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A Bela Adormecida
CENA 1
NARRADOR - Era uma vez, há muitos anos atrás, um rei e uma rainha que
desejavam muito ter uma filha, então, após algum tempo, nasceu uma bela
menina à qual deram o nome de...
RAINHA LIA - Aurora.
REI ESTEVÃO - Sim, Aurora será o seu nome e deveremos fazer uma festa
para comemorar.
RAINHA LIA - Claro.
NARRADOR - Então assim foi, fizeram uma festa, chamaram todas as
pessoas do reino, incluindo as queridas fadas, foi uma bela festa.
FADA FLORA - Majestades, nós queremos dar os nossos presentes à
princesa, temos três presentes, nem mais nem menos. (Vira-se para a
princesa). Gentil princesa, o meu dom é o dom da beleza, serás a mais bela
de todo o reino.
FADA FAUNA - Bela princesa, o meu dom é o dom de cantar, terás a mais
bela voz de todo o reino.
FADA PRIMAVERA - Princesa...
MALÉFICA - Que bela festa, receio não ter sido convidada.
RAINHA LIA - Desculpe-nos, mas fique e aprecie a festa.
MALÉFICA - Oh não, tenho assuntos mais importantes a tratar, mas não
deixaria de vir dar o meu presente à bela princesa.
REI ESTEVÃO - Não ouse tocar-lhe.
MALÉFICA - Rei, o que é isso? Acalme-se, é um presente tão bom.
REI ESTEVÃO - Não aceitamos o seu presente.
MALÉFICA - Mas asseguro que será um belo presente.
RAINHA LIA - Não a magoe, perdoo-nos não tela convidado. Magoo-me a
mim, mas não a ela.
MALÉFICA - Recomponha-se rainha. Ousam bem. Querida princesa, quando
completares os teus 15 anos, espetarás o dedo no fuso de uma roca e
morrerás!
RAINHA LIA - Não! (Segura a princesa nos braços, a chorar).
REI ESTEVÃO - Fadas, podem fazer alguma coisa que inverta este terrível
feitiço?
FADA PRIMAVERA - Eu posso diminuir o feitiço, mas não o consigo
quebrar. Princesa, se por acaso espetares o dedo no fuso de uma roca, não
morrerás, apenas cairás num sono profundo, no qual só acordarás com um
beijo de amor verdadeiro.
RAINHA LIA - Muito obrigada.
FADA FLORA - Majestades, penso que devemos levar a Aurora connosco,
para assegurar que a Maléfica não a amaldiçoa novamente.
REI ESTEVÃO - Sim, é melhor.
CENA 2
NARRADOR - Então assim foi feito, a princesa foi levada pelas fadas, para
viver numa pequena cabana num belo bosque, e a princesa que antes se
chamava Aurora, agora passa a chamar-se Rosa. Vivem sem preocupações,
felizes. E, enfim, chega o dia mais esperado por todos, os 15 anos de Aurora
que agora é Rosa.
FADA FLORA - Rosa, vem aqui.
AURORA/ROSA - Sim.
FADA FLORA - (Pega no cesto cheio de frutas, atira-as para fora, sem que
Rosa perceba, e entrega-lhe). Tens que ir ao bosque apanhar algumas
frutas, acabaram.
AURORA/ROSA - Mas apanhei frutas ainda ontem.
FADA FLORA - Sim, mas acabaram.
AURORA/ROSA - Está bem.
FADA FLORA - Toma o teu chapéu, e tem cuidado.
FADA PRIMAVERA - Não vás para muito longe.
FADA FAUNA - E não fales com estranhos.
AURORA/ROSA - Está bem. (Diz isto e sai).
FADA FLORA - Vamos preparar-lhe uma surpresa.
FADA FAUNA - Eu faço o bolo.
FADA FLORA - Eu vou fazer um lindo vestido.
FADA PRIMAVERA - E eu?
FADA FLORA - Tu, limpas a casa.
FADA PRIMAVERA - Sou sempre eu.
NARRADOR - Enquanto isso, a princesa colhia as frutas pelo bosque, a
cantar, tão alegremente, eu não sei se essa ideia da festa vai correr bem,
porque a Fauna nunca fez um bolo, a Flora não sabe costurar, porém a
Primavera sabe limpar, mas seria melhor se as varinhas fossem usadas, aí
sim, seria uma bela festa.
FADA FAUNA - Um belo bolo, não acham?
FADA FLORA - Bem...
FADA PRIMAVERA - Horrível, isso não é um bolo, e isso passou longe de
ser um vestido, eu vou buscar as varinhas.
FADA FLORA - Não, Primavera.
FADA FAUNA - Não podemos.
FADA PRIMAVERA - O que não podemos é deixar a Rosa ter uma festa mal
feita. (Sai e volta com as varinhas).
NARRADOR - Agora sim, parece que tudo vai correr bem, o vestido está
mais bonito, o bolo agora tem cara de bolo, e a casa está a brilhar.
FADA FAUNA - Escutem, é a Rosa, está a chegar.
FADA FLORA - Escondam-se, Fauna apaga a luz.
FADA PRIMAVERA - Vou guardar as varinhas.
AURORA/ROSA - Cheguei, vocês estão aí?
FADA FLORA, FADA FAUNA E FADA PRIMAVERA - Surpresa!
AURORA/ROSA - Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Escutem, conheci
um jovem hoje, tão bonito, tão gentil.
FADA FLORA - Não.
AURORA/ROSA - Não estão felizes?
FADA FAUNA - Rosa, tu és uma princesa, tu já tens um noivo.
AURORA/ROSA - Mas como?
FADA PRIMAVERA - Aurora, este é o teu nome verdadeiro. Vem, vamos
levar-te ao teu verdadeiro lar. (Ao chegarem ao castelo, deixam Aurora no
seu quarto e saem).
CENA 3
FADA PRIMAVERA - Porque é que temos que ser assim?
FADA FLORA - Não devemos questionar.
MALÉFICA - (Disfarçada de velha, chama Aurora). Princesa, vem-me
ajudar.
AURORA/ROSA - Quem és tu, e onde é que estás?
MALÉFICA - Estou aqui, atrás de ti.
AURORA/ROSA - O que é isso?
MALÉFICA - Uma roca, e isto é o fuso. (Aponta para o fuso).
AURORA/ROSA - Para que serve?
MALÉFICA - Serve para costurar.
AURORA/ROSA - Posso tentar?
MALÉFICA - Claro. (Aurora espeta o dedo no fuso). O meu trabalho está
feito. (As fadas entram no quarto). Chegaram tarde de mais. Com licença. (E
sai).
FADA FAUNA - Oh não!
FADA FLORA - Vamos pôr todo o reino a dormir.
FADA PRIMAVERA - Para quê?
FADA FLORA - Para eles não envelhecerem, porque se calhar ela vai ficar
adormecida por muito tempo.
FADA FAUNA - Vai ser um longo trabalho.
CENA 4
NARRADOR - E assim as fadas saem para fazer o seu trabalho, e a Maléfica
cerca o castelo de espinhos para que ninguém consiga passar.
FADA FAUNA - Acabamos, vamos embora.
PRÍNCIPE FILIPE - Eu fico longe por alguns minutos, e o castelo enche-se
de espinhos, onde está o povo deste reino. (Fala a cortar os espinhos e a
entrar no castelo). Está toda a gente a dormir. Acorde! (Balança alguém).
Deve ser um feitiço, é melhor eu ter cuidado. (Sobe até ao quarto de Aurora,
chega lá e diz). Não acredito, é a rapariga que eu encontrei hoje no bosque,
é ela, a princesa deste reino, a minha noiva, mas está morta. (Chora e dá-lhe
um beijo).
AURORA/ROSA - És tu.
PRÍNCIPE FILIPE - Tu estás viva!
AURORA/ROSA - Não morro facilmente. (Diz a rir). Vem, vou-te mostrar os
meus pais.
PRÍNCIPE FILIPE - Os teus pais?
AURORA/ROSA - Sim, vem (Pega na mão do príncipe e correm).
REI ESTEVÃO - Minha filha.
RAINHA LIA - Oh, minha princesa. (Abraça-a).
PRÍNCIPE FILIPE - Dás-me a honra desta dança?
AURORA/ROSA - Claro. (E saem a dançar).
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FIM
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ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
 

Guião - Teatro - A Bela Adormecida

  • 1. A Bela Adormecida CENA 1 NARRADOR - Era uma vez, há muitos anos atrás, um rei e uma rainha que desejavam muito ter uma filha, então, após algum tempo, nasceu uma bela menina à qual deram o nome de... RAINHA LIA - Aurora. REI ESTEVÃO - Sim, Aurora será o seu nome e deveremos fazer uma festa para comemorar. RAINHA LIA - Claro. NARRADOR - Então assim foi, fizeram uma festa, chamaram todas as pessoas do reino, incluindo as queridas fadas, foi uma bela festa. FADA FLORA - Majestades, nós queremos dar os nossos presentes à princesa, temos três presentes, nem mais nem menos. (Vira-se para a princesa). Gentil princesa, o meu dom é o dom da beleza, serás a mais bela de todo o reino. FADA FAUNA - Bela princesa, o meu dom é o dom de cantar, terás a mais bela voz de todo o reino. FADA PRIMAVERA - Princesa... MALÉFICA - Que bela festa, receio não ter sido convidada. RAINHA LIA - Desculpe-nos, mas fique e aprecie a festa. MALÉFICA - Oh não, tenho assuntos mais importantes a tratar, mas não deixaria de vir dar o meu presente à bela princesa. REI ESTEVÃO - Não ouse tocar-lhe. MALÉFICA - Rei, o que é isso? Acalme-se, é um presente tão bom. REI ESTEVÃO - Não aceitamos o seu presente. MALÉFICA - Mas asseguro que será um belo presente. RAINHA LIA - Não a magoe, perdoo-nos não tela convidado. Magoo-me a mim, mas não a ela.
  • 2. MALÉFICA - Recomponha-se rainha. Ousam bem. Querida princesa, quando completares os teus 15 anos, espetarás o dedo no fuso de uma roca e morrerás! RAINHA LIA - Não! (Segura a princesa nos braços, a chorar). REI ESTEVÃO - Fadas, podem fazer alguma coisa que inverta este terrível feitiço? FADA PRIMAVERA - Eu posso diminuir o feitiço, mas não o consigo quebrar. Princesa, se por acaso espetares o dedo no fuso de uma roca, não morrerás, apenas cairás num sono profundo, no qual só acordarás com um beijo de amor verdadeiro. RAINHA LIA - Muito obrigada. FADA FLORA - Majestades, penso que devemos levar a Aurora connosco, para assegurar que a Maléfica não a amaldiçoa novamente. REI ESTEVÃO - Sim, é melhor. CENA 2 NARRADOR - Então assim foi feito, a princesa foi levada pelas fadas, para viver numa pequena cabana num belo bosque, e a princesa que antes se chamava Aurora, agora passa a chamar-se Rosa. Vivem sem preocupações, felizes. E, enfim, chega o dia mais esperado por todos, os 15 anos de Aurora que agora é Rosa. FADA FLORA - Rosa, vem aqui. AURORA/ROSA - Sim. FADA FLORA - (Pega no cesto cheio de frutas, atira-as para fora, sem que Rosa perceba, e entrega-lhe). Tens que ir ao bosque apanhar algumas frutas, acabaram. AURORA/ROSA - Mas apanhei frutas ainda ontem. FADA FLORA - Sim, mas acabaram. AURORA/ROSA - Está bem. FADA FLORA - Toma o teu chapéu, e tem cuidado.
  • 3. FADA PRIMAVERA - Não vás para muito longe. FADA FAUNA - E não fales com estranhos. AURORA/ROSA - Está bem. (Diz isto e sai). FADA FLORA - Vamos preparar-lhe uma surpresa. FADA FAUNA - Eu faço o bolo. FADA FLORA - Eu vou fazer um lindo vestido. FADA PRIMAVERA - E eu? FADA FLORA - Tu, limpas a casa. FADA PRIMAVERA - Sou sempre eu. NARRADOR - Enquanto isso, a princesa colhia as frutas pelo bosque, a cantar, tão alegremente, eu não sei se essa ideia da festa vai correr bem, porque a Fauna nunca fez um bolo, a Flora não sabe costurar, porém a Primavera sabe limpar, mas seria melhor se as varinhas fossem usadas, aí sim, seria uma bela festa. FADA FAUNA - Um belo bolo, não acham? FADA FLORA - Bem... FADA PRIMAVERA - Horrível, isso não é um bolo, e isso passou longe de ser um vestido, eu vou buscar as varinhas. FADA FLORA - Não, Primavera. FADA FAUNA - Não podemos. FADA PRIMAVERA - O que não podemos é deixar a Rosa ter uma festa mal feita. (Sai e volta com as varinhas). NARRADOR - Agora sim, parece que tudo vai correr bem, o vestido está mais bonito, o bolo agora tem cara de bolo, e a casa está a brilhar. FADA FAUNA - Escutem, é a Rosa, está a chegar. FADA FLORA - Escondam-se, Fauna apaga a luz. FADA PRIMAVERA - Vou guardar as varinhas. AURORA/ROSA - Cheguei, vocês estão aí?
  • 4. FADA FLORA, FADA FAUNA E FADA PRIMAVERA - Surpresa! AURORA/ROSA - Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Escutem, conheci um jovem hoje, tão bonito, tão gentil. FADA FLORA - Não. AURORA/ROSA - Não estão felizes? FADA FAUNA - Rosa, tu és uma princesa, tu já tens um noivo. AURORA/ROSA - Mas como? FADA PRIMAVERA - Aurora, este é o teu nome verdadeiro. Vem, vamos levar-te ao teu verdadeiro lar. (Ao chegarem ao castelo, deixam Aurora no seu quarto e saem). CENA 3 FADA PRIMAVERA - Porque é que temos que ser assim? FADA FLORA - Não devemos questionar. MALÉFICA - (Disfarçada de velha, chama Aurora). Princesa, vem-me ajudar. AURORA/ROSA - Quem és tu, e onde é que estás? MALÉFICA - Estou aqui, atrás de ti. AURORA/ROSA - O que é isso? MALÉFICA - Uma roca, e isto é o fuso. (Aponta para o fuso). AURORA/ROSA - Para que serve? MALÉFICA - Serve para costurar. AURORA/ROSA - Posso tentar? MALÉFICA - Claro. (Aurora espeta o dedo no fuso). O meu trabalho está feito. (As fadas entram no quarto). Chegaram tarde de mais. Com licença. (E sai). FADA FAUNA - Oh não! FADA FLORA - Vamos pôr todo o reino a dormir. FADA PRIMAVERA - Para quê?
  • 5. FADA FLORA - Para eles não envelhecerem, porque se calhar ela vai ficar adormecida por muito tempo. FADA FAUNA - Vai ser um longo trabalho. CENA 4 NARRADOR - E assim as fadas saem para fazer o seu trabalho, e a Maléfica cerca o castelo de espinhos para que ninguém consiga passar. FADA FAUNA - Acabamos, vamos embora. PRÍNCIPE FILIPE - Eu fico longe por alguns minutos, e o castelo enche-se de espinhos, onde está o povo deste reino. (Fala a cortar os espinhos e a entrar no castelo). Está toda a gente a dormir. Acorde! (Balança alguém). Deve ser um feitiço, é melhor eu ter cuidado. (Sobe até ao quarto de Aurora, chega lá e diz). Não acredito, é a rapariga que eu encontrei hoje no bosque, é ela, a princesa deste reino, a minha noiva, mas está morta. (Chora e dá-lhe um beijo). AURORA/ROSA - És tu. PRÍNCIPE FILIPE - Tu estás viva! AURORA/ROSA - Não morro facilmente. (Diz a rir). Vem, vou-te mostrar os meus pais. PRÍNCIPE FILIPE - Os teus pais? AURORA/ROSA - Sim, vem (Pega na mão do príncipe e correm). REI ESTEVÃO - Minha filha. RAINHA LIA - Oh, minha princesa. (Abraça-a). PRÍNCIPE FILIPE - Dás-me a honra desta dança? AURORA/ROSA - Claro. (E saem a dançar). NARRADOR - E como em todas as histórias de amor... Viveram felizes para sempre. FIM