HOMILIA – E REALIDADE 
SACRAMENTAL 
ASSESSOR: Pe. 
RAPHAEL DUQUE
• Seguir o ano litúrgico: As leituras Bíblicas ouvidas 
nas celebrações seguem um roteiro que 
acompanha os vários momentos do Ano 
Litúrgico: 
• Advento – privilegia a dupla vinda de Cristo: a 
primeira vinda na encarnação de Deus que 
celebramos no Natal e a vinda gloriosa no fim 
dos tempos; 
• Natal – Epifania e o tempo do Natal ao redor 
destas duas festas enfocam o mistério da 
encarnação de Deus; O eterno entra no tempo e 
se faz um ser humano frágil e sujeito às 
realidades históricas.
• A quaresma nos faz acompanhar Cristo no deserto, 
lugar de provação, de purificação de nossa fé, de 
opção pelo projeto do Pai, preparando-nos assim 
para a renovação das festas pascais. 
• O Tríduo pascal, em torno da grande festa da 
páscoa, espalha em três dias o mistério da paixão, 
morte, ressurreição do Senhor, culminando na 
Vigília Pascal e nos leva a nos identificar sempre 
mais profundamente com o Senhor Jesus. 
• O Tempo Pascal é coroado 50 dias depois com 
Pentecostes. 
• O tempo Comum é caracterizado pelos domingos do 
Tempo Comum, neles se condensam todo o mistério 
do Senhor, em todos os seus aspectos, desde a 
encarnação até a vinda gloriosa.
“A homilia, como parte da liturgia, é ocasião 
privilegiada para se expor o mistério de Cristo no 
aqui e agora da comunidade, partindo dos textos 
sagrados, relacionando-os com o sacramento e 
aplicando-os à vida concreta” (PUEBLA, 1979)
• Obs: Deve ser levado em conta: as circunstâncias 
da vida e as necessidades dos ouvintes. É preciso 
expor o mistério de Cristo no aqui e agora da 
comunidade, perceber a presença ativa de Deus 
na realidade. Bíblia e vida estarão sempre ligadas 
na homilia. A comunidade deve poder 
reconhecer na homilia, sua vida com os seus 
problemas, seus sonhos, seus acertos e 
desacertos, para poder ser tocada por Cristo. A 
Palavra de Deus deve soar como boa nova e 
como apelo de conversão e compromisso com 
Jesus e com a vinda do Reino hoje, na realidade 
atual.
• Costuma-se dizer que a homilia tem de ligar três 
coisas: Os textos sagrados, a realidade na qual 
vivemos e o mistério que estamos celebrando. E o 
mistério que celebramos, trata-se da homilia 
enquanto mistagogia que explicita e nos introduz no 
Mistério de Cristo acontecendo para nós na 
celebração como realidade simbólico-sacramental. A 
celebração não é apenas uma ação humana, mas 
também Divina. Através da ação ritual, simbólico-sacramental, 
temos contato com o mistério de Deus 
revelado em Jesus Cristo: Deus Pai, o Cristo 
Ressuscitado, e o Espírito Santo atuam na celebração 
através dos sinais sensíveis da liturgia.
• Anuncio do mistério pascal de Cristo – quem faz a 
homilia deve destacar – tanto no evangelho - esta 
qualidade de Boa Notícia, capaz de reanimar nossas 
vidas; 
• Memória de Jesus (anámnese) – prefácios da oração 
eucarística ligados ao evangelho do dia, ex: 
(Domingos da quaresma: tentação no deserto, 
transfiguração, Jesus e a Samaritana, a cura do cego 
de nascença e a ressurreição de Lázaro). 
• Atualização (No hoje litúrgico). Por isso, também o 
canto de comunhão poderia retomar uma frase do 
evangelho do dia. A Comunhão no pão e no vinho 
vem completar e aprofundar em nós a comunhão na 
palavra de Deus.
Quem faz a homilia? 
• Normalmente, a homilia é da responsabilidade do 
ministro que preside a celebração. No caso da 
missa será o bispo ou o padre; ou de vez em 
quando, um Diácono (IELM n. 50). No caso de 
missas com crianças, está prevista a possibilidade 
de um dos adultos que participam da missa com as 
crianças assumirem essa função. 
• No caso da celebração dominical da Palavra, 
será um diácono ou um dos ministros (as) não-ordenados 
(as) que estão coordenando a 
comunidade reunida ou um (a) ministro(a) da 
Palavra.
• Que seja uma pessoa de bom senso, com 
maneira simples de ser e de falar; tenha 
humildade e uma atitude de serviço; 
• Que seja uma pessoa de fé, tenha o costume de 
meditar e orar a Palavra de Deus, abertura de 
coração e disponibilidade para a mudança de 
vida de acordo com o Evangelho e dê 
testemunho de vida; 
• Que tenha suficiente preparação bíblica, litúrgica, 
teológica e jeito (dom, carisma) para anunciar a 
Palavra de deus;
• Que seja uma pessoa que participe da vida da 
comunidade local, esteja atenta ao que acontece, 
tenha um olhar contemplativo sobre a 
comunidade, bairro, cidade, e sobre os 
acontecimentos, para poder dar uma palavra 
Profética; 
• Que acredite profundamente na força da Palavra 
de Deus que anuncia e se coloque como servo ou 
serva desta palavra e não como dono ou dona; 
• Que seja aceita por parte da comunidade e 
reconhecida por parte dos responsáveis pela 
Igreja local (padres, bispo).
• E quem se atreveria a assumir um ministério 
tão exigente e tão importante na vida da 
comunidade, se não pudesse contar com a 
ajuda do ESPÍRITO SANTO? É o Espírito Santo 
que nos faz compreender a vida, a realidade, a 
partir de Jesus. É ele que nos leva a ser atuantes 
e solidários. 
• Jo 14, 25-26 – Por isso não é errado para o 
homiliasta invocar o Espírito Santo, tanto no 
momento da preparação como na realização da 
homilia.
O Espírito Santo
• E quem se atreveria a assumir um ministério tão 
exigente e tão importante na vida da 
comunidade, se não pudesse contar com a ajuda 
do ESPÍRITO SANTO? É o Espírito Santo que nos 
faz compreender a vida, a realidade, a partir de 
Jesus. É ele que nos leva a ser atuantes e 
solidários. 
• Jo 14, 25-26 – Por isso não é errado para o 
homiliasta invocar o Espírito Santo, tanto no 
momento da preparação como na realização da 
homilia.
A homilia de Jesus na sinagoga de Nazaré: Lc 4, 16-30 
Convidado para fazer a leitura, Jesus escolhe uma 
passagem do profeta Isaías. Jesus no dia-a-dia de 
sua missão estava trazendo a boa nova do reino aos 
pobres, recuperava a vista de muitos cegos, fazias os 
coxos andarem, perdoava os pecadores. E não 
ameaçava com o castigo divino, como fazia o texto 
de Isaías. A reação dos ouvintes: não aceitam 
mensagem de Jesus; não conseguem reconhecer 
nele algo mais que o filho de José. E, por isso, 
quando Jesus tenta levar os ouvintes a uma tomada 
de posição, voltam-se contra ele, expulsam-no da 
cidade e procuram matá-lo.
Homilia – e realidade sacramental

Homilia – e realidade sacramental

  • 2.
    HOMILIA – EREALIDADE SACRAMENTAL ASSESSOR: Pe. RAPHAEL DUQUE
  • 3.
    • Seguir oano litúrgico: As leituras Bíblicas ouvidas nas celebrações seguem um roteiro que acompanha os vários momentos do Ano Litúrgico: • Advento – privilegia a dupla vinda de Cristo: a primeira vinda na encarnação de Deus que celebramos no Natal e a vinda gloriosa no fim dos tempos; • Natal – Epifania e o tempo do Natal ao redor destas duas festas enfocam o mistério da encarnação de Deus; O eterno entra no tempo e se faz um ser humano frágil e sujeito às realidades históricas.
  • 5.
    • A quaresmanos faz acompanhar Cristo no deserto, lugar de provação, de purificação de nossa fé, de opção pelo projeto do Pai, preparando-nos assim para a renovação das festas pascais. • O Tríduo pascal, em torno da grande festa da páscoa, espalha em três dias o mistério da paixão, morte, ressurreição do Senhor, culminando na Vigília Pascal e nos leva a nos identificar sempre mais profundamente com o Senhor Jesus. • O Tempo Pascal é coroado 50 dias depois com Pentecostes. • O tempo Comum é caracterizado pelos domingos do Tempo Comum, neles se condensam todo o mistério do Senhor, em todos os seus aspectos, desde a encarnação até a vinda gloriosa.
  • 6.
    “A homilia, comoparte da liturgia, é ocasião privilegiada para se expor o mistério de Cristo no aqui e agora da comunidade, partindo dos textos sagrados, relacionando-os com o sacramento e aplicando-os à vida concreta” (PUEBLA, 1979)
  • 7.
    • Obs: Deveser levado em conta: as circunstâncias da vida e as necessidades dos ouvintes. É preciso expor o mistério de Cristo no aqui e agora da comunidade, perceber a presença ativa de Deus na realidade. Bíblia e vida estarão sempre ligadas na homilia. A comunidade deve poder reconhecer na homilia, sua vida com os seus problemas, seus sonhos, seus acertos e desacertos, para poder ser tocada por Cristo. A Palavra de Deus deve soar como boa nova e como apelo de conversão e compromisso com Jesus e com a vinda do Reino hoje, na realidade atual.
  • 9.
    • Costuma-se dizerque a homilia tem de ligar três coisas: Os textos sagrados, a realidade na qual vivemos e o mistério que estamos celebrando. E o mistério que celebramos, trata-se da homilia enquanto mistagogia que explicita e nos introduz no Mistério de Cristo acontecendo para nós na celebração como realidade simbólico-sacramental. A celebração não é apenas uma ação humana, mas também Divina. Através da ação ritual, simbólico-sacramental, temos contato com o mistério de Deus revelado em Jesus Cristo: Deus Pai, o Cristo Ressuscitado, e o Espírito Santo atuam na celebração através dos sinais sensíveis da liturgia.
  • 10.
    • Anuncio domistério pascal de Cristo – quem faz a homilia deve destacar – tanto no evangelho - esta qualidade de Boa Notícia, capaz de reanimar nossas vidas; • Memória de Jesus (anámnese) – prefácios da oração eucarística ligados ao evangelho do dia, ex: (Domingos da quaresma: tentação no deserto, transfiguração, Jesus e a Samaritana, a cura do cego de nascença e a ressurreição de Lázaro). • Atualização (No hoje litúrgico). Por isso, também o canto de comunhão poderia retomar uma frase do evangelho do dia. A Comunhão no pão e no vinho vem completar e aprofundar em nós a comunhão na palavra de Deus.
  • 11.
    Quem faz ahomilia? • Normalmente, a homilia é da responsabilidade do ministro que preside a celebração. No caso da missa será o bispo ou o padre; ou de vez em quando, um Diácono (IELM n. 50). No caso de missas com crianças, está prevista a possibilidade de um dos adultos que participam da missa com as crianças assumirem essa função. • No caso da celebração dominical da Palavra, será um diácono ou um dos ministros (as) não-ordenados (as) que estão coordenando a comunidade reunida ou um (a) ministro(a) da Palavra.
  • 13.
    • Que sejauma pessoa de bom senso, com maneira simples de ser e de falar; tenha humildade e uma atitude de serviço; • Que seja uma pessoa de fé, tenha o costume de meditar e orar a Palavra de Deus, abertura de coração e disponibilidade para a mudança de vida de acordo com o Evangelho e dê testemunho de vida; • Que tenha suficiente preparação bíblica, litúrgica, teológica e jeito (dom, carisma) para anunciar a Palavra de deus;
  • 14.
    • Que sejauma pessoa que participe da vida da comunidade local, esteja atenta ao que acontece, tenha um olhar contemplativo sobre a comunidade, bairro, cidade, e sobre os acontecimentos, para poder dar uma palavra Profética; • Que acredite profundamente na força da Palavra de Deus que anuncia e se coloque como servo ou serva desta palavra e não como dono ou dona; • Que seja aceita por parte da comunidade e reconhecida por parte dos responsáveis pela Igreja local (padres, bispo).
  • 15.
    • E quemse atreveria a assumir um ministério tão exigente e tão importante na vida da comunidade, se não pudesse contar com a ajuda do ESPÍRITO SANTO? É o Espírito Santo que nos faz compreender a vida, a realidade, a partir de Jesus. É ele que nos leva a ser atuantes e solidários. • Jo 14, 25-26 – Por isso não é errado para o homiliasta invocar o Espírito Santo, tanto no momento da preparação como na realização da homilia.
  • 16.
  • 17.
    • E quemse atreveria a assumir um ministério tão exigente e tão importante na vida da comunidade, se não pudesse contar com a ajuda do ESPÍRITO SANTO? É o Espírito Santo que nos faz compreender a vida, a realidade, a partir de Jesus. É ele que nos leva a ser atuantes e solidários. • Jo 14, 25-26 – Por isso não é errado para o homiliasta invocar o Espírito Santo, tanto no momento da preparação como na realização da homilia.
  • 18.
    A homilia deJesus na sinagoga de Nazaré: Lc 4, 16-30 Convidado para fazer a leitura, Jesus escolhe uma passagem do profeta Isaías. Jesus no dia-a-dia de sua missão estava trazendo a boa nova do reino aos pobres, recuperava a vista de muitos cegos, fazias os coxos andarem, perdoava os pecadores. E não ameaçava com o castigo divino, como fazia o texto de Isaías. A reação dos ouvintes: não aceitam mensagem de Jesus; não conseguem reconhecer nele algo mais que o filho de José. E, por isso, quando Jesus tenta levar os ouvintes a uma tomada de posição, voltam-se contra ele, expulsam-no da cidade e procuram matá-lo.