FIOCRUZ E O PROJETO AUTOSSUSTENTÁVEL DE COMBATE AO
AEDES AEGYPTI!
http://www.nitportalsocial.com.br/2016/08/fiocruz-e-o-projeto-
autossustentavel-de.html
Um estudo que integra o projeto "Eliminar a Dengue: Desafio Brasil", feito
pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que, quando presente no
mosquito Aedes aegypti, a bactéria Wolbachia é capaz de reduzir a
transmissão do zika vírus.
A Fiocruz estuda o uso da bactéria como uma alternativa natural,
autossustentável e segura do combate à Zika, dengue e chikungunya.
A pesquisa separou os mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria e
os não infectados e os alimentou com sangue humano, contendo duas
linhagens do zika vírus circulantes no Brasil. Depois de 14 dias do contato
com o vírus, o resultado foi animador: nenhum dos 80 mosquitos que
receberam saliva de Aedes aegypti com Wolbachia se infectou com o zika
vírus.
Por outro lado, 85% dos mosquitos que receberam saliva de Aedes aegypti
sem Wolbachia ficaram altamente infectados.
“Por mais que a saliva dos Aedes aegypti com Wolbachia apresentasse
partículas virais de Zika, em nenhum caso a saliva foi capaz de infectar
outros mosquitos. Esses dados são similares ao efeito anteriormente
observado sobre o potencial de transmissão do vírus dengue por Aedes
aegypti com Wolbachia. Isso nos mostra que o uso de mosquitos Aedes
aegypti com Wolbachia também tem potencial para ser utilizado para
controle da transmissão do vírus Zika”, destaca o pesquisador Luciano
Moreira, coordenador do estudo e líder do projeto ‘Eliminar a Dengue:
Desafio Brasil’.
Segurança e aprovações:
A Wolbachia é uma bactéria restrita a animais invertebrados. Por ser
obrigatoriamente intracelular, ela não sai durante a picada do mosquito e não
está presente na saliva que o mosquito secreta durante a picada. Além disso,
há séculos os seres humanos são picados pelo pernilongo, que naturalmente
possui a Wolbachia, sem o desenvolvimento de doenças ou reação imune
causadas diretamente pela bactéria.
Os estudos de campo do projeto no Brasil foram aprovados pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), pelo Instituto Brasileiro de Meio
Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), pelo Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Comissão Nacional de
Ética em Pesquisa (CONEP) após rigorosa avaliação sobre a segurança para a
saúde e para o meio ambiente.
Resultados do Projeto:
Os bairros de Tubiacanga, na Ilha do Governador, e Jurujuba, em
Niterói, são parceiros do estudo que usa mosquitos Aedes aegypti com a
bactéria Wolbachia, capaz de reduzir a transmissão da dengue.
Como resultado dos estudos realizados pelo projeto entre agosto de 2015 e
janeiro de 2016 foi verificado que 80% dos mosquitos Aedes aegypti destas
localidades possuem a bactéria Wolbachi.
Assista ao vídeo de apresentação do projeto!
Fonte: Portal Brasil
E como não poderia ser diferente a sociedade se mobiliza para ajudar ao
combate deste mosquito e , consequentemente, destas doenças. É o caso da
ong Trilhos do Jequitibá, localizada em Jaguariúna, a 125 km da capital São
Paulo, utiliza um projeto lúdico e eficiente para combater a dengue.
Intitulado “Eu vejo flores em você”, num jogo de palavras parecido com a
música da banda paulistana Ira!, a iniciativa utiliza flores como elemento
principal para afastar os mosquitos e larvas do Aedes aegypti, que transmite a
doença.
“Trabalhamos com o plantio de Crotalaria juncea, um arbusto com pouco
mais de dois metros, cujas flores atraem libélulas. Os insetos se alimentam
das larvas e do mosquito adulto transmissor da dengue, ajudando a diminuir
assim a propagação da multiplicação do mosquito e consequentemente, a
ocorrência de casos da doença”, explica Hilário Argemiro, secretário
administrativo da organização.
Para disseminar o projeto, eles preparam kits com flores artificiais, feitas a
partir da terra de formigueiros desativados, causando zero impacto na
natureza. Em seguida, as flores são pintadas e deixadas para secar em fundos
de garrafas PET, para adquirirem o formato. Dentro das flores moldadas pelos
voluntários vão as sementes de Crotalaria, para serem, enfim, plantadas em
cada residência.
Ana Porto/Sergio Honorato
Nit Portal Social
Planejamento, Gerenciamento, Monitoramento de Mídias Sociais para
Empresas e Responsabilidade Social

Fiocruz e o projeto autossustentável de combate ao aedes aegypti

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    FIOCRUZ E OPROJETO AUTOSSUSTENTÁVEL DE COMBATE AO AEDES AEGYPTI! http://www.nitportalsocial.com.br/2016/08/fiocruz-e-o-projeto- autossustentavel-de.html Um estudo que integra o projeto "Eliminar a Dengue: Desafio Brasil", feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que, quando presente no mosquito Aedes aegypti, a bactéria Wolbachia é capaz de reduzir a transmissão do zika vírus. A Fiocruz estuda o uso da bactéria como uma alternativa natural, autossustentável e segura do combate à Zika, dengue e chikungunya. A pesquisa separou os mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria e os não infectados e os alimentou com sangue humano, contendo duas linhagens do zika vírus circulantes no Brasil. Depois de 14 dias do contato com o vírus, o resultado foi animador: nenhum dos 80 mosquitos que receberam saliva de Aedes aegypti com Wolbachia se infectou com o zika vírus. Por outro lado, 85% dos mosquitos que receberam saliva de Aedes aegypti sem Wolbachia ficaram altamente infectados.
  • 2.
    “Por mais quea saliva dos Aedes aegypti com Wolbachia apresentasse partículas virais de Zika, em nenhum caso a saliva foi capaz de infectar outros mosquitos. Esses dados são similares ao efeito anteriormente observado sobre o potencial de transmissão do vírus dengue por Aedes aegypti com Wolbachia. Isso nos mostra que o uso de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia também tem potencial para ser utilizado para controle da transmissão do vírus Zika”, destaca o pesquisador Luciano Moreira, coordenador do estudo e líder do projeto ‘Eliminar a Dengue: Desafio Brasil’. Segurança e aprovações: A Wolbachia é uma bactéria restrita a animais invertebrados. Por ser obrigatoriamente intracelular, ela não sai durante a picada do mosquito e não está presente na saliva que o mosquito secreta durante a picada. Além disso, há séculos os seres humanos são picados pelo pernilongo, que naturalmente
  • 3.
    possui a Wolbachia,sem o desenvolvimento de doenças ou reação imune causadas diretamente pela bactéria. Os estudos de campo do projeto no Brasil foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) após rigorosa avaliação sobre a segurança para a saúde e para o meio ambiente. Resultados do Projeto: Os bairros de Tubiacanga, na Ilha do Governador, e Jurujuba, em Niterói, são parceiros do estudo que usa mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, capaz de reduzir a transmissão da dengue. Como resultado dos estudos realizados pelo projeto entre agosto de 2015 e janeiro de 2016 foi verificado que 80% dos mosquitos Aedes aegypti destas localidades possuem a bactéria Wolbachi. Assista ao vídeo de apresentação do projeto! Fonte: Portal Brasil
  • 4.
    E como nãopoderia ser diferente a sociedade se mobiliza para ajudar ao combate deste mosquito e , consequentemente, destas doenças. É o caso da ong Trilhos do Jequitibá, localizada em Jaguariúna, a 125 km da capital São Paulo, utiliza um projeto lúdico e eficiente para combater a dengue. Intitulado “Eu vejo flores em você”, num jogo de palavras parecido com a música da banda paulistana Ira!, a iniciativa utiliza flores como elemento principal para afastar os mosquitos e larvas do Aedes aegypti, que transmite a doença. “Trabalhamos com o plantio de Crotalaria juncea, um arbusto com pouco mais de dois metros, cujas flores atraem libélulas. Os insetos se alimentam das larvas e do mosquito adulto transmissor da dengue, ajudando a diminuir assim a propagação da multiplicação do mosquito e consequentemente, a ocorrência de casos da doença”, explica Hilário Argemiro, secretário administrativo da organização. Para disseminar o projeto, eles preparam kits com flores artificiais, feitas a partir da terra de formigueiros desativados, causando zero impacto na natureza. Em seguida, as flores são pintadas e deixadas para secar em fundos de garrafas PET, para adquirirem o formato. Dentro das flores moldadas pelos voluntários vão as sementes de Crotalaria, para serem, enfim, plantadas em cada residência. Ana Porto/Sergio Honorato Nit Portal Social Planejamento, Gerenciamento, Monitoramento de Mídias Sociais para Empresas e Responsabilidade Social