3 Poemas
Chove... Mas isso que importa!, se estou aqui abrigado nesta porta a ouvir a chuva que cai do céu uma melodia de silêncio que ninguém mais ouve  senão eu? José Gomes Ferreira
Chove... Mas é do destino de quem ama ouvir um violino até na lama.
Eugénio de Andrade A chuva, outra vez a chuva sobre as oliveiras. Não sei porque voltou esta tarde se a minha mãe já se foi embora,
já não vem à varanda para a ver cair, já não levanta os olhos da costura Para perguntar: Ouves?
Oiço, mãe, é outra vez a chuva, a chuva sobre o teu rosto.
Mário Quintana O meu amor, o meu amor, Maria É como um fio telegráfico da estrada Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma E canta (Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!) Canta e vai-se embora Outra, nem isso, Mal chega, vai-se embora.
A última que passou Limitou-se a fazer cocô No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo: As andorinhas é que mudam.
 

Fernando Pessoa-2 Poemas

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    Chove... Mas issoque importa!, se estou aqui abrigado nesta porta a ouvir a chuva que cai do céu uma melodia de silêncio que ninguém mais ouve senão eu? José Gomes Ferreira
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    Chove... Mas édo destino de quem ama ouvir um violino até na lama.
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    Eugénio de AndradeA chuva, outra vez a chuva sobre as oliveiras. Não sei porque voltou esta tarde se a minha mãe já se foi embora,
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    já não vemà varanda para a ver cair, já não levanta os olhos da costura Para perguntar: Ouves?
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    Oiço, mãe, éoutra vez a chuva, a chuva sobre o teu rosto.
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    Mário Quintana Omeu amor, o meu amor, Maria É como um fio telegráfico da estrada Aonde vêm pousar as andorinhas...
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    De vez emquando chega uma E canta (Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!) Canta e vai-se embora Outra, nem isso, Mal chega, vai-se embora.
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    A última quepassou Limitou-se a fazer cocô No meu pobre fio de vida!
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    No entanto, Maria,o meu amor é sempre o mesmo: As andorinhas é que mudam.
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