Histologia – Os epitélios Ana Lucia Farias 1º E.M.
Histologia – Os epitélios A multicelularidade surgiu na linhagem dos eucariontes e encontra-se representada em três reinos: Fungos, Plantas e Animais. São vantagens da multicelularidade: As funções são desempenhadas por células especializadas, que interagem, possibilitando que o corpo funcione em harmonia; Os tamanhos são maiores, conferindo maior resistência corpórea.
Histologia – Os epitélios Foi a partir do surgimento da multicelularidade que apareceram os tecidos (conjunto de células que interagem e interdependem na execução das diferentes funções). Nem todos os organismos possuem tecidos, como, por exemplo, as algas multicelulares, os fungos e as esponjas. São seres que possuem tecidos: plantas e os animais que não as esponjas.
Histologia – Os epitélios A célula ovo é uma célula totipotente, ou seja, contém toda a informação genética do indivíduo e tem potencialidade para formar todos os outros tipos de células do corpo. Durante o desenvolvimento embrionário ocorre a diferenciação e especialização de funções das células que formarão os tecidos do adulto.
Histologia – Os epitélios Nos animais, são quatro os principais tipos de tecidos: Epitelial; Conjuntivo (frouxo, denso, adiposo, ósseo, cartilaginoso, hemocitopoético); Muscular (liso, estriado esquelético e estriado cardíaco); Nervoso. Epitelial Conjuntivo Muscular Nervoso
Histologia – Os epitélios Tecidos epiteliais: São formados por células justapostas, com pouca substância intercelular; Existem dois tipos funcionais de epitélios: De revestimento - delimitam estruturas; propiciam trocas controladas entre o exterior e o interior do corpo ou das cavidades; fornecem proteção; possuem proteínas que atuam como receptores para os sinais químicos do meio.  De secreção – formam as glândulas e têm função secretora.
Histologia – Os epitélios Tecidos epiteliais: A origem embrionária dos epitélios é bem diversificada, a saber: Ectoderma – epiderme (revestimento externo), epitélio de revestimento do nariz e boca, glândulas sebáceas; Mesoderma – endotélio (reveste vasos sanguíneos), epitélio de revestimento do sistema urogenital, epitélio de membranas que envolvem órgãos: pleura (pulmão), pericárdio (coração), peritônio (cavidade abdominal); Endoderma – fígado, pâncreas, glândulas tireóidea e paratireóideas, epitélio que reveste o tubo digestório e a bexiga, epitélio respiratório (pulmões).
Histologia – Os epitélios As células epiteliais possuem dois pólos, sendo um pólo apical, voltado para a superfície livre e um pólo basal, voltado para o tecido conjuntivo subjacente. Os tecidos epiteliais não possuem vascularização, e suas células recebem nutrientes e oxigênio a partir dos capilares localizados no tecido conjuntivo.
Histologia – Os epitélios Entre o tecido epitelial e o conjuntivo existe a lâmina basal, formada principalmente de colágeno e glicoproteínas; Logo abaixo da lâmina basal (no tecido conjuntivo), pode ocorrer um acúmulo de fibras, que formam, juntamente com a lâmina, a  membrana basal , que serve como suporte do epitélio, fixando-o firmemente ao tecido conjuntivo subjacente.  A membrana basal é permeável aos gases oxigênio e carbônico e aos nutrientes, permitindo a troca de substâncias com os vasos sanguíneos do tecido conjuntivo; participa também do sistema de defesa do corpo humano.
Histologia – Os epitélios A membrana plasmática das células epiteliais diferenciam-se de acordo com a função: Microvilosidades – para o aumento da superfície; Cílios – para o deslocamento; Zônula de oclusão, zônula de adesão, desmossomo e junções comunicantes tipo gap, com função de reforço da união entre células adjacentes.
Histologia – Os epitélios Tecidos epiteliais de revestimento: podem se classificados quanto: Ao número de camadas celulares: Simples (formado por uma única camada de células; Estratificado (formado por várias camadas de células); Pseudoestratificado (formado por uma única camada de células, onde os núcleos estão em alturas diferentes, dando falso aspecto de estratificado; De transição (modificação do epitélio estratificado pavimentoso, onde o número de camadas celulares e as formas das células variam de acordo com a distensão do órgão.
Histologia – Os epitélios Tecidos epiteliais de revestimento: podem se classificados quanto: À forma das células presentes na camada superficial: Pavimentoso (células achatadas); Cúbico (células em forma de cubo); Prismático (células altas, prismáticas).
Histologia – Os epitélios Tecido epitelial glandular: O produto da atividade glandular é denominado secreção, que pode ser mucosa (espessa e rica em muco), serosa (fluida e rica em muco) ou mista (mucosa e serosa). As glândulas podem ser de três tipos, dependendo da função exercida: endócrinas, exócrinas e mistas.
Histologia – Os epitélios Glândulas Exócrinas, que lançam seus produtos (secreções) para fora do corpo, ou em uma cavidade interna do mesmo, como, por exemplo, as glândulas sudoríparas, lacrimais e salivares; Glândulas Endócrinas, que lançam seus produtos (hormônios) diretamente no sangue, como, por exemplo, as glândulas tireóideas e paratireóideas; Glândulas Mistas, que produzem tanto secreções quanto hormônios, como, por exemplo, o pâncreas.
Histologia – Os epitélios As principais glândulas endócrinas são:  Hipotálamo; Hipófise; Tireóidea; Paratireóideas; Suprarrenais; Timo; Gônadas (testículos e ovários);
Sistema Endócrino Hipotálamo Localiza-se na base do encéfalo e faz a integração entre os sistemas nervoso e endócrino; Controla diretamente a hipófise, e, por isso, controla toda a atividade hormonal do organismo.
Sistema Endócrino Hipófise Regula a produção de hormônios nas diversas glândulas do corpo, sendo, por isso, considerada a glândula mestra do organismo; Localiza-se no centro da cabeça, logo abaixo do cérebro; Produz, dentre diversos hormônios, o hormônio do crescimento, sendo por isso chamada de glândula do crescimento.
Sistema Endócrino Hipófise Se a quantidade de hormônio do crescimento é produzida em quantidade exagerada pela hipófise, acarretará no organismo o gigantismo; Já na produção insuficiente do hormônio do crescimento, acontecerá o nanismo hipofisário; Outro hormônio produzido pela hipófise é a ocitocina, que estimula a produção do leite materno nas glândulas mamárias.
Sistema Endócrino Glândula Tireóidea Situada no pescoço; atua no metabolismo celular, na manutenção do peso e do calor corporal, no crescimento e no ritmo cardíaco; A atividade excessiva da glândula tireóidea leva ao hipertireoidismo, onde a pessoa torna-se magra e irrequieta, e, em alguns casos, formando um inchaço no pescoço (bócio); A baixa atividade da glândula leva ao hipotireoidismo, onde a pessoa tende a engordar e ficar mais lenta; Como o hipotireoidismo pode ser causado pela falta de iodo, as indústrias de sal de cozinha são obrigadas a adicioná-lo em certa quantidade.
Sistema Endócrino Glândulas Paratireóideas Em número de quatro e localizadas atrás da tireóidea, produzem um hormônio regulador da concentração de cálcio no sangue; A baixa produção desse hormônio causa a tetania, onde os músculos se contraem violentamente; A alta produção do hormônio enfraquece os ossos, que ficam quebradiços, já que parte do cálcio se transfere dos ossos para o sangue.
Sistema Endócrino Glândulas Suprarrenais Situadas na extremidade superior de cada rim; Possuem duas camadas diferentes, uma mais externa e outra mais interna, a saber: A camada externa produz hormônios que atuam no controle da pressão sanguínea, no equilíbrio de sal, no aproveitamento de água, proteínas, açúcar e sais minerais; A camada interna produz adrenalina, que, em situações de emergência, aumenta a força e o ritmo do coração, provocando o estreitamento dos vasos sanguíneos e elevando o potencial de ação dos músculos.
Sistema Endócrino Timo Situa-se entre os pulmões; Produz um hormônio que atua na defesa do organismo do recém nascido contra infecções; Essa glândula começa a atrofiar na adolescência, e, na fase adulta, tem suas funções consideravelmente reduzidas.
Sistema Endócrino Gônadas São as glândulas sexuais, que iniciam a fabricação de grande quantidade de hormônios na puberdade, a saber: testículos no homem e ovários na mulher. Testículos: Em número de dois, produzem diversos hormônios, entre eles a testosterona, responsável pelo aparecimento das características sexuais secundárias masculinas (barba, ombros volumosos, voz grave, pelos, ...) Ovários: Em número de dois, produzem hormônios, como o estradiol, responsável pelas características sexuais secundárias femininas (ombros estreitos, quadris largos, seios desenvolvidos, ...) e a progesterona, que prepara o organismo da mulher para a gestação.
Histologia – Os epitélios Glândula Mista: Pâncreas Como glândula endócrina produz alguns hormônios, como a insulina, que controla a entrada da glicose nas células (abaixa a taxa de glicose), e o glucagon, que age durante o período de jejum (aumenta a taxa de glicose); Como glândula exócrina, produz o suco pancreático, que age no intestino.

Histologia os epitelios

  • 1.
    Histologia – Osepitélios Ana Lucia Farias 1º E.M.
  • 2.
    Histologia – Osepitélios A multicelularidade surgiu na linhagem dos eucariontes e encontra-se representada em três reinos: Fungos, Plantas e Animais. São vantagens da multicelularidade: As funções são desempenhadas por células especializadas, que interagem, possibilitando que o corpo funcione em harmonia; Os tamanhos são maiores, conferindo maior resistência corpórea.
  • 3.
    Histologia – Osepitélios Foi a partir do surgimento da multicelularidade que apareceram os tecidos (conjunto de células que interagem e interdependem na execução das diferentes funções). Nem todos os organismos possuem tecidos, como, por exemplo, as algas multicelulares, os fungos e as esponjas. São seres que possuem tecidos: plantas e os animais que não as esponjas.
  • 4.
    Histologia – Osepitélios A célula ovo é uma célula totipotente, ou seja, contém toda a informação genética do indivíduo e tem potencialidade para formar todos os outros tipos de células do corpo. Durante o desenvolvimento embrionário ocorre a diferenciação e especialização de funções das células que formarão os tecidos do adulto.
  • 5.
    Histologia – Osepitélios Nos animais, são quatro os principais tipos de tecidos: Epitelial; Conjuntivo (frouxo, denso, adiposo, ósseo, cartilaginoso, hemocitopoético); Muscular (liso, estriado esquelético e estriado cardíaco); Nervoso. Epitelial Conjuntivo Muscular Nervoso
  • 6.
    Histologia – Osepitélios Tecidos epiteliais: São formados por células justapostas, com pouca substância intercelular; Existem dois tipos funcionais de epitélios: De revestimento - delimitam estruturas; propiciam trocas controladas entre o exterior e o interior do corpo ou das cavidades; fornecem proteção; possuem proteínas que atuam como receptores para os sinais químicos do meio. De secreção – formam as glândulas e têm função secretora.
  • 7.
    Histologia – Osepitélios Tecidos epiteliais: A origem embrionária dos epitélios é bem diversificada, a saber: Ectoderma – epiderme (revestimento externo), epitélio de revestimento do nariz e boca, glândulas sebáceas; Mesoderma – endotélio (reveste vasos sanguíneos), epitélio de revestimento do sistema urogenital, epitélio de membranas que envolvem órgãos: pleura (pulmão), pericárdio (coração), peritônio (cavidade abdominal); Endoderma – fígado, pâncreas, glândulas tireóidea e paratireóideas, epitélio que reveste o tubo digestório e a bexiga, epitélio respiratório (pulmões).
  • 8.
    Histologia – Osepitélios As células epiteliais possuem dois pólos, sendo um pólo apical, voltado para a superfície livre e um pólo basal, voltado para o tecido conjuntivo subjacente. Os tecidos epiteliais não possuem vascularização, e suas células recebem nutrientes e oxigênio a partir dos capilares localizados no tecido conjuntivo.
  • 9.
    Histologia – Osepitélios Entre o tecido epitelial e o conjuntivo existe a lâmina basal, formada principalmente de colágeno e glicoproteínas; Logo abaixo da lâmina basal (no tecido conjuntivo), pode ocorrer um acúmulo de fibras, que formam, juntamente com a lâmina, a membrana basal , que serve como suporte do epitélio, fixando-o firmemente ao tecido conjuntivo subjacente. A membrana basal é permeável aos gases oxigênio e carbônico e aos nutrientes, permitindo a troca de substâncias com os vasos sanguíneos do tecido conjuntivo; participa também do sistema de defesa do corpo humano.
  • 10.
    Histologia – Osepitélios A membrana plasmática das células epiteliais diferenciam-se de acordo com a função: Microvilosidades – para o aumento da superfície; Cílios – para o deslocamento; Zônula de oclusão, zônula de adesão, desmossomo e junções comunicantes tipo gap, com função de reforço da união entre células adjacentes.
  • 11.
    Histologia – Osepitélios Tecidos epiteliais de revestimento: podem se classificados quanto: Ao número de camadas celulares: Simples (formado por uma única camada de células; Estratificado (formado por várias camadas de células); Pseudoestratificado (formado por uma única camada de células, onde os núcleos estão em alturas diferentes, dando falso aspecto de estratificado; De transição (modificação do epitélio estratificado pavimentoso, onde o número de camadas celulares e as formas das células variam de acordo com a distensão do órgão.
  • 12.
    Histologia – Osepitélios Tecidos epiteliais de revestimento: podem se classificados quanto: À forma das células presentes na camada superficial: Pavimentoso (células achatadas); Cúbico (células em forma de cubo); Prismático (células altas, prismáticas).
  • 13.
    Histologia – Osepitélios Tecido epitelial glandular: O produto da atividade glandular é denominado secreção, que pode ser mucosa (espessa e rica em muco), serosa (fluida e rica em muco) ou mista (mucosa e serosa). As glândulas podem ser de três tipos, dependendo da função exercida: endócrinas, exócrinas e mistas.
  • 14.
    Histologia – Osepitélios Glândulas Exócrinas, que lançam seus produtos (secreções) para fora do corpo, ou em uma cavidade interna do mesmo, como, por exemplo, as glândulas sudoríparas, lacrimais e salivares; Glândulas Endócrinas, que lançam seus produtos (hormônios) diretamente no sangue, como, por exemplo, as glândulas tireóideas e paratireóideas; Glândulas Mistas, que produzem tanto secreções quanto hormônios, como, por exemplo, o pâncreas.
  • 15.
    Histologia – Osepitélios As principais glândulas endócrinas são: Hipotálamo; Hipófise; Tireóidea; Paratireóideas; Suprarrenais; Timo; Gônadas (testículos e ovários);
  • 16.
    Sistema Endócrino HipotálamoLocaliza-se na base do encéfalo e faz a integração entre os sistemas nervoso e endócrino; Controla diretamente a hipófise, e, por isso, controla toda a atividade hormonal do organismo.
  • 17.
    Sistema Endócrino HipófiseRegula a produção de hormônios nas diversas glândulas do corpo, sendo, por isso, considerada a glândula mestra do organismo; Localiza-se no centro da cabeça, logo abaixo do cérebro; Produz, dentre diversos hormônios, o hormônio do crescimento, sendo por isso chamada de glândula do crescimento.
  • 18.
    Sistema Endócrino HipófiseSe a quantidade de hormônio do crescimento é produzida em quantidade exagerada pela hipófise, acarretará no organismo o gigantismo; Já na produção insuficiente do hormônio do crescimento, acontecerá o nanismo hipofisário; Outro hormônio produzido pela hipófise é a ocitocina, que estimula a produção do leite materno nas glândulas mamárias.
  • 19.
    Sistema Endócrino GlândulaTireóidea Situada no pescoço; atua no metabolismo celular, na manutenção do peso e do calor corporal, no crescimento e no ritmo cardíaco; A atividade excessiva da glândula tireóidea leva ao hipertireoidismo, onde a pessoa torna-se magra e irrequieta, e, em alguns casos, formando um inchaço no pescoço (bócio); A baixa atividade da glândula leva ao hipotireoidismo, onde a pessoa tende a engordar e ficar mais lenta; Como o hipotireoidismo pode ser causado pela falta de iodo, as indústrias de sal de cozinha são obrigadas a adicioná-lo em certa quantidade.
  • 20.
    Sistema Endócrino GlândulasParatireóideas Em número de quatro e localizadas atrás da tireóidea, produzem um hormônio regulador da concentração de cálcio no sangue; A baixa produção desse hormônio causa a tetania, onde os músculos se contraem violentamente; A alta produção do hormônio enfraquece os ossos, que ficam quebradiços, já que parte do cálcio se transfere dos ossos para o sangue.
  • 21.
    Sistema Endócrino GlândulasSuprarrenais Situadas na extremidade superior de cada rim; Possuem duas camadas diferentes, uma mais externa e outra mais interna, a saber: A camada externa produz hormônios que atuam no controle da pressão sanguínea, no equilíbrio de sal, no aproveitamento de água, proteínas, açúcar e sais minerais; A camada interna produz adrenalina, que, em situações de emergência, aumenta a força e o ritmo do coração, provocando o estreitamento dos vasos sanguíneos e elevando o potencial de ação dos músculos.
  • 22.
    Sistema Endócrino TimoSitua-se entre os pulmões; Produz um hormônio que atua na defesa do organismo do recém nascido contra infecções; Essa glândula começa a atrofiar na adolescência, e, na fase adulta, tem suas funções consideravelmente reduzidas.
  • 23.
    Sistema Endócrino GônadasSão as glândulas sexuais, que iniciam a fabricação de grande quantidade de hormônios na puberdade, a saber: testículos no homem e ovários na mulher. Testículos: Em número de dois, produzem diversos hormônios, entre eles a testosterona, responsável pelo aparecimento das características sexuais secundárias masculinas (barba, ombros volumosos, voz grave, pelos, ...) Ovários: Em número de dois, produzem hormônios, como o estradiol, responsável pelas características sexuais secundárias femininas (ombros estreitos, quadris largos, seios desenvolvidos, ...) e a progesterona, que prepara o organismo da mulher para a gestação.
  • 24.
    Histologia – Osepitélios Glândula Mista: Pâncreas Como glândula endócrina produz alguns hormônios, como a insulina, que controla a entrada da glicose nas células (abaixa a taxa de glicose), e o glucagon, que age durante o período de jejum (aumenta a taxa de glicose); Como glândula exócrina, produz o suco pancreático, que age no intestino.