método
           mundo corpóreo                         mundo físico
                                                                    científico



     X                        QUAL É MAIS REAL?                      SX


            objeto corpóreo                       objeto físico

          Percepção sensitiva               medição por instrumento

                                                  mensurável:
 O universo corpóreo existe "para nós"                peso
           como um domínio                          diâmetro
manifesto das coisas a serem conhecidas      momento magnético
    através da percepção sensitiva.                  energia
                                                 carga elétrica
 O universo físico, conhecemos através             densidade
   da medição (modus operandi) feita                   etc
    por uma artefato instrumental e                    etc
      não através da visão direta.               quantidades e
                                             estrutura matemática
X                                             SX

   objeto corpóreo                               objeto físico


     Perceptível                               Não perceptível


representação mental                         representação teórica


                            O objeto físico "se mostra a vista" por
                         meio da medição. Só a medição não basta.
                            Há um aspecto teórico nesse processo
                           cognitivo. Nada que pertença ao domínio
                          físico pode ser conhecido sem uma teoria,
                     sem um modelo apropriado, sem uma representação.


Experimento   +    teoria   =   único empreendimento
                                      cognitivo.
INTENÇÃO


     MEDIÇÃO



ÚNICA E INSEPARÁVEL
X      é a "presentificação" de        SX




        objeto corpóreo                          objeto físico


              X                                      SX
         bola de bilhar                              átomos
                                                     elétrons
                                             partículas elementares
                                            ondas de possibilidades
                                              ondas de Schoringer
SX     torna-se presente em       X
transcendente comunica-se com o manifesto
campo eletromagnético                               Jupiter

        objeto físico genérico                   objeto físico específico


       modelo matemático ou
                                               contato observacional para
       representação para sua
                                                   sua determinação.
            determinação

   Especificação = atos empíricos pelos quais um objeto físico fica especificado.
     Podemos especificar SX por meio do objeto corpóreo correspondente X.
Como podemos especificar objetos transcorpóreos (átomos e partículas elementares?
Interage com uma entidade sub-
          corpórea, a qual, por sua vez, é
              observada por meio da
                 presentificação.


                        registra a presença de uma partícula
SX                        carregada. A partícula penetra na
                       câmara e causa uma descarga elétrica
                         que é, então, registrada de alguma
                       forma ao passar para o nível corpóreo
                       (na forma de um estalo audível ou pela
                                 leitura do contador).
     contador Geiger
             Essa cadeia de eventos
         constitui, evidentemente, uma
      especificação da partícula. É a única
            referência que temos da
     partícula, depois passa ser impossível
           estabelecer algum contato
             observacional com ela.
Estajamos lidando com uma partícula fundamental ou com a mais simples
  entidade sub-corpórea, não se pode falar de um objeto físico X antes que se
  estabeleça um contato observacional inicial. Objetos físicos não crescem em
                  árvores; eles precisam ser especificados.

                                   DOMÍNIOS



                                                        Potencialidades
           Fatos e Coisas
                                                        Possibilidades


Instrumentos que formam esse mundo                     Mecânica quântica


                Real                                     Possibilidades


 Heisenberg: " Portanto, a transição do "possível" ao "real" ocorre durante o ato
      da observação. Se quisermos descrever o que ocorre em um evento
   atômico, deveremos compreender que o termo "ocorre" pode somente ser
  aplicado a observação e não ao estado de coisas durante duas observações
                                  consecutivas."
Potentia
                                                   Mundo Real
        (Possibilidades)


             SX                                        X
                              ESCALA?
   Como se a passagem da potencialidade a atualidade pudesse vir a efeito
simplesmente porque se juntou um número suficientemente grande de átomos.




       Ato físico da observação?


       Ato psíquico da observação?
Como uma onda de possibilidade pode ter um
   conteúdo "completamente objetivo" se ela
  depende do resultado de um experimento ser
      mentalmente "registrado" ou não?

Se a posição de um ponteiro, digamos, carrega um
estado de coisas objetivo depois de ter sido "lido".
               por que não antes?

  Enquanto não distinguirmos categoricamente
 entre um sistema físico - por mais macroscópico
   que seja - e um obejto corpóreo, de fato não
         haverá saída para esse dilema.
Teorema da mecânica quântica afirma que sistemas físicos
não causam o colapso do vetor de estado (função de onda).
  Se supusermos, portanto, que existam sistemas físicos e
atos psíquicos - e nada mais - segue-se então que o colapso
   em questão tem que ser causado por um ato psíquico.
ENIGMA DO COLAPSO DO VETOR DE ESTADO




    ENIGMA DO DOMÍNIO CORPÓREO
Cada tipo de objeto é
concebido em relação
com um procedimento
   observacional.
Cada tipo de objeto é
                     concebido em relação
                     com um procedimento
                        observacional.


 Objetos físicos não são bem "coisas em si mesmas"; são antes
coisas em relação a modos específicos de investigação científica.
A física lida, não simplesmente com
                       a natureza, mas com as "nossas
                           relações com a natureza".


                                   Objetos físicos são "as respostas" que
                                             a natureza fornece.
                                    A diversidade de objetos físicos - de
                                        "respostas" é inspirada pela
                                    diversidade de "perguntas" que nós
                                            mesmos colocamos.

O experimentador "interroga" a
natureza, a realidade externa, e
       ela "responde".
Objetos físicos existem realmente; o
ponto, no entanto, é que esses objetos
   tem algo de relativo e devem ser
 encarados, não tanto como múltiplas
 entidades independentes, mas como
manifestações variadas de uma única
        e indivisa REALIDADE.
Física Quântica

                 "Somos levados a uma noção de totalidade indivisa, a qual
                nega a ideia clássica da analisabilidade do mundo em partes
                       que existam separada e independentemente."


                Realidade transcendente que se manifesta parcialmente na
David Bohm
                                forma de objetos físicos.


         Os objetos físicos apontam para além deles mesmos... Há
        um nível mais profundo de realidade... Além do plano físico e
         do plano corpóreo surge um terceiro substrato ontológico:
                  Qual a natureza desse terceiro domínio?
TOTALIDADE INDIVISA


                   O que exatamente significa isso?

Como podemos compreender um reino externo que não seja de fato
constituído de "partes que existam separada e independentemente"?

 REALIDADE está sujeita a uma condição espaço-temporal. Uma natureza que se
                      manifeste no espaço e no tempo.




                   "Tudo o que sabemos sobre natureza está de acordo com a
                  ideia de que o processo fundamental da natureza encontra-se
                   fora do espaço-tempo... mas que gera eventos possíveis de
                             serem identificados no espaço-tempo".
Qual ou quais descobertas apontam para uma realidade
          indivisa para além do continuum do espaço-tempo?



    TEOREMA DO ENTRELAÇAMENTO DE BELL




                     FÓTON                                FÓTON
                       A                                    B




Os fótons A e B estão viajando em direções opostas - a velocidade da luz! - e, não obstante,
      uma observação efetuada no fóton A parece afetar o fóton B instantaneamente.
Fonte
de ondas
Fonte
de partículas




                1




                2
1

  Fonte
            ?
de fótons



                2
Distribuição de
                      1   fótons que passam
                              pela fenda1

  Fonte
            ?
de fótons



  fenda 2 bloqueada
                      2
fenda 1 bloqueada   1

  Fonte
            ?
de fótons



                      2     Distribuição de
                          fótons que passam
                              pela fenda 2
1

  Fonte
            ?
de fótons



                2
Detector
            de fótons




                        1

  Fonte
               ?
de fótons



                        2



            Detector
            de fótons
Detector
             de fótons
            desligados




  Fonte
de pares
de quanta
Fonte     Detector
de pares    de fótons
de quanta    ligados
Não são partes que existam separada            Elas estão partes separadas
                e independentemente                           e independentes




                     FÓTON                              FÓTON
                       A                                  B


 Os fótons A e B são manifestações de uma única realidade subjacente, pois, de fato, onde
      quer que haja unidade ou uma "totalidade indivisa", não se vê necessidade para
         comunicações ou transmissões de efeitos através do espaço e do tempo.




    Torna-se concebível que uma partícula possa transcender sua localização manifesta
           e, dessa maneira, transcender igualmente sua identidade fenomênica.




  Não que a partícula "se projete para outra dimensão", mas que além do seu aspecto
empírico, ela possui uma natureza que de modo algum está sujeita a esse "confinamento".
O que é , então, um objeto físico?




      MANIFESTAÇÃO PARTICULAR DA REALIDADE TOTAL


                        REALIDADE TOTAL       NÃO LOCAL




          POSSIBILIDADES             FATO MANIFESTO


          OBJETO FÍSICO                   CORPÓREO
NATUREZA


   figura                      FÍSICA
 geométrica

              Por meio da analogia geométrica, nos tornamos
               capazes de compreender como a estrutura da
SISTEMAS       natureza - em que pese estar oculta - pode se
                     manifestar nas leis fundamentais
 FÍSICOS                         da física



              Leis de Maxwell aplica-se a todos os campos
                          eletromagnéticos .
2
b

        O teorema de Pitágoras aplica-se a todos os
                  triângulos retângulos.
    2
    a
O objetivo último dos físicos:
procurar por uma lei única, que
seja simples (na forma de algum
   tipo de teoria quântica de
 campos unificantes, talvez) e
  que descreva corretamente
   todos os sistemas físicos
          concebíveis.
Qual seria a metáfora (metapherein, "transferir") para
 o conceito de "natureza" ou "realidade indivisa" ou
             ainda realidade "não local"?

              Modelo HILOMÓRFICO

                 Pense num pedaço de madeira
                      (hylé) ou de mármore
                 recebendo a forma (morphe) de
                       Apolo ou Sócrates.



                   hylé



                               Morphe não possui uma existência
                 morfhe       concreta própria, à parte daquela da
                                     madeira ou mármore.
objeto
                    físico                        matéria
                                            da física da Física
                                                 Quântica
                não cognoscível

                                                 matéria
                    hylé          materia      da física de
                                                 Newton
                       +

                    morphe        forma     O QUE É VIDA?

                 cognoscível                   Sistemas vivos são
ente concreto
                                               sistema cognitivos.
  "estátua"
                    objeto
                   corpóreo                  Cognição implica um
                                            conhecedor consciente.
objeto                       objeto
                   corpóreo                      físico



              cognoscível pela             modus operandi da
             percepção sensitiva          observação científica



                               SABER?

O ATO DE CONHECER CONSISTE NUMA CERTA UNIÃO DO INTELECTO COM SEU OBJETO?


             COMO PODE O INTELECTO UNIR-SE À COISA EXTERIOR?


  TAL UNIÃO SÓ PODE SER CONCEBIDA EM TERMOS DE UMA TERCEIRA ENTIDADE OU
ELEMENTO COMUM, O QUAL AMBOS, OBJETO E SUJEITO, POSSUEM CADA UM NO MODO
QUE LHE É PRÓPRIO; E DEVE SER tertium quid, O QUE TORNA O OBJETO COGNOSCÍVEL.
TERTIUM QUID

            CONSCIÊNCIA

"morphe" precisa existir no plano mental
A FÍSICA É UMA AVENTURA
     DO PENSAMENTO
O universo físico, conhecemos através      Potentia
                    da medição (modus operandi) feita     Mundo Real
                                                          (Possibilidades)
                      por um artefato instrumental e
                       não através da visão direta.




   Objetos físicos são
      possibilidades
em diversas "gradações":                              Objetos físicos e objetos
    campos diversos,                                   quanticos: intuições,
         campo                                             pensamentos,
eletromagnético, campos                                     Sentimentos
     morfogenéticos,
   Centros vitais e etc


                    O universo corpóreo existe "para nós"
                              como um domínio
                   manifesto das coisas a serem conhecidas
                       através da percepção sensitiva.
Sistema é uma representação abstrata ou matemática de um objeto físico

                   O objeto físico "se mostra a vista" por
                meio da medição. Só a medição não basta.
                   Há um aspecto teórico nesse processo
                  cognitivo. Nada que pertença ao domínio
                 físico pode ser conhecido sem uma teoria,
            sem um modelo apropriado, sem uma representação.


  Objeto físico concebido em termos de uma dada representação
                   chamar-se-á "sistema físico".

É a representação (ou descrição abstrata) que define os observáveis

  E observáveis são as quantidades associadas ao sistema físico
               passíveis de determinação empírica.

 O que é e o que não é observável depende, assim, não apenas do
     objeto, mas também da maneira como ele é concebido.
A bola de bilhar considerada como uma esfera rígida admite um número indefinido
     de observáveis: massa,diâmetro, coordenadas de posição e velocidade.




A bola de bilhar considerada como um arranjo de átomos admite um outro conjunto
                                de observáveis.
ESPECIFICAÇÃO DE OBSERVÁVEIS

•    A especificação refere-se ao sistema físico e não ao objeto como tal.

•    Dado um sistema físico e um subconjunto de observáveis, pode-se afirmar
     que este subconjunto é especificável se formos capazes de medir cada um
     daqueles observáveis que constituem o subconjunto, de maneira tal
     que, após o término do experimento, os valores de todos eles sejam
     conhecidos.

•    Seria possível tornar o sistema físico completamente determinado por meio
     de uma especificação?

•    À luz da teoria quântica essa pergunta deve ser respondida negativamente.

•    Não pode haver um sistema físico completamente determinado, na qual
     valores exatos de todos os observáveis possam ser previstos.

•    Há uma determinação intrínseca ao sistema físico.

O observador

  • 2.
    método mundo corpóreo mundo físico científico X QUAL É MAIS REAL? SX objeto corpóreo objeto físico Percepção sensitiva medição por instrumento mensurável: O universo corpóreo existe "para nós" peso como um domínio diâmetro manifesto das coisas a serem conhecidas momento magnético através da percepção sensitiva. energia carga elétrica O universo físico, conhecemos através densidade da medição (modus operandi) feita etc por uma artefato instrumental e etc não através da visão direta. quantidades e estrutura matemática
  • 3.
    X SX objeto corpóreo objeto físico Perceptível Não perceptível representação mental representação teórica O objeto físico "se mostra a vista" por meio da medição. Só a medição não basta. Há um aspecto teórico nesse processo cognitivo. Nada que pertença ao domínio físico pode ser conhecido sem uma teoria, sem um modelo apropriado, sem uma representação. Experimento + teoria = único empreendimento cognitivo.
  • 4.
    INTENÇÃO MEDIÇÃO ÚNICA E INSEPARÁVEL
  • 5.
    X é a "presentificação" de SX objeto corpóreo objeto físico X SX bola de bilhar átomos elétrons partículas elementares ondas de possibilidades ondas de Schoringer SX torna-se presente em X transcendente comunica-se com o manifesto
  • 6.
    campo eletromagnético Jupiter objeto físico genérico objeto físico específico modelo matemático ou contato observacional para representação para sua sua determinação. determinação Especificação = atos empíricos pelos quais um objeto físico fica especificado. Podemos especificar SX por meio do objeto corpóreo correspondente X. Como podemos especificar objetos transcorpóreos (átomos e partículas elementares?
  • 7.
    Interage com umaentidade sub- corpórea, a qual, por sua vez, é observada por meio da presentificação. registra a presença de uma partícula SX carregada. A partícula penetra na câmara e causa uma descarga elétrica que é, então, registrada de alguma forma ao passar para o nível corpóreo (na forma de um estalo audível ou pela leitura do contador). contador Geiger Essa cadeia de eventos constitui, evidentemente, uma especificação da partícula. É a única referência que temos da partícula, depois passa ser impossível estabelecer algum contato observacional com ela.
  • 8.
    Estajamos lidando comuma partícula fundamental ou com a mais simples entidade sub-corpórea, não se pode falar de um objeto físico X antes que se estabeleça um contato observacional inicial. Objetos físicos não crescem em árvores; eles precisam ser especificados. DOMÍNIOS Potencialidades Fatos e Coisas Possibilidades Instrumentos que formam esse mundo Mecânica quântica Real Possibilidades Heisenberg: " Portanto, a transição do "possível" ao "real" ocorre durante o ato da observação. Se quisermos descrever o que ocorre em um evento atômico, deveremos compreender que o termo "ocorre" pode somente ser aplicado a observação e não ao estado de coisas durante duas observações consecutivas."
  • 9.
    Potentia Mundo Real (Possibilidades) SX X ESCALA? Como se a passagem da potencialidade a atualidade pudesse vir a efeito simplesmente porque se juntou um número suficientemente grande de átomos. Ato físico da observação? Ato psíquico da observação?
  • 10.
    Como uma ondade possibilidade pode ter um conteúdo "completamente objetivo" se ela depende do resultado de um experimento ser mentalmente "registrado" ou não? Se a posição de um ponteiro, digamos, carrega um estado de coisas objetivo depois de ter sido "lido". por que não antes? Enquanto não distinguirmos categoricamente entre um sistema físico - por mais macroscópico que seja - e um obejto corpóreo, de fato não haverá saída para esse dilema.
  • 11.
    Teorema da mecânicaquântica afirma que sistemas físicos não causam o colapso do vetor de estado (função de onda). Se supusermos, portanto, que existam sistemas físicos e atos psíquicos - e nada mais - segue-se então que o colapso em questão tem que ser causado por um ato psíquico.
  • 12.
    ENIGMA DO COLAPSODO VETOR DE ESTADO ENIGMA DO DOMÍNIO CORPÓREO
  • 13.
    Cada tipo deobjeto é concebido em relação com um procedimento observacional.
  • 14.
    Cada tipo deobjeto é concebido em relação com um procedimento observacional. Objetos físicos não são bem "coisas em si mesmas"; são antes coisas em relação a modos específicos de investigação científica.
  • 15.
    A física lida,não simplesmente com a natureza, mas com as "nossas relações com a natureza". Objetos físicos são "as respostas" que a natureza fornece. A diversidade de objetos físicos - de "respostas" é inspirada pela diversidade de "perguntas" que nós mesmos colocamos. O experimentador "interroga" a natureza, a realidade externa, e ela "responde".
  • 16.
    Objetos físicos existemrealmente; o ponto, no entanto, é que esses objetos tem algo de relativo e devem ser encarados, não tanto como múltiplas entidades independentes, mas como manifestações variadas de uma única e indivisa REALIDADE.
  • 17.
    Física Quântica "Somos levados a uma noção de totalidade indivisa, a qual nega a ideia clássica da analisabilidade do mundo em partes que existam separada e independentemente." Realidade transcendente que se manifesta parcialmente na David Bohm forma de objetos físicos. Os objetos físicos apontam para além deles mesmos... Há um nível mais profundo de realidade... Além do plano físico e do plano corpóreo surge um terceiro substrato ontológico: Qual a natureza desse terceiro domínio?
  • 18.
    TOTALIDADE INDIVISA O que exatamente significa isso? Como podemos compreender um reino externo que não seja de fato constituído de "partes que existam separada e independentemente"? REALIDADE está sujeita a uma condição espaço-temporal. Uma natureza que se manifeste no espaço e no tempo. "Tudo o que sabemos sobre natureza está de acordo com a ideia de que o processo fundamental da natureza encontra-se fora do espaço-tempo... mas que gera eventos possíveis de serem identificados no espaço-tempo".
  • 19.
    Qual ou quaisdescobertas apontam para uma realidade indivisa para além do continuum do espaço-tempo? TEOREMA DO ENTRELAÇAMENTO DE BELL FÓTON FÓTON A B Os fótons A e B estão viajando em direções opostas - a velocidade da luz! - e, não obstante, uma observação efetuada no fóton A parece afetar o fóton B instantaneamente.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
    1 Fonte ? de fótons 2
  • 23.
    Distribuição de 1 fótons que passam pela fenda1 Fonte ? de fótons fenda 2 bloqueada 2
  • 24.
    fenda 1 bloqueada 1 Fonte ? de fótons 2 Distribuição de fótons que passam pela fenda 2
  • 25.
    1 Fonte ? de fótons 2
  • 26.
    Detector de fótons 1 Fonte ? de fótons 2 Detector de fótons
  • 27.
    Detector de fótons desligados Fonte de pares de quanta
  • 28.
    Fonte Detector de pares de fótons de quanta ligados
  • 30.
    Não são partesque existam separada Elas estão partes separadas e independentemente e independentes FÓTON FÓTON A B Os fótons A e B são manifestações de uma única realidade subjacente, pois, de fato, onde quer que haja unidade ou uma "totalidade indivisa", não se vê necessidade para comunicações ou transmissões de efeitos através do espaço e do tempo. Torna-se concebível que uma partícula possa transcender sua localização manifesta e, dessa maneira, transcender igualmente sua identidade fenomênica. Não que a partícula "se projete para outra dimensão", mas que além do seu aspecto empírico, ela possui uma natureza que de modo algum está sujeita a esse "confinamento".
  • 31.
    O que é, então, um objeto físico? MANIFESTAÇÃO PARTICULAR DA REALIDADE TOTAL REALIDADE TOTAL NÃO LOCAL POSSIBILIDADES FATO MANIFESTO OBJETO FÍSICO CORPÓREO
  • 33.
    NATUREZA figura FÍSICA geométrica Por meio da analogia geométrica, nos tornamos capazes de compreender como a estrutura da SISTEMAS natureza - em que pese estar oculta - pode se manifestar nas leis fundamentais FÍSICOS da física Leis de Maxwell aplica-se a todos os campos eletromagnéticos .
  • 34.
    2 b O teorema de Pitágoras aplica-se a todos os triângulos retângulos. 2 a
  • 35.
    O objetivo últimodos físicos: procurar por uma lei única, que seja simples (na forma de algum tipo de teoria quântica de campos unificantes, talvez) e que descreva corretamente todos os sistemas físicos concebíveis.
  • 36.
    Qual seria ametáfora (metapherein, "transferir") para o conceito de "natureza" ou "realidade indivisa" ou ainda realidade "não local"? Modelo HILOMÓRFICO Pense num pedaço de madeira (hylé) ou de mármore recebendo a forma (morphe) de Apolo ou Sócrates. hylé Morphe não possui uma existência morfhe concreta própria, à parte daquela da madeira ou mármore.
  • 37.
    objeto físico matéria da física da Física Quântica não cognoscível matéria hylé materia da física de Newton + morphe forma O QUE É VIDA? cognoscível Sistemas vivos são ente concreto sistema cognitivos. "estátua" objeto corpóreo Cognição implica um conhecedor consciente.
  • 40.
    objeto objeto corpóreo físico cognoscível pela modus operandi da percepção sensitiva observação científica SABER? O ATO DE CONHECER CONSISTE NUMA CERTA UNIÃO DO INTELECTO COM SEU OBJETO? COMO PODE O INTELECTO UNIR-SE À COISA EXTERIOR? TAL UNIÃO SÓ PODE SER CONCEBIDA EM TERMOS DE UMA TERCEIRA ENTIDADE OU ELEMENTO COMUM, O QUAL AMBOS, OBJETO E SUJEITO, POSSUEM CADA UM NO MODO QUE LHE É PRÓPRIO; E DEVE SER tertium quid, O QUE TORNA O OBJETO COGNOSCÍVEL.
  • 41.
    TERTIUM QUID CONSCIÊNCIA "morphe" precisa existir no plano mental
  • 42.
    A FÍSICA ÉUMA AVENTURA DO PENSAMENTO
  • 44.
    O universo físico,conhecemos através Potentia da medição (modus operandi) feita Mundo Real (Possibilidades) por um artefato instrumental e não através da visão direta. Objetos físicos são possibilidades em diversas "gradações": Objetos físicos e objetos campos diversos, quanticos: intuições, campo pensamentos, eletromagnético, campos Sentimentos morfogenéticos, Centros vitais e etc O universo corpóreo existe "para nós" como um domínio manifesto das coisas a serem conhecidas através da percepção sensitiva.
  • 48.
    Sistema é umarepresentação abstrata ou matemática de um objeto físico O objeto físico "se mostra a vista" por meio da medição. Só a medição não basta. Há um aspecto teórico nesse processo cognitivo. Nada que pertença ao domínio físico pode ser conhecido sem uma teoria, sem um modelo apropriado, sem uma representação. Objeto físico concebido em termos de uma dada representação chamar-se-á "sistema físico". É a representação (ou descrição abstrata) que define os observáveis E observáveis são as quantidades associadas ao sistema físico passíveis de determinação empírica. O que é e o que não é observável depende, assim, não apenas do objeto, mas também da maneira como ele é concebido.
  • 49.
    A bola debilhar considerada como uma esfera rígida admite um número indefinido de observáveis: massa,diâmetro, coordenadas de posição e velocidade. A bola de bilhar considerada como um arranjo de átomos admite um outro conjunto de observáveis.
  • 50.
    ESPECIFICAÇÃO DE OBSERVÁVEIS • A especificação refere-se ao sistema físico e não ao objeto como tal. • Dado um sistema físico e um subconjunto de observáveis, pode-se afirmar que este subconjunto é especificável se formos capazes de medir cada um daqueles observáveis que constituem o subconjunto, de maneira tal que, após o término do experimento, os valores de todos eles sejam conhecidos. • Seria possível tornar o sistema físico completamente determinado por meio de uma especificação? • À luz da teoria quântica essa pergunta deve ser respondida negativamente. • Não pode haver um sistema físico completamente determinado, na qual valores exatos de todos os observáveis possam ser previstos. • Há uma determinação intrínseca ao sistema físico.