Produção dos
Raios X e
Equipamentos
Prof. Diego Rohling
Objetivos
Conhecer a estrutura e funcionamento do tubo de
raios X.
Entender como diferentes equipamentos geram
imagens médicas.
Conteúdos
Estrutura do tubo de raios X (ânodo, cátodo, filamento,
alvo).
Radiação característica e de Bremsstrahlung.
Equipamentos: Radiografia convencional, Tomografia
Computadorizada (TC), Mamografia, Fluoroscopia,
Radiologia digital.
Conceito de PACS e RIS (armazenamento e
comunicação das imagens).
Estrutura dos Tubos de Raios X
O tubo de raios X é o componente central responsável
pela produção da radiação utilizada em diagnóstico
por imagem.
Estrutura dos Tubos de Raios X
Ele é constituído basicamente por duas partes
principais: o cátodo e o ânodo, inseridos em uma
ampola de vidro ou metal com vácuo interno para
permitir o deslocamento dos elétrons sem colisões
com moléculas de ar.
Estrutura dos Tubos de Raios X
Cátodo: localizado em uma das extremidades do tubo,
é composto por um filamento de tungstênio que, ao
ser aquecido pela corrente elétrica, libera elétrons pelo
processo de emissão termoiônica. Esses elétrons ficam
em uma “nuvem eletrônica” próxima ao filamento até
serem acelerados em direção ao ânodo. Um copo de
foco (geralmente de níquel) envolve o filamento e
direciona os elétrons para o alvo
Estrutura dos Tubos de Raios X
Ânodo: é o alvo metálico onde os elétrons colidem,
geralmente feito de tungstênio devido ao seu número
atômico elevado e alto ponto de fusão. A colisão dos
elétrons com o alvo converte energia cinética em
radiação (raios X) e calor. Apenas cerca de 1% da
energia se transforma em raios X, enquanto os outros
99% são liberados em forma de calor, o que exige
sistemas de dissipação como rotação do ânodo ou
sistemas de refrigeração.
Estrutura dos Tubos de Raios X
Existem dois tipos de ânodo:
Ânodo fixo: usado em equipamentos portáteis ou de
baixa potência.
Ânodo giratório: presente em equipamentos de maior
desempenho, que distribuem o calor em uma área
maior, aumentando a durabilidade e permitindo maior
intensidade de exposição.
Estrutura dos Tubos de Raios X
Foco: região do ânodo onde os elétrons atingem o
alvo. Seu tamanho influencia diretamente a qualidade
e nitidez da imagem. Um foco menor proporciona
maior definição, mas gera maior aquecimento
localizado.
Estrutura dos Tubos de Raios X
Envoltório e blindagem: o tubo é encapsulado em
uma carcaça metálica com óleo isolante e blindagem
de chumbo, que auxilia no resfriamento e na proteção
contra radiação dispersa. A radiação útil sai apenas
pela janela do tubo, direcionada ao paciente.
Estrutura dos Tubos de Raios X
Estrutura dos Tubos de Raios X
Radiação Característica e de
Bremsstrahlung
Radiação de Bremsstrahlung (radiação de
freamento): Ocorre quando elétrons acelerados
interagem com o campo elétrico do núcleo do átomo
do alvo. Essa interação provoca uma desaceleração ou
desvio brusco na trajetória do elétron, que perde parte
da energia cinética na forma de fóton de raio X. Esse
processo gera um espectro contínuo de fótons, com
energias que variam desde próximo de zero até a
energia máxima correspondente à tensão aplicada ao
tubo (kVp).
Radiação Característica e de
Bremsstrahlung
Radiação Característica: Acontece quando um
elétron incidente possui energia suficiente para ejetar
um elétron das camadas internas do átomo (como a
camada K). A vacância deixada é preenchida por um
elétron de uma camada mais externa, liberando
energia na forma de fóton de raio X com valor
específico (característico) do material do alvo. Esse
processo gera picos definidos no espectro de emissão,
como o pico Kα ou Kβ para o tungstênio
Radiação Característica e de
Bremsstrahlung
Radiação Característica e de
Bremsstrahlung
Esses dois tipos de radiação coexistem na produção
dos raios X clínicos: a radiação de freamento responde
pela maior parte do espectro, enquanto a radiação
característica adiciona linhas de energia específicas.
Radiografia convencional
A radiografia convencional é a técnica mais difundida
de diagnóstico por imagem e baseia-se na projeção
bidimensional da anatomia do paciente. O paciente é
posicionado entre o tubo de raios X e um detector
(filme radiográfico ou sistema digital).
Radiografia convencional
Radiografia convencional
Os diferentes tecidos absorvem quantidades distintas
de radiação:
Ossos, devido ao seu alto número atômico, absorvem
mais radiação e aparecem em branco.
Tecidos moles absorvem menos radiação e aparecem
em tons de cinza.
O ar absorve pouca radiação e aparece em preto.
Radiografia convencional
Radiografia convencional
Esse método é rápido, de baixo custo e muito útil em
emergências. Entretanto, apresenta limitações, como
a sobreposição de estruturas, que pode dificultar
diagnósticos detalhados.
Tomografia Computadorizada (TC)
A TC é uma evolução da radiografia convencional.
Utiliza múltiplos feixes de raios X emitidos em torno do
corpo do paciente, registrados por detectores que
alimentam computadores capazes de reconstruir
imagens em cortes transversais (fatias).
Tomografia Computadorizada (TC)
A tomografia computadorizada utiliza um sistema
composto por um tubo de raios X, gerador e
detectores de radiação. Este conjunto gira
simultaneamente dentro da moldura circular no
processo de formação da imagem.
A radiação emitida, a cada posição do tubo e da mesa
formam projeções de dados, as quais são relativas à
atenuação da radiação pelo paciente.
Tomografia Computadorizada (TC)
O sinal de cada detecção é digitalizado sendo
transformando em valores numéricos para o
processamento computacional.
As unidades de medida são expressas em Hounsfield
(UH), onde a água é definida como 0 UH e o ar como
-1000 UH.
Tomografia Computadorizada (TC)
Tomografia Computadorizada (TC)
Aquisição de imagens de TC mostrando a transmissão
de raios no paciente usando uma linha de detector (a),
com rotação do tubo de raios X e detector (b) e por
detector (c).
Tomografia Computadorizada (TC)
Tomografia Computadorizada (TC)
Aplicações incluem diagnóstico de tumores, AVCs,
fraturas complexas, doenças cardiovasculares e
planejamento cirúrgico.
A evolução tecnológica trouxe tomógrafos multislice,
que captam dezenas ou centenas de cortes
simultaneamente, proporcionando maior velocidade,
menor dose e melhor qualidade de imagem.
Tomografia Computadorizada (TC)
Mamografia
A mamografia é um exame específico para estudo do
tecido mamário, empregando baixas energias (25-35
kVp) para otimizar o contraste entre os tecidos moles
da mama.
O equipamento é projetado para comprimir a mama
durante o exame, o que reduz sua espessura, melhora
a qualidade da imagem e reduz a dose necessária.
Mamografia
A unidade de mamografia consiste em um tubo de
raios X e um receptor de imagem montado em lados
opostos de um conjunto mecânico.
Como a mama deve ser fotografada de diferentes
aspectos, o conjunto pode ser girado em torno de um
eixo horizontal. Para acomodar pacientes de diferentes
alturas, a elevação do conjunto pode ser ajustada.
Mamografia
Mamografia
Esse exame é o principal método de rastreamento
para detecção precoce do câncer de mama, capaz de
identificar microcalcificações e nódulos ainda em
estágios iniciais.
O rastreamento mamográfico regular contribui
significativamente para a redução da mortalidade por
câncer de mama.
Mamografia
Fluoroscopia
A fluoroscopia é uma modalidade que fornece
imagens dinâmicas em tempo real, permitindo
observar o movimento de estruturas internas do
corpo.
É amplamente utilizada em exames contrastados do
trato gastrointestinal, ortopedia, cardiologia
intervencionista e cirurgias guiadas por imagem.
Existem três concepções de equipamentos que fazem
uso do princípio de fluoroscopia, sendo eles o
Fluoroscopia
Os equipamentos de fluoroscopia são dotados de um
tubo de raios X, normalmente localizado abaixo da
mesa, e um intensificador de imagens localizado
acima, porém, em alguns destes equipamentos esta
disposição é invertida.
Os tubos que fazem parte dos equipamentos de
fluoroscopia são similares aos de radiografia,
entretanto, existem algumas particularidades
importantes a serem salientadas.
Fluoroscopia
Na fluoroscopia, o tubo de raios X é projetado para
operar por longos períodos de tempo, funcionando
com correntes que variam de 0,1 mA a 1000 mA. Em
ambas as técnicas, o controle da tensão aplicada (kVp)
depende da espessura (e densidade) da parte do
corpo a ser radiografada, sendo que esse controle é
mantido automaticamente.
Fluoroscopia
Fluoroscopia
O sistema fluoroscópico utiliza emissão contínua ou
pulsada de raios X, captada por intensificadores de
imagem ou detectores digitais.
Embora extremamente útil, esse método exige cautela
devido ao maior tempo de exposição, podendo
resultar em doses mais altas de radiação se não forem
aplicados protocolos adequados.
Radiografia Digital
A radiologia digital revolucionou a prática radiológica
ao substituir os filmes convencionais por detectores
eletrônicos. Existem dois sistemas principais:
CR (Computed Radiography): utiliza placas de fósforo
fotoestimulável, lidas em scanners digitais.
DR (Digital Radiography): detectores digitais diretos
ou indiretos que convertem a radiação em sinais
elétricos instantâneos.
Radiografia Digital
Radiografia Digital
A imagem digital apresentada em uma tela de
computador é o resultado de um conjunto de
operações matemáticas (algoritmos) aplicadas na
conversão de um sinal analógico em digital. Consiste
de um arranjo de células individuais organizadas na
forma de uma matriz, formada pelo arranjo de linhas e
colunas. Na intersecção destas linhas com as colunas
forma-se a unidade básica da imagem digital, o pixel
(do inglês “picture element”).
Radiografia Digital
Cada pixel terá um valor correspondente à intensidade
média dos fótons que atingiram a área
correspondente. Os valores numéricos que estes
elementos apresentam corresponderão ao tom de
cinza e a posição na qual o pixel aparecerá no monitor,
Radiografia Digital
As principais vantagens incluem:
Imagens imediatas, sem necessidade de
processamento químico.
Possibilidade de pós-processamento digital (ajustes de
brilho, contraste, zoom).
Redução de repetições desnecessárias.
Integração com sistemas de arquivamento e
comunicação (PACS).
PACS e RIS
Na era digital, a gestão das imagens radiológicas
passou a contar com sistemas especializados:
PACS (Picture Archiving and Communication
System): sistema que armazena, distribui e exibe
imagens médicas digitalmente. Ele substituiu arquivos
físicos, permitindo acesso remoto, recuperação rápida
e integração entre diferentes serviços de saúde.
PACS e RIS
RIS (Radiology Information System): gerencia dados
administrativos e clínicos, incluindo agendamento de
exames, controle de laudos e histórico de pacientes.
Trabalha de forma integrada com o PACS e com
sistemas de prontuário eletrônico. A integração PACS-
RIS possibilita maior eficiência, segurança das
informações e melhoria na comunicação entre
equipes médicas, garantindo diagnósticos mais
rápidos e precisos.
PACS e RIS
OBRIGADO

Produção dos Raios X e equipamentos - radiologia

  • 1.
    Produção dos Raios Xe Equipamentos Prof. Diego Rohling
  • 2.
    Objetivos Conhecer a estruturae funcionamento do tubo de raios X. Entender como diferentes equipamentos geram imagens médicas.
  • 3.
    Conteúdos Estrutura do tubode raios X (ânodo, cátodo, filamento, alvo). Radiação característica e de Bremsstrahlung. Equipamentos: Radiografia convencional, Tomografia Computadorizada (TC), Mamografia, Fluoroscopia, Radiologia digital. Conceito de PACS e RIS (armazenamento e comunicação das imagens).
  • 4.
    Estrutura dos Tubosde Raios X O tubo de raios X é o componente central responsável pela produção da radiação utilizada em diagnóstico por imagem.
  • 5.
    Estrutura dos Tubosde Raios X Ele é constituído basicamente por duas partes principais: o cátodo e o ânodo, inseridos em uma ampola de vidro ou metal com vácuo interno para permitir o deslocamento dos elétrons sem colisões com moléculas de ar.
  • 6.
    Estrutura dos Tubosde Raios X Cátodo: localizado em uma das extremidades do tubo, é composto por um filamento de tungstênio que, ao ser aquecido pela corrente elétrica, libera elétrons pelo processo de emissão termoiônica. Esses elétrons ficam em uma “nuvem eletrônica” próxima ao filamento até serem acelerados em direção ao ânodo. Um copo de foco (geralmente de níquel) envolve o filamento e direciona os elétrons para o alvo
  • 7.
    Estrutura dos Tubosde Raios X Ânodo: é o alvo metálico onde os elétrons colidem, geralmente feito de tungstênio devido ao seu número atômico elevado e alto ponto de fusão. A colisão dos elétrons com o alvo converte energia cinética em radiação (raios X) e calor. Apenas cerca de 1% da energia se transforma em raios X, enquanto os outros 99% são liberados em forma de calor, o que exige sistemas de dissipação como rotação do ânodo ou sistemas de refrigeração.
  • 8.
    Estrutura dos Tubosde Raios X Existem dois tipos de ânodo: Ânodo fixo: usado em equipamentos portáteis ou de baixa potência. Ânodo giratório: presente em equipamentos de maior desempenho, que distribuem o calor em uma área maior, aumentando a durabilidade e permitindo maior intensidade de exposição.
  • 9.
    Estrutura dos Tubosde Raios X Foco: região do ânodo onde os elétrons atingem o alvo. Seu tamanho influencia diretamente a qualidade e nitidez da imagem. Um foco menor proporciona maior definição, mas gera maior aquecimento localizado.
  • 10.
    Estrutura dos Tubosde Raios X Envoltório e blindagem: o tubo é encapsulado em uma carcaça metálica com óleo isolante e blindagem de chumbo, que auxilia no resfriamento e na proteção contra radiação dispersa. A radiação útil sai apenas pela janela do tubo, direcionada ao paciente.
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    Radiação Característica ede Bremsstrahlung Radiação de Bremsstrahlung (radiação de freamento): Ocorre quando elétrons acelerados interagem com o campo elétrico do núcleo do átomo do alvo. Essa interação provoca uma desaceleração ou desvio brusco na trajetória do elétron, que perde parte da energia cinética na forma de fóton de raio X. Esse processo gera um espectro contínuo de fótons, com energias que variam desde próximo de zero até a energia máxima correspondente à tensão aplicada ao tubo (kVp).
  • 14.
    Radiação Característica ede Bremsstrahlung Radiação Característica: Acontece quando um elétron incidente possui energia suficiente para ejetar um elétron das camadas internas do átomo (como a camada K). A vacância deixada é preenchida por um elétron de uma camada mais externa, liberando energia na forma de fóton de raio X com valor específico (característico) do material do alvo. Esse processo gera picos definidos no espectro de emissão, como o pico Kα ou Kβ para o tungstênio
  • 15.
  • 16.
    Radiação Característica ede Bremsstrahlung Esses dois tipos de radiação coexistem na produção dos raios X clínicos: a radiação de freamento responde pela maior parte do espectro, enquanto a radiação característica adiciona linhas de energia específicas.
  • 17.
    Radiografia convencional A radiografiaconvencional é a técnica mais difundida de diagnóstico por imagem e baseia-se na projeção bidimensional da anatomia do paciente. O paciente é posicionado entre o tubo de raios X e um detector (filme radiográfico ou sistema digital).
  • 18.
  • 19.
    Radiografia convencional Os diferentestecidos absorvem quantidades distintas de radiação: Ossos, devido ao seu alto número atômico, absorvem mais radiação e aparecem em branco. Tecidos moles absorvem menos radiação e aparecem em tons de cinza. O ar absorve pouca radiação e aparece em preto.
  • 20.
  • 21.
    Radiografia convencional Esse métodoé rápido, de baixo custo e muito útil em emergências. Entretanto, apresenta limitações, como a sobreposição de estruturas, que pode dificultar diagnósticos detalhados.
  • 22.
    Tomografia Computadorizada (TC) ATC é uma evolução da radiografia convencional. Utiliza múltiplos feixes de raios X emitidos em torno do corpo do paciente, registrados por detectores que alimentam computadores capazes de reconstruir imagens em cortes transversais (fatias).
  • 23.
    Tomografia Computadorizada (TC) Atomografia computadorizada utiliza um sistema composto por um tubo de raios X, gerador e detectores de radiação. Este conjunto gira simultaneamente dentro da moldura circular no processo de formação da imagem. A radiação emitida, a cada posição do tubo e da mesa formam projeções de dados, as quais são relativas à atenuação da radiação pelo paciente.
  • 24.
    Tomografia Computadorizada (TC) Osinal de cada detecção é digitalizado sendo transformando em valores numéricos para o processamento computacional. As unidades de medida são expressas em Hounsfield (UH), onde a água é definida como 0 UH e o ar como -1000 UH.
  • 25.
  • 26.
    Tomografia Computadorizada (TC) Aquisiçãode imagens de TC mostrando a transmissão de raios no paciente usando uma linha de detector (a), com rotação do tubo de raios X e detector (b) e por detector (c).
  • 27.
  • 28.
    Tomografia Computadorizada (TC) Aplicaçõesincluem diagnóstico de tumores, AVCs, fraturas complexas, doenças cardiovasculares e planejamento cirúrgico. A evolução tecnológica trouxe tomógrafos multislice, que captam dezenas ou centenas de cortes simultaneamente, proporcionando maior velocidade, menor dose e melhor qualidade de imagem.
  • 29.
  • 30.
    Mamografia A mamografia éum exame específico para estudo do tecido mamário, empregando baixas energias (25-35 kVp) para otimizar o contraste entre os tecidos moles da mama. O equipamento é projetado para comprimir a mama durante o exame, o que reduz sua espessura, melhora a qualidade da imagem e reduz a dose necessária.
  • 31.
    Mamografia A unidade demamografia consiste em um tubo de raios X e um receptor de imagem montado em lados opostos de um conjunto mecânico. Como a mama deve ser fotografada de diferentes aspectos, o conjunto pode ser girado em torno de um eixo horizontal. Para acomodar pacientes de diferentes alturas, a elevação do conjunto pode ser ajustada.
  • 32.
  • 33.
    Mamografia Esse exame éo principal método de rastreamento para detecção precoce do câncer de mama, capaz de identificar microcalcificações e nódulos ainda em estágios iniciais. O rastreamento mamográfico regular contribui significativamente para a redução da mortalidade por câncer de mama.
  • 34.
  • 35.
    Fluoroscopia A fluoroscopia éuma modalidade que fornece imagens dinâmicas em tempo real, permitindo observar o movimento de estruturas internas do corpo. É amplamente utilizada em exames contrastados do trato gastrointestinal, ortopedia, cardiologia intervencionista e cirurgias guiadas por imagem. Existem três concepções de equipamentos que fazem uso do princípio de fluoroscopia, sendo eles o
  • 36.
    Fluoroscopia Os equipamentos defluoroscopia são dotados de um tubo de raios X, normalmente localizado abaixo da mesa, e um intensificador de imagens localizado acima, porém, em alguns destes equipamentos esta disposição é invertida. Os tubos que fazem parte dos equipamentos de fluoroscopia são similares aos de radiografia, entretanto, existem algumas particularidades importantes a serem salientadas.
  • 37.
    Fluoroscopia Na fluoroscopia, otubo de raios X é projetado para operar por longos períodos de tempo, funcionando com correntes que variam de 0,1 mA a 1000 mA. Em ambas as técnicas, o controle da tensão aplicada (kVp) depende da espessura (e densidade) da parte do corpo a ser radiografada, sendo que esse controle é mantido automaticamente.
  • 38.
  • 39.
    Fluoroscopia O sistema fluoroscópicoutiliza emissão contínua ou pulsada de raios X, captada por intensificadores de imagem ou detectores digitais. Embora extremamente útil, esse método exige cautela devido ao maior tempo de exposição, podendo resultar em doses mais altas de radiação se não forem aplicados protocolos adequados.
  • 40.
    Radiografia Digital A radiologiadigital revolucionou a prática radiológica ao substituir os filmes convencionais por detectores eletrônicos. Existem dois sistemas principais: CR (Computed Radiography): utiliza placas de fósforo fotoestimulável, lidas em scanners digitais. DR (Digital Radiography): detectores digitais diretos ou indiretos que convertem a radiação em sinais elétricos instantâneos.
  • 41.
  • 42.
    Radiografia Digital A imagemdigital apresentada em uma tela de computador é o resultado de um conjunto de operações matemáticas (algoritmos) aplicadas na conversão de um sinal analógico em digital. Consiste de um arranjo de células individuais organizadas na forma de uma matriz, formada pelo arranjo de linhas e colunas. Na intersecção destas linhas com as colunas forma-se a unidade básica da imagem digital, o pixel (do inglês “picture element”).
  • 43.
    Radiografia Digital Cada pixelterá um valor correspondente à intensidade média dos fótons que atingiram a área correspondente. Os valores numéricos que estes elementos apresentam corresponderão ao tom de cinza e a posição na qual o pixel aparecerá no monitor,
  • 44.
    Radiografia Digital As principaisvantagens incluem: Imagens imediatas, sem necessidade de processamento químico. Possibilidade de pós-processamento digital (ajustes de brilho, contraste, zoom). Redução de repetições desnecessárias. Integração com sistemas de arquivamento e comunicação (PACS).
  • 45.
    PACS e RIS Naera digital, a gestão das imagens radiológicas passou a contar com sistemas especializados: PACS (Picture Archiving and Communication System): sistema que armazena, distribui e exibe imagens médicas digitalmente. Ele substituiu arquivos físicos, permitindo acesso remoto, recuperação rápida e integração entre diferentes serviços de saúde.
  • 46.
    PACS e RIS RIS(Radiology Information System): gerencia dados administrativos e clínicos, incluindo agendamento de exames, controle de laudos e histórico de pacientes. Trabalha de forma integrada com o PACS e com sistemas de prontuário eletrônico. A integração PACS- RIS possibilita maior eficiência, segurança das informações e melhoria na comunicação entre equipes médicas, garantindo diagnósticos mais rápidos e precisos.
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