Fundamentos de Cartografia e
Orientação Espacial
Geografia
Colégio Moderno
Professor Bruno Neves
Introdução à Cartografia
Conceitos Básicos
A Cartografia é definida como a ciência responsável pela concepção, produção
e estudo de mapas. Sua importância se revela no cotidiano através de:
•Sistemas de navegação (GPS, mapas digitais)
•Representações urbanas (plantas de metrô, guias de ruas)
•Instrumentos de orientação (bússolas, cartas náuticas)
Sistemas de Orientação
 Pontos Cardeais e Rosa dos Ventos:
Norte (N), Sul (S), Leste (L/E), Oeste (O/W) e pontos
colaterais (NE, SE, etc.).
Usados em bússolas (a agulha sempre aponta para o
norte magnético).
 Orientação pelo Sol:
o Braço direito estendido para o nascer do Sol =
Leste (onde o sol "nasce");
o Braço esquerdo = Oeste (onde o sol "se põe");
o Frente = Norte; Costas = Sul.
Tipos de orientação
Orientação pelas Estrelas
No Hemisfério Sul:
Cruzeiro do Sul: Prolongue 4,5 vezes o braço maior da
constelação para achar o Sul.
 No Hemisfério Norte:
Estrela Polar (Polaris): Alinhada com o eixo terrestre,
marca o Norte.
 Curiosidade: O Cruzeiro do Sul aparece em
bandeiras como a do Brasil e da Austrália.
Coordenadas Geográficas e Movimentos da Terra
Sistema de Coordenadas
Elementos fundamentais:
 Paralelos: Círculos horizontais (Equador = 0°)
 Meridianos: Semicírculos verticais (Greenwich = 0°)
 1.2 Especificações técnicas:
 Latitude: 0° a 90° N/S
 Trópicos: Câncer (23°27'N) e Capricórnio (23°27'S)
 Círculos Polares: 66°33'N/S
 Longitude: 0° a 180° L/O
 Exemplo prático: As coordenadas exatas do Observatório de Greenwich são
51°28'38''N, 0°00'00''.Localização precisa:
Cruzamento de paralelos (latitude)e meridianos (longitude).
Coordenadas Geográficas e Movimentos da Terra
Localização precisa:
Cruzamento de paralelos (latitude) e meridianos (longitude) –plano cartesiano.
Coordenadas Geográficas e Movimentos da Terra
A Esfericidade da Terra e suas Implicações
Cartográficas
1. Comprovação da Esfericidade
Evidências históricas e científicas:
•Observações gregas (séc. III a.C.):
• Sombras diferentes em cidades distantes
(Eratóstenes calculou a circunferência terrestre)
• Forma circular da sombra terrestre durante eclipses
lunares
•Comprovações modernas:
• Fotografias de satélite
• Viagens de circum-navegação
Eratóstenes – primeiro a
calcular a circunferência da
Terra.
Coordenadas Geográficas e Movimentos da Terra
Fenômeno Causa Efeito
Zonas climáticas Ângulo de incidência solar
Tropicos (23°27'), Polares
(66°33')
Gravidade Forma geoide
Aceleração gravitacional
varia de 9,78 a 9,83 m/s²
Fusos horários Rotação terrestre 24 fusos de 15° cada
Consequências da Esfericidade
Impactos geográficos:
Movimentos da Terra e Estações do Ano
Movimento Duração Consequências
Rotação 23h56min
Sucessão
dias/noites
Translação 365d6h Estações do ano
Movimentos fundamentais:
Fenômenos astronômicos:
•Solstícios:
• Verão (HS: dezembro; HN: junho)
• Inverno (HS: junho; HN:
dezembro)
•Equinócios: Março e setembro (dias e
noites iguais)
1. Sistema de Fusos
1.1 Princípios básicos:
•Divisão em 24 faixas de 15° de longitude
•Referência: GMT (Greenwich Mean Time)
Linha Internacional de Data: Meridiano 180° (oposto a Greenwich).
Viajar para oeste = +1 dia; viajar para leste = -1 dia.
Fuso UTC Estados abrangentes
1 -2h Ilhas oceânicas
2 -3h Regiões S, SE, CO, NE
3 -4h AM, MS, RO
4 -5h Acre e sudoeste do AM
Fusos brasileiros:
FUSOS HORÁRIOS
Questão 1
Um avião parte de Brasília rumo a Rio Branco, no Acre. O tempo
de vôo é de 3 horas. Partindo às 16 horas, o avião deverá chegar
às:
Obs: chegada no horário local e não considere o horário de verão.
a)16 horas
b) 17 horas
c) 18 horas
d) 19 horas
e) 20 horas
FUSOS HORÁRIOS
Para resolver essa questão, precisamos considerar o fuso horário entre Brasília e
Rio Branco.
Informações importantes:
•Brasília (DF) está no fuso horário de UTC-3.
•Rio Branco (AC) está no fuso horário de UTC-5.
•A diferença entre Brasília e Rio Branco é de 2 horas a menos em Rio Branco.
•O tempo de voo é de 3 horas.
•A partida é às 16h em Brasília.
Passo a passo:
1.O avião parte às 16h de Brasília.
2.Voo dura 3 horas, então ele chega às 19h (horário de Brasília).
3.Como Rio Branco está 2 horas atrás, subtraímos 2 horas:
19h - 2h = 17h (horário local de Rio Branco).
Resposta correta:
b) 17 horas
FUSOS HORÁRIOS
REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS
Tipos de Mapas
Mapas Topográficos:
Mostram relevo, rios e estradas.
Mapas Temáticos:
Focam em temas como clima ou população.
Elementos do mapa
Além das coordenadas geográficas ou alfanuméricas
(localização) e da indicação dos pontos cardeais
(orientação) um mapa precisa ter:
• título – informa os fenômenos representados;
• legenda – mostra o significado dos símbolos utilizados;
• escala – indica a proporção entre a representação e
a realidade, e permite calcular as distâncias no terreno
com base em medidas feitas no mapa.
REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS
REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS
CURVAS DE NÍVEL
Curvas de nível são um conjunto de linhas
imaginárias obtidas a partir de um
levantamento topográfico de uma
determinada área ou região, as quais ligam
pontos que possuem a mesma altitude. Elas
servem para se produzir mapas topográficos
para uma melhor captação do desnível de um
terreno.
CURVAS DE NÍVEL
ESCALA
1. Conceito Fundamental (Págs. 21-23)
A escala estabelece a relação matemática entre as dimensões no mapa e as
dimensões reais do terreno, sendo o elemento mais importante para:
•Medição de distâncias
•Cálculo de áreas
•Interpretação de detalhes
Fórmula básica:
E = Escala
D = Distância real
d = Distância mapa
1. Conceito Fundamental (Págs. 21-23)
A escala estabelece a relação matemática entre as dimensões no mapa e as
dimensões reais do terreno, sendo o elemento mais importante para:
•Medição de distâncias
•Cálculo de áreas
•Interpretação de detalhes
Fórmula básica:
E = Escala
D = Distância real
d = Distância mapa
ESCALA
2. Tipos de Escala
2.1 Numérica:
•Representada por fração (1:50.000) ou razão (1/50.000)
•Significado: 1 unidade no mapa = 50.000 unidades no terreno
•Exemplo: 1:25.000 → 1cm = 25.000cm (250m)
2.2 Gráfica:
•Representação visual por segmento dividido
•Vantagem: mantém proporção ao ampliar/reduzir mapa
•Exemplo:
0______5______10 km
ESCALA
Tipo de Escala Intervalo Aplicação Nível de Detalhe
Grande 1:100 a 1:25.000 Plantas urbanas
Máximo (ruas,
edificações)
Média
1:25.001 a
1:250.000
Cartas topográficas
Moderado (bairros,
estradas)
Pequena Acima de 1:250.001
Mapas
regionais/mundiais
Mínimo (cidades,
países)
Classificação por Tamanho:
Relações de Conversão:
ESCALA
Exemplos Práticos:
1 - Em uma carta 1:50.000, 4cm no mapa equivalem a?
2 - Um mapa na escala 1:300.000 mostra duas cidades a 6cm de
distância. Qual a distância real?
3 - Uma rodovia de 45km deve ser mapeada em um papel de 30cm. Qual
a escala adequada?
Projeções Cartográficas
Por Que As Projeções São Usadas?
• A Terra é um elipsoide achatado nos polos, mas mapas são
superfícies planas.
• Objetivo: Minimizar distorções de acordo com a finalidade do mapa
(navegação, análise territorial, estudos climáticos etc.).
• Elipsoide de revolução é usado como referência para
cálculos cartográficos.
Projeções Cartográficas
Tipo Método Vantagens Desvantagens Exemplo
Cilíndrica
Projeção em
um cilindro
envolvente.
Boa para
navegação.
Distorce áreas
perto dos
polos.
Projeção de
Mercator.
Cônica
Projeção em
um cone.
Ideal para
latitudes
médias.
Distorce
extremos.
Mapas
regionais.
Azimutal
(Plana)
Projeção
tangente a um
ponto.
Preserva
direções.
Distorce áreas
afastadas.
Mapas polares.
Tipos de Projeções
Projeções Cartográficas
Tipos de Projeções
Projeções Cartográficas
Propriedades das Projeções
Conforme
Preserva ângulos e
formas.
Distorce as áreas.
Mercator (útil para
navegação).
Equivalente
Distorce os ângulos
e formas.
Áreas são
preservadas.
Peters (análises
demográficas).
Equidistante
Distâncias a partir
de um ponto.
Áreas e formas
alteradas.
Azimutal
Equidistante (rotas
aéreas).
Afimática
(Compromisso)
Nenhuma
propriedade
perfeita, mas esta
minimiza
distorções.
Balanceia erros de
forma e área.
Robinson (mapas-
múndi escolares).
Projeções Cartográficas
Projeção de Mercator Projeção de Peters
Projeções Cartográficas
Projeção Equidistante
Projeção de Robinson
Diferentes Visões do Mundo na Cartografia
A representação do mundo em mapas nunca é neutra. Diferentes culturas, épocas e
interesses políticos influenciam como e por que certas regiões são destacadas,
distorcidas ou centralizadas. Os mapas são tanto ferramentas técnicas quanto
documentos históricos e ideológicos.
Diferentes Visões do Mundo na Cartografia
Visões Medievais e Religiosas
Mapa do Saltefio (século XIII)
•Características:
• Jerusalém no centro, refletindo sua importância no
cristianismo.
• Oriente (leste) no topo (origem da palavra
"orientação").
• Elementos bíblicos: Paraíso (Éden) representado no
topo, anjos e demônios.
•Contexto: Mapas medievais ("mapas-mundi T-O") eram
mais simbólicos que geográficos, priorizando narrativas
religiosas sobre precisão.
Diferentes Visões do Mundo na Cartografia
A Revolução das Grandes Navegações
Mapa de Francesco Rosseli (1508)
•Inovações:
• Um dos primeiros a incluir o Novo
Mundo (Américas), mas sem a
Oceania (ainda desconhecida).
• Imprecisões: Formas continentais
distorcidas, tamanhos não
proporcionais.
•Importância: Mostra a transição entre
mapas simbólicos e científicos.
Diferentes Visões do Mundo na Cartografia
Visões Alternativas e Questionamentos
Mapa de Fra Mauro (1459)
•Destaque:
• Sul no topo, influência dos
cartógrafos árabes.
• Mediterrâneo mais preciso; regiões
distantes deformadas.
•Significado: Mostra que a convenção "norte
no topo" não é universal.
Diferentes Visões do Mundo na Cartografia
Projeção Hobo-Dyer (2002)
•Inovação:
• Sul no topo, Austrália e
América do Sul em
destaque.
• Questiona a hierarquia
geopolítica tradicional.
Diferentes Visões do Mundo na Cartografia
Viés Geopolítico nos Mapas Modernos
Conferência do Meridiano de Greenwich (1884)
•Decisão: Adoção do meridiano de Greenwich (0º) como referência global.
•Consequência:
• Reafirmação do poder britânico no século XIX.
• Mapas passaram a colocar a Europa no "centro" (metade esquerda:
Américas; direita: Ásia/Oceania).
Estados Unidos no Século XX
•Estratégia:
• Mapas norte-americanos colocavam o país no centro, cortando a Ásia no
extremo (ex.: Projeção de Van der Grinten).
• Mensagem subliminar: EUA como "eixo" do mundo pós-Segunda Guerra.
Diferentes Visões do Mundo na Cartografia
Os Mapas Como Espelhos Culturais
•Não existe "visão neutra": Todo mapa
reflete valores de quem o produz.
•Tendências históricas:
• Medieval: Religião como centro.
• Séculos XVI-XIX: Europa como
eixo.
• Século XX-XXI: Críticas ao
eurocentrismo e busca por
representações justas (ex.:
Peters).
•Pergunta-chave: "Por que o norte está
no topo?" → Convenção, não lei natural.

Fundamentos de Cartografia e Orientação Espacial

  • 1.
    Fundamentos de Cartografiae Orientação Espacial Geografia Colégio Moderno Professor Bruno Neves
  • 2.
    Introdução à Cartografia ConceitosBásicos A Cartografia é definida como a ciência responsável pela concepção, produção e estudo de mapas. Sua importância se revela no cotidiano através de: •Sistemas de navegação (GPS, mapas digitais) •Representações urbanas (plantas de metrô, guias de ruas) •Instrumentos de orientação (bússolas, cartas náuticas)
  • 3.
    Sistemas de Orientação Pontos Cardeais e Rosa dos Ventos: Norte (N), Sul (S), Leste (L/E), Oeste (O/W) e pontos colaterais (NE, SE, etc.). Usados em bússolas (a agulha sempre aponta para o norte magnético).  Orientação pelo Sol: o Braço direito estendido para o nascer do Sol = Leste (onde o sol "nasce"); o Braço esquerdo = Oeste (onde o sol "se põe"); o Frente = Norte; Costas = Sul.
  • 4.
    Tipos de orientação Orientaçãopelas Estrelas No Hemisfério Sul: Cruzeiro do Sul: Prolongue 4,5 vezes o braço maior da constelação para achar o Sul.  No Hemisfério Norte: Estrela Polar (Polaris): Alinhada com o eixo terrestre, marca o Norte.  Curiosidade: O Cruzeiro do Sul aparece em bandeiras como a do Brasil e da Austrália.
  • 5.
    Coordenadas Geográficas eMovimentos da Terra Sistema de Coordenadas Elementos fundamentais:  Paralelos: Círculos horizontais (Equador = 0°)  Meridianos: Semicírculos verticais (Greenwich = 0°)  1.2 Especificações técnicas:  Latitude: 0° a 90° N/S  Trópicos: Câncer (23°27'N) e Capricórnio (23°27'S)  Círculos Polares: 66°33'N/S  Longitude: 0° a 180° L/O  Exemplo prático: As coordenadas exatas do Observatório de Greenwich são 51°28'38''N, 0°00'00''.Localização precisa: Cruzamento de paralelos (latitude)e meridianos (longitude).
  • 6.
    Coordenadas Geográficas eMovimentos da Terra Localização precisa: Cruzamento de paralelos (latitude) e meridianos (longitude) –plano cartesiano.
  • 7.
    Coordenadas Geográficas eMovimentos da Terra A Esfericidade da Terra e suas Implicações Cartográficas 1. Comprovação da Esfericidade Evidências históricas e científicas: •Observações gregas (séc. III a.C.): • Sombras diferentes em cidades distantes (Eratóstenes calculou a circunferência terrestre) • Forma circular da sombra terrestre durante eclipses lunares •Comprovações modernas: • Fotografias de satélite • Viagens de circum-navegação Eratóstenes – primeiro a calcular a circunferência da Terra.
  • 8.
    Coordenadas Geográficas eMovimentos da Terra Fenômeno Causa Efeito Zonas climáticas Ângulo de incidência solar Tropicos (23°27'), Polares (66°33') Gravidade Forma geoide Aceleração gravitacional varia de 9,78 a 9,83 m/s² Fusos horários Rotação terrestre 24 fusos de 15° cada Consequências da Esfericidade Impactos geográficos:
  • 9.
    Movimentos da Terrae Estações do Ano Movimento Duração Consequências Rotação 23h56min Sucessão dias/noites Translação 365d6h Estações do ano Movimentos fundamentais: Fenômenos astronômicos: •Solstícios: • Verão (HS: dezembro; HN: junho) • Inverno (HS: junho; HN: dezembro) •Equinócios: Março e setembro (dias e noites iguais)
  • 10.
    1. Sistema deFusos 1.1 Princípios básicos: •Divisão em 24 faixas de 15° de longitude •Referência: GMT (Greenwich Mean Time) Linha Internacional de Data: Meridiano 180° (oposto a Greenwich). Viajar para oeste = +1 dia; viajar para leste = -1 dia. Fuso UTC Estados abrangentes 1 -2h Ilhas oceânicas 2 -3h Regiões S, SE, CO, NE 3 -4h AM, MS, RO 4 -5h Acre e sudoeste do AM Fusos brasileiros: FUSOS HORÁRIOS
  • 12.
    Questão 1 Um aviãoparte de Brasília rumo a Rio Branco, no Acre. O tempo de vôo é de 3 horas. Partindo às 16 horas, o avião deverá chegar às: Obs: chegada no horário local e não considere o horário de verão. a)16 horas b) 17 horas c) 18 horas d) 19 horas e) 20 horas FUSOS HORÁRIOS
  • 13.
    Para resolver essaquestão, precisamos considerar o fuso horário entre Brasília e Rio Branco. Informações importantes: •Brasília (DF) está no fuso horário de UTC-3. •Rio Branco (AC) está no fuso horário de UTC-5. •A diferença entre Brasília e Rio Branco é de 2 horas a menos em Rio Branco. •O tempo de voo é de 3 horas. •A partida é às 16h em Brasília. Passo a passo: 1.O avião parte às 16h de Brasília. 2.Voo dura 3 horas, então ele chega às 19h (horário de Brasília). 3.Como Rio Branco está 2 horas atrás, subtraímos 2 horas: 19h - 2h = 17h (horário local de Rio Branco). Resposta correta: b) 17 horas FUSOS HORÁRIOS
  • 14.
    REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS Tipos deMapas Mapas Topográficos: Mostram relevo, rios e estradas. Mapas Temáticos: Focam em temas como clima ou população. Elementos do mapa Além das coordenadas geográficas ou alfanuméricas (localização) e da indicação dos pontos cardeais (orientação) um mapa precisa ter: • título – informa os fenômenos representados; • legenda – mostra o significado dos símbolos utilizados; • escala – indica a proporção entre a representação e a realidade, e permite calcular as distâncias no terreno com base em medidas feitas no mapa.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    CURVAS DE NÍVEL Curvasde nível são um conjunto de linhas imaginárias obtidas a partir de um levantamento topográfico de uma determinada área ou região, as quais ligam pontos que possuem a mesma altitude. Elas servem para se produzir mapas topográficos para uma melhor captação do desnível de um terreno.
  • 18.
  • 19.
    ESCALA 1. Conceito Fundamental(Págs. 21-23) A escala estabelece a relação matemática entre as dimensões no mapa e as dimensões reais do terreno, sendo o elemento mais importante para: •Medição de distâncias •Cálculo de áreas •Interpretação de detalhes Fórmula básica: E = Escala D = Distância real d = Distância mapa 1. Conceito Fundamental (Págs. 21-23) A escala estabelece a relação matemática entre as dimensões no mapa e as dimensões reais do terreno, sendo o elemento mais importante para: •Medição de distâncias •Cálculo de áreas •Interpretação de detalhes Fórmula básica: E = Escala D = Distância real d = Distância mapa
  • 20.
    ESCALA 2. Tipos deEscala 2.1 Numérica: •Representada por fração (1:50.000) ou razão (1/50.000) •Significado: 1 unidade no mapa = 50.000 unidades no terreno •Exemplo: 1:25.000 → 1cm = 25.000cm (250m) 2.2 Gráfica: •Representação visual por segmento dividido •Vantagem: mantém proporção ao ampliar/reduzir mapa •Exemplo: 0______5______10 km
  • 21.
    ESCALA Tipo de EscalaIntervalo Aplicação Nível de Detalhe Grande 1:100 a 1:25.000 Plantas urbanas Máximo (ruas, edificações) Média 1:25.001 a 1:250.000 Cartas topográficas Moderado (bairros, estradas) Pequena Acima de 1:250.001 Mapas regionais/mundiais Mínimo (cidades, países) Classificação por Tamanho:
  • 22.
  • 23.
    ESCALA Exemplos Práticos: 1 -Em uma carta 1:50.000, 4cm no mapa equivalem a? 2 - Um mapa na escala 1:300.000 mostra duas cidades a 6cm de distância. Qual a distância real? 3 - Uma rodovia de 45km deve ser mapeada em um papel de 30cm. Qual a escala adequada?
  • 24.
    Projeções Cartográficas Por QueAs Projeções São Usadas? • A Terra é um elipsoide achatado nos polos, mas mapas são superfícies planas. • Objetivo: Minimizar distorções de acordo com a finalidade do mapa (navegação, análise territorial, estudos climáticos etc.). • Elipsoide de revolução é usado como referência para cálculos cartográficos.
  • 26.
    Projeções Cartográficas Tipo MétodoVantagens Desvantagens Exemplo Cilíndrica Projeção em um cilindro envolvente. Boa para navegação. Distorce áreas perto dos polos. Projeção de Mercator. Cônica Projeção em um cone. Ideal para latitudes médias. Distorce extremos. Mapas regionais. Azimutal (Plana) Projeção tangente a um ponto. Preserva direções. Distorce áreas afastadas. Mapas polares. Tipos de Projeções
  • 27.
  • 28.
    Projeções Cartográficas Propriedades dasProjeções Conforme Preserva ângulos e formas. Distorce as áreas. Mercator (útil para navegação). Equivalente Distorce os ângulos e formas. Áreas são preservadas. Peters (análises demográficas). Equidistante Distâncias a partir de um ponto. Áreas e formas alteradas. Azimutal Equidistante (rotas aéreas). Afimática (Compromisso) Nenhuma propriedade perfeita, mas esta minimiza distorções. Balanceia erros de forma e área. Robinson (mapas- múndi escolares).
  • 29.
    Projeções Cartográficas Projeção deMercator Projeção de Peters
  • 30.
  • 31.
    Diferentes Visões doMundo na Cartografia A representação do mundo em mapas nunca é neutra. Diferentes culturas, épocas e interesses políticos influenciam como e por que certas regiões são destacadas, distorcidas ou centralizadas. Os mapas são tanto ferramentas técnicas quanto documentos históricos e ideológicos.
  • 32.
    Diferentes Visões doMundo na Cartografia Visões Medievais e Religiosas Mapa do Saltefio (século XIII) •Características: • Jerusalém no centro, refletindo sua importância no cristianismo. • Oriente (leste) no topo (origem da palavra "orientação"). • Elementos bíblicos: Paraíso (Éden) representado no topo, anjos e demônios. •Contexto: Mapas medievais ("mapas-mundi T-O") eram mais simbólicos que geográficos, priorizando narrativas religiosas sobre precisão.
  • 33.
    Diferentes Visões doMundo na Cartografia A Revolução das Grandes Navegações Mapa de Francesco Rosseli (1508) •Inovações: • Um dos primeiros a incluir o Novo Mundo (Américas), mas sem a Oceania (ainda desconhecida). • Imprecisões: Formas continentais distorcidas, tamanhos não proporcionais. •Importância: Mostra a transição entre mapas simbólicos e científicos.
  • 34.
    Diferentes Visões doMundo na Cartografia Visões Alternativas e Questionamentos Mapa de Fra Mauro (1459) •Destaque: • Sul no topo, influência dos cartógrafos árabes. • Mediterrâneo mais preciso; regiões distantes deformadas. •Significado: Mostra que a convenção "norte no topo" não é universal.
  • 35.
    Diferentes Visões doMundo na Cartografia Projeção Hobo-Dyer (2002) •Inovação: • Sul no topo, Austrália e América do Sul em destaque. • Questiona a hierarquia geopolítica tradicional.
  • 36.
    Diferentes Visões doMundo na Cartografia Viés Geopolítico nos Mapas Modernos Conferência do Meridiano de Greenwich (1884) •Decisão: Adoção do meridiano de Greenwich (0º) como referência global. •Consequência: • Reafirmação do poder britânico no século XIX. • Mapas passaram a colocar a Europa no "centro" (metade esquerda: Américas; direita: Ásia/Oceania). Estados Unidos no Século XX •Estratégia: • Mapas norte-americanos colocavam o país no centro, cortando a Ásia no extremo (ex.: Projeção de Van der Grinten). • Mensagem subliminar: EUA como "eixo" do mundo pós-Segunda Guerra.
  • 37.
    Diferentes Visões doMundo na Cartografia Os Mapas Como Espelhos Culturais •Não existe "visão neutra": Todo mapa reflete valores de quem o produz. •Tendências históricas: • Medieval: Religião como centro. • Séculos XVI-XIX: Europa como eixo. • Século XX-XXI: Críticas ao eurocentrismo e busca por representações justas (ex.: Peters). •Pergunta-chave: "Por que o norte está no topo?" → Convenção, não lei natural.