15/11/2014
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Introdução
• A mastite é uma doença contagiosa e de fácil transmissão entre
as vacas.
• Ocorre em uma ou mais tetas e pode aparecer quando a vaca
está em lactação ou durante o período seco.
• Os impactos econômicos -
– Queda na produção leiteira,
– Perda na qualidade do leite,
– Maior custo de produção
– Descarte prematuro de vacas por perda de um ou mais quartos
mamários, que se tornam fibrosos e improdutivos.
• Sua magnitude varia conforme a intensidade do quadro e o
agente causador.
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CÉLULAS SOMÁTICAS
• São constituídas, em sua grande maioria, por leucócitos,
principalmente neutrófilos, e células de descamação do
epitélio secretor da glândula.
• Em um quarto mamário infectado, aproximadamente 99% de
todas as células do leite são leucócitos.
• A distribuição das células em uma glândula sadia é de 60% de
macrófagos, 25% de linfócitos e 15% de neutrófilos.
• Durante a evolução da mastite há um influxo maior dessas
células para a glândula mamária, conduzindo à elevação do
seu número no leite.
HOSPEDEIROS
• Qualquer tipo de animal que tenha glândula mamária;
• O grau de infecção vai depender da quantidade de leite
produzido, das medidas sanitárias adotadas, da imunidade do
animal e do agente envolvido.
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Etiologia
• A mastite é causada por pelo menos 100 tipos diferentes de
bactérias, sendo as mais importantes:
– Staphylococus aureus;
– Streptococcus agalactiae;
– Streptococcus disgalactiae;
– Streptococcus uberis;
– Escherichia Coli.
Características dos Agentes
Agente Família Características
Staphylococcus spp. Micrococcaceae Gram +, cocos (cachos de
uva), imóveis, anaeróbicos
facultativos
Streptococcus spp. Streptococcaceae Forma esférica (cocos), gram
+, anaeróbicos
facultativos,imóveis
Escherichia spp. Enterobacteriaceae Gram -, anaeróbicas
facultativas, não formadora
de esporos.
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Formas de Mastite
• A mastite pode apresentar duas formas:
1. Forma clínica
2. Forma Subclínica
Dados Epidemiológicos
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Importância da mastite subclínica
1. 15 - 40 vezes mais prevalente que a forma clínica;
2. Normalmente precede a forma clínica;
3. Longa duração;
4. Difícil detecção;
5. Reduz a produção de leite;
6. Afeta a qualidade do leite;
7. Pode ser causa de novas infecções no rebanho;
Mastite Clínica
• SUB-AGUDA: Presença de coágulos e alteração de cor. Pode ou
não apresentar alterações no úbere;
• AGUDA: Queda na produção e alterações na composição do
leite, processo inflamatório do úbere;
• SUPER AGUDA: Alterações da mastite clínica e sinais clínicos
ocorrem de forma rápida e severa;
• CRÔNICA: Mastite de longa duração que pode permanecer
como subclínica ou alterar entre quadros de subclínica e
clínica;
• AMBIENTAL: Caracterizada pela forma aguda, causando
violenta resposta inflamatória, sempre deixando sequelas,
quando se consegue evitar a perda do animal.
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Fontes de Transmissão
• As principais fontes de transmissão da mastite são:
1. Meio ambiente:
– Solo
– Cama
– Água
– Moscas
2. Ambiente da ordenha:
– Mãos
– Material de limpeza do úbere
– Equipamento de ordenha
Patogenia
• O teto é a primeira linha de defesa contra a penetração de
organismos patogênicos no úbere;
• A invasão do teto geralmente ocorre durante a ordenha por
organismos presentes no próprio teto, na mão do
ordenhador ou nos equipamentos de ordenha;
• Depois da ordenha, o canal do teto permanece dilatado por
uma a duas horas; entretanto, o canal de um teto machucado
permanece parcialmente aberto.
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Patogenia
• Organismos do ambiente (fezes, material da cama, etc.) ou
aqueles encontrados na pele machucada da ponta do teto
podem facilmente invadir um canal aberto ou parcialmente
aberto;
• Infecções começam quando microrganismos penetram no
canal do teto e multiplicam-se na glândula mamária;
• Dando início a uma resposta de defesa do organismo pelas
células somáticas, provocando uma reação inflamatória.
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Diagnóstico
• O diagnóstico é feito baseado nos sintomas clínicos, isto é,
sinais visíveis a inflamação, como dor, em um ou mais
quartos;
• Recusa a ordenha;
• Leite com sangue, pús, flocos, ou dessorando.
Diagnóstico
– Contagem de Células Somáticas
– Contagem Bacteriana Total - CBT
– Cultura e isolamento dos agentes etiológicos;
– Antibiograma para um tto efetivo.
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CCS
Cultura Microbiológica
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Diagnóstico
Para o diagnóstico da mastite sub-clínica, há necessidade
do uso de diagnósticos auxiliares de campo e laboratório, tais
como:
– Califórnia Mastite Test - CMT;
– Condutividade Elétrica do Leite;
– Contagem de Células Somáticas.
Califórnia Mastite Test (CMT)
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Teste da Caneca Telada
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Controle, Prevenção e Tratamento
• Os princípios básicos para o controle da mastite
baseiam-se na:
– Diminuição da exposição das tetas aos patógenos;
– Aumento da resistência imunológica da vaca;
– Isolamento do agente patógeno;
– Antibiograma;
– Antibioticoterapia.
Controle, Prevenção e Tratamento
• A atenção deve estar voltada para o manejo correto da
ordenha, instituir treinamento aos ordenhadores, e fazer
desinfecção das teteiras após a ordenha;
• Na desinfecção da superfície das tetas, deve-se realizar a
desinfecção antes e depois da ordenha, que é a imersão
completa das tetas em solução desinfetante – Pré e Pós
dipiing.
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Deve-se evitar
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Controle, Prevenção e Tratamento
• O tratamento com antimicrobianos é uma medida
realizada no controle da mastite.
– As metas da terapia antimicrobianas são:
• Prevenção da mortalidade nos casos agudos;
• Retorno a composição e produção normal do leite;
• Eliminação das fontes de infecção e prevenção de
novas infecções no período seco.
VACINAS
• As vacinas utilizadas apresentam relativa eficácia contra
Staphylococcus aureus e Escherichia coli.
• Estão sendo utilizadas com o intuito de alcançar pelo menos
um dos objetivos:
1. Prevenir a ocorrência de novas infecções intra-mamárias;
2. Reduzir a gravidade e frequência de sintomas clínicos;
3. Auxiliar na eliminação de infecções crônicas.
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Mastite Doença

  • 1.
    15/11/2014 1 Introdução • A mastiteé uma doença contagiosa e de fácil transmissão entre as vacas. • Ocorre em uma ou mais tetas e pode aparecer quando a vaca está em lactação ou durante o período seco. • Os impactos econômicos - – Queda na produção leiteira, – Perda na qualidade do leite, – Maior custo de produção – Descarte prematuro de vacas por perda de um ou mais quartos mamários, que se tornam fibrosos e improdutivos. • Sua magnitude varia conforme a intensidade do quadro e o agente causador.
  • 2.
    15/11/2014 2 CÉLULAS SOMÁTICAS • Sãoconstituídas, em sua grande maioria, por leucócitos, principalmente neutrófilos, e células de descamação do epitélio secretor da glândula. • Em um quarto mamário infectado, aproximadamente 99% de todas as células do leite são leucócitos. • A distribuição das células em uma glândula sadia é de 60% de macrófagos, 25% de linfócitos e 15% de neutrófilos. • Durante a evolução da mastite há um influxo maior dessas células para a glândula mamária, conduzindo à elevação do seu número no leite. HOSPEDEIROS • Qualquer tipo de animal que tenha glândula mamária; • O grau de infecção vai depender da quantidade de leite produzido, das medidas sanitárias adotadas, da imunidade do animal e do agente envolvido.
  • 3.
    15/11/2014 3 Etiologia • A mastiteé causada por pelo menos 100 tipos diferentes de bactérias, sendo as mais importantes: – Staphylococus aureus; – Streptococcus agalactiae; – Streptococcus disgalactiae; – Streptococcus uberis; – Escherichia Coli. Características dos Agentes Agente Família Características Staphylococcus spp. Micrococcaceae Gram +, cocos (cachos de uva), imóveis, anaeróbicos facultativos Streptococcus spp. Streptococcaceae Forma esférica (cocos), gram +, anaeróbicos facultativos,imóveis Escherichia spp. Enterobacteriaceae Gram -, anaeróbicas facultativas, não formadora de esporos.
  • 4.
    15/11/2014 4 Formas de Mastite •A mastite pode apresentar duas formas: 1. Forma clínica 2. Forma Subclínica Dados Epidemiológicos
  • 5.
    15/11/2014 5 Importância da mastitesubclínica 1. 15 - 40 vezes mais prevalente que a forma clínica; 2. Normalmente precede a forma clínica; 3. Longa duração; 4. Difícil detecção; 5. Reduz a produção de leite; 6. Afeta a qualidade do leite; 7. Pode ser causa de novas infecções no rebanho; Mastite Clínica • SUB-AGUDA: Presença de coágulos e alteração de cor. Pode ou não apresentar alterações no úbere; • AGUDA: Queda na produção e alterações na composição do leite, processo inflamatório do úbere; • SUPER AGUDA: Alterações da mastite clínica e sinais clínicos ocorrem de forma rápida e severa; • CRÔNICA: Mastite de longa duração que pode permanecer como subclínica ou alterar entre quadros de subclínica e clínica; • AMBIENTAL: Caracterizada pela forma aguda, causando violenta resposta inflamatória, sempre deixando sequelas, quando se consegue evitar a perda do animal.
  • 6.
    15/11/2014 6 Fontes de Transmissão •As principais fontes de transmissão da mastite são: 1. Meio ambiente: – Solo – Cama – Água – Moscas 2. Ambiente da ordenha: – Mãos – Material de limpeza do úbere – Equipamento de ordenha Patogenia • O teto é a primeira linha de defesa contra a penetração de organismos patogênicos no úbere; • A invasão do teto geralmente ocorre durante a ordenha por organismos presentes no próprio teto, na mão do ordenhador ou nos equipamentos de ordenha; • Depois da ordenha, o canal do teto permanece dilatado por uma a duas horas; entretanto, o canal de um teto machucado permanece parcialmente aberto.
  • 7.
    15/11/2014 7 Patogenia • Organismos doambiente (fezes, material da cama, etc.) ou aqueles encontrados na pele machucada da ponta do teto podem facilmente invadir um canal aberto ou parcialmente aberto; • Infecções começam quando microrganismos penetram no canal do teto e multiplicam-se na glândula mamária; • Dando início a uma resposta de defesa do organismo pelas células somáticas, provocando uma reação inflamatória.
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    15/11/2014 8 Diagnóstico • O diagnósticoé feito baseado nos sintomas clínicos, isto é, sinais visíveis a inflamação, como dor, em um ou mais quartos; • Recusa a ordenha; • Leite com sangue, pús, flocos, ou dessorando. Diagnóstico – Contagem de Células Somáticas – Contagem Bacteriana Total - CBT – Cultura e isolamento dos agentes etiológicos; – Antibiograma para um tto efetivo.
  • 9.
  • 10.
    15/11/2014 10 Diagnóstico Para o diagnósticoda mastite sub-clínica, há necessidade do uso de diagnósticos auxiliares de campo e laboratório, tais como: – Califórnia Mastite Test - CMT; – Condutividade Elétrica do Leite; – Contagem de Células Somáticas. Califórnia Mastite Test (CMT)
  • 11.
  • 12.
    15/11/2014 12 Controle, Prevenção eTratamento • Os princípios básicos para o controle da mastite baseiam-se na: – Diminuição da exposição das tetas aos patógenos; – Aumento da resistência imunológica da vaca; – Isolamento do agente patógeno; – Antibiograma; – Antibioticoterapia. Controle, Prevenção e Tratamento • A atenção deve estar voltada para o manejo correto da ordenha, instituir treinamento aos ordenhadores, e fazer desinfecção das teteiras após a ordenha; • Na desinfecção da superfície das tetas, deve-se realizar a desinfecção antes e depois da ordenha, que é a imersão completa das tetas em solução desinfetante – Pré e Pós dipiing.
  • 13.
  • 14.
    15/11/2014 14 Controle, Prevenção eTratamento • O tratamento com antimicrobianos é uma medida realizada no controle da mastite. – As metas da terapia antimicrobianas são: • Prevenção da mortalidade nos casos agudos; • Retorno a composição e produção normal do leite; • Eliminação das fontes de infecção e prevenção de novas infecções no período seco. VACINAS • As vacinas utilizadas apresentam relativa eficácia contra Staphylococcus aureus e Escherichia coli. • Estão sendo utilizadas com o intuito de alcançar pelo menos um dos objetivos: 1. Prevenir a ocorrência de novas infecções intra-mamárias; 2. Reduzir a gravidade e frequência de sintomas clínicos; 3. Auxiliar na eliminação de infecções crônicas.
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