AS REFORMAS RELIGIOSAS
Prof. Victor Creti Bruzadelli
Antecedentes das Reformas:
 Questões socioeconômicas:
 Formação dos Estados Nacionais Modernos:
 Soberania em relação à Igreja;
 Sentimentos nacionalistas;
 Riquezas da Igreja:
 Nobres e príncipes desejavam apossar-se dos
bens da Igreja Católica;
 Fim dos impostos papais;
 Desenvolvimento da burguesia:
 A usura e o preço justo;
 Invenção da Imprensa (1449):
 Difusão da leitura, sobretudo, da Bíblia;
“Ter Gutenberg escolhido
a Bíblia como primeiro livro a ser
divulgado amplamente foi um
gesto revolucionário; foi colocar o
sagrado em mãos profanas. Mas
vai ser no século XVIII, com o
Iluminismo, aprofundando algumas
questões colocadas pelo
Renascimento, que a leitura
avança ainda mais, pois passou a
traduzir para as línguas ocidentais
muitas das obras clássicas até
então acessíveis apenas em grego
e latim, decorrendo daí uma maior
popularização da tradição cultural
do Ocidente e do Oriente.”
(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Ler o
mundo)
Antecedentes das Reformas
 Questões religiosas:
 Críticos pré-reformistas:
 Os pré-reformistas iniciaram a base ideológica
de oposição ao cristianismo católico;
 Valdenses:
1. Heresia pregada por Pedro Valdo (1174);
2. Voto de pobreza: os pobres de espírito;
3. Tradução e pregação da bíblia sem ser
sacerdote;
4. Bíblia como a única autoridade eclesiástica;
5. Negação da autoridade de Roma e do culto
à imagens.
Cruz huguenote
Antecedentes das Reformas
 Questões religiosas:
 Críticos pré-reformistas:
 John Wycliffe:
1. Retorno a Igreja primitiva dos
evangelistas;
2. Separação entre poder
espiritual (Igreja) e temporal
(Estado);
3. Retorno do cristianismo à Bíblia;
4. Negação da liderança do
papa sobre a Igreja: Cristo
como líder;
5. Voto de pobreza.
Antecedentes da Reforma
 Questões religiosas:
 Críticos pré-reformistas:
 Jan Huss:
1. Influenciado pelas ideia de
Wycliffe;
2. Também propunha o
regresso aos ensinamentos
bíblicos;
3. Desconfiava da autoridade
papal;
4. Sacerdócio universal dos
crentes;
“Ele chegou até a estaca olhando
para ela sem medo. Ele subiu nela depois
que dois assistentes do carrasco haviam
rasgado suas roupas… Naquele momento,
um dos eleitores, o príncipe Ludwig do
Palatinado, subiu e implorou que Huss
voltasse atrás, para que fosse poupado da
morte nas chamas. Mas Hus respondeu:
‘Hoje vocês assarão um ganso* magro,
mas em cem anos ouvirão um cisne cantar.
Não serão capazes de assá-lo e nenhuma
armadilha ou rede poderá segurá-lo’. O
princípe voltou cheio de pena e muita
admiração”.
*Em tcheco da época, Huss significava ganso.
Carta de Poggius Florentini à Leonhard Nikolai (1415).
Antecedentes das Reformas
 Questões religiosas:
 A salvação no
pensamento católico:
 Santo Agostinho: Fé e
predestinação;
 São Tomás de Aquino:
Boas obras e livre
arbítrio.
Os sete pecados capitais, de Hieronymus Bosch, representando o imaginário religioso às
vésperas da reforma.
Antecedentes das Reformas
 Principais críticas teológicas:
 Indulgências: Papa Leão X
vende o perdão dos pecados
em troca de um valor que
auxiliaria na construção da
basílica de São Pedro;
 Simonia: Venda de “relíquias”
sagradas por parte do clero;
 Desconhecimento da fé: Grande
parte dos membros da Igreja
Católica desconheciam os
preceitos religiosos.
“Uma igreja romana, se a
pessoa simplesmente entrasse nela,
tirava-lhe quarenta e oito mil anos de
sua sentença no purgatório. A cidade
alemã de Wittenberg guardava
dezessete mil relíquias, inclusive uma
palha da manjedoura de Jesus, uma
gota de leite de Maria e duzentos e
quatro fragmentos dos ossos das
crianças trucidadas por Herodes. A
Catedral de Exeter, na Inglaterra,
abrigava a vela que iluminou o túmulo
de Cristo […]. Um mosteiro, Durhman,
guardava zelosamente uma peça de
roupa da Virgem e mostrava-a aos
peregrinos após o pagamento de um
pequeno donativo”
(LA MURE, Pierre. A vida privada de Mona Lisa.)
Reforma Luterana
 Martinho Lutero:
 Padre alemão que criticou a
Igreja Católica;
 Publicação das 95 teses
contra as Indulgências (1517):
 Documento público de repúdio
às práticas da Igreja;
 Declarado herege e é
excomungado;
 Proteção de nobres Sacro
Império Romano-Germânico
interessados nas terras da
Igreja. Lutero afixando as “95 teses contra as
Indulgência” na Catedral de Wittenberg.
As 95 teses contra as Indulgências
6- O papa não tem o poder d perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que
ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são
reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
21.Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida
de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na
caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com
indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de
Deus.
82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor
e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –,
se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a
construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?
Reforma Luterana
 Doutrina:
 A infalibilidade da Bíblia Sagrada:
 As traduções religiosas teriam que ter sua
origem na Bíblia Sagrada;
 Necessidade traduzir e estudar a Bíblia;
 Sacramentos: Batismo e Eucaristia;
 Rejeição do culto à Virgem e aos santos;
 O sacerdócio universal dos crentes:
 Todos que estudassem as escrituras poderiam
falar em nome de Deus, sendo pastores de
seu rebanho;
 Salvação pela fé:
 A salvação provinha da fé interior e não de
gestos exteriores.
Bíblia de Martinho Lutero (1534)
Reforma Luterana
 Medidas políticas:
 Dieta de Worms (1521):
 Imperador Carlos V apoia a
Igreja Católica e convoca
Lutero;
 Dieta de Spira (1529):
 Aceitação dos luteranos
apenas na região de Spira.
Surgimento do termo
“protestante”;
 Paz de Augsburg (1555):
 Cujus regio, ejus religio.
Lutero na Dieta de Worms,
gravura da pintura de Anton von Werner
(1843-1915), atualmente na Staatsgalerie
de Stuttgart.
Reforma Luterana
 Movimento Anabatista:
 Liderado por Thomas Müntzer;
 Defendiam que o batismo poderia
ser feito exclusivamente aos 21
anos e abrangência social das
reformas;
 Revolta camponesa de 1524: Um
terço da Alemanha tendo a sua
massa camponesa lutando contra o
domínio feudal;
 Lutero condena o movimento
Anabatista;
 Massacre dos camponeses na
Batalha de Frankenhausen.
Batalha de Frankenhausen, de Werner Tuebke
(1983-87). A obra demonstra os anabatistas
em torno de uma pia batismal.
Reforma Luterana
Xilogravura feita por Cranach e Giovante (cerca de 1545). A figura representa, à esquerda, a Igreja de
Lutero e, à direita, a Igreja Católica. A Igreja Protestante tem Lutero apontando o sacrifício de Cristo inspirado no
Espírito Santo. Quase no centro, abaixo, está a pia de batismo e, mais abaixo, dois fiéis que comungam, ressaltando os
dois sacramentos conservados pelos luteranos. No lado católico do púlpito, um sacerdote faz suas pregações tendo atrás
de si, amparando-o, um demônio. Embaixo, à direita, o papa recolhe sacos de dinheiro. No altos, São Francisco implora a
Deus, e o “Pai Eterno”, desprezando tanta superstição e atuações indevidas, lança raios fulminantes de punição sobre
clérigos.
Reforma Calvinista
 João Calvino:
 Intelectual humanista francês;
 Perseguido na França, muda-
se para Suíça;
 Apoio da burguesia de
Genebra;
 Estímulo à congregações
independentes, reguladas
pela nova Igreja;
 Expansão do Calvinismo:
 Inglaterra: Puritanismo;
 França: Huguenotes;
 Escócia: Presbiterianos;
Reforma Calvinista
 Doutrina da Predestinação:
 Inicialmente, os calvinistas
acreditavam que seria
impossível conhecer o futuro
de sua alma;
 Valorização do trabalho;
 Riqueza como sinal exterior
da graça divina;
 Rigidez moral como forma
de acumular bens.
“Nós chamamos a
predestinação à decisão eterna de
Deus pela qual determinou o que
queria fazer com cada homem. Pois
Ele os cria a todos em condições
semelhantes, mas ordena uns à vida
eterna e outros à eterna condenação.
Assim, conforme o fim para o qual o
Homem foi criado, dizemos que ele
está predestinado para a morte ou
para a vida. [...] Os que Ele chama
para a Salvação dizemos que os
recebe de sua misericórdia gratuita,
sem ter relação alguma com a
própria dignidade.”
(CALVINO, João. A instituição da religião cristã)
Reforma Calvinista
 Princípios teológicos e práticos
do Calvinismo:
 Rigidez moral e disciplina
rigorosa:
 Condenação das diversões;
 Obediência aos governantes;
 Crítica a idolatria:
 Proibição do culto e do uso de
imagens e ídolos tanto em
templo quanto no lar;
 Deus como divindade mais
importante que Cristo.
“João Calvino introduziu a
noção de progresso e sucesso. Para o
reformador genebrês, o indivíduo era
responsável perante Deus. De acordo
com suas possibilidades, devia tentar
utilizar os meios que Deus lhe dera
para se aperfeiçoar, dar a seus filhos
chances de sucesso (principalmente por
meio da educação) e trabalhar de
maneira a se tornar um exemplo para
seus próximos, seus vizinhos e sua
congregação.
(GARRISSON, s.d, p. 60).
Reforma Calvinista
 “A ética protestante e o
espírito do capitalismo”, de
Max Weber (1920):
 Tese:
 O protestantismo, sobretudo o
Calvinismo, gerou um ambiente
propício para a organização
racional da vida econômica e
para o surgimento do espírito do
capitalismo.
 Indícios:
 Educação protestante: técnica;
 Vocação: chamado de Deus
para o trabalho;
 Teoria da predestinação:
valorização do enriquecimento.
“A emancipação do tradicionalismo
econômico parece sem dúvida ser um fator
que apoia grandemente o surgimento da
dúvida quanto à santidade das tradições
religiosas e de todas as autoridades
tradicionais. Devemos porém notar, fato
muitas vezes esquecido, que a Reforma não
implicou na eliminação do controle da Igreja
sobre a vida quotidiana, mas na substituição
por uma nova forma de controle. Significou
de fato o repúdio de um controle que era
muito frouxo e, na época praticamente
imperceptível, pouco mais que formal, em
favor de uma regulamentação da conduta
como um todo, que penetrando em todos os
setores da vida pública e privada, era
infinitamente mais opressiva e severamente
imposta.”
(WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo.)
Reforma Anglicana
 Fundada pelo rei inglês
Henrique VIII;
 Motivações:
 Busca de anular seu
casamento com Catarina de
Aragão e se casar com Ana
Bolena;
 Contestação do poder papal
na Inglaterra;
 Interesse das gentry nas
terras da Igreja;
 Ato de Supremacia: Rei
como chefe do Estado e da
Igreja.
Reforma Anglicana
 Princípios religiosos:
 Preservação de elementos
da tradição romana:
liturgia, sacramentos e
episcopado;
 Permanência de dois
sacramentos: Batismo e
Eucaristia;
 Valorização do trabalho;
 Aproximação muito forte
entre religião e poder
político.
“O rei Henrique VIII, que governou
a Inglaterra de 1509 a 1549, criou uma
legislação específica sobre o trabalho. Nessa
legislação, determinava-se: Os mendigos
velhos e incapacitados para o trabalho
deverão pedir licença para mendigar. Para os
vagabundos jovens e fortes, açoites e
reclusão. Serão presos à parte traseira de um
carro e se lhes açoitará até que o sangue
emane de seu corpo, devolvendo-o em
seguida, sob juramento, à sua terra natal ou
ao local onde residiram durante os últimos
três anos, para que “se ponham a trabalhar”.
Em caso de reincidência, deverá açoitar-se
novamente o culpado e cortar-lhe metade da
orelha; na terceira vez, será enforcado como
criminoso perigoso e inimigo da sociedade.”
(MARX, Karl. O Capital.)
Contrarreforma católica
 Reação católica às reformas,
buscando fortalecer o papado
e moralizar a Igreja Católica;
 Fundação da Companhia de
Jesus (1534):
 Criada por Ignácio Loyola;
 Conhecidos por “Soldados de
Cristo”, devido as suas rígidas
disciplina e hierarquia;
 Buscavam expandir o
cristianismo através das missões
e do ensino;
 Lema: Ad majorem Dei gloriam
(Para a maior glória de Deus).
“Que os membros consagrarão
suas vidas ao constante serviço de Cristo e
do Papa, lutarão sob a bandeira da Cruz
e servirão ao Senhor Pontífice romano
como o vigário de Deus na Terra, de tal
forma que executarão imediatamente e
sem vacilação ou escusa tudo o que o
Pontífice reinante ou seus sucessores
puderem ordenar-lhes para proveito das
almas ou para propagação da fé, e assim
agirão em toda província aonde forem
enviados, entre turcos ou quaisquer outros
infiéis, na Índia distante, assim como em
região de hereges, cismáticos ou indivíduos
de qualquer tipo.”
(LOYOLA, Ignácio. Companhia de Jesus.)
Contrarreforma católica
 Concílio de Trento (1545-1563):
 Reafirmação dos princípios católicos:
 Culto às imagens;
 Celibato clerical;
 Proibição da Bíblia em outras línguas;
 Sete sacramentos e pecados capitais;
 Condenação dos protestantismos;
 Ações moralizadoras:
 Proibição da venda de indulgências;
 Formação de escolas para membros
do clero;
"Se alguém diz que o ímpio
se justifica unicamente pela fé, de tal
modo que entenda que nada mais é
preciso para cooperar com a graça,
com o fim de obter a justificação, e
que não é necessário que se prepare e
se disponha por um movimento da sua
própria vontade, – que seja
excomungado. Se alguém diz que os
sacramentos da nova Lei não foram
todos instituídos por Nosso Senhor
Jesus Cristo, ou que há mais ou menos
de 7, a saber: o batismo, a
confirmação, a eucaristia, a
penitência, a extrema-unção, a ordem
e o casamento; ou que algum destes 7
não é própria e excomungado."
(Os Decretos de Concílio de Trento)
Contrarreforma católica
 Index Librorum
Prohibitorum:
 Lista de livros proibidos
pela Igreja Católica;
 Eram proibidos os livros
que fossem contrários à
fé católica, como livros
científicos ou
protestantes;
 Os livros podiam ser
tirados de circulação e
queimados.
Livro contendo a lista do Index Librorum
Prohibitorum (Veneza, 1564)
Contrarreforma católica
 Tribunal do Santo Ofício
ou Santa Inquisição:
 Prática medieval retomada
com o Concílio de Trento;
 Responsável por acusar,
julgar, condenar e punir
àqueles que fossem
contrários à fé;
 Utilizava-se de um imenso
número de torturas;
 Adquiriu caráter político,
sobretudo na Espanha e
Portugal.
“Um famoso escândalo político
foi o de Antônio Perez, que em 1571 era
secretário de Estado de Felipe II, tendo
alcançado um dos postos mais importantes
na monarquia. Por rivalidades, viu-se
envolvido em intrigas internacionais.
Conhecia todos os segredos da coroa,
tendo absoluto controle sobre o Tesouro.
Foi acusado de vender cargos, de suborno e
de trair segredos do Estado. Felipe viu um
caminho para atingi-lo: a Inquisição. Tinha
de ser acusado de heresia. Foi difícil
encontrar provas contra seu catolicismo,
mas o confessor do rei conseguiu-as.
Mesmo sendo íntimo amigo do inquisidor-
mor e tendo o apoio da população de
Saragoça, Perez foi acusado de herege.
Conseguiu fugir e morreu em Paris, e,
conforme testemunhou o núncio apostólico
da região, sempre viveu como fiel católico.”
(NOVINKY, Anita. A inquisição)
Contrarreforma católica
A Roda, o mais temido método de tortura
Pêndulo ou a tortura do peso
Contrarreforma católica
Tortura d’água Pêra
Contrarreforma católica
O berço de Judas
Empalamento
Barroco
 Contexto histórico:
 Reformas Protestantes e
Contrarreforma:
 Concílio de Trento, Index,
Companhia de Jesus e Santa
Inquisição;
 Crise econômica, política e
social na Europa;
 Apogeu de uma nova forma
de pensamento racional;
O triunfo da Divina Providência, de
Pietro de Cortona (1633-1639)
Barroco
 Características Gerais:
 Século XVI;
 Etimologia: barueco
(pérola de forma
irregular);
 Arte da
contrarreforma:
Maneira de atrair fiéis;
 Pintura típica da Igreja
Católica;
Barroco
 Características Gerais:
 Dúvidas existenciais;
 Dualismo:
Racionalismo e humanismo X Postura
religiosa;
Toda forma exige fechamento e fim, e o barroco se define pelo
movimento e instabilidade; parece-nos, pois, que ele se encontra
ante um dilema: ou negar-se como barroco, para completar-se numa
obra, ou resistir à obra para persistir fiel a si mesmo
J. Rousset
O rapto de Proserpina, de Gian Lorenzo Bernini
Barroco
 Características artísticas:
 Fusionismo: culto dos contrastes;
 Cultismo: rebuscamento e jogo
de palavras – paradoxos e
antíteses – e imagens de
maneira racional;
 Niilismo: percepção da miséria
da condição humana;
 Dinamismo: sensação de
movimento e transitoriedade
da vida humana; Papa Urbano VIII, Bernini
Barroco
 Pintura:
 Representou o apogeu
dos temas religiosos;
 Plasticidade das
sombras: Utilização da
técnica do contraste
claro/escuro;
 Cenas de grande
intensidade dramática;
 Simetria diagonal;
Deposição de Cristo da cruz, Michelangelo
Caravaggio.
Barroco
Vocação de São Mateus, Michelangelo Caravaggio
Barroco
 O Barroco holandês:
 Presença das reformas
religiosas: Iconoclastia;
 Mecenato: burgueses;
 Representação de
cenas populares;
 Extremamente realista;
 Principais artistas:
Rembrandt e Vermeer.
Moça com o brinco de pérola, Johanes Vermeer (1665)
Barroco
A lição de anatomia do Dr. Tulp, Rembrandt van Rijn(1632).
Barroco
 Escultura:
 Exuberância das
formas e movimento;
 Contraste: cenas
sacras e erotismo;
 Dramatismo;
 Faces expressivas e
roupas esvoaçantes.
O êxtase de Santa Teresa, Bernini
Barroco
 Arquitetura:
 Destaque para as
formas de curvas,
espirais e forma
elípticas;
 Complexidade
arquitetônica: sensação
impactante e teatral;
 Integração com a
pintura e escultura.
Basílica de São Pedro (Vaticano), Paul Romini.
Barroco
 Literatura:
 Desenvolveu versos
complexos, geralmente
decassílabos;
 Prosa moralizante;
 Uso excessivo de figuras de
linguagem: paradoxos,
hipérboles, antíteses,
metáforas, entre outros.
A instabilidade das cousas do mundo
Gregório de Matos
Nasce o sol e não dura mais que um dia.
Depois da luz, se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o sol, porque nascia?
Se é tão formosa a luz, porque não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no sol e na luz falta a firmeza;
Na formosura, não se dê constância
E, na alegria, sinta-se tristeza.
Começa o mundo, enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza:
A firmeza somente na inconstância.
Barroco
 Música:
 Profunda revolução musical;
 Contraponto: dois tons
musicais interpostos;
 Inserção de novas notas que
permitiam uma melodia mais
complexa;
 Inserção do canto: Óperas;
 Harmonização entre cantos e
instrumentais.
Prelúdio e fuga nº8, Johann Sebastian Bach

reforma religiosa.pdf

  • 1.
    AS REFORMAS RELIGIOSAS Prof.Victor Creti Bruzadelli
  • 2.
    Antecedentes das Reformas: Questões socioeconômicas:  Formação dos Estados Nacionais Modernos:  Soberania em relação à Igreja;  Sentimentos nacionalistas;  Riquezas da Igreja:  Nobres e príncipes desejavam apossar-se dos bens da Igreja Católica;  Fim dos impostos papais;  Desenvolvimento da burguesia:  A usura e o preço justo;  Invenção da Imprensa (1449):  Difusão da leitura, sobretudo, da Bíblia; “Ter Gutenberg escolhido a Bíblia como primeiro livro a ser divulgado amplamente foi um gesto revolucionário; foi colocar o sagrado em mãos profanas. Mas vai ser no século XVIII, com o Iluminismo, aprofundando algumas questões colocadas pelo Renascimento, que a leitura avança ainda mais, pois passou a traduzir para as línguas ocidentais muitas das obras clássicas até então acessíveis apenas em grego e latim, decorrendo daí uma maior popularização da tradição cultural do Ocidente e do Oriente.” (SANT’ANNA, Affonso Romano de. Ler o mundo)
  • 3.
    Antecedentes das Reformas Questões religiosas:  Críticos pré-reformistas:  Os pré-reformistas iniciaram a base ideológica de oposição ao cristianismo católico;  Valdenses: 1. Heresia pregada por Pedro Valdo (1174); 2. Voto de pobreza: os pobres de espírito; 3. Tradução e pregação da bíblia sem ser sacerdote; 4. Bíblia como a única autoridade eclesiástica; 5. Negação da autoridade de Roma e do culto à imagens. Cruz huguenote
  • 4.
    Antecedentes das Reformas Questões religiosas:  Críticos pré-reformistas:  John Wycliffe: 1. Retorno a Igreja primitiva dos evangelistas; 2. Separação entre poder espiritual (Igreja) e temporal (Estado); 3. Retorno do cristianismo à Bíblia; 4. Negação da liderança do papa sobre a Igreja: Cristo como líder; 5. Voto de pobreza.
  • 5.
    Antecedentes da Reforma Questões religiosas:  Críticos pré-reformistas:  Jan Huss: 1. Influenciado pelas ideia de Wycliffe; 2. Também propunha o regresso aos ensinamentos bíblicos; 3. Desconfiava da autoridade papal; 4. Sacerdócio universal dos crentes; “Ele chegou até a estaca olhando para ela sem medo. Ele subiu nela depois que dois assistentes do carrasco haviam rasgado suas roupas… Naquele momento, um dos eleitores, o príncipe Ludwig do Palatinado, subiu e implorou que Huss voltasse atrás, para que fosse poupado da morte nas chamas. Mas Hus respondeu: ‘Hoje vocês assarão um ganso* magro, mas em cem anos ouvirão um cisne cantar. Não serão capazes de assá-lo e nenhuma armadilha ou rede poderá segurá-lo’. O princípe voltou cheio de pena e muita admiração”. *Em tcheco da época, Huss significava ganso. Carta de Poggius Florentini à Leonhard Nikolai (1415).
  • 6.
    Antecedentes das Reformas Questões religiosas:  A salvação no pensamento católico:  Santo Agostinho: Fé e predestinação;  São Tomás de Aquino: Boas obras e livre arbítrio. Os sete pecados capitais, de Hieronymus Bosch, representando o imaginário religioso às vésperas da reforma.
  • 7.
    Antecedentes das Reformas Principais críticas teológicas:  Indulgências: Papa Leão X vende o perdão dos pecados em troca de um valor que auxiliaria na construção da basílica de São Pedro;  Simonia: Venda de “relíquias” sagradas por parte do clero;  Desconhecimento da fé: Grande parte dos membros da Igreja Católica desconheciam os preceitos religiosos. “Uma igreja romana, se a pessoa simplesmente entrasse nela, tirava-lhe quarenta e oito mil anos de sua sentença no purgatório. A cidade alemã de Wittenberg guardava dezessete mil relíquias, inclusive uma palha da manjedoura de Jesus, uma gota de leite de Maria e duzentos e quatro fragmentos dos ossos das crianças trucidadas por Herodes. A Catedral de Exeter, na Inglaterra, abrigava a vela que iluminou o túmulo de Cristo […]. Um mosteiro, Durhman, guardava zelosamente uma peça de roupa da Virgem e mostrava-a aos peregrinos após o pagamento de um pequeno donativo” (LA MURE, Pierre. A vida privada de Mona Lisa.)
  • 8.
    Reforma Luterana  MartinhoLutero:  Padre alemão que criticou a Igreja Católica;  Publicação das 95 teses contra as Indulgências (1517):  Documento público de repúdio às práticas da Igreja;  Declarado herege e é excomungado;  Proteção de nobres Sacro Império Romano-Germânico interessados nas terras da Igreja. Lutero afixando as “95 teses contra as Indulgência” na Catedral de Wittenberg.
  • 9.
    As 95 tesescontra as Indulgências 6- O papa não tem o poder d perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria. 21.Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa. 27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu]. 45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus. 62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus. 82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?
  • 10.
    Reforma Luterana  Doutrina: A infalibilidade da Bíblia Sagrada:  As traduções religiosas teriam que ter sua origem na Bíblia Sagrada;  Necessidade traduzir e estudar a Bíblia;  Sacramentos: Batismo e Eucaristia;  Rejeição do culto à Virgem e aos santos;  O sacerdócio universal dos crentes:  Todos que estudassem as escrituras poderiam falar em nome de Deus, sendo pastores de seu rebanho;  Salvação pela fé:  A salvação provinha da fé interior e não de gestos exteriores. Bíblia de Martinho Lutero (1534)
  • 11.
    Reforma Luterana  Medidaspolíticas:  Dieta de Worms (1521):  Imperador Carlos V apoia a Igreja Católica e convoca Lutero;  Dieta de Spira (1529):  Aceitação dos luteranos apenas na região de Spira. Surgimento do termo “protestante”;  Paz de Augsburg (1555):  Cujus regio, ejus religio. Lutero na Dieta de Worms, gravura da pintura de Anton von Werner (1843-1915), atualmente na Staatsgalerie de Stuttgart.
  • 12.
    Reforma Luterana  MovimentoAnabatista:  Liderado por Thomas Müntzer;  Defendiam que o batismo poderia ser feito exclusivamente aos 21 anos e abrangência social das reformas;  Revolta camponesa de 1524: Um terço da Alemanha tendo a sua massa camponesa lutando contra o domínio feudal;  Lutero condena o movimento Anabatista;  Massacre dos camponeses na Batalha de Frankenhausen. Batalha de Frankenhausen, de Werner Tuebke (1983-87). A obra demonstra os anabatistas em torno de uma pia batismal.
  • 13.
    Reforma Luterana Xilogravura feitapor Cranach e Giovante (cerca de 1545). A figura representa, à esquerda, a Igreja de Lutero e, à direita, a Igreja Católica. A Igreja Protestante tem Lutero apontando o sacrifício de Cristo inspirado no Espírito Santo. Quase no centro, abaixo, está a pia de batismo e, mais abaixo, dois fiéis que comungam, ressaltando os dois sacramentos conservados pelos luteranos. No lado católico do púlpito, um sacerdote faz suas pregações tendo atrás de si, amparando-o, um demônio. Embaixo, à direita, o papa recolhe sacos de dinheiro. No altos, São Francisco implora a Deus, e o “Pai Eterno”, desprezando tanta superstição e atuações indevidas, lança raios fulminantes de punição sobre clérigos.
  • 14.
    Reforma Calvinista  JoãoCalvino:  Intelectual humanista francês;  Perseguido na França, muda- se para Suíça;  Apoio da burguesia de Genebra;  Estímulo à congregações independentes, reguladas pela nova Igreja;  Expansão do Calvinismo:  Inglaterra: Puritanismo;  França: Huguenotes;  Escócia: Presbiterianos;
  • 15.
    Reforma Calvinista  Doutrinada Predestinação:  Inicialmente, os calvinistas acreditavam que seria impossível conhecer o futuro de sua alma;  Valorização do trabalho;  Riqueza como sinal exterior da graça divina;  Rigidez moral como forma de acumular bens. “Nós chamamos a predestinação à decisão eterna de Deus pela qual determinou o que queria fazer com cada homem. Pois Ele os cria a todos em condições semelhantes, mas ordena uns à vida eterna e outros à eterna condenação. Assim, conforme o fim para o qual o Homem foi criado, dizemos que ele está predestinado para a morte ou para a vida. [...] Os que Ele chama para a Salvação dizemos que os recebe de sua misericórdia gratuita, sem ter relação alguma com a própria dignidade.” (CALVINO, João. A instituição da religião cristã)
  • 16.
    Reforma Calvinista  Princípiosteológicos e práticos do Calvinismo:  Rigidez moral e disciplina rigorosa:  Condenação das diversões;  Obediência aos governantes;  Crítica a idolatria:  Proibição do culto e do uso de imagens e ídolos tanto em templo quanto no lar;  Deus como divindade mais importante que Cristo. “João Calvino introduziu a noção de progresso e sucesso. Para o reformador genebrês, o indivíduo era responsável perante Deus. De acordo com suas possibilidades, devia tentar utilizar os meios que Deus lhe dera para se aperfeiçoar, dar a seus filhos chances de sucesso (principalmente por meio da educação) e trabalhar de maneira a se tornar um exemplo para seus próximos, seus vizinhos e sua congregação. (GARRISSON, s.d, p. 60).
  • 17.
    Reforma Calvinista  “Aética protestante e o espírito do capitalismo”, de Max Weber (1920):  Tese:  O protestantismo, sobretudo o Calvinismo, gerou um ambiente propício para a organização racional da vida econômica e para o surgimento do espírito do capitalismo.  Indícios:  Educação protestante: técnica;  Vocação: chamado de Deus para o trabalho;  Teoria da predestinação: valorização do enriquecimento. “A emancipação do tradicionalismo econômico parece sem dúvida ser um fator que apoia grandemente o surgimento da dúvida quanto à santidade das tradições religiosas e de todas as autoridades tradicionais. Devemos porém notar, fato muitas vezes esquecido, que a Reforma não implicou na eliminação do controle da Igreja sobre a vida quotidiana, mas na substituição por uma nova forma de controle. Significou de fato o repúdio de um controle que era muito frouxo e, na época praticamente imperceptível, pouco mais que formal, em favor de uma regulamentação da conduta como um todo, que penetrando em todos os setores da vida pública e privada, era infinitamente mais opressiva e severamente imposta.” (WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo.)
  • 18.
    Reforma Anglicana  Fundadapelo rei inglês Henrique VIII;  Motivações:  Busca de anular seu casamento com Catarina de Aragão e se casar com Ana Bolena;  Contestação do poder papal na Inglaterra;  Interesse das gentry nas terras da Igreja;  Ato de Supremacia: Rei como chefe do Estado e da Igreja.
  • 19.
    Reforma Anglicana  Princípiosreligiosos:  Preservação de elementos da tradição romana: liturgia, sacramentos e episcopado;  Permanência de dois sacramentos: Batismo e Eucaristia;  Valorização do trabalho;  Aproximação muito forte entre religião e poder político. “O rei Henrique VIII, que governou a Inglaterra de 1509 a 1549, criou uma legislação específica sobre o trabalho. Nessa legislação, determinava-se: Os mendigos velhos e incapacitados para o trabalho deverão pedir licença para mendigar. Para os vagabundos jovens e fortes, açoites e reclusão. Serão presos à parte traseira de um carro e se lhes açoitará até que o sangue emane de seu corpo, devolvendo-o em seguida, sob juramento, à sua terra natal ou ao local onde residiram durante os últimos três anos, para que “se ponham a trabalhar”. Em caso de reincidência, deverá açoitar-se novamente o culpado e cortar-lhe metade da orelha; na terceira vez, será enforcado como criminoso perigoso e inimigo da sociedade.” (MARX, Karl. O Capital.)
  • 20.
    Contrarreforma católica  Reaçãocatólica às reformas, buscando fortalecer o papado e moralizar a Igreja Católica;  Fundação da Companhia de Jesus (1534):  Criada por Ignácio Loyola;  Conhecidos por “Soldados de Cristo”, devido as suas rígidas disciplina e hierarquia;  Buscavam expandir o cristianismo através das missões e do ensino;  Lema: Ad majorem Dei gloriam (Para a maior glória de Deus). “Que os membros consagrarão suas vidas ao constante serviço de Cristo e do Papa, lutarão sob a bandeira da Cruz e servirão ao Senhor Pontífice romano como o vigário de Deus na Terra, de tal forma que executarão imediatamente e sem vacilação ou escusa tudo o que o Pontífice reinante ou seus sucessores puderem ordenar-lhes para proveito das almas ou para propagação da fé, e assim agirão em toda província aonde forem enviados, entre turcos ou quaisquer outros infiéis, na Índia distante, assim como em região de hereges, cismáticos ou indivíduos de qualquer tipo.” (LOYOLA, Ignácio. Companhia de Jesus.)
  • 21.
    Contrarreforma católica  Concíliode Trento (1545-1563):  Reafirmação dos princípios católicos:  Culto às imagens;  Celibato clerical;  Proibição da Bíblia em outras línguas;  Sete sacramentos e pecados capitais;  Condenação dos protestantismos;  Ações moralizadoras:  Proibição da venda de indulgências;  Formação de escolas para membros do clero; "Se alguém diz que o ímpio se justifica unicamente pela fé, de tal modo que entenda que nada mais é preciso para cooperar com a graça, com o fim de obter a justificação, e que não é necessário que se prepare e se disponha por um movimento da sua própria vontade, – que seja excomungado. Se alguém diz que os sacramentos da nova Lei não foram todos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo, ou que há mais ou menos de 7, a saber: o batismo, a confirmação, a eucaristia, a penitência, a extrema-unção, a ordem e o casamento; ou que algum destes 7 não é própria e excomungado." (Os Decretos de Concílio de Trento)
  • 22.
    Contrarreforma católica  IndexLibrorum Prohibitorum:  Lista de livros proibidos pela Igreja Católica;  Eram proibidos os livros que fossem contrários à fé católica, como livros científicos ou protestantes;  Os livros podiam ser tirados de circulação e queimados. Livro contendo a lista do Index Librorum Prohibitorum (Veneza, 1564)
  • 23.
    Contrarreforma católica  Tribunaldo Santo Ofício ou Santa Inquisição:  Prática medieval retomada com o Concílio de Trento;  Responsável por acusar, julgar, condenar e punir àqueles que fossem contrários à fé;  Utilizava-se de um imenso número de torturas;  Adquiriu caráter político, sobretudo na Espanha e Portugal. “Um famoso escândalo político foi o de Antônio Perez, que em 1571 era secretário de Estado de Felipe II, tendo alcançado um dos postos mais importantes na monarquia. Por rivalidades, viu-se envolvido em intrigas internacionais. Conhecia todos os segredos da coroa, tendo absoluto controle sobre o Tesouro. Foi acusado de vender cargos, de suborno e de trair segredos do Estado. Felipe viu um caminho para atingi-lo: a Inquisição. Tinha de ser acusado de heresia. Foi difícil encontrar provas contra seu catolicismo, mas o confessor do rei conseguiu-as. Mesmo sendo íntimo amigo do inquisidor- mor e tendo o apoio da população de Saragoça, Perez foi acusado de herege. Conseguiu fugir e morreu em Paris, e, conforme testemunhou o núncio apostólico da região, sempre viveu como fiel católico.” (NOVINKY, Anita. A inquisição)
  • 24.
    Contrarreforma católica A Roda,o mais temido método de tortura Pêndulo ou a tortura do peso
  • 25.
  • 26.
  • 27.
    Barroco  Contexto histórico: Reformas Protestantes e Contrarreforma:  Concílio de Trento, Index, Companhia de Jesus e Santa Inquisição;  Crise econômica, política e social na Europa;  Apogeu de uma nova forma de pensamento racional; O triunfo da Divina Providência, de Pietro de Cortona (1633-1639)
  • 28.
    Barroco  Características Gerais: Século XVI;  Etimologia: barueco (pérola de forma irregular);  Arte da contrarreforma: Maneira de atrair fiéis;  Pintura típica da Igreja Católica;
  • 29.
    Barroco  Características Gerais: Dúvidas existenciais;  Dualismo: Racionalismo e humanismo X Postura religiosa; Toda forma exige fechamento e fim, e o barroco se define pelo movimento e instabilidade; parece-nos, pois, que ele se encontra ante um dilema: ou negar-se como barroco, para completar-se numa obra, ou resistir à obra para persistir fiel a si mesmo J. Rousset O rapto de Proserpina, de Gian Lorenzo Bernini
  • 30.
    Barroco  Características artísticas: Fusionismo: culto dos contrastes;  Cultismo: rebuscamento e jogo de palavras – paradoxos e antíteses – e imagens de maneira racional;  Niilismo: percepção da miséria da condição humana;  Dinamismo: sensação de movimento e transitoriedade da vida humana; Papa Urbano VIII, Bernini
  • 31.
    Barroco  Pintura:  Representouo apogeu dos temas religiosos;  Plasticidade das sombras: Utilização da técnica do contraste claro/escuro;  Cenas de grande intensidade dramática;  Simetria diagonal; Deposição de Cristo da cruz, Michelangelo Caravaggio.
  • 32.
    Barroco Vocação de SãoMateus, Michelangelo Caravaggio
  • 33.
    Barroco  O Barrocoholandês:  Presença das reformas religiosas: Iconoclastia;  Mecenato: burgueses;  Representação de cenas populares;  Extremamente realista;  Principais artistas: Rembrandt e Vermeer. Moça com o brinco de pérola, Johanes Vermeer (1665)
  • 34.
    Barroco A lição deanatomia do Dr. Tulp, Rembrandt van Rijn(1632).
  • 35.
    Barroco  Escultura:  Exuberânciadas formas e movimento;  Contraste: cenas sacras e erotismo;  Dramatismo;  Faces expressivas e roupas esvoaçantes. O êxtase de Santa Teresa, Bernini
  • 36.
    Barroco  Arquitetura:  Destaquepara as formas de curvas, espirais e forma elípticas;  Complexidade arquitetônica: sensação impactante e teatral;  Integração com a pintura e escultura. Basílica de São Pedro (Vaticano), Paul Romini.
  • 37.
    Barroco  Literatura:  Desenvolveuversos complexos, geralmente decassílabos;  Prosa moralizante;  Uso excessivo de figuras de linguagem: paradoxos, hipérboles, antíteses, metáforas, entre outros. A instabilidade das cousas do mundo Gregório de Matos Nasce o sol e não dura mais que um dia. Depois da luz, se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém, se acaba o sol, porque nascia? Se é tão formosa a luz, porque não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no sol e na luz falta a firmeza; Na formosura, não se dê constância E, na alegria, sinta-se tristeza. Começa o mundo, enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza: A firmeza somente na inconstância.
  • 38.
    Barroco  Música:  Profundarevolução musical;  Contraponto: dois tons musicais interpostos;  Inserção de novas notas que permitiam uma melodia mais complexa;  Inserção do canto: Óperas;  Harmonização entre cantos e instrumentais. Prelúdio e fuga nº8, Johann Sebastian Bach