O STATUS CÉLEBRE Dos heróis às figuras da era midiática
Celebridade:  “A atribuição de  status  glamouroso ou notório a um indivíduo dentro da esfera pública”  – Chris Rojek
“ Para o primitivo não bastava ver o Sol nascer e declinar. O Sol devia representar em sua trajetória o destino de um deus ou herói que, no fundo, habita unicamente a alma do homem” - Carl Jung - O Mito e a jornada do herói
O processo de evolução dos heróis na História Ocidental
O Herói Mártir “ Potenciais vítimas que colocam a lealdade à verdade acima de todos os cálculos e benefícios ou ganhos terrenos”  –  Bauman – “ O triunfo do credo sobre a libido” –  Campbell –
O Herói Nacional “ A modernidade endeusou e encantou a nação”  –  Bauman –
O Herói Humanista “ Lembrou-se das heroínas dos livros que havia lido e a legião lírica dessas mulheres adúlteras punha-se a cantar em sua lembrança, com vozes de irmãs que a encantavam.”  –  Flaubert –
E o que essas figuras  têm em comum?
A capacidade de mobilizar e reunir pessoas ao redor de sua imagem São símbolos de RECONHECIMENTO e  PERTENCIMENTO, peças chaves na formação da IDENTIDADE do indivíduo
Os tempos mudaram...
A sociedade do espetáculo “ O espetáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa”  –  Guy Debord – O consolo para a dura realidade vivida não estava mais somente na crença de uma vida melhor após a morte, mas sim no lazer, experimentado no momento presente, no momento do ócio.
A celebridade na cultura de massa Porém, na sociedade midiatizada, as relações com celebridades não se formam ao redor de ordens a serem seguidas. As celebridades, nessa cultura, podem desempenhar um papel consolador, estabelecer modelos de pertencimento e ajudar na construção de identidades.
Três visões relevantes
Visão estruturalista Arma de coesão social ou apoiadora da ética da mercadoria, as celebridades são vistas sempre sob o ponto de vista da DOMINAÇÃO.
Superação do estruturalismo “ Estrela-deusa e estrela-mercadoria são as duas faces de uma mesma realidade: as necessidades do ser humano no estágio da civilização capitalista do século XX.” - Edgar Morin -
Visão Pós-Estruturalista “ A imagem das estrelas é sempre extensiva, multimídia e intertextual” - Richard Dyer -
As estrelas de cinema e o  Star System
Final Feliz: O herói sobrevive “ O laço afetivo entre espectador e herói torna-se tão pessoal, no sentido mais egoísta da expressão, que o espectador passa a temer aquilo que antes exigia: a morte do herói.” - Edgar Morin -
James Dean e rebeldia jovem Personalidade que permitiu a uma classe de idade que nascia se afirmar a partir da imitação do herói rebelde.
Marilyn Monroe e sexualidade
O mercado fonográfico
Mais do que talento, imagem consumível
Elvis Presley e The Beatles
Hegemonia televisiva
Heranças da Televisão MULTIPLICAÇÃO DE IMAGENS + EQUIVALÊNCIA DE TODOS OS DISCURSOS
Os pseudo-acontecimentos “ A façanha consiste em entregar ao olhar da massa essa situação insuportável, fazendo-a saborear as peripécias numa orgia sem futuro.” Baudrillard – Com a TV, perdemos muito da experiência simbólica da imagem, esvaiu-se o mito. Conseqüentemente, perdeu-se muito, também, da função heróica da celebridade, e em seu lugar, multiplicaram-se as  celetóides .
Mas algumas celebridades permanecem...
Madonna(s)
Celebridades na era digital
Produtor  vs.  Receptor “ Passamos da noção de canal e rede a uma sensação de espaço envolvente” Pierre Levy - Na rede, a identidade é formada de maneira colaborativa e ao mesmo tempo individual, uma vez que nela, cada um traça seu próprio caminho.
Somos todos  gatekeepers Hoje temos milhões de  gatekeepers  gerando conteúdo na rede. Por isso, uma segunda filtragem mais apurada é necessária por quem está buscando informação. Assim, dentro da rede, a responsabilidade sobre a criação da fama está mais ligada ao público do que ao meio.
A fama nascida nas redes Celet óide Celebridade Renome
Fama transferida para as redes (O grande desafio) 1- Estabelecer pontos de contato com o público nas redes, a fim de disseminar discursos próprios. 2- Conseguir, mesmo assim, manter aquele  quê  especial que faz da celebridade alguém diferenciado, no qual as pessoas queiram, de alguma forma, se espelhar.
Obrigada!

O Status Celebre: Dos heróis às ficuras da era midiática

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    O STATUS CÉLEBREDos heróis às figuras da era midiática
  • 2.
    Celebridade: “Aatribuição de status glamouroso ou notório a um indivíduo dentro da esfera pública” – Chris Rojek
  • 3.
    “ Para oprimitivo não bastava ver o Sol nascer e declinar. O Sol devia representar em sua trajetória o destino de um deus ou herói que, no fundo, habita unicamente a alma do homem” - Carl Jung - O Mito e a jornada do herói
  • 4.
    O processo deevolução dos heróis na História Ocidental
  • 5.
    O Herói Mártir“ Potenciais vítimas que colocam a lealdade à verdade acima de todos os cálculos e benefícios ou ganhos terrenos” – Bauman – “ O triunfo do credo sobre a libido” – Campbell –
  • 6.
    O Herói Nacional“ A modernidade endeusou e encantou a nação” – Bauman –
  • 7.
    O Herói Humanista“ Lembrou-se das heroínas dos livros que havia lido e a legião lírica dessas mulheres adúlteras punha-se a cantar em sua lembrança, com vozes de irmãs que a encantavam.” – Flaubert –
  • 8.
    E o queessas figuras têm em comum?
  • 9.
    A capacidade demobilizar e reunir pessoas ao redor de sua imagem São símbolos de RECONHECIMENTO e PERTENCIMENTO, peças chaves na formação da IDENTIDADE do indivíduo
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    A sociedade doespetáculo “ O espetáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa” – Guy Debord – O consolo para a dura realidade vivida não estava mais somente na crença de uma vida melhor após a morte, mas sim no lazer, experimentado no momento presente, no momento do ócio.
  • 12.
    A celebridade nacultura de massa Porém, na sociedade midiatizada, as relações com celebridades não se formam ao redor de ordens a serem seguidas. As celebridades, nessa cultura, podem desempenhar um papel consolador, estabelecer modelos de pertencimento e ajudar na construção de identidades.
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    Visão estruturalista Armade coesão social ou apoiadora da ética da mercadoria, as celebridades são vistas sempre sob o ponto de vista da DOMINAÇÃO.
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    Superação do estruturalismo“ Estrela-deusa e estrela-mercadoria são as duas faces de uma mesma realidade: as necessidades do ser humano no estágio da civilização capitalista do século XX.” - Edgar Morin -
  • 16.
    Visão Pós-Estruturalista “A imagem das estrelas é sempre extensiva, multimídia e intertextual” - Richard Dyer -
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    As estrelas decinema e o Star System
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    Final Feliz: Oherói sobrevive “ O laço afetivo entre espectador e herói torna-se tão pessoal, no sentido mais egoísta da expressão, que o espectador passa a temer aquilo que antes exigia: a morte do herói.” - Edgar Morin -
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    James Dean erebeldia jovem Personalidade que permitiu a uma classe de idade que nascia se afirmar a partir da imitação do herói rebelde.
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    Marilyn Monroe esexualidade
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    Mais do quetalento, imagem consumível
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    Elvis Presley eThe Beatles
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    Heranças da TelevisãoMULTIPLICAÇÃO DE IMAGENS + EQUIVALÊNCIA DE TODOS OS DISCURSOS
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    Os pseudo-acontecimentos “A façanha consiste em entregar ao olhar da massa essa situação insuportável, fazendo-a saborear as peripécias numa orgia sem futuro.” Baudrillard – Com a TV, perdemos muito da experiência simbólica da imagem, esvaiu-se o mito. Conseqüentemente, perdeu-se muito, também, da função heróica da celebridade, e em seu lugar, multiplicaram-se as celetóides .
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    Produtor vs. Receptor “ Passamos da noção de canal e rede a uma sensação de espaço envolvente” Pierre Levy - Na rede, a identidade é formada de maneira colaborativa e ao mesmo tempo individual, uma vez que nela, cada um traça seu próprio caminho.
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    Somos todos gatekeepers Hoje temos milhões de gatekeepers gerando conteúdo na rede. Por isso, uma segunda filtragem mais apurada é necessária por quem está buscando informação. Assim, dentro da rede, a responsabilidade sobre a criação da fama está mais ligada ao público do que ao meio.
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    A fama nascidanas redes Celet óide Celebridade Renome
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    Fama transferida paraas redes (O grande desafio) 1- Estabelecer pontos de contato com o público nas redes, a fim de disseminar discursos próprios. 2- Conseguir, mesmo assim, manter aquele quê especial que faz da celebridade alguém diferenciado, no qual as pessoas queiram, de alguma forma, se espelhar.
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