Lição 7 EBD.pptxo caracter misssionáriodaigreja em Jerusalém
1.
Lição 12
21 desetembro de 2025
O CARÁTER MISSIONÁRIO DA IGREJA DE JERUSALÉM
2.
Texto Áureo
“E haviaentre eles alguns varões de Chipre e de
Cirene, os quais, entrando em Antioquia,
falaram aos gregos, anunciando o Senhor
Jesus.”
(At 11.20).
Leitura Diária
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
SÁBADO
At 1.8Alcançando os confins da terra
Rm 15.24 O Evangelho além-mar
At 11.20,21 Implantando igrejas
At 14.21 Fazendo discípulos
At 11.26 Formando a identidade cristã
At 11.29 Socorrendo os necessitados
5.
Leitura Bíblica emClasse
Atos 11.19 – 30
19 — E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa
de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não
anunciando a ninguém a palavra senão somente aos judeus.
20 — E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais,
entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.
21 — E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se
converteu ao Senhor.
22 — E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em
Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia,
23 — o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou e exortou
a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor.
24 — Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E
muita gente se uniu ao Senhor.
25 — E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o
conduziu para Antioquia.
6.
Leitura Bíblica emClasse
Atos 11.19 – 30
26 — E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e
ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela
primeira vez, chamados cristãos.
27 — Naqueles dias, desceram profetas de Jerusalém para
Antioquia.
28 — E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a
entender, pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o
mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.
29 — E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o
que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judeia.
30 — O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por
mão de Barnabé e de Saulo.
7.
❶
❷
❸ Valorizar aprática do discipulado como base para o
crescimento saudável e a manutenção da identidade da Igreja.
Objetivos da Lição
Enfatizar a importância da contextualização da mensagem do
Evangelho para diferentes contextos culturais, sem, contudo,
perder sua essência;
Destacar o papel da dispersão cristã na expansão missionária
da Igreja Primitiva;
A Igreja deJerusalém, mesmo enfrentando perseguições, não
perdeu sua essência missionária. Os cristãos dispersos pregaram
com ousadia em cidades como Antioquia, levando o Evangelho
além das fronteiras de Israel. Essa expansão revela uma igreja viva,
sensível à direção do Espírito e comprometida com a ordem de
Jesus: fazer discípulos de todas as nações. Vamos refletir sobre
como a graça de Deus capacita pessoas simples para grandes obras,
e, assim como os primeiros crentes, somos chamados a
testemunhar com coragem, fé e amor.
10.
Vivemos em umtempo em que a Igreja é desafiada a sair de suas
fronteiras e alcançar os que ainda não ouviram sobre Cristo. A
história da Igreja de Jerusalém nos inspira a refletir: temos sido uma
igreja consciente de nossa missão? Estamos preparados para
comunicar o Evangelho a diferentes culturas e formar verdadeiros
discípulos? Esta lição nos chama a agir com fé, sensibilidade e
compromisso com o “Ide do Senhor”.
11.
A temática centraldesta lição é o avanço missionário da Igreja Primitiva, que,
mesmo em meio à perseguição, levou o Evangelho além das fronteiras de Israel,
alcançando os gentios em Antioquia.
O que motivou os cristãos a levarem o Evangelho para além das fronteiras de
Israel?
A perseguição que sucedeu à morte de Estêvão dispersou os cristãos, que
aproveitaram a oportunidade para proclamar o Evangelho.
Qual foi o papel dos cristãos leigos na expansão missionária da Igreja?
Eles foram os principais responsáveis por levar o Evangelho a Antioquia,
demonstrando que a missão não é limitada a líderes ou oficiais da Igreja.
Como a Igreja pode ser mais eficaz em sua missão transcultural nos dias de
hoje?
Contextualizando a mensagem do Evangelho sem comprometer sua essência,
alcançando diferentes culturas com relevância e amor.
12.
A chegada doEvangelho a Antioquia, uma cidade cosmopolita e
estratégica, marca o início da missão transcultural da Igreja. Pela
primeira vez, cristãos judeus pregaram aos gentios, rompendo
barreiras culturais e religiosas.
Isso reflete a obra do Espírito Santo, que capacita os crentes a
contextualizar a mensagem sem comprometer sua essência. Esses
cristãos leigos, movidos pelo Espírito, demonstraram que a missão
não é limitada a líderes ou oficiais da Igreja, mas é responsabilidade
de todos os crentes.
Além disso, a perseguição, que parecia ser um obstáculo, foi usada
por Deus como um instrumento para a expansão do Reino.
13.
A lição nosensina que a missão da Igreja não depende de métodos
sofisticados, mas da graça de Deus, que capacita pessoas simples e
anônimas a realizarem grandes feitos. O Espírito Santo é quem
habilita os crentes para a obra missionária, concedendo ousadia,
sabedoria e poder para testemunhar de Cristo.
Como Igreja, somos chamados a viver com intencionalidade
missionária, levando Cristo a todos, com sabedoria, coragem e
compromisso. Que sejamos discípulos que formam outros
discípulos!
14.
Tópicos da Lição
IUMA IGREJA COM CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA
1 – O Evangelho para além da fronteira de Israel
2 – Cristãos dispersados, mas conscientes de sua missão
3 – Cristãos leigos, mas capacitados pelo Espírito
II UMA IGREJA COM VISÃO TRANSCULTURAL
1 – A Cultura grega (helênica)
2 – Contextualizando a mensagem
III UMA IGREJA QUE FORMA DISCÍPULOS
1 – A base do discipulado
2 – Denominados de “cristãos”
3 – A identidade cristã
Introdução
Como o evangelhoalcançou Antioquia, uma importante cidade da Síria dentro
do Império Romano? Conhecer esse fato é relevante porque, pela primeira vez,
cristãos de Jerusalém levam a mensagem da cruz aos gentios fora das
fronteiras de Israel.
Com o ingresso do Evangelho na cidade de Antioquia, a igreja
dava seu primeiro salto na missão transcultural. Nesta lição,
estudaremos sobre como o “Ide” de Jesus é levado a sério por
um grupo de cristãos refugiados, vítimas da perseguição que
sobreviera a Estêvão em Jerusalém. Esses crentes, mesmo sendo
leigos, possuíam uma forte consciência missionária. E, quando
perseguidos, não escondiam sua fé, mas a compartilhavam
apontando sempre para a cruz de Cristo. Esse é um belo
exemplo de fé cristã que deve, não somente nos inspirar, mas,
sobretudo, nos levar a agir como eles.
I
Tópico
1. O Evangelhopara além da fronteira de Israel
Lucas abre essa seção de seu livro fazendo referência
aos cristãos, “os que foram dispersos pela
perseguição que sucedeu por causa de Estêvão
caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia” (At
11.19). Observamos que essa passagem bíblica faz
um paralelo com Atos 8.1-4 onde narra o início da
perseguição em Jerusalém que gerou a dispersão
cristã. Assim como Filipe, que em razão da
perseguição levou o Evangelho à cidade de Samaria,
da mesma forma esses crentes, que também faziam
parte desse grupo de cristãos perseguidos, levaram o
Evangelho para além da fronteira de Israel.
19.
I
Tópico
EXPLICAÇÃO
Esse movimento missionárionão foi fruto de uma estratégia
humana, mas da ação soberana de Deus, que transforma a
perseguição em oportunidade para a expansão do Reino. A
promessa de Atos 1.8 começou a se cumprir de forma mais ampla,
com o Evangelho alcançando os confins da terra.
Isso reforça que a missão da Igreja é sustentada pelo poder do
Espírito Santo, que capacita os crentes a testemunharem de Cristo
em qualquer lugar e circunstância. Além disso, a expansão do
Evangelho para além de Israel demonstra que a mensagem de
Cristo não está limitada a um povo ou cultura específica. O Espírito
Santo rompe barreiras culturais e geográficas, unindo pessoas de
diferentes origens em um só corpo. Isso reflete a universalidade do
plano de salvação de Deus, que deseja que todos os povos sejam
alcançados pela mensagem da cruz.
A perseguição em Jerusalém foi usada por Deus para levar o
Evangelho além das fronteiras de Israel. Isso demonstra que o
Espírito Santo dirige a Igreja em sua missão, transformando
20.
I
Tópico
2. Cristãos dispersados,mas conscientes de sua missão
Esses cristãos dispersados, após fugirem de uma
perseguição feroz, não esconderam a sua fé. Aonde
chegavam, anunciavam a Palavra de Deus (At
11.19,20). Foi assim que eles deram testemunho do
Evangelho na Fenícia, Chipre e Antioquia. O que
vemos são cristãos conscientes da missão de
testemunhar de sua fé onde quer que estivessem.
Eles haviam sido comissionados para isso (Mt 28.19;
At 1.8). Somente cristãos participantes de uma igreja
consciente de sua tarefa missionária age dessa
forma. Eles não perdem o foco: anunciam o Senhor
Jesus em qualquer tempo, lugar e circunstância.
21.
I
Tópico
EXPLICAÇÃO
Esses cristãos dispersosestavam cientes de que haviam sido
comissionados por Jesus para fazer discípulos de todas as
nações (Mt 28.19). Eles não viam a missão como uma tarefa
opcional, mas como uma responsabilidade inegociável.
Além disso, o fato de eles anunciarem o Senhor Jesus em
qualquer tempo, lugar e circunstância reflete a obra
transformadora do Espírito Santo, que os impulsionava a viver
uma vida de testemunho constante.
Para os pentecostais, isso é um exemplo de como a Igreja
deve agir hoje: com uma consciência missionária que
transcende as dificuldades e se mantém focada em proclamar
o Evangelho.
Esse testemunho também nos ensina que a missão não é
limitada a líderes ou oficiais da Igreja. Esses cristãos eram, em
sua maioria, leigos, mas foram usados por Deus para levar o
22.
Lucas destaca quedentre esses cristãos havia “alguns” que
levaram o Evangelho para Antioquia, capital da Síria, uma
cidade cosmopolita e uma das três cidades mais importantes
do Império Romano (At 11.20). O texto deixa claro que foram
esses cristãos “comuns” os fundadores da igreja de Antioquia,
uma das mais relevantes e importantes do Novo Testamento
(At 13.1-4). Eram cristãos anônimos e leigos. Eles não são
contados entre os apóstolos, diáconos ou presbíteros.
Contudo, eles foram usados por Deus para fundar aquele
trabalho e foram bem-sucedidos porque “a mão do Senhor era
com eles” (At 11.21), conforme Lucas destaca. Esse era o
segredo que fez toda a diferença. O que fica em destaque,
portanto, não era o ofício ou o cargo, mas a capacitação do
Senhor. Os apóstolos eram extraordinários e os profetas
excepcionais somente porque sobre eles também estava a
I
Tópico
3. Cristãos leigos, mas capacitados pelo Espírito
23.
A igreja deAntioquia foi a primeira a enviar missionários
transculturais, como Paulo e Barnabé (At 13.1-4), mostrando que
Deus pode usar uma igreja fundada por leigos para realizar grandes
feitos. Esse evento também nos ensina que a disponibilidade é mais
importante do que a posição. Deus não está à procura de pessoas
com habilidades extraordinárias, mas de corações dispostos a
obedecer à Sua voz. A teologia pentecostal destaca que o Espírito
Santo capacita aqueles que se colocam à disposição de Deus,
independentemente de sua formação ou status. Por fim, a fundação
da igreja em Antioquia nos lembra que a missão de Deus é coletiva.
Embora esses cristãos fossem anônimos, eles trabalharam juntos,
movidos pelo Espírito Santo, para cumprir o propósito de Deus. Isso
nos desafia a valorizar o trabalho em equipe e a reconhecer que
todos têm um papel importante na missão da Igreja. A fundação da
igreja em Antioquia por cristãos leigos demonstra que a capacitação
para a obra de Deus vem do Espírito Santo, e não de títulos ou
I
Tópico
EXPLICAÇÃO
24.
Síntese do TópicoI
A Igreja de Jerusalém,
mesmo dispersada,
manteve seu
compromisso de
anunciar o Evangelho
com ousadia.
1. A culturagrega (helênica)
A Bíblia nos conta que alguns cristãos que tinham sido
espalhados pelo mundo chegaram a “Antioquia, falaram aos
gregos” (At 11.20). Essa expressão, “falaram aos gregos”, é muito
importante. De acordo com estudiosos, ela explica que esse foi o
primeiro momento em que cristãos judeus falaram de Jesus para
pessoas que não eram judias, adoravam outros deuses e não
seguiam o Judaísmo. Isso mostra que a igreja começou a levar a
mensagem de Jesus para além das fronteiras da Palestina,
chegando a um mundo totalmente diferente, onde as pessoas
não conheciam a fé judaica. Ou seja, não eram judeus que
falavam grego pregando para outros judeus da mesma cultura,
mas cristãos judeus que falavam grego levando o Evangelho a
pessoas que não tinham nenhuma ligação com o Judaísmo.
Dessa forma, o que Jesus havia ordenado — pregar o Evangelho
a “toda criatura” (Mc 16.15) — começou a se cumprir.
I
I
Tópico
27.
EXPLICAÇÃO
A expressão “falaramaos gregos” (At 11.20) reflete a
obediência dos cristãos ao mandamento de Jesus em Marcos
16.15: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda
criatura.” Esses cristãos entenderam que o Evangelho não era
apenas para os judeus, mas para todas as nações. O Espírito
Santo os capacitou a comunicar a mensagem de Cristo de
forma relevante para um público que adorava outros deuses e
não conhecia a fé judaica. Esse evento também destaca a
universalidade do plano de salvação de Deus. O Espírito Santo
é o agente que une pessoas de diferentes culturas em um só
corpo, a Igreja. Isso nos desafia a sermos sensíveis à direção
do Espírito Santo e a estarmos dispostos a levar o Evangelho a
todas as nações, independentemente das barreiras culturais
ou linguísticas. A pregação do Evangelho aos gregos em
Antioquia foi um marco na missão transcultural da Igreja.
I
I
Tópico
28.
2. Contextualizando amensagem
I
I
Tópico
Podemos ver aqui um exemplo de como os primeiros cristãos
adaptavam a mensagem ao contexto em que estavam. Lucas nos
conta que eles “anunciavam o evangelho do Senhor Jesus” (At
11.20). O texto é curto e direto, mas esses cristãos estavam
pregando para pessoas que não eram judias. Isso significa dizer
que eles não podiam simplesmente usar o Antigo Testamento para
provar que Jesus era o Messias prometido, porque isso não faria
sentido para aquele público. Diferente dos judeus e samaritanos,
que já esperavam um Messias (At 2.36; 5.42; 8.5; 9.22), os gentios
não tinham essa mesma expectativa. Além disso, esses cristãos
também não mencionam costumes judaicos, como a circuncisão,
que Estêvão citou em seu discurso (At 7.51), porque isso não fazia
parte da cultura dos gentios. Em vez de enfatizar que Jesus era o
Messias, eles destacavam que Ele é o Senhor. Ou seja, estavam
dizendo que os pagãos precisavam deixar seus falsos deuses e se
voltar para o único e verdadeiro Senhor (At 14.15; 26.18,20). Dessa
forma, sem comprometer a verdade da mensagem, o Evangelho foi
29.
EXPLICAÇÃO
I
I
Tópico
Os cristãos quepregaram em Antioquia entenderam que os gentios não
compartilhavam a mesma expectativa messiânica dos judeus. Por isso, em
vez de enfatizarem que Jesus era o Messias prometido no Antigo
Testamento, eles destacaram que Ele é o Senhor.
Essa abordagem foi crucial para alcançar um público que adorava falsos
deuses e não tinha nenhuma ligação com o Judaísmo. A mensagem de que
Jesus é o Senhor desafiava diretamente as crenças pagãs, chamando os
gentios ao arrependimento e à adoração do único Deus verdadeiro.
Essa contextualização, no entanto, não comprometeu a essência do
Evangelho. A teologia pentecostal ensina que o Espírito Santo guia os
crentes a discernir como comunicar a mensagem de Cristo sem diluí-la ou
distorcê-la. Em Antioquia, os cristãos foram fiéis à verdade do Evangelho,
mas apresentaram a mensagem de forma que os gentios pudessem
entender e responder.
Por fim, a contextualização da mensagem em Antioquia nos desafia a
sermos sensíveis à direção do Espírito Santo e a buscarmos formas
criativas e eficazes de comunicar o Evangelho nos dias de hoje. Assim
como os cristãos de Antioquia, somos chamados a proclamar a verdade de
Cristo com fidelidade e relevância, alcançando pessoas de todas as
30.
Síntese do TópicoII
Cristãos judeus
pregaram aos gentios
em Antioquia,
contextualizando a
mensagem sem perder
sua essência.
1. A basedo discipulado
II
I
Tópico
Ao serem informados de que o Evangelho havia chegado a
Antioquia (At 11.22), a partir de Jerusalém, os apóstolos
enviaram Barnabé para lá. Chegando ali, Barnabé viu uma
igreja viva e cheia da graça de Deus (At 11.23). Como um
homem de bem e cheio do Espírito Santo, Barnabé os
encorajou na fé (At 11.24). Contudo, logo se percebeu que
aquela igreja precisava de mais instrução, ou seja, precisava
ser discipulada. Com esse propósito, Barnabé foi em busca de
Saulo para que o auxiliasse nesta missão. E assim foi feito: “E
sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e
ensinaram muita gente” (At 11.26). Esse episódio nos mostra
que não basta ganhar almas, é preciso ensiná-las. Sem o
ensino, a igreja não cresce em graça e conhecimento. O
crescimento saudável só é possível por meio da obra da
evangelização e do discipulado.
33.
EXPLICAÇÃO
II
I
Tópico
A base dodiscipulado em Antioquia reflete a importância do ensino na
formação de novos convertidos. A teologia pentecostal enfatiza que a
missão da Igreja não se limita à evangelização, mas inclui o discipulado,
que é essencial para o crescimento espiritual e a maturidade dos crentes.
Barnabé, descrito como um homem cheio do Espírito Santo e de fé, foi
enviado para fortalecer a igreja em Antioquia. Ele não apenas encorajou os
novos convertidos, mas também reconheceu a necessidade de instrução
contínua. Por isso, buscou Saulo (Paulo) para ajudá-lo nessa tarefa. Essa
parceria reflete a importância do trabalho em equipe na obra de Deus.
O discipulado em Antioquia foi marcado por um compromisso com o
ensino da Palavra de Deus. Durante um ano inteiro, Barnabé e Saulo se
dedicaram a ensinar a igreja, consolidando a fé dos novos convertidos e
promovendo um crescimento saudável.
Isso reforça que o ensino da Palavra, guiado pelo Espírito Santo, é
fundamental para o desenvolvimento espiritual dos crentes e para a
edificação da Igreja.
Além disso, o discipulado em Antioquia nos ensina que o crescimento
espiritual não acontece de forma automática. É necessário investir tempo,
esforço e recursos para ensinar os novos convertidos, ajudando-os a
34.
2. Denominados de“cristãos”
II
I
Tópico
Os cristãos de Jerusalém haviam sido chamados na
igreja de “irmãos” (At 1.16); “crentes” (At 2.44);
“discípulos” (At 6.1) e “santos” (At 9.13). Também
passaram a ser identificados tanto pelos de dentro
da igreja como pelos de fora dela como aqueles que
eram do “Caminho” (At 9.2; 19.9,23; 22.4; 24.14,22).
Agora em Antioquia são chamados de “cristãos” (At
11.26). O termo “cristãos” tem o sentido de “pessoas
de Cristo”.
35.
EXPLICAÇÃO
II
I
Tópico
O termo “cristãos”,usado pela primeira vez em Antioquia, carrega um
significado profundo e poderoso. Ele não era apenas um rótulo, mas uma
identificação que refletia a vida e o testemunho daqueles que seguiam a
Cristo. Ser chamado de “cristão” significa pertencer a Cristo, viver de
acordo com Seus ensinamentos e refletir Sua presença em todas as áreas
da vida.
Antes de serem chamados de “cristãos”, os seguidores de Jesus eram
conhecidos por outros nomes, como “irmãos”, “discípulos”, “crentes” e
“santos”. Esses termos destacavam diferentes aspectos da vida cristã: a
comunhão entre os crentes, o compromisso com o discipulado, a fé em
Cristo e a santidade de vida.
No entanto, o termo “cristãos” foi um marco, pois identificava os
seguidores de Jesus como “pessoas de Cristo”, aqueles que pertenciam a
Ele e viviam para glorificá-Lo.
Embora alguns estudiosos sugiram que o termo tenha sido inicialmente
usado de forma pejorativa, ele foi adotado pelos crentes como uma honra.
Para os pentecostais, isso reflete a obra do Espírito Santo, que transforma
até mesmo situações adversas em oportunidades para glorificar a Deus.
36.
3. A identidadecristã
II
I
Tópico
O que realmente define um cristão não é apenas um
nome ou um rótulo, mas sim sua vida, sua fé e suas
atitudes. Embora alguns estudiosos acreditem que o
termo “cristão” tenha sido usado em Antioquia como
uma forma de zombaria, a verdade é que aqueles
seguidores de Jesus demonstravam um grande
entusiasmo e dedicação, assim como os primeiros
crentes que vieram da igreja de Jerusalém para pregar
naquela cidade.
O nome “cristão” aparece novamente na Bíblia em Atos
26.28 e 1 Pedro 4.16. Segundo a Bíblia, ser cristão
significa crer em Jesus, abandonar o pecado e receber
a salvação como um presente de Deus, dado pela sua
37.
EXPLICAÇÃO
II
I
Tópico
A identidade cristã,evidenciada pela primeira vez em Antioquia, não é
definida por um título ou rótulo, mas pelo testemunho de vida, pela fé em
Jesus Cristo e pelas atitudes que refletem a transformação operada pelo
Espírito Santo. A teologia pentecostal enfatiza que ser cristão significa
viver uma vida cheia do Espírito, marcada pela santidade, pelo amor e pelo
compromisso com a missão de Deus.
O termo “cristão”, embora possivelmente usado de forma pejorativa em
Antioquia, tornou-se um símbolo de honra para os seguidores de Cristo.
Ele reflete a centralidade de Jesus na vida dos crentes, que não apenas
professavam Sua fé, mas também viviam de maneira que evidenciava sua
relação com Ele.
Isso reforça que a verdadeira identidade cristã é moldada pelo Espírito
Santo, que transforma o caráter e capacita os crentes a viverem de forma
que glorifiquem a Deus.
Além disso, a identidade cristã está intrinsecamente ligada ao discipulado.
Os cristãos de Antioquia foram discipulados por Barnabé e Saulo, o que os
ajudou a crescer em graça e conhecimento. Esse processo de ensino e
formação foi essencial para que eles desenvolvessem uma fé sólida e uma
38.
Síntese do TópicoIII
A Igreja investiu no
ensino e discipulado,
consolidando a fé e a
identidade cristã dos
novos convertidos.
Conclusão
Aprendemos como aprovidência de Deus faz
com que o Evangelho chegue, por meio da
Igreja, a povos ainda não alcançados. O que se
destaca não é uma metodologia sofisticada de
evangelismo, mas a graça de Deus, que
capacita pessoas simples e anônimas a
realizarem a sua obra. Quem deseja fazer, Deus
capacita. Ninguém jamais terá tudo de que
precisa para cumprir a obra de Deus; no
entanto, se Deus tiver tudo de nós, Ele nos
habilitará a realizá-la.
❶
Anunciar o SenhorJesus em qualquer
tempo, lugar e circunstância.
Qual era o foco dos cristãos que foram
dispersados?
43.
Como era acidade de Antioquia?
❷
Antioquia era uma cidade cosmopolita,
capital da Síria e uma das três mais
importantes do Império Romano, com
forte influência helênica.
44.
Como os primeiroscristãos contextualizavam
a mensagem do Evangelho para os gentios?
❸
Eles não usavam o Antigo Testamento
para provar que Jesus era o Messias
prometido, nem mencionavam costumes
judaicos, mas enfatizavam que Jesus era o
Senhor.
45.
O que oepisódio de Atos 11.22,23,24,26
mostra?
❹
Esse episódio nos mostra que não basta
ganhar almas, é preciso ensiná-las; sem o
ensino a igreja não cresce em graça e
conhecimento.
46.
Qual é osentido do termo “cristão”?
O termo “cristão” tem o sentido de “pessoa
de Cristo” e se refere à identidade daqueles
que seguem, creem e vivem de acordo com
os ensinamentos de Jesus.
5