INSTRUMENTALIDADE
        &
INSTRUMENTAIS TÉCNICOS
PONTO DE PARTIDA

AFIRMATIVA POR PARTE DA CATEGORIA
        PROFISSIONAL DE QUE:




NA PRÁTICA A TEORIA É OUTRA?
DILEMA
• Como operacionalizar e, até mesmo,
  criar atividades que estejam de
  encontro com as demandas postas e
  que, ao mesmo tempo, sejam
  compatíveis com nosso referencial
  teórico-metodológico e com nosso
  compromisso ético-político.
• Expressa a dificuldade de apreensão da
  relação      teoria     e     prática  e,
  conseqüentemente, da relação entre as
  dimensões teórico-metodológicas, ético-
  políticas    e     técnico-operativas da
  intervenção profissional (dimensões da
  instrumentalidade), que rebate numa
  expectativa equivocada ao que se refere
  às potencialidades dos instrumentos e
  técnicas: ora supervalorizando-os, ora
  ignorando-os.
O PROBLEMA RELATIVO AOS
INSTRUMENTOS E TÉCNICAS NA
FORMAÇÃO PROFISSIONAL DOS
     ASSISTENTES SOCIAIS
   FUNDAMENTA-SE EM UMA
 COMPREENSÃO INADEQUADA
 SOBRE TEORIA E PRÁTICA NO
  MATERIALISMO HISTÓRICO-
          DIALÉTICO.
TEORIA
• 1- algo que se transforma em prática de
  forma imediata, portanto, „teoria de
  ruptura‟ igual à „prática de ruptura‟;

• 2- algo que, por si só, oferece os
  procedimentos para a intervenção, ou seja,
  que da teoria se retira, também de forma
  imediata, instrumentos próprios a ela;

• 3- análoga à formação profissional.
PRÁTICA
• 1- sinônimo de instrumentos e
  técnicas, ou seja, resume-se na
  utilização de instrumentos e
  técnicas;
• 2- análoga ao mercado            de
  trabalho exclusivamente;
• 3- reduzida à prática profissional.
CONCEPÇÃO DE TEORIA E PRÁTICA
   DEFENDIDA NO MATERIALISMO
      HISTÓRICO-DIALÉTICO.

• teoria e prática mantêm uma relação
  de unidade na diversidade, formam
  uma relação intrínseca, sendo o
  âmbito      da    primeira    o   da
  “possibilidade” e o da segunda o da
  “efetividade”.     Transmutar     da
  possibilidade à efetividade requer
  mediações objetivas e subjetivas que
  se relacionam entre si.
• Ao atuarem no cotidiano e nas
  demandas das classes que
  demandam        sua     intervenção
  convertendo       em     condições,
  meios    e    instrumentais    para
  alcance de objetivos profissionais,
  os     A.S,       estão       dando
  instrumentalidade às suas ações.
INSTRUMENTALIDADE
• Confronto     entre   condições   objetivas   e
  subjetivas;
• Propriedade histórica da profissão;
• Condição concreta        de   reconhecimento
  social da profissão;
• Capacidade de respostas profissionais às suas
  demandas;
• Possibilidade de que os profissionais objetivem
  a sua INTENCIONALIDADE EM RESPOSTAS
  PROFISSIONAIS.
INICIANDO O DEBATE....
 •INSTRUMENTALIDADE




CAPACIDADE, QUALIDADE OU
  PROPRIEDADE DE ALGO
“Instrumentalidade no exercício
   profissional refere-se, não ao
    conjunto de instrumentos e
       técnicas, mas a uma
  determinada capacidade ou
   propriedade constitutiva da
profissão, construída no processo
  sócio-histórico”. (Guerra,2000)
INSTRUMENTALIDADE EXIGE:

• Articular fenômenos da totalidade
  histórica,     particularidade  e
  singularidade;
• Perceber as contradições como
  unidade indissolúvel presente no
  cotidiano profissional
• Optar pela coerência na articulação
  entre teoria e prática;
•Atuação     a    partir   de
 mediações     em    campos
 diferenciados – do particular
 ao genérico, do singular ao
 coletivo, do imediato ao
 mediato.
A INTERVENÇÃO PROFISSIONAL EXIGE DO
  ASSISTENTE SOCIAL A DEFINIÇÃO DE:

• Para que fazer: garantir direitos sociais (para
  afirmar o projeto ético-político da profissão
  através do eixo sociológico posto no código);
• O que fazer: ação responsável             com
  compromisso social e qualidade.
• Como fazer: os meios e mediações que
  possibilitam   a   passagem    da      mera
  intencionalidade para as ações profissionais
  competentes e compromissadas com valores
  emancipatórios.
• Na prática a teoria só pode ser a
  mesma, uma vez que ela é o lugar onde
  o pensamento se põe. A teoria quer,
  justamente, conhecer a realidade,
  extrair as legalidades, as racionalidades,
  as conexões internas postas nos
  produtos da ação prática dos homens,
  assim não há como na prática a teoria
  ser outra” (Santos, 2011, p.27)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

• SANTOS, Claúdia Mônica. Na prática a teoria é
  outra?Mitos e dilemas na relação entre teoria,
  prática, instrumentos e técnicas no Serviço Social.
  Editora Lumem Juris; Rio de Janeiro, 2011.

Instrumentalidade_e+_nstrumentos_técnicos

  • 1.
    INSTRUMENTALIDADE & INSTRUMENTAIS TÉCNICOS
  • 2.
    PONTO DE PARTIDA AFIRMATIVAPOR PARTE DA CATEGORIA PROFISSIONAL DE QUE: NA PRÁTICA A TEORIA É OUTRA?
  • 3.
    DILEMA • Como operacionalizare, até mesmo, criar atividades que estejam de encontro com as demandas postas e que, ao mesmo tempo, sejam compatíveis com nosso referencial teórico-metodológico e com nosso compromisso ético-político.
  • 4.
    • Expressa adificuldade de apreensão da relação teoria e prática e, conseqüentemente, da relação entre as dimensões teórico-metodológicas, ético- políticas e técnico-operativas da intervenção profissional (dimensões da instrumentalidade), que rebate numa expectativa equivocada ao que se refere às potencialidades dos instrumentos e técnicas: ora supervalorizando-os, ora ignorando-os.
  • 5.
    O PROBLEMA RELATIVOAOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DOS ASSISTENTES SOCIAIS FUNDAMENTA-SE EM UMA COMPREENSÃO INADEQUADA SOBRE TEORIA E PRÁTICA NO MATERIALISMO HISTÓRICO- DIALÉTICO.
  • 6.
    TEORIA • 1- algoque se transforma em prática de forma imediata, portanto, „teoria de ruptura‟ igual à „prática de ruptura‟; • 2- algo que, por si só, oferece os procedimentos para a intervenção, ou seja, que da teoria se retira, também de forma imediata, instrumentos próprios a ela; • 3- análoga à formação profissional.
  • 7.
    PRÁTICA • 1- sinônimode instrumentos e técnicas, ou seja, resume-se na utilização de instrumentos e técnicas; • 2- análoga ao mercado de trabalho exclusivamente; • 3- reduzida à prática profissional.
  • 8.
    CONCEPÇÃO DE TEORIAE PRÁTICA DEFENDIDA NO MATERIALISMO HISTÓRICO-DIALÉTICO. • teoria e prática mantêm uma relação de unidade na diversidade, formam uma relação intrínseca, sendo o âmbito da primeira o da “possibilidade” e o da segunda o da “efetividade”. Transmutar da possibilidade à efetividade requer mediações objetivas e subjetivas que se relacionam entre si.
  • 9.
    • Ao atuaremno cotidiano e nas demandas das classes que demandam sua intervenção convertendo em condições, meios e instrumentais para alcance de objetivos profissionais, os A.S, estão dando instrumentalidade às suas ações.
  • 10.
    INSTRUMENTALIDADE • Confronto entre condições objetivas e subjetivas; • Propriedade histórica da profissão; • Condição concreta de reconhecimento social da profissão; • Capacidade de respostas profissionais às suas demandas; • Possibilidade de que os profissionais objetivem a sua INTENCIONALIDADE EM RESPOSTAS PROFISSIONAIS.
  • 11.
    INICIANDO O DEBATE.... •INSTRUMENTALIDADE CAPACIDADE, QUALIDADE OU PROPRIEDADE DE ALGO
  • 12.
    “Instrumentalidade no exercício profissional refere-se, não ao conjunto de instrumentos e técnicas, mas a uma determinada capacidade ou propriedade constitutiva da profissão, construída no processo sócio-histórico”. (Guerra,2000)
  • 13.
    INSTRUMENTALIDADE EXIGE: • Articularfenômenos da totalidade histórica, particularidade e singularidade; • Perceber as contradições como unidade indissolúvel presente no cotidiano profissional • Optar pela coerência na articulação entre teoria e prática;
  • 14.
    •Atuação a partir de mediações em campos diferenciados – do particular ao genérico, do singular ao coletivo, do imediato ao mediato.
  • 15.
    A INTERVENÇÃO PROFISSIONALEXIGE DO ASSISTENTE SOCIAL A DEFINIÇÃO DE: • Para que fazer: garantir direitos sociais (para afirmar o projeto ético-político da profissão através do eixo sociológico posto no código); • O que fazer: ação responsável com compromisso social e qualidade. • Como fazer: os meios e mediações que possibilitam a passagem da mera intencionalidade para as ações profissionais competentes e compromissadas com valores emancipatórios.
  • 16.
    • Na práticaa teoria só pode ser a mesma, uma vez que ela é o lugar onde o pensamento se põe. A teoria quer, justamente, conhecer a realidade, extrair as legalidades, as racionalidades, as conexões internas postas nos produtos da ação prática dos homens, assim não há como na prática a teoria ser outra” (Santos, 2011, p.27)
  • 17.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS • SANTOS,Claúdia Mônica. Na prática a teoria é outra?Mitos e dilemas na relação entre teoria, prática, instrumentos e técnicas no Serviço Social. Editora Lumem Juris; Rio de Janeiro, 2011.