Luzia13-12-2015
N°29- 1920 - Recife
João Cabral Melo Neto
1999 - Rio de Janeiro
79 anos
Ao redor da vida do homem
há certas caixas de vidro,
dentro das quais, como em jaula,
se ouve palpitar um bicho.
Se são jaulas não é certo;
mais perto estão das gaiolas
ao menos, pelo tamanho
e quadradiço de forma.
Umas vezes, tais gaiolas
vão penduradas nos muros;
outras vezes, mais privadas,
vão num bolso, num dos pulsos.
Mas onde esteja: a gaiola
será de pássaro ou pássara:
é alada a palpitação,
a saltação que ela guarda;
e de pássaro cantor,
não pássaro de plumagem:
pois delas se emite um canto
de uma tal continuidade.
Foi um poeta e diplomata brasileiro.
Sua obra poética, que vai de uma
tendência surrealista até a poesia
popular, porém caracterizada pelo rigor
estético, com poemas avessos a
confessionalismos e marcados pelo uso
de rimas toantes, inaugurou uma nova
forma de fazer poesia no Brasil.
Sobre o Autor
Irmão do historiador Evaldo Cabral de Mello e
primo do poeta Manuel Bandeira e do sociólogo
Gilberto Freyre, João Cabral foi amigo do pintor
Joan Miró e do poeta Joan Brossa. Foi casado
com Stella Maria Barbosa de Oliveira, com
quem teve os filhos Rodrigo, Inez, Luiz, Isabel
e João. Casou-se em segundas núpcias, em 1986,
com a poetisa Marly de Oliveira.
Primeiro livro de poemas de Melo
Neto, Pedra do Sono é uma seleção
de poemas com forte teor surrealista.
Dentre os temas principais estão a
descrição de estados oníricos,
"lunares", revelando o interesse do
jovem Cabral pelos estados
fronteiriços entre o sono e a vigília.
Em 1952, quando o Partido Comunista do
Brasil estava na ilegalidade, João Cabral de
Melo Neto foi acusado de criar uma "célula
comunista" no Ministério de Relações
Exteriores junto com mais quatro diplomatas
(Antônio Houaiss, Amaury Banhos Porto de
Oliveira, Jatyr de Almeida Rodrigues e Paulo
Cotrim Rodrigues Pereira), sendo todos
afastados do Palácio do Itamaraty por
Getúlio Vargas.
Estranhamente, João Cabral escreveu
um poema sobre a Aspirina, que
tomava regularmente, chamando-a de
"Sol", de "Luz"… De fato, desde sua
juventude João Cabral tomava de
três a dez aspirinas por dia.
Grupo
Nossos Poetas
de Ontem, de Hoje,
de Sempre...
FORMATAÇÃO: LUZIA GABRIELE
EMAIL: luziagabriele@hotmail.com
FONTE: WIKIPÉDIA
POETA: JOÃO CABRAL MELO NETO-O RELÓGIO
COLABORAÇÃO: ZÉLIA BAUER
COLABORAÇÃO: GILENO BEZERRA
FOTOS: INTERNET
MÚSICA: PAUL MAURIAT ANONIMO VENEZIANO
DATA : 13 DE DEZEMBRO DE 2015
Todas as coisas tem o seu mistério,
E a Poesia, é o mistério de todas as coisas!!!
Federico García Lorca

João cabral melo neto o relógio

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    N°29- 1920 -Recife João Cabral Melo Neto 1999 - Rio de Janeiro 79 anos
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    Ao redor davida do homem há certas caixas de vidro, dentro das quais, como em jaula, se ouve palpitar um bicho.
  • 4.
    Se são jaulasnão é certo; mais perto estão das gaiolas ao menos, pelo tamanho e quadradiço de forma.
  • 5.
    Umas vezes, taisgaiolas vão penduradas nos muros; outras vezes, mais privadas, vão num bolso, num dos pulsos.
  • 6.
    Mas onde esteja:a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação, a saltação que ela guarda;
  • 7.
    e de pássarocantor, não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade.
  • 8.
    Foi um poetae diplomata brasileiro. Sua obra poética, que vai de uma tendência surrealista até a poesia popular, porém caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil. Sobre o Autor
  • 9.
    Irmão do historiadorEvaldo Cabral de Mello e primo do poeta Manuel Bandeira e do sociólogo Gilberto Freyre, João Cabral foi amigo do pintor Joan Miró e do poeta Joan Brossa. Foi casado com Stella Maria Barbosa de Oliveira, com quem teve os filhos Rodrigo, Inez, Luiz, Isabel e João. Casou-se em segundas núpcias, em 1986, com a poetisa Marly de Oliveira.
  • 10.
    Primeiro livro depoemas de Melo Neto, Pedra do Sono é uma seleção de poemas com forte teor surrealista. Dentre os temas principais estão a descrição de estados oníricos, "lunares", revelando o interesse do jovem Cabral pelos estados fronteiriços entre o sono e a vigília.
  • 11.
    Em 1952, quandoo Partido Comunista do Brasil estava na ilegalidade, João Cabral de Melo Neto foi acusado de criar uma "célula comunista" no Ministério de Relações Exteriores junto com mais quatro diplomatas (Antônio Houaiss, Amaury Banhos Porto de Oliveira, Jatyr de Almeida Rodrigues e Paulo Cotrim Rodrigues Pereira), sendo todos afastados do Palácio do Itamaraty por Getúlio Vargas.
  • 12.
    Estranhamente, João Cabralescreveu um poema sobre a Aspirina, que tomava regularmente, chamando-a de "Sol", de "Luz"… De fato, desde sua juventude João Cabral tomava de três a dez aspirinas por dia.
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    Grupo Nossos Poetas de Ontem,de Hoje, de Sempre...
  • 14.
    FORMATAÇÃO: LUZIA GABRIELE EMAIL:luziagabriele@hotmail.com FONTE: WIKIPÉDIA POETA: JOÃO CABRAL MELO NETO-O RELÓGIO COLABORAÇÃO: ZÉLIA BAUER COLABORAÇÃO: GILENO BEZERRA FOTOS: INTERNET MÚSICA: PAUL MAURIAT ANONIMO VENEZIANO DATA : 13 DE DEZEMBRO DE 2015 Todas as coisas tem o seu mistério, E a Poesia, é o mistério de todas as coisas!!! Federico García Lorca