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EB1 de S. Miguel – Viseu nº 5


INVERNO

O INVERNO BATEU À PORTA,
TROUXE COM ELE CHUVA E FRIO,
AS NUVENS TAMBÉM VIERAM
A ÁGUA SUBIU NO RIO.

AS CRIANÇAS BRINCAM LÁ FORA,
JÁ VESTEM ROUPAS DE LÃ,
CALÇAM GALOCHAS E LUVAS,
QUANDO SAEM DE MANHÃ

A MÃE ARRANJA O CASACO
O GORRO E A CAMISOLA
MESMO COM O TEMPO FRIO
EU GOSTO DE IR À ESCOLA.
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Velho

Velho, Velho, Velho.
Chegou o InVerno.
Vem de sobretudo,
Vem de CaCheCol,
o Chão onde passa
pareCe um lençol.

esqueCeu as luVas
perto do fogão:
quando as proCurou,
roubara-as um Cão.

Com medo do frIo
enCosta-se a nós:
daI-lhe Café quente
senão perde a Voz.

Velho, Velho, Velho.
Chegou o InVerno.

      Eugénio de Andrade
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InVerno

O Inverno começou

tudo molhou…

o vento soprou…

o frio chegou…

a mãe me agasalhou

com um camisolão

as botas, o gorro

e um blusão.

Mas eu, mesmo assim,

fiquei constipado

tive que ficar

em casa deitado.

O senhor Inverno

traz o frio à noite

e por culpa dele

eu fiquei doente!
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Chove chuva

Chove chuva
Chuva chove.
 Chove chuva
Chove cá.
Já choveu uma chuvada
Numa chávena de chá.

Numa chávena de chá
Numa chávena chinesa
Chove chuva
Chuva chove
No chá da dona Teresa.

Chove chuva
Chuva chove
Chove chuva
Chove cá.
Já estou farto da chuva
Quero tomar um chá.
                          António Mota
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AquelA nuvem


- É tão bom ser nuvem,
ter um corpo leve,
e pAssAr, pAssAr.

- levA-me contigo,
quero ver grAnAdA
quero ver o mAr.

- grAnAdA É longe,
o mAr É distAnte,
não podes voAr.

- pArA que te serve
ser nuvem, se não
me podes levAr?

- serve pArA te ver.
e pAssAr, pAssAr.

        eugÉnio de AndrAde
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“ FLOCOS DE NEVE”

São moscas brancas?
São borboletas?
Não pode ser,
Moscas são pretas
E as borboletas
Estão por nascer.
Flocos de neve?
Isso é que são
Dançam ao vento
Depois cansados
Caem no chão.




        O Vento

        Um moinho
    lento
        Não       tinha
    vento
        E o moleiro dizia:
        Se eu invento o vento
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O meu moinho lento
Ganha movimento.
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                                                  Chove,
                                                  chove,



Chove,
chove,




Ping... Ping...
Chove chuva sem parar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
E o menino sem brincar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Correm os rios para o mar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Estão os barcos a navegar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Andam chapéus pelo ar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Gosto de estar a olhar.
A chuva a cair,
O vento a soprar,
E eu aqui sozinho
Sem poder brincar
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Um guarda-chuva

Tenho um guarda-chuva
branco e azulinho,
levo-o pela rua
com muito jeitinho.

Quando vou abri-lo
Fica todo assim:
Como o cogumelo
Que está no jardim.

Guarda-chuva, meu amigo,
eu não quero constipar.
Deixa-me ir no teu abrigo
até a chuva parar.

 O meu guarda-chuva
parece uma onda,
varetas brilhantes
e copa redonda.
Leve dançarino,
se o vento soprar
fica viradinho
de penas p´ro ar.
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A chuva


Cai a chuva de mansinho
De manhã, ao acordar.

Da janela do meu quarto
Mil gotinhas a dançar.

Porque cai chuva do céu?
Serão nuvens a chorar?
São milhares de gotinhas
Que à terra vão chegar.




Gota d`água

Gota d`água é brincalhona
Transparente e vadia;
Gota d`água cai depressa
Seja noite ou seja dia.

Onde moras, ó gotinha,
Que do céu queres sair?
Tu espreitas pela nuvem
Para então poderes cair.

Andas suspensa no ar
Arco-íris de ilusão
Tu viajas pelo mundo
E cais na nossa canção