Mobilidade em IPv6
Implementação e análise
de técnicas de mobilidade
rápida
Jorge Matias, João Saraiva, Fernando M. Silva, Rui Rocha
CRC’2004
Leiria, 08-10-2004
2
Sumário
u Enquadramento
u Condicionantes no HandOver
Tempo de transição e impacto
nas ligações TCP
u Soluções em análise
u Implementação
u Conclusões
3
Mobile IPv6 em redes sem fios
HA
AR
CN
MN
I
N
T
E
R
N
E
T
HA – Home Agent + Router
AR –Access Router
MN – Mobile Node
CN – Correspondent Node
(Server)
Rede de Casa
4
Mobile IPv6 em redes sem fios
HA
AR
CN
MN
I
N
T
E
R
N
E
T
HA – Home Agent + Router
AR –Access Router
MN – Mobile Node
CN – Correspondent Node
(Server)
Binding Update e
Binding Acknowledge
Rede visitada
5
Mobile IPv6 em redes sem fios
HA
AR
CN
MN
I
N
T
E
R
N
E
T
Comunicação MN/CN
Túnel MN/HA
Rede visitada
6
Mobilidade rápida
u  Transição rápida entre redes adjacentes
–  Um computador tem de adquirir um novo IP
–  Impacto desta mudança nas ligações TCP
existentes é significativo
u  Objectivo
–  Avaliar as latências inerentes ao processo de
transição ao nível do transporte
–  Análise dos factores chave neste processo
–  Estudo e implementação de uma solução de
mobilidade rápida
–  Avaliação do desempenho
7
Configuração de Endereço IP
u IPv6 Stateless Autoconfiguration
contempla duas fases:
– Aquisição de informação sobre a sub-
rede (ICMPv6: Router Solicitation e
Router Advertisement)
– Geração de endereço e IPv6 e
verificação de existência de duplicado
(Duplicate Address Detection) com
Neighbor Discovery Protocol
8
Problemas
u  Latência na transição entre sub-redes:
–  tempo de detecção de mudança de sub-rede;
–  verificação de endereço duplicado.
u  Consequências:
–  UDP perde pacotes durante período de
escuridão
–  Diminuição da janela de congestão com as
sucessivas transmissões de pacotes sem
confirmação.
–  Atrasos na rede tornam mais lenta a
recuperação do valor da janela de congestão
do TCP.
9
Soluções
Detecção de mudança de rede
u  Transição desencadeada pelo encaminhador:
–  Encaminhador envia RA logo que o móvel se associe.
Mobile Node Access Point Access Router
Reassociation.request
Reassociation.reply
Association Event
Router Advertisement
Diagrama Temporal
Transição desencadeada pelo encaminhador
t
10
Soluções
Detecção de mudança de rede
u  Transição desencadeada pelo móvel:
–  Móvel envia um RS e espera por um RA
Mobile Node Access Point Access Router
Reassociation.request
Reassociation.reply
Router Solicitation
Router Advertisement
Diagrama Temporal
Transição desencadeada pelo móvel
t
11
Implementação
Diagrama de Rede
IPv6
router
AR2
AR1
MN
CN
HA
INTERNET
Diagrama da bancada de ensaios
Access Router
Access Router
Home Agent +
Access Router
Correspondent Node
(Servidor FTP)
Mobile Node
(Cliente FTP)
12
Implementação
Ambiente de Desenvolvimento e Teste
u  HA e MN: Linux v2.4.26 com MIPL v1.1
u  CN: Linux v2.6.7
–  servidor FTP
u  AR1 e AR2: Linux v2.6.6
–  Driver HostAP modificado
–  Aplicação RADVD modificada
–  Módulo de QoS “Delay Simulator” para introduzir
latência na rede
13
Implementação
Ambiente de Desenvolvimento e Teste
u  Recolha de dados estatísticos
–  MN e Servidor sincronizados por NTP
–  Monitorização das ligações FTP com “tcpdump”
–  Processamento do “tcpdump” com “tcptrace”
para recolha da evolução da janela de
congestão
–  Monitorização de eventos (L2, RtAdv, BU e BA)
no MN c/ “iwevent” e “tcpdump”
–  Integração de estatísticas e eventos num
gráfico em formato “xplot”
14
Implementação
Detecção rápida de mudança de rede
u Fusão entre AP e encaminhador
(Access Router)
– Detecção de transição L2 do lado do AR
– Evento de (re)associação acciona
transmissão de Router Advertisement
não solicitado pelo móvel
– Redução de tempo de detecção de
aprox. 3 segundos, para cerca de 20ms
15
Resultados
Janela de congestão TCP em função de transições
16
Resultados
Transição Normal (detecção ~3 seg.)
17
Resultados
Transição com detecção rápida (detecção ~30 ms)
18
Conclusões
u TCP: Redução menos acentuada da
janela de congestão com a
implementação
u Ficou ainda por resolver o tempo
gasto na configuração de endereço
(CoA). O DAD é lento!
u Optimistic DAD pretende melhorar
ainda mais o tempo de transição.
19
Conclusões
u Solução não implementa transição
suave, sem perda de pacotes.
u Soluções sem perda de pacotes têm
resolução muito complexa
u Novos problemas surgem:
– MN não adquire endereço do novo
servidor DNS após transição de rede.
Importante para novas ligações!
20
Mobile IPv6
Implementação e análise de técnicas de
mobilidade rápida
Dúvidas?
21
Referências
u  T. Narten, E. Nordmark e W. Simpson, ”Neighbor Discovery for
IP Version 6”, RFC2461, Dezembro, 1998
u  S. Thomson e T. Narten, “IPv6 Stateless Address
Autoconfiguration”, RFC2462, Dezembro, 1998
u  D. Johnson, C. Perkins e J. Arkko, “Mobility Support in IPv6,
RFC3775”, Junho, 2004
u  Rajeev Koodli (Editor), “Fast Handovers for Mobile IPv6”,
Versão 1, Janeiro 2004.
u  Yong-Geun Hong, Myung-Ki Shin, Hyoung-Jun Kim, “Access
Router Based Fast Handover for Mobile IPv6”.
u  M. Allman, V. Paxson, W. Stevens, ”TCP Congestion Control”,
RFC2581, Abril, 1999
u  Mobile IPv6 for Linux (http://www.mipl.mediapoli.com)
u  Host AP driver for Intersil Prism2/2.5/3 and WPA Supplicant
(http://hostap.epitest.fi)
u  Linux IPv6 Router Advertisement Daemon (radvd) (
http://v6web.litech.org/radvd)
22
Enquadramento (Mobile IPv6)
u Computador fixo será agente (Home
Agent) do computador móvel (Mobile
Node).
u MN tem um endereço público fixo
(Home Address) quando está na
mesma sub-rede do HA.
u Endereço é usado para comunicar
com todos os outros computadores
na Internet.
23
Enquadramento (Mobile IPv6)
u  MN: Se a nova sub-rede fôr diferente da
sub-rede do HA, então informa o HA do
facto.
u  MN: Endereço na rede visitada chama-se
Care-of Address.
24
Enquadramento: Mobile IPv6
u  HA: Recebe o tráfego para o IP público do
MN e encaminha-lhe o tráfego, num túnel.
u  MN: Envia tráfego para os seus
correspondentes também através desse
túnel.
25
Configuração de Endereço IP
u Após Stateless Autoconfiguration o
nó móvel regista o seu novo
endereço da rede visitada junto do
seu agente.
u A troca de dados com os seus
correspondentes é então retomada.
26
Soluções
Configuração de Endereço
u Obtenção de informação sobre redes
adjacentes (1ª abordagem)
– Mecanismo tem de explorar capacidades
adicionais do protocolo L2
– Usa detecção do lado do móvel
– Criação de uma lista de possíveis CoA
– Após transição, móvel executa DAD
27
Soluções
Configuração de Endereço
u Obtenção de informação sobre redes
adjacentes (2ª abordagem)
– Móvel pede ao AR que investigue sobre
as sub-redes adjacentes
– Usa detecção do lado do móvel
– Criação de uma lista de possíveis CoA
– Após transição, móvel executa DAD
28
Soluções
Configuração de Endereço
u Encaminhador gera novo CoA e faz
DAD logo após transição L2 do móvel
(3ª abordagem)
– Detecção do lado do móvel e do lado do
encaminhador
– Móvel envia um novo tipo de mensagem
a pedir um CoA ao encaminhador
– Encaminhador dá uma resposta ao
pedido de CoA, após ter executado o
DAD

Mobilidade em IPv6

  • 1.
    Mobilidade em IPv6 Implementaçãoe análise de técnicas de mobilidade rápida Jorge Matias, João Saraiva, Fernando M. Silva, Rui Rocha CRC’2004 Leiria, 08-10-2004
  • 2.
    2 Sumário u Enquadramento u Condicionantes no HandOver Tempode transição e impacto nas ligações TCP u Soluções em análise u Implementação u Conclusões
  • 3.
    3 Mobile IPv6 emredes sem fios HA AR CN MN I N T E R N E T HA – Home Agent + Router AR –Access Router MN – Mobile Node CN – Correspondent Node (Server) Rede de Casa
  • 4.
    4 Mobile IPv6 emredes sem fios HA AR CN MN I N T E R N E T HA – Home Agent + Router AR –Access Router MN – Mobile Node CN – Correspondent Node (Server) Binding Update e Binding Acknowledge Rede visitada
  • 5.
    5 Mobile IPv6 emredes sem fios HA AR CN MN I N T E R N E T Comunicação MN/CN Túnel MN/HA Rede visitada
  • 6.
    6 Mobilidade rápida u  Transiçãorápida entre redes adjacentes –  Um computador tem de adquirir um novo IP –  Impacto desta mudança nas ligações TCP existentes é significativo u  Objectivo –  Avaliar as latências inerentes ao processo de transição ao nível do transporte –  Análise dos factores chave neste processo –  Estudo e implementação de uma solução de mobilidade rápida –  Avaliação do desempenho
  • 7.
    7 Configuração de EndereçoIP u IPv6 Stateless Autoconfiguration contempla duas fases: – Aquisição de informação sobre a sub- rede (ICMPv6: Router Solicitation e Router Advertisement) – Geração de endereço e IPv6 e verificação de existência de duplicado (Duplicate Address Detection) com Neighbor Discovery Protocol
  • 8.
    8 Problemas u  Latência natransição entre sub-redes: –  tempo de detecção de mudança de sub-rede; –  verificação de endereço duplicado. u  Consequências: –  UDP perde pacotes durante período de escuridão –  Diminuição da janela de congestão com as sucessivas transmissões de pacotes sem confirmação. –  Atrasos na rede tornam mais lenta a recuperação do valor da janela de congestão do TCP.
  • 9.
    9 Soluções Detecção de mudançade rede u  Transição desencadeada pelo encaminhador: –  Encaminhador envia RA logo que o móvel se associe. Mobile Node Access Point Access Router Reassociation.request Reassociation.reply Association Event Router Advertisement Diagrama Temporal Transição desencadeada pelo encaminhador t
  • 10.
    10 Soluções Detecção de mudançade rede u  Transição desencadeada pelo móvel: –  Móvel envia um RS e espera por um RA Mobile Node Access Point Access Router Reassociation.request Reassociation.reply Router Solicitation Router Advertisement Diagrama Temporal Transição desencadeada pelo móvel t
  • 11.
    11 Implementação Diagrama de Rede IPv6 router AR2 AR1 MN CN HA INTERNET Diagramada bancada de ensaios Access Router Access Router Home Agent + Access Router Correspondent Node (Servidor FTP) Mobile Node (Cliente FTP)
  • 12.
    12 Implementação Ambiente de Desenvolvimentoe Teste u  HA e MN: Linux v2.4.26 com MIPL v1.1 u  CN: Linux v2.6.7 –  servidor FTP u  AR1 e AR2: Linux v2.6.6 –  Driver HostAP modificado –  Aplicação RADVD modificada –  Módulo de QoS “Delay Simulator” para introduzir latência na rede
  • 13.
    13 Implementação Ambiente de Desenvolvimentoe Teste u  Recolha de dados estatísticos –  MN e Servidor sincronizados por NTP –  Monitorização das ligações FTP com “tcpdump” –  Processamento do “tcpdump” com “tcptrace” para recolha da evolução da janela de congestão –  Monitorização de eventos (L2, RtAdv, BU e BA) no MN c/ “iwevent” e “tcpdump” –  Integração de estatísticas e eventos num gráfico em formato “xplot”
  • 14.
    14 Implementação Detecção rápida demudança de rede u Fusão entre AP e encaminhador (Access Router) – Detecção de transição L2 do lado do AR – Evento de (re)associação acciona transmissão de Router Advertisement não solicitado pelo móvel – Redução de tempo de detecção de aprox. 3 segundos, para cerca de 20ms
  • 15.
    15 Resultados Janela de congestãoTCP em função de transições
  • 16.
  • 17.
    17 Resultados Transição com detecçãorápida (detecção ~30 ms)
  • 18.
    18 Conclusões u TCP: Redução menosacentuada da janela de congestão com a implementação u Ficou ainda por resolver o tempo gasto na configuração de endereço (CoA). O DAD é lento! u Optimistic DAD pretende melhorar ainda mais o tempo de transição.
  • 19.
    19 Conclusões u Solução não implementatransição suave, sem perda de pacotes. u Soluções sem perda de pacotes têm resolução muito complexa u Novos problemas surgem: – MN não adquire endereço do novo servidor DNS após transição de rede. Importante para novas ligações!
  • 20.
    20 Mobile IPv6 Implementação eanálise de técnicas de mobilidade rápida Dúvidas?
  • 21.
    21 Referências u  T. Narten,E. Nordmark e W. Simpson, ”Neighbor Discovery for IP Version 6”, RFC2461, Dezembro, 1998 u  S. Thomson e T. Narten, “IPv6 Stateless Address Autoconfiguration”, RFC2462, Dezembro, 1998 u  D. Johnson, C. Perkins e J. Arkko, “Mobility Support in IPv6, RFC3775”, Junho, 2004 u  Rajeev Koodli (Editor), “Fast Handovers for Mobile IPv6”, Versão 1, Janeiro 2004. u  Yong-Geun Hong, Myung-Ki Shin, Hyoung-Jun Kim, “Access Router Based Fast Handover for Mobile IPv6”. u  M. Allman, V. Paxson, W. Stevens, ”TCP Congestion Control”, RFC2581, Abril, 1999 u  Mobile IPv6 for Linux (http://www.mipl.mediapoli.com) u  Host AP driver for Intersil Prism2/2.5/3 and WPA Supplicant (http://hostap.epitest.fi) u  Linux IPv6 Router Advertisement Daemon (radvd) ( http://v6web.litech.org/radvd)
  • 22.
    22 Enquadramento (Mobile IPv6) u Computadorfixo será agente (Home Agent) do computador móvel (Mobile Node). u MN tem um endereço público fixo (Home Address) quando está na mesma sub-rede do HA. u Endereço é usado para comunicar com todos os outros computadores na Internet.
  • 23.
    23 Enquadramento (Mobile IPv6) u MN: Se a nova sub-rede fôr diferente da sub-rede do HA, então informa o HA do facto. u  MN: Endereço na rede visitada chama-se Care-of Address.
  • 24.
    24 Enquadramento: Mobile IPv6 u HA: Recebe o tráfego para o IP público do MN e encaminha-lhe o tráfego, num túnel. u  MN: Envia tráfego para os seus correspondentes também através desse túnel.
  • 25.
    25 Configuração de EndereçoIP u Após Stateless Autoconfiguration o nó móvel regista o seu novo endereço da rede visitada junto do seu agente. u A troca de dados com os seus correspondentes é então retomada.
  • 26.
    26 Soluções Configuração de Endereço u Obtençãode informação sobre redes adjacentes (1ª abordagem) – Mecanismo tem de explorar capacidades adicionais do protocolo L2 – Usa detecção do lado do móvel – Criação de uma lista de possíveis CoA – Após transição, móvel executa DAD
  • 27.
    27 Soluções Configuração de Endereço u Obtençãode informação sobre redes adjacentes (2ª abordagem) – Móvel pede ao AR que investigue sobre as sub-redes adjacentes – Usa detecção do lado do móvel – Criação de uma lista de possíveis CoA – Após transição, móvel executa DAD
  • 28.
    28 Soluções Configuração de Endereço u Encaminhadorgera novo CoA e faz DAD logo após transição L2 do móvel (3ª abordagem) – Detecção do lado do móvel e do lado do encaminhador – Móvel envia um novo tipo de mensagem a pedir um CoA ao encaminhador – Encaminhador dá uma resposta ao pedido de CoA, após ter executado o DAD