Comunicação Empresarial <br />História e Estética da Imagem Mediatizada<br />João Lacerda<br />\"
O PODER DA IMAGEM NA IMPRENSA\"
<br />De acordo com alguns autores, vivemos numa sociedade de facilitismos, em que a crise da visibilidade está instalada, devido ao uso massivo de imagens. A imprensa e sobretudo a televisão bombardeia-nos com um fluxo caótico de imagens, o qual não nos dá tempo para pensar, instaurando-nos como meros sujeitos depositários, passivos diante do aparato tecnológico. (Baitello Jr, 2002).<br />É necessário interpretar o verdadeiro papel da imagem, pois apesar retratar a realidade ela não é meramente reprodutiva, remetendo-nos também para outras realidades semelhantes ou até mesmo opostas, sendo desta forma estimuladora da imaginação e reflexão.<br />Vivemos numa “civilização da imagem”. Diariamente somos expostos a uma infinidade de pictogramas. Uma foto impressa num jornal ou numa revista, um telejornal, uma telenovela, um filme, uma pintura, uma publicidade, um desenho infantil ou uma banda desenhada. Como afirma Martin Joly, somos consumidores de imagens.<br />Segundo Baitello Jr, esta cultura da imagem leva-nos a uma sociedade de superficialidades. De acordo com este autor, sobrevalorizamos aquilo que vemos com os olhos e deixamos de dar importância aos outros sentidos, que também necessitam de ser estimulados.<br />Os meios de comunicação social são apontados como os responsáveis por instaurar este culto à imagem, o qual ocorre, notoriamente, porque as imagens se constituem num instrumento de comunicação e de transmissão de mensagens, que têm características próprias, cores, planos etc.<br />A cada imagem está inerente uma informação e, em particular, um significado, conforme o princípio da omnipresença da significação no mundo humano e social. (GREIMAS, 1973).<br />Existem autores que defendem que a imagem não produz qualquer conhecimento, pelo contrário, ela é usada como mero referente da realidade, tendo única e exclusivamente um carácter ilustrativo.<br />Para Baitello Jr, a abundância das imagens incorpora um descrédito à própria imagem, debilitando sua força apelativa e tornando os olhares cada vez mais indiferentes. Este autor considera que cada vez mais existe uma recepção sem cognição, porque cada vez mais o que interessa é a imagem da notícia e não a notícia.<br />Cada vez mais se aplica a expressão muito divulgada, “ Uma imagem vale mais que mil palavras”.<br />Por: João Lacerda<br />BIBLIOGRAFIA<br />BAITELLO JR, Norval, “Ensaios Sobre a Comunicação, Cultura e os Media”, Segunda Edição, São Paulo, Annablume, 1999.<br />JOLY, Martine, “ Imagem e Sua Interpretação”, Edições 70, Arte & Comunicação, 2003<br />Nota: Os trabalhos apresentados contêm apenas a sua introdução.<br />
O Poder da Imagem na Imprensa

O Poder da Imagem na Imprensa

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    Comunicação Empresarial <br/>História e Estética da Imagem Mediatizada<br />João Lacerda<br />\" O PODER DA IMAGEM NA IMPRENSA\" <br />De acordo com alguns autores, vivemos numa sociedade de facilitismos, em que a crise da visibilidade está instalada, devido ao uso massivo de imagens. A imprensa e sobretudo a televisão bombardeia-nos com um fluxo caótico de imagens, o qual não nos dá tempo para pensar, instaurando-nos como meros sujeitos depositários, passivos diante do aparato tecnológico. (Baitello Jr, 2002).<br />É necessário interpretar o verdadeiro papel da imagem, pois apesar retratar a realidade ela não é meramente reprodutiva, remetendo-nos também para outras realidades semelhantes ou até mesmo opostas, sendo desta forma estimuladora da imaginação e reflexão.<br />Vivemos numa “civilização da imagem”. Diariamente somos expostos a uma infinidade de pictogramas. Uma foto impressa num jornal ou numa revista, um telejornal, uma telenovela, um filme, uma pintura, uma publicidade, um desenho infantil ou uma banda desenhada. Como afirma Martin Joly, somos consumidores de imagens.<br />Segundo Baitello Jr, esta cultura da imagem leva-nos a uma sociedade de superficialidades. De acordo com este autor, sobrevalorizamos aquilo que vemos com os olhos e deixamos de dar importância aos outros sentidos, que também necessitam de ser estimulados.<br />Os meios de comunicação social são apontados como os responsáveis por instaurar este culto à imagem, o qual ocorre, notoriamente, porque as imagens se constituem num instrumento de comunicação e de transmissão de mensagens, que têm características próprias, cores, planos etc.<br />A cada imagem está inerente uma informação e, em particular, um significado, conforme o princípio da omnipresença da significação no mundo humano e social. (GREIMAS, 1973).<br />Existem autores que defendem que a imagem não produz qualquer conhecimento, pelo contrário, ela é usada como mero referente da realidade, tendo única e exclusivamente um carácter ilustrativo.<br />Para Baitello Jr, a abundância das imagens incorpora um descrédito à própria imagem, debilitando sua força apelativa e tornando os olhares cada vez mais indiferentes. Este autor considera que cada vez mais existe uma recepção sem cognição, porque cada vez mais o que interessa é a imagem da notícia e não a notícia.<br />Cada vez mais se aplica a expressão muito divulgada, “ Uma imagem vale mais que mil palavras”.<br />Por: João Lacerda<br />BIBLIOGRAFIA<br />BAITELLO JR, Norval, “Ensaios Sobre a Comunicação, Cultura e os Media”, Segunda Edição, São Paulo, Annablume, 1999.<br />JOLY, Martine, “ Imagem e Sua Interpretação”, Edições 70, Arte & Comunicação, 2003<br />Nota: Os trabalhos apresentados contêm apenas a sua introdução.<br />