Recusa em ir à Escola
- Recusa em ir à Escola -
Relutância persistente ou recusa em ir à escola, devido ao desejo de
ficar em casa com os pais;
Sofrimento emocional significativo e queixas repetidas (ex. chorar,
acessos de raiva) aquando da antecipação da separação de casa
para ir à escola ou depois de chegar à escola;
Queixas somáticas frequentes (dores de cabeça, estômago,
náuseas) associadas com ir à escola;
Colar-se demasiado aos pais quando antecipa a saída de casa ou
quando chegam à escola
- Recusa em ir à Escola -
Comentários negativos frequentes acerca da escola
ou perguntar constantemente se é preciso mesmo ir à
escola ou para que serve ir à escola
Expressão persistente e irrealista de medo que uma
catástrofe provoque uma separação dos seus pais (a
criança ou os pais podem perder-se, ser raptados,
mortos ou sofrer um acidente) caso a criança vá à
escola
Verbalizações de baixa auto-estima e falta de confiança
que contribuem para o medo de ir à escola e estar
separado dos pais
- Recusa em ir à Escola -
Verbalização de medo de falhar, do ridículo, ou
ansiedade relacionado com o sucesso académico que
acompanham a recusa de ir à escola;
Evitamento ou retraimento excessivo do contacto com
pessoas não familiares durante longos períodos de
tempo.
- Intervenção -
1) Descrever os medos associados com a ida à escola
bem como as razões para esses medos;
2) Completar a avaliação psicológica;
3) Implementar um programa de Dessensibilização
Sistemática e começar a ir à escola por períodos cada
vez mais prolongados;
4) Estabelecer, implementar e monitorizar, por parte dos
pais, um sistema de reforços, contracto de
contingência ou sistemas de fichas
- Intervenção -
5) Implementar o Plano de Contingência, por parte dos
pais e dos educadores para lidar com as birras, os
acessos de raiva ou comportamentos “adesivos” da
criança;
6) Diminuir a intensidade e a frequência
das birras relacionadas com a ida à escola;
7) Reconhecer verbalmente a irracionalidade dos
medos relacionados com a escola (perspectiva
cognitiva) ou ajudar a criança a construir novos
significados acerca da ida à escola (narrativa)
- Intervenção -
8) Implementar relaxamento e imaginação guiada
para reduzir a ansiedade;
9) Aumentar as verbalizações positivas acerca de
sucessos e de experiências na escola;
10) Diminuir a frequência de comentários e questões
negativas acerca de ir à escola;
11) Monitorizar, por parte dos pais e educadores, de
um plano de contingência de forma a lidar com as
queixas somáticas da criança;
- Intervenção -
12) Diminuir a frequência das queixas somáticas;
13) Compreender e reconhecer os ganhos
secundários resultantes das queixas somáticas;
14) Aumentar o tempo que o pai não envolvido passa
com a criança em actividades como brincadeira,
trabalhos da escola, etc.;
15) Reforçar, por parte dos pais, comportamentos
de autonomia e estabelecer limites para
comportamentos de dependentes
- Intervenção -
16) Deixar de enviar, por parte dos pais, mensagens
inconsistentes acerca de ir à escola e começar a
estabelecer limites firmes e consistentes para os
comportamentos “pegajosos” choros, birras, etc.
17) Identificar e reconhecer, por parte do pai super-
protector os seus comportamentos
exageradamente dependentes;
18) Identificar estratégias de coping adaptativas para
diminuir a ansiedade, medos e sentimentos
negativos
- Intervenção -
19) Aumentar a comunicação, intimidade e congruência ao
nível das práticas parentais ajustadas entre os pais;
20) Verbalizar uma compreensão da forma como os medos
de ir à escola estão associados com separações
passadas, perdas ou traumas;
21) Identificar, diferenciar e expressar os sentimentos
relacionados com acontecimentos passados
causadores de sofrimento (separação, perdas, etc);
22) Desenvolver competências de comunicação e
assertividade de forma a reduzir a ansiedade social e a
facilitar o desenvolvimento de estratégias de coping
adaptativas
- Intervenção -
23) Aumentar a frequência e duração do tempo passado
pela criança em actividades independentes ou em
actividades fora de casa;
24) Concordar em iniciar alguns contactos sociais
por semana (por exemplo, 1 por dia);
25) Aumentar a participação da criança em actividades
da escola, ou em outras actividades com
o grupo de pares;
26) Expressar, diferenciar e gerir os sentimentos
relacionados com o ir à escola através da brincadeira,
histórias ou arte;
27) Seguir, por parte dos pais, as recomendações
relacionadas com as estratégias terapêuticas

Recusa_Escola.pdf

  • 1.
    Recusa em irà Escola
  • 2.
    - Recusa emir à Escola - Relutância persistente ou recusa em ir à escola, devido ao desejo de ficar em casa com os pais; Sofrimento emocional significativo e queixas repetidas (ex. chorar, acessos de raiva) aquando da antecipação da separação de casa para ir à escola ou depois de chegar à escola; Queixas somáticas frequentes (dores de cabeça, estômago, náuseas) associadas com ir à escola; Colar-se demasiado aos pais quando antecipa a saída de casa ou quando chegam à escola
  • 3.
    - Recusa emir à Escola - Comentários negativos frequentes acerca da escola ou perguntar constantemente se é preciso mesmo ir à escola ou para que serve ir à escola Expressão persistente e irrealista de medo que uma catástrofe provoque uma separação dos seus pais (a criança ou os pais podem perder-se, ser raptados, mortos ou sofrer um acidente) caso a criança vá à escola Verbalizações de baixa auto-estima e falta de confiança que contribuem para o medo de ir à escola e estar separado dos pais
  • 4.
    - Recusa emir à Escola - Verbalização de medo de falhar, do ridículo, ou ansiedade relacionado com o sucesso académico que acompanham a recusa de ir à escola; Evitamento ou retraimento excessivo do contacto com pessoas não familiares durante longos períodos de tempo.
  • 5.
    - Intervenção - 1)Descrever os medos associados com a ida à escola bem como as razões para esses medos; 2) Completar a avaliação psicológica; 3) Implementar um programa de Dessensibilização Sistemática e começar a ir à escola por períodos cada vez mais prolongados; 4) Estabelecer, implementar e monitorizar, por parte dos pais, um sistema de reforços, contracto de contingência ou sistemas de fichas
  • 6.
    - Intervenção - 5)Implementar o Plano de Contingência, por parte dos pais e dos educadores para lidar com as birras, os acessos de raiva ou comportamentos “adesivos” da criança; 6) Diminuir a intensidade e a frequência das birras relacionadas com a ida à escola; 7) Reconhecer verbalmente a irracionalidade dos medos relacionados com a escola (perspectiva cognitiva) ou ajudar a criança a construir novos significados acerca da ida à escola (narrativa)
  • 7.
    - Intervenção - 8)Implementar relaxamento e imaginação guiada para reduzir a ansiedade; 9) Aumentar as verbalizações positivas acerca de sucessos e de experiências na escola; 10) Diminuir a frequência de comentários e questões negativas acerca de ir à escola; 11) Monitorizar, por parte dos pais e educadores, de um plano de contingência de forma a lidar com as queixas somáticas da criança;
  • 8.
    - Intervenção - 12)Diminuir a frequência das queixas somáticas; 13) Compreender e reconhecer os ganhos secundários resultantes das queixas somáticas; 14) Aumentar o tempo que o pai não envolvido passa com a criança em actividades como brincadeira, trabalhos da escola, etc.; 15) Reforçar, por parte dos pais, comportamentos de autonomia e estabelecer limites para comportamentos de dependentes
  • 9.
    - Intervenção - 16)Deixar de enviar, por parte dos pais, mensagens inconsistentes acerca de ir à escola e começar a estabelecer limites firmes e consistentes para os comportamentos “pegajosos” choros, birras, etc. 17) Identificar e reconhecer, por parte do pai super- protector os seus comportamentos exageradamente dependentes; 18) Identificar estratégias de coping adaptativas para diminuir a ansiedade, medos e sentimentos negativos
  • 10.
    - Intervenção - 19)Aumentar a comunicação, intimidade e congruência ao nível das práticas parentais ajustadas entre os pais; 20) Verbalizar uma compreensão da forma como os medos de ir à escola estão associados com separações passadas, perdas ou traumas; 21) Identificar, diferenciar e expressar os sentimentos relacionados com acontecimentos passados causadores de sofrimento (separação, perdas, etc); 22) Desenvolver competências de comunicação e assertividade de forma a reduzir a ansiedade social e a facilitar o desenvolvimento de estratégias de coping adaptativas
  • 11.
    - Intervenção - 23)Aumentar a frequência e duração do tempo passado pela criança em actividades independentes ou em actividades fora de casa; 24) Concordar em iniciar alguns contactos sociais por semana (por exemplo, 1 por dia); 25) Aumentar a participação da criança em actividades da escola, ou em outras actividades com o grupo de pares; 26) Expressar, diferenciar e gerir os sentimentos relacionados com o ir à escola através da brincadeira, histórias ou arte; 27) Seguir, por parte dos pais, as recomendações relacionadas com as estratégias terapêuticas