absurdo Ninguém entende Ninguém compreende Apenas sabe-se que Enquanto criam leis absurdas Políticos aumentam seu SAL-LÁRIO Lucas, Rosimarina, Valéria, Lorrane, Rafaela, Eurico Haikai O sal está proibido Mesas e balcões Cuidado dono! Multa 1343 Lucas, Rosimarina, Valéria, Lorrane, Rafaela, Eurico MÊS DE AGOSTO Notícia Tucano vítima de maus tratos ganha bico feito em impressora 3D Luiza Bandeira Da BBC Brasil em Londres 19 agosto 2015 Após perder a parte de cima do bico devido a maus tratos de traficantes de animais, a tucana Tieta usava a parte de baixo para jogar pedaços de mamão para o alto e engoli-los. Mas, a cada três pedacinhos lançados, só um caía em sua boca. http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/8 João Victor, Kalili, Karina
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    48 Texto: Kalili OhannaRosa PM é morto e outro baleado em baile funk de Jardim Carapina, Serra 31/08/2015 - 00h27 - Atualizado em 02/09/2015 - 11h22 Ítalo Bruno Rocha, policial militar do GAO, foi morto em baile funk no bairro Jarim Carapina O policial militar Ítalo Bruno Pereira Rocha, 25 anos, foi executado a tiros e pedradas na noite deste domingo (30), em Jardim Carapina, na Serra. Outro PM, de 22 anos, que estava na companhia de Ítalo, foi baleado no braço e socorrido para o hospital. Eles estavam à paisana e, de acordo com informações preliminares, foram reconhecidos por bandidos em um baile funk próximo ao campo de futebol do bairro. Gazeta online Poema Funk mortal Uma vida foi tirada Impedida de viver A emboscada foi armada Para o policial morrer. Que morte brutal O fim dessa emboscada Com pedras e tiros Uma vida foi arrancada. Proporcionar segurança A função do policial Mas devido ao seu trabalho Vida se foi em baile funk mortal. Débora, Igor, Karen, Jennifer, Thais MÊS DE SETEMBRO Nível do Rio Doce chega a 10 centímetros em Colatina, ES 02/09/2015 21h19 - Atualizado em 02/09/2015 22h19 Rio registrou o nível mais baixo do ano nesta semana. Pescadores reclamam que não há mais peixes. Do G1 ES, com informações da TV Gazeta O baixo nível do Rio Doce está preocupando os moradores de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Nesta semana, o rio registrou o nível mais baixo do ano: 10 centímetros de profundidade em alguns pontos, conforme medição da Agência Nacional de Águas. Com a seca, apareceram vários bancos de areia ao longo do rio, o que está dificultando a captação de água para abastecer a cidade. * Com informações de Alessandro Bacheti, da TV Gazeta Noroeste http://g1.globo.com/espiritosanto/noticia/2015/09 Haikai A chuva parou O equilíbrio afetou O Rio Doce secou Débora, Igor, Karen, Jennifer, Thais
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    49 Rio Doce, Linhares,afetado pela estiagem Efeitos da seca do rio em Povoação, Linhares Seca atinge o Rio Doce e gera ameaças O Rio Doce, principal rio do Espírito Santo, que nasce em Minas Gerais e corta vários municípios capixabas até desaguar no Oceano Atlântico, no norte do Estado, tem sido visto nos últimos meses com preocupação, isso porque os longos períodos de estiagem têm causado a diminuição do volume de água e a seca da foz. Entretanto, este grave problema não está sendo ocasionado somente pela falta de chuva. Outros fatores que contribuem para a seca são o desmatamento de grande parte da vegetação ao longo do rio, o uso irregular da água e do solo e as enchentes que ocorreram em dezembro de 2013, que provocaram o assoreamento e a redução do nível do rio, já que grande parte dos sedimentos provenientes de encostas e barrancos se acumulou no fundo do rio. As consequências desta seca são diversas. A população de algumas regiões, como Colatina, Afonso Cláudio, Água Doce do Norte e São Gabriel da Palha já sente os efeitos de forma mais severa, o que levou tais municípios a decretarem situação de emergência. De maneira geral, em determinadas localidades, o abastecimento de água está sendo limitado, havendo restrições do seu uso para para fins domésticos, agrícolas e industriais, gerando, além de outras consequências, prejuízos financeiros. Em Colatina, por exemplo, o nível do rio nesta época do ano deveria estar em torno de 1,20m, mas encontra-se em 7cm. Além disso, a biodiversidade das regiões dependentes do rio está sendo afetada. Moradores das proximidades do rio que utilizam a pesca como fonte de sustento e renda relatam estar presenciando uma das piores secas do rio, o que tem reduzido a qualidade e a quantidade de peixes. Em Regência, a reprodução das tartarugas tem sido afetada, uma vez que o rio não está mais se encontrando com o mar. Outro fator preocupante é o El Niño, fenômeno que provoca o aquecimento anormal das águas do Pacífico e pode afetar o clima em todo o mundo. O fenômeno, previso para afetar a região Sudeste do Brasil entre setembro deste ano e abril de 2016, está provocando aumento de temperatura e consequente redução dos índices pluviométricos. Segundo meteorologistas, o El Niño pode agravar ainda mais a situação da seca no Estado do Espírito Santo. Tendo em vista a crise hídrica no Estado, alguns municípios adotaram medidas para reduzir ou mesmo impedir a utilização de água tratada para a lavagem de carros, calçadas, bem como a captação de água de rios e represas para irrigação. O não cumprimento dessas medidas está sendo alvo de fiscalização e aplicação de multas. Mesmo diante de tais problemas, ainda é possível reverter a situação, mas para isso é necessária a recuperação da mata ciliar para proteger o rio e abrigar diversas espécies animais, além da conscientização das pessoas para que utilizem a água de forma adequada. O processo pode ser lento, mas é indispensável para que o Rio Doce, de grande importância histórica, cultural, social e econômica, volte a ser o rio belo e abundante de antes. Texto: Kalili Ohanna Rosa Rio Doce, Linhares antes da seca
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    50 Dylio Em Foco ProjetoRaízes discute culturas Afro-Indígenas s alunos da 2ª série do Ensino Médio da Escola Dylio Penedo, localizada em Aracruz, puderam aprender sobre as culturas Afro e Indígenas com o projeto Raízes. O objetivo foi discutir a temática para redescobrir a influência indígena e africana do povo brasileiro. O projeto passou por dois momentos. No primeiro, os estudantes apresentaram informações pertinentes às temáticas, o material sobre arte africana confeccionados nas oficinas realizadas durante a ação, estandes de culinária, religiosidade, arte e história. O segundo momento aconteceu no Clube Pila’s, em Jacupemba, com a apresentação de um show envolvendo apresentações de capoeira, maculelê, músicas, danças e textos que tratam da importância histórica e cultural das etnias para a sociedade brasileira. Além de gerar reflexões sobre as questões ligadas ao preconceito e discriminação com indígenas e negros no Brasil. Nas disciplinas de Geografia, História, Língua Portuguesa e Arte, os alunos compartilharam o conhecimento adquirido por meio de pesquisas, oficinas temáticas, visitas de campo e rodas de conversa com os alunos de outras turmas e outras escolas da comunidade. O professor Sebastião Almeida Coutinho explicou que o Projeto Raízes foi um seminário desenvolvido pelos próprios alunos, que apresentaram para a escola e toda a comunidade. “O Projeto Raízes teve o intuito de proporcionar um melhor entendimento sobre as culturas da formação do povo brasileiro”, disse Sebastião Almeida Coutinho. O Opinião: professora de Química Aline Rosa Falar sobre a seca que vem atingindo os municípios capixabas nos últimos dois meses, de setembro a outubro, é falar da constante diminuição do nível de água de um dos principais rios do norte do estado, o Rio Doce. Essa seca que atinge o estado tem causas já esperadas. Uma delas é o fenômeno de aquecimento das águas oceânicas, o El Niño. A mídia constantemente relata os impactos, que nós mesmos estamos provocando neste cenário. É evidente que o desmatamento da vegetação ao longo do leito do rio contribui para o agravamento da situação, mas não se pode deixar de citar o uso inadequado dos recursos hídricos. O Rio Doce é o principal abastecedor de água da região. A crise da água é nítida. E nós? O que estamos fazendo para amenizar este problema? A resposta para essas perguntas está na conscientização, por isso, o consumo racional de água neste momento é fundamental. Usufruir desse bem precioso e essencial é uma dádiva, porém, finita. Texto: Karine - SEDU
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    51 Estudantes da EEEFMDylio Penedo são premiadas em simulado nacional para o ENEM 2015 As alunas Karolina Ribeiro Trindade e Kalili Ohanna Rosa foram premiadas com um notebook por integrarem a lista dos 50 alunos com melhor desempenho no simulado completo (provas objetivas e redação) ENEM 2016 do site Virando Universitário. Respectivamente, as alunas obtiveram as taxas de aproveitamento de 88.23 e de 83.71, conferindo-lhes a 21ª e 37ª posição no grupo dos 50 premiados. Eduarda Comper Fadino, aluna da EEEFM Prof Santos Pinto, do município de Governador Lindemberg, foi a outra capixaba contemplada pela premiação do site. O simulado realizado nos dias 19 e 20 de setembro, com início às 13h e término às 17:30h, foi realizado on-line e possui algumas características que o diferenciam. Todas as questões utilizadas foram testadas e calibradas dentro da metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI), a mesma utilizada pelo MEC para a elaboração do Enem. Com a TRI, é possível medir se o estudante realmente sabe sobre o assunto em questão ou se acertou ao acaso (chute). Além disso, as provas não foram iguais para todos, apesar de terem o mesmo nível de dificuldade e avaliarem os mesmos aspectos. Randomicamente, as questões foram selecionadas e o sistema gerou mais de 200 provas diferentes, dificultando que dois amigos fizessem a mesma prova e pudessem trocar informações durante a avaliação. Além da EEEFM Dylio Penedo, alunos de outras 20 instituições públicas e particulares do Espírito Santo participaram deste simulado, que contou com inscrições de estudantes de diversas cidades brasileiras. Alunas Kalili e Karolina Todas as questões utilizadas foram testadas e calibradas dentro da metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI), a mesma utilizada pelo MEC para a elaboração do Enem. Alunas Kalili e Karolina
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    52 Veja o resultadodas escolas capixabas no simulado Virando Universitário EEEFM Prof. Santos Pinto (Governador Lindenberg) – 74,76 EEEFM Dylio Penedo (Aracruz) – 73,23 Centro Eurico de Aguiar Salles (Linhares) – 72,23 CEB SESI Raul Giuberti (Colatina) – 72,08 EEEFM Dom José Dalvit (Montanha) – 71,93 EEEFM Fraternidade e Luz (Cachoeiro) – 71,66 EEEFM Eurico Salles (Itaguaçu) – 69,85 EEEFM José Pinto Coelho (Santa Teresa) – 66,83 IFES Santa Teresa (Santa Teresa) – 66,27 EEEFM Bernardo Horta (Irupi) – 65,83 EEEFM David Roldi (São Roque do Canaã) – 65,68 EEEFM Bananal (Rio Bananal) – 63,45 EEFM Godofredo Schneider (Vila Velha) – 62,74 EEEM Cei Átila de Almeida Miranda (Cachoeiro) – 62,64 EEEFM Prof. Hilda M. Nascimento (Serra) – 61,82 EEEFM Henrique Coutinho (Iuna) – 59,16 EEEFM Olavo Rodrigues da Costa (Ibitirama) – 58,39 EEEFM Aristóbulo Barbosa Leão (Serra) – 56,84 EEEM Gomes Cardim (Vitória) – 49,83 EEEM Monsenhor Miguel de Sanctis (Guaçui) – 44,23
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    53 Maratona do conhecimentoempolga alunos e professores A maratona do conhecimento, iniciada em 2013, é um projeto da EEEFM Dylio Penedo desenvolvido pelos professores de todas as disciplinas das primeiras séries do ensino médio e tem como objetivo tornar a aprendizagem mais divertida e eficaz, abordando diferentes conteúdos por meio de jogos e outras atividades. Este ano a maratona está sendo desenvolvida como uma ação do programa Jovem de Futuro, que visa à melhoria dos índices de aprendizagem dos alunos do ensino médio. A primeira parte da maratona, abrangendo as disciplinas da área de Linguagens e Biologia, baseou-se na leitura da obra Anjos no aquário, de Júlio Emílio Braz, que trata do tema da gravidez na adolescência. Para abordagem do livro foram propostas pelos professores de Língua Portuguesa e pelas pedagogas as seguintes atividades: produção de um vídeo para incentivo à leitura da obra, confecção de cartões em linguagem verbal (português e inglês) e não verbal a respeito da maternidade/paternidade precoce, instalação artística acerca do drama da mãe adolescente, paráfrase musical e jogos. Com exceção dos cartões e das instalações artísticas, expostos no pátio da escola, as demais atividades envolvendo as 2 primeiras séries do turno matutino ocorreram nos dias 28 e 30 de outubro. Para realização das atividades, os alunos foram divididos, por sorteio, em 2 equipes por turma. Nessas datas, foram realizados 7 jogos. A equipe vencedora de cada jogo conquistava o direito de responder a 4 questões, enquanto a outra equipe tinha direito a 2. De maneira geral, a competição entre as equipes foi bastante equilibrada. Durante os jogos foi possível observar o empenho dos alunos em vencer o jogo e acertar as questões conquistadas. De acordo com os professores envolvidos, o resultado foi bastante satisfatório; o percentual de
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    54 acerto das questõesvariou de 78% a 90%. Além disso, alunos de outras turmas que acompanharam as atividades evidenciaram o desejo de ler o livro, ou seja, um dos objetivos da maratona já foi alcançado. Além dessas atividades, os alunos farão ainda uma avaliação individual, escrita sobre o livro; os professores e pedagogas acreditam que após toda essa dinâmica, os alunos encontram-se mais bem preparados para a última etapa da avaliação. Na próxima semana será realizada a culminância das atividades das turmas das primeiras séries do turno vespertino, que competirão entre si. No dia 25 de setembro deste ano, a professora de Filosofia e Sociologia Marilene Mai entrou de férias-prêmio, por isso, no dia anterior a sua saída, os alunos das turmas do terceiro ano do ensino médio organizaram uma despedida surpresa para ela. Abaixo segue o texto de homenagem produzido pelas alunas Kalili Ohanna Rosa e Karina da Silva Nunes em nome da turma do 3M02. Já dizia Platão que “A filosofia começa com a admiração” e para provar que estamos filosofando estamos aqui hoje para dizer o quanto te admiramos. E por quais motivos temos tamanha admiração por você? Bom, eles são muitos, mas iremos destacar alguns que julgamos como mais importantes. Exigência quanto à pontualidade: Essa característica já gerou vários pedidos de licença e desculpa e para alguns, no momento, foi considerada uma atitude chata e desnecessária, mas é uma lição que devemos levar para a nossa vida, principalmente a profissional. Cobrança de responsabilidade: Essa é uma característica muito importante para a nossa formação e que às vezes nem notamos o quanto precisamos dela, mas você estava sempre ali para nos lembrar: “se faltarem a aula, não importa se é a sala toda, todos irão levar falta” e “vocês têm o calendário com a data de entrega do trabalho”. Homenagem à professora Marilene
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    55 Preocupação em compartilhartodo o seu conhecimento: É bem perceptível a sua preocupação em compartilhar todo o seu conhecimento conosco, não se limitando apenas aos conteúdos de Filosofia e Sociologia, mas trazendo notícias, vídeos, músicas e acontecimentos que também são importantes para nossa aprendizagem. Envolvimento da sala: Com sua forma de ensinar os conteúdos e com os seus questionamentos, que sempre nos deixavam loucos e perturbados para entendê-los e desvendá-los, você conseguia fazer com que todos nós nos envolvêssemos em suas aulas, alguns de maneira mais tímida, outros mais à vontade, mesmo que na maioria das vezes não chegávamos numa conclusão concreta. Mas quem disse que deveríamos chegar? Aulas inovadoras: Você mostrou o seu interesse em realizar aulas inovadoras e pudemos perceber isso com as dinâmicas, os jogos, o Café filosófico e os debates que nos propôs. E foram inovações simples, mas que nos marcaram muito como alunos por nos mostrar que é possível aprender, quem sabe melhor, mesclando atividades. São essas características e tantas outras como a sua competência, organização, inteligência, dedicação e vitalidade que fazem de você uma professora excelente. Uma professora que consegue planejar e nos fazer cumprir em uma única aula, até três atividades diferentes; que consegue nos enganar e chamar a nossa atenção sendo uma boa atriz. Queremos nos desculpar pelas vezes que interrompemos suas aulas com bagunças, conversas e principalmente pelas vezes que Mateus parou a aula para discutir coisas super úteis com os bons argumentos dele. Queremos te agradecer por tudo, pelas broncas, pelos conselhos, momentos de descontração, pelo conhecimento, pela sabedoria e por ser um exemplo para todos nós. Mesmo que você passe uma imagem de durona e assuma ter sido uma criança metida e “pra frente” e que só não tinha tamanho, você nos mostrou um lado seu bem diferente, um lado jovem e engraçado capaz de cativar com um simples pedido de abraço coletivo. O abraço que com certeza ficará marcado para sempre! Aristóteles disse que “A grandeza não consiste em receber as honras, mas em merecê- las” e você Marilene, merece todas as honras! Em nome do 3° M02, o nosso muito obrigado.
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    56 Agradecimentos O que dizersobre aquelas pessoas que nos acompanham pelo menos 201 manhãs por ano? Não sabemos se é possível, mas vamos tentar expressar por meio de algumas palavras a importância delas. Primeiramente, gostaríamos de dizer que nada disso seria possível sem a participação e o empenho dos alunos de nossa turma. E a nós vai o agradecimento pela dedicação, preocupação, união e persistência, o que possibilitou a realização de um trabalho tão importante como este. Vale destacar a amizade entre os componentes, que permitiu um clima de afinidade e companheirismo até a conclusão deste exaustivo e produtivo trabalho. Queremos também agradecer àqueles que nos incentivaram, ajudaram e nos ensinaram: os nossos queridos professores e equipe gestora. Queremos que vocês, Adriana, Aline, Cledimar, Eliana, Fabrício, Gilceane, Gilmara, Jane, Jocimar, Júnior, Lucineia, Marilene, Paula Simone, Marilza, Sandra e Josete saibam que são extremamente importantes para todos nós. Se existem pessoas a quem devemos atribuir boa parte do nosso sucesso e comprometimento, essas pessoas são vocês! Afinal, cada um, com o seu jeito de ser, compondo o maravilhoso e diversificado perfil de professor, ajuda a conduzir os seus alunos pelo caminho do conhecimento. Por isso, queremos agradecer a vocês por cada opinião, cada informação nova e cada momento engraçado, feliz, interessante e produtivo que nos proporcionaram.
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    57 Professores e Equipegestora Toda a turma do 3M02 agradece e parabeniza a vocês! Aline - QuímicaAdriana-Matemática Eliana - Biologia Fabrício - Física Gilmara - Espanhol Cledimar - Educação Física Gilceane- Filosofia/Sociologia
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    58 Jane - InglêsJocimar - Português Júnior - História Lucineia - Português Marilene - Filosofia/Sociologia Paula - Geografia Simone - Artes Sandra - Pedagoga Josete - Diretora
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    59 Alunos Amanda Arthur Débora EbertEurico Geise Igor Iron Isabela Jennifer João Pedro João Víctor Kalili Karina Lorrane Karen Marcos Paulo Mateus Lucas Marieli Rafaela Miqueias Natieli Ruan Rosimarina Taís Valéria
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    60 “Não é recomendávelque todos pensem igual; por causa da diferença de opiniões é que existem corridas de cavalo” Mark Twain Realização 3º M02/EEEFM “Dylio Penedo” 2015