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Metodologias Ágeis
Uma breve introdução
Achiles Camilo
PMI-ACP, CAPM, CSM, MCTS
Diretor Adjunto de Certificação
Como tudo começou?
Engenharia de Software
• No final dos 50 surgiu o termo Engenharia de

Software;
• Dessa época até meados dos anos 80, foi a

famosa Crise de Software:
• Prazos não cumpridos;

• Hardware caro;

• Orçamentos estourados;

• Não atendiam os requisitos;

• Baixa qualidade;

• E isso quando era entregue!!
There is “No Silver Bullet...”
• Em 86, Brooks lançou a célebre frase, onde
explica um pouco o “segredo” dos softwares;
E a coisa foi ficando séria...
• Ferramentas CASE;

• Modelos de Processo (CMM);
• Início da criação de Métodos;
– Disciplina;
– Profissionalismo!
E chegou a tal da Internet!
• Trocas de emails;
• Fóruns de discussão;
• Disseminação do conhecimento;
Já ouviram falar em cachoeira?
Metodologias Ágeis: Uma breve introdução
Como assim?
• Sem mais documentação???
• Chega de diagramas???
• Agora é só código???
The Agile Alliance surge!!
• De 11 a 13 de Fevereiro de 2001 um grupo se

intitulado “The Agile Alliance” se reuniram e criaram
algo simples;
• O Agile Manifesto pode ser visto através do site:
http://agilemanifesto.org
Agile Manifesto!!
E se popularizou o/
• Desde então vários evangelistas se espalharam pelo mundo;
• Livros, artigos, fóruns, comunidades e uma infinidade de meios
são utilizados para expor essa 8ª maravilha ao mundo;

• Mas isso nos traz a um pequeno probleminha:
– Cada empresa, cada equipe e cada pessoa entende Agile
como acha conveniente
– E temos empresas/equipes/pessoas ágeis que não são tão
ágeis assim...
Como assim?
• Como ser um verdadeiro “agilista” então?
• Simples!! Basta utilizar as técnicas e métodos ágeis
como eles são...
• Eles são feitos para serem customizados e se
adaptarem

modificados;

a

suas

necessidades,

mas

não
Métodos e Técnicas
• Técnicas ágeis são atividades que buscam maneiras

de colocar na prática o que os princípios ágeis
propõe:
– TDD, Programação em par, Reuniões diárias...
• Um conjunto de técnicas agrupadas para facilitar o
desenvolvimento de Software são os métodos:
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Técnicas
Post Its!! (CardWall)
• Quem usa Post It pra anotar as coisas?
• Uma das técnicas mais clássicas e mais notadas;

• Gera um efeito visual marcante;
• Motiva a famosa “Gestão a Vista”!
Baklogs
• Backlog nada mais é do que o escopo de trabalho;
• Tudo que tem que ser feito, todos os “requisitos
funcionais” do sistema estão presentes no Backlog;
• Podem ser divididos entre:
– Backlog do Produto;

– Backlog de Sprints;
Iterações
• No

contexto

ágil,

todas

as

iterações

são

“timeboxes”, ou seja, todos são períodos de tempo
pré-determinados;
• Auxiliam na segmentação do trabalho;
• Melhoram a gestão e o controle das entregas;
Entregas Constantes
• No mundo ágil, todas as entregas são funcionais!!
• E devem ser realizadas frequentemente para captar
os feedbacks dos stakeholders sobre o produto;
• Auxiliam para melhor entender as necessidades do
cliente;
Integração Contínua
• Todo desenvolvimento realizado entre os membros

da equipe devem ser testados quanto a integração
com todo o software; (Build Automático)
• Para toda entrega gerada, sempre deve haver uma
preocupação com a Integração com os demais
componentes do Sistema;
TDD (Desenvolvimento Orientado a Teste)
• Teste primeiro!!
• Vai escrever um método? O teste unitário dele já
está pronto?
• Antes de qualquer linha de código, deve haver uma
muitas linhas de testes;
Stand Up (Reuniões em pé)
• Reuniões em pé contendo os membros da equipe;
• Geralmente

duram

15

minutos

e

devem

ser

discutidos os problemas que impedem o avanço da

equipe;
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Pair Programming (Programação em par)
• Por que em par???
• Auxilia nos testes (TDD, lembra?);

• Evita cometer pequenos erros;
• Evita o tédio/ócio, e aumenta a produtividade;
Estimativas
• Medidas:

– Pontos de História (Sequencia Fibonacci);
– Velocidade do Time;
• Técnicas:
– Planning Poker;
– Técnica Delphi;
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Conceito de “Done” (Pronto)
• Só pode ser considerado “Pronto” se for testado e

aprovado!
• Já testou? Não... Então não está pronto!
• Cliente aceitou? Não... Então não está pronto!
Histórias de Usuário
• 3 C’s

• INVEST

– Cartão

– Independente

– Conversa

– Negociável

– Confirmação

– Estimável

– Pequena
– Testável
Histórias de Usuário
Refactoring (Refatoração)
• Princípio básico de Melhoria Contínua aplicada ao

código;
• Após um método ser testado com êxito, ele está apto

a ser refatorado, ou seja, ele deverá ser melhorado,
porém, sem perder a funcionalidade;

• Recomendação: Código Limpo, Robert Martin!
Equipes Auto Gerenciáveis
• Com a equipe em comum acordo sobre o backlog a

ser trabalhado, assume-se que todos sabem seus
papéis;
• Em uma equipe ágil madura, os “líderes” resolvem os
impedimentos da equipe, pois a distribuição de
atividades e relacionamento interno são resolvidos
pelos próprios membros;
Métodos
Scrum
• Metodologia ágil mais famosa;
• Baseada em Sprints de 2 a 4 semanas;

• Possui 2 papéis críticos, além da equipe do projeto:
– Scrum Master;
– Product Owner;
Scrum
• Utiliza as técnicas:

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• Produto;
• Sprint;
– Reunião em pé diária;
• O que foi feito?
• O que vou fazer?
• Quais os problemas?
– Gráficos de Burndown;
Scrum
• Possui 3 reuniões chaves:

– Sprint Planning (Planejamento do Sprint)
• Planejamento do o backlog do Sprint;
– Sprint Review (Revisão do Sprint)
• Valida as entregas;
• Avalia-se a continuidade do projeto;
– Sprint Retrospective (Retrospecita do Sprint)
• Coleta-se as lições aprendidas durante o
Sprint;
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• 5 Valores:

• 4 Práticas:

– Comunicação;

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– Feedbacks;

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– Respeito;

– “Modelar”;

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XP (eXtreme Programming)
• 12 Princípios:
– Feedbacks rápidos;

– Experimentos concretos;

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– Comunicação honesta;

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– Qualidade de trabalho;
– Investimentos iniciais
baixos;

– Poucas “viagens”;
– Indicadores honestos;
XP (eXtreme Programming)
• 12 Práticas:
– Jogo do Planejamento;

– Programação em par;

– Pequenas entregas;

– Posse coletiva;

– Metáforas;

– Integração contínua;

– Modelagens simples;

– 40 h/semana;

– Testes;

– Clientes presentes;

– Refatorações;

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Lean
• Baseado totalmente no modelo Toyota de Produção,

é uma adaptação do “Lean Manufacturing” para
software;
• Possui 22 técnicas recomendadas para uso;
• Altamente escalável e pode ser “acoplada” a outras

metodologias;
Lean
• 7 Princípios:

– Eliminar o desperdício;
– Amplificar o aprendizado;
– Decidir o mais tarde possível;
– Entregar o mais cedo possível;
– Fortalecer o time;
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– Ver sempre como um todo;
Kanban
• Também originado de processos industrias, tem

como foco Gerir a Demanda de trabalho;
Kanban
• 4 Princípios:
– Comece com o que você faz hoje;
– Faça mudanças evolutivamente;
– Respeite o processo, os papéis, as responsabilidades
e os títulos;
– Encoraje atos de liderança em todos os níveis;
Kanban
• 6 Práticas:
– Visualize;
– Limite o WIP (Trabalho em Processo);
– Gerencie o fluxo;
– Tenha políticas explícitas;
– Implemente ciclos de feedback;
– Melhore colaborativamente, evolua experimentalmente;
Gestão de Projetos
Ágeis
Gerenciamento de Projetos é mais fácil do
que parece
• Em processos ad hoc, temos a Execução;
• Por necessidade, “descobriram” que era interessante termos
um Monitoramento e Controle do projeto;

• Com o passar do tempo, aprendemos a Planejar e a Iniciar o
projeto consultando uma base histórica
• E tudo isso se Encerra no final;
Integrando o PMBoK com o Agile
Monitoramento
& Controle

Iniciação

Planejamento

Encerramento

Execução
E o Gerente de Projeto... Como que fica?
• Existe sim lugar para o Gerente de Projeto em um projeto ágil;
• Existem vários papéis de lideranças (Coachs, Scrum Masters
ou qualquer outro), e as ações desempenhadas para o sucesso
do projeto são praticamente as mesmas;
• Mas se partimos do princípio que a equipe deve escolher o seu
“líder”, ainda assim esse papel pode coexistir com o GP;
Saibam... nós não estamos sozinhos ;)
• O PMI possui a Agile Community of Practice
• Há também a Agile Alliance

• Comunidade Ágil do InfoQ
• Comunidades específicas

– Scrum Alliance / Lean Community / Scum.org...
Dúvidas?
http://br.linkedin.com/in/achilescamilo
achiles.camilo@pmigo.org.br

Achiles Camilo
PMI-ACP, CAPM, CSM, MCTS
Diretor Adjunto de Certificação

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  • 1. Metodologias Ágeis Uma breve introdução Achiles Camilo PMI-ACP, CAPM, CSM, MCTS Diretor Adjunto de Certificação
  • 3. Engenharia de Software • No final dos 50 surgiu o termo Engenharia de Software; • Dessa época até meados dos anos 80, foi a famosa Crise de Software: • Prazos não cumpridos; • Hardware caro; • Orçamentos estourados; • Não atendiam os requisitos; • Baixa qualidade; • E isso quando era entregue!!
  • 4. There is “No Silver Bullet...” • Em 86, Brooks lançou a célebre frase, onde explica um pouco o “segredo” dos softwares;
  • 5. E a coisa foi ficando séria... • Ferramentas CASE; • Modelos de Processo (CMM); • Início da criação de Métodos; – Disciplina; – Profissionalismo!
  • 6. E chegou a tal da Internet! • Trocas de emails; • Fóruns de discussão; • Disseminação do conhecimento;
  • 7. Já ouviram falar em cachoeira?
  • 9. Como assim? • Sem mais documentação??? • Chega de diagramas??? • Agora é só código???
  • 10. The Agile Alliance surge!! • De 11 a 13 de Fevereiro de 2001 um grupo se intitulado “The Agile Alliance” se reuniram e criaram algo simples; • O Agile Manifesto pode ser visto através do site: http://agilemanifesto.org
  • 12. E se popularizou o/ • Desde então vários evangelistas se espalharam pelo mundo; • Livros, artigos, fóruns, comunidades e uma infinidade de meios são utilizados para expor essa 8ª maravilha ao mundo; • Mas isso nos traz a um pequeno probleminha: – Cada empresa, cada equipe e cada pessoa entende Agile como acha conveniente – E temos empresas/equipes/pessoas ágeis que não são tão ágeis assim...
  • 13. Como assim? • Como ser um verdadeiro “agilista” então? • Simples!! Basta utilizar as técnicas e métodos ágeis como eles são... • Eles são feitos para serem customizados e se adaptarem modificados; a suas necessidades, mas não
  • 14. Métodos e Técnicas • Técnicas ágeis são atividades que buscam maneiras de colocar na prática o que os princípios ágeis propõe: – TDD, Programação em par, Reuniões diárias... • Um conjunto de técnicas agrupadas para facilitar o desenvolvimento de Software são os métodos: – Scrum, XP, Crystal, DSDM, Lean, Kanban...
  • 16. Post Its!! (CardWall) • Quem usa Post It pra anotar as coisas? • Uma das técnicas mais clássicas e mais notadas; • Gera um efeito visual marcante; • Motiva a famosa “Gestão a Vista”!
  • 17. Baklogs • Backlog nada mais é do que o escopo de trabalho; • Tudo que tem que ser feito, todos os “requisitos funcionais” do sistema estão presentes no Backlog; • Podem ser divididos entre: – Backlog do Produto; – Backlog de Sprints;
  • 18. Iterações • No contexto ágil, todas as iterações são “timeboxes”, ou seja, todos são períodos de tempo pré-determinados; • Auxiliam na segmentação do trabalho; • Melhoram a gestão e o controle das entregas;
  • 19. Entregas Constantes • No mundo ágil, todas as entregas são funcionais!! • E devem ser realizadas frequentemente para captar os feedbacks dos stakeholders sobre o produto; • Auxiliam para melhor entender as necessidades do cliente;
  • 20. Integração Contínua • Todo desenvolvimento realizado entre os membros da equipe devem ser testados quanto a integração com todo o software; (Build Automático) • Para toda entrega gerada, sempre deve haver uma preocupação com a Integração com os demais componentes do Sistema;
  • 21. TDD (Desenvolvimento Orientado a Teste) • Teste primeiro!! • Vai escrever um método? O teste unitário dele já está pronto? • Antes de qualquer linha de código, deve haver uma muitas linhas de testes;
  • 22. Stand Up (Reuniões em pé) • Reuniões em pé contendo os membros da equipe; • Geralmente duram 15 minutos e devem ser discutidos os problemas que impedem o avanço da equipe; • A frequência é determinada pela equipe;
  • 23. Pair Programming (Programação em par) • Por que em par??? • Auxilia nos testes (TDD, lembra?); • Evita cometer pequenos erros; • Evita o tédio/ócio, e aumenta a produtividade;
  • 24. Estimativas • Medidas: – Pontos de História (Sequencia Fibonacci); – Velocidade do Time; • Técnicas: – Planning Poker; – Técnica Delphi; – Comparação;
  • 25. Conceito de “Done” (Pronto) • Só pode ser considerado “Pronto” se for testado e aprovado! • Já testou? Não... Então não está pronto! • Cliente aceitou? Não... Então não está pronto!
  • 26. Histórias de Usuário • 3 C’s • INVEST – Cartão – Independente – Conversa – Negociável – Confirmação – Estimável – Pequena – Testável
  • 28. Refactoring (Refatoração) • Princípio básico de Melhoria Contínua aplicada ao código; • Após um método ser testado com êxito, ele está apto a ser refatorado, ou seja, ele deverá ser melhorado, porém, sem perder a funcionalidade; • Recomendação: Código Limpo, Robert Martin!
  • 29. Equipes Auto Gerenciáveis • Com a equipe em comum acordo sobre o backlog a ser trabalhado, assume-se que todos sabem seus papéis; • Em uma equipe ágil madura, os “líderes” resolvem os impedimentos da equipe, pois a distribuição de atividades e relacionamento interno são resolvidos pelos próprios membros;
  • 31. Scrum • Metodologia ágil mais famosa; • Baseada em Sprints de 2 a 4 semanas; • Possui 2 papéis críticos, além da equipe do projeto: – Scrum Master; – Product Owner;
  • 32. Scrum • Utiliza as técnicas: – Backlog • Produto; • Sprint; – Reunião em pé diária; • O que foi feito? • O que vou fazer? • Quais os problemas? – Gráficos de Burndown;
  • 33. Scrum • Possui 3 reuniões chaves: – Sprint Planning (Planejamento do Sprint) • Planejamento do o backlog do Sprint; – Sprint Review (Revisão do Sprint) • Valida as entregas; • Avalia-se a continuidade do projeto; – Sprint Retrospective (Retrospecita do Sprint) • Coleta-se as lições aprendidas durante o Sprint;
  • 34. XP (eXtreme Programming) • 5 Valores: • 4 Práticas: – Comunicação; – Codificar; – Coragem; – Testar; – Feedbacks; – Escutar; – Respeito; – “Modelar”; – Simplicidade;
  • 35. XP (eXtreme Programming) • 12 Princípios: – Feedbacks rápidos; – Experimentos concretos; – Simplicidade assumida; – Comunicação honesta; – Mudanças incrementais; – Responsabilidade; – Abraçar mudanças; – Adaptação ao local de trabalho; – Qualidade de trabalho; – Investimentos iniciais baixos; – Poucas “viagens”; – Indicadores honestos;
  • 36. XP (eXtreme Programming) • 12 Práticas: – Jogo do Planejamento; – Programação em par; – Pequenas entregas; – Posse coletiva; – Metáforas; – Integração contínua; – Modelagens simples; – 40 h/semana; – Testes; – Clientes presentes; – Refatorações; – Padrões de código;
  • 37. Lean • Baseado totalmente no modelo Toyota de Produção, é uma adaptação do “Lean Manufacturing” para software; • Possui 22 técnicas recomendadas para uso; • Altamente escalável e pode ser “acoplada” a outras metodologias;
  • 38. Lean • 7 Princípios: – Eliminar o desperdício; – Amplificar o aprendizado; – Decidir o mais tarde possível; – Entregar o mais cedo possível; – Fortalecer o time; – Construir integrações; – Ver sempre como um todo;
  • 39. Kanban • Também originado de processos industrias, tem como foco Gerir a Demanda de trabalho;
  • 40. Kanban • 4 Princípios: – Comece com o que você faz hoje; – Faça mudanças evolutivamente; – Respeite o processo, os papéis, as responsabilidades e os títulos; – Encoraje atos de liderança em todos os níveis;
  • 41. Kanban • 6 Práticas: – Visualize; – Limite o WIP (Trabalho em Processo); – Gerencie o fluxo; – Tenha políticas explícitas; – Implemente ciclos de feedback; – Melhore colaborativamente, evolua experimentalmente;
  • 43. Gerenciamento de Projetos é mais fácil do que parece • Em processos ad hoc, temos a Execução; • Por necessidade, “descobriram” que era interessante termos um Monitoramento e Controle do projeto; • Com o passar do tempo, aprendemos a Planejar e a Iniciar o projeto consultando uma base histórica • E tudo isso se Encerra no final;
  • 44. Integrando o PMBoK com o Agile Monitoramento & Controle Iniciação Planejamento Encerramento Execução
  • 45. E o Gerente de Projeto... Como que fica? • Existe sim lugar para o Gerente de Projeto em um projeto ágil; • Existem vários papéis de lideranças (Coachs, Scrum Masters ou qualquer outro), e as ações desempenhadas para o sucesso do projeto são praticamente as mesmas; • Mas se partimos do princípio que a equipe deve escolher o seu “líder”, ainda assim esse papel pode coexistir com o GP;
  • 46. Saibam... nós não estamos sozinhos ;) • O PMI possui a Agile Community of Practice • Há também a Agile Alliance • Comunidade Ágil do InfoQ • Comunidades específicas – Scrum Alliance / Lean Community / Scum.org...

Notas do Editor

  1. Good afternoon! I am Gene Bounds, and I’m very pleased to be here representing PMI’s Board of Directors.