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BIOMARCADORES RENAIS ......................................................................................................................................................................................................................................................05
FISIOLOGIA RENAL ............................................................................................................................................................................................................................................................06
SUMÁRIO DE URINA ..........................................................................................................................................................................................................................................................08
DOSAGEM DE UREIA .........................................................................................................................................................................................................................................................18
DOSAGEM DE CREATININA ........................................................................................................................................................................................................................................... 20
CLEARANCE DE CREATININA ........................................................................................................................................................................................................................................21
TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR ..........................................................................................................................................................................................................................22
1.
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6.
BIOMARCADORES HEPÁTICOS ..........................................................................................................................................................................................................................................23
FISIOLOGIA HEPÁTICA .................................................................................................................................................................................................................................................24
BILIRRUBINA DIRETA E INDIRETA ...........................................................................................................................................................................................................................25
ALBUMINA ......................................................................................................................................................................................................................................................................26
TRANSAMINASES ........................................................................................................................................................................................................................................................ 28
GGT E FAL ........................................................................................................................................................................................................................................................................29
1.
2.
3.
4.
5.
ANÁLISE DO PERFIL GLICÊMICO ........................................................................................................................................................................................................................................30
GLICOSE E HORMÔNIOS ..............................................................................................................................................................................................................................................31
METABOLISMO DA GLICOSE ......................................................................................................................................................................................................................................32
TIPOS DE DIABETES ......................................................................................................................................................................................................................................................34
GLICEMIA EM JEJUM .................................................................................................................................................................................................................................................. 35
TOTG .................................................................................................................................................................................................................................................................................36
HEMOGLOBINA GLICADA ...........................................................................................................................................................................................................................................37
OUTOS TIPOS DE EXAME .............................................................................................................................................................................................................................................38
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
MARCADORES CARDÍACOS ......................................................................................................................................................................................................................................................39
FISIOLOGIA CARDÍACA .................................................................................................................................................................................................................................................... 40
TROPONINA .........................................................................................................................................................................................................................................................................41
MIOLGOBINA .......................................................................................................................................................................................................................................................................42
CK-MB ....................................................................................................................................................................................................................................................................................43
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MARCADORES PANCREÁTICOS ............................................................................................................................................................................................................................................48
FISIOLOGIA DO ÓRGÃO.................................................................................................................................................................................................................................................49
AMILASE ...........................................................................................................................................................................................................................................................................50
LIPASE ...............................................................................................................................................................................................................................................................................51
1.
2.
3.
ANÁLISE DO FERRO ............................................................................................................................................................................................................................................................52
ANÁLISE DO PERFIL LIPÍDICO ...........................................................................................................................................................................................................................................44
LIPÍDIOS ............................................................................................................................................................................................................................................................................... 45
EXAMES LIPÍDICOS ............................................................................................................................................................................................................................................................47
1.
2.
FERRO ................................................................................................................................................................................................................................................................................53
FERRO SÉRICO .................................................................................................................................................................................................................................................................54
FERRITINA SÉRICA .........................................................................................................................................................................................................................................................55
TRANSFERRINA E LIGAÇÃO DO FERRO ...................................................................................................................................................................................................................56
1.
2.
3.
4.
EQUILÍBRIO HIDROELETOLÍTICO ........................................................................................................................................................................................................................................57
ELETRÓLITOS ...................................................................................................................................................................................................................................................................58
SÓDIO E MAGNÉSIO .......................................................................................................................................................................................................................................................59
POTÁSSIO E CÁLCIO .......................................................................................................................................................................................................................................................60
CLORETO E FÓSFORO .....................................................................................................................................................................................................................................................61
1.
2.
3.
4.
GASOMETRIA ARTERIAL .....................................................................................................................................................................................................................................................62
GASOMETRIA ...................................................................................................................................................................................................................................................................63
PRICIPAIS PARÂMETROS .............................................................................................................................................................................................................................................64
INTERPRETAÇÃO ............................................................................................................................................................................................................................................................66
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Série de exames laboratoriais com o intuito de avaliar a função renal e
promover um diagnóstico preciso de possíveis patologias existentes.
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CÁPSULA DE BOWMAN
GLOMÉRULO
TÚBULO CONTORCIDO
PROXIMAL
ARTÉRIA
VEIA
ALÇA DE HENLE
DUCTO COLETOR
TÚBULO
CONTORCIDO DISTAL
Artéria Renal
Cálice
Cápsula Fibrosa
Veia Renal
Ureter
Cápsula
Córtex
Pirâmides Renais
Coluna Renal
Cálice Menor
Néfrons
ARTERÍOLA
AFERENTE
ARTERÍOLA
EFERENTE
GLOMÉRULO
RENAL
CÁPSULA DE
BOWMAN
TUBO
URINÍFERO
FILTRAÇÃO
REABSORÇÃO
EXCREÇÃO
SECREÇÃO
Filtram o sangue
Eliminam substâncias tóxicas pela urina
Auxiliam na homeostase do organismo
Produzem hormônios
Ativam a vitamina D
Auxilia na manutenção da saúde óssea
Mantém o equilíbrio da pressão arterial
Estimulam a produção de hemácias
ERITROPOETINA
A urina é sintetizada através do processo de
filtração do sangue dentro dos glomérulos
renais, localizados no néfron.
Os glomérulos são emaranhados de
capilares sanguíneos.
Unidades funcionais dos rins, responsáveis pela
filtração do sangue e formação da urina. São
formados pelo corpúsculo renal (glomérulo e
cápsula de Bowman) e túbulos renais.
Após chegarem nos néfrons através das
arteríolas aferentes, o sangue passa dos
capilares glomerulares para a cápsula de
Bowman, sendo essa ação denominada como
filtração glomerular.
É o líquido que sai dos capilares e entram na cápsula
glomerular. Contém água e todos os pequenos solutos do
sangue, estando livre de proteínas e células sanguíneas.
Células endoteliais com poros;
Membrana basal com glicoproteínas;
Células podócitas com pedicelos.
BARREIRA DE FILTRAÇÃO
É formado através das diferenças de pressão entre o
glomérulo e a cápsula, sendo eles: pressão hidrostática
sanguínea, pressão coloidosmótica do plasma e a pressão
hidrostática da cápsula.
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Consiste no volume de filtrado produzido por
minuto pelos rins, sem sofrer reabsorção ou
secreção tubular - auxilia na verificação do
funcionamento renal.
Mulheres = 115 mL/min
Homens = 125 mL/min
É regulada por mecanismos intrínsecos e
extrínsecos, atuando na vasoconstrição ou
vasodilatação das arteríolas aferentes,
regulando o fluxo sanguíneo nos glomérulos.
Ação que ocorre dos túbulos renais (maior
parte nos túbulos proximais), onde parte da
água e dos solutos retornam para a
circulação sanguínea.
Consiste no transporte de substâncias dos
capilares para os túbulos renais, com o intuito
de serem eliminadas posteriormente na urina.
Cada substância é reabsorvida de forma
diferente, em locais distintos do néfron, com o
auxílio das células epiteliais. O transporte
pode ocorrer de forma transcelular ou
paracelular.
Após o processo de reabsorção dos túbulos
renais, a urina está formada e pronta para
ser eliminada através do ducto coletor.
Do ducto coletor, irá para os cálices menores,
pelve renal, ureter, bexiga e uretra.
Evitam com que substâncias
importantes sejam eliminadas
pelos rins.
Quantidade
Filtrada
Quantidade
Reabsorvida
Quantidade
Secretada
Quantidade Excretada
- +
=
Auxilia na remoção de resíduos que não
foram filtrados pelos glomérulos, eliminando
fármacos e atuando no equilíbrio ácido-base.
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PRETO
Cloroquina, bilirrubina,
ácido homogentísico,
pseudomonas , proporfol
AMARELO PALHA
Normal
AMARELO ÂMBAR
Urina muito concentrada
- pouca hidratação.
MARROM
Bilirrubina em grande
quantidade, oxidação de
hemoglobina, etc
LARANJA
Alta excreção de urobilina,
fenazoprimidina, corante
de alimentos
ROSA/VERMELHO
Presença de sangue,
uratos, porfirinas
PÚRPURA
Infecções, sulfato de
indoxil, beterraba, amoras
AZUL/VERDE
Azul de metileno,
biliverdina, indometacina,
etc
O Sumário de Urina (ou EAS) é um exame que
avalia os aspecto físicos, químicos e
microscópicos da urina, com o intuito de
avaliar possíveis alterações nesse sistema.
Tem como intuito avaliar as características
organolépticas da amostra: volume, aspecto e
coloração.
COLORAÇÃO DA URINA
A coloração normal da urina é amarelo claro,
tendo essa tonalidade em decorrência da
presença de urocromo - pigmento derivado da
urobilina.
Sua análise e alterações vão envolver
questões de concentração, hidratação,
oxidação de metabólitos , infecções, sangue,
doenças renais e uso de medicamentos.
ASPECTO
Avaliação do quão turvo ou límpido a urina se
encontra, sendo possível observar presença
ou ausência de elementos anormais.
VOLUME
Através do volume podem ser obtidos:
Límpido = não apresenta estruturas em
suspensão após homogeneização.
Ligeiramente Turvo = pequena quantidade de
estruturas em suspensão após homogeneização.
Turvo = apresenta moderada quantidade de
elementos em suspensão após homogeneização.
Muito Turvo = apresenta grande quantidade de
elementos em suspensão após homogeneização.
Essas informações são mais significativas em
amostras de 24 horas.
Diurese
Hidratação
Presença de alguma patologia
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pH
ALCALINO
Alcalose metabólica e respiratória
Dieta vegetariana
Dieta baseada na ingestão de leite
Alguns medicamentos
ITU por bactéria produtora de urease
pH
ÁCIDO
Acidose metabólica ou respiratória
Alguns medicamentos
Ingestão de grande quantidade de carne
Refratômero urinômetro
Glicose
Contraste radiográfico
Antibióticos
Utilização de diuréticos
Diabetes insípidus
Insuficiência adrenal
Aldosteronismo
Insuficiência da função renal
DENSIDADE
DENSIDADE
Análise feita a partir de uma tira
reagente, contendo áreas
impregnadas com substâncias
químicas, que apresentam
diferentes colorações quando
entram em contato com a urina.
Identificam:
Bilirrubina
Urobilinogênio
Corpos Cetônicos
Glicose
Proteína
Sangue
Nitrito
Leucócitos
Densidade
pH
pH
Apresenta importante papel na regulação do
equilíbrio ácido-base (VR = 4,5 - 8,0).
DENSIDADE
Avalia a capacidade renal de reabsorção e
concentração (VR = 1015 - 1025).
GLICOSE
Avaliação de diabetes e distúrbios de
reabsorção tubular renal (VR = negativo).
Sua presença além do limiar é denominada
Glicosúria, podendo ser representada por
meio de cruzes (+) ou por mg/dL.
PROTEÍNA
Sua presença pode indicar danos nos
glomérulos ou túbulos renais, exercícios
físicos intensos, desidratação, mieloma
múltiplo, etc.
Suas concentrações normais são < 10 mg/dL
ou 150 mg/24h. Quando ultrapassam esse
limite, são denominados Proteinúria.
A albumina geralmente é a proteína mais
encontrada devido ao seu baixo peso
molecular.
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CETONAS
As cetonas são compostos derivados da
degradação das gorduras para gerar energia.
Sua presença geralmente está associada a
diabetes, jejum prolongado, dietas pobres em
carboidratos, gastroenterites, etc.
Seu valor de referência é negativo, e sua
presença pode ser representada em cruzes (+),
denominada Cetonúria.
LEUCÓCITOS
Suas concentrações são identificadas a partir
da pesquisa de Estersase Leucocitária, que
indica de forma significativa infecções do
trato urinário.
Seu valor de referência é negativo, e, quando
presentes, são identificadas por cruzes (+) e
geralmente estão associadas a bactérias.
NITRITO
A presença de nitrito na urina é decorrente da ação
de bactérias gram- redutoras de nitrato a nitrito.
Seu valor de referência é negativo, e sua presença
pode estar relacionada a infecções no trato urinário.
BILIRRUBINA
A bilirrubina é formada através do processo
normal de degradação das hemácias. Sua
forma indireta é transportada até o fígado,
ligada a albumina e degradada por uma
enzima, formando a bilirrubina direta.
Sua presença na urina pode indicar
problemas hepáticos ou hemolíticos, sendo
valor de referência negativo.
UROBILINOGÊNIO
Avalia distúrbios hepáticos e hemolíticos, pois
sua presença está ligada ao aumento da
bilirrubina.
SANGUE
Hematúria = sangue na urina decorrente
de cálculos renais, glomerulonefrite,
tumores, pielonefrite, etc.
Hemoglobinúria = hemoglobina na urina,
decorrente de transfusões, anemia
hemolítica, queimaduras, infecções,
intoxicações, etc.
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O exame microscópico tem como objetivo
analisar os sedimentos urinários, em busca de
elementos como:
Hemácias;
Leucócitos;
Bactérias;
Células Epiteliais;
Cristais;
Leveduras;
Muco.
PROCEDIMENTO
Após a análise física e química da urina, a
amostra é submetida a centrifugação de
baixa rotação, desprezando o sobrenadante.
É adicionado uma pequena quantidade do
sobrenadante na lâmina, colocando uma
lamínula por cima para visualização
microscópica.
Alguns elementos podem ser observados em
pequenas quantidades na urina, sendo
considerados normais.
CÉLULAS EPITELIAIS
São encontradas 3 tipos de células epiteliais:
tubulares, escamosas e de transição. São mais
comumente achados em mulheres, pela
descamação natural do trato urinário.
São as de maior importância clínica, podem se
apresentar de forma oval, colunar, retangular e
redonda, todas nucleadas. Sua grande presença
pode ser indicativo de necrose dos túbulos renais
ou efeito secundário de doenças glomerulares.
CÉLULAS TUBULARES
São as mais comumente observadas, e , só
apresentam significado clínico se forem Clue
Cell.
CÉLULAS ESCAMOSAS
São células encontradas na bexiga do
indivíduo e sua grande quantidade pode ser
indicativo de infecção urinária - geralmente
junto com alto número de leucócitos.
CÉLULAS DE TRANSIÇÃO
A grande quantidade de células
epiteliais na urina pode ser
indicativo de ausência de
higienização ou a coleta do
primeiro jato urinário. Também
podem ter origens patológicas.
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Podem estar
presentes devido a
contaminação da
amostra.
HEMÁCIAS
Apresentam formato discoide, com halo
central e são células anucleadas. Geralmente
são observadas por meio da refratância, que
aparece e desaparece.
São células pequenas, menores que os
leucócitos, estando presentes em casos como:
doenças renais, infecção urinária, anemia
falciforme, atividade física em excesso ou
alguns medicamentos.
Sua presença pode influenciar no aspecto,
coloração e positividade na fita reagente
eritrocitária.
LEUCÓCITOS
São predominantemente granulócitos e sua
presença geralmente é indicativa de infecção
no trato geniturinário.
É identificado por seu citoplasma de
granulações finas, não sendo possível a
identificação da sua morfologia pela
deterioração na amostra.
BACTÉRIAS
São de fácil visualização devido a movimentação,
estando na forma de cocos ou bacilos. Estão
envolvidas nas infecções e seus principais tipos
são Enterobactérias e Staphylococcus.
FUNGOS / LEVEDURAS
Estruturas pequenas e ovais, geralmente
relacionados a casos de diabetes ou
candidíase. O fungo mais encontrado é a
Cândida sp.
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Formados a partir
da desidratação dos
hialinos.
MUCO
É originado da descamação das paredes internas
da bexiga e da uretra, mais evidenciado em
mulheres. Não possuem relevância clínica e são
encontrados como filamentos finos.
CORPOS OVAIS
Gotículas de gordura observadas por pequenos
círculos que contêm pontos em seu interior. Pode
ser indicativo de diabetes, lesão glomerular ou
necrose tubular.
CILINDROS URINÁRIOS
São estruturas renais, presentes nos túbulos
contorcidos a partir da solidificação das
proteínas. Sua presença pode ser indicativo de
problemas renais ou por outros casos não
patológicos.
CILINDRO HIALINO
Cilindro transparente, em formato de canudo,
tendo como base a proteína Tamm Horefall. Pode
ser encontrado em glomerulonefrite, pielonefrite,
doença renal crônica, exercícios intensos, etc.
CILINDRO CÉREO
São curtos, largos, amarelo, acinzentado ou
incolor e com as bordas serrilhadas (rachaduras).
A presença desse cilindro pode indicar estase
urinária extrema, doença renal, diabetes,
amiloidose renal, etc.
CILINDRO LEUCOCITÁRIO
Compostos geralmente por neutrófilos e
encontrados em casos de inflamação ou infecção,
pielonefrite, nefrite, etc.
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CILINDROS URINÁRIOS
CILINDRO HEMÁTICO
São caracterizados por hemácias aglomeradas na
proteína Tamm-Horsfall.
Cilindro Hemático = hemácias intactas.
Cilindro de hemoglobina = cilindro degenerado.
Possuem cor castanha, laranja-avermelhado ou
incolor e são sempre patológicos. Indicam casos
como glomerulonefrite aguda, trauma renal,
endocardite bacteriana, etc.
CILINDRO EPITELIAL
São formados a partir da estease e descamação de
células epiteliais tubulares, podendo se organizar
em linhas paralelas aos cilindros ou ao acaso.
São raramente vistos na urina e indicam
exposição a agentes nefrotóxicos ou vírus, que
causam danos tubulares.
CILINDRO GRAXO
Possuem gotículas de gordura livre ou corpos
ovais gordurosos. Sua presença ocorre quando há
degeneração adiposa do epitélio tubular,
síndrome nefrótica, lúpus, etc.
CILINDRO GRANULOSO
Apresentam pequenos grânulos em sua superfície.
Quando não patológicos são derivados de
lisossomos, já os patológicos vem da
desintegração de cilindros e células tubulares.
Presentes em glomerulonefrite e na pielonefrite.
CILINDRO MISTO
São a junção de dois tipos celulares no mesmo
cilindro, estando presente em casos de doença
túbulo-intersticial.
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Di-
hidratado
Pode não apresentar significado clínico na
maioria dos casos, porém possuem relevância em
eventos de gota, aumento do metabolismo de
purina e Síndrome de Lesch-Nyhan.
CRISTAIS URINÁRIOS ÁCIDOS
NORMAIS
CRISTAL DE ÁCIDO ÚRICO
São normais de urina ácida, possuindo formas de
losango, prisma, oval e roseta. Geralmente
possuem coloração amarela ou castanho-
avermelhada, dependendo da espessura.
CRISTAL DE OXALATO DE CÁLCIO
Possuem formato semelhante a um envelope e
coloração incolor. Não tem significado clínico, mas
podem estar presentes em diabetes e doença renal.
Mono-
hidratado
CRISTAL DE URATOS AMORFOS
Comuns em pH ácido e se apresentam como
grânulos castano-amarelados, em forma de
"poeira".
Geralmente são visualizados em amostras
refrigeradas, formando um sedimento rosa
característico. Não apresentam importância
clínica.
CRISTAL DE URATO DE SÓDIO
São apresentados na forma cristalina ou amorfa,
possuindo formato de agulha, prisma, feixe ou
agrupamentos. Não apresentam significado
clínico.
CRISTAL DE ÁCIDO HIPÚRICO
São representados na forma de placa ou prisma
alongado, incolores ou castanho-amarelados. Não
possuem significado clínico e são raramente
encontrados nas amostras.
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CRISTAIS URINÁRIOS ALCALINOS
NORMAIS
CRISTAL DE BIURATO DE AMÔNIO
Normais de urina alcalina, apresentando formas
esféricas com espículas irregulares e coloração
castanho-amarelado.
Não apresentam significado clínico, mas podem
ser relacionadas com a presença de bactérias que
realizaram o metabolismo da ureia.
CRISTAL DE CARBONATO DE CÁLCIO
São pequenos, incolores e com formato esférico ou
de halter. Não apresentam manifestações clínicas.
CRISTAL DE FOSFATO AMORFO
São formados por grânulos, assim como os uratos
amorfos. São incolores ou escuros e sua
refrigeração pode causar a formação de
precipitado branco. Não apresentam significado
clínico.
CRISTAL DE FOSFATO DE CÁLCIO
Possui formato de prisma longo, são incolores e
podem ter bordas delgadas. Podem se agrupar em
agulha, estrela, placa irregular ou roseta.
Não possuem significado clínico, porém esses
cristais constituem os cálculos renais.
CRISTAL DE FOSFATO TRIPLO
Se apresentam em forma retangular, com linhas
horizontais e diagonais, semelhante a uma
"tampa de caixão". Pode estar presente na urina
com presença de bactéria que metaboliza ureia ou
em pacientes com cistite crônica.
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CRISTAIS URINÁRIOS ANORMAIS
DE ORIGEM MEABÓLICA
CRISTAL DE BILIRRUBINA
São identificados como agulhas agregadas ou
grânulos de coloração amarela ou castanho-
avermelhado. Indicam doença hepática.
CRISTAL DE CISTINA
Cristais patológicos que se apresentam incolores,
hexagonais, com chapas finas ou grossas. São
encontrados em casos de distúrbio metabólico e
tem a tendência a desenvolver cálculos renais.
CRISTAL DE COLESTEROL
Sua visualização é facilitada após refrigeração da
amostra, no qual os lipídeos preservam seu
formato. São placas retangulares, grandes,
achatadas e incolor.
Sua presença indica intensa ruptura tissular,
nefrite, condições nefríticas, quilúria e síndrome
nefrótica.
CRISTAL DE LEUCINA
São esféricos, com estrias e círculos concêntricos
de coloração amarela ou castanha. Sua presença
indica doença urinária e hepática.
CRISTAL DE TIROSINA
Se apresentam como finas agulhas delgadas e
agrupadas com coloração negra ou amarela. Podem
ser observados junto com cristais de leucina e
bilirrubina. Presentes em doenças hepáticas e
distúrbios do metabolismo de aminoácidos.
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CH4N2O
C
OOC NH3
R
H
+
-
GRUPO AMINA
CARBOXILA
RADICAL
HIDROGÊNIO
C
OOC O
R
-
CH2
NH3
OOC
-
CH2 C COO-
H
P C NH2
O
NH4+
HCO3-
+
(amônio) (bicarbonato)
(carbomoil fosfato)
OOC
-
CH CH2 CH2 CH2 NH C
NH2
NH2 H2O
O
C
NH2
NH2
A ureia é uma substância nitrogenada sintetizada
no fígado durante o ciclo da ureia. É filtrada pelos
rins, sendo um produto da decomposição das
proteínas e sua retenção no corpo é tóxica.
Sua eliminação ocorre na
urina e no suor.
Pode ser encontrada no sangue, urina e linfa,
tendo como objetivo avaliar a função renal junto a
creatinina.
Os aminoácidos (componentes da proteína)
possuem a seguinte composição:
Ocorre no
fígado!
Inicialmente, o aminoácido perde o grupo amina e o
hidrogênio, transferindo-os para o α-cetoglutarato, que
está presente nas células hepáticas.
Em contrapartida, o α-cetoglutarato transfere 1
oxigênio para o aminoácido, dando origem ao α-
cetoácido:
Após a transformação do α-cetoglutarato em glutamato, a
substância é capaz de entrar na matriz da mitocôndria dos
hepatócitos, ocorrendo:
GLUTAMATO
Transaminação = o glutamato transfere amina e
oxigênio para o oxalacetato, e o último transfere
oxigênio para o primeiro - gera o aspartato.
Desaminação Oxidativa = o NAD+, NADP+ e a água
interagem com a glutamina, fazendo com que o
mesmo perca o grupo amina e o hidrogênio e ganhe
oxigênio da água - gera amônio.
NH3 + H
NH4
=
(amônio)
Ambos produzem
α-cetoglutarato
O íon amônio irá se unir ao íon bicarbonato,
utilizando 2 ATPs, formando o carbimoil fosfato.
Citrulina liga-se ao aspartato por meio de 1 ATP,
formando a argininosuccinato. Uma parte da sua
composição é perdida (fumarato), dando origem a
arginina. Arginina + H2O quebra e gera a ureia.
Carbomoil fosfato se liga a ornitina (perdendo o
fósforo) e forma a citrulína, que é a substância
que sai da mitocôndria indo para o citosol.
+
(ureia)
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CH4N2O
Após a sua formação, a ureia vai para a corrente
sanguínea e é levada para os rins para ser
excretada na urina.
Sua análise é feita a partir de uma amostra de
sangue, e seus valores séricos aumentados
indicam que essa substância não está sendo
eliminada como deveria, apontando uma doença
renal ou pré-renal.
Valor de Referência = 15 - 45 mg/dL
Mais de 90% da ureia é excretada pelos rins.
Doença Pré-Renal = diminuição da filtração
renal mantendo as funções do órgao.
Doença Renal = glomerulonefrite, necrose
tubular aguda, nefrite intersticial aguda,
doença vascular aguda.
Doença Pós-Renal = obstrução uretral ou na
saída da bexiga por cálculos, carcinomas ou
pólipos.
Outras causas = alto catabolismo, idade
superior a 40 anos, dieta com altos índices de
proteínas.
Gravidez;
Desnutrição;
Dieta Hipoproteica.
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Seu índice é proporcional a massa
muscular do indivíduo.
A creatina é uma substância produzida nos
músculos a partir do metabolismo da creatina e
da creatina fosfato - promovem energia para
contração.
Praticamente toda sua concentração é excretada
pela urina, havendo livre filtração glomerular e
secreção tubular.
A creatina é uma substância produzida pelo
fígado, rins e pâncreas, sendo transportado
posteriormente para os músculos esqueléticos.
Nos músculos, essa substância é convertida em
creatinofosfato, composto que promove energia
para realizar a contração muscular. Essa
substância sofre ação da enzima creatina-
quinase, transformando-a em creatinina.
A creatinina é liberada de forma constante na
corrente sanguínea para ser filtrada pelos
glomérulos renais, sem sofrer reabsorção.
Pode ser utilizada para avaliar a função renal e
suas disfunções, esclerose lateral amiotrófica,
traumatismos, dermatomiosite, etc. Seu valor de
referência é:
Para avaliação dos rins, é necessário avaliar a
creatinina em conjunto com a ureia, pelo primeiro
ser menos sensível a doenças mais precoces.
Homens: 0,7 - 1,3 mg/dL
Mulheres: 0,6 - 1,1 mg/dL
ALTOS ÍNDICES BAIXOS ÍNDICES
Insuficiência renal;
Obstrução do trato urinário;
Desidratação;
Choque;
Alto consumo de carne.
Desnutrição;
Doença renal grave;
Distrofias musculares.
C4H7N3O
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Clearance é o processo de filtração no qual
determinada substância será filtrada e excretada
pelos rins sem sofrer reabsorção e secreção - nesse
caso a creatinina.
Esse exame compara a concentração de creatinina
plasmática com a concentração de creatinina
presente na amostra do paciente.
Amostra = urina de 24h.
A creatinina não é considerada o soluto ideal para
se analisar o clearance, pois uma parte da sua
composição sofre secreção nos túbulos renais.
Porém é utilizada na rotina laboratorial por ser
endógena e pode ser dosada a qualquer momento.
C4H7N3O
Clearance de
creatinina =
Creatinina urinária
(mg/dL)
Creatinina
plasmática (mg/dL)
Volume urinário em
24h (mL)
1440 min
1,73 (m²)
Superfície corpórea
do paciente (m²)
Para se obter o clearance de creatinina, utiliza-se
a creatinina plasmática e urinária, o volume
urinário em 24h e a superfície corpórea do
paciente.
1440 é a quantidade de minutos em um dia .
1,73 é a altura média de um adulto.
Crianças = 70 a 130 mL/min/1,73 m²;
Mulheres = 85 a 125 mL/min/1,73 m²;
Homens = 75 a 115 mL/min/1,73 m².
ALTOS ÍNDICES
Gravidez;
Exercício físico intenso;
Hipotireoidismo;
Dieta.
BAIXOS ÍNDICES
Doenças renais;
Anemias;
Hipertensão;
Neuropatia, etc.
Seus valores podem diminuir
naturalmente com o tempo!
CREATININANORMALCLEARANCE
CREATININABAIXACLEARANCE
CREATININA BAIXA
CREATININAELEVADACLEARANCE
CREATININANORMAL
CREATININAELEVADA
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A Taxa de Filtração Glomerular (TFG) é a
avaliação da depuração de uma substância que
não é reabsorvida e nem secretada pelos rins,
somente filtrada.
Pode ser utilizado para determinação do
diagnóstico e tratamento da doença renal crônica,
sendo aplicada uma equação que leva em
consideração aspectos como idade, peso, gênero e
creatinina plasmática ou cistatina C.
A cistatina C é uma proteína produzida por todas
as células nucleadas e filtrada livremente pelos
rins.
Não são substancialmente afetadas por fatores
como estado nutricional. doenças inflamatórias,
massa muscular, etc.
Normal = ≥ 90 mL/min/1,73 m²;
Redução da função = < 90 mL/min/1,73 m²;
Falência Renal = < 15 mL/min/1,73 m².
ESTÁGIO 1
A taxa de filtração glomerular se
apresenta normal, ou seja, ≥ 90
mL/min/1,73 m².
ESTÁGIO 2
Leve diminuição da taxa de filtração
glomerular, entre 60-89 mL/min/1,73 m²,
sendo considerada como doença renal na
presença de albumina e hemácias na
urina, ou alguma anomalia estrutural.
ESTÁGIO 3
ESTÁGIO 4
ESTÁGIO 5
Diminuição moderada da taxa de filtração
glomerular, 30 - 59 mL/min/1,73 m².
Diminuição grave da taxa de filtração
glomerular, 15 - 29 mL/min/1,73 m².
Insuficiência renal ou falência renal,
< 15mL/min/1,73 m².
A Taxa de Filtração
Glomerular tende a
diminuir com o passar
dos anos.
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Série de exames laboratoriais com o intuito de analisar as funções hepáticas
e possíveis lesões celulares.
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Veia hepática
direita Veia hepática média
Veia hepática esquerda
Ducto hepático
Veia cava inferior
Artéria hepática
Veia porta
Ducto
cístico
Ducto
colédoco
Vesícula
biliar
Fissura Umbilical
I = Lobo Caudado
II e III = Lobo Esquerdo
IV = Porção lateral do setor medial
V, VI, VII e VIII = Lobo Direito
O fígado é o segundo maior órgão do corpo
humano, e possui funções glandulares
exócrinas e endócrinas, sendo elas:
Exócrina = enviam substâncias para o
intestino delgado.
Endócrina = enviam hormônios para a
corrente sanguínea.
Metaboliza, conjuga e excreta substâncias;
Realiza a produção de algumas proteínas;
Regulação do metabolismo;
Armazenamento de substâncias;
Função endócrina;
Função imunológica;
Formação e secreção da bile.
Endógenas (ex: bilirrubina) e exógenas (ex: drogas)
Ex: albumina, lipoproteínas, fatores de coagulação.
Ex: carboidratos, lipídios, proteínas.
Ex: vitamina A, D, E, K, ferro, ácido fólico, etc.
Ex: ativação da vitamina D, T4, T3, IGF-1, etc.
Filtra a circulação sistêmica - bactéria e hemácias.
A bile realiza a emulsificação da gordura,
facilitando a absorção pelo intestino.
Hepatócitos são as células do fígado que
realizam as suas funções e estão organizados
nos lobos hepáticos.
Há a ramificação dos vasos sanguíneos nos
lobos para que os mesmos troquem substâncias
com os hepatócitos.
A bile é um suco digestivo repleto de sais
biliares, colesterol e bilirrubina- está última é
derivada da degradação da hemoglobina,
dando a cor esverdeada a bile.
Após a fabricação dessa substância, o fígado a
envia para a vesícula biliar, onde será
armazenada. Sua liberação ocorre em conjunto
com o suco pancreático, indo em direção ao
intestino delgado.
Ocorre quando o fígado perde a capacidade de
liberar a bilirrubina que acaba se acumulando
no sangue, o que leva a condição de cor
amarelada na pele e na esclera dos olhos.
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A bilirrubina é um produto do catabolismo do
grupo Heme da hemoglobina (localizada dentro
das hemácias) que é responsável por 70% da
bilirrubina produzida pelo organismo.
Após 120 dias de vida das hemácias, elas são
levadas ao baço, onde serão degradadas pelos
macrófagos (hemocaterese). Dessa forma, a
hemoglobina será exposta e sofrerá processos que
irão liberar o grupo Heme.
O anel porfirínico do grupo Heme será convertido em
biliverdina pela enzima heme-oxigenase . Em seguida,
ao sofrer a ação da enzima biliverdina-redutase, a
biliverdina se transforma em bilirrubina indireta
(não conjugada).
A bilirrubina indireta (lipossolúvel) se liga a
albumina e vai para a circulação sanguínea com o
objetivo de chegar nos hepatócitos.
Bilirrubina + Albumina
No retículo endoplasmático das células do fígado, a
bilirrubina indireta irá sofrer a ação da enzima
glicuronil transferase, transformando-a em
bilirrubina direta (conjugada com ácido glicurônico).
A bilirrubina direta irá fazer parte da bile, se
armazenando na vesícula biliar. Posteriormente, será
ejetada no intestino para emulsificar a gordura.
Parte da bilirrubina irá sofrer a ação de bactérias, se
transformando em urobilinogênio para ser excretado
pelas fezes ou será reabsorvida e secretada pela
urina.
Bilirrubina Direta = até 0,4 mg/dL
Bilirrubina Indireta = até 0,8 mg/dL
Bilirrubina total = até 1,2 mg/dL
AUMENTO BILIRRUB. INDIRETA
Anemia hemolítica;
Encefalopatia bilirrubínica;
Síndrome de Gilbert, etc.
AUMENTO BILIRRUB. DIRETA
Icterícia obstrutiva;
Hepatocarcinoma;
Hepatite viral, etc.
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A albumina é a proteína mais abundante no
plasma sanguíneo, tendo como função manter o
equilíbrio osmótico e transportar substâncias
pelo sangue.
São sintetizadas exclusivamente pelas células
hepáticas, contendo uma vida média de 15 a 20
dias. Por isso, são ineficazes no momento da
avaliação de lesões agudas ou leves.
Auxilia na determinação de doenças hepáticas,
avaliação da função renal (pois as proteínas não
devem ser filtradas pelos glomérulos), estado
nutricional e doenças crônicas.
4,0 a 5,3 g/dL
VALOR DE REFERÊNCIA
Desidratação;
Diarreia;
Vômitos;
Doença de Addison;
Diuréticos.
AUMENTO DE ALBUMINA
Doenças hepáticas;
Síndrome nefrótica;
Desnutrição;
Neoplasias;
Queimaduras.
DIMINUIÇÃO DE ALBUMINA
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Com exceção do fator VIII.
Protrombina promove a conversão de
fibrinogênio em fibrina.
A forma mais promissora de avaliar a função
hepática é através da análise dos fatores de
coagulação, substâncias que são em sua maioria
sintetizadas pelo fígado.
O exame utilizado para realizar a análise desses
fatores é o tempo de protombina (TAP), que é o
fator de coagulação II produzido exclusivamente
pelo fígado, através da vitamina K.
O tempo de protrombina pode mostrar alterações
em cerca de 24 horas. Pode ser utilizado para
avaliação de distúrbios hepáticos e de coagulação
relacionados a via extrínseca.
O exame analisa o tempo em que a
protombina fica ativado.
10 a 12,5 segundos.
VALOR DE REFERÊNCIA
Uso de dicumarínicos;
Doença hepática;
Deficiência de vitamina K;
Cirrose em estado avançado.
AUMENTO DOS ÍNDICES
Hipercoagulabilidade.
DIMINUIÇÃO DOS ÍNDICES
PADRONIZAÇÃO RNI
A Relação Normatizada Internacional (RNI) é uma
forma de padronização do cálculo de TAP para
diminuir a diferença dos resultados.
TAP do paciente (seg) / TAP médio normal (seg).
Valor de referência = 1,0.
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O Aspartato Aminotransferase (AST) ou
Transaminase Glutâmico Oxalacética (TGO) é
uma enzima liberada no plasma no momento da
lesão celular.
São encontrados em células hepáticas,
cardíacas, renais, musculares esqueléticas,
pancreática, etc. No fígado, está presente nas
mitocôndrias e no citoplasma dos hepatócitos.
Exame menos específico para
lesão hepática.
Se elevam acentuadamente em casos de
hepatite alcoólica e cirrose, em doenças
crônicas.
VALORES DE REFERÊNCIA
Mulheres = até 31 U/L
Homens = até 37 U/L
VALORES AUMENTADOS
VALORES DE REFERÊNCIA
Mulheres = até 31 U/L
Homens = até 41 U/L
Hepatites;
Hepatocarcinoma;
Cirrose hepática;
Pancreatite aguda;
Lesão no músculo esquelético, etc.
A Alanina Aminotransferase (ALT) ou
Transaminase Glutâmico Pirúvico (TGP) é uma
enzima que indica lesão celular, e está presente
de forma predominante no citoplasma dos
hepatócitos.
Se eleva de forma acentuada nos
casos de hepatites agudas, sendo
sensível em lesões hepatobiliares
agudas.
Exame mais específico para
lesão hepática.
VALORES AUMENTADOS
Hepatite viral;
Hepatite tóxica;
Mononucleose;
Cirrose infecciosa;
Icterícia obstrutiva, etc.
Índice de Ritis = AST/ALT
>1 = lesão reversível
<1 = lesão grave (necrose)
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Sensível para doença hepatobiliar,
porém pouco específica.
São utilizados para monitorar doenças
hepatobiliares, triagem de alcoolismo oculto,
etc. Cerca de 30% dos etilistas apresentam um
GGT normal.
Mulheres = 5 a 39 U/L
Homens = 7 a 58 U/L
Icterícia obstrutiva;
Alcoolismo;
Hepatites infecciosas;
Colangite;
Fármacos como barbitúricos, etc.
RELAÇÃO GGT E FAL
Altos Níveis
FA GGT POSSÍVEL CAUSA
>3x VSR Cirrose biliar, colangite, etc
Altos Níveis <3x VSR Doenças hepatobiliares
Altos Níveis Normal Sem causa patológica
O Gama-Glumatiltransferase (GGT) é uma
enzima que tem como função transferir um
grupo gama-glumatil para um aceptor
(peptídeo ou aminoácido) através da membrana
celular.
Sua presença é predominante nos ductos
biliares e no fígado, mas também se encontra
nos runs, pâncreas, etc.
VALORES DE REFERÊNCIA
VALORES AUMENTADOS
A Fosfatase Alcalina (FA) é uma enzima
presente no fígado (ductos biliares) e
osteoblastos e placenta e intestino. Importante
marcador de disfunção hepática e função das
célula ósseas.
Suas causas de aumento natural estão
relacionadas com o período gestacional,
menopausa, em crianças e adolescentes pela
fase de crescimento.
O diagnóstico diferencial de lesão
hepática ou óssea é feito pela
determinação de GGT/5'nucleotidase.
VALORES DE REFERÊNCIA
Adultos = 27 a 100 U/L
Homens = 75 a 390 U/L
VALORES AUMENTADOS
Obstrução das vias biliares;
Doenças hepáticas;
Osteíte deformante;
Fratura óssea.
VALORES DIMINUIDOS
Anemia perniciosa;
Desnutrição;
Hipotireoidismo;
Hipofosfatasemia.
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Série de exames laboratoriais realizados com o intuito de analisar a
concentração de glicose no sangue em determinados períodos.
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Nível de açúcar no sangue
Armazenamento da glicose;
Gasto energético da glicose.
Ações bioquímicas que são
hiperglicemiantes.
Receptor de
Insulina
Subunidade alfa
Subunidade beta
Tirosina-
quinase
Citosol
Fora da célula
Insulina
A glicose é um composto orgânico obtido através
da alimentação, sendo a principal fonte de
energia do corpo. Seu surgimento ocorre a partir
da metabolismo do colesterol no fígado.
Glicólise = quebra da glicose com o intuito de
fornecer energia.
Glicogênese = formação do glicogênio, que é a
forma de armazenamento da glicose.
Glicogenólise = quebra do glicogênio em
momentos de jejum, estimulado pelo glucagon.
Gliconeogênese = o corpo utiliza outras fontes
de substrato para obter glicose.
Sua produção ocorre nas células beta do
pâncreas, promovendo a absorção da glicose do
sangue para os tecidos, reduzindo a glicemia.
Produzido pelas células alfa do pâncreas,
promove a conversão do glicogênio em glicose
com o intuito de aumentar a glicemia.
INSULINA
Após estímulo que aumenta a presença de glicose
no sangue, a insulina se desloca para os
receptores de insulina das células, que se dividem
em subunidades alfa e beta. A subunidade beta
possui uma porção de tirosina-quinase que
realiza fosforilação.
A ativação da tirosina-quinase produz uma série de
fosforilações intracelulares em cascata, como na molécula
IRS, que promove a translocação das vesículas com GLUT-4,
que são receptores de glicose, para a membrana celular.
A fosforilação da IRS também promove o aumento da
síntese de glicogênio e proteína, além da alteração da
expressão gênica que leva ao crescimento e diferenciação
celular e ações anti-apoptóticas.
GLUCAGON
Estimulam a saída de glicose do fígado, através da
glicogenólise e gliconeogênese. Além disso,
estimulam a oxidação de ácidos graxos e a
cetogênese, com o intuito de fornecer um
nutriente alternativo.
HIPERGLICEMIA
HIPOGLICEMIA
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A frutose 1,6-bifosfato é quebrada em duas
moléculas, di-hidroxiacetona fosfato e
gliceraldeido 3-fosfato, por meio da enzima
aldolase.
Glicólise é o processo que ocorre no citosol celular
e transforma 1 molécula de glicose em 2 de
piruvato e energia. Consiste em 10 etapas:
ETAPA 1
Ocorre a transformação da glicose em glicose 6-
fosfato através da enzima hexoquinase e
glicoquinase, por meio da utilização do grupo
fosforila vindo da molécula de ATP.
ETAPA 2
Processo de isomerização, ou seja, modifica o
formato da molécula com os elementos já
presentes através da enzima glicose 6-fosfato
isomerase. Transforma uma glicose 6-fosfato em
uma frutose 6-fosfato.
ETAPA 3
A frutose 6-fosfato recebe um grupo fosforila de
outra molécula de ATP, indo para o carbono 1
através da enzima fosfofrutoquinase-1, a
transformando em frutose 1,6-bifosfato.
ETAPA 4
ETAPA 5
Para a formação da glicose, utiliza-se somente o
gliceraldeido 3-fosfato, dessa forma, o di-
hidroxiacetona fosfato deve ser transformado no
mesmo através da enzina tirose fosfato isomerase.
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ETAPA 7
A 1,3-bifosfoglicerato é uma molécula de alta
energia que transfere um grupo fosforila através
da enzima fosfoglicerato quinase para a molécula
de ADP, formando a ATP e 3-fosfoglicerato. ETAPA 8
A enzima fosfoglicerato mutase realiza a
transformação do 3-fosfoglicerato em 2-
fosfoglicerato, mudando a posição do grupo
fosforila.
ETAPA 6
A enzima gliceraldeído 3-fosfato desidrogenase
realiza oxidação e fosforilação no gliceraldeido 3-
fosfato, utilizando o NAD+ e um fósforo inorgânico,
formando NADH+ e 1,3-bifosfoglicerato.
ETAPA 9
Há uma desidratação pela enzima enolase,
transformando a molécula 2-fosfoglicerato em
fosfoenolpiruvato e a produção de água.
ETAPA 10
Através da ação da enzima piruvato quinase, há a
transferência de um grupo fosforila para o ADP,
formando ATP e o fosfoenolpiruvato se torna
piruvato.
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Há um problema na secreção de insulina, ou o
pâncreas produz pouca insulina por uma
deficiência nas células beta-pancreáticas ou
não há nenhuma produção.
Dessa forma, as células não se abrem para a
entrada da glicose, o que faz com que a
substância se acumule no sangue.
Pâncreas não
produz insulina
Glicose não
entra na célula
Ocorre a deficiência de insulina por destruição
autoimune das células beta-pancreáticas,
confirmada pela positividade de 1 ou mais
autoanticorpos.
Aparece normalmente na infância, em pessoas
magras, jovens, sendo perceptível pelos sintomas
(poliúria, mal-estar, sudorese e tremores).
DM TIPO IA
A denominação IB, ou idiopáticos, é atribuída
aos casos de DMI nos quais os autoanticorpos
não são detectáveis na circulação
DM TIPO IB
A secreção de insulina ocorre normalmente, mas
o receptor de insulina das células não responde
adequadamente, impossibilitando a ligação para
a abertura das células e a entrada da glicose.
Corresponde a maioria dos casos de diabetes
mellitus, com etiologia complexa e multifatorial,
envolvendo componentes genéticos e ambientais
(ex: predisposição genética, sedentarismo,
hipertensão, obesidade, etc).
Receptor não
capta insulina
A gestação consiste em uma condição diabetogênica, uma
vez que a placenta produz hormônios hiperglicemiantes e
enzimas placentárias que degradam a insulina.
Isso causa um consequente aumento compensatório na
produção de insulina e sua resistência, podendo evoluir
com a disfunção das células beta.
Diabetes tipo LADA - latente autoimune do
adulto - ocorre por uma agressão ao sistema
imune que destroem as células Beta. Ocorre
de maneira mais lenta que a DM1A.
Diabetes tipo Mody - diabetes juvenil de início
tardio - a produção ou a eficiência da insulina
no corpo é prejudicada em função de
mutações genéticas.
Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia
persistente, decorrente da deficiência na produção da insulina
(hormônio) ou na sua ação, ou em ambos os mecanismos.
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Somente o exame de glicose em jejum não é suficiente para
acompanhar o controle glicêmico em pacientes com Diabetes
Mellitus, pois apenas entrega a medida no momento da coleta.
É indicado armazenar em refrigerador
e realizar centrifugação da amostra.
A glicemia é conceituada pela presença de glicose
no sangue. Sua dosagem geralmente é realizada
em jejum em um período de 8 até 12 horas.
É recomendada a ausência de qualquer
ingestão alimentar, exceto água.
A dosagem é realizada com amostra de soro,
plasma ou sangue total, no tubo cinza com
fluoreto de sódio, amarelo ou vermelho.
O método utilizado é o enzimático com oxidase ou
hexoquinase, que são colorimétricos, ou seja,
modificam a cor do analito.
Diagnóstico de diabetes;
Controle de diabete;
Diagnóstico de hipoglicemia.
Hipoglicemia = cerca de 50 mg/dL ou menos;
Normal = 70 a 99 mg/dL;
Pré-diabetes = 100 a 125 mg/dL;
Diabetes = > 125 mg/dL;
VALORES AUMENTADOS
Diabetes;
Utilização de corticoide;
Acromegalia;
Estresse;
Glucagoma, etc
VALORES DIMINUÍDOS
Desnutrição;
Insulinomas;
Neoplasias;
Utilização de insulina medicamentosa;
Restrição alimentar, etc.
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O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) tem
como intuito avaliar a glicemia do paciente antes
e após o mesmo ingerir uma carga controlada de
glicose (75g).
Análise da glicemia em jejum.
Ingestão da glicose anidra.
Nova análise da glicemia após 2h da ingesta.
1.
2.
3.
Em pacientes normais a glicemia se mantém
controlada mesmo com a glicose ingerida. Já em
pacientes diabéticos, não há o controle da
quantidade dessa substância no sangue,
extrapolando o limite.
Normal = até 139 mg/dL;
Intolerância = 140 a 199 mg/dL;
Diabético = ≥ 200 mg/dL.
VALORES AUMENTADOS
Diabetes;
Diabetes gestacional;
Diabetes pré-gestacional;
Menor tolerância à glicose.
O exame é realizado para diagnosticar diabetes
mellitus, gestacional ou pré-gestacional.
Exame mais minucioso por avaliar a glicemia do paciente em
horários sequenciais após a ingestão da glicose (75g), com o
intuito de observar a diminuição desses índices de acordo com
o tempo.
Avaliação após: 30, 60, 90, 120 e 180 min
Avaliação após: 30, 60, 90 e 120 min
Avaliação após: 30, 60, 90, 120, 180 e 240 min
(clássica)
(simplificada)
(prolongada)
Durante o período de exame deve evitar
movimentos intensos, fumo, ingestão de
alimentos e água.
Dessa forma, é possível realizar um gráfico com a relação da
quantidade de glicose pelo tempo.
Durante a gestação (24ª a 25ª semana) seus
valores normais em jejum é <92 mg/dL, após 1h
<180 mg/dL e após 2h <153 mg/dL.
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Essa proteína pode sofrer um processo de glicação
irreversível, ou seja, algumas moléculas de glicose
se ligam a hemoglobina A1 por um processo
natural, formando a hemoglobina glicada
(HbA1c).
Glicemia em Jejum TOTG HbA1c
Normal
Pré-
Diabetes
Diabetes
<99mg/dL <139 mg/dL <5,6 %
100 a 125mg/dL 140 a 199mg/dL 5,7 a 6,4%
>126mg/dL >200mg/dL >6,5%
A hemoglobina é uma proteína presente no
interior das hemácias, que promove a coloração
avermelhada a mesma e auxilia na captação e
transporte de oxigênio pelo corpo através da
corrente sanguínea.
Em pacientes com hiperglicemia, o excesso de
glicose facilita o processo de ligação com a
hemoglobina aumentando os seus índices.
A hemácia tem uma sobrevida de 120 dias
circulantes, dessa forma, através do exame, é
possível ter uma análise dos últimos 3 meses
aproximadamente.
Diagnóstico de diabetes;
Acompanhar o quadro de diabetes (análise do
tratamento e possíveis complicações).
Normal = < 5,7%;
Pré-diabetes = ≥ 5,7 a 6,4%;
Diabetes = ≥ 6,5%.
VALORES AUMENTADOS
Diabetes;
Desencadeadores de hiperglicemia.
VALORES DIMINUÍDOS
Hemoglobinopatias.
Não necessita
jejum, sendo
utilizado o
sangue total!
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A frutosamina é uma reação de glicação, ou seja,
reação estável entre uma proteína e a glicose.
Ocorrem em sua maior parte nas proteínas
plasmáticas, contendo uma meia vida em torno de
2 semanas. Dessa forma, é possível avaliar a
presença da glicose nesses últimos dias.
Sua utilização auxilia no monitoramento do
tratamento em questão de semanas e em casos de
hemólises e hemoglobinopatias.
VALOR DE REFERÊNCIA
Normal = 205 a 285 µmol/L
VALORES ALTERADOS
Aumento = diabetes descontrolada;
Diminuição = baixa albumina e alto
catabolismo proteico.
Método = colorimétrico com absorbância em
fotômetro, utilizando amostra de soro sem jejum.
É um exame realizado em jejum de no mínimo 8
horas, com o intuito de diagnosticar possíveis
insulinomas e investigar causas de hipoglicemia.
Além disso, analisa a produção de insulina
endógena e possíveis resistências a mesma. Seus
valores são analisados junto com a glicemia em
jejum.
VALOR DE REFERÊNCIA
6 a 19 anos = 2,2 a 49 µUI/mL;
20 a 59 anos = 2 a 25 µUI/mL;
> 60 anos = 6 a 35 µUI/mL.
VALORES ALTERADOS
Aumento = insulinomas, resistência â insulina;
Diminuição = pancreatite crônica, galactosemia,
etc.
Índice Homa IR = avalia o índice de resistência à
insulina. Utilizando o cálculo:
Índice Homa Beta = avalia o trabalho do pâncreas
para produzir insulina. Utilizando o cálculo:
Glicemia x Insulina = Resultado / 22.5
Valor Normal = > 2,15.
Insulina x 20 / Glicemia
Valor Normal = 167 a 175.
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Série de exames laboratoriais com o intuito de analisar a quantidade de
substâncias que são liberadas na corrente sanguínea no momento de uma
lesão cardíaca.
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VEIA CAVA
SUPERIOR
VEIAS
PULMONARES
ÁTRIO DIREITO
VÁLVULA TRICÚSPIDE
VENTRÍCULO DIREITO
VEIA CAVA INFERIOR
ARTÉRIA AORTA
ARTÉRIA PULMONAR
ÁTRIO ESQUERDO
VÁLVULA MITRAL
VENTRÍCULO
ESQUERDO
SEPTO
INTERVENTRICULAR
VÁLVULA SEMILUNAR
TRONCO PULMONAR
Transporte do oxigênio para o corpo;
Transporte de nutrientes para as células;
Recolhe os resíduos metabólicos ;
Regular a temperatura corporal;
Defesa do organismo - sistema imunológico.
Artérias = transportam o sangue do coração
para os órgãos e tecidos, carregando sangue
rico em oxigênio, com exceção das artérias
pulmonares.
Veias = transportam o sangue pobre em
oxigênio dos órgãos e tecidos em direção ao
coração, com exceção das veias pulmonares.
Pericárdio = membrana que reveste
externamente o coração e pode ser dividido
em dois folhetos: pericárdio fibroso e
pericárdio seroso.
Miocárdio = músculo estriado cardíaco que
realiza contração e relaxamento do coração,
com o intuito de promover o bombeamento
sanguíneo (células: miócitos).
Endocárdio = membrana que fica na
superfície interna do miocárdio, reveste as
câmaras cardíacas e cobre o esqueleto fibroso
das valvas.
Coronárias = são artérias que irrigam o
próprio coração para que o mesmo consiga
realizar suas funções..
Capilares = os menores e mais numerosos
vasos sanguíneos, que facilitam as trocas de
substâncias entre o sangue e as células,
fazendo conexão entre as artérias e as veias.
Para realizar essa atividade, o músculo
necessita de energia contínua proveniente do
oxigênio, fornecidas pelas artérias coronárias
O infarto agudo do miocárdio consiste na necrose
de uma porção do músculo cardíaco devido a
interrupção do fluxo de sangue para a artéria
coronária.
A lesão causada no tecido cardíaco libera
substâncias na corrente sanguínea capazes de
serem dosadas através dos marcadores que
identificam a lesão e sua extensão.
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As troponinas são proteínas presentes no músculo
cardíaco e esquelético, auxiliando no momento da
contração muscular. Podem ser classificadas em:
Troponina C (TnC) - ligada ao cálcio
Troponina T (TnT) - ligada à tropomiosina
Troponina I (TnI) - inibitória
Essas proteínas formam um complexo regulando
a interação dependente de cálcio da miosina com
a actina.
Quando ocorre lesão musculas, essas substâncias
são lançadas na corrente sanguínea, sendo
possível quantificá-las.
Para análise, são utilizadas com mais frequência
a TnT e o TnI, pois seus genes se apresentam
diferentes no músculo cardíaco e esquelético -
mais específicas.
TnT = a elevação dos níveis ocorre de 4 a 6
horas após a dor precordial, tendo o pico em
12 horas e se mantendo elevada por 7 a 10
dias. (ELISA qualitativo ou quantitativo)
TnI = a elevação dos níveis ocorre de 4 a 6
horas após a dor precordial, tendo o pico em
12 horas e se mantendo elevada por 3 a 7 dias.
(ELISA com fluorescência ou quimiolumine.)
O exame de troponina ultra-sensível tem a
capacidade de aumentar significativamente a
sensibilidade diagnóstica em fases precoces da
lesão cardíaca, detectando níveis muito baixos da
proteína no sangue.
São utilizadas para diagnosticar infarto do
miocárdio, síndrome coronariana e necrose do
miocárdio irreversível.
VALOR DE REFERÊNCIA
Troponina T = até 0,1 ng/mL;
Troponina I = até 0,16 ng/mL.
VALOR AUMENTADOS
Infarto agudo do miocárdio;
Fibrina no soro;
Reação cruzada;
Anticorpos heterofílicos.
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A mioglobina é uma hemoproteína citosólica de
ampla distribuição pelos tecidos musculares,
tendo como função realizar o armazenamento de
O2.
Está presente no músculo cardíaco e esquelético,
sendo o marcador de alta sensibilidade para
detecção de reinfarto e monitoramento da
reperfusão.
Elevação ocorre em 1 a 3 horas após a dor precordial;
O pico ocorre de 6 a 8 horas;
Os níveis se normalizam em até 24 horas;
Tem como desvantagem a baixa especificidade de
doença muscular ou renal, além do possível falso
negativo caso a coleta seja realizada em
momentos tardios.
Imunoturbidimetria;
Nefelometria;
Imunoensaios;
ELISA com quimioluminescência;
Aglutinação em Látex.
Homens = 19 a 92 µg/L;
Mulheres = 12 a 76 µg/L.
VALOR AUMENTADOS
Infarto agudo do miocárdio;
Lesão muscular.
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A CK-MB começa a se elevar 4 horas após o início
da dor precordial, chegando ao pico em 24 horas e
voltando aos níveis normais em 48 horas.
A creatinofosfoquinase (CK) é uma proteína que
apresenta importante função na regulação da
produção e uso do fosfato nos tecidos que
realizam contração - catalisa a reação da
creatina em creatina fosfato.
CK-BB (cérebro);
CK-MB (coração);
CK-MM (músculo esquelético).
Pode ser dividida em isoenzimas, são elas:
Mulheres = 26 a 192 U/L;
Homens = 39 a 308 U/L.
Imunoinibição = analisa a quantidade de
enzimas na amostra através do consumo de
substratos (atividade).
Imunoensaio = utiliza anticorpos monoclonais
para medir a massa da enzima presente na
amostra (mais confiável).
VALOR AUMENTADOS
Lesão do miocárdio.
Pode ser utilizado para diagnóstico de doenças
musculoesqueléticas e em casos de lesões
cardíacas junto com o CK-MB. Seus valores
normais são:
Homens = 39 a 308 U/L;
Mulheres = 26 a 192 U/L. Se eleva simultaneamente ou um
pouco depois da CK-MB
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Série de exames laboratoriais com o intuito de promover um diagnóstico
diferencial amplo para avaliar anormalidades dos níveis séricos de lipídios
e lipoproteínas.
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Álcool
Os lipídios são substâncias orgânicas apolares,
classificados em sua maioria como ésteres de
ácido graxo + álcool. Por serem apolares, devem
se ligar a lipoproteínas para se transportarem
pela corrente sanguínea.
- OH
Ácido Graxo C
O
OH
=
-
CH2 OH
CH OH
CH2 OH
-
-
-
-
-
Glicerol
O
OH
C CH2 CH2 (...)
- - -
-
=
Ácido Graxo
EXEMPLO:
Síntese por desidratação
CH2 O
CH OH
CH2 OH
-
-
-
-
-
- C
=
O
- CH2 - CH2 - CH2 - (...)
Monoglicerídeo
+
Reserva energética através dos adipócitos;
Isolante térmico e elétrico;
Estrutura da membrana através do fosfolipídio;
Fazem parte dos hormônios sexuais;
Impermeabilizante;
Carregadores de vitaminas lipossolúveis.
Os lipídios são digeridos pelo intestino delgado,
onde os sais biliares emulsificam as gorduras em
micelas com o intuito de facilitar a ação das
lipases.
A lipase hidrolisa as ligações éster dos lipídios,
liberando ácidos graxos e glicerol, por exemplo,
que serão convertidos em triacilgliceróis.
Triacilgliceróis e carboidrato se juntam a
proteínas transportadoras formando os
quilomícrons, que irão circular pelo sangue até
chegar aos órgãos onde serão metabolizados
(fígado e coração).
O ácido graxo e o glicerol são metabolizados no fígado. O
glicerol entra na via glicolítica e o ácido graxo é convertido
em acetil-CoA.
O acetil-CoA entra no ciclo do ácido cítrico podendo gerar
energia para o fígado ou sendo exportada para outros
tecidos em forma de corpos cetônicos.
Quando os corpos cetônicos atingem outros tecidos,
voltam a ser acetil-CoA com o intuito de serem
metabolizados para gerar energia. Em casos de excesso de
energia pela alimentação, essa substância pode ser
armazenada em forma de gordura nos adipócitos.
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Lipoproteínas são a associação entre proteínas e
lipídios, que tem como intuito atuar no transporte
e na regulação do metabolismo dos lipídios. São
compostos por:
Triglicerídeos (TG);
Éster de colesterol;
Colesterol;
Fosfolipídio;
Apolipoproteínas.
São lipoproteínas de menor densidade que
transportam o triacilglicerol vindo da dieta do
intestino para os tecidos musculares, adiposos e
fígado. Logo após se transformam em quilomícrons
remanescentes, indo para os hepatócitos.
São lipoproteínas de densidade muito baixa,
produzidas por meio de gordura endógena
(carboidratos) no fígado, que tem como função
transportar o triacilglicerol e colesterol do fígado
para o tecido adiposo e muscular através da lipólise.
Logo após, torna-se IDL.
São lipoproteínas de densidade baixa, formadas a
partir do VLDL (forma indireta) ou IDL (forma
direta), que tem como função transportar o
colesterol do fígado para os tecidos extra-
hepáticos. Retorna para o fígado após o transporte.
Seu excesso pode elevar o risco de problemas
cardiovasculares pela deposição na parede dos
vasos.
Lipoproteína de alta densidade que é produzida
no intestino delgado e no fígado, levando o
colesterol dos tecidos periféricos para o fígado
(caminho reverso do LDL).
Essa substância reduz o risco de doenças
cardiovasculares por retirar os lipídios dos vasos
sanguíneo.
O colesterol é um lipídio esteroide apolar que tem
como função:
Pode ser obtido por meio endógeno (produzido
pelo corpo) ou exógeno (através da alimentação).
São transportados pelas lipoproteínas HDL, LDL E
VLDL.
Formação da membrana celular;
Sintetiza hormônios;
Produz ácidos biliares;
Atua no metabolismo de vitaminas.
Rico em
TG
Rico em
TG
Rico em
Colesterol
Rico em
Proteína
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O colesterol total (CT) é a soma do colesterol livre
com o esterificado, ou seja, do HDL, LDL e VLDL.
Pode ser dosado diretamente através de um teste
enzimático, produzindo um cromógeno.
VALORES NORMAIS ATÉ 19 ANOS
Desejável = <170 mg/dL
No limite = 170 a 199 mg/dL
Elevado = > 200 mg/dL
VALORES NORMAIS ACIMA DE 19 ANOS
Desejável = <200 mg/dL
No limite = 200 a 240 mg/dL
Elevado = > 240 mg/dL
Elevação = pode está relacionada a
hipercolesterolemia, hipotireoidismo, nefrose,
doença pancreática, medicamentos, etc.
Diminuição = associado a lesão hepática,
hipertireoidismo, anemias crônicas,
abetalipoproteinemia, etc.
Análise de lipoproteínas de baixa densidade (LDL)
por meio da detecção do colesterol nessa
substância. Podem ser diretamente dosadas,
porém utiliza-se geralmente a equação de
Friedwald:
LDL = CT - (HDL + VLDL)
Elevação = hipercolesterolemia, diabetes mellitus,
síndrome nefrótica, dieta hiperlipídica,
hipotireoidismo, sedentarismo, etc.
Diminuição = abetalipoproteinemia e utilização
de estrogênios.
VALORES NORMAIS
Ótimo = <100 mg/dL;
Desejável = 100 a 129 mg/dL;
No limite = 130 a 159 mg/dL;
Elevado = 160 a 189 mg/dL;
Muito elevado = ≥ 190 mg/dL.
Pode ser utilizado para identificar o risco de
desenvolvimento de doenças cardíacas e
aterosclerose.
Dosagem da lipoproteína de alta densidade (HDL)
pelo método de reação enzimática ou precipitação
seguido de colesterol por espectrofotometria.
Aumento = exercício físicos periódicos, uso de
insulina e estatinas, hipobetalipoproteinemia, etc
Diminuição = obesidade, sedentarismo, doença
hepática, uremia, etc.
Valor de referência = ≥ 40 mg/dL.
São importantes reservas energéticas para o
organismo, estando em maior quantidade no
VLDL. Sua grande quantidade pode deixar a
amostra turva. Seu cálculo é feito por:
VLDL = TRIGLICERÍDEOS
5
Desejável = < 150 mg/dL
Limite = 150 a 200 mg/dL
Alto = 200 a 499 mg/dL
Muito alto = > 500 mg/dL
VALOR DE REFERÊNCIA
Desejável = < 100 mg/dL
Limite = 100 a 129 mg/dL
Alto = > 130 mg/dL
ADULTO CRIANÇA / ADOLESCENTE
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Série de exames laboratoriais com o intuito de analisar possíveis patologias
pancreáticas.
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Duodeno
Canal
pancreático
acessório
Canal Biliar
Canal
pancreático
principal
Células acinares
Ilhas pancreáticas
Células delta
Células alfa
Células beta
Pâncreas
Canal
Pancreático
Ambas as substâncias irão percorrer o canal
pancreático, e a união dá origem ao suco
pancreático. Aumentam o pH (básico).
O pâncreas é um órgão anfícrino, ou seja, que
produz secreções endócrinas (hormônios) e
exócrinas (suco pancreático).
Se localiza abaixo do fígado e atrás do estômago,
dividido em cabeça, corpo e cauda.
Produz e secreta bicarbonato de sódio para
neutralizar a acidez do quimo;
As células acinares produzem enzimas
digestivas com o intuito de auxiliar na
digestão do alimento.
Tripsina e quimiotripsina = atuam na digestão
das proteínas.
ENZIMAS PRODUZIDAS
Lipase pancreática = atua na digestão das
gorduras (triglicerídeos).
Amilase pancreática = atua na digestão do
amido (carboidrato).
Nucleases = atuam na digestão dos ácidos
nucleicos (DNA e RNA).
Só são acionados quando
estão no intestino.
Sua porção endócrina é formado por conjuntos de
células denominadas Ilhotas Pancreáticas
(Langerhans).
CÉLULAS ALFA
Secretam o glucagon em resposta a diminuição da
glicemia. Esse hormônio estimula o fígado a
realizar glicogenólise e lipólise, com o intuito de
manter a homeostasia do corpo.
CÉLULAS BETA
Responsáveis por secretar a insulina em casos de
aumento de glicemia. Esse hormônio promove a
entrada da glicose nas células, além de permitir o
armazenamento da glicose em glicogênio e
gordura.
CÉLULAS DELTA
São responsáveis por liberar somatostatina, que
tem como função inibir a porção endócrina do
pâncreas.
Células Epsilon produzem a grelina, que estimula o
apetite. Já as células Polipeptídeos Pancreáticas
inibem a função exócrina.
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Se normaliza no terceiro ao quarto dia.
A amilase é uma enzima produzida pelo pâncreas
e glândulas salivares, tendo como função
catalisar o desdobramento do amido e do
glicogênio vindos da dieta.
Catalisa a hidrólise das ligações α-1,4 da amilose,
amilopectina e glicogênio, liberando maltose e
isomaltose.
A pancreatite aguda é um distúrbio inflamatório
agudo do pâncreas associado a edema,
intumescências, necrose, etc.
Os níveis de amilase aumentam 2 a 12 horas após
o início das dores abdominais, sendo 4 a 6 vezes
maiores que o valor de referência. 20% dos
pacientes podem apresentar índices normais de
amilase mesmo com a patologia.
No soro = 60 a 160 U/dL;
Na urina = 1500 a 1800 U/d;
Líquido duodenal = 50.000 a 80.000 U/dL;
VALOR DE REFERÊNCIA
Pancreatite aguda ou crônica;
Obstrução do canal pancreático;
Caxumba;
Insuficiência renal;
Obstrução do duodeno;
Gravidez ectópica;
Perfusão do intestino, etc
VALOR AUMENTADO
Lesões permanentes nas células pancreáticas
causadas geralmente por pancreatite crônica
VALOR DIMINUIDO
Realizar diagnóstico de pancreatite e outras
doenças do órgão;
Investigar eventos inflamatórios abdominais.
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VALOR DIMINUIDO
A lipase é uma enzima específica que tem como
função catalisar a hidrólise dos ésteres de glicerol
de ácidos graxos - triglicerídeos - na presença de
sais biliares e colipase.
São formadas pelas células do pâncreas, mas
também podem ser encontradas na mucosa
intestinal, leucócitos, adipócitos, língua, etc.
Na pancreatite aguda, a lipase aumenta de 4 a 8
horas após o início do quadro, atinge seu pico em
até 24 horas e volta a normalidade em 8 a 14 dias.
Sua concentração é muito maior no
pâncreas do que nos outros tecidos.
Sua concentração aumenta junto com a amilase,
porém, 20% dos pacientes podem apresentar os
índices de lipase normais mesmo com pancreatite
aguda.
Esse valor pode variar de acordo com o método
utilizado em cada laboratório.
Normal = até 160 UI/L
VALOR DE REFERÊNCIA
Pancreatite aguda ou crônica;
Colecistite aguda;
Obstrução do ducto pancreático;
Insuficiência renal.
VALOR AUMENTADO
Distúrbios no pâncreas;
Enfermidade renal;
Perionite;
Cisto pancreático;
Intestino estrangulado.
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Série de exames laboratoriais com o intuito de analisar a quantidade de
ferro, seu armazenamento e transporte.
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,
Fe Fe
A atividade da ferroportina é controlada pela
hepcidina - sintetizada no fígado.
ENTRA O2
Fe2+
Fe2+
SAI O2
HEMOGLOBINA
FUNCIONAL
HEMOGLOBINA
IRREGULAR
Fe3+
ENTRA DE O2
IMPOSSIBILITADA
METAHEMMOGLOBINA
COLORAÇÃO MARROM SANGUE
O ferro é um mineral vital para o organismo,
tendo como função no corpo:
Auxiliar no transporte de oxigênio;
Atuar na proliferação e reparo celular;
Atuar na formação dos citocromos;
Favorecer a formação de ATP;
Auxiliar na função da catalase;
Auxiliar na síntese do colágeno, etc.
Após a ingestão do Fe2+ e Fe3+ pelos alimentos, o
mineral vai para o estômago e o duodeno, onde há
a presença do citocromo b duodenal - redutase
férrica.
O ferro pode ser obtido através da dieta ou da
própria reabsorção do mesmo que o organismo
faz, através da degradação das hemácias. Esse
mineral pode ser obtido de duas formas:
Fe Fe
3+ 2+
Ferro não heme (inorgânico) Ferro heme (orgânico)
Abundante nas
proteínas animais.
Abundante nas
proteínas vegetais.
Sua função é transformar o ferro inorgânico em
orgânico para ser melhor absorvido no intestino.
No intestino há a presença dos enterócitos, que
possuem em sua superfície o DMT-1, estrutura na
qual irá permitir a entrada do Fe2+ na célula.
O ferro pode se armazenar no enterócito na forma
de ferritina ou pode ser transportado para o
plasma pela ferroportina (FPT).
No sangue, o ferro deve ser transportado por meio
da trasferrina, porém este não possui tanta
afinidade com o Fe2+. Dessa forma, a hefaestina
oxida o ferro, transformando-o em Fe3+.
Dentro do eritrócito, é possível a formação de Deoxihemoglobina ou
Oxihemoglobina a partir da presença de Fe2+, permitindo o
transporte de oxigênio - funcional.
Caso haja a presença de Fe3+ na hemácia, há a formação da
metahemoglobina, sendo impossibilitada de transportar oxigênio
(vitamina c consegue converter Fe 3+ em 2+).
A molécula 2,3 Disfosfoglicerato quebra a ligação do ferro com o oxigênio
para que este seja liberado para as células.
DMT-1
Ferro férrico Ferro ferroso
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,
Fe Fe
Seus níveis podem apresentar variações
circadianas, sendo mais alto pela manhã e menor
próximo às 21:00.Geralmente é utilizado o método
colorimétrico por cromógeno ou cromazurol B.
O exame de ferro sérico tem como intuito analisar
os níveis dessa substância ligada a transferrina
(Fe3+).
Pode ser utilizado no diagnóstico diferencial e
monitoramento do tratamento de anemias
(ferropriva, aplásica, etc) e diagnóstico de
hemocromatose, hemossiderose e toxicidade
aguda por ferro.
É coletado o soro do paciente em tubo seco
(vermelho) ou em gel separador (amarelo). É
recomendado jejum de no mínimo 8 horas.
Para a dosagem, o ferro deve ser dissociado da
transferrina através da adição de um ácido que
vai precipitar essa proteína.
Sua determinação deve ser analisada junto com
outros exames, como a saturação da transferrina
e ferritina sérica.
Homens = 75 a 175 µg/dL;
Mulheres = 65 a 165 µg/dL;
Hemocromatose;
Alimentação rica em ferro;
Anemia hemolítica;
Doença hepática crônica;
Transfusão sanguínea, etc.
VALOR AUMENTADO
Fluxo menstrual intenso;
Parasitoses;
Neoplasias;
Hemorragia aguda;
Gestação;
Deficiência alimentar;
Gestação.
VALOR DIMINUÍDO
Fe
3+
Transferrina
Fe
3+
Fe
3+
Fe
3+
Fe
3+
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,
Fe Fe
A ferritina é uma proteína globular, composta por
aminoácidos hidrofóbicos e hidrofílicos e 24
subunidades, divididas em:
Cadeias leves = reserva de ferro;
Cadeias pesadas = enzima ferroxidase (Fe+2
em Fe +3).
Cada complexo de ferritina pode armazenar cerca
de 4.500 íons de Fe+3.
Apoferritina = cadeias leves e pesadas sem
ferro.
O ferro ferroso não pode circular livremente no
organismo, por formar radicais livres e espécies
reativas de oxigênio.
Dessa forma, a ferritina realiza oxidação do Fe2+
em Fe3+, armazenando em seu interior para
liberar quando for necessário.
Em casos de processos infecciosos ou inflamatórios
agudos, a ferritina aumenta seus níveis séricos
para sequestrar o ferro ferroso e impedir que as
substâncias estranhas use para seu metabolismo.
Em condições basais, os níveis de ferritina sérica é
proporcional ao estoque de ferro corporal,
variando com o sexo e idade do paciente.
Podem ser utilizados em casos de deficiência de
ferro, monitorar o tratamento com a substância,
diferenciar anemias e detectar sobrecarga.
Utilizando a metodologia de
quimioluminescência, os valores são:
Homens = 22 a 280 ng/mL;
Mulheres = 10 a 254 ng/mL.
Hemocromatose;
Hemossiderose;
Alcoolismo;
Processo inflamatório;
Sobrecarga transfusional;
Doenças hepáticas.
VALOR AUMENTADO
Deficiência de ferro;
Anemias;
Hipotireoidismo;
Deficiência de vitamina c;
Doença celíaca.
VALOR DIMINUÍDO
Fe
3+
Fe
3+
Fe
3+
Fe
3+
Fe
3+
Fe
3+
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,
Fe Fe
Sua obtenção é feita pela soma da
transferrina não saturada com o ferro
sérico.
A transferrina é uma beta globulina produzida
pelo fígado, que tem como intuito transportar o
ferro que saiu dos enterócitos para as células do
corpo, na forma de Fe3+.
Possui meia vida de 8 a 10 dias e normalmente
deve ser realizado em jejum. É utilizado para
avaliar deficiência de ferro, triagem na
sobrecarga do ferro e final da gestação.
Fe
3+
Transferrina
Homens = 215 a 365 mg/dL;
Mulheres - 250 a 380 mg/dL.
VALOR NORMAL
Deficiência crônica do ferro;
Uso de contraceptivos orais.
Necrose hepática;
Hemorragia aguda, etc.
VALOR AUMENTADO
Infecções;
Neoplasias;
Uremias;
Nefrose;
Anemia da doença crônica.
VALOR DIMINUÍDO
A capacidade total de ligação do ferro é uma
medida indireta da transferrina circulante, sendo
necessário jejum de pelo menos 8 horas para
realização do exame.
Pode ser medido no tubo seco (vermelho) ou com
gel separados (amarelo), sendo utilizado para
avaliar deficiência e sobrecarga de ferro e no
final da gestação.
Normal = 250 a 425 µg/dL.
VALOR NORMAL
Doenças inflamatórias crônicas;
Neoplasias;
Uremia;
Nefrose.
VALOR DIMINUÍDOS
Deficiência crônica de ferro;
Utilização de contraceptivos orais;
Necrose hepática;
Hemorragia aguda;
Gravidez.
VALOR DIMINUÍDOS
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Série de exames laboratoriais com o intuito de analisar desequilíbrio dos
eletrólitos no organismo.
Na
Mg
K
Ca
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CÁTIONS
ÂNIONS
Sódio (Na+)
Potássio (K+)
Cálcio (Ca )
Magnésio (Mg )
+2
+2
Cloreto (Cl-)
Bicarbonato (HCO3-)
Fosfato (HPO4-)
Sulfato (SO4 )
-2
Mantém a pressão osmótica do plasma;
Regula a distribuição de água no organismo;
Regula o pH fisiológica;
Manutenção da função cardíaca e muscular;
Participa das reações de óxido-redução;
Participam como cofatores enzimáticos.
Apesar dos conjuntos de cátion e ânion terem a
mesma concentração, possuem quantidades
individuais diferentes.
Principal cátion extracelular = sódio;
Principal cátion intracelular = potássio;
Principal ânion extracelular = cloreto;
Principal ânion intracelular = fosfatos.
A lei da eletroneutralidade indica que a soma das
cargas positivas dos cátions deve ser igual a soma
das cargas negativas dos ânions.
Átomo positivo, com mais
prótons do que elétrons.
Átomo negativo, com mais
elétrons do que prótons.
O bicarbonato promove equilíbrio ácido-base e o
equilíbrio eletrolítico, por fazer parte de ambos os
processos.
Carregador de nutrientes e metabólitos;
Formação da estrutura de macromoléculas;
Participação ativa em reações químicas;
Solventes para minerais, vitaminas, etc;
Lubrificante;
Absorção de choques mecânicos;
Regulação da temperatura corporal.
No estado de equilíbrio, a ingestão de água é
proporcional a sua perda, sendo distribuída de
forma irregular por todo o organismo.
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O sódio é o principal íon extracelular e
determinante da osmolaridade do plasma,
representando 90% dos cátion inorgânicos.
O rim é o principal órgão para regular o sódio
extracelular e a água corporal. Sua dosagem é
feita para analisar o equilíbrio hidroeletrolítico e
desidratação.
HIPONATREMIA
Ocorre quando há uma diminuição da
concentração de Na+ no plasma (<136mmol/L),
sendo causada por possível retenção de água,
onde há diluição do mesmo no sangue.
HIPERNATREMIA
Processo em que há aumento da quantidade de
Na+ no plasma (>150 mmol/L), causada
normalmente pela desidratação, no qual os
componentes sanguíneos se tornam mais
concentrados.
VALOR DE REFERÊNCIA
Normal = entre 136 a 145 mEq/L.
VALOR AUMENTADO
Desidratação;
Diabetes insípido;
Comas hiperosmolares;
VALOR DIMINUIDO
Nefropatia;
Insuficiência cardíaca;
Síndrome nefrótica;
Maior secreção de ADH (diurético).
É o cátion mais prevalente no meio intracelular,
auxiliando nos processos metabólicos do
organismo, na preservação do DNA e RNA e
atuando como cofator enzimático e na coagulação
do sangue.
Está presente nos ossos, músculos, plasma e fluido
intersticial. Pode ser utilizado para diagnóstico de
hipo e hipermagnesemia, insuficiência renal,
distúrbios gastrintestinais, etc.
VALOR DE REFERÊNCIA
Normal = 1,9 a 2,5 mg/dL.
VALOR AUMENTADO
Insuficiência renal;
Desidratação grave.
VALOR DIMINUIDO
Pancreatite aguda;
Hepatite crônica;
Alcoolismo.
Diabetes Mellitus, etc.
HIPOMAGNESEMINA
Diminuição da concentração de
magnésio.
HIPERMAGNESEMINA
Aumento da concentração de
magnésio.
Método = espectrometria de
emissão anatômica
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O potássio é o principal cátion intracelular,
devido a sua participação na bomba sódio-
potássio, que auxilia na sua prevalência nessa
região.
Através desse processo, é possível realizar a
manutenção do potencial elétrico da membrana
celular, auxiliando na transmissão dos impulsos
nervoso, por exemplo.
HIPOPOTASSEMIA
É a diminuição das concentrações plasmáticas de
potássio (< 3,5 mEq/L), podendo ocorrer devido a
possível alcalose ou alterações do bicarbonato.
Aumento da quantidade de potássio no plasma
(>5mEq/L), podendo ocorrer em casos de
hiponatremia, hipocalemia e acidose metabólica -
pH baixo provoca a saída do potássio do meio
intracelular.
HIPERPOTASSEMIA
VALOR DE REFERÊNCIA
Normal = entre 3,5 a 5,0 mEq/L.
VALOR AUMENTADO
Síndrome de Cushing;
Doença no túbulo renal;
Aldosteronismo.
VALOR DIMINUIDO
Doença de Addison;
Doença renal;
Sintomático ou assintomático.
O cálcio é um cátion presente principalmente no
tecido ósseo, atuando na mineralização dos ossos
e dentes, contração muscular, ritmo cardíaco,
coagulação sanguínea, etc.
No plasma, se encontra na forma ionizada, ligada
a ânions ou albumina, estando presente em
apenas 1% do sangue.
HIPOCALCEMIA
Ocorre quando os níveis de cálcio no sangue se
encontram baixos, podendo ser ocasionando por
perda do cátion na urina ou quantidade
insuficiente dos ossos para o sangue.
Aumento da quantidade de cálcio no plasma,
sendo a desordem metabólica mais associada ao
câncer
HIPERCALCEMIA
VALOR DE REFERÊNCIA
Normal = entre 8,8 a 10,4 mg/dL.
VALOR AUMENTADO
Hipercalcemia maligna;
Hiperparatireoidismo.
VALOR DIMINUIDO
Baixa vitamina D;
Doença renal;
Hipoparatireoidismo, etc.
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Normal = entre 98 a 106 mEq/L.
Desidratação hipertônica;
Acidose tubular renal;
Hiperparatiroidismo primário, etc.
O cloreto é o ânion mais abundante do líquido
extracelular, atuando no equilíbrio osmótico do
sangue com o sódio e na produção de ácido
clorídrico.
Em situações normais, seus índices irão seguir as
do sódio. Sua alteração sem a mudança dos outros
eletrólitos está associada ao distúrbio ácido-base.
HIPOCLOREMIA
Ocorre quando a concentração plasmática de
cloreto é diminuída, como nos casos de retenção
de água e alcalose metabólica.
Processo em que a quantidade de cloreto aumenta
no plasma, causada pela desidratação ou
problemas renais.
HIPERCLOREMIA
VALOR DE REFERÊNCIA
VALOR AUMENTADO
VALOR DIMINUIDO
Insuficiência adrenal cardíaca;
Doença de Addison;
Queimaduras e vômitos;
Cetoacidose diabética, etc.
O fósforo é um mineral que está associado a
formação da estrutura óssea, ao sistema-tampão
fosfato, componente da membrana celular, ao
metabolismo de substâncias e é um componente
dos ácidos nucleicos.
Pode ser utilizado para monitorar os distúrbios
renais e endócrinos, diagnosticar doenças
hemolíticas, fraqueza muscular e insuficiência
respiratória.
HIPOFOSFATEMIA
Processo caracterizado pela baixa concentração
plasmática de fosfato (<2,5 mg/dL).
Ocorre quando há uma quantidade elevada
de fosfato no plasma (>4,5 mg/dL).
HIPERFOSFATEMIA
VALOR DE REFERÊNCIA
Normal = entre 2,5 a 4,5 mg/dL.
VALOR AUMENTADO
Insuficiência renal;
Hipoparatireoidismo;
Doenças hemolíticas, etc.
VALOR DIMINUIDO
Hiperparatireoidismo;
Diabetes;
Hipofosfatemia oncogênica.
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Série de exames que tem como intuito avaliar os gases presentes no sangue
e sua distribuição.
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Alterações nesses mecanismos de
equilíbrio podem ocasionar quadros de
alcalose ou acidose.
A gasometria é um exame que tem como objetivo
avaliar a capacidade de retenção e distribuição do
oxigênio pela hemácia, além de avaliar o
equilíbrio ácido-básico.
Rins = através do seu mecanismo de excreção
e reabsorção do bicarbonato consegue
controlar o pH sanguíneo - metabólica.
Pulmões = através da profundidade da
respiração consegue aumentar ou diminuir a
quantidade de CO2 no sangue, alterando o seu
pH - respiratório.
Sistema tampão = regula a produção de
bicarbonato (base) e o ácido carbônico (ácido)
para controlar esses índices no organismos de
forma compensatória.
pH = é o potencial hidrogeniônico,
representado por escala numérica, que
determina a acidez de uma solução através da
concentração de hidrônio.
pH = potencial de hidrogênio;
pO2 = pressão parcial de hidrogênio;
pCO2 = pressão parcial de dióxido de carbono;
HCO3 = íons de bicarbonato;
BE = excesso de base;
sO2 = saturação de oxigênio.
A coleta deve ser realizada com o paciente em
repouso, geralmente na artéria radial, utilizando
um tubo de heparina seca ou líquida, tendo o
cuidado para retirar as bolhas de ar na seringa.
Acidose = aumento da acidez sanguínea ou
diminuição da base, abaixando pH.
Alcalose = diminuição da acidez sanguínea ou
acúmulo da base, ocasionando um aumento do pH.
Bicarbonato = componente básico do sangue.
CO2 = componente ácido do sangue.
A amostra deve ser armazenada em
refrigeração de 0-4°C e sua análise não deve
ultrapassar 30 minutos após a coleta.
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O potencial hidrogêniônico (pH) é um parâmetro
que tem como intuito indicar a quantidade de íons
H+ no sangue, dando o resultado em uma escala
numérica;
ÁCIDO < 7.35 ALCALINO > 7.45
NORMAL = 7.35 - 7.45
Sua regulação é feita através da ação dos rins
(reabsorve bicarbonato) e do pulmão (envolvido
com CO2), que atuam de forma equilibrada e
compensatória em estado normal.
ACIDOSE RESPIRATÓRIA
Ocorre quando há excesso de CO2 por uma
incapacidade dos pulmões de eliminá-lo. Geralmente
está atrelado a doença pulmonar obstrutiva
crônica, distúrbios neuromusculares, etc.
Compensação = aumento do bicarbonato
plasmático pela retenção nos rins.
Os índices laboratoriais irão apresentar elevação
do pCO2 e diminuição do pH.
ACIDOSE METABÓLICA
Ocorre quando há perda de bicarbonato a nível renal, havendo
retenção de H+ no organismo. Aparece em casos de insuficiência
renal, cetoacidose diabética, aumento de ácido lático, etc.
Compensação = hiperventilação ou aumento da produção
de amônia nos rins.
Os índices laboratoriais irão apresentar redução do
bicarbonato , do pCO2 (compensação) e do pH.
ALCALOSE RESPIRATÓRIA
Ocorre quando há eliminação excessiva de CO2 pelos
pulmões, prevalecendo os níveis de bicarbonato.
Pode acontecer em casos de pneumonia, asma, ICC,
hipotensão, anemia severa, etc.
Compensação = diminuição da quantidade de
bicarbonato plasmático pelos rins.
Os índices laboratoriais irão apresentar redução
do pCO2, elevação do pH.
ALCALOSE METABÓLICA
Ocorre quando há aumento das concentrações de
bicarbonato. Pode acontecer em casos de perda de
secreção gástrica, ingestão de altas doses de
antiácido, fibrose cística, etc.
Compensação = hiperventilação nos pulmões.
Os índices laboratoriais irão apresentar elevação
do pH, bicarbonato e pCO2 (compensação).
pCO2
HCO3
Alcalose
Acidose
Alcalose
Acidose
pCO2
pCO2
HCO3
HCO3
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A pressão parcial de oxigênio (pO2) é um
parâmetro que tem como objetivo avaliar a
eficácia de oxigenação do sangue pelos pulmões, a
partir da pressão exercida pelo oxigênio.
Seu aumento pode estar relacionado a altas doses
de O2, já a diminuição está atrelada a
hipoventilação, anemia, etc.
VALOR DE REFERÊNCIA = 80 a 100 mmHg
A pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2)
tem como intuito avaliar a eficácia da ventilação
alveolar pelo controle da quantidade de CO2 no
sangue.
O CO2 é derivado do metabolismo celular, sendo
dissolvido no sangue de acordo com a velocidade e
profundidade da respiração. Quando reage com a
água, produz ácido carbônico.
VALOR DE REFERÊNCIA = 35 a 45 mmHg
O bicarbonato real (HCO3) tem como intuito
avaliar a concentração de bicarbonato no plasma
da amostra.
Grandes quantidades de H+ no plasma fazem com
que o HCO3 se ligue ao mesmo, formando ácido
carbônico, que dará origem ao CO2 + H2O.
É calculada a partir das medidas do pH e pCO2.
VALOR DE REFERÊNCIA = 22 a 26 mmHg
O excesso de base (BE) tem como objetivo avaliar a
quantidade de bases tampão presentes no sangue,
definindo se a alteração é de origem metabólica
ou respiratória.
VALOR DE REFERÊNCIA = -2 a +2 mEq/L
A saturação de oxigênio (SO2) tem como intuito
indicar a porcentagem da hemoglobina oxigenada
em relação a sua capacidade total de transportar
oxigênio.
VALOR DE REFERÊNCIA = 95 a 99%
Seus baixos índices podem indicar enfisema
pulmonar, DPOC, entre outros.
pH
pCO2
pO2
HCO3
BE
7.35 7.45
35 45
80 100
22 26
-2 +2
ACIDOSE ALCALOSE
HIPOCAPNIA HIPERCAPNIA
HIPOXEMIA HIPEROXEMIA
ACIDOSE
METABÓLICA
ALCALOSE
METABÓLICA
PERDA DE GASES GANHO DE GASES
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Identificar se o sangue é arterial ou venoso a
partir da coloração da amostra e da análise do
pO2 e sO2, que se apresentam altas no arterial e
baixas no venoso.
Interpretar o processo metabólica a partir da
análise do HCO3 (bicarbonato).
HCO3 aumentado = alcalose metabólica;
HCO3 diminuído = acidose metabólica.
Interpretar o processo respiratório a partir da
análise de pCO2 (dióxido de carbono).
pCO2 aumentado = acidose respiratória;
pCO2 diminuído = alcalose respiratória.
Interpretação dos valores de pH em relação ao
HCO3 e pCO2 para descobrir se há mecanismos
compensatórios.
BE < -5 mEq/ L = acidose leve;
BE < -10 mEq/L = acidose grave.
BE > +5 mEq/ L = alcalose leve;
BE > +10 mEq/L = excesso de bicarbonato.
pO2 > 65 e sO2 > 90% = oxigenação satisfatória
sO2 <80% = hipóxia.
pH
< 7,35 > 7,45
ACIDOSE ALCALOSE
pCO2 > 45 HCO3 < 22 pCO2 < 35 HCO3 > 26
RESPIRATÓRIA METABÓLICA RESPIRATÓRIA METABÓLICA
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MÁXIMO, A. S.; DOMINGUETE, C. P; SILVA, R. S. Atlas de Urinálise - USFJ. Divinópolis, 2020. Disponível em: https://ufsj.edu.br/portal2-
repositorio/File/laact/Atlas-%20urinalise%204(1).pdf
WILLIAMSON, A. M; SNYDER, L. M. Interpretação de Exames Laboratoriais - 10 ed. Guanabara Koogan LTDA. Rio de Janeiro, 2018.
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interpretacao-de-exames-laboratoriais.pdf

  • 1.
  • 2.
    Olá, tudo bem? Gostaríamosde te agradecer por adquirir um material do @queroresumos. O nosso material é feito com amor para te ajudar a alcançar o seus objetivos nos estudos. Esperamos que você goste e que se sinta bem ao estudar. Este conteúdo destina-se exclusivamente a exibição privada. É proibida toda forma de reprodução, distribuição ou comercialização do conteúdo. Qualquer meio de compartilhamento, seja por google drive, torrent, mega, whatsapp, redes sociais ou quaisquer outros meios se classificam como ato de pirataria, conforme o art. 184 do Código Penal. Caso haja pirataria do material, o cliente registrado no produto estará sujeito a responder criminalmente, conforme o artigo 184 do Código Penal com pena de 3 meses a 4 anos de reclusão ou multa de até 10x o valor do produto adquirido (segundo o artigo 102 da Lei nº 9.610) Entretanto, acreditamos que você é uma pessoa de bem que está buscando se capacitar através dos estudos e que jamais faria uma coisa dessa não é? A equipe Amo Resumos agradece a compreensão e deseja a você um ótimo estudo. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 3.
    BIOMARCADORES RENAIS ......................................................................................................................................................................................................................................................05 FISIOLOGIARENAL ............................................................................................................................................................................................................................................................06 SUMÁRIO DE URINA ..........................................................................................................................................................................................................................................................08 DOSAGEM DE UREIA .........................................................................................................................................................................................................................................................18 DOSAGEM DE CREATININA ........................................................................................................................................................................................................................................... 20 CLEARANCE DE CREATININA ........................................................................................................................................................................................................................................21 TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR ..........................................................................................................................................................................................................................22 1. 2. 3. 4. 5. 6. BIOMARCADORES HEPÁTICOS ..........................................................................................................................................................................................................................................23 FISIOLOGIA HEPÁTICA .................................................................................................................................................................................................................................................24 BILIRRUBINA DIRETA E INDIRETA ...........................................................................................................................................................................................................................25 ALBUMINA ......................................................................................................................................................................................................................................................................26 TRANSAMINASES ........................................................................................................................................................................................................................................................ 28 GGT E FAL ........................................................................................................................................................................................................................................................................29 1. 2. 3. 4. 5. ANÁLISE DO PERFIL GLICÊMICO ........................................................................................................................................................................................................................................30 GLICOSE E HORMÔNIOS ..............................................................................................................................................................................................................................................31 METABOLISMO DA GLICOSE ......................................................................................................................................................................................................................................32 TIPOS DE DIABETES ......................................................................................................................................................................................................................................................34 GLICEMIA EM JEJUM .................................................................................................................................................................................................................................................. 35 TOTG .................................................................................................................................................................................................................................................................................36 HEMOGLOBINA GLICADA ...........................................................................................................................................................................................................................................37 OUTOS TIPOS DE EXAME .............................................................................................................................................................................................................................................38 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. MARCADORES CARDÍACOS ......................................................................................................................................................................................................................................................39 FISIOLOGIA CARDÍACA .................................................................................................................................................................................................................................................... 40 TROPONINA .........................................................................................................................................................................................................................................................................41 MIOLGOBINA .......................................................................................................................................................................................................................................................................42 CK-MB ....................................................................................................................................................................................................................................................................................43 1. 2. 3. 4. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 4.
    MARCADORES PANCREÁTICOS ............................................................................................................................................................................................................................................48 FISIOLOGIADO ÓRGÃO.................................................................................................................................................................................................................................................49 AMILASE ...........................................................................................................................................................................................................................................................................50 LIPASE ...............................................................................................................................................................................................................................................................................51 1. 2. 3. ANÁLISE DO FERRO ............................................................................................................................................................................................................................................................52 ANÁLISE DO PERFIL LIPÍDICO ...........................................................................................................................................................................................................................................44 LIPÍDIOS ............................................................................................................................................................................................................................................................................... 45 EXAMES LIPÍDICOS ............................................................................................................................................................................................................................................................47 1. 2. FERRO ................................................................................................................................................................................................................................................................................53 FERRO SÉRICO .................................................................................................................................................................................................................................................................54 FERRITINA SÉRICA .........................................................................................................................................................................................................................................................55 TRANSFERRINA E LIGAÇÃO DO FERRO ...................................................................................................................................................................................................................56 1. 2. 3. 4. EQUILÍBRIO HIDROELETOLÍTICO ........................................................................................................................................................................................................................................57 ELETRÓLITOS ...................................................................................................................................................................................................................................................................58 SÓDIO E MAGNÉSIO .......................................................................................................................................................................................................................................................59 POTÁSSIO E CÁLCIO .......................................................................................................................................................................................................................................................60 CLORETO E FÓSFORO .....................................................................................................................................................................................................................................................61 1. 2. 3. 4. GASOMETRIA ARTERIAL .....................................................................................................................................................................................................................................................62 GASOMETRIA ...................................................................................................................................................................................................................................................................63 PRICIPAIS PARÂMETROS .............................................................................................................................................................................................................................................64 INTERPRETAÇÃO ............................................................................................................................................................................................................................................................66 1. 2. 3. 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  • 5.
    Série de exameslaboratoriais com o intuito de avaliar a função renal e promover um diagnóstico preciso de possíveis patologias existentes. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 6.
    CÁPSULA DE BOWMAN GLOMÉRULO TÚBULOCONTORCIDO PROXIMAL ARTÉRIA VEIA ALÇA DE HENLE DUCTO COLETOR TÚBULO CONTORCIDO DISTAL Artéria Renal Cálice Cápsula Fibrosa Veia Renal Ureter Cápsula Córtex Pirâmides Renais Coluna Renal Cálice Menor Néfrons ARTERÍOLA AFERENTE ARTERÍOLA EFERENTE GLOMÉRULO RENAL CÁPSULA DE BOWMAN TUBO URINÍFERO FILTRAÇÃO REABSORÇÃO EXCREÇÃO SECREÇÃO Filtram o sangue Eliminam substâncias tóxicas pela urina Auxiliam na homeostase do organismo Produzem hormônios Ativam a vitamina D Auxilia na manutenção da saúde óssea Mantém o equilíbrio da pressão arterial Estimulam a produção de hemácias ERITROPOETINA A urina é sintetizada através do processo de filtração do sangue dentro dos glomérulos renais, localizados no néfron. Os glomérulos são emaranhados de capilares sanguíneos. Unidades funcionais dos rins, responsáveis pela filtração do sangue e formação da urina. São formados pelo corpúsculo renal (glomérulo e cápsula de Bowman) e túbulos renais. Após chegarem nos néfrons através das arteríolas aferentes, o sangue passa dos capilares glomerulares para a cápsula de Bowman, sendo essa ação denominada como filtração glomerular. É o líquido que sai dos capilares e entram na cápsula glomerular. Contém água e todos os pequenos solutos do sangue, estando livre de proteínas e células sanguíneas. Células endoteliais com poros; Membrana basal com glicoproteínas; Células podócitas com pedicelos. BARREIRA DE FILTRAÇÃO É formado através das diferenças de pressão entre o glomérulo e a cápsula, sendo eles: pressão hidrostática sanguínea, pressão coloidosmótica do plasma e a pressão hidrostática da cápsula. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 7.
    Consiste no volumede filtrado produzido por minuto pelos rins, sem sofrer reabsorção ou secreção tubular - auxilia na verificação do funcionamento renal. Mulheres = 115 mL/min Homens = 125 mL/min É regulada por mecanismos intrínsecos e extrínsecos, atuando na vasoconstrição ou vasodilatação das arteríolas aferentes, regulando o fluxo sanguíneo nos glomérulos. Ação que ocorre dos túbulos renais (maior parte nos túbulos proximais), onde parte da água e dos solutos retornam para a circulação sanguínea. Consiste no transporte de substâncias dos capilares para os túbulos renais, com o intuito de serem eliminadas posteriormente na urina. Cada substância é reabsorvida de forma diferente, em locais distintos do néfron, com o auxílio das células epiteliais. O transporte pode ocorrer de forma transcelular ou paracelular. Após o processo de reabsorção dos túbulos renais, a urina está formada e pronta para ser eliminada através do ducto coletor. Do ducto coletor, irá para os cálices menores, pelve renal, ureter, bexiga e uretra. Evitam com que substâncias importantes sejam eliminadas pelos rins. Quantidade Filtrada Quantidade Reabsorvida Quantidade Secretada Quantidade Excretada - + = Auxilia na remoção de resíduos que não foram filtrados pelos glomérulos, eliminando fármacos e atuando no equilíbrio ácido-base. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 8.
    PRETO Cloroquina, bilirrubina, ácido homogentísico, pseudomonas, proporfol AMARELO PALHA Normal AMARELO ÂMBAR Urina muito concentrada - pouca hidratação. MARROM Bilirrubina em grande quantidade, oxidação de hemoglobina, etc LARANJA Alta excreção de urobilina, fenazoprimidina, corante de alimentos ROSA/VERMELHO Presença de sangue, uratos, porfirinas PÚRPURA Infecções, sulfato de indoxil, beterraba, amoras AZUL/VERDE Azul de metileno, biliverdina, indometacina, etc O Sumário de Urina (ou EAS) é um exame que avalia os aspecto físicos, químicos e microscópicos da urina, com o intuito de avaliar possíveis alterações nesse sistema. Tem como intuito avaliar as características organolépticas da amostra: volume, aspecto e coloração. COLORAÇÃO DA URINA A coloração normal da urina é amarelo claro, tendo essa tonalidade em decorrência da presença de urocromo - pigmento derivado da urobilina. Sua análise e alterações vão envolver questões de concentração, hidratação, oxidação de metabólitos , infecções, sangue, doenças renais e uso de medicamentos. ASPECTO Avaliação do quão turvo ou límpido a urina se encontra, sendo possível observar presença ou ausência de elementos anormais. VOLUME Através do volume podem ser obtidos: Límpido = não apresenta estruturas em suspensão após homogeneização. Ligeiramente Turvo = pequena quantidade de estruturas em suspensão após homogeneização. Turvo = apresenta moderada quantidade de elementos em suspensão após homogeneização. Muito Turvo = apresenta grande quantidade de elementos em suspensão após homogeneização. Essas informações são mais significativas em amostras de 24 horas. Diurese Hidratação Presença de alguma patologia Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 9.
    pH ALCALINO Alcalose metabólica erespiratória Dieta vegetariana Dieta baseada na ingestão de leite Alguns medicamentos ITU por bactéria produtora de urease pH ÁCIDO Acidose metabólica ou respiratória Alguns medicamentos Ingestão de grande quantidade de carne Refratômero urinômetro Glicose Contraste radiográfico Antibióticos Utilização de diuréticos Diabetes insípidus Insuficiência adrenal Aldosteronismo Insuficiência da função renal DENSIDADE DENSIDADE Análise feita a partir de uma tira reagente, contendo áreas impregnadas com substâncias químicas, que apresentam diferentes colorações quando entram em contato com a urina. Identificam: Bilirrubina Urobilinogênio Corpos Cetônicos Glicose Proteína Sangue Nitrito Leucócitos Densidade pH pH Apresenta importante papel na regulação do equilíbrio ácido-base (VR = 4,5 - 8,0). DENSIDADE Avalia a capacidade renal de reabsorção e concentração (VR = 1015 - 1025). GLICOSE Avaliação de diabetes e distúrbios de reabsorção tubular renal (VR = negativo). Sua presença além do limiar é denominada Glicosúria, podendo ser representada por meio de cruzes (+) ou por mg/dL. PROTEÍNA Sua presença pode indicar danos nos glomérulos ou túbulos renais, exercícios físicos intensos, desidratação, mieloma múltiplo, etc. Suas concentrações normais são < 10 mg/dL ou 150 mg/24h. Quando ultrapassam esse limite, são denominados Proteinúria. A albumina geralmente é a proteína mais encontrada devido ao seu baixo peso molecular. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 10.
    CETONAS As cetonas sãocompostos derivados da degradação das gorduras para gerar energia. Sua presença geralmente está associada a diabetes, jejum prolongado, dietas pobres em carboidratos, gastroenterites, etc. Seu valor de referência é negativo, e sua presença pode ser representada em cruzes (+), denominada Cetonúria. LEUCÓCITOS Suas concentrações são identificadas a partir da pesquisa de Estersase Leucocitária, que indica de forma significativa infecções do trato urinário. Seu valor de referência é negativo, e, quando presentes, são identificadas por cruzes (+) e geralmente estão associadas a bactérias. NITRITO A presença de nitrito na urina é decorrente da ação de bactérias gram- redutoras de nitrato a nitrito. Seu valor de referência é negativo, e sua presença pode estar relacionada a infecções no trato urinário. BILIRRUBINA A bilirrubina é formada através do processo normal de degradação das hemácias. Sua forma indireta é transportada até o fígado, ligada a albumina e degradada por uma enzima, formando a bilirrubina direta. Sua presença na urina pode indicar problemas hepáticos ou hemolíticos, sendo valor de referência negativo. UROBILINOGÊNIO Avalia distúrbios hepáticos e hemolíticos, pois sua presença está ligada ao aumento da bilirrubina. SANGUE Hematúria = sangue na urina decorrente de cálculos renais, glomerulonefrite, tumores, pielonefrite, etc. Hemoglobinúria = hemoglobina na urina, decorrente de transfusões, anemia hemolítica, queimaduras, infecções, intoxicações, etc. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 11.
    O exame microscópicotem como objetivo analisar os sedimentos urinários, em busca de elementos como: Hemácias; Leucócitos; Bactérias; Células Epiteliais; Cristais; Leveduras; Muco. PROCEDIMENTO Após a análise física e química da urina, a amostra é submetida a centrifugação de baixa rotação, desprezando o sobrenadante. É adicionado uma pequena quantidade do sobrenadante na lâmina, colocando uma lamínula por cima para visualização microscópica. Alguns elementos podem ser observados em pequenas quantidades na urina, sendo considerados normais. CÉLULAS EPITELIAIS São encontradas 3 tipos de células epiteliais: tubulares, escamosas e de transição. São mais comumente achados em mulheres, pela descamação natural do trato urinário. São as de maior importância clínica, podem se apresentar de forma oval, colunar, retangular e redonda, todas nucleadas. Sua grande presença pode ser indicativo de necrose dos túbulos renais ou efeito secundário de doenças glomerulares. CÉLULAS TUBULARES São as mais comumente observadas, e , só apresentam significado clínico se forem Clue Cell. CÉLULAS ESCAMOSAS São células encontradas na bexiga do indivíduo e sua grande quantidade pode ser indicativo de infecção urinária - geralmente junto com alto número de leucócitos. CÉLULAS DE TRANSIÇÃO A grande quantidade de células epiteliais na urina pode ser indicativo de ausência de higienização ou a coleta do primeiro jato urinário. Também podem ter origens patológicas. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 12.
    Podem estar presentes devidoa contaminação da amostra. HEMÁCIAS Apresentam formato discoide, com halo central e são células anucleadas. Geralmente são observadas por meio da refratância, que aparece e desaparece. São células pequenas, menores que os leucócitos, estando presentes em casos como: doenças renais, infecção urinária, anemia falciforme, atividade física em excesso ou alguns medicamentos. Sua presença pode influenciar no aspecto, coloração e positividade na fita reagente eritrocitária. LEUCÓCITOS São predominantemente granulócitos e sua presença geralmente é indicativa de infecção no trato geniturinário. É identificado por seu citoplasma de granulações finas, não sendo possível a identificação da sua morfologia pela deterioração na amostra. BACTÉRIAS São de fácil visualização devido a movimentação, estando na forma de cocos ou bacilos. Estão envolvidas nas infecções e seus principais tipos são Enterobactérias e Staphylococcus. FUNGOS / LEVEDURAS Estruturas pequenas e ovais, geralmente relacionados a casos de diabetes ou candidíase. O fungo mais encontrado é a Cândida sp. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    Formados a partir dadesidratação dos hialinos. MUCO É originado da descamação das paredes internas da bexiga e da uretra, mais evidenciado em mulheres. Não possuem relevância clínica e são encontrados como filamentos finos. CORPOS OVAIS Gotículas de gordura observadas por pequenos círculos que contêm pontos em seu interior. Pode ser indicativo de diabetes, lesão glomerular ou necrose tubular. CILINDROS URINÁRIOS São estruturas renais, presentes nos túbulos contorcidos a partir da solidificação das proteínas. Sua presença pode ser indicativo de problemas renais ou por outros casos não patológicos. CILINDRO HIALINO Cilindro transparente, em formato de canudo, tendo como base a proteína Tamm Horefall. Pode ser encontrado em glomerulonefrite, pielonefrite, doença renal crônica, exercícios intensos, etc. CILINDRO CÉREO São curtos, largos, amarelo, acinzentado ou incolor e com as bordas serrilhadas (rachaduras). A presença desse cilindro pode indicar estase urinária extrema, doença renal, diabetes, amiloidose renal, etc. CILINDRO LEUCOCITÁRIO Compostos geralmente por neutrófilos e encontrados em casos de inflamação ou infecção, pielonefrite, nefrite, etc. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 14.
    CILINDROS URINÁRIOS CILINDRO HEMÁTICO Sãocaracterizados por hemácias aglomeradas na proteína Tamm-Horsfall. Cilindro Hemático = hemácias intactas. Cilindro de hemoglobina = cilindro degenerado. Possuem cor castanha, laranja-avermelhado ou incolor e são sempre patológicos. Indicam casos como glomerulonefrite aguda, trauma renal, endocardite bacteriana, etc. CILINDRO EPITELIAL São formados a partir da estease e descamação de células epiteliais tubulares, podendo se organizar em linhas paralelas aos cilindros ou ao acaso. São raramente vistos na urina e indicam exposição a agentes nefrotóxicos ou vírus, que causam danos tubulares. CILINDRO GRAXO Possuem gotículas de gordura livre ou corpos ovais gordurosos. Sua presença ocorre quando há degeneração adiposa do epitélio tubular, síndrome nefrótica, lúpus, etc. CILINDRO GRANULOSO Apresentam pequenos grânulos em sua superfície. Quando não patológicos são derivados de lisossomos, já os patológicos vem da desintegração de cilindros e células tubulares. Presentes em glomerulonefrite e na pielonefrite. CILINDRO MISTO São a junção de dois tipos celulares no mesmo cilindro, estando presente em casos de doença túbulo-intersticial. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 15.
    Di- hidratado Pode não apresentarsignificado clínico na maioria dos casos, porém possuem relevância em eventos de gota, aumento do metabolismo de purina e Síndrome de Lesch-Nyhan. CRISTAIS URINÁRIOS ÁCIDOS NORMAIS CRISTAL DE ÁCIDO ÚRICO São normais de urina ácida, possuindo formas de losango, prisma, oval e roseta. Geralmente possuem coloração amarela ou castanho- avermelhada, dependendo da espessura. CRISTAL DE OXALATO DE CÁLCIO Possuem formato semelhante a um envelope e coloração incolor. Não tem significado clínico, mas podem estar presentes em diabetes e doença renal. Mono- hidratado CRISTAL DE URATOS AMORFOS Comuns em pH ácido e se apresentam como grânulos castano-amarelados, em forma de "poeira". Geralmente são visualizados em amostras refrigeradas, formando um sedimento rosa característico. Não apresentam importância clínica. CRISTAL DE URATO DE SÓDIO São apresentados na forma cristalina ou amorfa, possuindo formato de agulha, prisma, feixe ou agrupamentos. Não apresentam significado clínico. CRISTAL DE ÁCIDO HIPÚRICO São representados na forma de placa ou prisma alongado, incolores ou castanho-amarelados. Não possuem significado clínico e são raramente encontrados nas amostras. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    CRISTAIS URINÁRIOS ALCALINOS NORMAIS CRISTALDE BIURATO DE AMÔNIO Normais de urina alcalina, apresentando formas esféricas com espículas irregulares e coloração castanho-amarelado. Não apresentam significado clínico, mas podem ser relacionadas com a presença de bactérias que realizaram o metabolismo da ureia. CRISTAL DE CARBONATO DE CÁLCIO São pequenos, incolores e com formato esférico ou de halter. Não apresentam manifestações clínicas. CRISTAL DE FOSFATO AMORFO São formados por grânulos, assim como os uratos amorfos. São incolores ou escuros e sua refrigeração pode causar a formação de precipitado branco. Não apresentam significado clínico. CRISTAL DE FOSFATO DE CÁLCIO Possui formato de prisma longo, são incolores e podem ter bordas delgadas. Podem se agrupar em agulha, estrela, placa irregular ou roseta. Não possuem significado clínico, porém esses cristais constituem os cálculos renais. CRISTAL DE FOSFATO TRIPLO Se apresentam em forma retangular, com linhas horizontais e diagonais, semelhante a uma "tampa de caixão". Pode estar presente na urina com presença de bactéria que metaboliza ureia ou em pacientes com cistite crônica. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    CRISTAIS URINÁRIOS ANORMAIS DEORIGEM MEABÓLICA CRISTAL DE BILIRRUBINA São identificados como agulhas agregadas ou grânulos de coloração amarela ou castanho- avermelhado. Indicam doença hepática. CRISTAL DE CISTINA Cristais patológicos que se apresentam incolores, hexagonais, com chapas finas ou grossas. São encontrados em casos de distúrbio metabólico e tem a tendência a desenvolver cálculos renais. CRISTAL DE COLESTEROL Sua visualização é facilitada após refrigeração da amostra, no qual os lipídeos preservam seu formato. São placas retangulares, grandes, achatadas e incolor. Sua presença indica intensa ruptura tissular, nefrite, condições nefríticas, quilúria e síndrome nefrótica. CRISTAL DE LEUCINA São esféricos, com estrias e círculos concêntricos de coloração amarela ou castanha. Sua presença indica doença urinária e hepática. CRISTAL DE TIROSINA Se apresentam como finas agulhas delgadas e agrupadas com coloração negra ou amarela. Podem ser observados junto com cristais de leucina e bilirrubina. Presentes em doenças hepáticas e distúrbios do metabolismo de aminoácidos. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 18.
    CH4N2O C OOC NH3 R H + - GRUPO AMINA CARBOXILA RADICAL HIDROGÊNIO C OOCO R - CH2 NH3 OOC - CH2 C COO- H P C NH2 O NH4+ HCO3- + (amônio) (bicarbonato) (carbomoil fosfato) OOC - CH CH2 CH2 CH2 NH C NH2 NH2 H2O O C NH2 NH2 A ureia é uma substância nitrogenada sintetizada no fígado durante o ciclo da ureia. É filtrada pelos rins, sendo um produto da decomposição das proteínas e sua retenção no corpo é tóxica. Sua eliminação ocorre na urina e no suor. Pode ser encontrada no sangue, urina e linfa, tendo como objetivo avaliar a função renal junto a creatinina. Os aminoácidos (componentes da proteína) possuem a seguinte composição: Ocorre no fígado! Inicialmente, o aminoácido perde o grupo amina e o hidrogênio, transferindo-os para o α-cetoglutarato, que está presente nas células hepáticas. Em contrapartida, o α-cetoglutarato transfere 1 oxigênio para o aminoácido, dando origem ao α- cetoácido: Após a transformação do α-cetoglutarato em glutamato, a substância é capaz de entrar na matriz da mitocôndria dos hepatócitos, ocorrendo: GLUTAMATO Transaminação = o glutamato transfere amina e oxigênio para o oxalacetato, e o último transfere oxigênio para o primeiro - gera o aspartato. Desaminação Oxidativa = o NAD+, NADP+ e a água interagem com a glutamina, fazendo com que o mesmo perca o grupo amina e o hidrogênio e ganhe oxigênio da água - gera amônio. NH3 + H NH4 = (amônio) Ambos produzem α-cetoglutarato O íon amônio irá se unir ao íon bicarbonato, utilizando 2 ATPs, formando o carbimoil fosfato. Citrulina liga-se ao aspartato por meio de 1 ATP, formando a argininosuccinato. Uma parte da sua composição é perdida (fumarato), dando origem a arginina. Arginina + H2O quebra e gera a ureia. Carbomoil fosfato se liga a ornitina (perdendo o fósforo) e forma a citrulína, que é a substância que sai da mitocôndria indo para o citosol. + (ureia) Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 19.
    CH4N2O Após a suaformação, a ureia vai para a corrente sanguínea e é levada para os rins para ser excretada na urina. Sua análise é feita a partir de uma amostra de sangue, e seus valores séricos aumentados indicam que essa substância não está sendo eliminada como deveria, apontando uma doença renal ou pré-renal. Valor de Referência = 15 - 45 mg/dL Mais de 90% da ureia é excretada pelos rins. Doença Pré-Renal = diminuição da filtração renal mantendo as funções do órgao. Doença Renal = glomerulonefrite, necrose tubular aguda, nefrite intersticial aguda, doença vascular aguda. Doença Pós-Renal = obstrução uretral ou na saída da bexiga por cálculos, carcinomas ou pólipos. Outras causas = alto catabolismo, idade superior a 40 anos, dieta com altos índices de proteínas. Gravidez; Desnutrição; Dieta Hipoproteica. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    Seu índice éproporcional a massa muscular do indivíduo. A creatina é uma substância produzida nos músculos a partir do metabolismo da creatina e da creatina fosfato - promovem energia para contração. Praticamente toda sua concentração é excretada pela urina, havendo livre filtração glomerular e secreção tubular. A creatina é uma substância produzida pelo fígado, rins e pâncreas, sendo transportado posteriormente para os músculos esqueléticos. Nos músculos, essa substância é convertida em creatinofosfato, composto que promove energia para realizar a contração muscular. Essa substância sofre ação da enzima creatina- quinase, transformando-a em creatinina. A creatinina é liberada de forma constante na corrente sanguínea para ser filtrada pelos glomérulos renais, sem sofrer reabsorção. Pode ser utilizada para avaliar a função renal e suas disfunções, esclerose lateral amiotrófica, traumatismos, dermatomiosite, etc. Seu valor de referência é: Para avaliação dos rins, é necessário avaliar a creatinina em conjunto com a ureia, pelo primeiro ser menos sensível a doenças mais precoces. Homens: 0,7 - 1,3 mg/dL Mulheres: 0,6 - 1,1 mg/dL ALTOS ÍNDICES BAIXOS ÍNDICES Insuficiência renal; Obstrução do trato urinário; Desidratação; Choque; Alto consumo de carne. Desnutrição; Doença renal grave; Distrofias musculares. C4H7N3O Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 21.
    Clearance é oprocesso de filtração no qual determinada substância será filtrada e excretada pelos rins sem sofrer reabsorção e secreção - nesse caso a creatinina. Esse exame compara a concentração de creatinina plasmática com a concentração de creatinina presente na amostra do paciente. Amostra = urina de 24h. A creatinina não é considerada o soluto ideal para se analisar o clearance, pois uma parte da sua composição sofre secreção nos túbulos renais. Porém é utilizada na rotina laboratorial por ser endógena e pode ser dosada a qualquer momento. C4H7N3O Clearance de creatinina = Creatinina urinária (mg/dL) Creatinina plasmática (mg/dL) Volume urinário em 24h (mL) 1440 min 1,73 (m²) Superfície corpórea do paciente (m²) Para se obter o clearance de creatinina, utiliza-se a creatinina plasmática e urinária, o volume urinário em 24h e a superfície corpórea do paciente. 1440 é a quantidade de minutos em um dia . 1,73 é a altura média de um adulto. Crianças = 70 a 130 mL/min/1,73 m²; Mulheres = 85 a 125 mL/min/1,73 m²; Homens = 75 a 115 mL/min/1,73 m². ALTOS ÍNDICES Gravidez; Exercício físico intenso; Hipotireoidismo; Dieta. BAIXOS ÍNDICES Doenças renais; Anemias; Hipertensão; Neuropatia, etc. Seus valores podem diminuir naturalmente com o tempo! CREATININANORMALCLEARANCE CREATININABAIXACLEARANCE CREATININA BAIXA CREATININAELEVADACLEARANCE CREATININANORMAL CREATININAELEVADA Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 22.
    A Taxa deFiltração Glomerular (TFG) é a avaliação da depuração de uma substância que não é reabsorvida e nem secretada pelos rins, somente filtrada. Pode ser utilizado para determinação do diagnóstico e tratamento da doença renal crônica, sendo aplicada uma equação que leva em consideração aspectos como idade, peso, gênero e creatinina plasmática ou cistatina C. A cistatina C é uma proteína produzida por todas as células nucleadas e filtrada livremente pelos rins. Não são substancialmente afetadas por fatores como estado nutricional. doenças inflamatórias, massa muscular, etc. Normal = ≥ 90 mL/min/1,73 m²; Redução da função = < 90 mL/min/1,73 m²; Falência Renal = < 15 mL/min/1,73 m². ESTÁGIO 1 A taxa de filtração glomerular se apresenta normal, ou seja, ≥ 90 mL/min/1,73 m². ESTÁGIO 2 Leve diminuição da taxa de filtração glomerular, entre 60-89 mL/min/1,73 m², sendo considerada como doença renal na presença de albumina e hemácias na urina, ou alguma anomalia estrutural. ESTÁGIO 3 ESTÁGIO 4 ESTÁGIO 5 Diminuição moderada da taxa de filtração glomerular, 30 - 59 mL/min/1,73 m². Diminuição grave da taxa de filtração glomerular, 15 - 29 mL/min/1,73 m². Insuficiência renal ou falência renal, < 15mL/min/1,73 m². A Taxa de Filtração Glomerular tende a diminuir com o passar dos anos. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 23.
    Série de exameslaboratoriais com o intuito de analisar as funções hepáticas e possíveis lesões celulares. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 24.
    Veia hepática direita Veiahepática média Veia hepática esquerda Ducto hepático Veia cava inferior Artéria hepática Veia porta Ducto cístico Ducto colédoco Vesícula biliar Fissura Umbilical I = Lobo Caudado II e III = Lobo Esquerdo IV = Porção lateral do setor medial V, VI, VII e VIII = Lobo Direito O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano, e possui funções glandulares exócrinas e endócrinas, sendo elas: Exócrina = enviam substâncias para o intestino delgado. Endócrina = enviam hormônios para a corrente sanguínea. Metaboliza, conjuga e excreta substâncias; Realiza a produção de algumas proteínas; Regulação do metabolismo; Armazenamento de substâncias; Função endócrina; Função imunológica; Formação e secreção da bile. Endógenas (ex: bilirrubina) e exógenas (ex: drogas) Ex: albumina, lipoproteínas, fatores de coagulação. Ex: carboidratos, lipídios, proteínas. Ex: vitamina A, D, E, K, ferro, ácido fólico, etc. Ex: ativação da vitamina D, T4, T3, IGF-1, etc. Filtra a circulação sistêmica - bactéria e hemácias. A bile realiza a emulsificação da gordura, facilitando a absorção pelo intestino. Hepatócitos são as células do fígado que realizam as suas funções e estão organizados nos lobos hepáticos. Há a ramificação dos vasos sanguíneos nos lobos para que os mesmos troquem substâncias com os hepatócitos. A bile é um suco digestivo repleto de sais biliares, colesterol e bilirrubina- está última é derivada da degradação da hemoglobina, dando a cor esverdeada a bile. Após a fabricação dessa substância, o fígado a envia para a vesícula biliar, onde será armazenada. Sua liberação ocorre em conjunto com o suco pancreático, indo em direção ao intestino delgado. Ocorre quando o fígado perde a capacidade de liberar a bilirrubina que acaba se acumulando no sangue, o que leva a condição de cor amarelada na pele e na esclera dos olhos. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 25.
    A bilirrubina éum produto do catabolismo do grupo Heme da hemoglobina (localizada dentro das hemácias) que é responsável por 70% da bilirrubina produzida pelo organismo. Após 120 dias de vida das hemácias, elas são levadas ao baço, onde serão degradadas pelos macrófagos (hemocaterese). Dessa forma, a hemoglobina será exposta e sofrerá processos que irão liberar o grupo Heme. O anel porfirínico do grupo Heme será convertido em biliverdina pela enzima heme-oxigenase . Em seguida, ao sofrer a ação da enzima biliverdina-redutase, a biliverdina se transforma em bilirrubina indireta (não conjugada). A bilirrubina indireta (lipossolúvel) se liga a albumina e vai para a circulação sanguínea com o objetivo de chegar nos hepatócitos. Bilirrubina + Albumina No retículo endoplasmático das células do fígado, a bilirrubina indireta irá sofrer a ação da enzima glicuronil transferase, transformando-a em bilirrubina direta (conjugada com ácido glicurônico). A bilirrubina direta irá fazer parte da bile, se armazenando na vesícula biliar. Posteriormente, será ejetada no intestino para emulsificar a gordura. Parte da bilirrubina irá sofrer a ação de bactérias, se transformando em urobilinogênio para ser excretado pelas fezes ou será reabsorvida e secretada pela urina. Bilirrubina Direta = até 0,4 mg/dL Bilirrubina Indireta = até 0,8 mg/dL Bilirrubina total = até 1,2 mg/dL AUMENTO BILIRRUB. INDIRETA Anemia hemolítica; Encefalopatia bilirrubínica; Síndrome de Gilbert, etc. AUMENTO BILIRRUB. DIRETA Icterícia obstrutiva; Hepatocarcinoma; Hepatite viral, etc. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 26.
    A albumina éa proteína mais abundante no plasma sanguíneo, tendo como função manter o equilíbrio osmótico e transportar substâncias pelo sangue. São sintetizadas exclusivamente pelas células hepáticas, contendo uma vida média de 15 a 20 dias. Por isso, são ineficazes no momento da avaliação de lesões agudas ou leves. Auxilia na determinação de doenças hepáticas, avaliação da função renal (pois as proteínas não devem ser filtradas pelos glomérulos), estado nutricional e doenças crônicas. 4,0 a 5,3 g/dL VALOR DE REFERÊNCIA Desidratação; Diarreia; Vômitos; Doença de Addison; Diuréticos. AUMENTO DE ALBUMINA Doenças hepáticas; Síndrome nefrótica; Desnutrição; Neoplasias; Queimaduras. DIMINUIÇÃO DE ALBUMINA Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 27.
    Com exceção dofator VIII. Protrombina promove a conversão de fibrinogênio em fibrina. A forma mais promissora de avaliar a função hepática é através da análise dos fatores de coagulação, substâncias que são em sua maioria sintetizadas pelo fígado. O exame utilizado para realizar a análise desses fatores é o tempo de protombina (TAP), que é o fator de coagulação II produzido exclusivamente pelo fígado, através da vitamina K. O tempo de protrombina pode mostrar alterações em cerca de 24 horas. Pode ser utilizado para avaliação de distúrbios hepáticos e de coagulação relacionados a via extrínseca. O exame analisa o tempo em que a protombina fica ativado. 10 a 12,5 segundos. VALOR DE REFERÊNCIA Uso de dicumarínicos; Doença hepática; Deficiência de vitamina K; Cirrose em estado avançado. AUMENTO DOS ÍNDICES Hipercoagulabilidade. DIMINUIÇÃO DOS ÍNDICES PADRONIZAÇÃO RNI A Relação Normatizada Internacional (RNI) é uma forma de padronização do cálculo de TAP para diminuir a diferença dos resultados. TAP do paciente (seg) / TAP médio normal (seg). Valor de referência = 1,0. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 28.
    O Aspartato Aminotransferase(AST) ou Transaminase Glutâmico Oxalacética (TGO) é uma enzima liberada no plasma no momento da lesão celular. São encontrados em células hepáticas, cardíacas, renais, musculares esqueléticas, pancreática, etc. No fígado, está presente nas mitocôndrias e no citoplasma dos hepatócitos. Exame menos específico para lesão hepática. Se elevam acentuadamente em casos de hepatite alcoólica e cirrose, em doenças crônicas. VALORES DE REFERÊNCIA Mulheres = até 31 U/L Homens = até 37 U/L VALORES AUMENTADOS VALORES DE REFERÊNCIA Mulheres = até 31 U/L Homens = até 41 U/L Hepatites; Hepatocarcinoma; Cirrose hepática; Pancreatite aguda; Lesão no músculo esquelético, etc. A Alanina Aminotransferase (ALT) ou Transaminase Glutâmico Pirúvico (TGP) é uma enzima que indica lesão celular, e está presente de forma predominante no citoplasma dos hepatócitos. Se eleva de forma acentuada nos casos de hepatites agudas, sendo sensível em lesões hepatobiliares agudas. Exame mais específico para lesão hepática. VALORES AUMENTADOS Hepatite viral; Hepatite tóxica; Mononucleose; Cirrose infecciosa; Icterícia obstrutiva, etc. Índice de Ritis = AST/ALT >1 = lesão reversível <1 = lesão grave (necrose) Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 29.
    Sensível para doençahepatobiliar, porém pouco específica. São utilizados para monitorar doenças hepatobiliares, triagem de alcoolismo oculto, etc. Cerca de 30% dos etilistas apresentam um GGT normal. Mulheres = 5 a 39 U/L Homens = 7 a 58 U/L Icterícia obstrutiva; Alcoolismo; Hepatites infecciosas; Colangite; Fármacos como barbitúricos, etc. RELAÇÃO GGT E FAL Altos Níveis FA GGT POSSÍVEL CAUSA >3x VSR Cirrose biliar, colangite, etc Altos Níveis <3x VSR Doenças hepatobiliares Altos Níveis Normal Sem causa patológica O Gama-Glumatiltransferase (GGT) é uma enzima que tem como função transferir um grupo gama-glumatil para um aceptor (peptídeo ou aminoácido) através da membrana celular. Sua presença é predominante nos ductos biliares e no fígado, mas também se encontra nos runs, pâncreas, etc. VALORES DE REFERÊNCIA VALORES AUMENTADOS A Fosfatase Alcalina (FA) é uma enzima presente no fígado (ductos biliares) e osteoblastos e placenta e intestino. Importante marcador de disfunção hepática e função das célula ósseas. Suas causas de aumento natural estão relacionadas com o período gestacional, menopausa, em crianças e adolescentes pela fase de crescimento. O diagnóstico diferencial de lesão hepática ou óssea é feito pela determinação de GGT/5'nucleotidase. VALORES DE REFERÊNCIA Adultos = 27 a 100 U/L Homens = 75 a 390 U/L VALORES AUMENTADOS Obstrução das vias biliares; Doenças hepáticas; Osteíte deformante; Fratura óssea. VALORES DIMINUIDOS Anemia perniciosa; Desnutrição; Hipotireoidismo; Hipofosfatasemia. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 30.
    Série de exameslaboratoriais realizados com o intuito de analisar a concentração de glicose no sangue em determinados períodos. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 31.
    Nível de açúcarno sangue Armazenamento da glicose; Gasto energético da glicose. Ações bioquímicas que são hiperglicemiantes. Receptor de Insulina Subunidade alfa Subunidade beta Tirosina- quinase Citosol Fora da célula Insulina A glicose é um composto orgânico obtido através da alimentação, sendo a principal fonte de energia do corpo. Seu surgimento ocorre a partir da metabolismo do colesterol no fígado. Glicólise = quebra da glicose com o intuito de fornecer energia. Glicogênese = formação do glicogênio, que é a forma de armazenamento da glicose. Glicogenólise = quebra do glicogênio em momentos de jejum, estimulado pelo glucagon. Gliconeogênese = o corpo utiliza outras fontes de substrato para obter glicose. Sua produção ocorre nas células beta do pâncreas, promovendo a absorção da glicose do sangue para os tecidos, reduzindo a glicemia. Produzido pelas células alfa do pâncreas, promove a conversão do glicogênio em glicose com o intuito de aumentar a glicemia. INSULINA Após estímulo que aumenta a presença de glicose no sangue, a insulina se desloca para os receptores de insulina das células, que se dividem em subunidades alfa e beta. A subunidade beta possui uma porção de tirosina-quinase que realiza fosforilação. A ativação da tirosina-quinase produz uma série de fosforilações intracelulares em cascata, como na molécula IRS, que promove a translocação das vesículas com GLUT-4, que são receptores de glicose, para a membrana celular. A fosforilação da IRS também promove o aumento da síntese de glicogênio e proteína, além da alteração da expressão gênica que leva ao crescimento e diferenciação celular e ações anti-apoptóticas. GLUCAGON Estimulam a saída de glicose do fígado, através da glicogenólise e gliconeogênese. Além disso, estimulam a oxidação de ácidos graxos e a cetogênese, com o intuito de fornecer um nutriente alternativo. HIPERGLICEMIA HIPOGLICEMIA Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 32.
    A frutose 1,6-bifosfatoé quebrada em duas moléculas, di-hidroxiacetona fosfato e gliceraldeido 3-fosfato, por meio da enzima aldolase. Glicólise é o processo que ocorre no citosol celular e transforma 1 molécula de glicose em 2 de piruvato e energia. Consiste em 10 etapas: ETAPA 1 Ocorre a transformação da glicose em glicose 6- fosfato através da enzima hexoquinase e glicoquinase, por meio da utilização do grupo fosforila vindo da molécula de ATP. ETAPA 2 Processo de isomerização, ou seja, modifica o formato da molécula com os elementos já presentes através da enzima glicose 6-fosfato isomerase. Transforma uma glicose 6-fosfato em uma frutose 6-fosfato. ETAPA 3 A frutose 6-fosfato recebe um grupo fosforila de outra molécula de ATP, indo para o carbono 1 através da enzima fosfofrutoquinase-1, a transformando em frutose 1,6-bifosfato. ETAPA 4 ETAPA 5 Para a formação da glicose, utiliza-se somente o gliceraldeido 3-fosfato, dessa forma, o di- hidroxiacetona fosfato deve ser transformado no mesmo através da enzina tirose fosfato isomerase. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 33.
    ETAPA 7 A 1,3-bifosfogliceratoé uma molécula de alta energia que transfere um grupo fosforila através da enzima fosfoglicerato quinase para a molécula de ADP, formando a ATP e 3-fosfoglicerato. ETAPA 8 A enzima fosfoglicerato mutase realiza a transformação do 3-fosfoglicerato em 2- fosfoglicerato, mudando a posição do grupo fosforila. ETAPA 6 A enzima gliceraldeído 3-fosfato desidrogenase realiza oxidação e fosforilação no gliceraldeido 3- fosfato, utilizando o NAD+ e um fósforo inorgânico, formando NADH+ e 1,3-bifosfoglicerato. ETAPA 9 Há uma desidratação pela enzima enolase, transformando a molécula 2-fosfoglicerato em fosfoenolpiruvato e a produção de água. ETAPA 10 Através da ação da enzima piruvato quinase, há a transferência de um grupo fosforila para o ADP, formando ATP e o fosfoenolpiruvato se torna piruvato. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 34.
    Há um problemana secreção de insulina, ou o pâncreas produz pouca insulina por uma deficiência nas células beta-pancreáticas ou não há nenhuma produção. Dessa forma, as células não se abrem para a entrada da glicose, o que faz com que a substância se acumule no sangue. Pâncreas não produz insulina Glicose não entra na célula Ocorre a deficiência de insulina por destruição autoimune das células beta-pancreáticas, confirmada pela positividade de 1 ou mais autoanticorpos. Aparece normalmente na infância, em pessoas magras, jovens, sendo perceptível pelos sintomas (poliúria, mal-estar, sudorese e tremores). DM TIPO IA A denominação IB, ou idiopáticos, é atribuída aos casos de DMI nos quais os autoanticorpos não são detectáveis na circulação DM TIPO IB A secreção de insulina ocorre normalmente, mas o receptor de insulina das células não responde adequadamente, impossibilitando a ligação para a abertura das células e a entrada da glicose. Corresponde a maioria dos casos de diabetes mellitus, com etiologia complexa e multifatorial, envolvendo componentes genéticos e ambientais (ex: predisposição genética, sedentarismo, hipertensão, obesidade, etc). Receptor não capta insulina A gestação consiste em uma condição diabetogênica, uma vez que a placenta produz hormônios hiperglicemiantes e enzimas placentárias que degradam a insulina. Isso causa um consequente aumento compensatório na produção de insulina e sua resistência, podendo evoluir com a disfunção das células beta. Diabetes tipo LADA - latente autoimune do adulto - ocorre por uma agressão ao sistema imune que destroem as células Beta. Ocorre de maneira mais lenta que a DM1A. Diabetes tipo Mody - diabetes juvenil de início tardio - a produção ou a eficiência da insulina no corpo é prejudicada em função de mutações genéticas. Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia persistente, decorrente da deficiência na produção da insulina (hormônio) ou na sua ação, ou em ambos os mecanismos. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 35.
    Somente o examede glicose em jejum não é suficiente para acompanhar o controle glicêmico em pacientes com Diabetes Mellitus, pois apenas entrega a medida no momento da coleta. É indicado armazenar em refrigerador e realizar centrifugação da amostra. A glicemia é conceituada pela presença de glicose no sangue. Sua dosagem geralmente é realizada em jejum em um período de 8 até 12 horas. É recomendada a ausência de qualquer ingestão alimentar, exceto água. A dosagem é realizada com amostra de soro, plasma ou sangue total, no tubo cinza com fluoreto de sódio, amarelo ou vermelho. O método utilizado é o enzimático com oxidase ou hexoquinase, que são colorimétricos, ou seja, modificam a cor do analito. Diagnóstico de diabetes; Controle de diabete; Diagnóstico de hipoglicemia. Hipoglicemia = cerca de 50 mg/dL ou menos; Normal = 70 a 99 mg/dL; Pré-diabetes = 100 a 125 mg/dL; Diabetes = > 125 mg/dL; VALORES AUMENTADOS Diabetes; Utilização de corticoide; Acromegalia; Estresse; Glucagoma, etc VALORES DIMINUÍDOS Desnutrição; Insulinomas; Neoplasias; Utilização de insulina medicamentosa; Restrição alimentar, etc. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 36.
    O Teste Oralde Tolerância à Glicose (TOTG) tem como intuito avaliar a glicemia do paciente antes e após o mesmo ingerir uma carga controlada de glicose (75g). Análise da glicemia em jejum. Ingestão da glicose anidra. Nova análise da glicemia após 2h da ingesta. 1. 2. 3. Em pacientes normais a glicemia se mantém controlada mesmo com a glicose ingerida. Já em pacientes diabéticos, não há o controle da quantidade dessa substância no sangue, extrapolando o limite. Normal = até 139 mg/dL; Intolerância = 140 a 199 mg/dL; Diabético = ≥ 200 mg/dL. VALORES AUMENTADOS Diabetes; Diabetes gestacional; Diabetes pré-gestacional; Menor tolerância à glicose. O exame é realizado para diagnosticar diabetes mellitus, gestacional ou pré-gestacional. Exame mais minucioso por avaliar a glicemia do paciente em horários sequenciais após a ingestão da glicose (75g), com o intuito de observar a diminuição desses índices de acordo com o tempo. Avaliação após: 30, 60, 90, 120 e 180 min Avaliação após: 30, 60, 90 e 120 min Avaliação após: 30, 60, 90, 120, 180 e 240 min (clássica) (simplificada) (prolongada) Durante o período de exame deve evitar movimentos intensos, fumo, ingestão de alimentos e água. Dessa forma, é possível realizar um gráfico com a relação da quantidade de glicose pelo tempo. Durante a gestação (24ª a 25ª semana) seus valores normais em jejum é <92 mg/dL, após 1h <180 mg/dL e após 2h <153 mg/dL. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 37.
    Essa proteína podesofrer um processo de glicação irreversível, ou seja, algumas moléculas de glicose se ligam a hemoglobina A1 por um processo natural, formando a hemoglobina glicada (HbA1c). Glicemia em Jejum TOTG HbA1c Normal Pré- Diabetes Diabetes <99mg/dL <139 mg/dL <5,6 % 100 a 125mg/dL 140 a 199mg/dL 5,7 a 6,4% >126mg/dL >200mg/dL >6,5% A hemoglobina é uma proteína presente no interior das hemácias, que promove a coloração avermelhada a mesma e auxilia na captação e transporte de oxigênio pelo corpo através da corrente sanguínea. Em pacientes com hiperglicemia, o excesso de glicose facilita o processo de ligação com a hemoglobina aumentando os seus índices. A hemácia tem uma sobrevida de 120 dias circulantes, dessa forma, através do exame, é possível ter uma análise dos últimos 3 meses aproximadamente. Diagnóstico de diabetes; Acompanhar o quadro de diabetes (análise do tratamento e possíveis complicações). Normal = < 5,7%; Pré-diabetes = ≥ 5,7 a 6,4%; Diabetes = ≥ 6,5%. VALORES AUMENTADOS Diabetes; Desencadeadores de hiperglicemia. VALORES DIMINUÍDOS Hemoglobinopatias. Não necessita jejum, sendo utilizado o sangue total! Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 38.
    A frutosamina éuma reação de glicação, ou seja, reação estável entre uma proteína e a glicose. Ocorrem em sua maior parte nas proteínas plasmáticas, contendo uma meia vida em torno de 2 semanas. Dessa forma, é possível avaliar a presença da glicose nesses últimos dias. Sua utilização auxilia no monitoramento do tratamento em questão de semanas e em casos de hemólises e hemoglobinopatias. VALOR DE REFERÊNCIA Normal = 205 a 285 µmol/L VALORES ALTERADOS Aumento = diabetes descontrolada; Diminuição = baixa albumina e alto catabolismo proteico. Método = colorimétrico com absorbância em fotômetro, utilizando amostra de soro sem jejum. É um exame realizado em jejum de no mínimo 8 horas, com o intuito de diagnosticar possíveis insulinomas e investigar causas de hipoglicemia. Além disso, analisa a produção de insulina endógena e possíveis resistências a mesma. Seus valores são analisados junto com a glicemia em jejum. VALOR DE REFERÊNCIA 6 a 19 anos = 2,2 a 49 µUI/mL; 20 a 59 anos = 2 a 25 µUI/mL; > 60 anos = 6 a 35 µUI/mL. VALORES ALTERADOS Aumento = insulinomas, resistência â insulina; Diminuição = pancreatite crônica, galactosemia, etc. Índice Homa IR = avalia o índice de resistência à insulina. Utilizando o cálculo: Índice Homa Beta = avalia o trabalho do pâncreas para produzir insulina. Utilizando o cálculo: Glicemia x Insulina = Resultado / 22.5 Valor Normal = > 2,15. Insulina x 20 / Glicemia Valor Normal = 167 a 175. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 39.
    Série de exameslaboratoriais com o intuito de analisar a quantidade de substâncias que são liberadas na corrente sanguínea no momento de uma lesão cardíaca. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 40.
    VEIA CAVA SUPERIOR VEIAS PULMONARES ÁTRIO DIREITO VÁLVULATRICÚSPIDE VENTRÍCULO DIREITO VEIA CAVA INFERIOR ARTÉRIA AORTA ARTÉRIA PULMONAR ÁTRIO ESQUERDO VÁLVULA MITRAL VENTRÍCULO ESQUERDO SEPTO INTERVENTRICULAR VÁLVULA SEMILUNAR TRONCO PULMONAR Transporte do oxigênio para o corpo; Transporte de nutrientes para as células; Recolhe os resíduos metabólicos ; Regular a temperatura corporal; Defesa do organismo - sistema imunológico. Artérias = transportam o sangue do coração para os órgãos e tecidos, carregando sangue rico em oxigênio, com exceção das artérias pulmonares. Veias = transportam o sangue pobre em oxigênio dos órgãos e tecidos em direção ao coração, com exceção das veias pulmonares. Pericárdio = membrana que reveste externamente o coração e pode ser dividido em dois folhetos: pericárdio fibroso e pericárdio seroso. Miocárdio = músculo estriado cardíaco que realiza contração e relaxamento do coração, com o intuito de promover o bombeamento sanguíneo (células: miócitos). Endocárdio = membrana que fica na superfície interna do miocárdio, reveste as câmaras cardíacas e cobre o esqueleto fibroso das valvas. Coronárias = são artérias que irrigam o próprio coração para que o mesmo consiga realizar suas funções.. Capilares = os menores e mais numerosos vasos sanguíneos, que facilitam as trocas de substâncias entre o sangue e as células, fazendo conexão entre as artérias e as veias. Para realizar essa atividade, o músculo necessita de energia contínua proveniente do oxigênio, fornecidas pelas artérias coronárias O infarto agudo do miocárdio consiste na necrose de uma porção do músculo cardíaco devido a interrupção do fluxo de sangue para a artéria coronária. A lesão causada no tecido cardíaco libera substâncias na corrente sanguínea capazes de serem dosadas através dos marcadores que identificam a lesão e sua extensão. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 41.
    As troponinas sãoproteínas presentes no músculo cardíaco e esquelético, auxiliando no momento da contração muscular. Podem ser classificadas em: Troponina C (TnC) - ligada ao cálcio Troponina T (TnT) - ligada à tropomiosina Troponina I (TnI) - inibitória Essas proteínas formam um complexo regulando a interação dependente de cálcio da miosina com a actina. Quando ocorre lesão musculas, essas substâncias são lançadas na corrente sanguínea, sendo possível quantificá-las. Para análise, são utilizadas com mais frequência a TnT e o TnI, pois seus genes se apresentam diferentes no músculo cardíaco e esquelético - mais específicas. TnT = a elevação dos níveis ocorre de 4 a 6 horas após a dor precordial, tendo o pico em 12 horas e se mantendo elevada por 7 a 10 dias. (ELISA qualitativo ou quantitativo) TnI = a elevação dos níveis ocorre de 4 a 6 horas após a dor precordial, tendo o pico em 12 horas e se mantendo elevada por 3 a 7 dias. (ELISA com fluorescência ou quimiolumine.) O exame de troponina ultra-sensível tem a capacidade de aumentar significativamente a sensibilidade diagnóstica em fases precoces da lesão cardíaca, detectando níveis muito baixos da proteína no sangue. São utilizadas para diagnosticar infarto do miocárdio, síndrome coronariana e necrose do miocárdio irreversível. VALOR DE REFERÊNCIA Troponina T = até 0,1 ng/mL; Troponina I = até 0,16 ng/mL. VALOR AUMENTADOS Infarto agudo do miocárdio; Fibrina no soro; Reação cruzada; Anticorpos heterofílicos. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 42.
    A mioglobina éuma hemoproteína citosólica de ampla distribuição pelos tecidos musculares, tendo como função realizar o armazenamento de O2. Está presente no músculo cardíaco e esquelético, sendo o marcador de alta sensibilidade para detecção de reinfarto e monitoramento da reperfusão. Elevação ocorre em 1 a 3 horas após a dor precordial; O pico ocorre de 6 a 8 horas; Os níveis se normalizam em até 24 horas; Tem como desvantagem a baixa especificidade de doença muscular ou renal, além do possível falso negativo caso a coleta seja realizada em momentos tardios. Imunoturbidimetria; Nefelometria; Imunoensaios; ELISA com quimioluminescência; Aglutinação em Látex. Homens = 19 a 92 µg/L; Mulheres = 12 a 76 µg/L. VALOR AUMENTADOS Infarto agudo do miocárdio; Lesão muscular. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 43.
    A CK-MB começaa se elevar 4 horas após o início da dor precordial, chegando ao pico em 24 horas e voltando aos níveis normais em 48 horas. A creatinofosfoquinase (CK) é uma proteína que apresenta importante função na regulação da produção e uso do fosfato nos tecidos que realizam contração - catalisa a reação da creatina em creatina fosfato. CK-BB (cérebro); CK-MB (coração); CK-MM (músculo esquelético). Pode ser dividida em isoenzimas, são elas: Mulheres = 26 a 192 U/L; Homens = 39 a 308 U/L. Imunoinibição = analisa a quantidade de enzimas na amostra através do consumo de substratos (atividade). Imunoensaio = utiliza anticorpos monoclonais para medir a massa da enzima presente na amostra (mais confiável). VALOR AUMENTADOS Lesão do miocárdio. Pode ser utilizado para diagnóstico de doenças musculoesqueléticas e em casos de lesões cardíacas junto com o CK-MB. Seus valores normais são: Homens = 39 a 308 U/L; Mulheres = 26 a 192 U/L. Se eleva simultaneamente ou um pouco depois da CK-MB Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 44.
    Série de exameslaboratoriais com o intuito de promover um diagnóstico diferencial amplo para avaliar anormalidades dos níveis séricos de lipídios e lipoproteínas. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 45.
    Álcool Os lipídios sãosubstâncias orgânicas apolares, classificados em sua maioria como ésteres de ácido graxo + álcool. Por serem apolares, devem se ligar a lipoproteínas para se transportarem pela corrente sanguínea. - OH Ácido Graxo C O OH = - CH2 OH CH OH CH2 OH - - - - - Glicerol O OH C CH2 CH2 (...) - - - - = Ácido Graxo EXEMPLO: Síntese por desidratação CH2 O CH OH CH2 OH - - - - - - C = O - CH2 - CH2 - CH2 - (...) Monoglicerídeo + Reserva energética através dos adipócitos; Isolante térmico e elétrico; Estrutura da membrana através do fosfolipídio; Fazem parte dos hormônios sexuais; Impermeabilizante; Carregadores de vitaminas lipossolúveis. Os lipídios são digeridos pelo intestino delgado, onde os sais biliares emulsificam as gorduras em micelas com o intuito de facilitar a ação das lipases. A lipase hidrolisa as ligações éster dos lipídios, liberando ácidos graxos e glicerol, por exemplo, que serão convertidos em triacilgliceróis. Triacilgliceróis e carboidrato se juntam a proteínas transportadoras formando os quilomícrons, que irão circular pelo sangue até chegar aos órgãos onde serão metabolizados (fígado e coração). O ácido graxo e o glicerol são metabolizados no fígado. O glicerol entra na via glicolítica e o ácido graxo é convertido em acetil-CoA. O acetil-CoA entra no ciclo do ácido cítrico podendo gerar energia para o fígado ou sendo exportada para outros tecidos em forma de corpos cetônicos. Quando os corpos cetônicos atingem outros tecidos, voltam a ser acetil-CoA com o intuito de serem metabolizados para gerar energia. Em casos de excesso de energia pela alimentação, essa substância pode ser armazenada em forma de gordura nos adipócitos. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 46.
    Lipoproteínas são aassociação entre proteínas e lipídios, que tem como intuito atuar no transporte e na regulação do metabolismo dos lipídios. São compostos por: Triglicerídeos (TG); Éster de colesterol; Colesterol; Fosfolipídio; Apolipoproteínas. São lipoproteínas de menor densidade que transportam o triacilglicerol vindo da dieta do intestino para os tecidos musculares, adiposos e fígado. Logo após se transformam em quilomícrons remanescentes, indo para os hepatócitos. São lipoproteínas de densidade muito baixa, produzidas por meio de gordura endógena (carboidratos) no fígado, que tem como função transportar o triacilglicerol e colesterol do fígado para o tecido adiposo e muscular através da lipólise. Logo após, torna-se IDL. São lipoproteínas de densidade baixa, formadas a partir do VLDL (forma indireta) ou IDL (forma direta), que tem como função transportar o colesterol do fígado para os tecidos extra- hepáticos. Retorna para o fígado após o transporte. Seu excesso pode elevar o risco de problemas cardiovasculares pela deposição na parede dos vasos. Lipoproteína de alta densidade que é produzida no intestino delgado e no fígado, levando o colesterol dos tecidos periféricos para o fígado (caminho reverso do LDL). Essa substância reduz o risco de doenças cardiovasculares por retirar os lipídios dos vasos sanguíneo. O colesterol é um lipídio esteroide apolar que tem como função: Pode ser obtido por meio endógeno (produzido pelo corpo) ou exógeno (através da alimentação). São transportados pelas lipoproteínas HDL, LDL E VLDL. Formação da membrana celular; Sintetiza hormônios; Produz ácidos biliares; Atua no metabolismo de vitaminas. Rico em TG Rico em TG Rico em Colesterol Rico em Proteína Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 47.
    O colesterol total(CT) é a soma do colesterol livre com o esterificado, ou seja, do HDL, LDL e VLDL. Pode ser dosado diretamente através de um teste enzimático, produzindo um cromógeno. VALORES NORMAIS ATÉ 19 ANOS Desejável = <170 mg/dL No limite = 170 a 199 mg/dL Elevado = > 200 mg/dL VALORES NORMAIS ACIMA DE 19 ANOS Desejável = <200 mg/dL No limite = 200 a 240 mg/dL Elevado = > 240 mg/dL Elevação = pode está relacionada a hipercolesterolemia, hipotireoidismo, nefrose, doença pancreática, medicamentos, etc. Diminuição = associado a lesão hepática, hipertireoidismo, anemias crônicas, abetalipoproteinemia, etc. Análise de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) por meio da detecção do colesterol nessa substância. Podem ser diretamente dosadas, porém utiliza-se geralmente a equação de Friedwald: LDL = CT - (HDL + VLDL) Elevação = hipercolesterolemia, diabetes mellitus, síndrome nefrótica, dieta hiperlipídica, hipotireoidismo, sedentarismo, etc. Diminuição = abetalipoproteinemia e utilização de estrogênios. VALORES NORMAIS Ótimo = <100 mg/dL; Desejável = 100 a 129 mg/dL; No limite = 130 a 159 mg/dL; Elevado = 160 a 189 mg/dL; Muito elevado = ≥ 190 mg/dL. Pode ser utilizado para identificar o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas e aterosclerose. Dosagem da lipoproteína de alta densidade (HDL) pelo método de reação enzimática ou precipitação seguido de colesterol por espectrofotometria. Aumento = exercício físicos periódicos, uso de insulina e estatinas, hipobetalipoproteinemia, etc Diminuição = obesidade, sedentarismo, doença hepática, uremia, etc. Valor de referência = ≥ 40 mg/dL. São importantes reservas energéticas para o organismo, estando em maior quantidade no VLDL. Sua grande quantidade pode deixar a amostra turva. Seu cálculo é feito por: VLDL = TRIGLICERÍDEOS 5 Desejável = < 150 mg/dL Limite = 150 a 200 mg/dL Alto = 200 a 499 mg/dL Muito alto = > 500 mg/dL VALOR DE REFERÊNCIA Desejável = < 100 mg/dL Limite = 100 a 129 mg/dL Alto = > 130 mg/dL ADULTO CRIANÇA / ADOLESCENTE Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 48.
    Série de exameslaboratoriais com o intuito de analisar possíveis patologias pancreáticas. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 49.
    Duodeno Canal pancreático acessório Canal Biliar Canal pancreático principal Células acinares Ilhaspancreáticas Células delta Células alfa Células beta Pâncreas Canal Pancreático Ambas as substâncias irão percorrer o canal pancreático, e a união dá origem ao suco pancreático. Aumentam o pH (básico). O pâncreas é um órgão anfícrino, ou seja, que produz secreções endócrinas (hormônios) e exócrinas (suco pancreático). Se localiza abaixo do fígado e atrás do estômago, dividido em cabeça, corpo e cauda. Produz e secreta bicarbonato de sódio para neutralizar a acidez do quimo; As células acinares produzem enzimas digestivas com o intuito de auxiliar na digestão do alimento. Tripsina e quimiotripsina = atuam na digestão das proteínas. ENZIMAS PRODUZIDAS Lipase pancreática = atua na digestão das gorduras (triglicerídeos). Amilase pancreática = atua na digestão do amido (carboidrato). Nucleases = atuam na digestão dos ácidos nucleicos (DNA e RNA). Só são acionados quando estão no intestino. Sua porção endócrina é formado por conjuntos de células denominadas Ilhotas Pancreáticas (Langerhans). CÉLULAS ALFA Secretam o glucagon em resposta a diminuição da glicemia. Esse hormônio estimula o fígado a realizar glicogenólise e lipólise, com o intuito de manter a homeostasia do corpo. CÉLULAS BETA Responsáveis por secretar a insulina em casos de aumento de glicemia. Esse hormônio promove a entrada da glicose nas células, além de permitir o armazenamento da glicose em glicogênio e gordura. CÉLULAS DELTA São responsáveis por liberar somatostatina, que tem como função inibir a porção endócrina do pâncreas. Células Epsilon produzem a grelina, que estimula o apetite. Já as células Polipeptídeos Pancreáticas inibem a função exócrina. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 50.
    Se normaliza noterceiro ao quarto dia. A amilase é uma enzima produzida pelo pâncreas e glândulas salivares, tendo como função catalisar o desdobramento do amido e do glicogênio vindos da dieta. Catalisa a hidrólise das ligações α-1,4 da amilose, amilopectina e glicogênio, liberando maltose e isomaltose. A pancreatite aguda é um distúrbio inflamatório agudo do pâncreas associado a edema, intumescências, necrose, etc. Os níveis de amilase aumentam 2 a 12 horas após o início das dores abdominais, sendo 4 a 6 vezes maiores que o valor de referência. 20% dos pacientes podem apresentar índices normais de amilase mesmo com a patologia. No soro = 60 a 160 U/dL; Na urina = 1500 a 1800 U/d; Líquido duodenal = 50.000 a 80.000 U/dL; VALOR DE REFERÊNCIA Pancreatite aguda ou crônica; Obstrução do canal pancreático; Caxumba; Insuficiência renal; Obstrução do duodeno; Gravidez ectópica; Perfusão do intestino, etc VALOR AUMENTADO Lesões permanentes nas células pancreáticas causadas geralmente por pancreatite crônica VALOR DIMINUIDO Realizar diagnóstico de pancreatite e outras doenças do órgão; Investigar eventos inflamatórios abdominais. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 51.
    VALOR DIMINUIDO A lipaseé uma enzima específica que tem como função catalisar a hidrólise dos ésteres de glicerol de ácidos graxos - triglicerídeos - na presença de sais biliares e colipase. São formadas pelas células do pâncreas, mas também podem ser encontradas na mucosa intestinal, leucócitos, adipócitos, língua, etc. Na pancreatite aguda, a lipase aumenta de 4 a 8 horas após o início do quadro, atinge seu pico em até 24 horas e volta a normalidade em 8 a 14 dias. Sua concentração é muito maior no pâncreas do que nos outros tecidos. Sua concentração aumenta junto com a amilase, porém, 20% dos pacientes podem apresentar os índices de lipase normais mesmo com pancreatite aguda. Esse valor pode variar de acordo com o método utilizado em cada laboratório. Normal = até 160 UI/L VALOR DE REFERÊNCIA Pancreatite aguda ou crônica; Colecistite aguda; Obstrução do ducto pancreático; Insuficiência renal. VALOR AUMENTADO Distúrbios no pâncreas; Enfermidade renal; Perionite; Cisto pancreático; Intestino estrangulado. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
  • 52.
    Série de exameslaboratoriais com o intuito de analisar a quantidade de ferro, seu armazenamento e transporte. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    , Fe Fe A atividadeda ferroportina é controlada pela hepcidina - sintetizada no fígado. ENTRA O2 Fe2+ Fe2+ SAI O2 HEMOGLOBINA FUNCIONAL HEMOGLOBINA IRREGULAR Fe3+ ENTRA DE O2 IMPOSSIBILITADA METAHEMMOGLOBINA COLORAÇÃO MARROM SANGUE O ferro é um mineral vital para o organismo, tendo como função no corpo: Auxiliar no transporte de oxigênio; Atuar na proliferação e reparo celular; Atuar na formação dos citocromos; Favorecer a formação de ATP; Auxiliar na função da catalase; Auxiliar na síntese do colágeno, etc. Após a ingestão do Fe2+ e Fe3+ pelos alimentos, o mineral vai para o estômago e o duodeno, onde há a presença do citocromo b duodenal - redutase férrica. O ferro pode ser obtido através da dieta ou da própria reabsorção do mesmo que o organismo faz, através da degradação das hemácias. Esse mineral pode ser obtido de duas formas: Fe Fe 3+ 2+ Ferro não heme (inorgânico) Ferro heme (orgânico) Abundante nas proteínas animais. Abundante nas proteínas vegetais. Sua função é transformar o ferro inorgânico em orgânico para ser melhor absorvido no intestino. No intestino há a presença dos enterócitos, que possuem em sua superfície o DMT-1, estrutura na qual irá permitir a entrada do Fe2+ na célula. O ferro pode se armazenar no enterócito na forma de ferritina ou pode ser transportado para o plasma pela ferroportina (FPT). No sangue, o ferro deve ser transportado por meio da trasferrina, porém este não possui tanta afinidade com o Fe2+. Dessa forma, a hefaestina oxida o ferro, transformando-o em Fe3+. Dentro do eritrócito, é possível a formação de Deoxihemoglobina ou Oxihemoglobina a partir da presença de Fe2+, permitindo o transporte de oxigênio - funcional. Caso haja a presença de Fe3+ na hemácia, há a formação da metahemoglobina, sendo impossibilitada de transportar oxigênio (vitamina c consegue converter Fe 3+ em 2+). A molécula 2,3 Disfosfoglicerato quebra a ligação do ferro com o oxigênio para que este seja liberado para as células. DMT-1 Ferro férrico Ferro ferroso Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    , Fe Fe Seus níveispodem apresentar variações circadianas, sendo mais alto pela manhã e menor próximo às 21:00.Geralmente é utilizado o método colorimétrico por cromógeno ou cromazurol B. O exame de ferro sérico tem como intuito analisar os níveis dessa substância ligada a transferrina (Fe3+). Pode ser utilizado no diagnóstico diferencial e monitoramento do tratamento de anemias (ferropriva, aplásica, etc) e diagnóstico de hemocromatose, hemossiderose e toxicidade aguda por ferro. É coletado o soro do paciente em tubo seco (vermelho) ou em gel separador (amarelo). É recomendado jejum de no mínimo 8 horas. Para a dosagem, o ferro deve ser dissociado da transferrina através da adição de um ácido que vai precipitar essa proteína. Sua determinação deve ser analisada junto com outros exames, como a saturação da transferrina e ferritina sérica. Homens = 75 a 175 µg/dL; Mulheres = 65 a 165 µg/dL; Hemocromatose; Alimentação rica em ferro; Anemia hemolítica; Doença hepática crônica; Transfusão sanguínea, etc. VALOR AUMENTADO Fluxo menstrual intenso; Parasitoses; Neoplasias; Hemorragia aguda; Gestação; Deficiência alimentar; Gestação. VALOR DIMINUÍDO Fe 3+ Transferrina Fe 3+ Fe 3+ Fe 3+ Fe 3+ Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    , Fe Fe A ferritinaé uma proteína globular, composta por aminoácidos hidrofóbicos e hidrofílicos e 24 subunidades, divididas em: Cadeias leves = reserva de ferro; Cadeias pesadas = enzima ferroxidase (Fe+2 em Fe +3). Cada complexo de ferritina pode armazenar cerca de 4.500 íons de Fe+3. Apoferritina = cadeias leves e pesadas sem ferro. O ferro ferroso não pode circular livremente no organismo, por formar radicais livres e espécies reativas de oxigênio. Dessa forma, a ferritina realiza oxidação do Fe2+ em Fe3+, armazenando em seu interior para liberar quando for necessário. Em casos de processos infecciosos ou inflamatórios agudos, a ferritina aumenta seus níveis séricos para sequestrar o ferro ferroso e impedir que as substâncias estranhas use para seu metabolismo. Em condições basais, os níveis de ferritina sérica é proporcional ao estoque de ferro corporal, variando com o sexo e idade do paciente. Podem ser utilizados em casos de deficiência de ferro, monitorar o tratamento com a substância, diferenciar anemias e detectar sobrecarga. Utilizando a metodologia de quimioluminescência, os valores são: Homens = 22 a 280 ng/mL; Mulheres = 10 a 254 ng/mL. Hemocromatose; Hemossiderose; Alcoolismo; Processo inflamatório; Sobrecarga transfusional; Doenças hepáticas. VALOR AUMENTADO Deficiência de ferro; Anemias; Hipotireoidismo; Deficiência de vitamina c; Doença celíaca. VALOR DIMINUÍDO Fe 3+ Fe 3+ Fe 3+ Fe 3+ Fe 3+ Fe 3+ Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    , Fe Fe Sua obtençãoé feita pela soma da transferrina não saturada com o ferro sérico. A transferrina é uma beta globulina produzida pelo fígado, que tem como intuito transportar o ferro que saiu dos enterócitos para as células do corpo, na forma de Fe3+. Possui meia vida de 8 a 10 dias e normalmente deve ser realizado em jejum. É utilizado para avaliar deficiência de ferro, triagem na sobrecarga do ferro e final da gestação. Fe 3+ Transferrina Homens = 215 a 365 mg/dL; Mulheres - 250 a 380 mg/dL. VALOR NORMAL Deficiência crônica do ferro; Uso de contraceptivos orais. Necrose hepática; Hemorragia aguda, etc. VALOR AUMENTADO Infecções; Neoplasias; Uremias; Nefrose; Anemia da doença crônica. VALOR DIMINUÍDO A capacidade total de ligação do ferro é uma medida indireta da transferrina circulante, sendo necessário jejum de pelo menos 8 horas para realização do exame. Pode ser medido no tubo seco (vermelho) ou com gel separados (amarelo), sendo utilizado para avaliar deficiência e sobrecarga de ferro e no final da gestação. Normal = 250 a 425 µg/dL. VALOR NORMAL Doenças inflamatórias crônicas; Neoplasias; Uremia; Nefrose. VALOR DIMINUÍDOS Deficiência crônica de ferro; Utilização de contraceptivos orais; Necrose hepática; Hemorragia aguda; Gravidez. VALOR DIMINUÍDOS Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    Série de exameslaboratoriais com o intuito de analisar desequilíbrio dos eletrólitos no organismo. Na Mg K Ca Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    CÁTIONS ÂNIONS Sódio (Na+) Potássio (K+) Cálcio(Ca ) Magnésio (Mg ) +2 +2 Cloreto (Cl-) Bicarbonato (HCO3-) Fosfato (HPO4-) Sulfato (SO4 ) -2 Mantém a pressão osmótica do plasma; Regula a distribuição de água no organismo; Regula o pH fisiológica; Manutenção da função cardíaca e muscular; Participa das reações de óxido-redução; Participam como cofatores enzimáticos. Apesar dos conjuntos de cátion e ânion terem a mesma concentração, possuem quantidades individuais diferentes. Principal cátion extracelular = sódio; Principal cátion intracelular = potássio; Principal ânion extracelular = cloreto; Principal ânion intracelular = fosfatos. A lei da eletroneutralidade indica que a soma das cargas positivas dos cátions deve ser igual a soma das cargas negativas dos ânions. Átomo positivo, com mais prótons do que elétrons. Átomo negativo, com mais elétrons do que prótons. O bicarbonato promove equilíbrio ácido-base e o equilíbrio eletrolítico, por fazer parte de ambos os processos. Carregador de nutrientes e metabólitos; Formação da estrutura de macromoléculas; Participação ativa em reações químicas; Solventes para minerais, vitaminas, etc; Lubrificante; Absorção de choques mecânicos; Regulação da temperatura corporal. No estado de equilíbrio, a ingestão de água é proporcional a sua perda, sendo distribuída de forma irregular por todo o organismo. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    O sódio éo principal íon extracelular e determinante da osmolaridade do plasma, representando 90% dos cátion inorgânicos. O rim é o principal órgão para regular o sódio extracelular e a água corporal. Sua dosagem é feita para analisar o equilíbrio hidroeletrolítico e desidratação. HIPONATREMIA Ocorre quando há uma diminuição da concentração de Na+ no plasma (<136mmol/L), sendo causada por possível retenção de água, onde há diluição do mesmo no sangue. HIPERNATREMIA Processo em que há aumento da quantidade de Na+ no plasma (>150 mmol/L), causada normalmente pela desidratação, no qual os componentes sanguíneos se tornam mais concentrados. VALOR DE REFERÊNCIA Normal = entre 136 a 145 mEq/L. VALOR AUMENTADO Desidratação; Diabetes insípido; Comas hiperosmolares; VALOR DIMINUIDO Nefropatia; Insuficiência cardíaca; Síndrome nefrótica; Maior secreção de ADH (diurético). É o cátion mais prevalente no meio intracelular, auxiliando nos processos metabólicos do organismo, na preservação do DNA e RNA e atuando como cofator enzimático e na coagulação do sangue. Está presente nos ossos, músculos, plasma e fluido intersticial. Pode ser utilizado para diagnóstico de hipo e hipermagnesemia, insuficiência renal, distúrbios gastrintestinais, etc. VALOR DE REFERÊNCIA Normal = 1,9 a 2,5 mg/dL. VALOR AUMENTADO Insuficiência renal; Desidratação grave. VALOR DIMINUIDO Pancreatite aguda; Hepatite crônica; Alcoolismo. Diabetes Mellitus, etc. HIPOMAGNESEMINA Diminuição da concentração de magnésio. HIPERMAGNESEMINA Aumento da concentração de magnésio. Método = espectrometria de emissão anatômica Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    O potássio éo principal cátion intracelular, devido a sua participação na bomba sódio- potássio, que auxilia na sua prevalência nessa região. Através desse processo, é possível realizar a manutenção do potencial elétrico da membrana celular, auxiliando na transmissão dos impulsos nervoso, por exemplo. HIPOPOTASSEMIA É a diminuição das concentrações plasmáticas de potássio (< 3,5 mEq/L), podendo ocorrer devido a possível alcalose ou alterações do bicarbonato. Aumento da quantidade de potássio no plasma (>5mEq/L), podendo ocorrer em casos de hiponatremia, hipocalemia e acidose metabólica - pH baixo provoca a saída do potássio do meio intracelular. HIPERPOTASSEMIA VALOR DE REFERÊNCIA Normal = entre 3,5 a 5,0 mEq/L. VALOR AUMENTADO Síndrome de Cushing; Doença no túbulo renal; Aldosteronismo. VALOR DIMINUIDO Doença de Addison; Doença renal; Sintomático ou assintomático. O cálcio é um cátion presente principalmente no tecido ósseo, atuando na mineralização dos ossos e dentes, contração muscular, ritmo cardíaco, coagulação sanguínea, etc. No plasma, se encontra na forma ionizada, ligada a ânions ou albumina, estando presente em apenas 1% do sangue. HIPOCALCEMIA Ocorre quando os níveis de cálcio no sangue se encontram baixos, podendo ser ocasionando por perda do cátion na urina ou quantidade insuficiente dos ossos para o sangue. Aumento da quantidade de cálcio no plasma, sendo a desordem metabólica mais associada ao câncer HIPERCALCEMIA VALOR DE REFERÊNCIA Normal = entre 8,8 a 10,4 mg/dL. VALOR AUMENTADO Hipercalcemia maligna; Hiperparatireoidismo. VALOR DIMINUIDO Baixa vitamina D; Doença renal; Hipoparatireoidismo, etc. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    Normal = entre98 a 106 mEq/L. Desidratação hipertônica; Acidose tubular renal; Hiperparatiroidismo primário, etc. O cloreto é o ânion mais abundante do líquido extracelular, atuando no equilíbrio osmótico do sangue com o sódio e na produção de ácido clorídrico. Em situações normais, seus índices irão seguir as do sódio. Sua alteração sem a mudança dos outros eletrólitos está associada ao distúrbio ácido-base. HIPOCLOREMIA Ocorre quando a concentração plasmática de cloreto é diminuída, como nos casos de retenção de água e alcalose metabólica. Processo em que a quantidade de cloreto aumenta no plasma, causada pela desidratação ou problemas renais. HIPERCLOREMIA VALOR DE REFERÊNCIA VALOR AUMENTADO VALOR DIMINUIDO Insuficiência adrenal cardíaca; Doença de Addison; Queimaduras e vômitos; Cetoacidose diabética, etc. O fósforo é um mineral que está associado a formação da estrutura óssea, ao sistema-tampão fosfato, componente da membrana celular, ao metabolismo de substâncias e é um componente dos ácidos nucleicos. Pode ser utilizado para monitorar os distúrbios renais e endócrinos, diagnosticar doenças hemolíticas, fraqueza muscular e insuficiência respiratória. HIPOFOSFATEMIA Processo caracterizado pela baixa concentração plasmática de fosfato (<2,5 mg/dL). Ocorre quando há uma quantidade elevada de fosfato no plasma (>4,5 mg/dL). HIPERFOSFATEMIA VALOR DE REFERÊNCIA Normal = entre 2,5 a 4,5 mg/dL. VALOR AUMENTADO Insuficiência renal; Hipoparatireoidismo; Doenças hemolíticas, etc. VALOR DIMINUIDO Hiperparatireoidismo; Diabetes; Hipofosfatemia oncogênica. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    Série de examesque tem como intuito avaliar os gases presentes no sangue e sua distribuição. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    Alterações nesses mecanismosde equilíbrio podem ocasionar quadros de alcalose ou acidose. A gasometria é um exame que tem como objetivo avaliar a capacidade de retenção e distribuição do oxigênio pela hemácia, além de avaliar o equilíbrio ácido-básico. Rins = através do seu mecanismo de excreção e reabsorção do bicarbonato consegue controlar o pH sanguíneo - metabólica. Pulmões = através da profundidade da respiração consegue aumentar ou diminuir a quantidade de CO2 no sangue, alterando o seu pH - respiratório. Sistema tampão = regula a produção de bicarbonato (base) e o ácido carbônico (ácido) para controlar esses índices no organismos de forma compensatória. pH = é o potencial hidrogeniônico, representado por escala numérica, que determina a acidez de uma solução através da concentração de hidrônio. pH = potencial de hidrogênio; pO2 = pressão parcial de hidrogênio; pCO2 = pressão parcial de dióxido de carbono; HCO3 = íons de bicarbonato; BE = excesso de base; sO2 = saturação de oxigênio. A coleta deve ser realizada com o paciente em repouso, geralmente na artéria radial, utilizando um tubo de heparina seca ou líquida, tendo o cuidado para retirar as bolhas de ar na seringa. Acidose = aumento da acidez sanguínea ou diminuição da base, abaixando pH. Alcalose = diminuição da acidez sanguínea ou acúmulo da base, ocasionando um aumento do pH. Bicarbonato = componente básico do sangue. CO2 = componente ácido do sangue. A amostra deve ser armazenada em refrigeração de 0-4°C e sua análise não deve ultrapassar 30 minutos após a coleta. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    O potencial hidrogêniônico(pH) é um parâmetro que tem como intuito indicar a quantidade de íons H+ no sangue, dando o resultado em uma escala numérica; ÁCIDO < 7.35 ALCALINO > 7.45 NORMAL = 7.35 - 7.45 Sua regulação é feita através da ação dos rins (reabsorve bicarbonato) e do pulmão (envolvido com CO2), que atuam de forma equilibrada e compensatória em estado normal. ACIDOSE RESPIRATÓRIA Ocorre quando há excesso de CO2 por uma incapacidade dos pulmões de eliminá-lo. Geralmente está atrelado a doença pulmonar obstrutiva crônica, distúrbios neuromusculares, etc. Compensação = aumento do bicarbonato plasmático pela retenção nos rins. Os índices laboratoriais irão apresentar elevação do pCO2 e diminuição do pH. ACIDOSE METABÓLICA Ocorre quando há perda de bicarbonato a nível renal, havendo retenção de H+ no organismo. Aparece em casos de insuficiência renal, cetoacidose diabética, aumento de ácido lático, etc. Compensação = hiperventilação ou aumento da produção de amônia nos rins. Os índices laboratoriais irão apresentar redução do bicarbonato , do pCO2 (compensação) e do pH. ALCALOSE RESPIRATÓRIA Ocorre quando há eliminação excessiva de CO2 pelos pulmões, prevalecendo os níveis de bicarbonato. Pode acontecer em casos de pneumonia, asma, ICC, hipotensão, anemia severa, etc. Compensação = diminuição da quantidade de bicarbonato plasmático pelos rins. Os índices laboratoriais irão apresentar redução do pCO2, elevação do pH. ALCALOSE METABÓLICA Ocorre quando há aumento das concentrações de bicarbonato. Pode acontecer em casos de perda de secreção gástrica, ingestão de altas doses de antiácido, fibrose cística, etc. Compensação = hiperventilação nos pulmões. Os índices laboratoriais irão apresentar elevação do pH, bicarbonato e pCO2 (compensação). pCO2 HCO3 Alcalose Acidose Alcalose Acidose pCO2 pCO2 HCO3 HCO3 Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    A pressão parcialde oxigênio (pO2) é um parâmetro que tem como objetivo avaliar a eficácia de oxigenação do sangue pelos pulmões, a partir da pressão exercida pelo oxigênio. Seu aumento pode estar relacionado a altas doses de O2, já a diminuição está atrelada a hipoventilação, anemia, etc. VALOR DE REFERÊNCIA = 80 a 100 mmHg A pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2) tem como intuito avaliar a eficácia da ventilação alveolar pelo controle da quantidade de CO2 no sangue. O CO2 é derivado do metabolismo celular, sendo dissolvido no sangue de acordo com a velocidade e profundidade da respiração. Quando reage com a água, produz ácido carbônico. VALOR DE REFERÊNCIA = 35 a 45 mmHg O bicarbonato real (HCO3) tem como intuito avaliar a concentração de bicarbonato no plasma da amostra. Grandes quantidades de H+ no plasma fazem com que o HCO3 se ligue ao mesmo, formando ácido carbônico, que dará origem ao CO2 + H2O. É calculada a partir das medidas do pH e pCO2. VALOR DE REFERÊNCIA = 22 a 26 mmHg O excesso de base (BE) tem como objetivo avaliar a quantidade de bases tampão presentes no sangue, definindo se a alteração é de origem metabólica ou respiratória. VALOR DE REFERÊNCIA = -2 a +2 mEq/L A saturação de oxigênio (SO2) tem como intuito indicar a porcentagem da hemoglobina oxigenada em relação a sua capacidade total de transportar oxigênio. VALOR DE REFERÊNCIA = 95 a 99% Seus baixos índices podem indicar enfisema pulmonar, DPOC, entre outros. pH pCO2 pO2 HCO3 BE 7.35 7.45 35 45 80 100 22 26 -2 +2 ACIDOSE ALCALOSE HIPOCAPNIA HIPERCAPNIA HIPOXEMIA HIPEROXEMIA ACIDOSE METABÓLICA ALCALOSE METABÓLICA PERDA DE GASES GANHO DE GASES Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    Identificar se osangue é arterial ou venoso a partir da coloração da amostra e da análise do pO2 e sO2, que se apresentam altas no arterial e baixas no venoso. Interpretar o processo metabólica a partir da análise do HCO3 (bicarbonato). HCO3 aumentado = alcalose metabólica; HCO3 diminuído = acidose metabólica. Interpretar o processo respiratório a partir da análise de pCO2 (dióxido de carbono). pCO2 aumentado = acidose respiratória; pCO2 diminuído = alcalose respiratória. Interpretação dos valores de pH em relação ao HCO3 e pCO2 para descobrir se há mecanismos compensatórios. BE < -5 mEq/ L = acidose leve; BE < -10 mEq/L = acidose grave. BE > +5 mEq/ L = alcalose leve; BE > +10 mEq/L = excesso de bicarbonato. pO2 > 65 e sO2 > 90% = oxigenação satisfatória sO2 <80% = hipóxia. pH < 7,35 > 7,45 ACIDOSE ALCALOSE pCO2 > 45 HCO3 < 22 pCO2 < 35 HCO3 > 26 RESPIRATÓRIA METABÓLICA RESPIRATÓRIA METABÓLICA Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com
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    MÁXIMO, A. S.;DOMINGUETE, C. P; SILVA, R. S. Atlas de Urinálise - USFJ. Divinópolis, 2020. Disponível em: https://ufsj.edu.br/portal2- repositorio/File/laact/Atlas-%20urinalise%204(1).pdf WILLIAMSON, A. M; SNYDER, L. M. Interpretação de Exames Laboratoriais - 10 ed. Guanabara Koogan LTDA. Rio de Janeiro, 2018. Licenciado para - Marcia - 45148147687 - Protegido por Eduzz.com