A Terra conta a sua história… Podemos conhecer o passado da Terra pelos fósseis …
O que são fósseis? Os fósseis são restos de organismos, vestígios ou marcas da sua actividade, que povoaram a Terra em épocas anteriores à  nossa e que se conservaram principalmente nas rochas sedimentares. Os Fósseis
Os Fósseis
Os Fósseis
Os Fósseis
Quanto tempo demora a forma-se um fóssil? Não há limites cronológicos para os fósseis. Um objecto biológico não se torna um fóssil apenas depois de um determinado número de milhares ou de milhões de anos enterrado... Não é a idade que define o fóssil, mas sim a sua origem e o seu contexto presente. Se se trata de um objecto com origem biológica identificável (um dente, uma folha, uma pegada, etc.) e está, ou esteve, inserido num contexto geológico (enterrado em areia, petrificado, inserido numa rocha ou incluído no gelo de um glaciar, em âmbar ou em asfalto, etc.), então é um fóssil, independentemente da sua idade. Os Fósseis
Paleontologia e Paleontólogos: A ciência que estuda os fósseis chama-se Paleontologia (ramo da Geologia) e os cientistas que a praticam recebem o nome de Paleontólogos. Os Fósseis
Processos de fossilização: O Processo de fossilização consiste na forma como os organismos se tornam fósseis.  Ex: mumificação, moldagem, mineralização, … Os Fósseis
Mumificação ou conservação total Todo ou quase todo o ser vivo fica conservado, mesmo as suas partes moles (fenómeno raro). Após a morte, o ser vivo é envolvido por uma substância (gelo, âmbar), que permite a sua conservação. Os Fósseis
Conservação em Âmbar: Mosquito preservado em âmbar. Âmbar é uma resina que existiu há muitos anos. O âmbar isola o organismo do contacto com o exterior. Os Fósseis
Conservação em gelo Mamute preservado em gelo descoberto na Sibéria. O gelo interrompe a actividade dos microorganismos decompositores e retarda a decomposição físico-química. Os Fósseis
Mineralização :   Este tipo de fossilização envolve a substituição completa, ou quase, de partes do organismo por substâncias minerais.  (O resultado final da mineralização é aquilo a que, vulgarmente, se chama, petrificação).  Os Fósseis
Trilobite Amonite Cabeça de dinossauro mineralizada Os Fósseis
Troncos “petrificados” Os Fósseis
Ovos fossilizados   Os Fósseis
Moldagem :  Neste tipo de fossilização não se conservam quaisquer partes do organismo, mas somente uma reprodução ou molde da sua estrutura interna -  moldes internos  - ou da sua estrutura externa –  moldes  externos.  Molde  interno (esquerda) e externo (direita) de concha de gastrópode  Turritella . Miocénico, Albufeira. Os Fósseis
Molde Externo   Molde Externo   Molde Interno
Impressão:   Os organismos deixam apenas marcas da sua existência nos sedimentos por onde passaram ou onde foram soterrados: pegadas, rastos, marcas de folhas e de asas são bons exemplos de impressões.  Os Fósseis
Os Fósseis
Fósseis vivos:   Celacanto Os Fósseis Frequentemente, pertencem a grupos biológicos que no passado geológico da Terra foram muito mais abundantes. Alguns destes grupos biológicos foram inicialmente identificados com base no registo fóssil, sendo classificados como extintos, e só depois sido descobertos - vivos - na actualidade. Daí a expressão " fóssil vivo ".
Gingko biloba Os Fósseis
Nautilus  Os Fósseis
Caranguejo-ferradura (Limulus) Os Fósseis
Que fósseis permitem datar as formações geológicas? Os  fósseis de idade  ou  fósseis estratigráficos ,  correspondem  a seres vivos pertencentes a grupos que sobreviveram durante intervalos de tempo curtos e tiveram grande área de dispersão. São importantes para estabelecer uma relação entre a idade dos terrenos em que se encontram, ajudando-nos a datar as rochas, camadas ou estratos . EX:  As trilobites  e  as amonites  são bons exemplos de fósseis de idade. Os Fósseis
Que informações nos podem fornecer os fósseis de fácies ou de ambiente? Os fósseis de fácies ou de ambiente , apesar de não datarem as camadas, dão-nos preciosas informações sobre o tipo de ambiente que existia, no local onde são encontrados, aquando da sua fossilização.  EX:  As turritellas  e  os corais  são bons fósseis de ambiente.  Os Fósseis
   Permitem estudar a  evolução da vida   na Terra    Permitem  datar as rochas   e   determinar ambientes antigos . Fóssil de Idade Fóssil de Fácie Coral 500 M.a.    actualidade Vivem apenas em ambientes de águas  calmas ,  quentes  e  pouco profundas Amonite 248 M.a.    66 M.a. Os Fósseis Importância dos fósseis
A  estratigrafia   ocupa-se do estudo, descrição, correlação de idades em classificação das rochas sedimentares. Regra geral, a formação dos estratos faz-se segundo planos Horizontais.  + recente + antigo A Idade das rochas
A Idade das rochas
Diferentes  princípios podem ser utilizados para fazer a datação relativa de formações geológicas O   Princípio da sobreposição dos estratos , numa série de estratos na sua posição original, qualquer estrato é mais recente do que os estratos que estão abaixo dele  e mais antigo do que os estratos que a ele se sobrepõem.  Este principio foi enunciado pela primeira vez por Niels Stensen , no século XVII) A Idade das rochas Assim, um conjunto vertical de estratos forma uma   sequência estratigráfica   e representa um registo cronológico da história geológica da região.
Datação  Relativa Nesta  cronologia , o geólogo pode dizer que uma camada de rocha é mais antiga do que outra, mas não pode dizer quantos anos é mais velha, nem sequer quantos anos tem.  Na figura: o estrato  B  é mais velho do  que  o  A  e mais novo  do que o  C  e  D .  Mais recente   Mais antigo   A Idade das rochas
Discordâncias estratigráficas ou lacunas:  Consistem nas grandes continuidades no registo geológico, marcadas pela  ausência de camadas  mais ou menos espessas, que podem ser explicadas pela ausência de sedimentações no local ou por erosão de camadas que existiam.  A Idade das rochas
Principio da horizontalidade:  afirma que os materiais que formam os estratos se depositam inicialmente segundo planos horizontais.  Este princípio foi formulado por Nicolaus Steno em 1689. A Idade das rochas
Princípio da Correlação estratigráfica ou da Identidade Paleontológica :  Este Princípio admite que os grupos de fósseis aparecem numa ordem definida e que se pode reconhecer determinado período do tempo geológico pelas características dos fósseis. (este princípio deve-se a William Smith).  A Idade das rochas
A Idade absoluta das rochas Os métodos de  datação relativa  das rochas apesar de importantes apenas ordenam os acontecimentos numa escala de “antes e depois” ou “mais antigo e mais recente”,  não permitindo estabelecer a duração real dos acontecimentos (idade numérica) . Para tal, existem os chamados métodos  radiométricos, que se servem dos elementos  radioactivos nas rochas, como o Urânio, Carbono-14, potássio-40, rubídio … para as datar. São usados instrumentos electrónicos que  medem a quantidade dos elementos  radioactivos  em amostras de rochas. A Idade das rochas Nesta  cronologia , o geólogo pode dizer que uma estrato/rocha/fóssil é mais antiga(o)/recente do que outra(o) e pode dizer quantos anos tem.
Escala do tempo Geológico Nos séculos XIX e XX, os geólogos, utilizando os princípios da datação relativa e absoluta das rochas e juntando informações recolhidas em afloramentos por todo o mundo, elaboraram uma  escala do tempo geológico ,  ou seja fizeram um  calendário   da idade e história geológica da Terra. Os nomes atribuídos às grandes Eras geológicas dizem respeito à vida animal:  o sufixo – zóico significa “animal”  os prefixos paleo -, meso -, e ceno -, significam respectivamente, “antigo”, “médio” e “recente”. A Idade das rochas
Os limites das Eras  estão assim relacionados  com a história da Vida  (aparecimento de espécies,  extinções em massa,…) Os nomes atribuídos aos  Períodos têm  que ver com  uma região natural ou com   as características da época   geológica que representam. Também se consideram espaços de tempo mais curtos, dentro dos Períodos, chamamos Épocas. A Idade das rochas
* Tabela simplificada com Eras, Períodos épocas  A Idade das rochas

Fosseis e Datação ras Rochas

  • 1.
    A Terra contaa sua história… Podemos conhecer o passado da Terra pelos fósseis …
  • 2.
    O que sãofósseis? Os fósseis são restos de organismos, vestígios ou marcas da sua actividade, que povoaram a Terra em épocas anteriores à nossa e que se conservaram principalmente nas rochas sedimentares. Os Fósseis
  • 3.
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    Quanto tempo demoraa forma-se um fóssil? Não há limites cronológicos para os fósseis. Um objecto biológico não se torna um fóssil apenas depois de um determinado número de milhares ou de milhões de anos enterrado... Não é a idade que define o fóssil, mas sim a sua origem e o seu contexto presente. Se se trata de um objecto com origem biológica identificável (um dente, uma folha, uma pegada, etc.) e está, ou esteve, inserido num contexto geológico (enterrado em areia, petrificado, inserido numa rocha ou incluído no gelo de um glaciar, em âmbar ou em asfalto, etc.), então é um fóssil, independentemente da sua idade. Os Fósseis
  • 7.
    Paleontologia e Paleontólogos:A ciência que estuda os fósseis chama-se Paleontologia (ramo da Geologia) e os cientistas que a praticam recebem o nome de Paleontólogos. Os Fósseis
  • 8.
    Processos de fossilização:O Processo de fossilização consiste na forma como os organismos se tornam fósseis. Ex: mumificação, moldagem, mineralização, … Os Fósseis
  • 9.
    Mumificação ou conservaçãototal Todo ou quase todo o ser vivo fica conservado, mesmo as suas partes moles (fenómeno raro). Após a morte, o ser vivo é envolvido por uma substância (gelo, âmbar), que permite a sua conservação. Os Fósseis
  • 10.
    Conservação em Âmbar:Mosquito preservado em âmbar. Âmbar é uma resina que existiu há muitos anos. O âmbar isola o organismo do contacto com o exterior. Os Fósseis
  • 11.
    Conservação em geloMamute preservado em gelo descoberto na Sibéria. O gelo interrompe a actividade dos microorganismos decompositores e retarda a decomposição físico-química. Os Fósseis
  • 12.
    Mineralização : Este tipo de fossilização envolve a substituição completa, ou quase, de partes do organismo por substâncias minerais. (O resultado final da mineralização é aquilo a que, vulgarmente, se chama, petrificação). Os Fósseis
  • 13.
    Trilobite Amonite Cabeçade dinossauro mineralizada Os Fósseis
  • 14.
  • 15.
    Ovos fossilizados Os Fósseis
  • 16.
    Moldagem : Neste tipo de fossilização não se conservam quaisquer partes do organismo, mas somente uma reprodução ou molde da sua estrutura interna - moldes internos - ou da sua estrutura externa – moldes externos. Molde interno (esquerda) e externo (direita) de concha de gastrópode Turritella . Miocénico, Albufeira. Os Fósseis
  • 17.
    Molde Externo Molde Externo Molde Interno
  • 18.
    Impressão: Os organismos deixam apenas marcas da sua existência nos sedimentos por onde passaram ou onde foram soterrados: pegadas, rastos, marcas de folhas e de asas são bons exemplos de impressões. Os Fósseis
  • 19.
  • 20.
    Fósseis vivos: Celacanto Os Fósseis Frequentemente, pertencem a grupos biológicos que no passado geológico da Terra foram muito mais abundantes. Alguns destes grupos biológicos foram inicialmente identificados com base no registo fóssil, sendo classificados como extintos, e só depois sido descobertos - vivos - na actualidade. Daí a expressão " fóssil vivo ".
  • 21.
  • 22.
    Nautilus OsFósseis
  • 23.
  • 24.
    Que fósseis permitemdatar as formações geológicas? Os fósseis de idade ou fósseis estratigráficos , correspondem a seres vivos pertencentes a grupos que sobreviveram durante intervalos de tempo curtos e tiveram grande área de dispersão. São importantes para estabelecer uma relação entre a idade dos terrenos em que se encontram, ajudando-nos a datar as rochas, camadas ou estratos . EX: As trilobites e as amonites são bons exemplos de fósseis de idade. Os Fósseis
  • 25.
    Que informações nospodem fornecer os fósseis de fácies ou de ambiente? Os fósseis de fácies ou de ambiente , apesar de não datarem as camadas, dão-nos preciosas informações sobre o tipo de ambiente que existia, no local onde são encontrados, aquando da sua fossilização. EX: As turritellas e os corais são bons fósseis de ambiente. Os Fósseis
  • 26.
    Permitem estudar a evolução da vida na Terra  Permitem datar as rochas e determinar ambientes antigos . Fóssil de Idade Fóssil de Fácie Coral 500 M.a.  actualidade Vivem apenas em ambientes de águas calmas , quentes e pouco profundas Amonite 248 M.a.  66 M.a. Os Fósseis Importância dos fósseis
  • 27.
    A estratigrafia ocupa-se do estudo, descrição, correlação de idades em classificação das rochas sedimentares. Regra geral, a formação dos estratos faz-se segundo planos Horizontais. + recente + antigo A Idade das rochas
  • 28.
  • 29.
    Diferentes princípiospodem ser utilizados para fazer a datação relativa de formações geológicas O Princípio da sobreposição dos estratos , numa série de estratos na sua posição original, qualquer estrato é mais recente do que os estratos que estão abaixo dele e mais antigo do que os estratos que a ele se sobrepõem. Este principio foi enunciado pela primeira vez por Niels Stensen , no século XVII) A Idade das rochas Assim, um conjunto vertical de estratos forma uma sequência estratigráfica e representa um registo cronológico da história geológica da região.
  • 30.
    Datação RelativaNesta cronologia , o geólogo pode dizer que uma camada de rocha é mais antiga do que outra, mas não pode dizer quantos anos é mais velha, nem sequer quantos anos tem. Na figura: o estrato B é mais velho do que o A e mais novo do que o C e D . Mais recente  Mais antigo  A Idade das rochas
  • 31.
    Discordâncias estratigráficas oulacunas: Consistem nas grandes continuidades no registo geológico, marcadas pela ausência de camadas mais ou menos espessas, que podem ser explicadas pela ausência de sedimentações no local ou por erosão de camadas que existiam. A Idade das rochas
  • 32.
    Principio da horizontalidade: afirma que os materiais que formam os estratos se depositam inicialmente segundo planos horizontais. Este princípio foi formulado por Nicolaus Steno em 1689. A Idade das rochas
  • 33.
    Princípio da Correlaçãoestratigráfica ou da Identidade Paleontológica : Este Princípio admite que os grupos de fósseis aparecem numa ordem definida e que se pode reconhecer determinado período do tempo geológico pelas características dos fósseis. (este princípio deve-se a William Smith). A Idade das rochas
  • 34.
    A Idade absolutadas rochas Os métodos de datação relativa das rochas apesar de importantes apenas ordenam os acontecimentos numa escala de “antes e depois” ou “mais antigo e mais recente”, não permitindo estabelecer a duração real dos acontecimentos (idade numérica) . Para tal, existem os chamados métodos radiométricos, que se servem dos elementos radioactivos nas rochas, como o Urânio, Carbono-14, potássio-40, rubídio … para as datar. São usados instrumentos electrónicos que medem a quantidade dos elementos radioactivos em amostras de rochas. A Idade das rochas Nesta cronologia , o geólogo pode dizer que uma estrato/rocha/fóssil é mais antiga(o)/recente do que outra(o) e pode dizer quantos anos tem.
  • 35.
    Escala do tempoGeológico Nos séculos XIX e XX, os geólogos, utilizando os princípios da datação relativa e absoluta das rochas e juntando informações recolhidas em afloramentos por todo o mundo, elaboraram uma escala do tempo geológico , ou seja fizeram um calendário da idade e história geológica da Terra. Os nomes atribuídos às grandes Eras geológicas dizem respeito à vida animal: o sufixo – zóico significa “animal” os prefixos paleo -, meso -, e ceno -, significam respectivamente, “antigo”, “médio” e “recente”. A Idade das rochas
  • 36.
    Os limites dasEras estão assim relacionados com a história da Vida (aparecimento de espécies, extinções em massa,…) Os nomes atribuídos aos Períodos têm que ver com uma região natural ou com as características da época geológica que representam. Também se consideram espaços de tempo mais curtos, dentro dos Períodos, chamamos Épocas. A Idade das rochas
  • 37.
    * Tabela simplificadacom Eras, Períodos épocas A Idade das rochas