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2
Narcotráfico
   S.A.




               3
CONTEUDO
DEDICATÓRIA

PREFÁCIO: YURI ANDROPOV COLOCA A KGB SOVIÉTICA NOS NEGÓCIOS DO NARCOTRÁFICO

INTRODUÇÃO: O TRÁFICO DE DROGAS HOJE

  1- O LIVRO QUE ENRAIVECEU KISSINGER

  ATAQUE AO APARATO DE LAVAGEM DE DINHEIRO
  A ADL E KISSINGER REAGEM
  KISSINGER: AGENTE DA INFLUÊNCIA BRITÂNICA
  FORMADA A FORÇA-TAREFA “PEGUEM LAROUCHE”
  LAROUCHE CONTESTA A POLÍTICA PARA OS CONTRAS
  OS BARÕES DAS DROGAS NÃO PODEM SER PATRIOTAS
  LIGAÇÕES DA CASA BRANCA COM OS TERRORISTAS
  O DINHEIRO DAS DRODAS FINANCIA A ADL
  A NARCOTRÁFICO S. A. INSTALA GOVERNOS
  POR QUE UMA TERCEIRA EDIÇÃO?

  2- NARCOTRÁFICO S.A. DOBRA A CADA CINCO ANOS

  COCAÍNA: INDÚSTRIA CRESCENTE
  MACONHA E HASHISHE
  ÓPIO E HEROÍNA
  CONSUMO
  PRENDAM OS BANQUEIROS DAS DROGAS

  3- HOJE A MACONHA É A MAIOR PLANTAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

  ONDE A MACONHA É A PRINCIPAL PRODUÇÃO LUCRATIVA
  FAZENDEIROS DESESPERADOS VOLTAM-SE PARA A MACONHA

  PARTE 1: NOSSOS INIMIGOS PROVARAM QUE ESTÁVAMOS CERTOS

  1- POR QUE ESTE LIVRO SE TORNOU FAMOSO?

  “VISÃO APOCALÍTICA” OU REALIDADE DIÁRIA?
  A NARCOTRÁFICO S. A. RESPONDE ÀS ACUSAÇÕES
  OS LOBISTAS DAS DROGAS INVADEM OS PALÁCIOS DE JUSTIÇA
  MARVIN WARNER COMPRA UM PROCURADOR FEDERAL
  O CASO DO FIRST FIDELITY

  2- ESTRUTURA DE COMANDO DA NARCOTRÁFICO S.A.

  A REDE LONDRINA
  COMO A NARCOTRÁFICO S.A. COMPROU AS FINANÇAS AMERICANAS
  HONG KONG, OPPENHEIMER E BANCO AMBROSIANO: ONDE O CAPITAL ESPECULATIVO REINA
  KISSINGER E A NOVA DIRETORIA DA NARCOTRÁFICO S. A.

  PARTE 2: A PRIMEIRA GUERRA DO ÓPIO DA GRÃ-BRETANHA

  INTRODUÇÃO: ENFRAQUECENDO A VITALIDADE DE UMA NAÇÃO

  1- A GUERRA DA COMPANHIA DAS ÍNDIAS ORIENTAIS CONTRA A CHINA

  OS CHINESES CAÍRAM NA ARMADILHA
  DIPLOMACIA BRITÂNICA DO ÓPIO
  CABEÇA DE PRAIA NOS ESTADOS UNIDOS
  A ENTRADA DA CHINA




                                                                                 4
PROTEGENDO O MERCADO DE ÓPIO

2- A “NOBRE EXPERIÊNCIA” BRITÂNICA

MONTANDO A INVASÃO DAS DROGAS
A GUERRA DE NIXON CONTRA AS DROGAS

PARTE 3: COMO FUNCIONA O IMPÉRIO DAS DROGAS

INTRODUÇÃO: A BASE DESTA INVESTIGAÇÃO

1- OS BANCOS E O MAIOR NEGÓCIO DO MUNDO

PARA ONDE VAI A HEROÍNA?
ANÁLISE DE MERCADO
QUAL É O TAMANHO DA INDÚSTRIA?
PARA ONDE VAI O DINHEIRO?
A COBERTURA OFFSHORE (PARAÍSOS FISCAIS)
ESTRANGULAMENTO NO EXTREMO ORIENTE
O CICLO DA LAVAGEM

2- COMO ESCONDER 200 BILHÕES DE DÓLARES

O ESTRANHO CASO DA MIDWEST AIR (AEROLÍNEAS MIDWEST)
O COVIL DOS BANQUEIROS
COMO COMPUTADORES PODEM MENTIR
DO CAMPO AO BANCO

3- DO ÓPIO AO DINHEIRO SUJO

4- COMO O COMÉRCIO DAS DROGAS É FINANCIADO

O HSBC (HONG KONG AND SHANGAI BANKING CORPORATION- HONG SHANG)
OS INTERMEDIARIOS CHINESES
A CONEXÃO CHINESA COM O HSBC

5- AS OPERAÇÕES BRITÂNICAS SUJAS COM OURO E DIAMANTES

COMO O OURO ILEGAL VIAJA
UMA SUBESTIMAÇÃO
UM GRANDE MERCADO DE OURO
MERCADO NEGRO DE DIAMANTES

6- HONG KONG, CAPITAL DO FINANCIAMENTO DA HEROINA

A MAIS ALTA TAXA DE LIQUIDEZ
A MAIOR TAXA DE SUBORNO
1986: HONG KONG E O “LIVRE COMÉRCIO”

7- A CONEXÃO PEQUIM

LIGAÇÕES ANTIGAS SÃO MAIS FORTES
A ARMA DO ÓPIO DE PEQUIM
DE HONG KONG
A CONEXÃO CH’AO CHOU
FORJANDO A LIGAÇÃO HONK KONG- PEQUIM

8- COMO O REAL INSTITUTO PARA ASSUNTOS INTERNACIONAIS (ROYAL INSTITUTE OF
INTERNATIONAL AFFAIRS-RIIA) DIRIGE AS DROGAS E O DINHEIRO SUJO

META: RECONSTRUIR O IMPÉRIO
1949: ACORDO PEQUIM-BRITÂNICOS
JOGO DE PRESSÕES




                                                                            5
CRIAÇÃO DA CONEXÃO DAS DROGAS DE HONG KONG
O SURGIMENTO DA “CARTA CHINESA”

9- CANADÁ: HONG KONG DA AMÉRICA DO NORTE

TRÊS CASOS CRUCIAIS
WALTER LOCKHART GORDON
SEGURADORA EAGLE STAR
A COMPANHIA DA BAÍA DE HUDSON
DROGA ENTRA, DINHEIRO SUJO SAI
O TRIÂNGULO PRATEADO DO CANADÁ
A CONEXÃO CANADÁ-PEQUIM
QUEM DIRIGE O CANADÁ

10- AS FAMÍLIAS POR TRÁS DO IMPÉRIO DAS DROGAS

A RELIGIÃO DA FAMÍLIA
O INÍCIO: OS CAVALEIROS DE SÃO JOÃO DE JERUSALÉM
AS GUERRAS DO ÓPIO DA FAMÍLIA
OS ADORADORES DO IMPÉRIO E O ÓPIO
A ATUAL DINASTIA DO ÓPIO


PARTE 4: ENTRADA DE MOSCOU

1- FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO E CRESCENTE DOURADO

SUPERANDO O TRIÂNGULO
O CASO DE SADEGH TABATABAI
O PROJETO ALIYEV
O CRESCENTE DOURADO

PARTE 5: NARCOTRÁFICO S.A. : FMI RECOLONIZA IBERO-AMÉRICA

INTRODUÇÃO: DROGA E DÍVIDA

DESTRUINDO O OTIMISMO CULTURAL
CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

1- A CONEXÃO TRILATERAL

2- JAMAICA: FMI CRIA PERFEITA ECONOMIA DE LIVRE MERCADO

3- COLÔMBIA: PODE A NARCOTRÁFICO S. A. COMPRAR UM PAÍS?

SE NÃO PUDER COMPRAR QUEIME

4- A CONEXÃO DO DINHEIRO

5- COMO AS FUNDAÇÕES CONTROLAM O TRÁFICO IBERO-AMERICANO

6- FAMÍLIA CISNEROS: OS BRONFMANS DA VENEZUELA

A CONEXÃO CISNEROS
O IMPÉRIO FAMILIAR
OPERAÇÕES NA FLÓRIDA
WFC (WORLD FINANCE CORPORATION) E A CONEXÃO CUBANA
DROGAS E TERRORISMO
TINOCO, SÓCIO DE CISNEROS
POSFÁCIO: FAMÍLIA CISNEROS RESPONDE

7- VESCO E CASTRO




                                                            6
PARTE 6: A MÁFIA NAZI-COMUNISTA

1- QUEM DIRIGE O NAZISMO INTERNACIONAL HOJE?

DOS ARQUIVOS
O CASO DE FRANÇOIS GENOUD

2- STIPAM, VERDADEIRA CONEXÃO BÚLGARA

HISTÓRIA DO CASO
HENRI ARSAN
SURGE MEHMET ALI AGCA
PETRÓLEO POR ARMAS
TRADIÇÃO, FAMÍLIA E PARRICÍDIO
O CRESCENTE DOURADO

3- OS NARCO-TERRORISTAS

4- SENDERO LUMINOSO: ASSASSINOS INDÍGENAS

ANTROPOLOGIA E ALIANÇA NAZI-COMUNISTA
CONEXÃO NARCO-FASCISTA

5- A VERDADEIRA HISTÓRIA DE HORROR DOS GNÓSTICOS

A IGREJA GNÓSTICA UNIVERSAL CRISTÃ

PARTE 7: CRIME ORGANIZADO

INTRODUÇÃO: A INTERNACIONAL DO CRIME

EXECUTIVA DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
OS INTERMEDIÁRIOS

1- A GANGUE BRONFMAN

O CRIME ORGANIZADO CHEGA A MAIORIDADE
CONEXÃO ROTHSTEIN-HONG KONG
LEGITIMAÇÃO
ESTÃO ELES REALMENTE LIMPOS?

2- OS KENNEDYS: CRIME ORGANIZADO NO GOVERNO

SUBIDA AO PODER
POR QUE OS BRITÂNICOS ASSASSINARAM KENNEDY?
DUPLA ENGANAÇÃO

3- ESCRITÓRIO BRITÂNICO INTERNACIONAL DE ASSASSINATOS: PERMINDEX

LOUIS MORTIMER BLOOMFIELD
CONSELHO DE DIRETORES DA PERMINDEX
FINANCIANDO UM ASSASSINATO
DR. TIBOR ROSENBAUM, BCI, E PERMINDEX
CORONEL CLAY SHAW
HISTÓRIA DE UM ASSASSINATO
GARRISON FAZ UMA ACUSAÇÃO
OS SOLIDARISTAS
CONSELHO AMERICANO DAS IGREJAS CRISTÃS
A CONEXÃO DA CORPORAÇÃO LIONEL
O ENCOBRIMENTO

4- PERMINDEX REVELADA: RESORTS INTERNATIONAL-INTERTEL




                                                                   7
PERMINDEX MUDA PARA A RUA BAY (BAY STREET)

5- MAX FISHER: DISTRIBUIDOR E VAREJISTA

SONNEBORN E O SINDICATO
SAINDO DAS SOMBRAS
UNITED BRANDS: UMA HISTÓRIA DE CRIMES
A UNITED BRANDS DO GENOCÍDIO

6- A EMPRESA DA FAMÍLIA JACOBS: ESPORTES E CRIMES

A INVESTIGAÇÃO DE STEIGER
JACOBS E A COROA REAL
TRABALHANDO PARA O HSBC
JACOBS SE LIGA A INTERTEL

PARTE 8: ORIGENS DA CONRACULTURA

1- A CONSPIRAÇÃO AQUARIANA

O MODELO
O SUPREMO SACERDÓCIO
LSD: VISITA DOS DEUSES
HUXLEY NO TRABALHO
RAÍZES DO PESSOAL DAS FLORES (HIPPIES)
O SOM DOS TAMBORES
GUERRA DO VIETNÃ E ARMADILHA PACIFISTA
IMAGENS MUTANTES
A CONEXÃO LSD

PARTE 9: LOBBY NAS DROGAS: CRIMINOSOS VEM A LUZ

1- INCENTIVADORES DAS DROGAS NO GOVERNO

O CULTO DA MORTE POR DROGAS DOS KENNEDYS
COMO NOVA YORK SE TORNOU FORTALEZA DA NARCOTRÁFICO S. A.
A NORML DE KENNEDY
O PREÇO

                                     APÊNDICES

APÊNDICE A
APÊNDICE B
APÊNDICE C: ADL: EMPRESA DE RELAÇÕES PÚBLICAS DA NARCOTRÁFICO S.A.

QUE É A ADL?
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E PESSOAL CHAVE
OS AGENTES ATIVOS
A ADL E O CRIME ORGANIZADO
MALAS DE DINHEIRO NO STERLING NATIONAL
O BARÃO DAS BEBIDAS
A ADL E A UNIÃO SOVIÉTICA
ESCRAVOS JUDEUS PARA ISRAEL
ADL ESTAVA NA LISTA DE VIGILÂNCIA AMERICANA
ADL E O PROJETO DEMOCRACIA
A ADL E O TERRORISMO DOMÉSTICO
PONDO ISCAS PARA OS PANTERAS NEGRAS
FAZENDO O TRABALHO SUJO DO FBI
MANIPULAÇÃO DE JURADOS
A ADL E O TERRORISMO INTERNACIONAL
O ENCOBRIMENTO DO ASSASSINATO DE OLOF PALME
ADL SUBVERTE A JUSTIÇA: A OSI
TRAVESSURAS DE ARTHUR RUDOLPH E KURT WALDHEIM




                                                                     8
PENETRAÇÃO DA ADL NA POLÍCIA
ADL: ISRAEL E A CONSPIRAÇÃO DO MONTE DO TEMPLO
ESPIONANDO PARA OS SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA ESTRANGEIROS
POR TRÁS DO CASO DO ESPIÃO POLLARD
ADL SUBVERTE O MOVIMENTO DOS FAZENDEIROS
ADL ALVEJA MOVIMENTO PRÓ-VIDA E VATICANO
PERSEGUINDO O PAPA
ADL DEFENDE SATÃ
O “FILHO DE SAM”E DENNIS KING

                                    NOTAS




                                                           9
AGRADECIMENTOS


Agradecimentos especiais aos seguintes indivíduos:

Jeffrey Steinberg, Editor de Contra-inteligência de
EIR (Executive Intelligence Review)
Linda de Hoyos
Robyn Quijano
Marcia Merry
Dennis Small
Paul Goldstein
Michael Minnicino
Gretchen Small
John Hoefle
Kathy Wolfe
Scott Thompson
Joseph Brewda
Roger Moore
Michele Steinberg
Karen Steinherz
Carlos Wesley




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DEDICATÓRIA
Dedicamos este livro ao nosso amigo Lara Bonilla, Ministro da Justiça colombiano e soldado abnegado na guerra contra
as drogas, assassinado pelas mãos da máfia das drogas colombiana em 30 de abril de 1984, por ordem da diretoria da
Narcotráfico S. A.

Após agosto de 1983, quando se tornou Ministro, Lara começou a reunir as reservas morais de sua nação para
desencadear uma ofensiva contra o comércio de narcóticos e contra os “cidadãos acima de qualquer suspeita”, os
mercadores da morte que compram poder político com suas “respeitáveis” fortunas.

Rodrigo Lara Bonilla ousou dizer “basta!” Em um ambiente no qual os czares da droga eram capazes de comprar
pessoas e cargos políticos à vontade, no qual antigos presidentes e ganhadores de prêmio Nobel entoavam loas aos
narcodólares e à legalização das drogas, Lara Bonilla prometeu: “Não vou parar minha guerra contra as drogas... há
riscos que se deve correr na vida...”

Desde a trágica morte de Lara Bonilla, infelizmente, a máfia das drogas deslanchou, e virtualmente ganhou, a guerra
por poder político dentro da Colômbia. Incontáveis cidadãos colombianos tem sido mortos e violentados em tiroteios,
explosões e outras ações terroristas, pelos gangsters das drogas, planejando trazer as autoridades civis à seus joelhos.
Dúzias de líderes oficiais tem sido assassinados pela máfia das drogas, inclusive o antigo Procurador-Geral Carlos
Mauro Hoyos e onze ministros da Suprema Corte da nação, os quais encontraram suas mortes durante a invasão, em
1985, do Ministério da Justiça da Colômbia pelos guerrilheiros do M-19. Talvez o mais corajoso tenha sido o candidato
presidencial de 1989, Luis Carlos Galán, dedicando-se ele próprio a vencer a guerra contra os reis das drogas, antes de
seu assassinato durante a campanha eleitoral.

Rodrigo Lara Bonilla morreu em vão? Serão, as milhares de mortes de pessoas que lutam contra as drogas na Colômbia
em vão? A resposta à esta questão será determinada em grande parte por você, leitor, e milhões de outros americanos,
juntando-se a nós para esmagarmos os líderes da Narcotráfico S. A. – Os “cidadãos acima de qualquer suspeita”.




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PREFÁCIO: YURI ANDROPOV
  COLOCA A KGB SOVIÉTICA NOS
NEGÓCIOS DE NARCO-TERRORISMO.
O tráfico internacional de drogas entrou para os livros de história com o surgimento dos místicos Sufi, os sírios
Hashishins do sheik al-Jabal, (Syrian Hasshishins of shaykh al-Jabal – ordem secreta dos Assassinos), nos tempos da
aliança entre a Ordem dos Assassinos e a Ordem dos Templários. Ela se espalhou através do litoral asiático com os
árabes mercadores de escravos. Foi tirado destes pelos mercadores de escravos venezianos da Companhia do Levante
(Levanty Company) (Levante: países do mediterrâneo oriental; nativos destes países ou desta região – N.T.). Quando a
Companhia do Levante mudou-se para a Inglaterra e Países Baixos, assumiu o novo nome de “Companhia das Índias
Orientais” da Inglaterra e dos Paises Baixos. Os diretores desta, patrões de Adam Smith, estabeleceram monopólio
mundial do tráfico de ópio durante o século XVIII, passando então a Grã-Bretanha, a dirigir o tráfico internacional de
ópio, até que, Yuri Andropov, da KGB soviética, entrasse para esse tráfico, iniciando então, no intervalo de 1967 –
1969 o narco-terrorismo internacional dos dias de hoje contra o ocidente.

Desta forma, hoje, as principais famílias financistas da Nova Inglaterra e de Nova York, abriram caminho à transição do
controle do tráfico internacional de drogas da Grã-Bretanha para a União Soviética. O Sindicato Perkins de Salem
(Perkins Syndicate of Salem), Massachussets, era o parceiro americano do tráfico de drogas da Companhia das Índias
Orientais Britânica durante o final do século XVIII e no século XIX: estabelecendo as fortunas dos traficantes de drogas
as quais são o fundamento da riqueza do assim chamado “Establishment Liberal da Costa Leste (Eastern Liberal
Establishment) (diga-se Wall Street – N.T.), o Conselho de Relações Exteriores ( Council of Foreing Relations) de
Nova York, de hoje. Essencialmente, essas mesmas famílias do Reino Unido e dos Estados Unidos, exemplificadas pelo
círculo de McGeorge Bundy, são os principais cúmplices da ditadura soviética, tanto em suas conexões com os bancos
lavadores de dinheiro das drogas, quanto em seu esforço para que os Estados Unidos curvem-se às exigências
estratégicas soviéticas atuais. Conseqüentemente, não é por acidente, que David Rockefeller, fundador da pró-soviética
Comissão Trilateral, entrasse em parceria com o falecido traficante de drogas Meyer Lansky, para converter a Mary
Carter Paint Company na confusa conexão Resorts Internacional e Intertel, ligadas à máfia. Tanto no Reino Unido
quanto nos Estados Unidos, as “famílias” que construíram suas fortunas baseadas no tráfico de ópio no século XIX,
estão no centro de uma organização conhecida pelos Insiders (aqueles da elite que agem por dentro – N.T.) como o
“Trust”, o canal principal da influência política da KGB soviética nos círculos políticos da Europa Ocidental e das
Américas. Não é por acaso que o Procurador Federal de Boston Willian Weld, ligado aos interesses da White Weld,
intercedesse para encobrir a organização de lavagem de dinheiro, criada pelo Chefe de Pessoal da Casa Branca (White
House Chef of Staff) Donald T. Regan, pela Merrill Lynch, Crédit Suisse e White Weld, antes que Regan se tornsse
Secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Não é por acaso, que Donald Regan se tornasse o principal aliado do
Secretário de Estado George Shultz, e do camarada deste, Henry Kissinger, no suporte de operações estrategicamente
decisivas para Moscou, e contrárias aos mais vitais interesses estratégicos dos Estados Unidos.

A primeira edição de Narcotráfico S.A. apontou quatro dos principais aspectos do tráfico internacional de drogas:

(1) A criação do moderno tráfico de drogas internacional do governo britânico.

(2) Provas reunidas pelo antigo Escritório Federal de Narcóticos americano (U. S. Federal Burean of Narcotics- FBN) e
a Agência Central de Inteligência (CIA – N.T.) sobre o Tráfico Internacional de Drogas.

(3) O papel da operação especial, cognominada “MK-Ultra”, em expandir o maciço mercado de drogas dentro dos
Estados Unidos.

(4) O papel crucial das instituições financeiras “off-shore” (fora do continente – N.T.) da comunidade britânica, como o
Hong Shang Bank (HSBC – Hong Kong And Shangai Banking Corporation – N.T.), na lavagem do que, no ano de
1978, representou uma receita anual de US$ 200 bilhões proveniente do tráfico de drogas.

Esta nova edição (1992), trás um quadro atualizado, enfatizando o papel dominante da soviética KGB em tomar o
tráfico dos britânicos, e em assegurar papel dominante no tráfico internacional de drogas e nas operações narco-
terroristas do início dos anos 1970 e 1980.

Os americanos, e outros, estão cada vez mais temerosos com o terrorismo internacional. Poucos, infelizmente,
compreendem que o terrorismo está tão firmemente integrado ao o tráfico internacional de drogas, que não podem ser
separados um do outro. Se destruirmos o tráfico de narcóticos, a base logística essencial do terrorismo será destruída.




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Contudo, destruir as plantações e derrubar os aviões com carregamento de drogas não é o bastante. A menos que as
centenas de bilhões de dólares dos traficantes de drogas sejam confiscadas, e os banqueiros e financistas envolvidos
sejam enviados à prisão, os Estados Unidos e a Europa Ocidental estarão desamparados contra terrorismo. Enquanto
tais criadores do sistema de lavagem de dinheiro, como Donald T. Regan, tenham liberdade de exercer influência sobre
as políticas de nosso próprio governo, e aliados à ele, não haverá “Guerra Contra as Drogas” séria, nem tão pouco
qualquer ação séria contra o terrorismo internacional.

As páginas seguintes lhes mostrarão os fatos.

                                                               Lyndon H. LaRouche Jr.
                                                               Leesburg, Virgínia
                                                               10 de abril de 1986




                                                                                                                       13
INTRODUÇÃO
O TRÁFICO DE DROGAS HOJE




                           14
1
O livro que enraiveceu Henry Kissinger
Há treze anos atrás, foi lançada a primeira edição de Narcotráfico S. A. . Autorizada pelo estadista americano anti-
drogas Lyndon H. La Rouche Jr., foi o primeiro livro a revelar que o cartel de drogas ilegais tornara-se o maior
negócio do mundo; o primeiro a apontar as causas da guerra que a “Narcotráfico S. A.” mantinha contra todas as
nações do mundo; e o primeiro a revelar os nomes das figuras “intocáveis” que a protegiam , incluindo os monarcas
europeus, os quais, a nossa mídia de Hollywood os vendia ao público como verdadeiros deuses. O livro, desde então
foi traduzido para vários idiomas, e com várias edições, permanece único.

Sua eficácia é atestada, acima de tudo, pelo fato de que chefões do braço americano do cartel de drogas - liderados por
Henry A. Kissinger e a Liga Anti-Difamação de B’nai B’rith (Anti-Defamation League of B’nai B’rith ) –iniciaram há
anos esforços para silenciar os autores, começando por La Rouche, o qual, foi levado direto para a prisão Federal no ano
de 1988, por acusações forjadas de “conspiração”, e agora luta nos tribunais para derrubar esta justiça travestida.

Lyndon La Rouche foi preso nos dias em que George Bush assumia a presidência dos Estados Unidos, em janeiro de
1989, e Bush o manteve preso, por razões que incluíam medo dele e de seus partidários, acerca da informação contida
neste livro.

O Secretário de Estado Henry A. Kissinger correu o risco de sofrer processo criminal federal como resultado de sua
persistente interferência nas atribuições do departamento de Justiça dos Estados Unidos, no FBI, e na Casa Branca com
vistas a atiçar a campanha do governo para silenciar La Rouche.

A histeria do Lobby dos narcóticos contra a campanha de La Rouche para colocá-lo fora destes assuntos não foi restrita
aos Estados Unidos. Na Venezuela, a edição de língua Espanhola, Narcotráfico S. A., tem sido censurada desde 1985,
porque os banqueiros locais ligados a Kinssinger e a Rockefeller estão aterrorizados pelo fato de que leves referências,
expostas na segunda edição, relativas as sujas empresas mantidas por eles, possam levar à exposição pública de crimes
muito maiores. Recentemente, alguns dos agentes da Narcotráfico S. A., da Venezuela, foram publicamente ligados a
duas grandes explosões terroristas (uma em Washington, D. C.) e pelo menos a uma apreensão de cocaína em Miami.
Como resultado, grupos de parlamentares por toda a Ibero-América pedem publicamente o levantamento da censura
deste livro.

Foi em 1977 que Lyndon La Rouche compreendeu que os americanos precisam ser mobilizados contra a praga das
drogas ilegais que se espalhava durante a administração Carter. A campanha juntou uma larga coalisão de cidadãos
envolvidos, nos Estados Unidos e outros países. Na primavera de 1978, as informações da coalisão sobre os maiorais
por trás do cartel dos narcóticos cresceram a ponto de LaRouche autorizar um grupo investigador do Partido Trabalhista
americano a esboçar um amplo perfil do comércio internacional de drogas. LaRouche avisou que, a menos que os
Estados Unidos participassem da guerra não declarada que a Narcotráfico S.A. movia contra si, a nação seria destruída
em uma geração.
Não poderia haver “segurança nacional” sem o compromisso de destruir a Narcotráfico S.A , argumentava ele.

Ao invés disso, três sucessivas administrações estiveram em paz com o cartel das drogas e, como resultado, a América
nada em drogas que viciam. E a economia americana se afoga em narcodólares.

A administração Carter-Mondale (1977-1981) abraçou abertamente a agenda do lobby das drogas para a sua
legalização. O assessor para narcóticos da Casa Branca, Dr. Peter Bourne, não somente apoiava a “descriminalização”
da maconha, como proclamava desde 1978 que a cocaína não era narcótico. O Vice-presidente Walter Mondale devia
muito de sua carreira política aos camaradas do crime organizado de Minnesota, de Meyer Lansky.

O Partido Trabalhista americano, braço eleitoral nos anos 70 do movimento político de LaRouche, publicou a primeira
edição de Narcotráfico S.A , e conduziu uma campanha nacional para derrotar o esforço da Casa Branca de Carter para
legalizar a maconha estado por estado. Da campanha emergiu a Coalisão Nacional Anti-Drogas, que ajudou a moldar o
clima político que levou à derrota do grupo Carter-Mondale nas eleições americanas de 1980. Nestas, LaRouche
desafiou Carter para a indicação presidencial dentro do Partido Democrata, e começou a construir a ala do sistema
americano anti-drogas do Partido.

Tanto o presidente Ronald Reagan quanto o Vice-presidente George Bush, refletindo a rejeição popular às políticas
permissivas sobre drogas de seus antecessores, usavam slogans anti-drogas. Mas enquanto seus lábios pronunciavam
“guerra às drogas” e à ameaça do “narcoterroriso”, por trás dos bastidores, funcionários da Casa Branca e da CIA, como




                                                                                                                           15
o assessor do Conselho de Segurança Nacional, Oliver North, espalhavam drogas para às escondidas financiarem suas
missões secretas favoritas.

                            ATAQUE AO APARATO DE LAVAGEM DE DINHEIRO

E ninguém na Casa Branca ou no Congresso ousou apontar a mensagem mais essencial do livro Narcotráfico S.A :
Acabem com a lavagem do dinheiro das drogas, feita pelos grandes bancos anglo-americanos, e o cartel das drogas se
sufocará em seus próprios lucros!

Quando George Bush sucedeu Ronald Reagan na Presidência, tudo se tornou pior do que sob Jimmy Carter. Não
somente Bush conservou o inimigo mais temido pelo cartel das drogas, Lyndon LaRouche, na prisão, mas, como dois
novos capítulos da terceira edição detalharão, a Narcotráfico S.A se duplicava a cada cinco anos e a maconha
substituira os alimentos como a colheita americana número um em rendimento. George Bush falava em acabar com o
comércio das drogas, e secretamente entregava o governo da Colômbia ao cartel da cocaína e se juntava ao regime
narcoterrorista do sírio Hafez al-Assad em um abraço obsceno.

Na primeira edição de Narcotráfico S.A , Lyndon LaRouche também avisara que o Fundo Monetário Internacional e o
Banco Mundial estavam autorizados a impor narco-economias a muitas nações em desenvolvimento, como parte de
uma política consciente de genocídio em escala muito pior que a de Adolf Hitler. LaRouche identificou o FMI e o
Banco Mundial como sinônomos de Narcotráfico S.A . Estas palavras foram confirmadas com o tempo.

                                         A ADL E KISSINGER REAGEM

Antes mesmo que as primeiras cópias da primeira edição de Narcotráfico S.A --- A GERRA DO ÓPIO BRITÂNICA
CONTRA OS ESTADOS UNIDOS ---saísse das máquinas em dezembro de 1978, os líderes dos negócios dos
narcóticos se ocupavam tentando parar LaRouche. A partir do verão de 1978, a Liga Anti-Difamação (ADL), conhecida
pelos bem informados como o “Lobby Americano da Droga”, lançou uma campanha multililionária para rotular
LaRouche e seus associados políticos como “anti-semitas” por ousarem expor o envolvimento de gangsters, como
Meyer Lansky, e líderes do lobby sionista, como Edgard Bronfman e Max Fisher, com o negócio das drogas. O fato de
que LaRouche também identificou os poderosos banqueiros da coroa britânica como sócios do comércio das drogas,
junto com o sindicato judeu do crime, marcou-o como um dos mais perigosos homens vivos, aos olhos da Narcotráfico
S.A. .

O ataque “anti-semita” da ADL contra LaRouche era puro terrorismo da Grande Mentira, conforme a tradição do
membro da propaganda nazista Joseph Goebbels. Qualquer um que se preocupasse em estudar o assunto sabia que a
carreira política de LaRouche fora construída sobre suas descobertas em economia física, e que em 1978 ele já
escrevera centenas de artigos e vários livros expondo as políticas econômicas de austeridade fascista por trás do
holocausto nazista, que mataram milhões de judeus e outras vítimas. A difamação bizarra da ADL incitou os
investigadores da EIR (Executive Intelligence Review) a estudarem a história da suposta organização dos “direitos civis
judeus”.

Surgiu assim a prova de um legado de setenta anos de intimidade da ADL com os gangsters judeus, de Meyer Lansky e
seu pupilo Arnold Rothstein, patrocinador da “Nossa Gente”, às figuras mais contemporâneas da Narcotráfico S.A.
como Max Fisher, Edgar Bronfman, Edmond Safra, Meshulan Riklis, e o próprio chefe nacional da ADL, Kenneth
Bialkin, advogado de Robert Vesco da “conexão americana”do Cartel de Medellín. Também descobrimos que muito do
apoio financeiro à ADL vinha das principais famílias do establishment anglo-americano, cujas fortunas começaram com
os bancos e companhias comerciais britânicos, donos dos navios clippers transportadores de ópio da china no século
passado.

Devido à herança do crime organizado da ADL, também não foi surpresa que uma das primeiras e piores difamações a
mando desta contra LaRouche fosse publicada na revista HIGH TIMES (Na Hora), o órgão não oficial do lobby das
drogas. O artigo de Chip Barlet era intitulado “Guerra às Drogas : a estranha história de Lyndon LaRouche: o cérebro
sinistro da Coalisão Nacional Anti-Drogas-eles querem tirar suas drodas!”.

Até hoje, a ADL tem poder sobre a corrupção da política e do sistema judiciário americanos, comprada e paga com os
lucros do comércio internacional de drogas. Lyndon LaRouche foi levado à prisão por uma orquestração do dinheiro
das drogas, apoiada por funcionários governamentais e agências privadas por ordem da Narcotráfico S.A. .

No verão de 1982, a ADL foi apoiada em seus esforços no grupo “Peguem LaRouche” por Henry A. Kissinger, antigo
Secretário de Estado e aquinhoado com o prêmio de “Homem do Ano da ADL”. Kissinger lançou a vendeta para
conseguir do governo federal que acabasse com o movimento de LaRouche.




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O caso do seguidor de LaRouche, Lewis Du Pont Smith, ilustra o desespero dos esforços de Kissinger e da Força Tarefa
“Peguem LaRouche” para suspender a organização, pelo movimento de LaRouche, de uma guerra nacional às drogas.
Herdeiro da fortuna da família industrial du Pont, Smith contribuiu com 212.000 dólares para aquele movimento em
1985, a maior parte para a publicação da segunda edição deste livro. Em alguns meses, os pais de Smith- aconselhados
por ninguém menos que Kissinger- conseguiram um julgamento no condado Chester, na Corte de Apelações da
Pensilvânia, tirando seu filho do controle de sua herança, e suspendendo seus direitos humanos básicos- como o de
assinar contratos e se casar, sob a acusação de que Smith era “mentalmente incompetente”. Smith é o primeiro caso na
história americana em que um indivíduo foi declarado incompetente pelo tribunal com base em sua filiação política.

                             KISSINGER: AGENTE DA INFLUÊNCIA BRITÂNICA

Embora Kissinger seja historicamente íntimo aliado das mais fanáticas facções em Israel e no establishment sionista dos
Estados Unidos, sua aliança primeira, em toda a sua carreira política, tem sido com a coroa britânica e seus tentáculos
financeiros e de inteligência.

Em 10 de maio de 1982, discursando em uma celebração no Real Instituto para Assuntos Internacionais ( Royal
Institute of International Affairs-RIIA), na Chatham House de Londres, Kissinger gabou-se de que, em sua carreira nas
administrações Nixon e Ford, ele tinha sido mais íntimo do Ministro do Exterior britânico do que de seus colegas
americanos, e que tinha recebido todas as suas principais linhas políticas de Londres. Kissinger fundou a “firma de
consultoria” internacional Kissinger Assossiates em sociedade com o britânico Lord Peter Carrington, logo após aquele
discurso na Chathan House.

Esta é sucessora da antiga Companhia Britânica das Índias Ocidentais, e serve como think-thank (ninho de idéias-N.E.)
e braço de inteligência estrangeira da coroa britânica. As raízes da Chathan House estão fincadas na política da guerra
do ópio britânica do século XIX.

Kissinger não é estranho ao mundo do tráfico internacional de drogas. A edição de 1978 de Narcotráfico S.A. publicou
que Kissinger teve um papel principal ao encobrir o envolvimento da República Popular da China no comércio de
Heroína do Triângulo Dourado do sudeste asiático, no começo dos anos 70, quando ele voava entre Washington e
Pequin armando a política de “carta chinesa”. Dezenas de milhares de veteranos americanos, que se viciaram em drogas
no sudeste asiático durante a guerra do Vietnã, devem encarar Kissinger como ao menos parcialmente responsável por
seu vício. Mais tarde, durante os anos 80, pela Kissinger Assossiates, Henry Kissinger tornou-se sócio comercial de
alguns dos mesmos senhores chineses do ópio a quem protegera das sanções americanas por mais de uma década.

Kissinger enfureceu-se quando LaRouche e seus associados espalharam largamente o texto oficial de seu discurso na
Chathan House para documentar que Kissinger é um leal servidor da coroa britânica. Ele opôs-se a LaRouche na
política da administração Reagan. Em 1982, uma grande batalha explodiu dentro da administração a respeito da
emergente crise da dívida ibero-americana, da qual LaRouche estivera avisando os altos funcionários da Casa Branca
por meses. A confrontação evoluiu entre LaRouche e Kissinger sobre se Washington negociaria uma solução eqüitativa
da crise da dívida, em bases governamentais, ou se apoiariam as políticas do FMI visando maior pilhagem dos vizinhos
do nosso hemisfério.

Um conjunto de cartas pessoais de Kissinger ao então diretor do FBI, William Webster, durante o verão e o outono de
1982, documenta o papel de Kissinger.

                           FORMADA A FORÇA-TAREFA “PEGUEM LAROUCHE”

Em 19 de agosto de 1982, Henry Kissinger escreveu a então infame carta “Prezado Bill”a Webster, exigindo ação
contra o movimento de LaRouche: “Porque estas pessoas se tornaram crescentemente detestáveis, tomei a liberdade de
pedir a meu advogado, Bill Rogers, para procurar você e pedir seu conselho, especialmente com respeito à segurança.
Foi bom ver você no Bosque (Boemian Grove-Bosque Boêmio, onde convidados masculinos se vestiam de mulher e ali
brincavam ruidosamente N.E.) ... calorosas saudações”.

Os esforços pessoais de Kissinger, ajudado pela chamada Divisão de Direitos Civis da ADL, foram aumentados em
janeiro de 1983, a pedido de Kissinger, pela intervenção de vários membros da chefia do Conselho de Inteligência
Estrangeira (PFIAB) do Presidente Ronald Reagan, conduzidos por Edward Bennett Williams, David Abshire e Leo
Cherne. Estas exigiram que o FBI iniciasse uma investigação internacional sobre Lyndon LaRouche, clamando que a
publicação por LaRouche da afirmação de Kissinger da venda dos Estados Unidos aos interesses britânicos, soviéticos e
da Narcotráfico S.A. era de certa forma “subversiva”.

Os documentos governamentais catalogam o papel dos camaradas de Kissinger no PFIAB. Um memorando de Webster
a seu principal representante Oliver Revell, datado de 12 de janeiro de 1983, dizia em parte: Na reunião do PFIAB hoje,
(nome censurado) levantou a questão das atividades do Partido Trabalhista americano e de Lyndon laRouche. Notou




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que ele e uma quantidade de outros americanos de vida pública tinham sido sujeitos a repetidos embaraços por
LaRouche, e imaginava se o FBI tinha base para investigar estas atividades SOB CONTROLE OU DE OUTRA
FORMA. Um grupo de membros presentes, incluindo Edward Bennett Williams, levantou a questão das fontes para
estas atividades do Partido Trabalhista americano. Em vistas das grandes quantias obviamente gastas no mundo,
levantou-se a questão se o Partido Trabalhista americano poderia estar recebendo fundos de agências de inteligência
hostis (grifado).”

O pedido do PFIAB levou, no começo de 1983, à abertura de uma investigação formal do FBI sobre Lyndon LaRouche
e seus associados. Aquele pedido forneceu a cobertura legal para uma ofensiva total a fim de tirar LaRouche e seus
associados de circulação e leva-los à prisão. O “controle” sob o qual a campanha inconstitucional “Peguem LaRouche”
foi conduzida estava contido em um documento da Casa Branca pouco conhecido, a ordem executiva 12333, assinada
pelo Presidente Reagan em dezembro de 1981. Esta dava ao FBI e às agências de inteligência americanas um amplo
mandato para espionar e conduzir ações secretas contra cidadãos americanos julgados opositores da administração em
vigor. A mesma ordem também permitia às agências usarem cidadãos particulares como seus agentes ao realizarem as
ações. Aqui, a ADL tornou-se componente integral da Força-Tarefa governamental “Peguem LaRouche”.

A ADL e Kissinger encontraram seus mais dispostos colaboradores, dentro da administração Reagan-Bush, entre os
fantasmas e os funcionários da Casa Branca envolvidos no ilegal e secreto programa Irã-Contras. Mais uma vez, as
pegadas da Narcotráfico S.A. estavam em toda parte.

                         LAROUCHE CONTESTA A POLÍTICA PARA OS CONTRAS

Nos primeiros anos da administração Reagan, LaRouche colaborara com vários altos funcionários ao desenvolvimento
da Iniciativa de Defesa Estratégica (“Guerra nas Estrelas”) e outras políticas de segurança nacional.

Durante o período 1982-83, LaRouche e seus colegas tinham sido sem alarde contactados e chamados a também
cooperarem com os esforços da administração para apoiar a gerrilha dos contras que lutava para derrubar o regime
sandinista na Nicarágua. LaRouche avisou a administração Reagan que os contras eram um grupo inteiramente nas
mãos das organizações internacionais de tráfico de drogas e armas, e que todo o programa anti-sandinista---e os
esforços anti-drogas da administração Reagan, amplamente alardeados, com ele--- estava fadado ao desastre se a
administração continuasse com seu programa de apoio aos Contras. Como plano alternativo de ação, LaRouche
propunha que a administração focalizasse seus esforços na América Central em uma guerra total às drogas que exporia,
entre outras coisas, o envolvimento soviético, cubano e sandinista nesse comércio.

Por esta época, sob pressão de Wall Street e do lobby sionista, Henry Kissinger tinha sido nomeado chefe da comissão
“Fita Azul” da administração Reagan para a política da América Central. Um ex-empregado da ADL, Carl Ghershman,
foi nomeado chefe da Doações Nacionais para a Democracia (NED), uma agência de recolhimento de fundos para
operações secretas, sediada na Agência de Informação Americana do Departamento de Estado, que estava no centro do
apoio secreto aos Contras.

Para Kissinger e a NED, dirigida pela ADL, negociar com traficantes de cocaína não era problema. Mas a exposição
pública, por LaRouche, da colocação dos principais traficantes de drogas na folha de pagamentos do governo era
problema.

Um memorando de maio de 1986, do agente Richard Secord, do programa Irã-Contras da Casa Branca, ao membro do
Conselho de Segurança Nacional Oliver North confirma que o sistema de apoio aos Contras--- que o Senador David
Boren (democrata de Oklahoma) apelidou de “governo secreto paralelo”--- estava coletando informação contra
LaRouche.

Na primavera de 1986, em seguida as dramáticas vitórias eleitorais, nas primárias do Partido Democrata em Illinois, de
dois candidatos laruchistas a Vice-governador e Secretário de Estado, as forças “Peguem LaRouche” dentro do governo
ganharam velocidade, especialmente dentro do profundamente corrompido Departamento de Justiça e do FBI.

Dois dos mais zelosos ativistas no Departamento de Justiça eram William Weld e Arnold Burns. Weld era o Procurador
Federal em Boston, e deu o golpe pioneiro contra LaRouche. Tornou-se chefe da Divisão Criminal do Departamento de
Justiça em setembro de 1986, o número dois na hierarquia. Agora Governador de Massachussets, Weld é o rebento de
uma família proeminente de sangue azul que fez sua fortuna no comércio de ópio da China.

Arnold Burns, representante do Procurador Geral, era diretor do Banco Sterling National da ADL, um grupo fundado
pelos camaradas da máfia de Meyer Lansky, e implicado nos negócios de dinheiro quente nos Estados Unidos, Itália e
Israel. O próprio Burns quase fora acusado em um esquema de lavagem de dinheiro conduzido pelo serviço secreto
israelense, o Mossad. Mais tarde se saberia que os sócios de Burns no esquema eram parte da gangue de espionagem
israelense-soviética de Jonathan Jay Pollard.




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Em outubro de 1986, um exército de mais de 400 policiais federais e estaduais, acompanhados por helicópteros, aviões
e um caminhão blindado de transporte de tropas, invadiu os escritórios de várias publicações associadas a LaRouche em
Leesburg, na Virgínia. Esta foi a maior ação paramilitar doméstica feita pelo governo federal desde os distúrbios
estudantis e urbanos de fins dos anos 60 e começo dos 70. O propósito era simplesmente executar dois mandatos de
busca e fazer quatro prisões de pessoas sem ficha criminal!

Nos anos seguintes, LaRouche e dúzias de associados foram presos e julgados. Uma acusação a LaRouche e uma dúzia
de co-réus em uma corte federal de Boston terminou em um “julgamento incorreto” em 4 de maio de 1988. O júri de
Boston ouviu 92 dias de depoimentos de testemunhas governamentais. O réu nunca pode apresentar sua versão.
Entretanto, os jurados, de acordo com notícias da imprensa, estavam com tanta raiva do comportamento do governo
que, ao se reunirem após dissolvido o júri pelo juiz, votaram que LaRouche e os outros eram “não culpados” em todas
as 125 acusações. Um jurado disse ao Boston Herald, em 5 de maio de 1988, que ele e seus colegas estavam
convencidos que o governo havia cometido crimes contra LaRouche. Este, disse a imprensa que lhe haviam negado o
veredito de inocente.

Seis meses mais tarde, o Departamento de Justiça novamente acusou LaRouche em uma corte federal distrital de
Alexandria, em Virginia, com acusações quase idênticas. O juiz e o júri foram manipulados. O primeiro jurado, o
funcionário do Departamento de Agricultura chamado Buster Horton, tinha sido membro de uma força-tarefa
governamental secreta que incluía Oliver North. O juiz, Albert V. Bryan Jr. , tinha sido sócio comercial do comerciante
secreto de armas Sam Cummings. Neste julgamento federal e nos estaduais subseqüentes em Virginia, altos empregados
da ADL trabalharam como membros de fato do grupo governamental de acusação. Em um incidente significativo, a
ADL foi apanhada tentando subornar um juiz da Commonwealth da Virginia com promessa de um posto na suprema
corte estadual, em recompensa pela condenação dos réus e LaRouche.

Em 27 de janeiro de 1989, alguns dias após George Bush tomar posse como Presidente, LaRouche teve negada sua
apelação pendente por fiança e foi jogado em uma prisão federal, com seis colegas. LaRouche foi sentenciado a 15 anos
de prisão--- sentença perpétua para um homem já com 60 e tantos anos. Bush pôs sua aprovação à prisão ao recusar
liberar milhares de páginas de provas de inocência sob controle da Casa Branca. De todos os seus adversários políticos
e críticos, Lyndon LaRouche era aquele a quem George Bush desesperadamente queria fora do caminho.

Mas a prisão de LaRouche e alguns de seus colegas mais próximos não era suficiente para satisfazer a Narcotráfico
S.A.. Duas das publicações ligadas a LaRouche, New Solidarity (Nova Solidariedade), um jornal quinzenal com mais
de 100.000 assinantes, e Fusion (Fusão), uma revista de ciência com mais de 114.000 assinantes, foram invadidas pelo
governo em 21 de abril de 1987 e fechadas, em uma ação que côrtes federais depois declararam ter sido ilegal. Martin
V. B. Bostetter, juiz federal de falências, escreveu em sua decisão de 25 de outubro de 1989, sustentada em apelação,
que a ação governamental tinha sido de “má-fé” e que o governo tinha cometido uma “fraude à côrte”.

                         OS BARÕES DAS DROGAS NÃO PODEM SER PATRIOTAS

Quando Lyndon LaRouche primeiro avisou altos funcionários da admnistração Reagan sobre as ligações dos Contras
nicaragüenses com o cartel das drogas, não era ainda publicamente sabido que o governo americano vendia drogas aos
seus jovens cidadãos americanos para financiar a guerra secreta daqueles Contras (mesmo que à época alguns bem
intencionados funcionários governamentais pensassem que eles verdadeiramente combatessem as drogas). Dias após a
invasão em Leesburg, os primeiros detalhes do escândalo Irã-Contras apareceram, em seguida à queda de um avião
americano de abastecimento em território nicaragüense e a prisão de Eugene Hasenfus, membro da tripulação. Nos
meses seguintes, mais e mais peças da corrupção secreta do governo apareceram.

O caso do Tenente-Coronel Oliver North é bom exemplo desta corrupção, especialmente porque a mídia se empenhou
muito em construir a imagem do super-espião da Marinha e da Casa Branca como modelo de patriota americano.

Provas tornadas públicas nas audiências sobre Irã-Contras no Congresso, por casos nas cortes federal e estaduais e
acusações penais internacionais, revelam que Oliver North estava no meio de uma enorme operação internacional de
tráfico de armas por drogas, dirigida de seu escritório do Conselho de Segurança Nacional no antigo edifício de
escritórios ao lado da Casa Branca.

O Coronel North era o principal funcionário do programa de suprimento aos Contras. Mas era o Vice-presidente George
Bush, antigo diretor da CIA, que estava formalmente encarregado de todo o programa de ações secretas para a América
Central, na administração Reagan. Pela Direção da Diretiva de Segurança Nacional 3 (NSDD 3) assinada por Ronald
Reagan em maio de 1982, Bush foi colocado dirigindo dois comitês secretos pouco conhecidos da Casa Branca: o
Grupo de Situações Especiais (SSG) e o Grupo de Pré-Planejamento de Crises (CPPG). Oliver North era o secretário
deste e dirigia o show fantasma da América Central--- sob George Bush.




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A agenda pessoal de North, que catalogava a maioria de suas reuniões, telefonemas e observações nos dias da Casa
Branca, provam que ele bem sabia que os Contras estavam sendo fortemente financiados pelos traficantes de cocaína
baseados em Miami. Por exemplo, a anotação à mão de 26 de março de 1985 na agenda de North diz; “Rafael Quintero-
-- agente de Secord deve estar no litoral quando chegarem--- como ligação w/APLICANO...Quintero...”Vários dias
depois, em 3 de abril, uma nota subseqüente diz: “0600--- RAFAEL QUINTERO--- (preso)---conhecido traficante de
narcóticos--- Enrique Camarena...”

Este foi o agente da Administração Policial contra Drogas (DEA) em Guadalajara, no México, seqüestrado e torturado
até a morte em fevereiro de 1985. Em 1990, Juan Ramón Matta Ballesteros, um hondurenho que ajudou a estabelecer
rotas de cocaína pelo México, foi condenado com vários outros homens na corte federal de Los Angeles por
conspiração para seqüestrar e matar Camarena. Ao tempo desse caso, Matta Ballesteros era o proprietário de uma
empresa de aviação charter hondurenha, SETCO Air, que recebeu mais de meio milhão de dólares do Departamento de
Estado americano para levar “ajuda humanitária” aos Contras do programa de Oliver North na Casa Branca. Outros
fundos, tirados diretamente das contas secretas de North-Secord na Suíça, foram também passados a SETCO Air.

Pior ainda, de acordo com um relatório publicado no Washington Post em 5 de julho de 1990, um rancho perto de
Veracruz, no México, de propriedade de Rafael Caro Quintero, o mentor da tortura e morte de Camarena e cabeça da
máfia mexicana das drogas, era usado pela CIA para treinar as guerrilhas centro-americanas, como ainda outro aspecto
de North na Casa Branca. De acordo com o informante da DEA, Laurence Victor Harrison, a CIA usava a Diretoria de
Segurança Federal mexicana (DFS) como cobertura no caso de surgirem questões quanto a quem dirigia o treinamento.
Representantes da DFS, que estavam à frente do campo de treino, estavam na verdade agindo em conluio com os
grandes senhores das drogas para assegurar o fluxo de narcóticos pelo México para os Estados Unidos.

Outra anotação na agenda de North em 9 de agosto de 1985, remove qualquer dúvida quanto a Oliver North saber tudo
da conexão Contras-cocaína: “O DC-6 hondurenho usado para saídas de Nova Orleans provavelmente é usado para
entrada de drogas nos Estados Unidos”. O avião hondurenho em questão era o de Matta Ballesteros.

North e companhia estavam bem a par da conexão da cocaína a mais tempo, de acordo com outros relatórios
governamentais. Em 26 de setembro de 1984, o Departamento de Polícia de Miami forneceu ao agente especial do FBI,
George Kiszynski, um relatório de investigação, identificando uma rede de traficantes de cocaína de Miami que estava
carreando dinheiro para os cofres dos Contras. Dias após esta entrega, de acordo com depoimento no Congresso, fora
ele passado para Oliver Revell, personagem importante na força-tarefa “Peguem LaRouche” e ligação North-FBI para o
programa da América Central da Casa Branca.

Esse documento dizia em termos claros; “Frank Castro é um associado íntimo de um indivíduo chamado Francisco
Chanes...Este é um traficante de narcóticos...Chanes dá apoio financeiro a grupos anti-castristas e às guerrilhas dos
contras nicaragüenses; o dinheiro vem das transações com narcóticos...Frank Castro contatou Mr. Coutin para dar à
Legião Cubana apoio financeiro para lutar contra o governo marxista-sandinista da Nicarágua...e apoio financeiro vem
das drogas.”

                          LIGAÇÕES DA CASA BRANCA COM OS TERRORISTAS

O conluio de North com os traficantes de drogas não se limitava à América Central. Na primavera de 1986, de acordo
com a investigação do Congresso sobre o caso Irã-Contras, North, o então Conselheiro de Segurança Nacional, Robert
McFarlane e outros funcionários da administração abriram um chamado “segundo canal” para negociar secretamente a
troca de armas por reféns com os terroristas, baseados no Líbano, que tinham reféns americanos. Este “segundo canal”
era um sírio chamado Mansur al-Kassar, um contrabandista internacional de heroína, hashishe e cocaína muito
conhecido, também implicado em uma série de ataques terroristas e seqüestros no Oriente Médio, inclusive a infame
invasão do navio Achille Lauro, no qual o americano Leon Klinghoffer foi morto. Al-Kassar forneceu armas à Frente de
Libertação da Palestina (FLP), grupo responsável pelo ataque do Achille Lauro, e durante anos dirigiu uma gangue
mercenária de seqüestros no Líbano com Abul Abbas, chefe da FLP. Al-Kassar também vendeu armas soviéticas ao
grupo Setembro Negro de Abu Nidal e ao comando geral de Ahmed Jibril da Frente Popular para Libertação da
Palestina apoiada pela Síria.

Al-Kassr era o sócio no mercado negro do Vice-presidente da Síria, Rifaat al-Assad, irmão do Presidente Hafez al-
Assad. Em 1986, autoridades espanholas obtiveram fotos do encontro de al-Kassar e Rifaat al-Assad em Marbella com
o chefe do cartel de Medellín Pablo Escobar Gaviria. O objetivo do encontro era estabelecer operações para expandir o
tráfico de cocaína para a Europa continental. Al-Kassar durante este período foi identificado nos arquivos da CIA como
agente da KGB soviética e importante contrabandista de armas soviéticas para o Ocidente.

Nada disto dissuadiu North e companhia de trazer al-Kassar para a “empresa” na Casa Branca. Ele nunca conseguiu
libertar qualquer refém, mas conseguiu tornar-se um dos fornecedores de armas soviéticas para os Contras. Em 1986, só




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uma transação carreou 1,5 milhão de dólares em pagamento para al-Kassar da conta de North-Secord no banco suíço
Lake Resources.

Em troca desses favores, as atividades terroristas e com drogas de al-Kassar receberam proteção do Conselho de
Segurança Nacional, que continuou até muito tempo após o escândalo Irã-Contras haver explodido nas mãos de North,
Secord, do diretor da CIA William Casey e outros. De acordo com um relatório, as estreitas ligações de al-Kassar com a
Casa Branca podem ter levado à morte 270 pessoas.

Em 21 de dezembro de 1988, semanas antes da posse de George Bush como Presidente, uma bomba explodiu e
derrubou o vôo 103 da PANAM em Lockerbie, na Escócia, quando 259 passageiros e tripulantes do avião, e 11 pessoas
em terra, morreram.

Ainda não se sabe exatamente como a bomba foi colocada a bordo do avião. A história completa pode nunca vir à tona.
Advogados e investigadores da empresa, tanto quanto o Deputado James Traficant (democrata de Ohio), já sugeriram
que Mansur al-Kassar pode estar envolvido. Aparentemente, contrabandistas de heroína empregados no aeroporto
internacional de Frankfurt, na Alemanha, colocaram a bomba no vôo 103, e os homens de al-Kassar foram protegidos
pelo pessoal da CIA em Frankfurt como parte do acordo de libertação de reféns e outros aspectos da nova
“aproximação sírio-americana”.

De acordo com o colunista Jack Anderson, em abril de 1989, o Presidente Bush conferenciou com a Primeira-ministra
Margaret Thatcher, e os dois ordenaram que as inteligências britânica e americana escondessem o alegado
envolvimento de al-Kassar na explosão de Lockerbie. Se as acusações de Anderson forem verdadeiras, o massacre de
Lockerbie foi completamente encoberto, como foi o papel da Síria no florescente e multibilionário comércio de heroína
e hashishe no Oriente Médio.

Uma razão para o encobrimento foi que o uso das redes de contrabando de drogas do Oriente Médio era braço geral do
despistamento da era Irã-Contras da época Reagn-Bush, como foi o uso de pilotos do cartel de cocaína colombiano e
lavadores de dinheiro para suprir os Contras. De fato, as conexões das drogas colombiana e do Oriente Médio tem um
denominador comum repetido: um componente israelense muito importante.

No próprio mês, abril de 1989, em que o Presidente Bush e a Primeira-ministra Thatcher estavam aparentemente
ordenando o encobrimento da explosão do vôo 103 da PANAM, um relatório da DEA e da Alfândega foi censurado,
pois dizia que o banco Republic National de Nova York (Republic National Bank of New York) estava servindo como
local de lavagem de dinheiro para as organizações de tráfico de narcóticos ibero-americanas e do Oriente Médio. Esse
banco é de Edmond Safra, proeminente banqueiro judeu de descendência libanesa, cujas operações bancárias mundiais
se estendem de Allepo, na Síria, ao Rio de Janeiro, no Brasil, e Manhattan.

De acordo com um memorando de 13 páginas, escrito por agentes da DEA em Berna, na Suíça, e datado de 3 de
janeiro de 1989, Safra e o banco Republic National estavam implicados em uma rede de lavagem de dinheiro das drogas
baseada na Suíça e dirigida pela Shakarchi Trading Company, de Zurich. Os investigadores americanos ligaram
Shakarchi a uma gangue de contrabando de heroína que gozava da proteção da polícia secreta búlgara e da estatal de
exportação-importação Globus (anteriormente chamada Kintex). Um relatório anterior da DEA implicara o diretor da
Kintex na tentativa de assassinato do Papa João Paulo II por Mehmet Ali Agca em maio de 1981. Kintex foi
identificada como o centro da “conexão búlgara” da rede internacional de contrabando de drogas.Forneceremos visão
desta gangue de drogas soviética-búlgara em um capítulo seguinte. Por agora, é suficiente anotar que: A Shakarchi
Trading Company de Zurich, na Suíça, opera com uma casa de câmbio e é usada por algumas das maiores organizações
mundiais de tráfico de drogas para lavar os lucros destas suas atividades...Ela mantém contas no banco Republic
National de Nova York, que apareceu em várias investigações anteriores de lavagem de dinheiro...Enquanto vivia,
Mahmoud Shakarchi manteve estreita relação com Edmond Safra e as instituições bancárias nas quais Safra tinha
interesses, inclusive o banco Republic National. Desde a morte de Mahmoud, Mohammed Shakarchi, negociando pela
empresa , manteve o relacionamento com o banco Republic National.

                                O DINHEIRO DAS DROGAS FINANCIA A ADL

Os investigadores da DEA e da Alfândega, seguindo o fluxo dos lucros da heroína do Líbano pela Turquia e Bulgária
até a firma Shakarchi em Zurich, acharam milhões de dólares depositados na conta número 606347712, na principal
filial de Nova York do banco Republic National. Enquanto isto, agentes da DEA na Colômbia e na costa ocidental
americana estouraram o maior esquema de lavagem de dinheiro da cocaína do cartel de Medellín já descoberto como
parte da Operação Gorro Polar da DEA. Conhecida como “La Mina (A Mina)”, o circuito de lavagem de dinheiro
envolvia uma lista de bancos na Colômbia e Uruguai e uma companhia atacadista de jóias em Los Angeles chamada
Ropex. Milhões de dólares em depósitos da Ropex foram identificados pelo grupo do Gorro Polar na conta número
606347712 do banco Republic National--- a mesma conta da Shakarchi Trading Company!




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Sem surpresa, em 1989, enquanto a história Shakarchi-Safra ganhava as manchetes na Europa e nos Estados Unidos, o
banqueiro Safra fazia uma doação de aparentemente 1 milhão de dólares como sua caridade favorita--- para a Liga Anti-
Difamação (ADL)!

As ligações do banqueiro Safra com a lavagem de dinheiro da Narcotráfico S.A. recuam ao menos até os meados dos
anos 70, quando o banco Republic National levou o negociante de carros argentino David Graiver para dentro dos
santuários de Wall Street. Graiver comprou o American Bank and Trust em 1975 e, em menos de um ano, pilhou o
banco de Nova York em aproximadamente 40 milhões de dólares. Graiver convenientemente “morreu” em desastre de
avião no México, justamente quando os fiscais bancários descobriram que o banco estava vazio, durante uma auditoria.
Houve tal ceticismo a respeito do desaparecimento que durante anos os procuradores estaduais de Nova York
continuaram a listar Graiver como réu no caso de fraude do banco.

Naturalmente, Graiver era um simples “laranja” de uma rede de lavagem de dinheiro do Mossad na Suíça, chamada
Centrade Group, do qual uma das principais figuras, Tibor Rosenbaum, é retratada em profundidade neste livro. O
essencial é que, nos últimos 20 anos, um grande e crescente componente da Narcotráfico S.A. tem sido a ligação do
gangster Meyer Lansky com o Mossad israelense.

Se houvesse qualquer dúvida sobre o papel principal exercido por esses elementos nebulosos dentro do serviço de
inteligência israelense, em sociedade com britânicos e americanos no bazar mundial de drogas por armas, ela seria
desfeita pela chuva de balas em um canto desolado da Colômbia, em 15 de dezembro de 1989.

Nesta data, unidades do Exército colombiano invadiram o conjunto do capo do cartel de Medellín José Gonzalo
Rodrígues Gacha, perto da cidade de Pacho. Em um tiroteio no esconderijo-bunker de Gacha, este e vários guarda-
costas foram mortos. Em 24 e 28 de janeiro, em invasões em dois outros ranchos de Gacha, o Exército apoderou-se de
enorme estoque de armas--- a maioria fabricada em Israel. O rifle Galil usado para assassinar o candidato presidencial
colombiano Luis Carlos Galán em agosto de 1989 era parte do carregamento.

A descoberta dos esconderijos de armas israelenses impeliu o governo colombiano a fazer uma interpelação formal a
Tel Aviv: A quem aquelas armas em particular foram vendidas? A resposta veio do Ministro da Defesa israelense: as
armas haviam sido vendidas ao governo da pequenina ilha-nação caribenha de Antigua, em um negócio bancado por um
israelense chamado Maurice Sarfati. De acordo com a versão original israelense, Sarfati, morador de Antigua, havia
supostamente bancado o negócio para o “Conselheiro de Segurança Nacional” antiguano--- um posto não existente.

Muitos meses e histórias secretas mais tarde, ao menos uma aparência de verdade surgiu. A inteligência israelense---
através de uma lista de companhias “laranjas”--- estivera fornecendo armas e treinamento terrorista aos esquadrões da
morte do cartel de Medellín em colaboração com mercenários britânicos. E o programa inteiro tinha sido dirigido por
altos funcionários da Casa Branca de Reagan-Bush e administrado pela CIA e pelo Projeto Democracia.

De fato, os fundos para a compra das armas achadas na fazenda de Gacha tinham sido fornecidos pelo Departamento de
Estado americano através de um programa dirigido pessoalmente pelo Secretário assistente de Estado Elliott Abrams,
que alegou culpa em 7 de outubro no julgamento dos crimes Irã-Contras. As armas foram ostensivamente compradas
para armar um fictício “governo panamenho no exílio”, nominalmente chefiado pelo antigo Presidente panamenho Eric
Delvalle.

Este programa, parte do esforço anti-Noriega de Reagan-Bush, também envolvia membros muito poderosos do Partido
Republicano, incluindo John Zagame e Richard Bond. Zagame, antigo assessor do Senador Alfonse D’Amato
(republicano de Nova York), montou firma de consultoria e alugou-se como conselheiro do grupo Delvalle por 15.000
dólares mensais. Os fundos vinham das mesmas contas que compraram as Uzi, os Galil e outras armas israelenses
descobertas nos ranchos de Gacha. Zagame, na última vez em que foi visto, dirigia uma firma de relações públicas
chamada Pan Americana, com um só grande cliente, Oliver North.

Ao mesmo tempo em que Zagame participava do programa anti-Noriega, os mesmos fundos também iam para outra
firma de “consultoria” , Bond Donatelli, que partilhava escritórios com Zagame em Alexandria, Virginia. Richard Bond
foi representante do chefe de pessoal do Vice-presidente Bush e antigo representante do presidente do Comitê Nacional
Republicano (RNC). Em 1991, foi convidado a se tornar presidente do mesmo por George Bush, mas recusou o convite.
Frank Donatelli foi certa vez assessor político da Casa Branca de Reagan.

Entre as baixas causadas pelo casamento do cartel da cocaína com a CIA e o serviço de inteligência israelense estavam
milhares de inocentes colombianos vítimas dos atiradores e das bombas do cartel. Em uma semana particularmente
sangrenta de junho de 1990, de acordo com relatórios do governo colombiano, mais de 640 pessoas tiveram morte
violenta, a vasta maioria às mãos do cartel. Em um avião que explodiu em novembro de 1989, fato ligado aos terroristas
do cartel treinados pelos israelenses, 117 pessoas morreram. Como já relatamos, uma das armas fornecidas pelos
mercadores da morte israelenses foi usada em agosto de 1989 para assassinar o candidato presidencial favorito da




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Colômbia, Luis Carlos Galán. Se houvesse sobrevivido ao atentado a tiros contra si na campanha eleitoral, Galán
certamente seria eleito Presidente da Colômbia, e estava comprometido com uma política anti-drogas dramaticamente
em contraste com a capitulação total que ocorreu como resultado de sua morte.

O treinador dos esquadrões da morte de Gacha era um coronel da reserva do Exército israelense chamado Yair Klein.
Sua companhia, Ponta-de-Lança Ltda. (Hod Hahanit em hebreu), abriu filiais na Colômbia no final dos anos 80. Além
dos israelenses, em operação paralela, um grupo de mercenários britânicos também treinou os esquadrões do cartel, e
até participou de operações paramilitares no interior da Colômbia. Entre eles estavam David Tomkins e Peter
McAleese, um veterano do Exército rodesiano. A maioria deles era de antigos oficiais dos Serviços Aéreos Especiais
(SAS).

O envolvimento da inteligência britânica, da CIA e do Mossad nos negócios colombianos foi posteriormente
confirmado quando Louis Blom-Cooper e Geoffrey Robertson, ambos empregados da Anistia Internacional, que recebe
fundos da inteligência britânica, foram usados para encobrir o patrocínio oficial dos governos americano, britânico e
israelense à operação Klein e para colocar a culpa somente nos funcionários da pequena ilha de Antigua, uma colônia
da coroa britânica.

Logo após a escola de assassinos do cartel de Medellín começar a funcionar, Klein foi levado para um programa
delicado e secreto que estava sendo montado pela administração Reagan-Bush, a conspiração para derrubar o General
Manuel Antonio Noriega do Panamá. Em 1988, Klein foi trazido a Miami para uma série de reuniões secretas com o
Coronel Eduardo Herrera, antigo embaixador panamenho em Israel. Herrera foi tirado da embaixada em Tel Aviv após
o General Noriega descobrir que ele trabalhava para o Mossad e a CIA. Então foi transferido para os Estados Unidos
por Elliott Abrams e colocado formalmente na lista de pagamentos da CIA. O Coronel Klein foi designado para
trabalhar com Herrera em um plano para criar uma força panamenha de Contras que poderia ser patrocinada pelos
Estados Unidos para derrubar o General panamenho, que se tornara um espinho na carne de George Bush.

Como representante deste projeto secreto, Klein visitou Antigua no começo de 1989, para solicitar permissão das
autoridades locais para estabelecer uma academia de treinamento de “guardas de segurança VIP”. Sarfati--- há muito
um agente do Mossad, que comprara uma fazenda de melões em Antigua com fundos governamentais americanos
arranjados por Bruce Rapaport, um suíço-israelense do esquema Irã-Contras e que era parceiro de Golf do falecido
William Casey--- fez os contatos locais.

De acordo com o Coronel Clyde Walker, à época chefe da minúscula força de defesa nacional de Antigua, após haver-
se encontrado com o Coronel Klein e Sarfati em janeiro de 1989, dirigiu ele perguntas formais aos funcionários da CIA
a cargo do leste caribenho. Em uma declaração juramentada, Walker declarou: “Preparei um relatório de inteligência
sobre o Coronel Klein e todos os outros nomes nos panfletos da Ponta-de-Lança Ltda. ... e dei o relatório ao agente da
CIA americana Robert Hogan em seu quarto de hotel do Club St. James, e pedi dele investigação da firma, do Coronel e
de seus treinadores.Também discuti sobre a firma e o Coronel com o chefe da CIA para o leste caribenho Sr. George
Kenning, na embaixada em Barbados, em meu escritório e também na sala VIP do aeroporto Grantley-Adams.” Alguns
meses depois, diz Walker em seu depoimento, o chefe da CIA para o leste caribenho George Kenning “me disse que a
Ponta-de-Lança parecia estar OK.”

Não obstante a luz verde da CIA, os governantes de então em Antigua decidiram, em março de 1989, não aprovar o
pedido de Klein para a escola de treino.

Neste momento, uma carga de armas israelenses atravessava o Atlântico a bordo do navio de bandeira dinamarquesa
Else TH. Em 24 de abril de 1989, as armas foram transferidas no porto de Antigua para um navio panamenho, Sea
Point, e enviadas para Gacha na Colômbia.

O dinheiro para pagar o carregamento de armas de 1989 veio de uma conta administrada pelo Departamento de Estado
americano, sob controle do Secretário Assistente para Assuntos Internacionais Elliott Abrams. O recibo para assegurar
que centenas de armas deixassem Israel a tempo viera por uma filial em Miami do banco israelense Hapoalim.

                                A NARCOTRÁFIO S.A. INSTALA GOVERNOS

Se ainda há qualquer dúvida de que o armamento dos esquadrões da morte do cartel de Medellín era parte do mesmo
programa que incluía a invasão, em 20 de setembro de 1989, do Panamá e derrubada do General Noriega, considere o
seguinte: Após a fumaça clarear no Panamá--- milhares de cadáveres e bilhões de dólares em propriedades
bombardeadas--- a administração Bush conseguiu instalar na presidência panamenha um advogado local, Guillermo
“Gordo” Endara. Uma pesquisa nos registros policiais mostra que este e vários de seus sócios advogados eram os
proprietários do navio Sea Point em abril de 1989, quando o navio levou as armas israelenses para Gacha! Eles ainda
possuíam o navio em fins de 1989 quando este foi parado no litoral do México e apreendido por levar uma carga maciça
de cocaína. Mais ainda, mais de metade da tripulação presa pelas autoridades mexicanas estava também a bordo quando




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a entrega das armas fora feita ao cartel de Medellín. De volta à terra seca na cidade do Panamá, Endara era co-
proprietário, com Gacha, do Banco Interoceânico, lavador de dinheiro das drogas.

Quando explodiu a conexão Mossad-Medellín no começo de 1990, o governo israelense lutou para negar que Klein
estivesse em “missão oficial” quando treinou e armou os narcoterroristas. Infelizmente para a credibilidade de sua
história, Klein não só estava ligado a Sarfati em suas aventuras caribenhas mas, em Miami, a Ponta-de-Lança Ltda. de
Klein fora administrada por dois agentes muito importantes de Israel, o General Pinchas Sachar e Pesach Bem-Or.
Ambos estavam oficialmente designados representantes da indústria estatal militar israelense, e era a conta de Sachar no
Banco Hapoalim que recebera os fundos de Elliott Abrams para comprar as armas enviadas à Colômbia.

Pesach Bem-Or fora designado anteriormente, na administração Carter, como o principal mercador de armas do
Mossad na cidade da Guatemala, importante centro para o posterior suprimento dos Contras. De acordo com relatórios
de testemunhas visuais, o Assessor de Segurança Nacional de Carter, Zbigniew Brzezinski, calmamente informou a
junta guatemalteca em 1978---após Carter suspender toda ajuda militar americana ao país por supostas violações de
direitos humanos---que Bem-Or forneceria todas as armas e o necessário treinamento militar com as bênçãos secretas de
Washington. Bem-Or fez isto---com superfaturamento de 600%. Uma década mais tarde, Bem-Or ainda negocia com a
Guatemala--- dos escritórios que partilha em Miami com o General Sachar e o Coronel Klein.

                                      POR QUE UMA TERCEIRA EDIÇÃO ?

Desde que a segunda edição de Narcotráfico S.A. foi publicada por EIR em 1986, o cartel internacional de narcóticos
continuou firmemente a ganhar terreno, especialmente dentro dos Estados Unidos. Por causa disto, o mais forte
combatente anti-drogas da nação, Lyndon LaRouche, foi levado à prisão e o povo americano deixou isto acontecer. Ë
uma falha moral.

Mas, voltando ao assunto, os editores de EIR decidiram que a véspera das eleições presidenciais de 1992 era um
momento apropriado para lançar a terceira edição de Narcotráfico S.A.. Os acontecimentos da época davam uma
oportunidade histórica única de derrotar o cartel das drogas, uma chance que não podíamos ignorar.

A fraude da “recuperação econômica” de Reagan-Bush está sendo exposta ao mundo inteiro--- especialmente dentro
dos Estados Unidos, onde o controle da Narcotráfico S.A. sobre as mais poderosas instituições financeiras levou os
Estados Unidos a uma segunda Grande Depressão. Estas instituições falidas estão agora maduras para serem
substituídas por novas, livres da corrupção da Narcotráfico S.A..

Além disso, as revoluções pacíficas no leste da Europa e na antiga União Soviética demonstram que não é mais
automático que “cidadãos acima de qualquer suspeita” possam livremente agir fora da lei. As imagens de Ceausescu na
Romênia ou Honecker na antiga Alemanha Oriental sendo executados ou julgados por traição podem ser claro aviso,
àqueles que ainda se agarram ao poder, de que seu tempo de lugar ao sol está chegando ao fim.

Em 1985, poderosas famílias puderam suprimir de circulação Narcotráfico S.A.---o clã Cisneros da Venezuela ordenou
a censura da edição em língua espanhola na Venezuela. Hoje entretanto dúzias de parlamentares da Venezuela, Peru,
República Dominicana e outra nações latino-americanas pedem publicamente que a censura seja levantada. Velhos
associados do grupo Cisneros e do Presidente Carlos Andrés Pérez estão sendo acusados em audiências congressuais de
terrorismo, tráfico de drogas e negócios com o mercado negro de armas. Estes desenvolvimentos viraram a política
venezuelana de cabeça para baixo.

A falência do poder da Narcotráfico S.A., evidenciada por estes acontecimentos externos, pode também ocorrer nos
Estados Unidos.

Este livro é uma munição para lutar, e ganhar, a guerra contra a Narcotráfico S.A..

Nesta terceira edição, reproduzimos quase todos os capítulos publicados na edição espanhola de 1985 e na inglesa de
1986 (segunda). Parte deste material vem da histórica primeira edição de Narcotráfico S.A. , com o subtítulo “Guerra
Britânica do Ópio Contra os Estados Unidos”, que vendeu quase imediatamente 50 mil cópias quando foi publicado em
1978. Em detalhes, partes do texto contém dados ultrapassados, especialmente nas seções discutindo o tamanho do
comércio global de drogas e as maiores áreas de produção e consumo. Não obstante, a metodologia de nosso trabalho
original---que identifica as instituições e os indivíduos que dirigem a Narcotráfico S.A. , traçando o fluxo dos lucros das
drogas pelo sistema bancário internacional--- permanece válido hoje. E continua verdade que, quando este volume foi
primeiramente publicado há treze anos, uma guerra competente às drogas deveria ter começado contra as instituições
bancárias e banqueiros que “lavam” os lucros mal ganhos da Narcotráfico S.A..

Para esta terceira edição acrescentamos, com a nova introdução, um capítulo detalhando as taxas fenomenais de
crescimento da Narcotráfico S.A. , que dobram de tamanho a cada cinco anos, e um capítulo documentando o




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surgimento da maconha como colheita mais lucrativa da América. Finalmente, atualizamos o apêndice C, sobre a Liga
Anti-Difamação de B’Nai B’rith (ADL) e juntamos um novo apêndice sobre o papel da República Popular da China no
tráfico global de drogas.




                                                                                                                    25
2
NARCOTRÁFICO S. A. DOBRA A CADA
                         5 ANOS
Em fevereiro de 1991, a Casa Branca de Bush publicou seu terceiro relatório anual “Estratégia Nacional de Controle de
Drogas”. O documento é um compêndio de estatísticas adulteradas e conclusões não comprovadas. Na entrevistta
coletiva em que o relatório foi apresentado, o Presidente Bush, acompanhado pelo Procurador Geral Richard
Thornburgh e o recém designado czar das drogas Bob Martinez, declarou que os Estados Unidos haviam ganho uma
vitória quase total na guerra às drogas.

Foi um dos casos mais vergonhosos de fraude governamental registrados. Até na capa, o relatório admitia que não havia
estatísticas disponíveis sobre o volume total de drogas ilegais circulando nas ruas dos Estados Unidos, ou a quantidade
de maconha produzida domesticammente e distribuída. A afirmação Presidencial de que as admissões por overdoses
nas emergências hospitalares estavam caindo é exemplo clássico de duplo sentido. As estatísticas caíram porque as
emergências, atingidas por cortes orçamentários, simplesmente pararam de compilar dados à Rede de Aviso de Abuso
de Drogas (DAWN), o órgão federal responsável pela organização destas estatísticas.

A entrevista à imprensa de Bush-Thornburgh-Martinez foi, sob qualquer aspecto, pura hipocrisia. Martinez era antigo
Governador da Flórida, o ponto favorito de entrada de cocaína nos Estados Unidos para os contrabandistas do cartel
colombiano de Medellín. O Procurador Geral Thornburgh, estava naquele mesmo momento envolvido em um grande
escândalo de uso generalizado de cocaína por vários de seus mais antigos e confiáveis assessores. Henry Barr, o contato
do Procurador Geral com todos os Procuradores Federais a cargo de importantes acusações por narcóticos, logo seria
indiciado e condenado por uso de cocaína e perjúrio. Richard Guida, que servira como assessor de Thornburgh quando
o Procurador Geral era Governador da Pensilvânia, foi indiciado por tráfico de cocaína pelo mesmo Grande Júri federal
que indiciou Barr. Guida confesou-se culpado para evitar acusação e condenação a 100 anos por tráfico. As testemunhas
na Pensilvânia apontaram o próprio filho do Procurador Geral como a personagem principal na gangue “yuppie” de
cocaína operando dentro e fora do Palácio do Governo Estadual da Pensilvânia.

Dois meses depois desse espetáculo lamentável, a DEA (Drug Enforcement Agency-Agência de Esforço Contra
Drogas) publicou um relatório de circulação limitada, negada ao público em geral. O relatório avisava que os Estados
Unidos estavam sendo inundados com heroína barata e de grande pureza, vinda do Triângulo Dourado no sudeste
asiático. Mesmo no relatório, atento à política da “carta chinesa” da Casa Branca e do Departamento de Estado, foi
vastamente subestimado o papel do regime de Pequim na produção daquela droga.

A administração Bush não podia explicar sua Grande Mentira sobre a “vitória” na guerra às drogas, alegando que a
documentação adequada não pudera ser obtida. Justamente três meses antes que a “Estratégia Nacional de Controle das
Drogas” fosse apresentada ao público, a revista EIR publicou uma análise detalhada da epidemia das drogas. Conclusão
da EIR: Narcotráfico S. A. estavva dobrando a cada 5 anos! Os detalhes eram chocantes.

Ao contrário da propaganda em causa própria da administração Bush, o consumo de drogas destruidoras da mente,
como maconha e cocaína, Não está declinando nos Estados Unidos, Não está contido, sua taxa de crescimento NEM
MESMO ESTÁ DECRESCENDO. Está subindo a jato. Há atualmente cerca de 70 milhões de americanos que
consomem drogas- quase 1/3 da população total.

Mais ainda, o cartel único, integrado e multinacional que conduz o comércio, e que é chamado propriamente de
“Narcotráfico S.A.”, está agora atarefado em expandir vastamente seus mercadoos na Europa e no Japão o que, se não
for impedido, fará às suas juventudes, suas cidades e suas economias, o que já foi feito a nós na América.

Na segunda edição deste livro em 1986, os pesquisadores da EIR concluíram que o comércio de drogas nos Estados
Unidos aumenta no mínimo 250 bilhões de dólares anualmente, e que, se suas outras atividades e aspectos da
“economia negra” (como armas ilegais e o comércio de ouro) fossem levados em conta, a soma total seria 500 bilhões
de dólares anuais.

Pode-se agora demonstrar que estes algarismos eram baixos demais. Em 1986, somente o tráfico mundial de drogas
estava perto de 400 bilhões. Em 1989, o último ano em que os algarismos estão disponíveis, aquele total pulara para 558
bilhões. Isto é muito mais que o consumo anual do mundo em petróleo. É mais de 50% maior que o PNB (Produto
Nacional Bruto-N.T) do Brasil, a maior nação da Ibero-América, e a oitava maior economia do mundo capitalista. É
cerca de metade do PNB da Alemanha, a mais forte economia de Europa ocidental (figura 1).




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Estes são cálculos conservadores, baseados principalmente em estatísticas oficiais de produção da DEA, assumindo-se
que 10% da quantidade produzida é perdida para a polícia e por desperdício. Se formos também considerar outras áreas
da chamada “economia negra” – armas ilegais, ouro e transações relacionadas ao tráfico de drogas- é possível que o
total chegue a 1 trilhão de dólares em 1989.

Tudo isto é um câncer, uma doença que está destruindo as economias produtivas dos setores avançado e de
desenvolvimento do mundo.

O comércio de drogas está crescendo exponencialmente nos últimos 10-15 anos. O Quadro 1, baseado em estimativas
de produção, mostra que os lucros anuais da Narcotráfico S. A. vindos da venda de drogas nas ruas cresceu de 175
bilhões em 1977, para cerca de 400 bilhões em 1987 e 558 bilhões de dólares em 1989.Está subindo a uma percentagem
de cerca de 18% anuais nos últimos anos-mais rapidamente que qualquer economia produtiva na face da Terra. NESTA
VELOCIDADE, O TAMANHO DA NARCOTRÁFICO S. A. DOBRA A CADA 5 ANOS!!!

Seus principais componentes são a cocaína (da qual a Ibero-América é o único produtor mundial), maconha e hashishe
(dos quais a Ibero-América e os Estados Unidos são os maiores produtores), ópio e heroína (dos quais as maiores
quantidades sem dúvida são produzidas no sudeste e sudoeste asiáticos), e outras drogas químicas sintéticas como as
anfetaminas, LSD, etc. Veremos cada um desses componentes mais detalhadamente a seguir, mas agora note que a
Ibero-América produz cerca de 55% do valor total das drogas no mundo-quando era de 43% há doze anos.

Isto não justifica que as nações Ibero-Americanas recebam este dinheiro das drogas. Bem ao contrário: Os maiores
bancos internacionais que financiam este comércio recebem, lavam e usam o dinheiro para sustentar seu sistema
financeiro internacional falido. A figura 2 mostra que, nos últimos doze anos, o lucro total acumulado que os bancos
receberam, somente da Ibero-América, do comércio de drogas é quase de 2 trilhões de dólares. Isto torna pequena até a
gigantesca dívida externa ibero-americana de 430 trilhões de dólares.

Em face disto, a chamada “Guerra às Drogas” da administração Bush é uma piada cruel. Seu propósito oficial é, quando
muito, reduzir o comércio de drogas em 50% em um período de dez anos. Na prática, significa que Washington está
escolhendo qual máfia das drogas sobreviverá e florescerá, e qual será riscada do mapa-enquanto isso,confessando que
a melhor solução seria legalizar o comércio por inteiro. Do começo ao fim, os controladores financeiros da Narcotráfico
S.A estão protegidos de qualquer acusação. É necessário um tipo muito diferente de guerra às drogas.

                                      COCAÍNA: INDÚSTRIA CRESCENTE

Onde as drogas ilegais são produzidas e processadas no mundo? Quais são as rotas de distribuição? Começemos com a
cocaina.

Como já foi mencionado, a cocaina é a única droga quase totalmente produzida na Ibero-América, como vemos na
figura 3. As folhas de coca crescem aqui e os laboratórios de processamento, que produzem a pasta básica e a refinam,
se localizam aqui.

Em 1989, o continentte como um todo produziu 703 toneladas de hidroclorido de cocaína, medidas em termos de
produção potencial máxima (se todas as folhas de coca colhidas fossem refinadas em cocaína). Esta é a unidade
internacional para se medir a cocaina. Como mostra o mapa, em 1989 o Peru assumira a parte do leão na produção de
coca (373t), seguido pela Bolívia e Colômbia. Entretanto, o grosso do refino da pasta de coca em cocaína pura ocorre na
Colômbia, seguida pela Bolívia e Peru, que refinam somente uma pequena porção de sua pasta básica. Portanto, os
algarismos não devem ser mal compreendidos, dando-se um papel menor à Colômbia no comércio de cocaína. Eles
simplesmente indicam que a produção local de folhas de coca é menor que no Peru e Bolívia.

Um insumo crítico para a transformação das folhas de coca em cocaína são certos produtos químicos como éter e
acetona. Embora sejam legais, com uso industrial válido, são obtidos ilegalmente, pelos traficantes de drogas, em
grandes quantidades principalmente nos Estados Unidos, Europa ocidental e também no Brasil.

A figura 4 mostra o crescimento chocante do volume de produção de cocaína na Ibero-América. Aumentou quase seis
vezes na década de 1977 a 1987 (de 90 para 513t), e cresceu outros 37% desde então, até o total em 1989 de 703t. O
total estimado para 1990 são abaladorras 876t. Estes aumentos se devem à maior quantidade de hectares cultivados e à
maior produtividade dos que já estão em uso.

Vemos na figura 5 o que isto significa em taxas médias de crescimento anual. Nos cinco anos de 1982-87, a produção
de cocaína cresceu em média 15% ao ano. Em 1988-89, 16 e 18% respectivamente. E para 1990, tudo indica que a
produção de cocaína puulará outros 25%.




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Estes dificilmente são sinais de uma guerra vitoriosa às drogas.

Historicamente, a maior parte da cocaína ibero-americana tem sido enviada aos Estados Unidos desde os laboratórios da
Colômbia, e desde o triângulo trinacional na selva onde Peru, Brasil e Colômbia se encontram. Até há poucos anos
atrás, a rota principal era para a área de Miami, por ar e por mar. Mas o aumento da fiscalização e interdição ao longo
da rota forçaram a máfia a desenvolver uma segunda rota pela América Central e México, antes de entrar pelo ocidente
dos Estados Unidos.

A cocaína para o mercado europeu é enviada diretamente da Colômbia, tanto pelo Brasil quanto pela Argentina. O
Brasil, segundo se diz, está se tornando um importante centro de refino também, e produziu 144t de cocaína no ano
passado (1991), de acordo com um relatório. A Espanha é o principal porto de entrada e área logística de apoio para a
coca destinada a toda Europa, pela óbvia razão dos laços comerciais, lingüísticos e mafiosos historicamente fortes entre
a Espanha e a Ibero-América.

Os investigadores anti-drogas relatam que a Nigéria tornou-se recentemente um ponto importante de passagem na rota
européia.

O que reserva o futuro para o mercado de coca?

Olhe a figura 6, que mostra como o mercado americano de cocaína foi criado. O leitor pode ver que o preço médio de
venda da tonelada de cocaina foi de 640 milhões de dólares em 1977, caindo dramaticamente para 182 milhões em
1987, uma década mais tarde. Em outras palavras, o preço de 1977 era mais de três vezes superior ao de 1987.

Como resultado desta DECISÃO DELIBERADA DE MARKETING pela Narcotráfico S.A., a quantidade de coca
vendida aos jovens americanos aumentou quase seis vezes no mesmo período! Este corte nos preços é forma típica pela
qual qualquer cartel cria e se apodera de um mercado (dumping). Assim, a cocaína transformou-se de uma droga cara
para a classe média superior em 1977, em uma dose barata de morte, especialmente na forma de crack, para um
mercado de milhões de trabalhadores e jovens pobres nos anos 80. Naturalmente, o lucro total da cocaína para a
Narcotráfiico S. A. também aumentou substancialmente neste processo.

Mas o quadro é ainda pior. Como o mercado americano começa a alcançar níveis de “saturação”, já que uma geração
inteira foi destruída pela epidemia, a Narcotráfico S. A. volta sua atenção para o que espera sejam os mercados do
futuro: Europa e Japão.

A figura 7 mostra o preço da cocaína e os seus níveis de quantidade para a Europa nos últimos cinco anos, uma réplica
precisa da tragédia que varreu os Estados Unidos.

Em 1987, o preço no varejo da cocaína na Europa era 510 milhões de dólares a tonelada, mais ou menos o que fora nos
Estados Unidos entre 1979-80. Nos últimos dois anos, baixou para 262 milhões a tonelada, metade do que era em 1987.
O que levou uma década para se conseguir nos Estados Unidos, está sendo executado na Europa, pela máfia das drogas
em 1/3 deste tempo.

As conseqüências são idênticas. O consumo europeu de cocaína está subindo como foguete, como se pode ver no
gráfico.

Se compararmos as figuras 6 e 7, a semelhança do processo é surpreendente-somente que está ocorrendo muito mais
rapidamente na Europa.

A figura 8 compara as taxas de declínio do preço e as taxas de aumento de quantidade, nos Estados Unidos e na Europa
nos anos indicados.

Note que, quando nos referimos a Europa, até 1989 pensamos na Europa ocidental. Mas agora, com as revoluções
pacíficas que varreram a Europa oriental, e especialmente com a unificação da Alemanha, há uma nova situação.
Justamente quando esta nova Europa é a maior esperança da humanidade para o desenvolvimento econômico em
potencial, também ela é encarada pela Narcotráfico S. A. como o novo e maior mercado potencial para as drogas. E as
máfias tradicionais da Europa participam deste projeto.

O Japão é também um alvo potencial da máfia das drogas, embora até agora os traficantes tenham sido incapazes de
negociar com o esquema tradicional de crime organizado do país (Yakuza-N. Ed.).

                                              MACONHA E HASHISHE




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O quadro não melhora quando nos voltamos para a maconha. Como a figura 9 mostra, a Ibero-América é não somente o
único produtor-mas o maior. México e Colômbiia são os maiores produtores, mas a Jamaica também é importante, e o
Brasil, segundo se diz, começou a cultivar grande, mas não especificada quantidade. Os algarismos mexicanos
empregados neste estudo são particularmente altos, refletindo tanto as descobertas do Comitê do Congresso americano
quanto uma nova metodologia do governo dos Estados Unidos para calcular a produção baseado na deteção por satélite
das áreas de cultivvo.

A parte do leão da produção da maconha ibero-americana é exportada para os Estados Unidos, mas uma percentagem
rapidamente crescente deste mercado é agora suprida pela maconha cultivada no próprio país. De fato, fontes da DEA
indicam que a produção americana de maconha triplicou de 5 mil para 15 mil toneladas nos últimos três anos.

O sudeste asiático é o terceiro produtor mas é muito menor em tamanho e parece suprir principalmente o mercado
asiático.

O total de produção mundial de maconha cresceu cerca de 13% anualmente de 1987 a 1989.

As proporções relativas da produção mundial de maconha podem ser vistas na figura 10 para 1987 a 89. Deve-se notar o
crescimento da parte dos Estados Unidos, ao ponto de ser agora mais de 25% do total.

Note-se também as áreas do mundo onde o hashishe é produzido- um derivado da mesma planta Cannabis Sativa que
produz a maconha. A maior parte da produção de hashishe ocorre no Afeganistão, Paquistão e Líbano (especialmente
no vale do Bekaa sírio).

Repare o leitor nas rotas de distribuição da maconha e do hashishe. Devido ao fato da maconha ser mais incorpada que
a caoaina e ter menor valor em dólares por tonelada, a maioria das áreas de produção supre os consumidores próximos.
Assim, a maior parte da produção ibero-americana é enviada aos Estados Unidos, com somente uma pequena parte indo
para a Europa.

O hashishe para a Europa é fornecido pelos produtores do Oriente Médio e sudoeste asiático, como Afeganistão,
Paquistão e Líbano, usando-se a Turquia e a Bulgária como pontos de passagem. A maconha do sudeste asiático é
principalmente consumida na região.

                                                ÓPIO E HEROÍNA

O ópio é uma droga que pode ser consumida tanto diretamente, ao ser fumada, quanto pode ser refinada em heroína, que
é geralmente injetada nas veias do viciado. A maior parte do ópio mundial cresce em duas áreas da Ásia: a primeira se
espalhando da China para o sudoeste pelo Afeganistão, Paquistão, Irã e Líbano, e a segunda da China para as nações do
sudeste asiático, Birmânia, Tailândia e Laos --- o infame “Triângulo Dourado” (figura 11). Embora as estatísticas da
DEA mostrem a Birmânia produzindo a parte do leão, é fato que a maior parte é produzida na China comunista, ou em
áreas da Birmânia e Laos sob controle dos chineses comunistas.

O outro produtor mundial significativo de heroína é o México, com a Guatemala começando a se tornar importante.

Podemos ver no Quadro 2 que a quantidade de ópio cultivada no México em 1989 (85t) é uma pequena fração da
produção mundial de quase 5.000 toneladas. A maior parte (mais de 3.000 toneladas ou 60% do total) vem da nação
chamada “Birmânia” – isto é, China. Mas a produção mexicana é atualmente de maior significado do que a tonelagem
indica, porque 100% dela é convertida em heroína e assim seu valor nas ruas foram colossais 18,7 bilhões de dólares em
1989.

As melhores estimativas são as de que somente 10% do ópio asiático é convertido em heroína para exportação para o
ocidente, e os restantes 90% são consumidos na área, tanto na forma de ópio quanto na de uma heroína “marrom” de
baixa qualidade, cujo preço no varejo é somente uma fração da heroína ocidental. Assim, em 1989 o México foi
responsável por 17% do valor total no mundo da produção de ópio e heroína, o sudoeste asiático foi de 32% e o sudeste
asiático 51%. Se considerarmos somente a heroína, algumas fontes relatam que 3/4 de toda a heroína de alta qualidade
consumida no ocidente vem de áreas controladas pelos chineses comunistas, fato deliberadamente encoberto pelo
governo americano desde o começo dos anos 70, quando Henry Kissinger insistiu neste disfarce como parte de sua
famosa “diplomacia secreta” com aquele país.

O outro fato chocante visto neste quadro é o pulo gigantesco na produção de ópio de 1988 a 89, principalmente como
resultado de uma colheita extra na “ Birmânia”. É também digno de nota que a produção mexicana de ópio subiu de 55
para 85t naquele ano- subida maior que 50% em um ano.




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Embora a maior parte do ópio seja consumido na área de produção, com a heroína refinada sucede exatamente o oposto,
por ter um preço unitário extremamente alto e ser mais facilmente transportada. Assim, os Estados Unidos recebem
alguma heroína do México e da Guatemala, mas a maior parte é asiática ou do Oriente Médio, e transportada para as
costas ocidental e oriental dos Estados Unidos.

A rota do sudeste asiático, ou o Triângulo Dourado da heroína é especialmente interessante. A colônia da coroa
britânica, Hong Kong, é o maior entreposto, e a heroína chega lá pelas rotas terrrestres da China comunista e também
pela Tailândia e Malásia- uma perfeita simbiose entre os comunistas chineses e seus sócios oligarcas ocidentais.

Como o hashishe, a heroína do sudoeste asiático é enviada à Europa e aos Estados Unidos pelo Irã, Turquia e Bulgária.

                                                     CONSUMO

Quase não há estatísticas confiáveis quanto ao número de usuários de drogas no mundo ou quanto à quantidade que
consomem. Na melhor hipótese, a evidência é fragmentária.

As agências governamentais americanas tentaram apresentar uma aparência de estatísticas de consumo por um sistema
conhecido como DAWN (Rede de Aviso de Abuso de Drogas), que usa os casos REGISTRADOS de hospitalização por
abuso de diferentes espécies de drogas. Mas esta medição é notoriamente incorreta, pois (1) lida somente com o
consumo que requer hospitalização, e (2) depende dos casos serem registrados. Fontes bem informadas da DEA
confidenciaram à (revista) EIR que a última estatística da DAWN era particularmente imprecisa: a queda nos
algarismos reflete mais que nada o declínio no ORÇAMENTO da DAWN, e portanto de sua habilidade para detectar
mesmo uma fração do consumo. Os mesmos erros metodológicos e totais declinantes contaminam a recente avaliação
do consumo , muito elogiada, que propositalmente mostra uma queda no consumo americano de certas drogas.

Os Estados Unidos inquestionavelmente tem a maior população viciada, com cerca de 70 milhões de americanos que
usaram drogas em certa época de suas vidas. Muitos, se não a maior parte, são agora viciados.

A Europa é outro enorme mercado para todos os tipos de drogas, com um número desconhecido de consumidores.

A Ibero-América costumava estar relativamente livre do uso indiscriminado de drogas, e muitos políticos se
convenceram de que seus países poderiam continuar produzindo drogas sem se preocuparem com o problema do
consumo. Não mais. Nos últimos cinco anos, período das medidas mais fortes de austeridade já impostas pelo FMI
(Fundo Monetário Internacional), o consumo de drogas subiu como foguete por toda a Ibero-América ---- das cultivadas
em cada área. Assim, o Brasil relata um pulo sério na produção doméstica de maconha --- e consumo. Fontes peruanas
dizem que há agora uso indiscriminado da pasta básica de cocaína, em feitio de cigarros. “Bazuko”, outra forma de
cocaína semi-refinada, é endêmica na Colômbia, etc., etc.

Talvez menos conhecidos sejam os algarismos chocantes da Ásia. Publicações governamentais americanas admitem que
há cinco milhões de viciados em ópio na Índia, e dois milhões de viciados em heroína no Irã, 1,2 milhões no Paquistão e
1 milhão de usuários de ópio no Egito. Não há algarismos disponíveis para a China, mas pesquisadores acreditam que o
ópio e a heroína tem uso extremamente disseminado, talvez alcançando dezenas de milhões.

                                  PRENDAM OS BANQUEIROS DAS DROGAS

Hoje, o tráfico internacional de drogas acumulou tal poder, riqueza e força militar que quase pode constituir um
governo em si, mais forte e melhor suprido que os governos legítimos de muitas nações. Entretanto, com todo o seu
poder, a única arma mais efetiva no arsenal dos traficantes de drogas é a GRANDE MENTIRA de que é grande e
poderoso demais para ser parado. Ele pode ser derrotado. Todos os instrumentos miilitares podem ser uusados na guerra
às drogas. Os meios e métodos de guerra devem ser aplicados em todos os sentidos. Os traficantes, e especialmente os
banqueiros das drogas, devem ser tratados como traidores em tempo de guerra. Os consumidores e os advogados da
legislação das drogas são culpados de dar ajuda e conforto ao inimigo em tempo de guerra, e devem ser acusados de tais
crimes.

O flanco vulnerável da Narcotráfico S. A. é a rrede internacional de bancos e outras instituições financeiras que
“lavam” os 558 bilhões de dólares anuais em lucros brutos do cartel. Este é o problema logístico mais sério encarado
pelo tráfico de drogas, onde é mais vulnerável. A ação dos governos contra os banqueiros das drogas pode fechar
rapidamente a Narcotráfico S. A.

Comecemos pelo começo. Um vendedor cobra pela cocaína nas ruas dos Estados Unidos, a dinheiro, 100 dólares a
grama. Daí ele paga seu fornecedor, que pode suprir uma rede de 100 ou mais vendedores. Este fornecedor pode
acumular dezenas ou centenas de milhares de dólares por semana, a maior parte em notas de 20, 50, e 100 dólares. Mas




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  • 1. 1
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  • 3. Narcotráfico S.A. 3
  • 4. CONTEUDO DEDICATÓRIA PREFÁCIO: YURI ANDROPOV COLOCA A KGB SOVIÉTICA NOS NEGÓCIOS DO NARCOTRÁFICO INTRODUÇÃO: O TRÁFICO DE DROGAS HOJE 1- O LIVRO QUE ENRAIVECEU KISSINGER ATAQUE AO APARATO DE LAVAGEM DE DINHEIRO A ADL E KISSINGER REAGEM KISSINGER: AGENTE DA INFLUÊNCIA BRITÂNICA FORMADA A FORÇA-TAREFA “PEGUEM LAROUCHE” LAROUCHE CONTESTA A POLÍTICA PARA OS CONTRAS OS BARÕES DAS DROGAS NÃO PODEM SER PATRIOTAS LIGAÇÕES DA CASA BRANCA COM OS TERRORISTAS O DINHEIRO DAS DRODAS FINANCIA A ADL A NARCOTRÁFICO S. A. INSTALA GOVERNOS POR QUE UMA TERCEIRA EDIÇÃO? 2- NARCOTRÁFICO S.A. DOBRA A CADA CINCO ANOS COCAÍNA: INDÚSTRIA CRESCENTE MACONHA E HASHISHE ÓPIO E HEROÍNA CONSUMO PRENDAM OS BANQUEIROS DAS DROGAS 3- HOJE A MACONHA É A MAIOR PLANTAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS ONDE A MACONHA É A PRINCIPAL PRODUÇÃO LUCRATIVA FAZENDEIROS DESESPERADOS VOLTAM-SE PARA A MACONHA PARTE 1: NOSSOS INIMIGOS PROVARAM QUE ESTÁVAMOS CERTOS 1- POR QUE ESTE LIVRO SE TORNOU FAMOSO? “VISÃO APOCALÍTICA” OU REALIDADE DIÁRIA? A NARCOTRÁFICO S. A. RESPONDE ÀS ACUSAÇÕES OS LOBISTAS DAS DROGAS INVADEM OS PALÁCIOS DE JUSTIÇA MARVIN WARNER COMPRA UM PROCURADOR FEDERAL O CASO DO FIRST FIDELITY 2- ESTRUTURA DE COMANDO DA NARCOTRÁFICO S.A. A REDE LONDRINA COMO A NARCOTRÁFICO S.A. COMPROU AS FINANÇAS AMERICANAS HONG KONG, OPPENHEIMER E BANCO AMBROSIANO: ONDE O CAPITAL ESPECULATIVO REINA KISSINGER E A NOVA DIRETORIA DA NARCOTRÁFICO S. A. PARTE 2: A PRIMEIRA GUERRA DO ÓPIO DA GRÃ-BRETANHA INTRODUÇÃO: ENFRAQUECENDO A VITALIDADE DE UMA NAÇÃO 1- A GUERRA DA COMPANHIA DAS ÍNDIAS ORIENTAIS CONTRA A CHINA OS CHINESES CAÍRAM NA ARMADILHA DIPLOMACIA BRITÂNICA DO ÓPIO CABEÇA DE PRAIA NOS ESTADOS UNIDOS A ENTRADA DA CHINA 4
  • 5. PROTEGENDO O MERCADO DE ÓPIO 2- A “NOBRE EXPERIÊNCIA” BRITÂNICA MONTANDO A INVASÃO DAS DROGAS A GUERRA DE NIXON CONTRA AS DROGAS PARTE 3: COMO FUNCIONA O IMPÉRIO DAS DROGAS INTRODUÇÃO: A BASE DESTA INVESTIGAÇÃO 1- OS BANCOS E O MAIOR NEGÓCIO DO MUNDO PARA ONDE VAI A HEROÍNA? ANÁLISE DE MERCADO QUAL É O TAMANHO DA INDÚSTRIA? PARA ONDE VAI O DINHEIRO? A COBERTURA OFFSHORE (PARAÍSOS FISCAIS) ESTRANGULAMENTO NO EXTREMO ORIENTE O CICLO DA LAVAGEM 2- COMO ESCONDER 200 BILHÕES DE DÓLARES O ESTRANHO CASO DA MIDWEST AIR (AEROLÍNEAS MIDWEST) O COVIL DOS BANQUEIROS COMO COMPUTADORES PODEM MENTIR DO CAMPO AO BANCO 3- DO ÓPIO AO DINHEIRO SUJO 4- COMO O COMÉRCIO DAS DROGAS É FINANCIADO O HSBC (HONG KONG AND SHANGAI BANKING CORPORATION- HONG SHANG) OS INTERMEDIARIOS CHINESES A CONEXÃO CHINESA COM O HSBC 5- AS OPERAÇÕES BRITÂNICAS SUJAS COM OURO E DIAMANTES COMO O OURO ILEGAL VIAJA UMA SUBESTIMAÇÃO UM GRANDE MERCADO DE OURO MERCADO NEGRO DE DIAMANTES 6- HONG KONG, CAPITAL DO FINANCIAMENTO DA HEROINA A MAIS ALTA TAXA DE LIQUIDEZ A MAIOR TAXA DE SUBORNO 1986: HONG KONG E O “LIVRE COMÉRCIO” 7- A CONEXÃO PEQUIM LIGAÇÕES ANTIGAS SÃO MAIS FORTES A ARMA DO ÓPIO DE PEQUIM DE HONG KONG A CONEXÃO CH’AO CHOU FORJANDO A LIGAÇÃO HONK KONG- PEQUIM 8- COMO O REAL INSTITUTO PARA ASSUNTOS INTERNACIONAIS (ROYAL INSTITUTE OF INTERNATIONAL AFFAIRS-RIIA) DIRIGE AS DROGAS E O DINHEIRO SUJO META: RECONSTRUIR O IMPÉRIO 1949: ACORDO PEQUIM-BRITÂNICOS JOGO DE PRESSÕES 5
  • 6. CRIAÇÃO DA CONEXÃO DAS DROGAS DE HONG KONG O SURGIMENTO DA “CARTA CHINESA” 9- CANADÁ: HONG KONG DA AMÉRICA DO NORTE TRÊS CASOS CRUCIAIS WALTER LOCKHART GORDON SEGURADORA EAGLE STAR A COMPANHIA DA BAÍA DE HUDSON DROGA ENTRA, DINHEIRO SUJO SAI O TRIÂNGULO PRATEADO DO CANADÁ A CONEXÃO CANADÁ-PEQUIM QUEM DIRIGE O CANADÁ 10- AS FAMÍLIAS POR TRÁS DO IMPÉRIO DAS DROGAS A RELIGIÃO DA FAMÍLIA O INÍCIO: OS CAVALEIROS DE SÃO JOÃO DE JERUSALÉM AS GUERRAS DO ÓPIO DA FAMÍLIA OS ADORADORES DO IMPÉRIO E O ÓPIO A ATUAL DINASTIA DO ÓPIO PARTE 4: ENTRADA DE MOSCOU 1- FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO E CRESCENTE DOURADO SUPERANDO O TRIÂNGULO O CASO DE SADEGH TABATABAI O PROJETO ALIYEV O CRESCENTE DOURADO PARTE 5: NARCOTRÁFICO S.A. : FMI RECOLONIZA IBERO-AMÉRICA INTRODUÇÃO: DROGA E DÍVIDA DESTRUINDO O OTIMISMO CULTURAL CRIMES CONTRA A HUMANIDADE 1- A CONEXÃO TRILATERAL 2- JAMAICA: FMI CRIA PERFEITA ECONOMIA DE LIVRE MERCADO 3- COLÔMBIA: PODE A NARCOTRÁFICO S. A. COMPRAR UM PAÍS? SE NÃO PUDER COMPRAR QUEIME 4- A CONEXÃO DO DINHEIRO 5- COMO AS FUNDAÇÕES CONTROLAM O TRÁFICO IBERO-AMERICANO 6- FAMÍLIA CISNEROS: OS BRONFMANS DA VENEZUELA A CONEXÃO CISNEROS O IMPÉRIO FAMILIAR OPERAÇÕES NA FLÓRIDA WFC (WORLD FINANCE CORPORATION) E A CONEXÃO CUBANA DROGAS E TERRORISMO TINOCO, SÓCIO DE CISNEROS POSFÁCIO: FAMÍLIA CISNEROS RESPONDE 7- VESCO E CASTRO 6
  • 7. PARTE 6: A MÁFIA NAZI-COMUNISTA 1- QUEM DIRIGE O NAZISMO INTERNACIONAL HOJE? DOS ARQUIVOS O CASO DE FRANÇOIS GENOUD 2- STIPAM, VERDADEIRA CONEXÃO BÚLGARA HISTÓRIA DO CASO HENRI ARSAN SURGE MEHMET ALI AGCA PETRÓLEO POR ARMAS TRADIÇÃO, FAMÍLIA E PARRICÍDIO O CRESCENTE DOURADO 3- OS NARCO-TERRORISTAS 4- SENDERO LUMINOSO: ASSASSINOS INDÍGENAS ANTROPOLOGIA E ALIANÇA NAZI-COMUNISTA CONEXÃO NARCO-FASCISTA 5- A VERDADEIRA HISTÓRIA DE HORROR DOS GNÓSTICOS A IGREJA GNÓSTICA UNIVERSAL CRISTÃ PARTE 7: CRIME ORGANIZADO INTRODUÇÃO: A INTERNACIONAL DO CRIME EXECUTIVA DE OPERAÇÕES ESPECIAIS OS INTERMEDIÁRIOS 1- A GANGUE BRONFMAN O CRIME ORGANIZADO CHEGA A MAIORIDADE CONEXÃO ROTHSTEIN-HONG KONG LEGITIMAÇÃO ESTÃO ELES REALMENTE LIMPOS? 2- OS KENNEDYS: CRIME ORGANIZADO NO GOVERNO SUBIDA AO PODER POR QUE OS BRITÂNICOS ASSASSINARAM KENNEDY? DUPLA ENGANAÇÃO 3- ESCRITÓRIO BRITÂNICO INTERNACIONAL DE ASSASSINATOS: PERMINDEX LOUIS MORTIMER BLOOMFIELD CONSELHO DE DIRETORES DA PERMINDEX FINANCIANDO UM ASSASSINATO DR. TIBOR ROSENBAUM, BCI, E PERMINDEX CORONEL CLAY SHAW HISTÓRIA DE UM ASSASSINATO GARRISON FAZ UMA ACUSAÇÃO OS SOLIDARISTAS CONSELHO AMERICANO DAS IGREJAS CRISTÃS A CONEXÃO DA CORPORAÇÃO LIONEL O ENCOBRIMENTO 4- PERMINDEX REVELADA: RESORTS INTERNATIONAL-INTERTEL 7
  • 8. PERMINDEX MUDA PARA A RUA BAY (BAY STREET) 5- MAX FISHER: DISTRIBUIDOR E VAREJISTA SONNEBORN E O SINDICATO SAINDO DAS SOMBRAS UNITED BRANDS: UMA HISTÓRIA DE CRIMES A UNITED BRANDS DO GENOCÍDIO 6- A EMPRESA DA FAMÍLIA JACOBS: ESPORTES E CRIMES A INVESTIGAÇÃO DE STEIGER JACOBS E A COROA REAL TRABALHANDO PARA O HSBC JACOBS SE LIGA A INTERTEL PARTE 8: ORIGENS DA CONRACULTURA 1- A CONSPIRAÇÃO AQUARIANA O MODELO O SUPREMO SACERDÓCIO LSD: VISITA DOS DEUSES HUXLEY NO TRABALHO RAÍZES DO PESSOAL DAS FLORES (HIPPIES) O SOM DOS TAMBORES GUERRA DO VIETNÃ E ARMADILHA PACIFISTA IMAGENS MUTANTES A CONEXÃO LSD PARTE 9: LOBBY NAS DROGAS: CRIMINOSOS VEM A LUZ 1- INCENTIVADORES DAS DROGAS NO GOVERNO O CULTO DA MORTE POR DROGAS DOS KENNEDYS COMO NOVA YORK SE TORNOU FORTALEZA DA NARCOTRÁFICO S. A. A NORML DE KENNEDY O PREÇO APÊNDICES APÊNDICE A APÊNDICE B APÊNDICE C: ADL: EMPRESA DE RELAÇÕES PÚBLICAS DA NARCOTRÁFICO S.A. QUE É A ADL? ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E PESSOAL CHAVE OS AGENTES ATIVOS A ADL E O CRIME ORGANIZADO MALAS DE DINHEIRO NO STERLING NATIONAL O BARÃO DAS BEBIDAS A ADL E A UNIÃO SOVIÉTICA ESCRAVOS JUDEUS PARA ISRAEL ADL ESTAVA NA LISTA DE VIGILÂNCIA AMERICANA ADL E O PROJETO DEMOCRACIA A ADL E O TERRORISMO DOMÉSTICO PONDO ISCAS PARA OS PANTERAS NEGRAS FAZENDO O TRABALHO SUJO DO FBI MANIPULAÇÃO DE JURADOS A ADL E O TERRORISMO INTERNACIONAL O ENCOBRIMENTO DO ASSASSINATO DE OLOF PALME ADL SUBVERTE A JUSTIÇA: A OSI TRAVESSURAS DE ARTHUR RUDOLPH E KURT WALDHEIM 8
  • 9. PENETRAÇÃO DA ADL NA POLÍCIA ADL: ISRAEL E A CONSPIRAÇÃO DO MONTE DO TEMPLO ESPIONANDO PARA OS SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA ESTRANGEIROS POR TRÁS DO CASO DO ESPIÃO POLLARD ADL SUBVERTE O MOVIMENTO DOS FAZENDEIROS ADL ALVEJA MOVIMENTO PRÓ-VIDA E VATICANO PERSEGUINDO O PAPA ADL DEFENDE SATÃ O “FILHO DE SAM”E DENNIS KING NOTAS 9
  • 10. AGRADECIMENTOS Agradecimentos especiais aos seguintes indivíduos: Jeffrey Steinberg, Editor de Contra-inteligência de EIR (Executive Intelligence Review) Linda de Hoyos Robyn Quijano Marcia Merry Dennis Small Paul Goldstein Michael Minnicino Gretchen Small John Hoefle Kathy Wolfe Scott Thompson Joseph Brewda Roger Moore Michele Steinberg Karen Steinherz Carlos Wesley 10
  • 11. DEDICATÓRIA Dedicamos este livro ao nosso amigo Lara Bonilla, Ministro da Justiça colombiano e soldado abnegado na guerra contra as drogas, assassinado pelas mãos da máfia das drogas colombiana em 30 de abril de 1984, por ordem da diretoria da Narcotráfico S. A. Após agosto de 1983, quando se tornou Ministro, Lara começou a reunir as reservas morais de sua nação para desencadear uma ofensiva contra o comércio de narcóticos e contra os “cidadãos acima de qualquer suspeita”, os mercadores da morte que compram poder político com suas “respeitáveis” fortunas. Rodrigo Lara Bonilla ousou dizer “basta!” Em um ambiente no qual os czares da droga eram capazes de comprar pessoas e cargos políticos à vontade, no qual antigos presidentes e ganhadores de prêmio Nobel entoavam loas aos narcodólares e à legalização das drogas, Lara Bonilla prometeu: “Não vou parar minha guerra contra as drogas... há riscos que se deve correr na vida...” Desde a trágica morte de Lara Bonilla, infelizmente, a máfia das drogas deslanchou, e virtualmente ganhou, a guerra por poder político dentro da Colômbia. Incontáveis cidadãos colombianos tem sido mortos e violentados em tiroteios, explosões e outras ações terroristas, pelos gangsters das drogas, planejando trazer as autoridades civis à seus joelhos. Dúzias de líderes oficiais tem sido assassinados pela máfia das drogas, inclusive o antigo Procurador-Geral Carlos Mauro Hoyos e onze ministros da Suprema Corte da nação, os quais encontraram suas mortes durante a invasão, em 1985, do Ministério da Justiça da Colômbia pelos guerrilheiros do M-19. Talvez o mais corajoso tenha sido o candidato presidencial de 1989, Luis Carlos Galán, dedicando-se ele próprio a vencer a guerra contra os reis das drogas, antes de seu assassinato durante a campanha eleitoral. Rodrigo Lara Bonilla morreu em vão? Serão, as milhares de mortes de pessoas que lutam contra as drogas na Colômbia em vão? A resposta à esta questão será determinada em grande parte por você, leitor, e milhões de outros americanos, juntando-se a nós para esmagarmos os líderes da Narcotráfico S. A. – Os “cidadãos acima de qualquer suspeita”. 11
  • 12. PREFÁCIO: YURI ANDROPOV COLOCA A KGB SOVIÉTICA NOS NEGÓCIOS DE NARCO-TERRORISMO. O tráfico internacional de drogas entrou para os livros de história com o surgimento dos místicos Sufi, os sírios Hashishins do sheik al-Jabal, (Syrian Hasshishins of shaykh al-Jabal – ordem secreta dos Assassinos), nos tempos da aliança entre a Ordem dos Assassinos e a Ordem dos Templários. Ela se espalhou através do litoral asiático com os árabes mercadores de escravos. Foi tirado destes pelos mercadores de escravos venezianos da Companhia do Levante (Levanty Company) (Levante: países do mediterrâneo oriental; nativos destes países ou desta região – N.T.). Quando a Companhia do Levante mudou-se para a Inglaterra e Países Baixos, assumiu o novo nome de “Companhia das Índias Orientais” da Inglaterra e dos Paises Baixos. Os diretores desta, patrões de Adam Smith, estabeleceram monopólio mundial do tráfico de ópio durante o século XVIII, passando então a Grã-Bretanha, a dirigir o tráfico internacional de ópio, até que, Yuri Andropov, da KGB soviética, entrasse para esse tráfico, iniciando então, no intervalo de 1967 – 1969 o narco-terrorismo internacional dos dias de hoje contra o ocidente. Desta forma, hoje, as principais famílias financistas da Nova Inglaterra e de Nova York, abriram caminho à transição do controle do tráfico internacional de drogas da Grã-Bretanha para a União Soviética. O Sindicato Perkins de Salem (Perkins Syndicate of Salem), Massachussets, era o parceiro americano do tráfico de drogas da Companhia das Índias Orientais Britânica durante o final do século XVIII e no século XIX: estabelecendo as fortunas dos traficantes de drogas as quais são o fundamento da riqueza do assim chamado “Establishment Liberal da Costa Leste (Eastern Liberal Establishment) (diga-se Wall Street – N.T.), o Conselho de Relações Exteriores ( Council of Foreing Relations) de Nova York, de hoje. Essencialmente, essas mesmas famílias do Reino Unido e dos Estados Unidos, exemplificadas pelo círculo de McGeorge Bundy, são os principais cúmplices da ditadura soviética, tanto em suas conexões com os bancos lavadores de dinheiro das drogas, quanto em seu esforço para que os Estados Unidos curvem-se às exigências estratégicas soviéticas atuais. Conseqüentemente, não é por acidente, que David Rockefeller, fundador da pró-soviética Comissão Trilateral, entrasse em parceria com o falecido traficante de drogas Meyer Lansky, para converter a Mary Carter Paint Company na confusa conexão Resorts Internacional e Intertel, ligadas à máfia. Tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos, as “famílias” que construíram suas fortunas baseadas no tráfico de ópio no século XIX, estão no centro de uma organização conhecida pelos Insiders (aqueles da elite que agem por dentro – N.T.) como o “Trust”, o canal principal da influência política da KGB soviética nos círculos políticos da Europa Ocidental e das Américas. Não é por acaso que o Procurador Federal de Boston Willian Weld, ligado aos interesses da White Weld, intercedesse para encobrir a organização de lavagem de dinheiro, criada pelo Chefe de Pessoal da Casa Branca (White House Chef of Staff) Donald T. Regan, pela Merrill Lynch, Crédit Suisse e White Weld, antes que Regan se tornsse Secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Não é por acaso, que Donald Regan se tornasse o principal aliado do Secretário de Estado George Shultz, e do camarada deste, Henry Kissinger, no suporte de operações estrategicamente decisivas para Moscou, e contrárias aos mais vitais interesses estratégicos dos Estados Unidos. A primeira edição de Narcotráfico S.A. apontou quatro dos principais aspectos do tráfico internacional de drogas: (1) A criação do moderno tráfico de drogas internacional do governo britânico. (2) Provas reunidas pelo antigo Escritório Federal de Narcóticos americano (U. S. Federal Burean of Narcotics- FBN) e a Agência Central de Inteligência (CIA – N.T.) sobre o Tráfico Internacional de Drogas. (3) O papel da operação especial, cognominada “MK-Ultra”, em expandir o maciço mercado de drogas dentro dos Estados Unidos. (4) O papel crucial das instituições financeiras “off-shore” (fora do continente – N.T.) da comunidade britânica, como o Hong Shang Bank (HSBC – Hong Kong And Shangai Banking Corporation – N.T.), na lavagem do que, no ano de 1978, representou uma receita anual de US$ 200 bilhões proveniente do tráfico de drogas. Esta nova edição (1992), trás um quadro atualizado, enfatizando o papel dominante da soviética KGB em tomar o tráfico dos britânicos, e em assegurar papel dominante no tráfico internacional de drogas e nas operações narco- terroristas do início dos anos 1970 e 1980. Os americanos, e outros, estão cada vez mais temerosos com o terrorismo internacional. Poucos, infelizmente, compreendem que o terrorismo está tão firmemente integrado ao o tráfico internacional de drogas, que não podem ser separados um do outro. Se destruirmos o tráfico de narcóticos, a base logística essencial do terrorismo será destruída. 12
  • 13. Contudo, destruir as plantações e derrubar os aviões com carregamento de drogas não é o bastante. A menos que as centenas de bilhões de dólares dos traficantes de drogas sejam confiscadas, e os banqueiros e financistas envolvidos sejam enviados à prisão, os Estados Unidos e a Europa Ocidental estarão desamparados contra terrorismo. Enquanto tais criadores do sistema de lavagem de dinheiro, como Donald T. Regan, tenham liberdade de exercer influência sobre as políticas de nosso próprio governo, e aliados à ele, não haverá “Guerra Contra as Drogas” séria, nem tão pouco qualquer ação séria contra o terrorismo internacional. As páginas seguintes lhes mostrarão os fatos. Lyndon H. LaRouche Jr. Leesburg, Virgínia 10 de abril de 1986 13
  • 14. INTRODUÇÃO O TRÁFICO DE DROGAS HOJE 14
  • 15. 1 O livro que enraiveceu Henry Kissinger Há treze anos atrás, foi lançada a primeira edição de Narcotráfico S. A. . Autorizada pelo estadista americano anti- drogas Lyndon H. La Rouche Jr., foi o primeiro livro a revelar que o cartel de drogas ilegais tornara-se o maior negócio do mundo; o primeiro a apontar as causas da guerra que a “Narcotráfico S. A.” mantinha contra todas as nações do mundo; e o primeiro a revelar os nomes das figuras “intocáveis” que a protegiam , incluindo os monarcas europeus, os quais, a nossa mídia de Hollywood os vendia ao público como verdadeiros deuses. O livro, desde então foi traduzido para vários idiomas, e com várias edições, permanece único. Sua eficácia é atestada, acima de tudo, pelo fato de que chefões do braço americano do cartel de drogas - liderados por Henry A. Kissinger e a Liga Anti-Difamação de B’nai B’rith (Anti-Defamation League of B’nai B’rith ) –iniciaram há anos esforços para silenciar os autores, começando por La Rouche, o qual, foi levado direto para a prisão Federal no ano de 1988, por acusações forjadas de “conspiração”, e agora luta nos tribunais para derrubar esta justiça travestida. Lyndon La Rouche foi preso nos dias em que George Bush assumia a presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 1989, e Bush o manteve preso, por razões que incluíam medo dele e de seus partidários, acerca da informação contida neste livro. O Secretário de Estado Henry A. Kissinger correu o risco de sofrer processo criminal federal como resultado de sua persistente interferência nas atribuições do departamento de Justiça dos Estados Unidos, no FBI, e na Casa Branca com vistas a atiçar a campanha do governo para silenciar La Rouche. A histeria do Lobby dos narcóticos contra a campanha de La Rouche para colocá-lo fora destes assuntos não foi restrita aos Estados Unidos. Na Venezuela, a edição de língua Espanhola, Narcotráfico S. A., tem sido censurada desde 1985, porque os banqueiros locais ligados a Kinssinger e a Rockefeller estão aterrorizados pelo fato de que leves referências, expostas na segunda edição, relativas as sujas empresas mantidas por eles, possam levar à exposição pública de crimes muito maiores. Recentemente, alguns dos agentes da Narcotráfico S. A., da Venezuela, foram publicamente ligados a duas grandes explosões terroristas (uma em Washington, D. C.) e pelo menos a uma apreensão de cocaína em Miami. Como resultado, grupos de parlamentares por toda a Ibero-América pedem publicamente o levantamento da censura deste livro. Foi em 1977 que Lyndon La Rouche compreendeu que os americanos precisam ser mobilizados contra a praga das drogas ilegais que se espalhava durante a administração Carter. A campanha juntou uma larga coalisão de cidadãos envolvidos, nos Estados Unidos e outros países. Na primavera de 1978, as informações da coalisão sobre os maiorais por trás do cartel dos narcóticos cresceram a ponto de LaRouche autorizar um grupo investigador do Partido Trabalhista americano a esboçar um amplo perfil do comércio internacional de drogas. LaRouche avisou que, a menos que os Estados Unidos participassem da guerra não declarada que a Narcotráfico S.A. movia contra si, a nação seria destruída em uma geração. Não poderia haver “segurança nacional” sem o compromisso de destruir a Narcotráfico S.A , argumentava ele. Ao invés disso, três sucessivas administrações estiveram em paz com o cartel das drogas e, como resultado, a América nada em drogas que viciam. E a economia americana se afoga em narcodólares. A administração Carter-Mondale (1977-1981) abraçou abertamente a agenda do lobby das drogas para a sua legalização. O assessor para narcóticos da Casa Branca, Dr. Peter Bourne, não somente apoiava a “descriminalização” da maconha, como proclamava desde 1978 que a cocaína não era narcótico. O Vice-presidente Walter Mondale devia muito de sua carreira política aos camaradas do crime organizado de Minnesota, de Meyer Lansky. O Partido Trabalhista americano, braço eleitoral nos anos 70 do movimento político de LaRouche, publicou a primeira edição de Narcotráfico S.A , e conduziu uma campanha nacional para derrotar o esforço da Casa Branca de Carter para legalizar a maconha estado por estado. Da campanha emergiu a Coalisão Nacional Anti-Drogas, que ajudou a moldar o clima político que levou à derrota do grupo Carter-Mondale nas eleições americanas de 1980. Nestas, LaRouche desafiou Carter para a indicação presidencial dentro do Partido Democrata, e começou a construir a ala do sistema americano anti-drogas do Partido. Tanto o presidente Ronald Reagan quanto o Vice-presidente George Bush, refletindo a rejeição popular às políticas permissivas sobre drogas de seus antecessores, usavam slogans anti-drogas. Mas enquanto seus lábios pronunciavam “guerra às drogas” e à ameaça do “narcoterroriso”, por trás dos bastidores, funcionários da Casa Branca e da CIA, como 15
  • 16. o assessor do Conselho de Segurança Nacional, Oliver North, espalhavam drogas para às escondidas financiarem suas missões secretas favoritas. ATAQUE AO APARATO DE LAVAGEM DE DINHEIRO E ninguém na Casa Branca ou no Congresso ousou apontar a mensagem mais essencial do livro Narcotráfico S.A : Acabem com a lavagem do dinheiro das drogas, feita pelos grandes bancos anglo-americanos, e o cartel das drogas se sufocará em seus próprios lucros! Quando George Bush sucedeu Ronald Reagan na Presidência, tudo se tornou pior do que sob Jimmy Carter. Não somente Bush conservou o inimigo mais temido pelo cartel das drogas, Lyndon LaRouche, na prisão, mas, como dois novos capítulos da terceira edição detalharão, a Narcotráfico S.A se duplicava a cada cinco anos e a maconha substituira os alimentos como a colheita americana número um em rendimento. George Bush falava em acabar com o comércio das drogas, e secretamente entregava o governo da Colômbia ao cartel da cocaína e se juntava ao regime narcoterrorista do sírio Hafez al-Assad em um abraço obsceno. Na primeira edição de Narcotráfico S.A , Lyndon LaRouche também avisara que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial estavam autorizados a impor narco-economias a muitas nações em desenvolvimento, como parte de uma política consciente de genocídio em escala muito pior que a de Adolf Hitler. LaRouche identificou o FMI e o Banco Mundial como sinônomos de Narcotráfico S.A . Estas palavras foram confirmadas com o tempo. A ADL E KISSINGER REAGEM Antes mesmo que as primeiras cópias da primeira edição de Narcotráfico S.A --- A GERRA DO ÓPIO BRITÂNICA CONTRA OS ESTADOS UNIDOS ---saísse das máquinas em dezembro de 1978, os líderes dos negócios dos narcóticos se ocupavam tentando parar LaRouche. A partir do verão de 1978, a Liga Anti-Difamação (ADL), conhecida pelos bem informados como o “Lobby Americano da Droga”, lançou uma campanha multililionária para rotular LaRouche e seus associados políticos como “anti-semitas” por ousarem expor o envolvimento de gangsters, como Meyer Lansky, e líderes do lobby sionista, como Edgard Bronfman e Max Fisher, com o negócio das drogas. O fato de que LaRouche também identificou os poderosos banqueiros da coroa britânica como sócios do comércio das drogas, junto com o sindicato judeu do crime, marcou-o como um dos mais perigosos homens vivos, aos olhos da Narcotráfico S.A. . O ataque “anti-semita” da ADL contra LaRouche era puro terrorismo da Grande Mentira, conforme a tradição do membro da propaganda nazista Joseph Goebbels. Qualquer um que se preocupasse em estudar o assunto sabia que a carreira política de LaRouche fora construída sobre suas descobertas em economia física, e que em 1978 ele já escrevera centenas de artigos e vários livros expondo as políticas econômicas de austeridade fascista por trás do holocausto nazista, que mataram milhões de judeus e outras vítimas. A difamação bizarra da ADL incitou os investigadores da EIR (Executive Intelligence Review) a estudarem a história da suposta organização dos “direitos civis judeus”. Surgiu assim a prova de um legado de setenta anos de intimidade da ADL com os gangsters judeus, de Meyer Lansky e seu pupilo Arnold Rothstein, patrocinador da “Nossa Gente”, às figuras mais contemporâneas da Narcotráfico S.A. como Max Fisher, Edgar Bronfman, Edmond Safra, Meshulan Riklis, e o próprio chefe nacional da ADL, Kenneth Bialkin, advogado de Robert Vesco da “conexão americana”do Cartel de Medellín. Também descobrimos que muito do apoio financeiro à ADL vinha das principais famílias do establishment anglo-americano, cujas fortunas começaram com os bancos e companhias comerciais britânicos, donos dos navios clippers transportadores de ópio da china no século passado. Devido à herança do crime organizado da ADL, também não foi surpresa que uma das primeiras e piores difamações a mando desta contra LaRouche fosse publicada na revista HIGH TIMES (Na Hora), o órgão não oficial do lobby das drogas. O artigo de Chip Barlet era intitulado “Guerra às Drogas : a estranha história de Lyndon LaRouche: o cérebro sinistro da Coalisão Nacional Anti-Drogas-eles querem tirar suas drodas!”. Até hoje, a ADL tem poder sobre a corrupção da política e do sistema judiciário americanos, comprada e paga com os lucros do comércio internacional de drogas. Lyndon LaRouche foi levado à prisão por uma orquestração do dinheiro das drogas, apoiada por funcionários governamentais e agências privadas por ordem da Narcotráfico S.A. . No verão de 1982, a ADL foi apoiada em seus esforços no grupo “Peguem LaRouche” por Henry A. Kissinger, antigo Secretário de Estado e aquinhoado com o prêmio de “Homem do Ano da ADL”. Kissinger lançou a vendeta para conseguir do governo federal que acabasse com o movimento de LaRouche. 16
  • 17. O caso do seguidor de LaRouche, Lewis Du Pont Smith, ilustra o desespero dos esforços de Kissinger e da Força Tarefa “Peguem LaRouche” para suspender a organização, pelo movimento de LaRouche, de uma guerra nacional às drogas. Herdeiro da fortuna da família industrial du Pont, Smith contribuiu com 212.000 dólares para aquele movimento em 1985, a maior parte para a publicação da segunda edição deste livro. Em alguns meses, os pais de Smith- aconselhados por ninguém menos que Kissinger- conseguiram um julgamento no condado Chester, na Corte de Apelações da Pensilvânia, tirando seu filho do controle de sua herança, e suspendendo seus direitos humanos básicos- como o de assinar contratos e se casar, sob a acusação de que Smith era “mentalmente incompetente”. Smith é o primeiro caso na história americana em que um indivíduo foi declarado incompetente pelo tribunal com base em sua filiação política. KISSINGER: AGENTE DA INFLUÊNCIA BRITÂNICA Embora Kissinger seja historicamente íntimo aliado das mais fanáticas facções em Israel e no establishment sionista dos Estados Unidos, sua aliança primeira, em toda a sua carreira política, tem sido com a coroa britânica e seus tentáculos financeiros e de inteligência. Em 10 de maio de 1982, discursando em uma celebração no Real Instituto para Assuntos Internacionais ( Royal Institute of International Affairs-RIIA), na Chatham House de Londres, Kissinger gabou-se de que, em sua carreira nas administrações Nixon e Ford, ele tinha sido mais íntimo do Ministro do Exterior britânico do que de seus colegas americanos, e que tinha recebido todas as suas principais linhas políticas de Londres. Kissinger fundou a “firma de consultoria” internacional Kissinger Assossiates em sociedade com o britânico Lord Peter Carrington, logo após aquele discurso na Chathan House. Esta é sucessora da antiga Companhia Britânica das Índias Ocidentais, e serve como think-thank (ninho de idéias-N.E.) e braço de inteligência estrangeira da coroa britânica. As raízes da Chathan House estão fincadas na política da guerra do ópio britânica do século XIX. Kissinger não é estranho ao mundo do tráfico internacional de drogas. A edição de 1978 de Narcotráfico S.A. publicou que Kissinger teve um papel principal ao encobrir o envolvimento da República Popular da China no comércio de Heroína do Triângulo Dourado do sudeste asiático, no começo dos anos 70, quando ele voava entre Washington e Pequin armando a política de “carta chinesa”. Dezenas de milhares de veteranos americanos, que se viciaram em drogas no sudeste asiático durante a guerra do Vietnã, devem encarar Kissinger como ao menos parcialmente responsável por seu vício. Mais tarde, durante os anos 80, pela Kissinger Assossiates, Henry Kissinger tornou-se sócio comercial de alguns dos mesmos senhores chineses do ópio a quem protegera das sanções americanas por mais de uma década. Kissinger enfureceu-se quando LaRouche e seus associados espalharam largamente o texto oficial de seu discurso na Chathan House para documentar que Kissinger é um leal servidor da coroa britânica. Ele opôs-se a LaRouche na política da administração Reagan. Em 1982, uma grande batalha explodiu dentro da administração a respeito da emergente crise da dívida ibero-americana, da qual LaRouche estivera avisando os altos funcionários da Casa Branca por meses. A confrontação evoluiu entre LaRouche e Kissinger sobre se Washington negociaria uma solução eqüitativa da crise da dívida, em bases governamentais, ou se apoiariam as políticas do FMI visando maior pilhagem dos vizinhos do nosso hemisfério. Um conjunto de cartas pessoais de Kissinger ao então diretor do FBI, William Webster, durante o verão e o outono de 1982, documenta o papel de Kissinger. FORMADA A FORÇA-TAREFA “PEGUEM LAROUCHE” Em 19 de agosto de 1982, Henry Kissinger escreveu a então infame carta “Prezado Bill”a Webster, exigindo ação contra o movimento de LaRouche: “Porque estas pessoas se tornaram crescentemente detestáveis, tomei a liberdade de pedir a meu advogado, Bill Rogers, para procurar você e pedir seu conselho, especialmente com respeito à segurança. Foi bom ver você no Bosque (Boemian Grove-Bosque Boêmio, onde convidados masculinos se vestiam de mulher e ali brincavam ruidosamente N.E.) ... calorosas saudações”. Os esforços pessoais de Kissinger, ajudado pela chamada Divisão de Direitos Civis da ADL, foram aumentados em janeiro de 1983, a pedido de Kissinger, pela intervenção de vários membros da chefia do Conselho de Inteligência Estrangeira (PFIAB) do Presidente Ronald Reagan, conduzidos por Edward Bennett Williams, David Abshire e Leo Cherne. Estas exigiram que o FBI iniciasse uma investigação internacional sobre Lyndon LaRouche, clamando que a publicação por LaRouche da afirmação de Kissinger da venda dos Estados Unidos aos interesses britânicos, soviéticos e da Narcotráfico S.A. era de certa forma “subversiva”. Os documentos governamentais catalogam o papel dos camaradas de Kissinger no PFIAB. Um memorando de Webster a seu principal representante Oliver Revell, datado de 12 de janeiro de 1983, dizia em parte: Na reunião do PFIAB hoje, (nome censurado) levantou a questão das atividades do Partido Trabalhista americano e de Lyndon laRouche. Notou 17
  • 18. que ele e uma quantidade de outros americanos de vida pública tinham sido sujeitos a repetidos embaraços por LaRouche, e imaginava se o FBI tinha base para investigar estas atividades SOB CONTROLE OU DE OUTRA FORMA. Um grupo de membros presentes, incluindo Edward Bennett Williams, levantou a questão das fontes para estas atividades do Partido Trabalhista americano. Em vistas das grandes quantias obviamente gastas no mundo, levantou-se a questão se o Partido Trabalhista americano poderia estar recebendo fundos de agências de inteligência hostis (grifado).” O pedido do PFIAB levou, no começo de 1983, à abertura de uma investigação formal do FBI sobre Lyndon LaRouche e seus associados. Aquele pedido forneceu a cobertura legal para uma ofensiva total a fim de tirar LaRouche e seus associados de circulação e leva-los à prisão. O “controle” sob o qual a campanha inconstitucional “Peguem LaRouche” foi conduzida estava contido em um documento da Casa Branca pouco conhecido, a ordem executiva 12333, assinada pelo Presidente Reagan em dezembro de 1981. Esta dava ao FBI e às agências de inteligência americanas um amplo mandato para espionar e conduzir ações secretas contra cidadãos americanos julgados opositores da administração em vigor. A mesma ordem também permitia às agências usarem cidadãos particulares como seus agentes ao realizarem as ações. Aqui, a ADL tornou-se componente integral da Força-Tarefa governamental “Peguem LaRouche”. A ADL e Kissinger encontraram seus mais dispostos colaboradores, dentro da administração Reagan-Bush, entre os fantasmas e os funcionários da Casa Branca envolvidos no ilegal e secreto programa Irã-Contras. Mais uma vez, as pegadas da Narcotráfico S.A. estavam em toda parte. LAROUCHE CONTESTA A POLÍTICA PARA OS CONTRAS Nos primeiros anos da administração Reagan, LaRouche colaborara com vários altos funcionários ao desenvolvimento da Iniciativa de Defesa Estratégica (“Guerra nas Estrelas”) e outras políticas de segurança nacional. Durante o período 1982-83, LaRouche e seus colegas tinham sido sem alarde contactados e chamados a também cooperarem com os esforços da administração para apoiar a gerrilha dos contras que lutava para derrubar o regime sandinista na Nicarágua. LaRouche avisou a administração Reagan que os contras eram um grupo inteiramente nas mãos das organizações internacionais de tráfico de drogas e armas, e que todo o programa anti-sandinista---e os esforços anti-drogas da administração Reagan, amplamente alardeados, com ele--- estava fadado ao desastre se a administração continuasse com seu programa de apoio aos Contras. Como plano alternativo de ação, LaRouche propunha que a administração focalizasse seus esforços na América Central em uma guerra total às drogas que exporia, entre outras coisas, o envolvimento soviético, cubano e sandinista nesse comércio. Por esta época, sob pressão de Wall Street e do lobby sionista, Henry Kissinger tinha sido nomeado chefe da comissão “Fita Azul” da administração Reagan para a política da América Central. Um ex-empregado da ADL, Carl Ghershman, foi nomeado chefe da Doações Nacionais para a Democracia (NED), uma agência de recolhimento de fundos para operações secretas, sediada na Agência de Informação Americana do Departamento de Estado, que estava no centro do apoio secreto aos Contras. Para Kissinger e a NED, dirigida pela ADL, negociar com traficantes de cocaína não era problema. Mas a exposição pública, por LaRouche, da colocação dos principais traficantes de drogas na folha de pagamentos do governo era problema. Um memorando de maio de 1986, do agente Richard Secord, do programa Irã-Contras da Casa Branca, ao membro do Conselho de Segurança Nacional Oliver North confirma que o sistema de apoio aos Contras--- que o Senador David Boren (democrata de Oklahoma) apelidou de “governo secreto paralelo”--- estava coletando informação contra LaRouche. Na primavera de 1986, em seguida as dramáticas vitórias eleitorais, nas primárias do Partido Democrata em Illinois, de dois candidatos laruchistas a Vice-governador e Secretário de Estado, as forças “Peguem LaRouche” dentro do governo ganharam velocidade, especialmente dentro do profundamente corrompido Departamento de Justiça e do FBI. Dois dos mais zelosos ativistas no Departamento de Justiça eram William Weld e Arnold Burns. Weld era o Procurador Federal em Boston, e deu o golpe pioneiro contra LaRouche. Tornou-se chefe da Divisão Criminal do Departamento de Justiça em setembro de 1986, o número dois na hierarquia. Agora Governador de Massachussets, Weld é o rebento de uma família proeminente de sangue azul que fez sua fortuna no comércio de ópio da China. Arnold Burns, representante do Procurador Geral, era diretor do Banco Sterling National da ADL, um grupo fundado pelos camaradas da máfia de Meyer Lansky, e implicado nos negócios de dinheiro quente nos Estados Unidos, Itália e Israel. O próprio Burns quase fora acusado em um esquema de lavagem de dinheiro conduzido pelo serviço secreto israelense, o Mossad. Mais tarde se saberia que os sócios de Burns no esquema eram parte da gangue de espionagem israelense-soviética de Jonathan Jay Pollard. 18
  • 19. Em outubro de 1986, um exército de mais de 400 policiais federais e estaduais, acompanhados por helicópteros, aviões e um caminhão blindado de transporte de tropas, invadiu os escritórios de várias publicações associadas a LaRouche em Leesburg, na Virgínia. Esta foi a maior ação paramilitar doméstica feita pelo governo federal desde os distúrbios estudantis e urbanos de fins dos anos 60 e começo dos 70. O propósito era simplesmente executar dois mandatos de busca e fazer quatro prisões de pessoas sem ficha criminal! Nos anos seguintes, LaRouche e dúzias de associados foram presos e julgados. Uma acusação a LaRouche e uma dúzia de co-réus em uma corte federal de Boston terminou em um “julgamento incorreto” em 4 de maio de 1988. O júri de Boston ouviu 92 dias de depoimentos de testemunhas governamentais. O réu nunca pode apresentar sua versão. Entretanto, os jurados, de acordo com notícias da imprensa, estavam com tanta raiva do comportamento do governo que, ao se reunirem após dissolvido o júri pelo juiz, votaram que LaRouche e os outros eram “não culpados” em todas as 125 acusações. Um jurado disse ao Boston Herald, em 5 de maio de 1988, que ele e seus colegas estavam convencidos que o governo havia cometido crimes contra LaRouche. Este, disse a imprensa que lhe haviam negado o veredito de inocente. Seis meses mais tarde, o Departamento de Justiça novamente acusou LaRouche em uma corte federal distrital de Alexandria, em Virginia, com acusações quase idênticas. O juiz e o júri foram manipulados. O primeiro jurado, o funcionário do Departamento de Agricultura chamado Buster Horton, tinha sido membro de uma força-tarefa governamental secreta que incluía Oliver North. O juiz, Albert V. Bryan Jr. , tinha sido sócio comercial do comerciante secreto de armas Sam Cummings. Neste julgamento federal e nos estaduais subseqüentes em Virginia, altos empregados da ADL trabalharam como membros de fato do grupo governamental de acusação. Em um incidente significativo, a ADL foi apanhada tentando subornar um juiz da Commonwealth da Virginia com promessa de um posto na suprema corte estadual, em recompensa pela condenação dos réus e LaRouche. Em 27 de janeiro de 1989, alguns dias após George Bush tomar posse como Presidente, LaRouche teve negada sua apelação pendente por fiança e foi jogado em uma prisão federal, com seis colegas. LaRouche foi sentenciado a 15 anos de prisão--- sentença perpétua para um homem já com 60 e tantos anos. Bush pôs sua aprovação à prisão ao recusar liberar milhares de páginas de provas de inocência sob controle da Casa Branca. De todos os seus adversários políticos e críticos, Lyndon LaRouche era aquele a quem George Bush desesperadamente queria fora do caminho. Mas a prisão de LaRouche e alguns de seus colegas mais próximos não era suficiente para satisfazer a Narcotráfico S.A.. Duas das publicações ligadas a LaRouche, New Solidarity (Nova Solidariedade), um jornal quinzenal com mais de 100.000 assinantes, e Fusion (Fusão), uma revista de ciência com mais de 114.000 assinantes, foram invadidas pelo governo em 21 de abril de 1987 e fechadas, em uma ação que côrtes federais depois declararam ter sido ilegal. Martin V. B. Bostetter, juiz federal de falências, escreveu em sua decisão de 25 de outubro de 1989, sustentada em apelação, que a ação governamental tinha sido de “má-fé” e que o governo tinha cometido uma “fraude à côrte”. OS BARÕES DAS DROGAS NÃO PODEM SER PATRIOTAS Quando Lyndon LaRouche primeiro avisou altos funcionários da admnistração Reagan sobre as ligações dos Contras nicaragüenses com o cartel das drogas, não era ainda publicamente sabido que o governo americano vendia drogas aos seus jovens cidadãos americanos para financiar a guerra secreta daqueles Contras (mesmo que à época alguns bem intencionados funcionários governamentais pensassem que eles verdadeiramente combatessem as drogas). Dias após a invasão em Leesburg, os primeiros detalhes do escândalo Irã-Contras apareceram, em seguida à queda de um avião americano de abastecimento em território nicaragüense e a prisão de Eugene Hasenfus, membro da tripulação. Nos meses seguintes, mais e mais peças da corrupção secreta do governo apareceram. O caso do Tenente-Coronel Oliver North é bom exemplo desta corrupção, especialmente porque a mídia se empenhou muito em construir a imagem do super-espião da Marinha e da Casa Branca como modelo de patriota americano. Provas tornadas públicas nas audiências sobre Irã-Contras no Congresso, por casos nas cortes federal e estaduais e acusações penais internacionais, revelam que Oliver North estava no meio de uma enorme operação internacional de tráfico de armas por drogas, dirigida de seu escritório do Conselho de Segurança Nacional no antigo edifício de escritórios ao lado da Casa Branca. O Coronel North era o principal funcionário do programa de suprimento aos Contras. Mas era o Vice-presidente George Bush, antigo diretor da CIA, que estava formalmente encarregado de todo o programa de ações secretas para a América Central, na administração Reagan. Pela Direção da Diretiva de Segurança Nacional 3 (NSDD 3) assinada por Ronald Reagan em maio de 1982, Bush foi colocado dirigindo dois comitês secretos pouco conhecidos da Casa Branca: o Grupo de Situações Especiais (SSG) e o Grupo de Pré-Planejamento de Crises (CPPG). Oliver North era o secretário deste e dirigia o show fantasma da América Central--- sob George Bush. 19
  • 20. A agenda pessoal de North, que catalogava a maioria de suas reuniões, telefonemas e observações nos dias da Casa Branca, provam que ele bem sabia que os Contras estavam sendo fortemente financiados pelos traficantes de cocaína baseados em Miami. Por exemplo, a anotação à mão de 26 de março de 1985 na agenda de North diz; “Rafael Quintero- -- agente de Secord deve estar no litoral quando chegarem--- como ligação w/APLICANO...Quintero...”Vários dias depois, em 3 de abril, uma nota subseqüente diz: “0600--- RAFAEL QUINTERO--- (preso)---conhecido traficante de narcóticos--- Enrique Camarena...” Este foi o agente da Administração Policial contra Drogas (DEA) em Guadalajara, no México, seqüestrado e torturado até a morte em fevereiro de 1985. Em 1990, Juan Ramón Matta Ballesteros, um hondurenho que ajudou a estabelecer rotas de cocaína pelo México, foi condenado com vários outros homens na corte federal de Los Angeles por conspiração para seqüestrar e matar Camarena. Ao tempo desse caso, Matta Ballesteros era o proprietário de uma empresa de aviação charter hondurenha, SETCO Air, que recebeu mais de meio milhão de dólares do Departamento de Estado americano para levar “ajuda humanitária” aos Contras do programa de Oliver North na Casa Branca. Outros fundos, tirados diretamente das contas secretas de North-Secord na Suíça, foram também passados a SETCO Air. Pior ainda, de acordo com um relatório publicado no Washington Post em 5 de julho de 1990, um rancho perto de Veracruz, no México, de propriedade de Rafael Caro Quintero, o mentor da tortura e morte de Camarena e cabeça da máfia mexicana das drogas, era usado pela CIA para treinar as guerrilhas centro-americanas, como ainda outro aspecto de North na Casa Branca. De acordo com o informante da DEA, Laurence Victor Harrison, a CIA usava a Diretoria de Segurança Federal mexicana (DFS) como cobertura no caso de surgirem questões quanto a quem dirigia o treinamento. Representantes da DFS, que estavam à frente do campo de treino, estavam na verdade agindo em conluio com os grandes senhores das drogas para assegurar o fluxo de narcóticos pelo México para os Estados Unidos. Outra anotação na agenda de North em 9 de agosto de 1985, remove qualquer dúvida quanto a Oliver North saber tudo da conexão Contras-cocaína: “O DC-6 hondurenho usado para saídas de Nova Orleans provavelmente é usado para entrada de drogas nos Estados Unidos”. O avião hondurenho em questão era o de Matta Ballesteros. North e companhia estavam bem a par da conexão da cocaína a mais tempo, de acordo com outros relatórios governamentais. Em 26 de setembro de 1984, o Departamento de Polícia de Miami forneceu ao agente especial do FBI, George Kiszynski, um relatório de investigação, identificando uma rede de traficantes de cocaína de Miami que estava carreando dinheiro para os cofres dos Contras. Dias após esta entrega, de acordo com depoimento no Congresso, fora ele passado para Oliver Revell, personagem importante na força-tarefa “Peguem LaRouche” e ligação North-FBI para o programa da América Central da Casa Branca. Esse documento dizia em termos claros; “Frank Castro é um associado íntimo de um indivíduo chamado Francisco Chanes...Este é um traficante de narcóticos...Chanes dá apoio financeiro a grupos anti-castristas e às guerrilhas dos contras nicaragüenses; o dinheiro vem das transações com narcóticos...Frank Castro contatou Mr. Coutin para dar à Legião Cubana apoio financeiro para lutar contra o governo marxista-sandinista da Nicarágua...e apoio financeiro vem das drogas.” LIGAÇÕES DA CASA BRANCA COM OS TERRORISTAS O conluio de North com os traficantes de drogas não se limitava à América Central. Na primavera de 1986, de acordo com a investigação do Congresso sobre o caso Irã-Contras, North, o então Conselheiro de Segurança Nacional, Robert McFarlane e outros funcionários da administração abriram um chamado “segundo canal” para negociar secretamente a troca de armas por reféns com os terroristas, baseados no Líbano, que tinham reféns americanos. Este “segundo canal” era um sírio chamado Mansur al-Kassar, um contrabandista internacional de heroína, hashishe e cocaína muito conhecido, também implicado em uma série de ataques terroristas e seqüestros no Oriente Médio, inclusive a infame invasão do navio Achille Lauro, no qual o americano Leon Klinghoffer foi morto. Al-Kassar forneceu armas à Frente de Libertação da Palestina (FLP), grupo responsável pelo ataque do Achille Lauro, e durante anos dirigiu uma gangue mercenária de seqüestros no Líbano com Abul Abbas, chefe da FLP. Al-Kassar também vendeu armas soviéticas ao grupo Setembro Negro de Abu Nidal e ao comando geral de Ahmed Jibril da Frente Popular para Libertação da Palestina apoiada pela Síria. Al-Kassr era o sócio no mercado negro do Vice-presidente da Síria, Rifaat al-Assad, irmão do Presidente Hafez al- Assad. Em 1986, autoridades espanholas obtiveram fotos do encontro de al-Kassar e Rifaat al-Assad em Marbella com o chefe do cartel de Medellín Pablo Escobar Gaviria. O objetivo do encontro era estabelecer operações para expandir o tráfico de cocaína para a Europa continental. Al-Kassar durante este período foi identificado nos arquivos da CIA como agente da KGB soviética e importante contrabandista de armas soviéticas para o Ocidente. Nada disto dissuadiu North e companhia de trazer al-Kassar para a “empresa” na Casa Branca. Ele nunca conseguiu libertar qualquer refém, mas conseguiu tornar-se um dos fornecedores de armas soviéticas para os Contras. Em 1986, só 20
  • 21. uma transação carreou 1,5 milhão de dólares em pagamento para al-Kassar da conta de North-Secord no banco suíço Lake Resources. Em troca desses favores, as atividades terroristas e com drogas de al-Kassar receberam proteção do Conselho de Segurança Nacional, que continuou até muito tempo após o escândalo Irã-Contras haver explodido nas mãos de North, Secord, do diretor da CIA William Casey e outros. De acordo com um relatório, as estreitas ligações de al-Kassar com a Casa Branca podem ter levado à morte 270 pessoas. Em 21 de dezembro de 1988, semanas antes da posse de George Bush como Presidente, uma bomba explodiu e derrubou o vôo 103 da PANAM em Lockerbie, na Escócia, quando 259 passageiros e tripulantes do avião, e 11 pessoas em terra, morreram. Ainda não se sabe exatamente como a bomba foi colocada a bordo do avião. A história completa pode nunca vir à tona. Advogados e investigadores da empresa, tanto quanto o Deputado James Traficant (democrata de Ohio), já sugeriram que Mansur al-Kassar pode estar envolvido. Aparentemente, contrabandistas de heroína empregados no aeroporto internacional de Frankfurt, na Alemanha, colocaram a bomba no vôo 103, e os homens de al-Kassar foram protegidos pelo pessoal da CIA em Frankfurt como parte do acordo de libertação de reféns e outros aspectos da nova “aproximação sírio-americana”. De acordo com o colunista Jack Anderson, em abril de 1989, o Presidente Bush conferenciou com a Primeira-ministra Margaret Thatcher, e os dois ordenaram que as inteligências britânica e americana escondessem o alegado envolvimento de al-Kassar na explosão de Lockerbie. Se as acusações de Anderson forem verdadeiras, o massacre de Lockerbie foi completamente encoberto, como foi o papel da Síria no florescente e multibilionário comércio de heroína e hashishe no Oriente Médio. Uma razão para o encobrimento foi que o uso das redes de contrabando de drogas do Oriente Médio era braço geral do despistamento da era Irã-Contras da época Reagn-Bush, como foi o uso de pilotos do cartel de cocaína colombiano e lavadores de dinheiro para suprir os Contras. De fato, as conexões das drogas colombiana e do Oriente Médio tem um denominador comum repetido: um componente israelense muito importante. No próprio mês, abril de 1989, em que o Presidente Bush e a Primeira-ministra Thatcher estavam aparentemente ordenando o encobrimento da explosão do vôo 103 da PANAM, um relatório da DEA e da Alfândega foi censurado, pois dizia que o banco Republic National de Nova York (Republic National Bank of New York) estava servindo como local de lavagem de dinheiro para as organizações de tráfico de narcóticos ibero-americanas e do Oriente Médio. Esse banco é de Edmond Safra, proeminente banqueiro judeu de descendência libanesa, cujas operações bancárias mundiais se estendem de Allepo, na Síria, ao Rio de Janeiro, no Brasil, e Manhattan. De acordo com um memorando de 13 páginas, escrito por agentes da DEA em Berna, na Suíça, e datado de 3 de janeiro de 1989, Safra e o banco Republic National estavam implicados em uma rede de lavagem de dinheiro das drogas baseada na Suíça e dirigida pela Shakarchi Trading Company, de Zurich. Os investigadores americanos ligaram Shakarchi a uma gangue de contrabando de heroína que gozava da proteção da polícia secreta búlgara e da estatal de exportação-importação Globus (anteriormente chamada Kintex). Um relatório anterior da DEA implicara o diretor da Kintex na tentativa de assassinato do Papa João Paulo II por Mehmet Ali Agca em maio de 1981. Kintex foi identificada como o centro da “conexão búlgara” da rede internacional de contrabando de drogas.Forneceremos visão desta gangue de drogas soviética-búlgara em um capítulo seguinte. Por agora, é suficiente anotar que: A Shakarchi Trading Company de Zurich, na Suíça, opera com uma casa de câmbio e é usada por algumas das maiores organizações mundiais de tráfico de drogas para lavar os lucros destas suas atividades...Ela mantém contas no banco Republic National de Nova York, que apareceu em várias investigações anteriores de lavagem de dinheiro...Enquanto vivia, Mahmoud Shakarchi manteve estreita relação com Edmond Safra e as instituições bancárias nas quais Safra tinha interesses, inclusive o banco Republic National. Desde a morte de Mahmoud, Mohammed Shakarchi, negociando pela empresa , manteve o relacionamento com o banco Republic National. O DINHEIRO DAS DROGAS FINANCIA A ADL Os investigadores da DEA e da Alfândega, seguindo o fluxo dos lucros da heroína do Líbano pela Turquia e Bulgária até a firma Shakarchi em Zurich, acharam milhões de dólares depositados na conta número 606347712, na principal filial de Nova York do banco Republic National. Enquanto isto, agentes da DEA na Colômbia e na costa ocidental americana estouraram o maior esquema de lavagem de dinheiro da cocaína do cartel de Medellín já descoberto como parte da Operação Gorro Polar da DEA. Conhecida como “La Mina (A Mina)”, o circuito de lavagem de dinheiro envolvia uma lista de bancos na Colômbia e Uruguai e uma companhia atacadista de jóias em Los Angeles chamada Ropex. Milhões de dólares em depósitos da Ropex foram identificados pelo grupo do Gorro Polar na conta número 606347712 do banco Republic National--- a mesma conta da Shakarchi Trading Company! 21
  • 22. Sem surpresa, em 1989, enquanto a história Shakarchi-Safra ganhava as manchetes na Europa e nos Estados Unidos, o banqueiro Safra fazia uma doação de aparentemente 1 milhão de dólares como sua caridade favorita--- para a Liga Anti- Difamação (ADL)! As ligações do banqueiro Safra com a lavagem de dinheiro da Narcotráfico S.A. recuam ao menos até os meados dos anos 70, quando o banco Republic National levou o negociante de carros argentino David Graiver para dentro dos santuários de Wall Street. Graiver comprou o American Bank and Trust em 1975 e, em menos de um ano, pilhou o banco de Nova York em aproximadamente 40 milhões de dólares. Graiver convenientemente “morreu” em desastre de avião no México, justamente quando os fiscais bancários descobriram que o banco estava vazio, durante uma auditoria. Houve tal ceticismo a respeito do desaparecimento que durante anos os procuradores estaduais de Nova York continuaram a listar Graiver como réu no caso de fraude do banco. Naturalmente, Graiver era um simples “laranja” de uma rede de lavagem de dinheiro do Mossad na Suíça, chamada Centrade Group, do qual uma das principais figuras, Tibor Rosenbaum, é retratada em profundidade neste livro. O essencial é que, nos últimos 20 anos, um grande e crescente componente da Narcotráfico S.A. tem sido a ligação do gangster Meyer Lansky com o Mossad israelense. Se houvesse qualquer dúvida sobre o papel principal exercido por esses elementos nebulosos dentro do serviço de inteligência israelense, em sociedade com britânicos e americanos no bazar mundial de drogas por armas, ela seria desfeita pela chuva de balas em um canto desolado da Colômbia, em 15 de dezembro de 1989. Nesta data, unidades do Exército colombiano invadiram o conjunto do capo do cartel de Medellín José Gonzalo Rodrígues Gacha, perto da cidade de Pacho. Em um tiroteio no esconderijo-bunker de Gacha, este e vários guarda- costas foram mortos. Em 24 e 28 de janeiro, em invasões em dois outros ranchos de Gacha, o Exército apoderou-se de enorme estoque de armas--- a maioria fabricada em Israel. O rifle Galil usado para assassinar o candidato presidencial colombiano Luis Carlos Galán em agosto de 1989 era parte do carregamento. A descoberta dos esconderijos de armas israelenses impeliu o governo colombiano a fazer uma interpelação formal a Tel Aviv: A quem aquelas armas em particular foram vendidas? A resposta veio do Ministro da Defesa israelense: as armas haviam sido vendidas ao governo da pequenina ilha-nação caribenha de Antigua, em um negócio bancado por um israelense chamado Maurice Sarfati. De acordo com a versão original israelense, Sarfati, morador de Antigua, havia supostamente bancado o negócio para o “Conselheiro de Segurança Nacional” antiguano--- um posto não existente. Muitos meses e histórias secretas mais tarde, ao menos uma aparência de verdade surgiu. A inteligência israelense--- através de uma lista de companhias “laranjas”--- estivera fornecendo armas e treinamento terrorista aos esquadrões da morte do cartel de Medellín em colaboração com mercenários britânicos. E o programa inteiro tinha sido dirigido por altos funcionários da Casa Branca de Reagan-Bush e administrado pela CIA e pelo Projeto Democracia. De fato, os fundos para a compra das armas achadas na fazenda de Gacha tinham sido fornecidos pelo Departamento de Estado americano através de um programa dirigido pessoalmente pelo Secretário assistente de Estado Elliott Abrams, que alegou culpa em 7 de outubro no julgamento dos crimes Irã-Contras. As armas foram ostensivamente compradas para armar um fictício “governo panamenho no exílio”, nominalmente chefiado pelo antigo Presidente panamenho Eric Delvalle. Este programa, parte do esforço anti-Noriega de Reagan-Bush, também envolvia membros muito poderosos do Partido Republicano, incluindo John Zagame e Richard Bond. Zagame, antigo assessor do Senador Alfonse D’Amato (republicano de Nova York), montou firma de consultoria e alugou-se como conselheiro do grupo Delvalle por 15.000 dólares mensais. Os fundos vinham das mesmas contas que compraram as Uzi, os Galil e outras armas israelenses descobertas nos ranchos de Gacha. Zagame, na última vez em que foi visto, dirigia uma firma de relações públicas chamada Pan Americana, com um só grande cliente, Oliver North. Ao mesmo tempo em que Zagame participava do programa anti-Noriega, os mesmos fundos também iam para outra firma de “consultoria” , Bond Donatelli, que partilhava escritórios com Zagame em Alexandria, Virginia. Richard Bond foi representante do chefe de pessoal do Vice-presidente Bush e antigo representante do presidente do Comitê Nacional Republicano (RNC). Em 1991, foi convidado a se tornar presidente do mesmo por George Bush, mas recusou o convite. Frank Donatelli foi certa vez assessor político da Casa Branca de Reagan. Entre as baixas causadas pelo casamento do cartel da cocaína com a CIA e o serviço de inteligência israelense estavam milhares de inocentes colombianos vítimas dos atiradores e das bombas do cartel. Em uma semana particularmente sangrenta de junho de 1990, de acordo com relatórios do governo colombiano, mais de 640 pessoas tiveram morte violenta, a vasta maioria às mãos do cartel. Em um avião que explodiu em novembro de 1989, fato ligado aos terroristas do cartel treinados pelos israelenses, 117 pessoas morreram. Como já relatamos, uma das armas fornecidas pelos mercadores da morte israelenses foi usada em agosto de 1989 para assassinar o candidato presidencial favorito da 22
  • 23. Colômbia, Luis Carlos Galán. Se houvesse sobrevivido ao atentado a tiros contra si na campanha eleitoral, Galán certamente seria eleito Presidente da Colômbia, e estava comprometido com uma política anti-drogas dramaticamente em contraste com a capitulação total que ocorreu como resultado de sua morte. O treinador dos esquadrões da morte de Gacha era um coronel da reserva do Exército israelense chamado Yair Klein. Sua companhia, Ponta-de-Lança Ltda. (Hod Hahanit em hebreu), abriu filiais na Colômbia no final dos anos 80. Além dos israelenses, em operação paralela, um grupo de mercenários britânicos também treinou os esquadrões do cartel, e até participou de operações paramilitares no interior da Colômbia. Entre eles estavam David Tomkins e Peter McAleese, um veterano do Exército rodesiano. A maioria deles era de antigos oficiais dos Serviços Aéreos Especiais (SAS). O envolvimento da inteligência britânica, da CIA e do Mossad nos negócios colombianos foi posteriormente confirmado quando Louis Blom-Cooper e Geoffrey Robertson, ambos empregados da Anistia Internacional, que recebe fundos da inteligência britânica, foram usados para encobrir o patrocínio oficial dos governos americano, britânico e israelense à operação Klein e para colocar a culpa somente nos funcionários da pequena ilha de Antigua, uma colônia da coroa britânica. Logo após a escola de assassinos do cartel de Medellín começar a funcionar, Klein foi levado para um programa delicado e secreto que estava sendo montado pela administração Reagan-Bush, a conspiração para derrubar o General Manuel Antonio Noriega do Panamá. Em 1988, Klein foi trazido a Miami para uma série de reuniões secretas com o Coronel Eduardo Herrera, antigo embaixador panamenho em Israel. Herrera foi tirado da embaixada em Tel Aviv após o General Noriega descobrir que ele trabalhava para o Mossad e a CIA. Então foi transferido para os Estados Unidos por Elliott Abrams e colocado formalmente na lista de pagamentos da CIA. O Coronel Klein foi designado para trabalhar com Herrera em um plano para criar uma força panamenha de Contras que poderia ser patrocinada pelos Estados Unidos para derrubar o General panamenho, que se tornara um espinho na carne de George Bush. Como representante deste projeto secreto, Klein visitou Antigua no começo de 1989, para solicitar permissão das autoridades locais para estabelecer uma academia de treinamento de “guardas de segurança VIP”. Sarfati--- há muito um agente do Mossad, que comprara uma fazenda de melões em Antigua com fundos governamentais americanos arranjados por Bruce Rapaport, um suíço-israelense do esquema Irã-Contras e que era parceiro de Golf do falecido William Casey--- fez os contatos locais. De acordo com o Coronel Clyde Walker, à época chefe da minúscula força de defesa nacional de Antigua, após haver- se encontrado com o Coronel Klein e Sarfati em janeiro de 1989, dirigiu ele perguntas formais aos funcionários da CIA a cargo do leste caribenho. Em uma declaração juramentada, Walker declarou: “Preparei um relatório de inteligência sobre o Coronel Klein e todos os outros nomes nos panfletos da Ponta-de-Lança Ltda. ... e dei o relatório ao agente da CIA americana Robert Hogan em seu quarto de hotel do Club St. James, e pedi dele investigação da firma, do Coronel e de seus treinadores.Também discuti sobre a firma e o Coronel com o chefe da CIA para o leste caribenho Sr. George Kenning, na embaixada em Barbados, em meu escritório e também na sala VIP do aeroporto Grantley-Adams.” Alguns meses depois, diz Walker em seu depoimento, o chefe da CIA para o leste caribenho George Kenning “me disse que a Ponta-de-Lança parecia estar OK.” Não obstante a luz verde da CIA, os governantes de então em Antigua decidiram, em março de 1989, não aprovar o pedido de Klein para a escola de treino. Neste momento, uma carga de armas israelenses atravessava o Atlântico a bordo do navio de bandeira dinamarquesa Else TH. Em 24 de abril de 1989, as armas foram transferidas no porto de Antigua para um navio panamenho, Sea Point, e enviadas para Gacha na Colômbia. O dinheiro para pagar o carregamento de armas de 1989 veio de uma conta administrada pelo Departamento de Estado americano, sob controle do Secretário Assistente para Assuntos Internacionais Elliott Abrams. O recibo para assegurar que centenas de armas deixassem Israel a tempo viera por uma filial em Miami do banco israelense Hapoalim. A NARCOTRÁFIO S.A. INSTALA GOVERNOS Se ainda há qualquer dúvida de que o armamento dos esquadrões da morte do cartel de Medellín era parte do mesmo programa que incluía a invasão, em 20 de setembro de 1989, do Panamá e derrubada do General Noriega, considere o seguinte: Após a fumaça clarear no Panamá--- milhares de cadáveres e bilhões de dólares em propriedades bombardeadas--- a administração Bush conseguiu instalar na presidência panamenha um advogado local, Guillermo “Gordo” Endara. Uma pesquisa nos registros policiais mostra que este e vários de seus sócios advogados eram os proprietários do navio Sea Point em abril de 1989, quando o navio levou as armas israelenses para Gacha! Eles ainda possuíam o navio em fins de 1989 quando este foi parado no litoral do México e apreendido por levar uma carga maciça de cocaína. Mais ainda, mais de metade da tripulação presa pelas autoridades mexicanas estava também a bordo quando 23
  • 24. a entrega das armas fora feita ao cartel de Medellín. De volta à terra seca na cidade do Panamá, Endara era co- proprietário, com Gacha, do Banco Interoceânico, lavador de dinheiro das drogas. Quando explodiu a conexão Mossad-Medellín no começo de 1990, o governo israelense lutou para negar que Klein estivesse em “missão oficial” quando treinou e armou os narcoterroristas. Infelizmente para a credibilidade de sua história, Klein não só estava ligado a Sarfati em suas aventuras caribenhas mas, em Miami, a Ponta-de-Lança Ltda. de Klein fora administrada por dois agentes muito importantes de Israel, o General Pinchas Sachar e Pesach Bem-Or. Ambos estavam oficialmente designados representantes da indústria estatal militar israelense, e era a conta de Sachar no Banco Hapoalim que recebera os fundos de Elliott Abrams para comprar as armas enviadas à Colômbia. Pesach Bem-Or fora designado anteriormente, na administração Carter, como o principal mercador de armas do Mossad na cidade da Guatemala, importante centro para o posterior suprimento dos Contras. De acordo com relatórios de testemunhas visuais, o Assessor de Segurança Nacional de Carter, Zbigniew Brzezinski, calmamente informou a junta guatemalteca em 1978---após Carter suspender toda ajuda militar americana ao país por supostas violações de direitos humanos---que Bem-Or forneceria todas as armas e o necessário treinamento militar com as bênçãos secretas de Washington. Bem-Or fez isto---com superfaturamento de 600%. Uma década mais tarde, Bem-Or ainda negocia com a Guatemala--- dos escritórios que partilha em Miami com o General Sachar e o Coronel Klein. POR QUE UMA TERCEIRA EDIÇÃO ? Desde que a segunda edição de Narcotráfico S.A. foi publicada por EIR em 1986, o cartel internacional de narcóticos continuou firmemente a ganhar terreno, especialmente dentro dos Estados Unidos. Por causa disto, o mais forte combatente anti-drogas da nação, Lyndon LaRouche, foi levado à prisão e o povo americano deixou isto acontecer. Ë uma falha moral. Mas, voltando ao assunto, os editores de EIR decidiram que a véspera das eleições presidenciais de 1992 era um momento apropriado para lançar a terceira edição de Narcotráfico S.A.. Os acontecimentos da época davam uma oportunidade histórica única de derrotar o cartel das drogas, uma chance que não podíamos ignorar. A fraude da “recuperação econômica” de Reagan-Bush está sendo exposta ao mundo inteiro--- especialmente dentro dos Estados Unidos, onde o controle da Narcotráfico S.A. sobre as mais poderosas instituições financeiras levou os Estados Unidos a uma segunda Grande Depressão. Estas instituições falidas estão agora maduras para serem substituídas por novas, livres da corrupção da Narcotráfico S.A.. Além disso, as revoluções pacíficas no leste da Europa e na antiga União Soviética demonstram que não é mais automático que “cidadãos acima de qualquer suspeita” possam livremente agir fora da lei. As imagens de Ceausescu na Romênia ou Honecker na antiga Alemanha Oriental sendo executados ou julgados por traição podem ser claro aviso, àqueles que ainda se agarram ao poder, de que seu tempo de lugar ao sol está chegando ao fim. Em 1985, poderosas famílias puderam suprimir de circulação Narcotráfico S.A.---o clã Cisneros da Venezuela ordenou a censura da edição em língua espanhola na Venezuela. Hoje entretanto dúzias de parlamentares da Venezuela, Peru, República Dominicana e outra nações latino-americanas pedem publicamente que a censura seja levantada. Velhos associados do grupo Cisneros e do Presidente Carlos Andrés Pérez estão sendo acusados em audiências congressuais de terrorismo, tráfico de drogas e negócios com o mercado negro de armas. Estes desenvolvimentos viraram a política venezuelana de cabeça para baixo. A falência do poder da Narcotráfico S.A., evidenciada por estes acontecimentos externos, pode também ocorrer nos Estados Unidos. Este livro é uma munição para lutar, e ganhar, a guerra contra a Narcotráfico S.A.. Nesta terceira edição, reproduzimos quase todos os capítulos publicados na edição espanhola de 1985 e na inglesa de 1986 (segunda). Parte deste material vem da histórica primeira edição de Narcotráfico S.A. , com o subtítulo “Guerra Britânica do Ópio Contra os Estados Unidos”, que vendeu quase imediatamente 50 mil cópias quando foi publicado em 1978. Em detalhes, partes do texto contém dados ultrapassados, especialmente nas seções discutindo o tamanho do comércio global de drogas e as maiores áreas de produção e consumo. Não obstante, a metodologia de nosso trabalho original---que identifica as instituições e os indivíduos que dirigem a Narcotráfico S.A. , traçando o fluxo dos lucros das drogas pelo sistema bancário internacional--- permanece válido hoje. E continua verdade que, quando este volume foi primeiramente publicado há treze anos, uma guerra competente às drogas deveria ter começado contra as instituições bancárias e banqueiros que “lavam” os lucros mal ganhos da Narcotráfico S.A.. Para esta terceira edição acrescentamos, com a nova introdução, um capítulo detalhando as taxas fenomenais de crescimento da Narcotráfico S.A. , que dobram de tamanho a cada cinco anos, e um capítulo documentando o 24
  • 25. surgimento da maconha como colheita mais lucrativa da América. Finalmente, atualizamos o apêndice C, sobre a Liga Anti-Difamação de B’Nai B’rith (ADL) e juntamos um novo apêndice sobre o papel da República Popular da China no tráfico global de drogas. 25
  • 26. 2 NARCOTRÁFICO S. A. DOBRA A CADA 5 ANOS Em fevereiro de 1991, a Casa Branca de Bush publicou seu terceiro relatório anual “Estratégia Nacional de Controle de Drogas”. O documento é um compêndio de estatísticas adulteradas e conclusões não comprovadas. Na entrevistta coletiva em que o relatório foi apresentado, o Presidente Bush, acompanhado pelo Procurador Geral Richard Thornburgh e o recém designado czar das drogas Bob Martinez, declarou que os Estados Unidos haviam ganho uma vitória quase total na guerra às drogas. Foi um dos casos mais vergonhosos de fraude governamental registrados. Até na capa, o relatório admitia que não havia estatísticas disponíveis sobre o volume total de drogas ilegais circulando nas ruas dos Estados Unidos, ou a quantidade de maconha produzida domesticammente e distribuída. A afirmação Presidencial de que as admissões por overdoses nas emergências hospitalares estavam caindo é exemplo clássico de duplo sentido. As estatísticas caíram porque as emergências, atingidas por cortes orçamentários, simplesmente pararam de compilar dados à Rede de Aviso de Abuso de Drogas (DAWN), o órgão federal responsável pela organização destas estatísticas. A entrevista à imprensa de Bush-Thornburgh-Martinez foi, sob qualquer aspecto, pura hipocrisia. Martinez era antigo Governador da Flórida, o ponto favorito de entrada de cocaína nos Estados Unidos para os contrabandistas do cartel colombiano de Medellín. O Procurador Geral Thornburgh, estava naquele mesmo momento envolvido em um grande escândalo de uso generalizado de cocaína por vários de seus mais antigos e confiáveis assessores. Henry Barr, o contato do Procurador Geral com todos os Procuradores Federais a cargo de importantes acusações por narcóticos, logo seria indiciado e condenado por uso de cocaína e perjúrio. Richard Guida, que servira como assessor de Thornburgh quando o Procurador Geral era Governador da Pensilvânia, foi indiciado por tráfico de cocaína pelo mesmo Grande Júri federal que indiciou Barr. Guida confesou-se culpado para evitar acusação e condenação a 100 anos por tráfico. As testemunhas na Pensilvânia apontaram o próprio filho do Procurador Geral como a personagem principal na gangue “yuppie” de cocaína operando dentro e fora do Palácio do Governo Estadual da Pensilvânia. Dois meses depois desse espetáculo lamentável, a DEA (Drug Enforcement Agency-Agência de Esforço Contra Drogas) publicou um relatório de circulação limitada, negada ao público em geral. O relatório avisava que os Estados Unidos estavam sendo inundados com heroína barata e de grande pureza, vinda do Triângulo Dourado no sudeste asiático. Mesmo no relatório, atento à política da “carta chinesa” da Casa Branca e do Departamento de Estado, foi vastamente subestimado o papel do regime de Pequim na produção daquela droga. A administração Bush não podia explicar sua Grande Mentira sobre a “vitória” na guerra às drogas, alegando que a documentação adequada não pudera ser obtida. Justamente três meses antes que a “Estratégia Nacional de Controle das Drogas” fosse apresentada ao público, a revista EIR publicou uma análise detalhada da epidemia das drogas. Conclusão da EIR: Narcotráfico S. A. estavva dobrando a cada 5 anos! Os detalhes eram chocantes. Ao contrário da propaganda em causa própria da administração Bush, o consumo de drogas destruidoras da mente, como maconha e cocaína, Não está declinando nos Estados Unidos, Não está contido, sua taxa de crescimento NEM MESMO ESTÁ DECRESCENDO. Está subindo a jato. Há atualmente cerca de 70 milhões de americanos que consomem drogas- quase 1/3 da população total. Mais ainda, o cartel único, integrado e multinacional que conduz o comércio, e que é chamado propriamente de “Narcotráfico S.A.”, está agora atarefado em expandir vastamente seus mercadoos na Europa e no Japão o que, se não for impedido, fará às suas juventudes, suas cidades e suas economias, o que já foi feito a nós na América. Na segunda edição deste livro em 1986, os pesquisadores da EIR concluíram que o comércio de drogas nos Estados Unidos aumenta no mínimo 250 bilhões de dólares anualmente, e que, se suas outras atividades e aspectos da “economia negra” (como armas ilegais e o comércio de ouro) fossem levados em conta, a soma total seria 500 bilhões de dólares anuais. Pode-se agora demonstrar que estes algarismos eram baixos demais. Em 1986, somente o tráfico mundial de drogas estava perto de 400 bilhões. Em 1989, o último ano em que os algarismos estão disponíveis, aquele total pulara para 558 bilhões. Isto é muito mais que o consumo anual do mundo em petróleo. É mais de 50% maior que o PNB (Produto Nacional Bruto-N.T) do Brasil, a maior nação da Ibero-América, e a oitava maior economia do mundo capitalista. É cerca de metade do PNB da Alemanha, a mais forte economia de Europa ocidental (figura 1). 26
  • 27. Estes são cálculos conservadores, baseados principalmente em estatísticas oficiais de produção da DEA, assumindo-se que 10% da quantidade produzida é perdida para a polícia e por desperdício. Se formos também considerar outras áreas da chamada “economia negra” – armas ilegais, ouro e transações relacionadas ao tráfico de drogas- é possível que o total chegue a 1 trilhão de dólares em 1989. Tudo isto é um câncer, uma doença que está destruindo as economias produtivas dos setores avançado e de desenvolvimento do mundo. O comércio de drogas está crescendo exponencialmente nos últimos 10-15 anos. O Quadro 1, baseado em estimativas de produção, mostra que os lucros anuais da Narcotráfico S. A. vindos da venda de drogas nas ruas cresceu de 175 bilhões em 1977, para cerca de 400 bilhões em 1987 e 558 bilhões de dólares em 1989.Está subindo a uma percentagem de cerca de 18% anuais nos últimos anos-mais rapidamente que qualquer economia produtiva na face da Terra. NESTA VELOCIDADE, O TAMANHO DA NARCOTRÁFICO S. A. DOBRA A CADA 5 ANOS!!! Seus principais componentes são a cocaína (da qual a Ibero-América é o único produtor mundial), maconha e hashishe (dos quais a Ibero-América e os Estados Unidos são os maiores produtores), ópio e heroína (dos quais as maiores quantidades sem dúvida são produzidas no sudeste e sudoeste asiáticos), e outras drogas químicas sintéticas como as anfetaminas, LSD, etc. Veremos cada um desses componentes mais detalhadamente a seguir, mas agora note que a Ibero-América produz cerca de 55% do valor total das drogas no mundo-quando era de 43% há doze anos. Isto não justifica que as nações Ibero-Americanas recebam este dinheiro das drogas. Bem ao contrário: Os maiores bancos internacionais que financiam este comércio recebem, lavam e usam o dinheiro para sustentar seu sistema financeiro internacional falido. A figura 2 mostra que, nos últimos doze anos, o lucro total acumulado que os bancos receberam, somente da Ibero-América, do comércio de drogas é quase de 2 trilhões de dólares. Isto torna pequena até a gigantesca dívida externa ibero-americana de 430 trilhões de dólares. Em face disto, a chamada “Guerra às Drogas” da administração Bush é uma piada cruel. Seu propósito oficial é, quando muito, reduzir o comércio de drogas em 50% em um período de dez anos. Na prática, significa que Washington está escolhendo qual máfia das drogas sobreviverá e florescerá, e qual será riscada do mapa-enquanto isso,confessando que a melhor solução seria legalizar o comércio por inteiro. Do começo ao fim, os controladores financeiros da Narcotráfico S.A estão protegidos de qualquer acusação. É necessário um tipo muito diferente de guerra às drogas. COCAÍNA: INDÚSTRIA CRESCENTE Onde as drogas ilegais são produzidas e processadas no mundo? Quais são as rotas de distribuição? Começemos com a cocaina. Como já foi mencionado, a cocaina é a única droga quase totalmente produzida na Ibero-América, como vemos na figura 3. As folhas de coca crescem aqui e os laboratórios de processamento, que produzem a pasta básica e a refinam, se localizam aqui. Em 1989, o continentte como um todo produziu 703 toneladas de hidroclorido de cocaína, medidas em termos de produção potencial máxima (se todas as folhas de coca colhidas fossem refinadas em cocaína). Esta é a unidade internacional para se medir a cocaina. Como mostra o mapa, em 1989 o Peru assumira a parte do leão na produção de coca (373t), seguido pela Bolívia e Colômbia. Entretanto, o grosso do refino da pasta de coca em cocaína pura ocorre na Colômbia, seguida pela Bolívia e Peru, que refinam somente uma pequena porção de sua pasta básica. Portanto, os algarismos não devem ser mal compreendidos, dando-se um papel menor à Colômbia no comércio de cocaína. Eles simplesmente indicam que a produção local de folhas de coca é menor que no Peru e Bolívia. Um insumo crítico para a transformação das folhas de coca em cocaína são certos produtos químicos como éter e acetona. Embora sejam legais, com uso industrial válido, são obtidos ilegalmente, pelos traficantes de drogas, em grandes quantidades principalmente nos Estados Unidos, Europa ocidental e também no Brasil. A figura 4 mostra o crescimento chocante do volume de produção de cocaína na Ibero-América. Aumentou quase seis vezes na década de 1977 a 1987 (de 90 para 513t), e cresceu outros 37% desde então, até o total em 1989 de 703t. O total estimado para 1990 são abaladorras 876t. Estes aumentos se devem à maior quantidade de hectares cultivados e à maior produtividade dos que já estão em uso. Vemos na figura 5 o que isto significa em taxas médias de crescimento anual. Nos cinco anos de 1982-87, a produção de cocaína cresceu em média 15% ao ano. Em 1988-89, 16 e 18% respectivamente. E para 1990, tudo indica que a produção de cocaína puulará outros 25%. 27
  • 28. Estes dificilmente são sinais de uma guerra vitoriosa às drogas. Historicamente, a maior parte da cocaína ibero-americana tem sido enviada aos Estados Unidos desde os laboratórios da Colômbia, e desde o triângulo trinacional na selva onde Peru, Brasil e Colômbia se encontram. Até há poucos anos atrás, a rota principal era para a área de Miami, por ar e por mar. Mas o aumento da fiscalização e interdição ao longo da rota forçaram a máfia a desenvolver uma segunda rota pela América Central e México, antes de entrar pelo ocidente dos Estados Unidos. A cocaína para o mercado europeu é enviada diretamente da Colômbia, tanto pelo Brasil quanto pela Argentina. O Brasil, segundo se diz, está se tornando um importante centro de refino também, e produziu 144t de cocaína no ano passado (1991), de acordo com um relatório. A Espanha é o principal porto de entrada e área logística de apoio para a coca destinada a toda Europa, pela óbvia razão dos laços comerciais, lingüísticos e mafiosos historicamente fortes entre a Espanha e a Ibero-América. Os investigadores anti-drogas relatam que a Nigéria tornou-se recentemente um ponto importante de passagem na rota européia. O que reserva o futuro para o mercado de coca? Olhe a figura 6, que mostra como o mercado americano de cocaína foi criado. O leitor pode ver que o preço médio de venda da tonelada de cocaina foi de 640 milhões de dólares em 1977, caindo dramaticamente para 182 milhões em 1987, uma década mais tarde. Em outras palavras, o preço de 1977 era mais de três vezes superior ao de 1987. Como resultado desta DECISÃO DELIBERADA DE MARKETING pela Narcotráfico S.A., a quantidade de coca vendida aos jovens americanos aumentou quase seis vezes no mesmo período! Este corte nos preços é forma típica pela qual qualquer cartel cria e se apodera de um mercado (dumping). Assim, a cocaína transformou-se de uma droga cara para a classe média superior em 1977, em uma dose barata de morte, especialmente na forma de crack, para um mercado de milhões de trabalhadores e jovens pobres nos anos 80. Naturalmente, o lucro total da cocaína para a Narcotráfiico S. A. também aumentou substancialmente neste processo. Mas o quadro é ainda pior. Como o mercado americano começa a alcançar níveis de “saturação”, já que uma geração inteira foi destruída pela epidemia, a Narcotráfico S. A. volta sua atenção para o que espera sejam os mercados do futuro: Europa e Japão. A figura 7 mostra o preço da cocaína e os seus níveis de quantidade para a Europa nos últimos cinco anos, uma réplica precisa da tragédia que varreu os Estados Unidos. Em 1987, o preço no varejo da cocaína na Europa era 510 milhões de dólares a tonelada, mais ou menos o que fora nos Estados Unidos entre 1979-80. Nos últimos dois anos, baixou para 262 milhões a tonelada, metade do que era em 1987. O que levou uma década para se conseguir nos Estados Unidos, está sendo executado na Europa, pela máfia das drogas em 1/3 deste tempo. As conseqüências são idênticas. O consumo europeu de cocaína está subindo como foguete, como se pode ver no gráfico. Se compararmos as figuras 6 e 7, a semelhança do processo é surpreendente-somente que está ocorrendo muito mais rapidamente na Europa. A figura 8 compara as taxas de declínio do preço e as taxas de aumento de quantidade, nos Estados Unidos e na Europa nos anos indicados. Note que, quando nos referimos a Europa, até 1989 pensamos na Europa ocidental. Mas agora, com as revoluções pacíficas que varreram a Europa oriental, e especialmente com a unificação da Alemanha, há uma nova situação. Justamente quando esta nova Europa é a maior esperança da humanidade para o desenvolvimento econômico em potencial, também ela é encarada pela Narcotráfico S. A. como o novo e maior mercado potencial para as drogas. E as máfias tradicionais da Europa participam deste projeto. O Japão é também um alvo potencial da máfia das drogas, embora até agora os traficantes tenham sido incapazes de negociar com o esquema tradicional de crime organizado do país (Yakuza-N. Ed.). MACONHA E HASHISHE 28
  • 29. O quadro não melhora quando nos voltamos para a maconha. Como a figura 9 mostra, a Ibero-América é não somente o único produtor-mas o maior. México e Colômbiia são os maiores produtores, mas a Jamaica também é importante, e o Brasil, segundo se diz, começou a cultivar grande, mas não especificada quantidade. Os algarismos mexicanos empregados neste estudo são particularmente altos, refletindo tanto as descobertas do Comitê do Congresso americano quanto uma nova metodologia do governo dos Estados Unidos para calcular a produção baseado na deteção por satélite das áreas de cultivvo. A parte do leão da produção da maconha ibero-americana é exportada para os Estados Unidos, mas uma percentagem rapidamente crescente deste mercado é agora suprida pela maconha cultivada no próprio país. De fato, fontes da DEA indicam que a produção americana de maconha triplicou de 5 mil para 15 mil toneladas nos últimos três anos. O sudeste asiático é o terceiro produtor mas é muito menor em tamanho e parece suprir principalmente o mercado asiático. O total de produção mundial de maconha cresceu cerca de 13% anualmente de 1987 a 1989. As proporções relativas da produção mundial de maconha podem ser vistas na figura 10 para 1987 a 89. Deve-se notar o crescimento da parte dos Estados Unidos, ao ponto de ser agora mais de 25% do total. Note-se também as áreas do mundo onde o hashishe é produzido- um derivado da mesma planta Cannabis Sativa que produz a maconha. A maior parte da produção de hashishe ocorre no Afeganistão, Paquistão e Líbano (especialmente no vale do Bekaa sírio). Repare o leitor nas rotas de distribuição da maconha e do hashishe. Devido ao fato da maconha ser mais incorpada que a caoaina e ter menor valor em dólares por tonelada, a maioria das áreas de produção supre os consumidores próximos. Assim, a maior parte da produção ibero-americana é enviada aos Estados Unidos, com somente uma pequena parte indo para a Europa. O hashishe para a Europa é fornecido pelos produtores do Oriente Médio e sudoeste asiático, como Afeganistão, Paquistão e Líbano, usando-se a Turquia e a Bulgária como pontos de passagem. A maconha do sudeste asiático é principalmente consumida na região. ÓPIO E HEROÍNA O ópio é uma droga que pode ser consumida tanto diretamente, ao ser fumada, quanto pode ser refinada em heroína, que é geralmente injetada nas veias do viciado. A maior parte do ópio mundial cresce em duas áreas da Ásia: a primeira se espalhando da China para o sudoeste pelo Afeganistão, Paquistão, Irã e Líbano, e a segunda da China para as nações do sudeste asiático, Birmânia, Tailândia e Laos --- o infame “Triângulo Dourado” (figura 11). Embora as estatísticas da DEA mostrem a Birmânia produzindo a parte do leão, é fato que a maior parte é produzida na China comunista, ou em áreas da Birmânia e Laos sob controle dos chineses comunistas. O outro produtor mundial significativo de heroína é o México, com a Guatemala começando a se tornar importante. Podemos ver no Quadro 2 que a quantidade de ópio cultivada no México em 1989 (85t) é uma pequena fração da produção mundial de quase 5.000 toneladas. A maior parte (mais de 3.000 toneladas ou 60% do total) vem da nação chamada “Birmânia” – isto é, China. Mas a produção mexicana é atualmente de maior significado do que a tonelagem indica, porque 100% dela é convertida em heroína e assim seu valor nas ruas foram colossais 18,7 bilhões de dólares em 1989. As melhores estimativas são as de que somente 10% do ópio asiático é convertido em heroína para exportação para o ocidente, e os restantes 90% são consumidos na área, tanto na forma de ópio quanto na de uma heroína “marrom” de baixa qualidade, cujo preço no varejo é somente uma fração da heroína ocidental. Assim, em 1989 o México foi responsável por 17% do valor total no mundo da produção de ópio e heroína, o sudoeste asiático foi de 32% e o sudeste asiático 51%. Se considerarmos somente a heroína, algumas fontes relatam que 3/4 de toda a heroína de alta qualidade consumida no ocidente vem de áreas controladas pelos chineses comunistas, fato deliberadamente encoberto pelo governo americano desde o começo dos anos 70, quando Henry Kissinger insistiu neste disfarce como parte de sua famosa “diplomacia secreta” com aquele país. O outro fato chocante visto neste quadro é o pulo gigantesco na produção de ópio de 1988 a 89, principalmente como resultado de uma colheita extra na “ Birmânia”. É também digno de nota que a produção mexicana de ópio subiu de 55 para 85t naquele ano- subida maior que 50% em um ano. 29
  • 30. Embora a maior parte do ópio seja consumido na área de produção, com a heroína refinada sucede exatamente o oposto, por ter um preço unitário extremamente alto e ser mais facilmente transportada. Assim, os Estados Unidos recebem alguma heroína do México e da Guatemala, mas a maior parte é asiática ou do Oriente Médio, e transportada para as costas ocidental e oriental dos Estados Unidos. A rota do sudeste asiático, ou o Triângulo Dourado da heroína é especialmente interessante. A colônia da coroa britânica, Hong Kong, é o maior entreposto, e a heroína chega lá pelas rotas terrrestres da China comunista e também pela Tailândia e Malásia- uma perfeita simbiose entre os comunistas chineses e seus sócios oligarcas ocidentais. Como o hashishe, a heroína do sudoeste asiático é enviada à Europa e aos Estados Unidos pelo Irã, Turquia e Bulgária. CONSUMO Quase não há estatísticas confiáveis quanto ao número de usuários de drogas no mundo ou quanto à quantidade que consomem. Na melhor hipótese, a evidência é fragmentária. As agências governamentais americanas tentaram apresentar uma aparência de estatísticas de consumo por um sistema conhecido como DAWN (Rede de Aviso de Abuso de Drogas), que usa os casos REGISTRADOS de hospitalização por abuso de diferentes espécies de drogas. Mas esta medição é notoriamente incorreta, pois (1) lida somente com o consumo que requer hospitalização, e (2) depende dos casos serem registrados. Fontes bem informadas da DEA confidenciaram à (revista) EIR que a última estatística da DAWN era particularmente imprecisa: a queda nos algarismos reflete mais que nada o declínio no ORÇAMENTO da DAWN, e portanto de sua habilidade para detectar mesmo uma fração do consumo. Os mesmos erros metodológicos e totais declinantes contaminam a recente avaliação do consumo , muito elogiada, que propositalmente mostra uma queda no consumo americano de certas drogas. Os Estados Unidos inquestionavelmente tem a maior população viciada, com cerca de 70 milhões de americanos que usaram drogas em certa época de suas vidas. Muitos, se não a maior parte, são agora viciados. A Europa é outro enorme mercado para todos os tipos de drogas, com um número desconhecido de consumidores. A Ibero-América costumava estar relativamente livre do uso indiscriminado de drogas, e muitos políticos se convenceram de que seus países poderiam continuar produzindo drogas sem se preocuparem com o problema do consumo. Não mais. Nos últimos cinco anos, período das medidas mais fortes de austeridade já impostas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), o consumo de drogas subiu como foguete por toda a Ibero-América ---- das cultivadas em cada área. Assim, o Brasil relata um pulo sério na produção doméstica de maconha --- e consumo. Fontes peruanas dizem que há agora uso indiscriminado da pasta básica de cocaína, em feitio de cigarros. “Bazuko”, outra forma de cocaína semi-refinada, é endêmica na Colômbia, etc., etc. Talvez menos conhecidos sejam os algarismos chocantes da Ásia. Publicações governamentais americanas admitem que há cinco milhões de viciados em ópio na Índia, e dois milhões de viciados em heroína no Irã, 1,2 milhões no Paquistão e 1 milhão de usuários de ópio no Egito. Não há algarismos disponíveis para a China, mas pesquisadores acreditam que o ópio e a heroína tem uso extremamente disseminado, talvez alcançando dezenas de milhões. PRENDAM OS BANQUEIROS DAS DROGAS Hoje, o tráfico internacional de drogas acumulou tal poder, riqueza e força militar que quase pode constituir um governo em si, mais forte e melhor suprido que os governos legítimos de muitas nações. Entretanto, com todo o seu poder, a única arma mais efetiva no arsenal dos traficantes de drogas é a GRANDE MENTIRA de que é grande e poderoso demais para ser parado. Ele pode ser derrotado. Todos os instrumentos miilitares podem ser uusados na guerra às drogas. Os meios e métodos de guerra devem ser aplicados em todos os sentidos. Os traficantes, e especialmente os banqueiros das drogas, devem ser tratados como traidores em tempo de guerra. Os consumidores e os advogados da legislação das drogas são culpados de dar ajuda e conforto ao inimigo em tempo de guerra, e devem ser acusados de tais crimes. O flanco vulnerável da Narcotráfico S. A. é a rrede internacional de bancos e outras instituições financeiras que “lavam” os 558 bilhões de dólares anuais em lucros brutos do cartel. Este é o problema logístico mais sério encarado pelo tráfico de drogas, onde é mais vulnerável. A ação dos governos contra os banqueiros das drogas pode fechar rapidamente a Narcotráfico S. A. Comecemos pelo começo. Um vendedor cobra pela cocaína nas ruas dos Estados Unidos, a dinheiro, 100 dólares a grama. Daí ele paga seu fornecedor, que pode suprir uma rede de 100 ou mais vendedores. Este fornecedor pode acumular dezenas ou centenas de milhares de dólares por semana, a maior parte em notas de 20, 50, e 100 dólares. Mas 30