Curso : Lidando com as crises Infantis – Ansiedade
Márcia Maranhão Limongi
AS CRISES INFANTIS - ANSIEDADE
1. DIFERENÇAS ENTRE MEDO E ANSIEDADE (H. Grunspun)
MEDO:
. Estado emocional de alerta ante o perigo, caracterizado por um conhecimento
intelectual do mesmo.
ANSIEDADE:
. Também é um estado de alerta ante o perigo (antecipação de sofrimento), mas
desprovido de conteúdo intelectual com manifestações motoras periféricas, sendo
as mais comuns os distúrbios respiratórios.
RESUMINDO....
A ansiedade é um reflexo e aviso de discrepâncias internas do indivíduo, enquanto o
medo é um mecanismo da personalidade para lidar com perigos externos e reais.
Nas crianças de pouca idade é muito difícil distinguir o medo da ansiedade.
2. EVOLUÇÃO DO MEDO (H. Grunspun)
MEDO BIOLÓGICO (saudável - defesa e proteção) ===> MEDO PSICOLÓGICO
(timidez, vergonha, etc) ===> MEDO CONDICIONADO (pelas experiências
vividas e pelo ambiente) ===>ANSIEDADE ===> FOBIA
3. MEDOS MAIS COMUNS DA CRIANÇA ( podem chegar à ansiedade)
. Medo de Estranhos; timidez e retraimento; medo do escuro; medo de ser perdido;
medo da morte; medo de hospitalização; medo de fracasso escolar.
A ANSIEDADE
1. INTRODUÇÃO
. Desde o nascimento, todo ser humano sofre um certo grau de ansiedade,
considerado “normal” ou “inevitável” – desde os primeiros anos de vida tem a
função de preparar a criança para melhor suportar a ansiedade comum que a vida
trará no futuro.
3. CRISES DE ANSIEDADE (CLASSIFICAÇÃO)
a) ATAQUES AGUDOS: inicia-se de repente. Pânico e várias manifestações de
agitação extrema ou rigidez muscular, agarra-se à mãe e se recusa a ser acalmada.
b) ANSIEDADE CRÔNICA – tensão diária com inquietude, mostra-se
amedrontada, apreensiva, com queixas de fadiga, gases, opressão no estômago,
palpitações, dificuldade para respirar. Fica desatenciosa, diminui o rendimento
escolar, tem falta de vontade para estudar e dificuldade de memorizar.
c) APREENSÃO CONTÍNUA – estado de tensão contínua –“ tenho medo de ter
medo”– ameaças de descontrole, fazendo esforço para vence-la. Meio inativa, com
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aparência balofa. Humilham-se com facilidade por medo de castigos. São
chamados de maricas pelos outros e choram facilmente. Raramente entram em
crise aguda de ansiedade.
4. ANSIEDADE NA APRENDIZAGEM
. Os efeitos da ansiedade não são os mesmos para todos os alunos, variando
segundo seu nível de competência ou habilidade.
. A ansiedade alta solapa o intelecto e sabota todos os tipos de desempenho
acadêmico
5. O PAPEL DO PROFESSOR NA REDUÇÃO DA ANSIEDADE
. Criar ambientes descontraídos e participativos
. Ajudar os alunos a preparar-se bem para executar uma tarefa
. Exercitar a capacidade de pensar com flexibilidade, buscando soluções de
problemas e conexões de pensamentos
. Praticar o riso, a euforia, e associação livre em sala
. Exercitar a previsão das conseqüências de determinadas decisões
. Criar um estado de espírito positivo nos alunos
. Manter a esperança – persistência em alcançar os objetivos
. Manter o otimismo na resolução de problemas e de conflitos
. Concentração na tarefa – motivar os alunos a esquecerem os problemas e
“mergulharem na tarefa” – o auge do desempenho.
. Prestar atenção no estado de ansiedade dos alunos e praticar relaxamento e
concentração, bem como medidas eficazes para o controle da ansiedade em
determinadas tarefas.
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Curso ansiedade infantil apostila

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    Curso : Lidandocom as crises Infantis – Ansiedade Márcia Maranhão Limongi AS CRISES INFANTIS - ANSIEDADE 1. DIFERENÇAS ENTRE MEDO E ANSIEDADE (H. Grunspun) MEDO: . Estado emocional de alerta ante o perigo, caracterizado por um conhecimento intelectual do mesmo. ANSIEDADE: . Também é um estado de alerta ante o perigo (antecipação de sofrimento), mas desprovido de conteúdo intelectual com manifestações motoras periféricas, sendo as mais comuns os distúrbios respiratórios. RESUMINDO.... A ansiedade é um reflexo e aviso de discrepâncias internas do indivíduo, enquanto o medo é um mecanismo da personalidade para lidar com perigos externos e reais. Nas crianças de pouca idade é muito difícil distinguir o medo da ansiedade. 2. EVOLUÇÃO DO MEDO (H. Grunspun) MEDO BIOLÓGICO (saudável - defesa e proteção) ===> MEDO PSICOLÓGICO (timidez, vergonha, etc) ===> MEDO CONDICIONADO (pelas experiências vividas e pelo ambiente) ===>ANSIEDADE ===> FOBIA 3. MEDOS MAIS COMUNS DA CRIANÇA ( podem chegar à ansiedade) . Medo de Estranhos; timidez e retraimento; medo do escuro; medo de ser perdido; medo da morte; medo de hospitalização; medo de fracasso escolar. A ANSIEDADE 1. INTRODUÇÃO . Desde o nascimento, todo ser humano sofre um certo grau de ansiedade, considerado “normal” ou “inevitável” – desde os primeiros anos de vida tem a função de preparar a criança para melhor suportar a ansiedade comum que a vida trará no futuro. 3. CRISES DE ANSIEDADE (CLASSIFICAÇÃO) a) ATAQUES AGUDOS: inicia-se de repente. Pânico e várias manifestações de agitação extrema ou rigidez muscular, agarra-se à mãe e se recusa a ser acalmada. b) ANSIEDADE CRÔNICA – tensão diária com inquietude, mostra-se amedrontada, apreensiva, com queixas de fadiga, gases, opressão no estômago, palpitações, dificuldade para respirar. Fica desatenciosa, diminui o rendimento escolar, tem falta de vontade para estudar e dificuldade de memorizar. c) APREENSÃO CONTÍNUA – estado de tensão contínua –“ tenho medo de ter medo”– ameaças de descontrole, fazendo esforço para vence-la. Meio inativa, com 1
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    aparência balofa. Humilham-secom facilidade por medo de castigos. São chamados de maricas pelos outros e choram facilmente. Raramente entram em crise aguda de ansiedade. 4. ANSIEDADE NA APRENDIZAGEM . Os efeitos da ansiedade não são os mesmos para todos os alunos, variando segundo seu nível de competência ou habilidade. . A ansiedade alta solapa o intelecto e sabota todos os tipos de desempenho acadêmico 5. O PAPEL DO PROFESSOR NA REDUÇÃO DA ANSIEDADE . Criar ambientes descontraídos e participativos . Ajudar os alunos a preparar-se bem para executar uma tarefa . Exercitar a capacidade de pensar com flexibilidade, buscando soluções de problemas e conexões de pensamentos . Praticar o riso, a euforia, e associação livre em sala . Exercitar a previsão das conseqüências de determinadas decisões . Criar um estado de espírito positivo nos alunos . Manter a esperança – persistência em alcançar os objetivos . Manter o otimismo na resolução de problemas e de conflitos . Concentração na tarefa – motivar os alunos a esquecerem os problemas e “mergulharem na tarefa” – o auge do desempenho. . Prestar atenção no estado de ansiedade dos alunos e praticar relaxamento e concentração, bem como medidas eficazes para o controle da ansiedade em determinadas tarefas. 2