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1
Doenças Renais
PROFESSORA TILA VIANA
Finalidade do Sistema Renal
e Urinário
Manter o estado de hemostasia do corpo.
Regulação cuidadosa dos líquidos e eletrólitos.
Remoção dos produtos de degradação.
Desempenho de outras funções.
Anatomia dos Sistemas Renal e do
Trato Urinário
• Rins.
• Ureteres.
• Bexiga.
• Uretra.
• Urina.
Fonte:Canva
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2
Filtração do Sangue
1. (EBSERH/VUNESP/2019) Assinale a alternativa que apresenta o correto suprimento sanguíneo dos
rins.
a) Irrigação pela artéria renal e veia renal
b) Irrigação pela artéria renal e drenagem pela veia renal
c) Irrigação pela veia renal e drenagem pela artéria renal
d) Irrigação pela artéria renal e artéria carótida
e) Irrigação pela artéria carótida e artéria pulmonar
2. (EBSERH/VUNESP/2019) Sobre o local onde ocorre a filtração glomerular, assinale a alternativa
correta:
a) Cápsula glomerular
b) Néfrons
c) Glomérulos
d) Rins
e) Artéria Renal
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3
Funções do Rins
• Formação da urina.
• Excreção de produtos de degradação.
• Regulação dos eletrólitos.
• Regulação do equilíbrio acidobásico.
• Controle do balanço hídrico.
• Controle da PA.
• Depuração renal.
• Regulação da produção de eritrócitos.
• Síntese de vitamina D na forma ativa.
• Secreção de prostaglandina.
• Regulação do balanço do cálcio e do fósforo.
3. (EBSERH/VUNESP/2019) Os rins são considerados órgãos vitais e suas principais funções são:
Excretória e Secretória. Assinale a alternativa que apresenta quais são
essas funções.
a) Regular a composição de líquidos no organismo, secretar amilase e pancrease e excretar os
produtos residuais do corpo
b) Secretar Testosterona, produzir hormônios e excretar os produtos residuais do corpo
c) Regular a composição de líquidos no organismo, produzir hormônios e armazenar os produtos
residuais do corpo
d) Regular a composição de líquidos no organismo, produzir hormônios e excretar os produtos
residuais do corpo
e) Regular a composição de líquidos no organismo, não produzir nenhum hormônio e excretar os
produtos residuais do corpo
Fatores de Risco
idade avançada
instrumentação do TU
diabetes mellitus
hipertensão arterial
sistêmica
lúpus eritematoso
sistêmico
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4
Sintomas Comuns
• anemia inexplicada.
• história de saúde familiar, social e pregressa.
• Exame e cultura de urina.
• Densidade específica.
• Osmolaridade.
• Provas de função renal.
• Modalidades de imagem.
• Procedimento endoscópicos.
• Urológicos.
• biopsia.
Avaliação Diagnóstica
Manifestações clínicas
Importante!
O indicador mais acurado de perda ou de ganho de líquidos no paciente agudamente doente é o
peso. O peso diário acurado deve ser obtido e registrado. Um ganho de 1 kg no peso é igual a 1.000
mℓ de líquido retido.
4. (EBSERH/VUNESP/2019) Sobre o porquê os rins podem ser afetados quando o organismo humano
perde rapidamente grande quantidade de seu volume sanguíneo, analise as afirmativas abaixo e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso(F).
( ) A pressão arterial pode cair acentuadamente.
( ) A microcirculação renal pode sofrer um violento processo de vasocons-trição.
( ) A pressão arterial pode aumentar acentuadamente.
( ) A microcirculação renal pode sofrer um violento processo de vasodilata-ção.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, F, F, V b) V, F, F, F c) V, V, F, F d) F, V, V, F e) F, F, V, V
Insuficiência Renal
condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas
funções básicas.
Insuficiência Renal Aguda
Insuficiência Renal
Crônica
• dor.
• alterações na micção.
• sintomas gastrintestinais.
Doenças Renais
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5
Insuficiência Renal Aguda Rápida perda da função renal devida à lesão dos rins.
Critério
↑ Creatinina Sérica em >0,3 mg / dl (>26,5 lmol / l) dentro de
48 horas OU ↑ Creatinina Sérica para > 1,5 vezes a linha de
base, que é conhecido ou presume-se que tenha ocorrido nos
7 dias anteriores OU Volume urinário < 0,5 ml / kg / h por 6
horas.
Alterações possíveis
Renais: Oligúria; Anúria ; Poliúria.
Extra-Renais: Edema; Hipertensão; Uremia.
Tratamento
Substituição da função renal temporariamente para ↓ as
complicações potencialmente fatais.
Fonte: KDIGO, (2012)
Estágio Creatinina Sérica Débito Urinário
1
Aumento de 0,3 mg/dL em
até 48h ou 50% em relação a
creatinina Basal
< 0,5 mL/kg/h por 6-12h
2
Aumento de 2x a creatinina
basal em 7 dias
< 0,5 mL/kg/h por 6-24h
3
Aumento de 3x o valor de
base OU
Creatinina > 4 mg/dL OU
Início de TRS OU
<0.3ml/kg/h por >24hs ou
Anúria por >12 horas
Tabela: Estadiamento da Lesão Renal Aguda
Fonte: KDIGO, 2012.
Categorias de IRA
Quatro fases da IRA
Início acontece → agressão inicial e termina → oligúria.
Oligúria
acompanhado de ↑ da concentração sérica da (uréia,
creatinina etc).
Diurese ↑ gradual de débito urinário.
Recuperação sinaliza a melhora da função renal – pode levar de 3 a 12 m.
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6
Categorias da lesão renal aguda
A lesão pré-renal (60% - 70% dos casos) - é causada pelo comprometimento do fluxo sanguíneo, o
que leva à hipoperfusão do rim, causada por depleção de volume. A sepse tem papel substancial
nessa categoria quando se leva em consideração o ambiente de unidade de terapia intensiva (UTI),
onde se apresenta como um dos principais fatores precipitantes da lesão renal aguda.
A lesão renal (25% - 40% dos casos) - (vasculares, tubulares e intersticiais, glomerulares) consiste nas
condições que causam danos diretos ao tecido desse órgão e resulta no comprometimento do
néfron. O dano decorrente das causas intrarrenais é resultado de isquemia prolongada, de
nefrotoxinas, da hemoglobina liberada dos eritrócitos hemolisados ou da mioglobulina liberada das
células musculares necróticas.
A lesão pós-renal (5% - 10% dos casos) - envolve a obstrução mecânica do fluxo de saída da urina.
Com isso, a urina sai para a pelve renal e compromete a funcionalidade dos rins. As causas mais
comuns são: hiperplasia prostática benigna, câncer de próstata, cálculos, traumatismo e tumores
extrarrenais.
Manifestações Clínicas
• Afeta quase todos os sistemas do corpo.
• Pele e mucosas secas e desidratadas.
• SNC -> sonolência, cefaleia, contrações musculares e convulsões.
Alterações hidroeletrolíticas, distúrbio ácido-base, uremia;
• Alterações hidroeletrolíticas: ↓da filtração e a reabsorção de eletrólitos e água.
• Hipernatremia: Retenção de Sódio e Água;
• HAS leve, Edema Cerebral, EAP, Aumento da Pressão Jugular, Edema Periférico.
• Hiponatremia: Diluição do sódio.
• Edema Cerebral, Crise Convulsiva, Cefaleia, Confusão e Estupor, coma.
• Hipercalemia: Retenção de Potássio (K+).
• Distúrbio mais grave por conta do teor cardiotóxico (arritimias).
• Hiperfosfatemia e Hipercalcemia: excesso de fosfato no sangue, que apresenta
forte relação com cálcio.
• Distúrbio Ácido-Base: quando há retenção de metabólitos proteicos ácidos por conta da falha na
sua filtração.
• Acidose metabólica.
• Em casos graves, náuseas e vômitos, letargia e taquipnéia.
• UREMIA (Síndrome Urêmica Aguda): Relacionada a azotemias graves.
• Aumento das escórias nitrogenadas detectadas pela elevação de ureia e creatina no sangue.
• Por conta do caráter sistêmico afeta quase todos os sistemas do corpo.
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7
• Manifestações Neurológicas: confusão mental, irritabilidade, delirium, convulsão, coma,
encefalopatia urêmica.
• Manifestações cardiovasculares: pericardite urêmica, tamponamento cardíaco e arritmia.
• Manifestações pulmonares: EAP, Congestão e Pleurites.
• Manifestações digestivas: náuseas, vômitos, anorexia e inflamação da mucosa.
• Manifestações hematológicas: trombocitopenia leve, disfunção plaquetária e anormalidade
nos fatores de coagulação, anemia.
Tratamento
• Terapia farmacológica.
• Terapia nutricional.
• Terapia de substituição renal, quando indicado.
5. (Prefeitura do Rio de Janeiro/2019) Hipovolemia e hipotensão por períodos prolongados e
obstrução dos rins ou das vias urinárias levam à instalação de um quadro de:
a) Urolitíase.
b) Glomerulonefrite.
c) Insuficiência renal aguda.
d) Insuficiência renal crônica.
6. (UFPE/COVEST-COPSET/2019) Acerca da lesão renal aguda, assinale a alternativa correta.
a) A fase pré-renal apresenta hipovolemia, choque, cirrose; o quadro clínico inclui, ainda,
manifestações gastrointestinais, encefalopatia urêmica e sobrecarga de volume intravascular.
b) Na fase pós-renal, ocorre obstrução de artérias e veias renais, doença do glomérulo e da
microvasculatura renal.
c) O diagnóstico diferencial é dado inicialmente pela biopsia, como primeira escolha.
d) O tratamento na fase pré-renal consiste no tratamento da doença de base e no suporte clínico,
bem como em diálise, quando necessário.
e) A classificação da lesão renal aguda consiste na diminuição da creatinina sérica e no aumento
do débito urinário por 6 horas consecutivas.
7. (Câmara Legislativa do Distrito Federal/FCC/2018) A Insuficiência Renal Aguda (IRA) pré-renal
pode ser causada por diversas situações, dentre elas:
a) Estado isquêmico renal prolongado por sepse.
b) Hipovolemia causada por hemorragia.
c) Obstrução uretral por cálculos.
d) Nefrite aguda provocada por sulfa.
e) Obstrução uretral causada por estenose de uretra.
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Insuficiência Renal Crônica
• Redução da taxa de filtração glomerular.
• Retenção de sódio e água.
• Acidose.
• Anemia.
• Desequilíbrio do cálcio e de fósforo.
Função renal diminuída produtos finais do metabolismo protéico aumentam no sangue.
Quanto maior o acúmulo de
produtos de degradação
mais acentuado os sintomas.
• Neurológicos.
• Tegumentares.
• Cardiovasculares.
• Pulmonares.
• Gastrintestinais.
• Hematológicos.
• Reprodutivos.
• Musculoesqueléticos.
8. (Prefeitura de Palmeirina-PE/ADM&TEC/2019)
Leia as afirmativas a seguir:
I. A insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções
básicas. Ela pode ser crônica (IRC), quando ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou aguda
(IRA), quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível.
II. O câncer de laringe não está relacionado ao fumo.
III. A vigilância em saúde não deve adotar uma abordagem coletiva dos problemas de saúde.
Marque a alternativa CORRETA:
a) Nenhuma afirmativa está correta
b) Apenas uma afirmativa está correta.
c) Apenas duas afirmativas estão corretas.
d) Todas as afirmativas estão corretas.
9. (EBSERH/VUNESP/2019) Sobre os estudos populacionais que tem revelado aumento da
prevalência da Doença Renal Crônica (DRC) na população geral, assinale a alternativa que apresenta a
principal causa.
a) DM ± Diabetes mellitus
b) GNC ± Glomerulonefrite Crônica
c) HAS ± Hipertensão Arterial Sistêmica
d) Rins policísticos
e) Insônia
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9
Insuficiência Renal Crônica
Terapia
farmacológica
ligantes de cálcio e de fósforo.
agentes anti-hipertensivos.
agentes anticonvulsivantes.
eritropoetina.
Terapia nutricional
Diálise
Transplante
Classificação da doença renal crônica (DRC)
Diretrizes Clínicas para o Cuidado ao Paciente com DRC (BRASIL, 2014)
Estágio 1
Os indivíduos apresentam a taxa de filtração glomerular (TFG) ≥ 90 ml / min / 1,73 m², na
presença de proteinúria ou hematúria glomerular ou com alteração no exame de imagem, o
que caracteriza a lesão renal com filtração glomerular (FG) normal.
Estágio 2
Os pacientes apresentam TFG ≥ 60 a 90 ml / min / 1,73 m², o que caracteriza uma FG
ligeiramente diminuída. A princípio, o acompanhamento desses indivíduos deverá ser
realizado pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para tratamento dos fatores de risco
modificáveis de progressão da DRC e da doença cardiovascular.
Estágio 3
3 A- Os pacientes apresentam a TFG ≥ 30 a 59 ml/min/1,73 m², com taxa de FG
moderadamente diminuída. A priori, o acompanhamento desses indivíduos deverá ser
mantido nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para o tratamento dos fatores de risco
modificáveis para a progressão da DRC e da doença cardiovascular.
3 B- Os pacientes apresentam a TFG ≥ 30 a 44 mL/min/1,73m2.
Estágio 4
Os indivíduos possuem TFG ≥ 15 a 29 ml/min/1,73 m² com lesão renal severamente
diminuída. O acompanhamento desses indivíduos deverá ser realizado pela equipe
multiprofissional. A avaliação nefrológica deverá ser realizada trimestralmente ou de acordo
com indicação clínica.
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10
Estágio 5 ou de falência renal
5ND-É denominado como DRC terminal ou dialítica e constitui a fase final da insuficiência renal. Ela
apresenta TFG < 15 ml/min/1,73 m². Este estágio é alcançado quando os rins são incapazes de
remover produtos metabólicos de degradação do organismo ou desempenhar as funções
reguladoras. Como consequência, é necessário avaliação clínica para a necessidade de instituir a
terapia de substituição renal com objetivo de manter a vida do cliente.
5-D(em diálise)- Deve-se indicar TRS para pacientes com TFG inferior a 10 mL/min/1,73m². Em
pacientes diabéticos e com idade inferior à 18 anos, pode-se indicar o início da TRS quando a TFG for
menor do que 15 mL/min/1,73m².
10. (EBSERH/VUNESP/2019) Acerca dos principais exames que indicam a falência renal, com
necessidade de início de TRS, assinale a alternativa correta.
a) USG abdominal e Rx abdome
b) Tomografia abdominal
c) Urina rotina
d) Uréia e creatinina
e) Tomografia abdominal e PSA
11. (EBSERH/VUNESP/2019) Pensando no estadiamento da Doença Renal Crônica, assinale a
alternativa que apresenta o estágio da RFG em que é possível indicar início da hemodiálise.
a) Estágio 2 (RFG 60 ± 89)
b) Estagio 3 (RFG 30 ± 59)
c) Estagio 4 (RFG 15 ± 29)
d) Estagio 5 (RFG <15)
e) Estagio 1 (RFG >89)
Terapias de substituição renal (TSR)
Fonte: Google imagens 2020.
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11
Falência Renal
• As funções renais em totalidade costumam declinar paralelamente com a sua função excretora.
• A taxa de Filtração Glomerular (TFG), é a medida utilizada na prática clínica para avaliar esta
função.
• Para o cálculo, são necessários os seguintes dados: sexo, raça, idade e resultado do exame de
sangue que mede a creatinina .
• O cálculo da TFG deve ser feito para todos os pacientes sob o risco de desenvolver DRC.
• Utilizamos as fórmulas MDRD simplificada ou CKD-EPI
• Quando a taxa de filtração glomerular cai abaixo de 15-10 % é necessária uma terapia renal
substitutiva.
• Obs: Para a avaliação da TFG, deve-se evitar o uso da depuração de creatinina medida através da
coleta de urina de 24 horas, pelo potencial de erro de coleta, além dos inconvenientes da coleta
temporal.
Fonte: (Brasil, 2014)
Dica Importante
Diálise: termo utilizado para o processo de filtração do sangue usado quando os rins funcionam
menos que 10-15%.
Lembre-se: A diálise tem função de substituir parte das funções dos rins que param de funcionar,
não de tratar os rins doentes.
As modalidades disponíveis:
• Diálise peritoneal
• Hemodiálise
• Transplante renal
Fonte: (BRASIL, 2014; DAUGIRDAS & BLAKE, 2017; MORAES, 2011).
12. (UFAL/COPEVE/2018) A insuficiência renal consiste na deterioração progressiva e irreversível
dos rins que não conseguem extrair os resíduos metabólicos do corpo nem realizar as funções
reguladoras. Dentre as terapias de substituição da função renal, destaca-se a:
a) hemortese.
b) hemodiálise.
c) diálise fistular.
d) hemodinâmica.
e) diálise quelante.
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Filtração do Sangue através da Diálise
• Processos simultâneos diferentes.
• Difusão- Troca de solutos entre duas soluções separadas por uma membrana semipermeável.
• Convecção/Ultrafiltração - movimenta água e solutos (arrasto de alguns) sem alterar a
concentração através da membrana semipermeável.
• Absorção- constante de soluto e água da cavidade abdominal através dos vasos linfáticos do
peritônio (DP).
Diálise peritoneal
• Apenas 9% dos pacientes em TRS utilizam essa modalidade.
• É necessário estrutura de apoio (família, moradia adequada e adaptada, treinamentoetc).
• Cumprir as recomendações da RDC nº 154.
• Na diálise peritoneal o sangue é filtrado dentro do próprio corpo do paciente.
• Nessa modalidade utilizamos o peritônio, uma membrana que naturalmente recobre os
órgãos abdominais e também a parede abdominal, como o “filtro”.
Fonte: http://www.manualmerck.net/images/p_628.gif
Etapas da Diálise Peritoneal
1. A solução de diálise (dialisato) é colocada dentro da cavidade abdominal.
2. Durante a permanência dessa solução dentro da cavidade abdominal, os metabólitos ( ureia,
creatinina e potássio principalmente) do sangue e o excesso de líquidos atravessam a
membrana peritoneal e se juntam ao líquido de diálise.
3. O líquido é drenado e junto removemos os metabólitos e excesso de líquido.
Fonte: DAUGIRDAS & BLAKE, 2017
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Solução da Diálise
Solução da Diálise Dever ser observada antes da infusão, clara e aquecida
Volume Padrão: 2L/ Disponível: 1L, 1,5L, 2L, 2,5L e 3L.
Temperatura
Dever ser aquecida em 37º graus (Temperatura corporal do
paciente). Aquecimento através de calor SECO. (Manual ou
Cicladora)
Concentração
Composta por: Sódio, Potássio, Magnésio, Cálcio, Cloreto, Dextrose
e Lactato. O lactato se transforma em bicarbonato para corrigir a
acidose metabólica comum em pacientes renais crônicos. 1,5%;
2,3%; 2,5%; 4,25%
Tipos de solução disponíveis no
mercado
Apresentam pH ácido, alta concentração de glicose e são
hiperosmolares.
Obs: No Brasil as soluções com dextrose são as mais utilizadas, porém em vários lugares do mundo se utilizada
soluções mais fisiológicas (Fermi, 2011)
• A solução é colocada através de um cateter peritoneal permanente (Cateter Tenckhoff) implantado
no abdome do paciente.
• Cateter Tenckhoff: é o cateter utilizado para diálise peritoneal; tem cerca de 0,6 cm de
diâmetro e comprimento de 10 a 15 cm para fora do corpo, geralmente localizado 2 cm
abaixo e ao lado do umbigo.
Fonte: DIÁLISE Peritoneal. São Paulo, 2011. Disponível em:
http://www.latinoamerica.baxter.com/brasil/pacientes/doencas/dialise-
peritoneal.html
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Cuidados pós implante
• Raio-x para documentar o posicionamento.
• Irrigação com líquido de diálise, efluir claro, bom fluxo de infusão e drenagem; inexistência de
vazamento no orifício.
• Adaptação do cateter: 10 a 15 dias para cicatrização do orifício e cavidade peritoneal.
• O enfermeiro deve realizar:
1. Curativo oclusivo.
2. Orientação quanto ao Curativo: manter local seco e sem humidade.
3. Orientação a não atividade física.
4. Orientação para paciente evitar tossir. Fonte: FERMI, 2011.
Sistemas para Diálise Peritoneal
Métodos manuais incluem:
• Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (DPAC).
• Diálise Peritoneal Intermitente (DPI).
Métodos automáticos incluem:
• Diálise Peritoneal Automatizada (DPA).
• Diálise peritoneal cíclica contínua (CCPD).
• Diálise peritoneal intermitente noturna (NIDP/DPIN).
• Diálise peritoneal periódica (DPP).
• Diálise peritoneal ambulatorial contínua (CAPD/DPAC)- também chamada de troca manual.
• O abdome fica sempre preenchido com líquido e ocorre a diálise sem interrupções durante 24h.
• Normalmente são feitas 4 trocas podendo fazer 5 (raro), com permanecia de 4 a 6 horas da
solução de diálise.
Volume das Bolsas (a depender do fabricante) Concentração do agente osmótico (Dextrose)
1L, 1,5L, 2L, 2,5L e 3L 1,5%; 2,3%; 2,5%; 4,25%
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Sistemas para Diálise Peritoneal
DP Intermitente (DPI)
• Ocorre de 24 a 48h, em ambiente hospitalar.
• Manualmente ou com cicladora.
• Com troca a cada 1 ou 2 horas.
• Frequência: 2x na semana.
Fonte:
http://vivendoadialiseperitoneal.blogspot.com/2016/03/cicladora-
para-dialise-peritoneal.html
Diálise peritoneal automatizada (APD/DPA)
• É a DP contínua feita por cicladora, previamente programa para fazer as trocas conforme
necessidade de cada paciente (NIPD, CCPD, DPI).
Volume das Bolsas ( a depender do fabricante) Concentração do agente osmótico (Dextrose)
6L e 2,5L 1,5%; 2,3%; 2,5%; 4,25%
DP noturna (NIPD/DPIN)
• A diálise é realizada à noite pela cilcadora, enquanto o paciente dorme.
• Durante o dia a cavidade do Paciente fica vazia.
• A cicladora Infundi e drena o líquido de 3 a 5 vezes de 8 a 10 horas.
Diálise peritoneal cíclica contínua (CCPD )
• Utiliza um período diurno longo (12 a 15 h) de permanência.
• 3 a 6 trocas noturnas realizadas em ciclos automáticos.
Diálise Peritoneal Periódica (DPP)
• A DDP pode ser realizada com e sem trocas diurnas.
• Cerca de metade do líquido dialisado permanece no peritônio entre uma troca e outra,
resultando em maior conforto para o paciente e evitando complicações resultantes da
incapacidade da drenagem completa do dialisado.
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13. (Prefeitura de Belém-PA/AOCP/2018) Na diálise peritoneal, o peritônio (membrana que reveste o
abdômen e os órgãos abdominais) funciona como um filtro permeável. Sobre as técnicas de diálise
peritoneal, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.
• 1. Diálise peritoneal manual intermitente.
• 2. Diálise peritoneal intermitente com ciclagem automatizada.
• 3. Diálise peritoneal contínua ambulatorial.
• 4. Diálise peritoneal contínua auxiliada por um dispositivo de ciclagem.
( ) O líquido é mantido no interior da cavidade abdominal durante intervalos extremamente longos.
Comumente o líquido é drenado e reposto quatro a cinco vezes ao dia.
( ) Pode ser realizada em casa pelo próprio indivíduo, eliminando a necessidade de atenção constante
de pessoal especializado. Um aparelho com relógio automático bombeia automaticamente o líquido e
o drena da cavidade peritoneal.
( ) As bolsas que contêm o líquido são aquecidas até a temperatura corpórea. A seguir, o líquido é
infundido no interior da cavidade peritoneal durante 10 minutos, sendo mantido na cavidade durante
60 a 90 minutos e, a seguir, ele é drenado durante um período de 10 a 20 minutos.
( ) Utiliza um dispositivo de ciclagem automática para realizar trocas curtas à noite, durante o sono,
enquanto as trocas mais longas são realizadas durante o dia, sem o dispositivo de ciclagem.
a) 3 – 1 – 4 – 2. c) 4 – 2 – 1 – 3. e) 3 – 2 – 1 – 4.
b) 2 – 1 – 3 – 4. d) 1 – 2 – 4 – 3.
Dica Importante
A técnica asséptica deve ser utilizada ao introduzir os aditivos para reduzir a possibilidade de
infecção.
Contra indicações para a diálise peritoneal
Absoluta
Perda comprovada da função peritoneal ou múltiplas adesões peritoneais.
Incapacidade física ou mental para a execução do método. Condições cirúrgicas
não corrigíveis (grandes hérnias inguinais, incisionais ou umbilical), onfalocele,
gastrosquise (malformação da parede abdominal, com extrusão de vísceras
abdominais), hérnia diafragmática, extrofia vesical.
Relativas
Presença de próteses vasculares abdominais há menos de 4 meses. Presença de
derivações ventrículo-peritoneais recentes. Episódios frequentes de diverticulite.
Doença inflamatória ou isquêmica intestinal. Intolerância à infusão de volume
necessário para a adequação dialítica.
Fonte: BRASIL, 2014.
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Complicações da Diálise Peritoneal
• Infeciosas.
• Peritonite e Recidiva; Infecção da saída do Cateter.
Sintomas Sinais
Dor Abdominal. Efluente turvo (99%).
Náusea e Vômitos. Desconforto abdominal.
Febre. Descompressão dolorosa.
Diarreia ou Constipação intestinal. Leucocitose.
Fonte: FERMI, 2011.
• Mecânicas.
Vazamento do Pericateter
Diminuição da Motilidade Intestinal
Falha na Drenagem. Obstrução do omento.
Dobra externa. Extrusão do cuff.
Translocação do cateter. Dor durante a Infusão.
Obstrução do Cateter. Hérnia.
Fonte: FERMI, 2011.
(EBSERH/CESPE/2018) No que se refere à assistência de enfermagem ao paciente com lesão
renal aguda (LRA), julgue o próximo item.
14. A peritonite é uma das complicações frequentes em diálise peritoneal, por isso é inviável a
realização desse procedimento em domicílio.
( ) Certa
( ) Errada
(EBSERH/CESPE/2018) No que se refere à assistência de enfermagem ao paciente com lesão
renal aguda (LRA), julgue o próximo item.
15. É recomendada a avaliação do débito urinário do paciente a cada 24 horas, para identificação
precoce de alteração da função renal.
( ) Certa
( ) Errada
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16. (UFRN/COMPERVE/2018) A diálise peritoneal é um procedimento para a remoção de
substâncias tóxicas e metabólicas normalmente excretadas pelos rins e para auxiliar a
regularização de fluidos e balanço eletrolítico. O procedimento é realizado infundindo um fluido
para diálise na cavidade peritoneal através de um cateter. Uma das modalidades da diálise
peritoneal é a diálise peritoneal contínua e ambulatorial (CAPD) que é realizada diariamente,
cerca de 4 a 5 vezes ao dia e de forma manual, pelo paciente e/ou familiar treinados. Em relação
ao CAPD, analise as afirmativas abaixo.
I - Antes de infundir a solução de diálise peritoneal, o enfermeiro deve observar a aparência da
solução – deve ser turva, devido à alta concentração de glicose que varia entre 4,25% a 10%.
II - A técnica de infusão de solução de diálise e de interrupção temporária da diálise não precisa
ser asséptica, mas limpa, uma vez que é o paciente e/ou familiar quem realiza o CAPD de forma
manual em seu domicílio.
III - Dentre as complicações do CAPD estão a peritonite, a perda excessiva de líquidos por uso de
uma solução de diálise concentrada (4,25%) e a retenção excessiva de líquido que pode ser por
ingesta excessiva de sal ou de líquidos orais.
IV - Quando o fluxo de saída do líquido for lento ou ausente, deve-se verificar se o equipo está
dobrado. Pode-se também reposicionar o paciente de um lado a outro ou aplicar pressão manual
sobre os aspectos laterais do abdome para ajudar a aumentar a drenagem.
Estão corretas as afirmativas:
a) II e III.
b) I e II.
c) III e IV.
d) I e IV.
Hemodiálise
• Na hemodiálise, o sangue do paciente é retirado do corpo e passado por uma máquina
que filtra esse sangue.
• A máquina de diálise bombeia o sangue através de linhas até o filtro. O filtro da
hemodiálise é o dialisador.
• O dialisador é composto de dois compartimentos separados por uma membrana
semipermeável.
• Em um compartimento, flui o sangue e em outro flui o dialisato, que é a solução de
diálise + água tratada purificada.
• Portanto, o sangue do paciente é retirado, filtrado fora do corpo e depois devolvido para
o paciente.
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Hemodiálise
• Frequência:
• A prescrição mínima recomendada é cerca de 4h, 3x na semana.
• Diálise diárias: 2 horas/dia em terapia. (Dialisadores de alta eficiência)
Acessos Vasculares da Hemodiálise
Temporários:
• Cateter Venoso Central – duplo lúmen.
Longa Permanência:
• Fístula Arteriovenosa.
• PermiCath.
Prótese/ enxerto: trata-se de um tubo de material, habitualmente sintético, que liga uma artéria a
uma veia.
Fonte: (Fermi, 2011).
Cateter Venoso Central
• Cateter de Shilley (temporário).
• PermCath (longa permanência).
• Cateter duplo lúmen, puncionado em: subclávia, jugular interna e femoral.
Indicação:
• Pacientes com IRA.
• Pacientes com IRC sem acesso permanente disponível.
• Paciente que necessitam de Hemodiálise urgente.
• Paciente do IRC que perdem a via de acesso definitivo.
Fonte: (Fermi, 2011)
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Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia.
Cuidados com o Cateter de Duplo Lúmen
• Curativo antes da hemodiálise, durante deve-se manter fechado. E após, curativo oclusivo.
• Lavagem da vias + Anticoagulante: com SF 0,9%, ao término da sessões de hemodiálise, para
remover qualquer coágulo que possa ter ser formado. Deixar uma dosagem de heparina (pura ou
diluída) nas vias até a próxima sessão de hemodiálise.
• Retirada do Anticoagulante: dever ser aspirado de cada via antes da utilização do cateter.
Fonte: (Fermi, 2011)
Fonte: http://vivendoadialiseperitoneal.blogspot.com/2017/03/minha-
experiencia-na-hemodialise.html
Fonte: https://www.hcpa.edu.br/area-do-paciente-apresentacao/area-
do-paciente-sua-saude/educacao-em-saude/send/2-educacao-em-
saude/97-cateteres-para-hemodialise-orientacoes-para-pacientes-e-
familiares
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Complicações na Inserção
Imediatas:
• Pneumotórax.
• Hemotórax.
• Lesão de Nervos.
• Hemorragia.
• Arritimias.
Tardias:
Coagulação do Cateter.
Trombose ou Estenose Venosa.
Infecções Superficiais.
Indicações para Remoção do Cateter:
• Sinais de Infecção.
• Febre.
• Calafrios.
Fonte: (Fermi, 2011)
17. (EBSERH/VUNESP/2019) Sobre o método mais utilizado, hoje, de Terapia Renal Substitutiva (TRS),
assinale a alternativa correta.
a) Hemodiálise
b) CAPD
c) DPA ± Diálise Peritoneal Automatizada
d) Uretrocistografia Miccional
e) Dosagem de PSA
18. (EBSERH/VUNESP/2019) Assinale a alternativa que apresenta o principal mecanismo de remoção
de toxinas durante a hemodiálise.
a) Convecção
b) Difusão
c) Ultrafiltração
d) Filtração simples
e) Radiação
Fístulas Arteriovenosa (FAV)
• Junção de artéria com uma veia – rádiocefálica, baraquicefálica; ulnar-basílica; braquibasílica;
radiobasílica.
• A FAV deve ser confeccionada de 2 a 6 meses antes do início da hemodiálise.
• Maturação da FAV- tempo necessário pelo menos 30 dias após a sua confecção para ser utilizada.
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Técnica Buttonhole
• Utilizada há mais de 30 anos na Europa e Japão; Na última década EUA e Brasil.
• Consiste em fazer punções repetidas no mesmo local, o que possibilita a criação de um “túnel
estável” entre a pele do paciente e a FAV (novas ou maduras).
• Recomenda-se : as primeiras 10 punções devem ser realizadas pelo mesmo profissional de
enfermagem, repetindo o mesmo ângulo a punção.
• Contraindicação: pacientes de pele flácida.
Fonte: (Fermi, 2011)
Fístulas Arteriovenosa (FAV)
Complicações:
• Fluxo baixo (obstrução por fibrose secundária a muitas punções).
• Trombose: ocorre por baixo fluxo, desidratação, hipotensão grave ou hipercoagulabilidade.
• Isquemia na mão: mas comuns em pacientes com diabetes, pessoas idosas com aterosclerose.
• Infecções: raras, geralmente de origem estafilocócica.
• Pseudoaneurismas: ramo venoso causado por pequenos extravasamentos, após remoção das
agulhas de diálise.
Fontes: (Fermi, 2011)
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Cuidados de Enfermagem
• Antissepsia - limpar com solução antisséptica.
• Punção arterial - a punção do ramo arterial deve ficar 3 cm afastada da anastomose para evitar a
trombose da fístula.
• Punção venosa - a punção do ramo arterial e venoso devem ficar 5 cm de distância uma da outra,
para evitar a recirculação sanguínea.
• Pontos de punção - as agulhas dever ser puncionadas em direções opostas. A arterial voltada para
a extremidade do membro e agulha venosa em direção ao coração.
• Fixação das agulhas.
• Escolha adequada do calibre da agulha de fístula.
• Hematoma - extravasamento sanguíneo. Pode acontecer no ato da punção, durante ou depois da
hemodiálise. Comprimir o local até a completa hemostasia e usar compressa de gelo no local.
• Curativos - após a remoção das agulhas deve-se comprimir o local até que ocorra a hemostasia. Só
após isso, é realizado um curativo não circular. Devem ser mantidos por 6 horas, secos e limpos.
• Monitorização da PA - deve ser feita com frequência, especialmente naqueles com FAV novas. A
hipotensão pode levar a paralisação completa da FAV.
• Monitorização da Pressão Venosa da FAV - o aumento da PA espontânea significa que o acesso
está com problemas.
Fonte: (Fermi, 2011)
19. (Prefeitura de Pará de Minas - MG/FUNDEP/2018) Considerando as técnicas utilizadas nas
terapias substitutivas da função renal e insuficiência renal, assinale a alternativa INCORRETA.
a) A hemodiálise consiste na passagem do sangue por um filtro de uma máquina, que promove a
retirada de substâncias tóxicas, água e sais minerais.
b) Para a definição de insuficiência renal, o principal parâmetro utilizado é a taxa de filtração
glomerular.
c) Para que a hemodiálise seja feita, o técnico de enfermagem punciona uma veia periférica no braço
direito ou esquerdo do paciente.
d) Na diálise peritoneal, o sangue é “limpo” pelo peritônio, que é uma membrana que envolve o
intestino.
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Transplante
• O Transplante (Tx) é considerado o método de tratamento da IRC de maior aceitação pelos
pacientes e equipe de saúde.
• Os pacientes com DRC devem ser encaminhados para os serviços especializados em transplante,
desde o estágio 5-ND (Brasil, 2014)
• Duas modalidades de transplante de rim podem ser consideradas, de acordo com o tipo de
doador:
1. Em transplante com doador vivo: Relacionado (Pais e Irmãos); Não Relacionado (Esposa,
Marido, amigos).
2. Doador falecido.
Doador deve preencher os seguintes requisitos
• Idade: com mais de 21 anos e menos de 70 anos.
• Compatibilidade Sanguínea ABO.
• Função Renal normal (avaliada por clearence de creatina, exame de urina e proteinúria de 24h).
• Exames complementares: cálcio, fósforo, ácido úrico, enzimas do fígado, hemograma, glicemia,
coagulograma, sorologias (chagas, toxoplamose, citomegalovírus, hepatite B e C e HIV).
• USG abdominal.
• Avaliação Cardiológica.
• Urografia excretora.
• Avaliação ginecológica nas mulheres e de próstata nos homens.
• Arteriografia Renal.
Receptor
Deve preencher os seguintes requisitos:
• Sorologias (chagas, toxoplamose, citomegalovírus, hepatite B e C e HIV).
• USG abdominal.
• Uretrocistografia miccional.
• Raio X de tórax.
• Avaliação Cardiológica.
• Endoscopia digestiva Alta.
• Sistema HLA - Antígeno de Histocompatibilidade (carteira de identidade imunológica)
• Prova Cruzada - Cross Match - teste imunológico mais importante no pré-operatório. Define a
presença de anticorpos pré-formados do receptor contra o antígeno HLA do doador.
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Pré-Operatório receptor
• Manter o Hematócrito superior a 25%.
• Manter Boa Hidratação.
• Fazer diálise na véspera.
• Coletar creatinina sérica para avaliar a função renal no pós-opertório.
• Início Antibioticoterapia profilático.
• Início da Imunossupressão.
Pós-operatório Imediato
Doador Vivo
• Diurese deve ocorrer nos primeiros 30 minutos após o desclampeamento dos vasos.
• Diurese: 200 a 300 ml/h em razão da hidratação anterior.
• O volume urinário normaliza habitualmente em 48 horas.
• Avaliação laboratorial basicamente: hematócrito, potássio e creatinina (essa cai 50% após 24
horas).
• Controle da Glicemia (devido ao uso de corticóides e tacrolimo).
Complicações
• Necrose tubular aguda.
• Rejeição humoral hiperaguda.
• Rejeição celular aguda.
• Trombose.
• Infecções.
• Rejeição Crônica - nefropatia crônica do enxerto.
20. (UFPE/COVEST-COPSET/2019) Quanto às terapias de substituição renal (TSR), assinale a
alternativa correta.
a) A melhor modalidade de TSR é o transplante renal, pois favorece a qualidade de vida e a sobrevida.
b) A diálise não responde em manifestações clínicas, como: intolerância à glicose, disfunção
plaquetária, derrame pleural e edema pulmonar.
c) O transplante é indicado nos casos de infecção ativa incurável e câncer.
d) No transplante renal, a única complicação está relacionada, especificamente, à rejeição
hiperaguda, aguda e crônica.
e) mbora não haja estudos que comprovem que há vantagem entre os dois tipos de tratamento, a
maioria dos pacientes faz diálise peritoneal (CAPD).
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21. (Prefeitura de Aracruz-ES/IBADE/2019) O transplante renal é uma alternativa de diálise para
muitos clientes que têm doença renal terminal refratária às outras medidas terapêuticas. Esse
procedimento pode ser necessário para se manter a vida de um cliente que sofreu perda traumática
da função renal ou tem contraindicação para a diálise. São cuidados e enfermagem depois da cirurgia
de transplante renal:
I. Observar sinais e sintomas de rejeição do órgão;
II. Se débito urinário maior que 100ml/h avisar a equipe médica, pois nesse período o ideal é
permanecer anúrico até total cicatrização;
III. Monitore cuidadosamente o débito urinário;
IV. Examinar o local do transplante para verificar sinais de eritema, hipersensibilidade e edema.
Estão corretas:
a) I, II, III e IV.
b) II, III e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) I e II, apenas.
Gabarito
1 - B
2 - A
3 - D
4 - C
5 - C
6 - A
7 - B
8 - A
9 - C
10 - D
11 - D
12 - B
13 - E
14 - ERRADA
15 - ERRADA
16 - C
17 - A
18 - B
19 - C
20 - A
21 - D
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