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O

SUDÁRIO
DE
TURIM
O QUE É O SUDÁRIO?

CALCULANDO PROBABILIDADES

A FASCINAÇÃO PELO SUDÁRIO
É JESUS?

UMA IMAGEM SINGULAR
O TESTE DO C -14
A HISTÓRIA (DOCUMENTADA) DO SUDÁRIO
A HISTÓRIA ANTES DA HISTÓRIA

O RETRATO DE CRISTO

IMITAÇÕES
CÓDEX PRAY
A CIÊNCIA E O SUDÁRIO
CÓDEX SKYLITÉS
A PAIXÃO SEGUNDO
O SUDÁRIO

MAN OF SORROWS

OS EVANGELHOS

O SUDÁRIO DE OVIEDO

CONCLUSÕES?
O QUE É O

SUDÁRIO
O que é o Sudário?

O sudário é uma peça de linho de 1,10 m de largura
por 4,36 m de comprimento, guardada a sete chaves
na Catedral de Turim, na Itália, e raramente exposta
ao público. É um dos mistérios mais fascinantes dos
nossos tempos.
É um tecido de puro linho, como outros encontrados em
sepulturas antigas do oriente médio. Firme e forte, de
tecedura rudimentar, fiado à mão.
Cada fio tem de 70 a 120 fibras.

O pano é amarelado, mas claro e a figura mal
aparece, por causa do amarelecimento superficial dos
fios.
Não há sinais de vernizes, nem de pigmentos, nem de
corantes de qualquer espécie.
Mostra uma imagem tênue, mas detalhada, de um homem
de traços semitas, barba e cabelos semi-longos; cerca de
1,83 m de estatura, constituição forte e musculosa, mãos e
pés longos; entre 30 e 35 anos, pesando uns 80 quilos...

Traz impresso, como num espelho, as figuras dorsal e
frontal de um homem torturado. São evidentes marcas de
sangue por todo o corpo; marcas de açoites, de uma coroa
de espinhos; pregos nos pulso e nos pés etc.
Apresenta duas listas escuras, que se alargam em oito manchas
simétricas: são as queimaduras produzidas por um incêndio na
capela de Chambery, na noite de 3 de dezembro de 1532, onde o
sudário era conservado num cofre revestido de prata.

Os oito pares de triângulos claros são os remendos feitos
nos buracos provocados pelo incêndio.
A água usada para apagar o incêndio ensopou o lençol, formando
os halos visíveis ao longo das bordas, acima da cabeça, na altura
do tórax, dos ombros e dos joelhos da figura do homem.

Apesar do calor e da água usada para apagar o incêndio, a
estabilidade da imagem não sofreu alteração.
A FASCINAÇÃO PELO

SUDÁRIO
Por que o Sudário fascina as pessoas?
Porque, segundo os fiéis e um
sem número de estudiosos, são
tantas as coincidências entre as
narrações dos Evangelhos e a
imagem do Sudário, que é
impossível não ver, nele, um
testemunho da paixão e morte de
Jesus.
Ou seja, o Sudário é o lençol
mortuário de Jesus.
Por que o Sudário fascina as pessoas?

Porque a imagem do Sudário
apresenta um altíssimo nível de
detalhes anatômicos, superando
o que normalmente se espera, e
se vê, nas reproduções de um
corpo humano feitas por mãos
humanas, só podendo ser
comparada a uma fotografia.
Por que o Sudário fascina as pessoas?

Porque quanto mais se estuda a
autenticidade do Sudário, menos
os cientistas parecem chegar a
uma conclusão definitiva sobre a
origem da figura.

Mesmo munidos da mais moderna
tecnologia, ninguém conseguiu,
até hoje, explicar a origem da
imagem
AS MARCAS NO

SUDÁRIO
É Jesus?
"Ninguém jamais tentou servir-se do Sudário de Turim para
provar a fé cristã. A fé não se funda sobre imagens, nem
sobre relíquias, nem sobre descobertas científicas. De outro
lado, se se pode demonstrar que o Sudário reproduz
realmente a imagem de Jesus Cristo, os não crentes terão
mais dificuldade para sustentar a incredulidade".

"A imagem nos apresenta o seguinte problema: estamos nós
contemplando mera criação artística, ou, ao contrário, a
verdadeira figura de Jesus como era após a sua Paixão e
Morte? Esta não é uma questão de fé. Os fiéis gozam de
absoluta liberdade para crer ou não crer nos dados
fornecidos”.
(Giovanne Saldarini, Cardeal de Turim, 1966)
"A ciência jamais poderá demonstrar que o homem
do Sudário seja Jesus Cristo, uma vez que não
existe um registro em arquivo algum que possa
confirmar tal identidade. A ciência diz apenas que
é extremamente provável que se trate de Jesus,
dado o número impressionante de coincidências
com os relatos de sua paixão no Novo
Testamento.“
(Luigi Gonella, pesquisador e consultor científico do
Cardeal Ballestrero, ex-arcebispo de Turim)
“O Sudário é anatomicamente exato; está de acordo,
historicamente, com os Evangelhos; tudo está de acordo
com o que sabemos. É um retrato exato da paixão e morte
de Cristo. Torna real que este foi um homem espancado,
açoitado e crucificado. Assim, a história está toda ali. Se o
Sudário é autêntico ou não, não tem importância. O que
você tem é o evangelho, a história do Cristo crucificado,
posta diante de você, em detalhes, para ver, apreciar e
refletir. Quem o fez é irrelevante. Portanto, a resposta final
não é realmente crucial, exceto como exercício
desafiador.”
Don Lynn, cientista
“Não temos dúvidas de que se trata da mortalha de Jesus
– achamos apenas que aquela impressão foi produzida por
um fenômeno fora do alcance da ciência.”

“Se ele não for o verdadeiro lençol fúnebre de Jesus, os
cristãos terão que admitir a possibilidade de outra pessoa
haver ressuscitado dos mortos”

Stenvenson e Habermas (STURP, 1983)
"O Sudário é um documento
que parecia esperar os nossos
tempos".

"Uma relíquia extraordinária e
misteriosa, e, se aceitarmos os
argumentos de muitos cientistas, uma
testemunha singularíssima da páscoa,
da paixão, da morte e da ressurreição.
Testemunha muda e, ao mesmo tempo,
surpreendentemente eloqüente!".
(Papa João Paulo II)
"Como fala o Sudário? Fala
com o sangue, e o sangue é
a vida! O Sudário é um ícone
escrito com sangue; o
sangue de um homem
açoitado, coroado com
espinhos, crucificado e ferido
do lado direito."

"Cada traço de sangue fala de amor e de vida. Especialmente
aquela mancha abundante próxima às costelas, feita de sangue
a água vertidos copiosamente de uma profunda ferida feita por
uma lança romana, aquele sangue e aquela água plenos de
vida. É como uma fonte que murmura em meio ao silêncio, e
nós podemos senti-la, podemos ouvi-la".
Papa Bento XVI
"Este rosto que tem os olhos fechados é o rosto de um
defunto, mas que, misteriosamente, olha para nós, fala em
silêncio. Como é possível?", "Esta imagem fala ao nosso
coração, nos leva a escalar o Monte do Calvário, a olhar a
madeira da cruz, a imergir no silêncio eloquente do amor".
"Escutemos o que esse
rosto quer dizer a nós,
no silêncio,
ultrapassando a própria
morte. Através do Santo
Sudário, recebemos a
palavra única e última de Deus: o amor feito homem,
encarnado na nossa história; o amor misericordioso de Deus
que pegou para si todo o mal do mundo".
Papa Francisco
O TESTE DO

C-14
O teste do carbono 14...
Teste utilizado para a datação de compostos orgânicos antigos.
Todos os compostos orgânicos são compostos de átomos de
C12 (forma estável do C).
Radiações vindas do espaço impregnam os materiais orgânicos
com C14, um isótopo de baixa radioatividade, instável e que se
transforma em C12.
A cada 5.700 anos metade de um conjunto de C14 transformase em C12. Assim, determinado-se a quantidade de C14
existente num determinado material, pode-se determinar a
quanto tempo ele vem se desintegrando. Quanto menos C14
houver, mais antigo é o material.
Os cálculos apresentam margem de erro de 200 anos.
Para se fazer o teste, incinera-se o material para a obtenção do
carbono a ser dosado.
Em 1987, três laboratórios,
com autorização da Igreja,
realizaram o teste do C14.
Os resultados, divulgados
em 1988, apontaram o
tecido do sudário como
oriundo do período entre os
anos 1260 e 1390.
No entanto, outros cientistas acham e até demonstram
que o método aplicado não foi o adequado para um tecido
como o sudário. Além do incêndio, a chama das velas, o
manuseio pelos devotos e até insetos podem ter
contribuído para “contaminar” o tecido, alterando a
quantidade de carbono existente. Alguns apontam erros
na coleta da amostra e outros, má-fé.
Os limites do método de
datação pelo C14 para um
objeto que, como o
Sudário, passou por
tantas vicissitudes e a
grande quantidades de
dados adquiridos, graças
a todas as outras
pesquisas científicas
multidisciplinares,
tornam razoável não
excluir a autenticidade do
Sudário.

A Igreja anuncia o resultado

De qualquer forma,
guardem essa datação:
“1260 a 1390”.
Relíquia,
artefato
histórico,
ícone
ou fraude?
Se era de Jesus o
corpo envolto pelo
sudário é questão
que, por enquanto,
somente poderá ser
respondida
individualmente, à luz
do que nos diz a
história,
a ciência,
os evangelhos,
a nossa fé e a
revelação divina.
A

HISTÓRIA
DO

SUDÁRIO
30-33

525

A A HISTÓRIA MANDYLION
HISTÓRIA DO DO SUDÁRIO
1204

1353

A HISTÓRIA DO SUDÁRIO

2013
A HISTÓRIA (DOCUMENTADA)
DO SUDÁRIO

Medalhão com o brasão dos De Charny
encontrado em 1888, no rio Sena.
As primeiras polêmicas...
Margarida de Charny cede o
Sudário, que ficou oculto
quase um século, ao Duque
Ludovico de Savóia, que o
levou a Chambery, França
1453
Medalha comemorativa 1453

O Sudário é guardado numa
urna de prata, num nicho atrás
da sacristia da Santa Capela,
erigida para abrigá-lo.
Chambéry, 1502
Durante a exposição, novas
fotos são tiradas por
Giuseppe Enrie, considerado
o melhor fotógrafo da Itália.
Os resultados confirmam a
validade do trabalho de Pia.
Ian Wilson descobre, na
imagem do Sudário, um rabicho
de cabelo mais comprido nas
costas, costume judeu do séc. I.

Fios de tecido são retirados para
análise. Descoberta da natureza
superficial da imagem; datação do
tecido pela análise de tecnologia têxtil
e análise da origem e do percurso
histórico pelo estudo dos pólens
encontrados no tecido.
Cientistas do STURP, em 120 horas e U$
2,5 MI em modernos equipamentos,
realizaram vários testes, exames e estudos
multidisciplinares. Entre os testes,
inúmeras fotos, microscopia eletrônica,
raio-X, análises químicas, espectroscopia,
fluorescência ultravioleta, termografia etc.

Mais fotos?
A

HISTÓRIA
ANTES DA

HISTÓRIA
Primeiros anos...
Após Pentecostes, os judeus moveram impiedosa e exterminadora
perseguição aos cristãos. Maria foi residir em Éfeso, fora da Terra
Santa, com o apóstolo João. Os panos do sepultamento de Jesus
teriam ficado sob os seus cuidados. Não havia interesse em mostrálos.

• Para os judeus, um lençol fúnebre, que tivera contato com um
cadáver, era considerado impuro, assim como quem o tocasse.
• A lei judaica proibia as imagens religiosas.
• O pano revelava o castigo recebido por um criminoso.

A perseguição dos judeus diminui após a destruição de Jerusalém,
cedendo lugar às perseguições romanas iniciadas por Nero em 64.
Em 312, o Imperador Constantino aboliu o culto pagão e passou a
favorecer o cristianismo. Os cristãos puderam, então, professar sua
fé, sem o risco de serem mortos por rezar ou falar de Jesus.
525 – Durante obras de
reconstrução, após uma
grande enchente, num
nicho sobre um dos
portões de Edessa, foi
encontrada uma imagem
do rosto de Cristo “não
feita por mão humana". É
o Mandyllion (Mortalha),
cujo rosto impresso era
semelhante ao que temos
no Sudário.
Mais como o Mandylion foi parar ali?
De 33 a 525

A

LENDA

de

ABGAR
Eusébio, bispo de Cesaréia, em sua obra “Histórias Eclesiásticas”
(fins do século III), relata ter encontrado no arquivo real sírio uma
correspondência de grande importância, que consistia em duas
epístolas escritas em siríaco, trocadas pelo Rei Abgar Ukhama, de
Edessa, na Síria mesopotâmica, e Cristo. Eusébio copiou as cartas e
as traduziu para o grego.
Carta do Rei Abgar V a Jesus
Abgar, Príncipe de Edessa, a Cristo, bom Salvador, que apareceu em Jerusalém:
Chegou-me aos ouvidos a notícia de teu nome e das curas que operas sem ervas e
nem medicamentos. Corre a fama. Restituis aos cegos a vista, aos coxos o andar...
Os leprosos são curados, demônios e espíritos impuros são expelidos, doentes
oprimidos por enfermidades são curados e mesmo mortos são ressuscitados.
Quando ouvi tudo isto persuadi-me intimamente que és o verdadeiro Deus e o Filho
de Deus que desceu do céu para operar estes prodígios.
Por isto te escrevo rogando que nos venhas visitar e não te recuses curar nossas
enfermidades. Ouço também que os judeus te difamam e maquinam insídias contra ti.
Tenho uma cidade pequena , mas linda a qual é suficiente para ambos nós.
Resposta de Jesus a Abgar V
Bem-aventurado és, ó Abgar, porque
creste em mim sem me teres visto. De
mim está escrito: "Aqueles que me
viram não creram para que os que não
me viram , crendo, recebam a vida".
Visitar-te, como me rogas, não está em
mim pois devo cumprir tudo para que
fui enviado e, terminada esta obra, é
necessário que eu volte para Aquele me
enviou.
A respeito do teu pedido quanto antes
me ocuparei. Vou enviar-te um dos
meus discípulos que curará tua
moléstia e que conservará tua vida e a
dos teus.
Abgar V, Rei de Edessa, convertese ao cristianismo nascente, após
receber do discípulo Tadeu um
misterioso pano onde a imagem
do rosto de Jesus estaria
estampada e que o curou de uma
grave doença.
Em 57 A.D., Ma’nu, sucessor de
Abgar, rejeita o cristianismo e
passa a perseguir os cristãos.
O lençol é escondido e desaparece.

Tadeu presenteia o Rei Abgar com o retrato
de Jesus - Monastério de Santa Catarina,
Monte Sinai. C.950
FATOS HISTÓRICOS
Abgar V realmente existiu, e governou
Edessa entre 13 e 57 A.D.
A região de Edessa foi evangelizada logo
depois da partida de Jesus desta terra.
Havia uma tradição edessena segundo a
qual uma figura sagrada de Cristo estaria
associada a essa evangelização.
A lenda de Abgar é anterior ao achado do
Madyllion
Em 544 A.D. Edessa foi sitiada pelo rei persa Chosroes Nirhivan.
Durante o cerco, os cidadãos trouxeram a imagem e fizeram uma
procissão pelas amuradas. Os atacantes se retiraram.
Relato de Evragius, historiador, que viveu na Síria entre 527 a 600 A.D. Foi a primeira menção ao pano
como acheiropoietos (“não feito por mãos humanas”).
Século VI – Procissão Litúrgica na Catedral de Edessa, realizada no
domingo que antecedia a Quaresma.
Afresco do século XII (Gradac, Sérvia), mostra a Sagrada
Face de Edessa como um bordado que deixa ver um rosto
no centro. Provavelmente era o Sudário dobrado. Veja, à
direita, como as medidas correspondem.
Um texto do século seis, chamado Atos de Tadeu, referese a tal imagem como um “tetradiplon”, uma palavra grega
que significa, literalmente, “dobrada quatro vezes” ou seja,
dobrada em oito camadas. Tal palavra grega não foi usada
para nenhum outro objeto.

Dr. John Jackson, físico da USAF, membro do STURP, descobriu que, dobrando
o pano 4 vezes a área da face ficará exposta. Além disso, Jackson achou o
padrão das dobras em oito.
DOBRA 1

DOBRA 2

DOBRA 3
A relíquia conseguiu sobreviver durante o conturbado
período da controvérsia iconoclasta dos séculos VIII e
IX, quando o Imperador Leo III (714-741) decretou a
destruição de todas as imagens religiosas,
considerando-as idolatria e heresia.
Papa Estevão III falou a favor do uso de imagens
sacradas no sínodo Laterano, em 769.
“Pois o Mediador entre Deus e homem ...estendeu o Seu Corpo
inteiro no pano branco como neve, no qual a Imagem gloriosa da
Face de Senhor e do Corpo inteiro dele foram tão divinamente
impressas, que era suficiente, para os que não puderam conhecer o
Senhor na carne, conhecer a impressão no pano.”
Em 787, o Segundo Concílio de Nicéia aprovou a veneração
(não a adoração) das imagens, e uma menção particular foi
feita à imagem de Edessa “não feita por mãos humanas”.
A imagem é referida pelos Padres da Igreja como um dos
principais argumentos para defender a legitimidade do uso
de imagens sacras.

Ícones depredados por iconoclastas c. 1100
Saltério do Monte Atos
O Patriarca Nicéforo está
sentado fora do edifício onde o
Concílio iconoclasta de 815
está reunido; ele levanta seu
braço direito rejeitando suas
decisões. Na outra mão, que
está oculta, segura um ícone
circular de Cristo ressuscitado,
cujo olhar intenso está fixado
sobre o imperador iconoclasta
Leo V, que convocou o concílio.
Esta cena ilustra o verso do
Salmo 26,5.  
Miniatura em pergaminho do sec.IX, pós 843

“Odeio o ajuntamento de 
malfeitores; não me sentarei 
com os ímpios”. 
943 – O Imperador Bizantino
Romanus Lecapenus ordenou que o
pano fosse trazido a ele para proteger
Constantinopla de invasões inimigas.

Por 12.000 moedas de prata, a
liberdade de 200 prisioneiros e a
promessa de que Edessa seria
poupada de ataques, Lepecanus
comprou o Mandyjion do Emir que
governava Edessa.
Moeda bizantina ano 1000

Mandylion chega a Constantinopla

944 - A imagem chega a Constantinopla, onde foi desdobrada,
deixando ver o corpo inteiro da figura humana.
1147 - Luís VII, Rei da
França, durante sua
visita a Constantinopla,
venerou o Sudário ali
custodiado.

1157 e 1201 - A peça
figurou no inventário
das relíquias do palácio
imperial.
1204 - Durante a ocupação de
Constantinopla pelos Cruzados,
muitas relíquias dispersaram-se.
Nas crônicas da 4ª. cruzada
existem testemunhos dos
cruzados que dizem haver visto
o Sudário do Senhor.
O pano desapareceu quando
Constantinopla foi saqueada.

1207 – Há notícias, em crônicas da época, de o Sudário ter
sido visto em Atenas.
1204 a 1353
O

SUDÁRIO
E OS

TEMPLÁRIOS
Após o saque de Constantinopla o Mandylion novamente
desapareceu, para nunca mais dele se ouvir notícia.

Historiadores acreditam que tenha sido levado e escondido
na Europa pelos templários, membros de uma poderosa
ordem de cavaleiros cruzados que foi dissolvida no século
XIV, acusada de praticar cultos não-cristãos.
Entre as acusações contra os templários,
cujo poder econômico e riqueza
desagradavam Filipe IV, rei da França,
estava a que eles adoravam uma cabeça
pálida e desbotada de um homem com
barba - Baphomet, ou a imagem do
demônio; e que veneravam falsos ícones
no lugar de Cristo.

Os iniciados eram deitados no chão e os chefes
levantavam sua cabeça rapidamente, para que
vissem, por instantes, a face do Senhor. Tudo
numa atmosfera de mistério.
Um  documento  histórico,  o  Pergaminho de  Chinon, narra  o 
julgamento dos Templários por suposta heresia. Em depoimento, o 
jovem  templário  Arnaut  Sabbatier  declara  que,  em  1287,    na 
cerimônia de sua iniciação, foi levado para um local secreto onde 
lhe  foi  mostrado  um  longo  lençol  com  a  imagem  corporal  de  um 
homem, à qual teve de beijar os pés 3 vezes.      
É realmente possível que tal imagem fosse o Sudário,
que se encontrava no seio da Ordem na França, ainda
dobrado em sua moldura bizantina, matriz da qual
cada uma das casas templárias fez sua cópia para
terem peça semelhante a ser usada em seus rituais
iniciáticos.

Escavações arqueológicas das ruínas templárias de Templecombe, Sommerset,
Inglaterra, por exemplo, revelaram uma pintura emoldurada semelhante ao sudário.
Outro achado
arqueológico: uma
representação do
Mandyllion, numa
edificação dos
Templários, em Red
Cross, na Bretanha,
França.
Em 1314, o grão-mestre da
ordem, Jacques de Molay, foi
executado na fogueira, junto
com Godofredo de Charney.
Charney
O CODEX
SKYLITÉS
No sec. XI, o historiador bizantino Jean Skylitès relatou a mudança do
Mandyllion de Edessa para Constantinopla. Uma miniatura conservada
na Biblioteca Nacional de Madri explica, explicitamente, à maneira do
Codex Pray, que o Mandylion, ou visão de Cristo, era a visão de Cristo
impressa sobre um imenso lençol, do tamanho do Lençol de Turim.
MAN OF
SORROWS
Um conhecido ícone da igreja 
bizantina, representando Jesus, é 
o "Man of Sorrows." Nele, Jesus é 
visto erguendo-se da sepultura. 
Estudiosos acham que a imagem 
era inspirada no Mandylion 
Sagrado (que seria o Sudário), 
que esteve em Constantinopla de 
944 a 1204 AD, ano em que 
desapareceu, durante a 
4ª.Cruzada. 
Este pequeno mosaico, muito danificado, do 13º século, é cópia uma 
imagem muito venerada no Oriente, a “Man of Sorrows”. Encontra-se na 
Igreja de Santa Cruz de Jerusalém em Roma, desde o século 13. A 
imagem original, provavelmente, foi levada a Roma no século XII.
Esta grande peça de pano, 
denominada epitaphios, bordada 
com a imagem de Cristo, parece 
ser uma representação do 
Mandylion sagrado, que esteve em 
Constantinopla de 944 a 1204 AD.
Pelo menos até 1300, era utilizado 
nas procissões de entrada das 
cerimônias das igrejas ortodoxas e 
exposto na Sexta-feira Santa e no 
Sábado de Aleluia.  

Uroš Milutin – 13th c., Museu da Igreja Ortodoxa Sérvia.
Muitas de suas características 
correspondem àquelas vistas no 
Sudário: o estilo da barba, nariz 
longo, olhos grandes, mãos 
cruzadas nos pulsos e os 
corrimentos de sangue nos 
braços.

Ao contrário dos epitaphios 
tradicionais, em que Jesus 
aparece na posição horizontal, 
vê-se aqui Cristo “de pé” .
Uroš Milutin – 13th c., Museu da Igreja Ortodoxa Sérvia.

Ver?
Com base em fontes 
históricas, acredita-se que, 
em cerimônias que 
representavam a 
Ressurreição, o 
Mandylion-Sudário era 
erguido a partir de uma 
posição dobrada.
Enquanto o pano era 
erguido, o corpo de Jesus 
era lentamente revelado. 
Ver esquema?
O CÓDIGO
DE PRAY
Os polegares, que não são 
O Código de Pray, um 
Pray
visíveis no Sudário, também 
manuscrito de 1192, mostra 
não estão representados no 
o corpo morto de Jesus 
Código de Pray, 
envolvido num pano, em 
Pray
posição idêntica ao Sudário.
O Código de Pray exibe furos
idênticos aos existente no Sudário
(são 4 grupos de pequenos furos,
de antiga queimadura, anterior à
de 1532).
O autor do Código certamente
utilizou o Sudário como modelo
O SUDÁRIO DE

OVIEDO
O Sudário de Oviedo
O Sudário de Oviedo

5. Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou.  6. Chegou 
Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no 
chão. 7. Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não 
estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte. 8. Então 
entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e 
creu. (Jo 20, 5-8)

Este sudário esteve na Palestina até pouco antes de 614, quando 
Jerusalém foi conquistada por Chosroes II, rei da Pérsia.
Para evitar sua destruição, foi levado para Alexandria, depois 
através do norte da África, quando Chosroes a conquistou (616). 
84 x 53 cm
O sudário entrou na Espanha por Cartagena. Refugiados levaram uma arca 
com o sudário e outras relíquias, que foi entregue ao Bispo de Sevilha. 
Após alguns anos, S. Isidoro, bispo de Sevilha, 
quando assumiu o bispado em Toledo, levou 
consigo a arca com as relíquias. 
Em 718, para que não caísse nas mãos dos 
mulçumanos, que conquistaram a maior parte 
da península ibérica,, a arca foi escondida 
numa caverna em Monsancro, a 10 Km de 
Oviedo. 
O rei Alfonso II construiu um capela especialmente para a arca do sudário, 
a “Cámara Santa", posteriormente incorporada à Catedral.
Em 14.03.1075, quando a arca foi oficialmente aberta na presença do rei 
Alfonso VI, foi elaborada uma lista das relíquias, que incluiu o sudário. 
O rei Alfonso II construiu um capela especialmente para a arca do 
sudário, a “Cámara Santa", posteriormente incorporada à Catedral.
Em 14.03.1075, quando a arca foi oficialmente aberta na presença do rei 
Alfonso VI, foi elaborada uma lista das relíquias, que incluiu o sudário. 
Em 1113 a arca foi encoberta com 
uma placa de prata, na qual foi 
feita uma inscrição convidando os 
cristãos a venerar a relíquia que 
continha o sagrado sangue de 
Cristo. 

O sudário está em Oviedo desde essa época.
30-33

525

AA HISTÓRIA MANDYLION
HISTÓRIA DO DO SUDÁRIO
1204

1353

A HISTÓRIA DO SUDÁRIO

2013